Vigílias – 28 de março a 4 de abril de 2026

Era Mateus SimõesQuando surgiram os comentários de bastidores indicando que o governador Mateus Simões (PSD) não pretende abrir muito a guarda para os deputados, os seus opositores no Legislativo acrescentaram: “essa realidade terá duração de dois meses, pois quando começar o debate eleitoral para valer, os parlamentares esquecerão o Palácio do Governo para cuidar de suas próprias campanhas”. Candidato sem partidoNa primeira quinzena de março, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, bateu cabeça à procura de um partido político que o aceitasse como filiado. Ele pretende ser candidato a deputado federal por Minas Gerais, mas o seu passado não muito republicano tem lhe trazido dificuldades nesse momento de decisão partidária. Walfrido sem apoioParece não ter surtido efeito o recado enviado pelo petista mineiro Virgílio Guimarães, no sentido de convencer o Palácio do Planalto a respeito do apoio de Brasília para uma imaginada campanha do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia ao Governo de Minas. Presidentes poderososNo âmbito do Legislativo mineiro, uma cena chamou atenção. Nas escadas do edifício sede da ALMG acontecia uma discussão sobre o poderio dos presidentes dos partidos políticos em Minas e no Brasil. Um dos debatedores atacou: “seria bom haver uma análise pormenorizada da evolução patrimonial do deputado federal Luís Tibé, presidente do Partido Avante nos últimos dez anos”. Magalhães X NewtonIndagado com relação a saída do histórico deputado estadual João Magalhães do MDB, partido no qual ajudou a fundar, o presidente atual da sigla, Newton Cardoso Júnior, teria comentado: “ficamos livre dessa tralha”. Política internacionalSegundo estudiosos da política internacional, durante a era do presidente Donald Trump no comando dos Estados Unidos, o país está a um passo para deixar de ser o mais democrático do mundo. Jair Bolsonaro“Esse debate a respeito da liberação ou não de Jair Bolsonaro para cumprir pena em regime domiciliar é uma decisão complexa. O governo tem medo de acontecer o agravamento do estado de saúde do ex- -presidente no presídio. Isso seria um cenário horrível para os governistas”. Opinião do jornalista Gerson Camarotti. Imposto de RendaEm debate na TV Cultura, a economista Carla Beni vaticinou: “não é recomendável o contribuinte querer tentar enrolar o governo na hora de apresentar a declaração do Imposto de Renda. A Receita Federal é capaz de descobrir todo possível erro proposital”. Importação de insumosÓrgãos ligados ao Ministério da Saúde confirmam que o Brasil importa cerca de 90% de todo o insumo destinado à fabricação de medicamentos. Por esta e outras razões que somos considerados um país de terceiro mundo. Direita americanaO professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Oscar Vilhena, depois de circular pelos Estados Unidos, observou que a extrema-direita americana não tem a pretensão de ver o país mergulhado em intermináveis conflitos armados, como está ocorrendo agora. Guerra contra o IrãPara o cientista político Sergio Fausto, a guerra entre Estados Unidos e Irã entrou na fase das narrativas inconfiáveis, onde o presidente Donald Trump disse que já venceu o conflito, embora os foguetes destruidores do adversário continuem incendiando grande parte do Oriente Médio. Petróleo e política Ao avaliar o cenário da elevação dos preços dos combustíveis, especialmente do óleo diesel, a jornalista Patrícia Campos Mello pontuou: “dificilmente esse assunto deixará de fazer parte do jogo nas campanhas eleitorais desse ano, quando o governo poderá ser acuado”. Carga tributáriaO reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, comentou que a carga tributária no Brasil equivale a dos países ricos. “Acontece que o padrão de vida dos contribuintes lá fora é coisa do primeiro mundo”. Banco Central“Faltou audácia dos membros do Banco Central ao tomarem a decisão de diminuir a taxa Selic em apenas 0,25%. Os diretores carecem de ser mais arrojados, visto que o cenário econômico do Brasil ainda exige cautela”. Opinião do economista Gesner de Oliveira. Emendas parlamentaresJornalistas da crônica política de Brasília consideram que os parlamentares devem ficar atentos neste período político. É que vai ficar cada vez mais intensa a ação dos órgãos de controle do governo para descobrir a maracutaia das emendas parlamentares. STF sem apoioUm estudo do segmento jurídico constata que, em 135 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal (STF) nunca esteve nessa situação de agora. Continua exercendo suas atividades sem interferência, mas o prestígio é quase zero devido às crises envolvendo a instituição. Crise política“Os oportunistas de plantão entram em ação toda vez que o debate entre esquerda e direita é intenso. Esses espertalhões terminam conturbando ainda mais o ambiente político na tentativa de conseguir algum tipo de vantagem”. Avaliação do filósofo Luiz Felipe Pondé.

