Vigílias – 26 de setembro a 3 de outubro de 2026
Zema X SimõesPara tentar ser reeleito ao governo de Minas, Mateus Simões (PSD) faz todo o tipo de jogada, inclusive se afastar da campanha de seu padrinho político, o ex-governador e presidenciável Romeu Zema (Novo). Amigos próximos ao ex-comandante da Cidade Administrativa categorizam: “Simões esqueceu o prato que comeu”. Ufa. Cleitinho e MedioliNos bastidores da Assembleia Legislativa, já há uma projeção de como será a vida dos mineiros a partir de janeiro do próximo ano, com Cleitinho Azevedo (Republicanos) como governador e Vittorio Medioli (PL) na presidência do Parlamento mineiro. Esse comentário surgiu pela possibilidade de Cleitinho vencer o pleito ainda no primeiro turno. A ver. Aécio X Domingos SávioA família Neves tem ligação com o município de Cláudio, no Centro-Oeste mineiro. É daí que o candidato ao Senado, Aécio Neves (PSDB), possui forte presença política na região. Agora neste pleito, ele está dividindo espaço com seu ex-aliado e atual inimigo, Domingos Sávio (PL), cuja trajetória começou em Divinópolis. Sávio também busca sua eleição à Casa Alta de Brasília e reclama da invasão de Aécio naquela região. Donos de partidosTrês políticos mineiros avaliados como verdadeiros donos de partidos políticos: Newton Cardoso Júnior, presidente estadual do MDB; Luis Tibé, presidente nacional do Avante; e Marcelo Aro, uma das principais lideranças do PP em Minas. Ritmo de campanhaO ritmo de campanha nesta reta final é tão intenso que alguns candidatos até adoecem, como é o caso de Flávio Roscoe que está com pneumonia. Já outros empunham jornadas pesadas, como Luís Eduardo Falcão (Republicanos), vice na chapa de Cleitinho. Ele externou aos amigos que tem dormido apenas 4 horas por noite. Simões e a comunicaçãoJornalistas da crônica política mineira categorizam: “o resultado pífio da campanha à reeleição de Mateus Simões (PSD) também tem conexão com a comunicação social do governo. Nos últimos 8 anos, apostaram somente nas redes sociais e agora estão colhendo os resultados dessa escolha”. Alcolumbre X AécioEm Brasília, os matemáticos da política afiançam que caso Aécio Neves (PSDB) seja eleito ao Senado, pode se tornar um forte candidato à presidência da Casa. Quem rejeita o fato é o atual presidente e candidato à reeleição, Davi Alcolumbre (União Brasil). Polêmico Eduardo CunhaEmbora cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Eduardo Cunha (Republicanos) continua incentivando os seus companheiros e dizendo que vai reverter a situação. Em seu escritório, localizado na Savassi, Zona Sul de Belo Horizonte, continuam circulando lideranças e políticos de prestígio. Anastasia X AécioO ministro do Tribunal de Contas da União e ex-governador de Minas, Antonio Anastasia, já tinha avisado que não está disposto a colaborar com o projeto de seu ex-padrinho, Aécio Neves. “Ele se esquiva até mesmo de opinar sobre o ritmo da campanha de Neves ao Senado”, dizem parentes próximos ao tucano. Causa milionáriaNos meandros do Judiciário brasileiro, uma indagação permanece sem resposta: quanto custa o contrato de Daniel Vorcaro com o advogado e ex-presidente da OAB-MG, Sérgio Leonardo, para defendê-lo no Caso Master? Números do JudiciárioA professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida, ficou assustada com os números do Judiciário. No ano passado, o órgão consumiu um orçamento de mais de R$ 146 bilhões. Trata-se do segundo maior orçamento em todo o mundo, ficando atrás apenas de El Salvador. Justiça e democraciaCom relação à importância do pleno funcionamento do sistema judiciário, o jornalista e professor Jorge Felix vaticina: “sem a justiça, a democracia entra em decadência e o país caminha para uma ditadura”. Adeus STFDiante dos últimos acontecimentos no STF, a jornalista Flávia Oliveira opina: “Existe a necessidade da total reestruturação na Suprema Corte. Caso contrário, a instituição pode entrar em um processo de autofagia completo”.
