Vigílias – 11 a 18 de abril de 2026

Rusga entre parlamentaresO deputado e líder do Governo na Assembleia, João Magalhães, abandonou o MDB para se filiar ao PSD. Segundo amigos, não seria conveniente convidá-lo para a mesma mesa de refeição com o presidente dos emedebistas, o deputado federal Newton Cardoso Júnior. Poderiam ser pronunciadas palavras não republicanas. Silveira fora da políticaComo especulado pela imprensa, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, preferiu nutrir os seus contatos internacionais, ao ter de enfrentar o desafio de uma eleição majoritária complicada. Também pesa o fato de sua falta de ação para evitar que o atual governador Mateus Simões se filiasse ao PSD, quando o nome do senador Rodrigo Pacheco ainda era uma opção do partido ao Governo de Minas. Só para registrar, Silveira é o secretário nacional dos pessedistas. Walfrido na áreaQuando o nome do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia foi mencionado como possível coordenador da campanha do presidente Lula (PT) em Minas, os adversários entraram em estado de alerta. Afinal, Mares Guia é tido como um “trator” para tocar esse tipo de projeto. Zema sem apoioAcostumado a conceder longas entrevistas, o ex-governador Romeu Zema (Novo) já começa a amargar um silencioso anonimato, especialmente por conta de sua falta de popularidade no projeto visando à Presidência da República. Está sendo esquecido pela mídia do Rio de Janeiro e São Paulo, que abre mais espaço para Ronaldo Caiado (PSD). Separação à vistaNos corredores da Assembleia Legislativa, o assunto da semana foi o distanciamento do ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), do grupo do governador Mateus Simões. Tudo ficou mais intenso quando surgiram informações indicando que o político já está de prosa com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Como medida de precaução, podem chamar o Corpo de Bombeiros, porque essa faísca pode se transformar em um incêndio político. Sucessão presidencial“No momento, Flávio Bolsonaro (PL) não é a mais significativa preocupação do Palácio do Planalto, visto que o aumento dos preços do petróleo é o adversário do projeto de reeleição de Lula (PT) à presidência da República. Se essa guerra entre Irã e Estados Unidos perdurar, os reflexos negativos aqui no Brasil serão debitados na conta do governo”. Opinião do jornalista Gerson Camarotti. Guerra MundialPara o professor de Relações Internacionais, Carlos Gustavo Poggio, a contenda bélica entre americanos e iranianos não é um conflito apenas regional. “O impacto econômico do episódio já espalha pelo mundo todo, por conta do aumento dos preços dos combustíveis. Nesse sentido, os efeitos da guerra são sentidos em todos os continentes”. Valor da energiaEspecialistas dizem que o governo não pode criticar os valores elevados das contas de energia, tendo em vista que uma média de 40% do montante arrecadado são impostos para os cofres públicos. Ufa. Judiciário muito caroUm levantamento concluiu que o Poder Judiciário no Brasil é um dos mais caros do mundo. Segundo as informações, os gastos são maiores nos estados, onde são aplicadas regras próprias, independente de orientação nacional. Pix InternacionalDiante das críticas proferidas pelo presidente Donald Trump contra o sistema brasileiro, o Banco Central já atua nos meandros para implementar o Pix Internacional, com o objetivo de permitir pagamentos instantâneos entre países. STF, bola da vezDiante das últimas notícias sobre o pleito eleitoral deste ano, o experiente advogado João Santana sentenciou: “a oposição vai centrar fogo contra os ministros do Supremo. Já os governistas não podem incentivar esse incêndio. Os representantes do Planalto, mesmo fazendo referência aos desmandos de alguns ministros, carecem de mais parcimônia em suas críticas”. A ver. Sumiço de Ciro NogueiraO presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira, tem estado ausente nas lides políticas de Brasília. Segundo comentários, seu silêncio tem a ver com os problemas relacionados ao Banco Master. Esse tema ainda vai fazer o chão da Capital Federal tremer. Justiça EleitoralOs membros do Tribunal Superior Eleitoral ainda não sabem qual tipo de ferramenta pode ser utilizada para minimizar os efeitos da inteligência artificial no pleito eleitoral deste ano. O desafio está lançado aos ministros e sem muitas sugestões proativas. Política mineiraAo renunciar à Prefeitura de Patos de Minas e também à Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão pode ser o vice na chapa do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Governo de Minas. Outra opção é ser candidato a deputado federal, com potencial de mais de 100 mil votos.