Queda no consumo de álcool

A juventude do século 21, certamente não está querendo se associar aos adolescentes de outrora, quando o consumo de álcool fazia parte da fantasia de um mundo colorido, cortejado por grande parte desse grupo. Para sustentar essa tese, uma pesquisa mostrou que 64% dos entrevistados entre 18 e 24 anos não ingeriram bebidas alcoólicas no ano passado. O resultado é positivo, levando em consideração que o percentual era de 46% em 2023. As informações são da pesquisa Ipsos-Ipec, encomendada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) para a sétima edição da publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”. Médicos especializados afiançam uma mudança de valores, visto que durante muito tempo o álcool teve um papel central na socialização, associado à ideia de se aproveitar a vida em festas e encontros frequentes. Só que no momento, os jovens têm cuidado mais da saúde mental e do próprio corpo. Eles priorizam a prática de atividades físicas, atenção à higiene e às horas de sono, além de alimentação equilibrada, preservando o caminho de uma vida mais saudável. Indubitavelmente, os jovens do passado, “viciados” em barzinhos, agora avaliam como importante aproveitar parte do seu tempo para também frequentar as academias. A conscientização sobre o consumo moderado do produto faz conexão com as avaliações médicas, constando uma mudança na cultura da sociabilização, deixando de lado o foco de encontros apenas para beber. Esse novo rumo para o cotidiano dessas pessoas certamente terá efeitos positivos no médio e longo prazo, impactando inclusive na saúde pública, diante da possibilidade de menos doenças relacionadas ao álcool. Como já dito, a nova filosofia proporciona um melhor estilo de vida, disseminando a chance de autocontrole e equilíbro emocional. Ainda sobre esse tema, tem a opinião da psicóloga clínica Karen Lourenço. Ela avalia que uma das explicações para essa queda de consumo está em uma mudança de valores entre gerações. Existe ainda uma preocupação maior com a própria imagem e com o desempenho pessoal, algo influenciado pelas redes sociais. Afinal, existe vida salutar para além desse abominável vício.

