Vigílias – 27 de junho a 4 de julho de 2026
Adesão e interesseDe olho na liberação de emendas parlamentares, muitos deputados abandonaram a hostilidade para ficar mais próximos ao governador Mateus Simões (PSD), em suas viagens pelo interior do Estado. Ou seja, oportunismo puro desse grupo. Soares X PachecoNos bastidores da Assembleia Legislativa, uma das indagações constantes é saber quais foram os motivos para o distanciamento político entre o presidente do PSD mineiro, deputado Cassio Soares, e seu antigo padrinho, senador Rodrigo Pacheco (PSB). “Alguém ainda vai esclarecer toda essa situação um dia”, dizem. Culpa do ministro?Diante da dificuldade em montar uma base competitiva em Minas para defender o presidente Lula (PT) em seu projeto de reeleição, começam a ser apontados os possíveis culpados para esse imbróglio. Segundo analistas políticos, como secretário nacional do PSD, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nunca deveria ter permitido a filiação do governador Mateus Simões à sigla. Partido NovoPela baixa popularidade de Romeu Zema (Novo) em sua pré-campanha rumo ao Palácio do Planalto, já tem matemático comentando sobre as possíveis dificuldades da sigla para eleger um número de deputados suficientes à Câmara Federal, para garantir a continuidade do partido no cenário nacional. Sucessão estadualAo menos por enquanto, não decolou o projeto político do presidente licenciado da Federação das Indústrias, empresário Flávio Roscoe, com objetivo de disputar a sucessão mineira. “Filiado ao Partido Liberal, sigla de forte presença em Minas, essa situação ainda pode ser revertida”, comentam os jornalistas da crônica política. Jogatina eletrônicaPesquisas apontam que uma média de 37% da população brasileira estaria fazendo apostas on-line nesse período de Copa do Mundo. Para os especialistas, isso está se transformando em uma epidemia nacional e causando o endividamento de muitas famílias. Esquerda no continenteAnalisando o crescimento do número de presidentes de países da América do Sul, eleitos com um viés ideológico de direita, o cientista político Sérgio Fausto vaticinou: “Pelo visto, apenas Brasil e Uruguai terão dirigentes mais ligados ao movimento de esquerda. Isso constata que a forte pressão de Donald Trump para conquistar aliados no continente tem dado resultados positivos”. Efeito Jaques Wagner“O senador baiano Jaques Wagner era a muralha de sustentação do PT no Senado. No entanto, devido ao seu envolvimento no Caso Master, se transformou em um pesadelo para a sigla. Uma realidade capaz de tirar o sono dos ocupantes do Palácio do Planalto”. Opinião do filósofo Mario Sergio Cortella. Polícia FederalSegundo especialistas, a Polícia Federal possui prestígio nacional e atuação independente. As ações da instituição têm contribuído para a manutenção da democracia no Brasil. Política internacionalQuando viu a Seleção do Haiti participando da Copa do Mundo, mesmo que em situação muito precária, a jornalista Patrícia Campos Mello não se conteve e rememorou a triste realidade de guerra civil que aquele país vive. “Deveria receber mais apoio da comunidade internacional”. Banco Master“Membros do Supremo Tribunal Federal e do Partido dos Trabalhadores estão envolvidos com o Banco Master. Mais nomes devem aparecer nesse lamaçal nos próximos dias”. Comentários do cientista político Ricardo Sennes. Briga de gigantesÉ motivo de piada a posição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Acusado de ter recebido benefícios do banqueiro Daniel Vorcaro, Motta jogou a bola para cima de seu colega de parlamento, o poderoso senador Ciro Nogueira (PP). Uma briga de gigantes. Divisão no STFAs complicadas denúncias de envolvimento de membros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Caso Master estão implementando uma espécie de linha divisória entres os ministros da Corte. Isso é o que comentam os jornalistas da crônica política de Brasília. Eduardo BolsonaroEnvolvido com problemas na Justiça e condenado por quatro anos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro ainda nutre a expectativa de ser candidato ao Senado por São Paulo. Informação direto de Brasília da jornalista Ana Flor.