Alimentação para quem precisa
Quem vive na Zona Sul da capital, certamente desconhece a importância do Banco de Alimentos da Prefeitura de Belo Horizonte, cujo objetivo é reduzir a insegurança alimentar da população em situação de vulnerabilidade social. Segundo os dados oficiais, entre abril e agosto deste ano, foram recebidas 50,4 toneladas de doações. Desse total, 19.281,45 quilos do Programa de Aquisição de Alimentos foram direcionados a 25 instituições, que atendem 4.931 pessoas por semana. A coordenadora do Banco de Alimentos, Isabella Sena de Almeida, informa que, atualmente, 40 instituições estão cadastradas como beneficiárias. Segundo ela, esse número permite complementar mais de 2,7 milhões de refeições por ano. Semanalmente, cerca de 10 mil pessoas são favorecidas. Além das instituições, a coordenadora acrescenta que os restaurantes populares receberam, no mesmo período, 31.348 quilos de alimentos da agricultura familiar. Os produtos são utilizados na preparação das refeições servidas à população nos quatro restaurantes populares, que oferecem 9 mil refeições por dia. Para tocar esse projeto em frente são estabelecidas parcerias significativas, especialmente com as redes de supermercados, sacolões, grandes restaurantes e outros doadores constantes. Também existe uma conexão do Banco de Alimentos com agricultores do programa Agricultura Familiar. Cerca de 40 variedades de alimentos vêm especialmente de produtores da Região Metropolitana, como Belo Vale, Brumadinho, Caeté, Catas Altas da Noruega, Inhaúma, Jequitibá, Mário Campos, Matozinhos, Piedade dos Gerais, Santa Bárbara, São Joaquim de Bicas e Sete Lagoas. Quando a Prefeitura efetua a compra direta dos agricultores familiares, cabe ao governo federal proporcionar diretamente o pagamento pelos alimentos adquiridos. Isso tem ajudado na manutenção regular do sistema, permitindo a coesão entre os pequenos proprietários rurais dos municípios em torno da capital mineira.
Poder de influência dos candidatos ao cargo de vice-governador 2026

Se a eleição ao governo de Minas será definida ainda no primeiro turno é uma indagação recorrente nos meandros políticos. Para além dessa possibilidade, a campanha eleitoral de 2026 já registrou o protagonismo dos candidatos que concorrem ao posto de vice-governador, especialmente nas chapas de Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT) e Cleitinho Azevedo (Republicanos). Uma informação sobre o companheiro de chapa de Cleitinho, o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), merece destaque. Ao longo do embate político enfrentado pela dupla, muitas foram as vezes em que os conselhos de Falcão contribuíram para o êxito de Cleitinho. No Sul de Minas, comenta-se que dezenas de ex-prefeitos abraçaram o projeto do candidato do Republicanos por conta da atuação de Falcão. No Oeste e Alto Paranaíba, inúmeras lideranças entraram em cena para anunciar, logo no início do processo, o apoio ao grupo e isso fez toda a diferença. O protagonismo do ex-presidente da AMM vem desde a formação da chapa, com sua atuação permanente junto à cúpula do partido em Minas e perante à direção nacional. Nomes de prestígio nos bastidores Quando se fala do projeto eleitoral de Mateus Simões, há uma associação ao nome de seu candidato a vice, Danilo de Castro (União Brasil). Ele já foi secretário de Estado de Governo, deputado federal por vários mandatos e é considerado um dos melhores articuladores nos bastidores em Minas Gerais, embora não tenha tido oportunidade de se mostrar tão eficiente. Provavelmente, houve uma falta de espaço para o seu trabalho conquistar mais sucesso. Jarbas Soares (PSB), candidato a vice na chapa de Patrus Ananias, era um desconhecido do mundo político, porém, uma forte liderança nos meandros jurídicos do Estado, pelo fato de ter sido procurador-geral de Justiça de Minas Gerais por anos a fio. O perfil de um cidadão moderado e de atuação preponderante em cargo de liderança o credenciou a fazer parte desse jogo. Na caminhada de Patrus, destaca-se a presença de seu companheiro de chapa oferecendo um viés de “centro”, diante de uma campanha em que a ideologia está sempre presente nos maiores debates políticos. Propala-se que Jarbas Soares é um democrata, um homem de diálogo e com facilidade de trânsito nas camadas políticas e sociais de Minas.