Rodrigo Pacheco, Aécio, Clésio e Marília em uma mesma chapa

Em Brasília, logo após um jantar realizado entre a cúpula nacional do PSB com o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD), houve uma especulação de qual time seria ideal para formação de uma chapa para participar do pleito eleitoral deste ano em Minas Gerais. Apesar de ser uma insinuação, essa estrutura seria montada com Pacheco disputando o governo, o empresário Clésio Andrade como vice-governador, o deputado Aécio Neves (PSDB) como senador, cabendo a segunda vaga na disputa à ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Para quem julga improvável esse arranjo político, vale lembrar que o presidente do PSDB mineiro, deputado Paulo Abi-Ackel, defendeu a aproximação entre Aécio e Pacheco. Clésio Andrade é visto como muito próximo do Palácio do Planalto, enquanto Marília Campos é uma das poucas estrelas a brilhar com mais intensidade no cenário petista mineiro. Lideranças sazonais Os matemáticos da política mineira analisam o cenário da peleja de 2026 como um desafio instigante. É que os nomes atualmente na liderança ao Palácio Tiradentes são personalidades pré-fabricadas pela internet, longe de representar as tradicionais lides políticas de Minas Gerais, celeiro de grandes coestaduanos que deixaram as suas marcas gravadas nos pergaminhos ao longo da história. Para cientistas políticos, está em curso a personificação de pré-candidatos com intensa participação no mundo virtual, mas essas preferências públicas pelos seus nomes podem ser passageiras, como acontece sempre na vertente on-line. Até porque, deve ser mencionado o caso do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Para se tornar o astro da popularidade em Minas, tem discurso límpido e faz críticas ao sistema. Ideologicamente, defende os princípios da direita, mas os seus modos utilizados para se perpetuar no poder cavalgam no dorso das estruturas antigas, introjetando sua família na vida pública. Um irmão é vereador, outro é prefeito de Divinópolis e o terceiro é deputado estadual. Certamente, Cleitinho diria o contrário para o público em geral, mas não difundiu qual seria a sua proposta de governo, caso fosse consagrado vitorioso no pleito deste ano. Como outros advindos do mundo virtual, o senador implementa narrativas para atrair a população, porém, nada de entabular rumos diferentes para economia, infraestrutura, políticas de valorização dos funcionários públicos, prioridades para os temas como educação, saúde e segurança. Ainda relativamente ao pleito de 2026, essa será uma semana decisiva por conta do prazo para filiações partidárias. Especificamente sobre Rodrigo Pacheco, a aposta de Brasília é que ele vai ser candidato, mesmo sem um rumo plausível do projeto. Isso lembra muito a situação de Fernando Haddad, em São Paulo, alçado candidato para fortalecer o palanque do presidente Lula (PT).

Supremacia da Constituição é tema de palestra do ministro Marco Aurélio Mello

A Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim) realiza nesta terça-feira, 31 de março, a partir das 19h, palestra com Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal entre 1990 e 2021. Ele presidiu a Suprema Corte de 2001 a 2003, sendo o 37º presidente do STF. O presidente da Anacrim Minas, o advogado criminalista Bruno Cândido, informa que estarão em pauta os principais dilemas enfrentados pelo Poder Judiciário na atualidade. “A iniciativa pretender estimular a reflexão e um diálogo construtivo entre os participantes”, declara. Renomadas autoridades do meio jurídico são esperadas na apresentação. “O momento atual exige dos operadores do Direito um debate amplo, franco e responsável, voltado ao aperfeiçoamento e à evolução da prestação jurisdicional, sempre em benefício do cidadão”, aponta Bruno Cândido. Sobre Marco Aurélio Mello Ministro nomeado pelo presidente Fernando Collor de Mello, em decorrência da aposentadoria do ministro Carlos Madeira. Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral por três oportunidades: 1996 e 1997; 2006 a 2008; 2013 a 2014, tendo participado do processo de informatização das eleições. Marco Aurélio Mello é reconhecido pela firmeza nas decisões e posicionamentos, independentemente do clamor social ou do momento midiático. Palestra Supremacia da Constituição FederalMinistro Marco Aurélio Mello31 de março – 19 horasAutomóvel Clube – Avenida Afonso Pena, 1394 – Centro – BH