Religião e gastronomia
Desde 1958, o manto sagrado de Nossa Senhora da Piedade cobre o território de Minas Gerais como um todo, já que ela figura desde então como padroeira do nosso Estado, por uma decisão que emanou diretamente de Roma, à época. Para os devotos, seu santuário está localizado a 1.746 metros de altitude, um pouco antes da cidade de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. E foi nesse cenário, em meio à religiosidade e a límpida brisa de ar puro das montanhas de Minas, que aconteceu a primeira edição da Rota do Queijo de Minas, com uma imersão intimista na tradicional queijaria mineira, mediante produção artesanal, degustação, cozinha ao vivo, com a participação de restaurantes da região, além de boa música e apresentações em formato contemplativo. Quem teve a oportunidade de prestigiar o evento, também reviveu a história da localidade rememorada com uma degustação e a maturação do Queijo de Minas. Entre as décadas de 1950 e 2000, uma caravana de padres formava um grupo com o objetivo de expor produtos de diferentes regiões do Estado, especialmente Serra do Salitre, Araxá e também da histórica Diamantina. Esse certame reforça o potencial da Serra da Piedade como destino de turismo religioso, cultural e gastronômico. O turista pode apreciar no percurso a Basílica, a vista panorâmica da montanha e a memória do Queijo Frei Rosário. Os organizadores da Rota do Queijo externam a preocupação de envolver a comunidade do município, para interagir com as centenas de turistas presentes durante o acontecimento. Um dos destaques no evento foram os bordados produzidos em Caeté, merecendo aplausos dos visitantes e compradores dos aludidos produtos. É o tipo de acontecimento com o objetivo de garantir espaço para o turismo, sem macular a imagem de uma região de forte apelo espiritual. “Por aqui, a pessoa conversa com Deus mais de perto, para estarmos no alto de montanha, e ainda por cima podemos apreciar uma gastronomia de primeira qualidade”, dizem os religiosos encarregados do feito. Para quem não é de Minas, seja bem-vindo nessa aventura gastronômica/religiosa capaz de fazer qualquer um se apaixonar.
Cine Humberto Mauro recebe mostra em homenagem ao centenário de Jerry Lewis

Jerry Lewis, um dos maiores nomes da história da comédia no cinema, será homenageado no ano em que completaria 100 anos. Entre os dias 27 de junho e 5 de julho, o Cine Humberto Mauro, em Belo Horizonte, recebe a mostra “A Invenção do Caos: Jerry Lewis”, reunindo sete filmes que evidenciam a originalidade e o legado do artista norte-americano. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados no site da Sympla ou presencialmente na bilheteria do Palácio das Artes. Promovida pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), a mostra apresenta seis produções realizadas entre 1960 e 1965, período considerado fundamental na trajetória de Lewis, além de “O Rei da Comédia” (1982), dirigido por Martin Scorsese. Segundo Vítor Miranda, gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado, a seleção destaca o momento em que o artista conquistou plena autonomia criativa dentro da indústria hollywoodiana. “Ele passa a dirigir os filmes que protagoniza e desenvolve uma assinatura muito particular, em que a comédia está ligada a uma construção de linguagem. É quando ele assume de vez o controle artístico e cria algumas das obras mais inventivas da sua filmografia. Nesse momento, também passa a ser mais reconhecido internacionalmente como autor”, explica. A programação inclui clássicos como “O Mensageiro Trapalhão” (1960), “O Terror das Mulheres” (1961), “O Professor Aloprado” (1963), “O Otário” (1964) e “Uma Família Fuleira” (1965). As obras revelam um cineasta que transformou o humor físico em uma linguagem cinematográfica. O conceito de caos é central para compreender a obra do artista, ressalta Miranda. “O caos está no centro da comédia dele. Os personagens quase sempre são figuras fora de lugar, tentando funcionar em ambientes rígidos e organizados e isso gera descontrole, acidentes e situações absurdas. Mas esse caos não é só narrativo: ele também aparece na forma como a cena é construída, no ritmo acelerado e no uso criativo do espaço”. Embora tenha alcançado enorme popularidade inicialmente