Edição 2237 – 19 a 26 de setembro de 2026

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Vigílias – 19 a 26 de setembro de 2026
Política em Montes ClarosA disputa deve ficar ainda mais intensa nesta reta final de campanha do governo de Minas. Em Belo Horizonte, os assessores políticos dos candidatos contabilizam apoios para cada um de seus preferidos ao pleito. Em meio aos diversos nomes de lideranças municipais, uma indagação é feita nos corredores da Assembleia Legislativa: “Qual candidato ao Palácio Tiradentes terá o declarado apoio do prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil)?” Ele estava em cima do muro até recentemente. Ufa. Esperto deputadoAo percorrer o interior do Estado à procura de votos à sua reeleição, o parlamentar Adalclever Lopes (PV) usa como um dos seus trunfos a possibilidade de voltar a ser o presidente do Legislativo mineiro. O empresário Vittorio Medioli (PL) também analisa esse mesmo cenário, caso seja eleito deputado estadual. Homem do dinheiroEm época de múltiplas campanhas eleitorais, quem está na disputa sai em campo à procura de “grana”. E o primeiro nome que vem à mente é o megaempresário Rubens Menin, que confessa estar saturado de tanto receber pedido de ajuda financeira. Mateus SimõesJornalistas da crônica política de Minas consideram o programa eleitoral na TV do candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), como bem feito. Apesar dessa realidade, o nome de Simões não cresce nas pesquisas de intenção de voto. Política em Juiz de ForaAté recentemente, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), categorizava que Patrus Ananias e Lula venceriam o pleito na cidade. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) esteve por lá e foi aplaudido por uma multidão. Esse comentário da prefeita ficou apenas nos intramuros. Duas vagas reservadasNa sala de imprensa da ALMG, um comentário bem-humorado: “Dos atuais deputados, ao menos dois terão que ficar de fora desta eleição para ceder lugar a dois possíveis campeões de votos: Vittorio Medioli (PL) e Eduardo Costa (União Brasil)”. Aécio NevesNa porta do Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, frequentadores dizem que o candidato ao Senado, Aécio Neves (PSDB), quer fazer campanha três dias por semana. Já o restante do tempo deve ficar entre Brasília e Florianópolis, terra de sua atual esposa. Gabriel X SimõesO candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), fez algumas críticas ao também postulante Mateus Simões (PSD). A cena logo gerou comentários indicando que se ele está criticando é porque o governador está crescendo nas pesquisas. Será, gente? Política internacional“Os Estados Unidos brigam com o Irã e os brasileiros pagam a conta, por conta da oscilação do preço dos combustíveis e de algumas matérias-primas. Isso está errado. Alguém deveria barrar esses lunáticos internacionais”. Opinião do jurista da Fundação Getúlio Vargas, Oscar Vilhena. Preço do combustível“O governo irá continuar subsidiando o combustível, pois isso, neste período eleitoral, faz todo o sentido”, afiançam analistas. Assunto do momento“É chato viver no Brasil neste momento em que a política é o tema preferido de todos. Por aqui, respira-se política 24 horas por dia”. Comentário do filósofo Luiz Felipe Pondé. Educação e políticaApós