Zema e a política nacional

A decisão do governador Romeu Zema (Novo) de abdicar do cargo para tentar voos mais significativos na política nacional, efetivamente, é uma audácia que só cabe aos grandes nomes da vida pública. É salutar essa atitude do chefe do Executivo mineiro, pois isso deixa claro quanto a revitalização da democracia em nosso país. Tendo como base as pesquisas eleitorais realizadas por diversos institutos, a popularidade de Zema nunca alcançou mais de 9%. Essa realidade o deixa em desvantagem em relação aos demais postulantes à Presidência da República na peleja deste ano. Ele ficou atrás de outros pré-candidatos, como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD); do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Sua excelência enveredou pelo viés ideológico, demonstrando conexão com a direita. Porém, esse caminho está congestionado, especialmente depois da decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) em disponibilizar o seu nome para a peleja presidencial de 2026. Isso deixou o político mineiro sem apoio dos bolsonaristas, que foram fundamentais na eleição e reeleição do titular do Palácio Tiradentes. Ao propor esse projeto de envergadura nacional, ficou órfão dos eleitores do ex-presidente, cuja maioria está engajada na candidatura de Flávio, conforme demonstram as primeiras sondagens. Nos bastidores, há uma convicção insinuando ser a falta de ação de Zema, visando estabelecer uma aliança forte nos meandros políticos em Minas e no Brasil. Quis usar o seu jeito simples de atuar como chefe do Executivo estadual. Como sua administração não foi coroada de êxito do ponto de vista de realizações, a sua estratégia terminou por cair no vazio. Agora terá de arcar com as consequências. Quando o assunto é a disputa rumo ao Planalto, Flávio Bolsonaro e Lula (PT) são nomes com mais avaliação positiva. Zema está colhendo uma possível derrota eleitoral em sua própria Casa, se insistir em manter a empreitada rumo a Brasília. Em síntese, Romeu Zema lutou com todas as suas convicções, mas não se projetou como uma liderança forte no cenário político nacional. O pleito ainda está em aberto e o eminente governador pode reverter a sua situação desfavorável. É importante o eleitor de Minas ficar atento nesse jogo, cuja partida está apenas no seu pontapé inicial.

Vigílias – 21 a 28 de março de 2026

Aécio Neves Tem havido uma verdadeira romaria de deputados e pré-candidatos às eleições deste ano no gabinete do deputado federal Aécio Neves (PSDB), querendo filiar ao partido tucano. Consta que o parlamentar está fazendo uma espécie de pente-fino, inclusive com olhar atinente ao alinhamento ideológico. Mares Guia no páreo Na semana passada, o nome do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia voltou a ser mencionado como uma das opções para ser candidato ao Governo de Minas, com aval do Palácio do Planalto. A ver. Adalclever poderoso O ex-presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PSD), segundo consta dos bastidores, é um dos principais articuladores na escolha de um nome para ocupar a terceira vaga como Conselheiro do Tribunal de Contas. Vereador ou deputado? Decidido a ser candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, o presidente da Câmara de BH, professor Juliano Lopes (Podemos), quando é indagado a respeito de seu reduto eleitoral, atalha: “não preciso do apoio de prefeitos e vereadores do interior, pois estou garantido na minha região de atuação, o Barreiro”. Ufa. PF e o Galo Em Brasília, propala-se a informação de que a Polícia Federal (PF) continua investigando os negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a sua participação societária na SAF do Clube Atlético Mineiro. Articulador de Simões? Nos corredores da ALMG, comentários indicam que o deputado estadual Roberto Andrade (PRD) teria negado o convite para ser um dos coordenadores da campanha do vice-governador Mateus Simões (PSD). Deve ser a mágoa antiga do parlamentar, pelo fato de o Palácio Tiradentes ter tirado seu apoio ao então candidato à presidência da Assembleia Legislativa. Coisas da política mineira. Inteligência artificial Especialistas em educação são unânimes em categorizar que a inteligência artificial veio para ficar. No entanto, a utilização de maneira indiscriminada pode terminar minimizando a significação dos professores e dos próprios educandários, especialmente nos primeiros anos de estudo. Eles sugerem uma regulamentação para uso do processo. “O Agente Secreto” “Não foi laureado internacionalmente como gostaríamos que fosse. Porém, quem assistiu ao filme ‘O Agente Secreto’ se identificou plenamente com a narrativa de uma época sombria na vida política do Brasil”. Opinião do filósofo Mario Sérgio Cortella. CPMI do Master “Caso seja aprovada a CPMI do Banco Master, o tema poderá envolver dezenas de personalidades dos Três Poderes e o Brasil ficaria paralisado”, vaticinou a professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida. Senador na vitrine Avaliado como um parlamentar de atuação mediana por conta da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos) se transformou em uma espécie de entrevistado preferido da imprensa nacional. Jornalistas da crônica política de Brasília avaliam que essa realidade deve ajudá-lo na disputa pela reeleição ao Senado. Aulas à distância O Ministério da Educação tem enfrentado dificuldades para equilibrar a expansão do ensino à distância com a qualidade educacional. Especialistas lembram que se os mestres aprendem de maneira precária, poderam refletir também nos seus futuros alunos. Brasil das CPIs “Brasília pega fogo e só se fala em denúncias, corrupção, Banco Master e a vontade de políticos em aparecer nas CPIs. Isso será minimizado quando chegar a época da eleição. Até lá, o clima seco da capital federal pode ficar ainda pior”. Opinião do cientista político Sergio Fausto. Até tu, ACM? Por certo, o envolvimento de ACM Neto com o Banco Master deixou no ar uma certa dose de frustração. Até então, o político baiano era uma obra-prima do centrão para futuros embates políticos. Pesquisas eleitorais Cientistas políticos e pesquisadores afirmam que as sondagens de intenção de voto, divulgadas até agora, servem apenas como informação. Os levantamentos serão para valer a partir de junho, mais precisamente depois da Copa do Mundo. Será, gente? Governadores candidatos A imprensa afiança que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por conta de sua oratória fácil e narrativa menos radical, estaria em vantagem na disputa ao Palácio do Planalto em comparação com seus outros colegas, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado. O problema é convencer essa turma dos privilégios do rio-grandense. Motoristas de aplicativo As discussões relacionadas à regulamentação da profissão de motorista de aplicativo estão bem adiantadas no Congresso Nacional. O problema é que muitos desses profissionais são contra a efetivação do projeto, pois possivelmente perderiam a liberdade de atuação. Trump, o monstro? Em debate na TV Cultura, a doutora em Comunicação e Cultura, Marlene Moura, vacinou: “o presidente Donald Trump é um monstro compulsivo e essa realidade ficou ainda mais evidente após o início da guerra dos americanos contra o Irã”.