ao lado de Dean Martin, Jerry Lewis consolidou uma carreira autoral após o fim da parceria. A mostra busca justamente ampliar o olhar do público sobre sua produção. De acordo com Miranda, os filmes selecionados deixam claro que existe um projeto autoral consistente ali. “Com escolhas muito específicas de enquadramento, ritmo e construção de humor. Isso ajuda a enxergar um artista que pensa o filme de forma completa, não apenas como intérprete”. Além de homenagear um dos grandes nomes do cinema do século 20, a iniciativa pretende aproximar novas gerações da obra do cineasta. De acordo com o gerente, o humor de Lewis permanece atual. “Mesmo décadas depois, o humor físico e a sensação de inadequação continuam muito reconhecíveis. Os personagens vivem situações de deslocamento, insegurança e tentativa de se encaixar, algo bastante atual. Além disso, a forma visual de construir a comédia dialoga bem com uma certa sensibilidade contemporânea, um humor rápido e visual”. Outro destaque da programação é “O Rei da Comédia”, único longa da mostra não dirigido por Lewis. No filme de Scorsese, o artista interpreta Jerry Langford, um apresentador de televisão perseguido por um fã obsessivo. “O filme funciona quase como um contraponto e, ao mesmo tempo, uma homenagem. Aparecendo em outra chave, mais contida e melancólica, o que reforça o impacto da sua imagem pública como comediante”, avalia Miranda. O legado deixado por Jerry Lewis permanece vivo não apenas na comédia, mas em diferentes linguagens cinematográficas. “Sua ideia de controle total da mise-en-scène ajuda a consolidar um modelo de diretor-autoral dentro da comédia, em que ritmo, gesto e enquadramento são tão importantes quanto o texto”, conclui. Serviço “A Invenção do Caos: Jerry Lewis” Datas: de 27 junho a 5 de julhoHorários: VariadosLocal: Cine Humberto MauroEndereço: Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro)Entrada gratuita
Marília Campos desacata orientação do PT mineiro na sucessão

O mês de junho chegou ao fim, sem que a bandeira relativamente à sucessão ao Palácio Tiradentes tenha sido desfraldada, como sempre ocorreu nos pleitos anteriores. Neste ano atípico, tem havido muito jogo de cena, porém, falta a definição de nomes ou alianças capazes de delinear a peleja no caminho visível de uma disputa coerente. Os mencionados na lista ao pleito têm uma característica: a baixa popularidade quando se analisa todas as pesquisas de intenção de voto já divulgadas. Por exemplo, o propalado senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece com uma intenção de 27,7% no último levantamento, segundo dados do jornal O Tempo. Ao longo de um ano foram realizadas inúmeras sondagens junto aos eleitores, mas o parlamentar nunca ultrapassou a margem de 32%. Isso significa dizer que a sucessão mineira é hoje um espaço em campo aberto, sujeita a qualquer nova incursão. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), aparece com 18,3% no mesmo levantamento. No meio político é tido como um cidadão complicado e formatar alianças com ele significa uma imensa interrogação, pois a sua condição de falar o que pensa pode colocar tudo a perder. “Ele não pensa antes de emitir alguma opinião. Em muitas oportunidades, isso desagrada até mesmo os parceiros mais próximos”, avalia um político de proa. Marilia diz não Sem sombra de dúvida, a novidade da semana passada foi a recusa de Marília Campos (PT) em aceitar o desafio de disputar o Governo de Minas. Ela sequer almejou conversar com o presidente Lula (PT) a respeito dessa possibilidade. A ex-prefeita de Contagem está obstinada a levar adiante o seu projeto de tentar conquistar uma vaga no Senado. Ao emitir sinais de rebeldia, Marília rompeu uma tradição petista de sempre manter os seus filiados no contexto e acatar as decisões emanadas de reuniões entre os membros do partido, especialmente quando ditadas pelo diretório estadual. Sobre o tema, Marília Campos atalhou: “sou contra uma candidatura própria do PT”. Em sua avaliação, ainda há espaço para alianças com outros partidos do denominado campo progressista. “Mas esse tempo já está chegando ao fim, e ela está sendo de certa forma uma rebelde sem causa”, ironiza um parlamentar de alta plumagem, que prefere se manter no anonimato.