analisar os programas de todos os candidatos à Presidência da República, o pesquisador Maurício Moura vaticinou: “Eles não têm um plano de educação arrojado, capaz de convencer o eleitor. Todos falam no assunto sem análise aprofundada”. STF e SenadoA jornalista Flávia Oliveira antecipa. “Diante da balbúrdia protagonizada pelo Supremo Tribunal Federal, alguns senadores já preparam ações para promover um verdadeiro freio de arrumação naquela Casa”. STF e a imprensaJornalistas brasileiros e correspondentes internacionais estão irados com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. Ele proibiu a presença da imprensa na cobertura da sessão especial no caso de análise do processo contra o ministro Alexandre de Moraes. Isso ainda vai dar xabú. Noticiário policialNa semana passada, o nome do deputado federal Cezinha de Madureira (PL) entrou em cena. Ele é a nova estrela do noticiário policial por ilação com o mundo da corrupção. Certamente, vai dividir espaço com outras figuras, inclusive Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Democracia em risco
A sociedade está convidada a reagir com o objetivo de trazer às claras o atual modelo adotado para financiar políticos. Eles são beneficiados com os artifícios das emendas parlamentares, em que o dinheiro público é drenado para servir aos interesses individuais, tanto em Brasília como em todos os estados. Há indícios de que esse processo representa uma verdadeira compra de votos ou de apoio dos prefeitos e outras lideranças, para atender aos projetos eleitorais dos parlamentares que destinam a verba para essas entidades públicas. Esse assunto não é novo, mas a volúpia dos deputados federais e senadores é tanta que o orçamento do governo federal projeta mais de R$ 44 bilhões no próximo ano, para atender a esse grupo de políticos com mandatos. Soma-se a esse fato as emendas parlamentares concedidas pelo governo mineiro aos deputados estaduais, cuja cena se repete nas demais unidades da federação brasileira. O debate sobre o tema vai além de uma discussão puramente ideológica. É uma questão de falta de ética, pois quem ostenta mandatos acaba levando vantagens, a partir da engrenagem de benefícios pecuniários para os entes municipalistas, com somas impressionantes de dinheiro que nem sempre é aplicado com o zelo necessário. Hoje em dia, o Poder Legislativo no Brasil pode ser considerado como quase vitalício. Afinal, um candidato a deputado ou a senador, emergindo neste ambiente pela primeira vez, dificilmente conquistará êxito por conta de uma concorrência desleal, diante da derrama de reais provenientes de quem tem mandato nas Casas Legislativas. Para efeito de comparação, existem prefeituras de municípios de Minas que receberam de determinado deputado a verba de R$ 20 milhões. Com certeza, um pedido implícito de apoio ao pleito para reeleição na peleja deste ano. Isso é um cenário certamente repetido em todas as regiões do Estado. Lamentavelmente, a possibilidade é desvirtuar do caminho da democracia no Brasil e caminhar para a consolidação de um indesejável feudo, proporcionando o surgimento de “senhores do poder”, mediante segmentação de uma casta de privilegiados. Pode ser que daqui a alguns anos, a sociedade seja instada a se manifestar por mais igualdade de condições para escolha dos parlamentares.