Escolha de um nome para vice-governador tem sido um desafio

A janela partidária, período quando se permite a mudança de sigla, está em sua reta final, cuja data- -limite será em 31 de março. Na Assembleia Legislativa, aconteceu uma intensa dança das cadeiras. A surpresa maior recaiu na decisão do deputado João Magalhães em deixar o MDB para se filiar ao PSD, partido do vice-governador Mateus Simões, pré-candidato ao Governo de Minas Gerais. Desde o final do ano passado, Magalhães se queixava do desconforto de conviver com o presidente do MDB, o influente deputado federal Newton Cardoso Júnior, a quem o parlamentar acusa de não ser democrático em suas decisões cotidianas no âmbito do partido. Decisão sobre vice Para além de especulações citando nomes já conhecidos como possíveis opções ao cargo de vice-governador, uma novidade surgiu na semana passada: a chance do atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), ser escolhido na qualidade de vice na chapa a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco. Juridicamente, estaria tudo certo. Vale dizer, Tadeu, já eleito Conselheiro do Tribunal de Contas, não está impedido de disputar qualquer cargo, enquanto não acontece a sua efetiva posse naquela Corte. No momento, a lista de postulantes como companheiro de chapa do pré-candidato, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), já conta com três sugestões: presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (Republicanos); presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe; e o empresário Vittorio Medioli. O curioso é que o nome do presidente da Fiemg faz parte ainda da preferência do candidato Mateus Simões (PSD). Também está no âmbito de Simões a possibilidade de convencer seu amigo e secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), em desistir de disputar o Senado para ser o número dois em sua chapa ao Palácio Tiradentes. Já na porta do Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, onde temas políticos fazem parte do bate-papo cotidiano, frequentadores comentam que o pré-candidato ao governo, Alexandre Kalil (PDT), diante da dificuldade de convencer alguém para ser seu vice nesta peleja, deve convidar a companheira de partido, a deputada federal Duda Salabert. Mas tudo não passa de conversa de populares, sem avaliação ou confirmação do partido e coordenadores de campanha do ex-prefeito.