Edição 2224 – 20 a 27 de junho de 2026

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Vigílias – 20 a 27 de junho de 2026
Política nacionalQuando esteve em São Paulo, na semana passada, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ouviu de representantes do setor produtivo que na administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, foi torpedeado o tempo todo e seu trabalho ficou prejudicado. Flávio prometeu que terá um comportamento diferente caso seja eleito. A ver. Ministro e o governadorEm Brasília, se propala uma controvérsia envolvendo o nome do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele tem uma firme conexão com o governador Mateus Simões (PSD), um dos principais adversários do presidente Lula (PT). Isso ainda vai dar xabú. Pacheco apoia Jarbas“Em Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que já está fora da sucessão estadual, atua para incrementar o projeto eleitoral de seu amigo, o ex-procurador Jarbas Soares (PSB), rumo ao Palácio Tiradentes”. Frase ouvida na sala anexo ao gabinete da presidência do Senado. Gabriel AzevedoNa semana passada, quando esteve em evento em Ouro Preto, o pré-candidato ao governo mineiro, Gabriel Azevedo (MDB), teria implorado para aparecer na foto ao lado do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. Só que ele postou a imagem dizendo que está costurando uma aliança política importante. Amigos do ex-ministro negam esse acordo eleitoral. Aécio irritadoRecentemente, algumas pesquisas voltaram a pontuar a rejeição do deputado e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. Irritado, o político tem confessado a pessoas próximas que está cansado de disputar votos. Isso pode ser um sinal que o mineiro estaria pendurando as chuteiras. Zema sem assessoriaAo ser preterido em um encontro do Partido Novo, o ex-governador Romeu Zema teria ficado atordoado. Ao invés de assumir a sua falta de habilidade, disse: “minha assessoria falhou”. Família do DinisNos bastidores da Assembleia Legislativa, o discreto prefeito de Ibirité, Dinis Pinheiro, deixou as desavenças familiares para trás e entrou firme na campanha para conseguir votos para sua irmã, a deputada Ione Pinheiro (PL), na campanha para ser escolhida Conselheira do Tribunal de Contas. Força dos ruralistasNo Congresso Nacional, uma frase já se perpetua como meia realidade. “Os parlamentares da bancada ruralista são membros de uma organização que bem poderia representar a 6ª Força do Poder da República Federativa Brasileira”. Caso VorcaroO jornalista Fernando Abrucio já antecipava. “Daniel Vorcaro não quer e não vai delatar ninguém, pois está sendo pressionado por forças ocultas. Na semana passada, a esperada delação do ex-banqueiro parece ter subido no telhado de vez”. Redes sociais“Estão enganando as pessoas, dizendo que o controle das redes sociais no Brasil deve ser resolvido pelo STF, quando o Congresso é quem deveria tomar a dianteira deste debate. Porém, os complicados parlamentares não almejam levar o tema a sério”. Opinião da economista Fernanda Almeida, em debate na TV Cultura. Política internacionalAnalistas e comentaristas internacionais afiançam: “o presidente Donald Trump abandona cada vez mais a diplomacia tradicional, para utilizar as redes sociais como forma de resolver as rusgas com os demais países e também os seus conflitos mundo afora”. Banco Central“Claro que a independência financeira do Banco Central seria importante. Isso evitaria que a instituição ficasse subordinada por conta da falta de orçamento para cobrir os seus gastos obrigatórios”. Opinião do advogado e ex-ministro João Santana. Justiça EleitoralSegundo apuração da jornalista Ana Flor, o clima nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral é de preocupação em relação ao que pode acontecer no âmbito das redes sociais no período eleitoral. “O temor é a situação fugir do controle daquela Corte”. Clima descontroladoAs autoridades encarregadas de analisar o clima no Brasil preconizam que o calor acima da média pode impactar negativamente o setor produtivo, especialmente o mundo do agronegócio. Situação dos presídiosO ex-deputado e empresário paulistano Emerson Kapaz vaticina: “O poder público já não controla mais a situação dos presídios brasileiros. A interferência nefasta acontece sob orientação de 81 organizações criminosas que dão as cartas nos bastidores”.