Candidatos ao governo pressionam prefeitos à procura por apoio

A sucessão ao governo de Minas tem servido de pano de fundo para uma verdadeira corrida dos pretendentes ao Palácio Tiradentes, em busca de apoio dos prefeitos. A situação os deixa em situação delicada, pois não é só o assédio eleitoral, em alguns casos, existe uma certa pressão com promessas de liberação de projetos e verbas, na tentativa de convencer os chefes do Executivo a declararem apoio a muitos dos postulantes. Em Brasília e em Belo Horizonte, o prefeito da capital, Álvaro Damião (União Brasil), é bem avaliado em sua administração e, consequentemente, sua decisão de declarar um apoio político na peleja de 2026 faria toda a diferença. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, comentários apontam que Damião deve se engajar com mais intensidade ao projeto de eleição deste ano no segundo turno. Prefeito sem liderança Em Contagem, terceiro colégio eleitoral do Estado, o município passou a ser comandado por Ricardo Faria (PSD). Trata-se de um ilustre desconhecido no cenário político. Atualmente, ele continua emanando as suas decisões com parcimônia, para permitir a sua convivência cotidiana com a ex-prefeita Marília Campos (PT), candidata ao Senado. O apoio do prefeito Ricardo não faria tanta diferença, afinal, Marília é a dona dos votos na cidade. Existem situações atípicas, como por exemplo o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL). Em seu segundo mandato, a administração do titular da prefeitura local enfrenta manifestações de todos os lados, devido ao não atendimento de compromissos e um financeiro sofrível, levando fornecedores e prestadores de serviços a questionarem as decisões do prefeito. A sua popularidade no momento mais atrapalharia do que ajudaria quem almeja buscar votos neste pleito. A assessoria do candidato Mateus Simões (PSD) contabiliza como certo o incentivo da campanha à reeleição dele, por parte do chefe do Executivo de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil). Para além dessa expectativa, existem os constantes comentários ouvidos na porta do Café Galo, ponto de encontro de pessoas formadoras de opinião na cidade. Segundo frequentadores, o prefeito está em silêncio em relação ao pleito deste ano. “Pode até ser que nesta reta final de campanha, ele possa ser mais explícito quanto ao seu apoio”, acrescentam.
Edição 2236 – 12 a 19 de setembro de 2026

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Vigílias – 12 a 19 de setembro de 2026
Coitado do AroA campanha ao Senado de Marcelo Aro (PP) já estava complicada, agora piorou depois que o candidato ao governo, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), decidiu pedir votos também para outros postulantes ao Senado, inclusive Domingos Sávio (PL). Cleitinho não quer se comprometer em relação à disputa ao Legislativo do Congresso Nacional, mas jogou Aro em uma fogueira ardente. Esperteza do ministroMencionado até mesmo para disputar o Governo do Estado, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), simplesmente sumiu nos eventos políticos. Quanta esperteza. Zema e a imprensaDeterminados jornalistas têm tratado o ex-governador Romeu Zema (Novo) como um político sem expressão e sem carisma para conquistar o eleitorado do país. Alguns o denominam como “comedor de banana com casca”. Ufa. Votação do NikolasMatemáticos da política mineira avaliam sobre a dificuldade do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) em repetir a sua mega votação à Câmara Federal. O eleitorado do grupo bolsonarista está dividido, o que pode prejudicá-lo. Kalil e os cruzeirensesQuando conquistou a Prefeitura de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) obteve votos de muitos cruzeirenses, embora tivesse sido presidente do Atlético. Em sua caminhada ao Governo de Minas, é possível que a turma do azul celeste não tenha intenção de apoiá-lo novamente. Passarela políticaNesse período de eleição, o Mercado Central de Belo Horizonte foi transformado em uma espécie de “passarela da política”, onde desfilaram candidatos a deputado, senador e praticamente todos os nomes que disputam o Palácio Tiradentes. Prestígio de FalcãoConsta nos bastidores que a maioria dos encontros do candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos) é organizado pelo seu candidato a vice, Luís Eduardo Falcão. Ele tem conexão com lideranças políticas, pois já foi prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM. Aécio e a esquerda“Disputando o Senado em parceria com o PDT, Aécio Neves (PSDB) está fazendo uma ponte entre a esquerda e o centro em Minas. Seu objetivo é dividir o grupo mais radical ligado ao bolsonarismo, tanto que o político já está atuando em parceria com a petista Marília Campos”. Comentários ouvidos nos vazios corredores da Assembleia Legislativa. Divisão entre petistasNão é novidade que o PT mineiro tem várias correntes ideológicas e grupos que trabalham nos bastidores da sigla. A opinião dessas pessoas a respeito da peleja ao Governo de Minas tem sido cada vez mais evidente. O candidato Patrus Ananias (PT) que o diga. Política internacionalPara a jornalista Patrícia Campos Mello, a população dos Estados Unidos está visitando os países vizinhos ao Brasil como uma espécie de recado. “O presidente Donald Trump vai jogar pesado até conseguir dominar toda a América do Sul e influenciar nos pleitos eleitorais dessas nações”. Crime organizadoJornalistas da crônica política de Brasília analisam que os presidenciáveis estão deixando de tratar com profundidade o assunto referente à presença do crime organizado na região da Amazônia, apesar de ser um tema efetivamente relevante. Casa da bagunça jurídicaDiante dos vários escândalos, o Supremo Tribunal Federal está sendo avaliado como a “Casa da Bagunça”, onde a impunidade e denúncias de desmandos passaram a fazer parte do dia a dia do ambiente. Especialistas comentam que apenas o novo Código de Ética já não seria suficiente para debelar essa fogueira. Criminoso intencionalPensadores internacionais dizem que o presidente Donald Trump deveria ser processado como criminoso, ao fomentar e apoiar tantos conflitos armados mundo afora, agindo como se fosse uma criança com seus brinquedinhos de tirar vidas. Candidato dos fazendeirosDurante evento em São Paulo, com a presença do candidato Ronaldo Caiado (PSD), um grupo de manifestantes exibiu uma faixa: “vem aí o candidato dos fazendeiros”. Medioli presidenteA respeito do quadro político mineiro, especulações nos bastidores indicam uma possível super votação de Vittorio Medioli como deputado estadual. Caso se confirme, o empresário poderá se tornar um forte candidato à presidência do Legislativo, independente de quem for escolhido para governar o Estado.
Candidatos X STF
Na falta de propostas concretas para apresentar à nação, os candidatos à Presidência da República, sem exceção, decidiram se apegar à pirotecnia política, como forma de tentar aumentar a popularidade e melhorar nas pesquisas eleitorais. Chegou a ser hilário o tema escolhido por grande parte dos candidatos para as comemorações do 7 de setembro. O alvo foi o Supremo Tribunal Federal (STF), com citações intensas contra o ministro Alexandre de Moraes. O objetivo não deveria ser aquela Corte, porque o ministro não está concorrendo ao pleito eleitoral. Este embate, especialmente turbinado pelos discursos inflamados e impulsionamentos nas redes sociais, tem mais conexão com a polarização entre direita e esquerda. Nos meandros burocráticos repousam os programas de governo, documentos exigidos pela legislação eleitoral. São folhas e mais folhas de papel, com textos quase sempre elaborados por “aspones”. Escrito apenas para constar, porque os próprios candidatos não têm paciência de ler integralmente esse maçante amontoado de palavras. Nem tudo está perdido e o eleitor ainda deve nutrir a expectativa de que o debate público de qualidade possa elucidar as propostas. Não é possível que os aludidos eleitores sejam guiados apenas por mensagens disseminadas pelos meios eletrônicos. O ideal é haver mais presença dos candidatos em diferentes logradouros e praças públicas. Até o momento, existe muita eloquência para convencer o determinado público formador de opinião. Outrossim, os moradores das comunidades e os habitantes dos grandes aglomerados nas maiores urbes também carecem de esclarecimento sobre a intenção dos incumbentes. O ato na Avenida Paulista, realizado no dia 7 de setembro, poderia ter acontecido em local onde a população encontrasse motivo para participar e hastear as suas bandeiras. Roga-se a Deus para que o processo democrático seja levado a bom termo nessa peleja, prevalecendo sempre o costumeiro diálogo. Esse é o pressuposto básico para conquistar os votos e o direito de comandar uma nação como o Brasil, com seus mais de 200 milhões de habitantes.