Vigílias – 14 a 21 de março de 2026

Zema e a comunicação Amargando uma baixa popularidade nas pesquisas à Presidência da República, o governador Romeu Zema (Novo) deve ter percebido que sua aversão pela comunicação tradicional lhe fez falta. Ao longo de sete anos de administração, o chefe do Executivo era 100% adepto das redes sociais, cuja ferramenta o coloca em desvantagem na disputa pelo Planalto, ficando na rabeira de quase todos os seus concorrentes. Sucessão mineiraAo ser indagado em relação à sucessão ao Governo de Minas, o prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), respondeu que não será candidato a vice-governador. “A minha eleição para a prefeitura foi um projeto desafiante, portanto, é meu dever ficar no cargo até o final do mandato. Estou satisfeito no meu lugar”. Juiz de Fora A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), repreendeu auxiliares que estavam falando de política partidária em pleno desastre climático. “Nem pensa nisso. Estão todos proibidos de tocarem neste assunto no momento. Agora, vamos trabalhar pela recuperação da cidade”, vaticinou. Ufa. Política no Vale do Aço O ex-prefeito de Coronel Fabriciano e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), o médico Marcos Vinicius, propala no Vale do Aço que será candidato a deputado federal e trabalha para ser o mais votado da região. Seus adversários percebem um pouco de delírio nesta propagação. Uberlândia Na Capital do Triângulo Mineiro, dois assuntos caminham para a hibernação. O primeiro deles é a possível candidatura do deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) ao Senado. E o segundo é sobre uma ensaiada candidatura do ex-prefeito Odelmo Leão (PP) a deputado estadual. Ambos os temas carecem de confirmação. Política em BH O deputado federal Patrus Ananias (PT) circula desanimado pelos espaços públicos na capital mineira. Ele está sendo ignorado nos debates de seu partido que visam escolher um nome para representar o PT na disputa ao Governo de Minas. Sabará Depois de seguidos mandatos como prefeito de Sabará, na Região Metropolitana de BH, Wander Borges tem dúvidas em relação a uma possível candidatura para deputado estadual. A não ser que surja um padrinho financeiro de sua campanha. Quem se habilita? Eleições para deputado Ao longo dos meses, o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, tem se reunido com diferentes líderes para incentivar a candidatura de ex-prefeitos ao Parlamento mineiro. Até agora, não se sabe qual o resultado prático de sua empreitada, visto que o projeto foi rechaçado pelos atuais parlamentares. Política em Montes Claros “Ao deixar a presidência estadual do Partido Liberal em Minas, o deputado federal Marcelo de Freitas pode perder popularidade no Norte de Minas”. Isso é o que se comenta na porta do Café Galo. A ver. Prefeito de BH Em uma de suas muitas falas relacionadas à política mineira, o presidente Lula (PT) teria dito: “vamos transformar o prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil), em uma liderança carismática”. Fim de uma era Com a ida do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), para o Tribunal de Contas, chega ao fim um projeto que manteve sua família na cena política mineira por 40 anos. Seu pai, Luiz Tadeu Leite, exerceu o mandato de vereador e prefeito de Montes Claros, depois foi deputado federal e estadual e secretário de Estado. André Martins, outro filho do patriarca, deverá continuar sendo advogado. Problemas do BRB Diante do impacto nacional ocasionado pelo Banco Master, autoridades do mundo financeiro estão em alerta com o que pode acontecer com o Banco Regional de Brasília (BRB). Para alguns analistas, a entidade já estaria na mira do Banco Central. Abraço de fogo “Se o presidente Lula (PT) oferecer qualquer tipo de ajuda ou tentar defender o seu filho, Lulinha, a situação pode complicar e levar ambos para o abismo”. Previsão catastrófica do jornalista Gerson Camarotti. Covardia dos grandes Especialistas internacionais observam que no episódio da guerra Estados Unidos/Irã, nações como China e Rússia deveriam ter tido comportamento diferente. Agem de forma covarde e sem oferecer apoio. Maioridade penal Sobre a proposta no Congresso Nacional para reduzir a maioridade penal para 16 anos, a jornalista Bianca Santana contestou: “isso não vai ajudar em nada a diminuir a violência no Brasil”. Política nacional Jornalistas da crônica política de Brasília ironizaram a decisão do governo de liberar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para disputar a eleição em São Paulo.