Brasil/União Europeia
O complexo jogo da diplomacia internacional não é um ambiente para amadores. Esse teatro encenado por nações mundo afora é um movimento permanente, exigindo muita habilidade de representantes dos países interessados em manter negociações, como é o caso do Brasil, especialmente no segmento do agronegócio. No momento, o embate de interesse comercial é travado contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que está implementando, mais uma vez, um tarifaço listando os produtos brasileiros que chegam às gôndolas dos supermercados norte-americanos. Também entra em cena uma estapafúrdia decisão da União Europeia (UE), que informou a suspensão da compra de carnes bovinas do Brasil a partir de setembro. No ano passado, a UE importou aproximadamente 368 mil toneladas de proteína animal brasileira, com resultado financeiro de US$ 1,8 bilhão. Apenas a aquisição de carne bovina respondeu pelo valor de US$ 1,06 bilhão, significando 6% da receita obtida pelas exportações do país naquele período. Relativamente à restrição contra as nossas negociações perante a União Europeia, o diretor-presidente da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro), Manoel Mário de Souza Barros, minimiza o tema. Em entrevista ao Edição do Brasil, o dirigente pondera que a decisão não vai gerar impacto comercial imediato, mas acende um alerta bilionário para o agronegócio brasileiro. Ele categoriza que a medida foi anunciada neste mês de junho, com implementação efetiva a partir de setembro. Até lá, as transações comerciais seguem normalmente. Autoridades de Brasília comungam com pensamentos do diretor-presidente da Alagro, como aproveitar esse momento de dificuldade para abrir novos mercados, inclusive ampliando as transações com a China. Na opinião de especialistas, trata-se de um entrave burocrático, diante da exigência de uma documentação a ser providenciada pelas autoridades sanitárias brasileiras. Esse movimento internacional de agora confirma a tese dos meandros envolvidos no episódio e revela uma realidade. Isso ocorre como forma dos países protegerem os seus produtores. Vale dizer que a cena atual será repetida inúmeras vezes nas próximas décadas, cabendo as partes saberem como se desvencilhar desses empecilhos.
Aécio Neves pode ser anunciado como candidato ao Senado a qualquer momento

Pessoas próximas ao deputado Aécio Neves (PSDB) sinalizam que o parlamentar teria feito a opção de se declarar pré-candidato ao Senado. Essa informação chega à imprensa no momento em que o presidente dos tucanos em Minas, deputado federal Paulo Abi-Ackel, intensifica reuniões para implementar uma chapa mais robusta, tanto para pleitear a Câmara Federal, como também o Parlamento estadual. Segundo fontes ligadas ao tucanato mineiro, os votos de Aécio seriam distribuídos aos muitos candidatos da chapa, sem uma definição de nome específico para herdar o seu espólio eleitoral. Interlocutores avaliam ser relevante a possibilidade do apoio dele ao pré-candidato ao Governo, o ex-procurador Jarbas Soares (PSB), por ser um nome sem mácula e de rejeição ínfima. Disputa ao Senado Se efetivamente o esboço dessa candidatura de Aécio se tornar realidade, uma cena curiosa poderá estar sendo pautada no âmbito da política do Estado. É que já existem duas outras candidaturas embrenhadas pelo sertão mineiro, à procura de votos para chegar à Casa Alta do Congresso Nacional. Uma delas é de Domingos Sávio (PL), que foi alçado à política maior quando ainda era prefeito de Divinópolis, se elegendo parlamentar estadual e federal por várias legislaturas. À época, contou com o apadrinhamento explícito do então governador Aécio. Inclusive, Sávio foi secretário-geral dos tucanos em Minas, mas mudou de ares e passou a surfar na popularidade de Jair Bolsonaro no pleito passado. Quanto à segunda candidatura, consta que o nome da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), não seria motivo de dificuldade, até porque ambos podem estar no mesmo campo de uma possível aliança, inclusive ao Governo de Minas. Ao deixar o cargo de secretário de Governo, neste início de ano, Marcelo Aro (PP) avisou aos quatro cantos que iria pleitear uma cadeira no Senado. Mas, como seu projeto político está atrelado ao ex-governador Romeu Zema (Novo), a sua popularidade no Estado ainda não pode ser avaliada. Sumido dos noticiários, sabe-se apenas que o político continua nutrindo a expectativa de implementar alianças eleitorais fortes, que possam impulsionar o seu projeto. Muito possivelmente, assim como muitos candidatos, Aro está mais conectado nas redes sociais. Com esse perfil, o povão ainda não assimilou o seu nome como factível na busca de um caminho vitorioso no pleito de 2026.
Edição 2223 – 13 a 20 de junho de 2026

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Vigílias – 13 a 20 de junho de 2026
Político isoladoQuando era deputado, o empresário Inácio Franco, por conta de atividades empresariais intensas, deixou seu projeto político em segundo plano. À época, perdeu a reeleição para o Parlamento mineiro. Ao retornar ao comando da Prefeitura de Pará de Minas, o ilustre homem público está novamente distante dos formadores de opinião da capital. Tudo muito estranho. Amigas, nem tantoApós se afastar da Prefeitura de Contagem, a petista Marília Campos não fez visita política a sua colega de partido, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão. Elas se falam, mas a amizade entre as duas já esteve em melhores momentos. Marília vai ter que correr atrás para conquistar apoio à sua candidatura ao Senado. Caso contrário, tudo pode ficar mais complicado. Política no Norte de MinasComentário na porta do Café Galo, no Centro de Montes Claros. “Muitos prefeitos e lideranças no Norte de Minas estão engajados no projeto de reeleição do deputado federal Marcelo de Freitas (União Brasil). É que se o parlamentar perder o posto, pode voltar a ser delegado da Polícia Federal na região”. Dono do MDBRecentemente, foi ao ar diversos comerciais do MDB, dentro do horário gratuito comandado pelo Tribunal Superior Eleitoral. E apenas o presidente do partido em Minas, Newton Cardoso Júnior, fez as vezes da Casa. Ufa. Eleições ao governo mineiroConsta nos bastidores que o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Gilvan Lacerda, iria declarar apoio à candidatura de Jarbas Soares (PSB) ao Governo do Estado. No último instante, teria mudado de ideia por conta de um pedido de outro ex-presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão. Este último está mais voltado para o lado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), seu preferido para pleitear o Palácio Tiradentes. Jogos on-lineEspecialistas são categóricos ao dizer que o governo e o poder judiciário perderam o controle sobre os jogos eletrônicos. Essa modalidade de apostas envolve milhares de brasileiros e movimenta cifras astronômicas. Por outro lado, também provoca o endividamento das pessoas mais humildes. Caso Vorcaro“O desafio está lançado. O poder judiciário e as autoridades não têm outra saída a não ser condenar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Caso contrário, fica provado que estamos vivendo em uma República onde impera a impunidade”. Opinião do médico Gonzalo Vecina Neto, em debate na TV Cultura. Crime organizado“As autoridades policiais vão terminar por concluir que o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro tem forte conexão com o crime organizado. Isoladamente, o ex-banqueiro não teria condições de movimentar tantos bilhões. Existe alguma situação ainda não esclarecida nesse processo”. Avaliação do cientista político Ricardo Sennes. Professores de BHQuando soube que a greve dos professores da rede municipal de BH, com mais de quatro semanas de paralisação, tinha um viés político, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) ficou horrorizado. Ele disse que não é hora de misturar esses assuntos. Saúde em NevesUma das cidades mais pobres de Minas, Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi bombardeada pela imprensa por conta da falta de estrutura no setor de saúde para atender a população. Transporte coletivoOs usuários do transporte coletivo de Belo Horizonte e Região Metropolitana reclamam da falta de cumprimento de horários, além dos ônibus lotados. Na semana passada, a situação ficou ainda mais complicada, pois um incêndio queimou 27 carros de uma única empresa. Esse caso continua sendo investigado. Poder dos marginaisInstitutos de pesquisas e autoridades policiais antecipam uma informação preocupante. Atualmente, os marginais ligados ao crime organizado já estariam ocupando uma média de 30% dos espaços públicos, especialmente nas grandes cidades do país. Brasil e China“Diante das ameaças tarifárias dos Estados Unidos, o Brasil tem buscado maior alinhamento com a China. Mesmo que daqui a algum tempo seja obrigado a repensar essa aproximação. Não vejo outra vertente, porque as exportações brasileiras não podem ficar prejudicadas”. Observação da jornalista Patrícia Campos Mello. Patrão X Empregado“A tese dos senadores é que a negociação da redução da carga horária dos empregados da CLT não deve ser deixada para definição entre patrão e funcionário. Isso porque o duelo seria desleal”. Avaliação do economista e pesquisador Maurício Moura.