A guerra também é nossa

Paralelo ao conflito Irã, Estados Unidos e Israel, forjou-se nas escamas inferiores do episódio, uma guerra de narrativa ao estilo da época do nazismo, na Alemanha, onde a propaganda era mais eficiente do que propriamente as ações dos embates bélicos. Na batalha de agora, as redes sociais propagam coisas que nem sempre condizem com a realidade dos fatos. Até porque, a inteligência artificial pode distorcer as informações verídicas a respeito do conflito armado. Criam-se imagens fictícias, enquanto pessoas morrem nos campos da batalha. O brasileiro não gosta muito de se ater a temas internacionais, possivelmente por entender que o certame acontece a milhares de quilômetros do Brasil. Só que todos estão sofrendo os efeitos da aludida guerra, por conta do aumento dos preços, especialmente dos combustíveis. Lamentavelmente, vale dizer que esse conflito bélico também passou a ser nosso. Analistas falam em impactos na economia brasileira, com gradual majoração dos percentuais da inflação. Não carece ser matemático e estudioso no assunto para constatar que o aumento causa impacto nas gôndolas dos supermercados, afetando a camada menos abastada da população. No país dos caminhoneiros, cuja categoria transporta quase 100% da produção de grãos e alimentos, a disparada do preço do diesel é central na composição do custo, trazendo reflexo imediato no bolso de todos. Resta esperar pelo bom senso dos governantes para minimizar a contenda. Parece ser acertada a medida do governo federal de subsidiar parte do preço do diesel, como forma de evitar o repasse aos consumidores/motoristas dos valores concebidos pelo mercado internacional. É claro que algo deve ser feito, mas é necessário o envolvimento dos agentes públicos de maneira mais tenaz, como aumentar a linha de produção do petróleo em terras brasileiras, se valendo da expertise da Petrobras. Isso poderia diminuir a dependência internacional referente ao impacto de combustíveis. Até mesmo com relação ao melhoramento dos aspectos atinentes à soberania de nossa nação. Aos pobres mortais brasileiros, resta almejar pelo desfecho rápido dessa escalada bélica que só traz violência, morte e desassossego.

Lucas Vieira assume presidência da Associação Mineira de Municípios

O prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, assumiu a presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM), substituindo Luís Eduardo Falcão. O mandato segue até 2028. O novo presidente destacou que sua gestão dará continuidade ao trabalho realizado pelo antecessor. “Falcão sempre abriu espaço na AMM para ouvir as demandas dos prefeitos de todas as regiões do Estado e para trabalharmos em conjunto. Claro que vamos fazer algumas adaptações pontuais, mas sempre mantendo a essência do trabalho que construímos ao longo desse período”. Falcão ressaltou que Vieira deve imprimir sua identidade à gestão. “Acredito que ele dará sua própria cara à administração, com suas características, mas é um trabalho que já vinha sendo desenvolvido em conjunto, não apenas por nós dois, mas por toda a diretoria, que também tem desempenhado um papel importante”. Vieira afirmou que suas prioridades serão os contratos dos municípios com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a revisão do pacto federativo. “Há diversos contratos com a Copasa vencendo, e precisamos encontrar uma solução para essas cidades. Em relação à revisão do pacto federativo, é urgente ampliar o debate, já que a vida acontece, de fato, nos municípios”. Novos rumos Após deixar o comando da Prefeitura de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão pretende intensificar agendas pelo interior do Estado. “Vamos ampliar essas visitas, pois, na minha visão, não há outra forma de trabalhar pelo futuro de Minas Gerais senão vivenciando a realidade dos municípios e dialogando com quem enfrenta os problemas no dia a dia”. Sobre a possibilidade de compor uma chapa ao Governo de Minas como candidato a vice-governador ao lado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), Falcão confirmou o convite e disse que o aceitou, mas ponderou que não há definição. “Tudo está sendo construído com diálogo, e o que for melhor para Minas Gerais será feito. Tenho convicção de que minha experiência administrativa, com dois mandatos bem-sucedidos em um município com mais de 170 mil habitantes, além do contato com prefeitos e vereadores de todo o Estado, contribui para uma compreensão mais ampla da realidade do interior. Acredito que isso agrega muito. Meu apoio a ele é total”, finalizou.

Após definidas as filiações partidárias, jogo político 2026 começa a ser jogado

Apesar de um certo nervosismo de véspera, no prazo final para mudança de partido político, de acordo com critérios da Justiça eleitoral, nenhum parlamentar com mandato em Minas ficou de fora das agremiações partidárias. Como se sabe, o dono do Partido Avante, deputado Luís Tibé, expulsou quatro companheiros de sigla para ser o único beneficiado com a votação da legenda. E não foi apenas Luís Tibé que agiu dessa maneira. O dono de outra sigla partidária, deputado Fred Costa (PRD), não aceitou a chegada de parlamentares considerados bons de votos. Assim, na disputa à Câmara Federal, Fred reinará no topo do partido, com a possibilidade de algumas candidaturas de baixo resultado nas urnas. Isso pode garantir mais uma reeleição dele ao Congresso Nacional. Dança das cadeiras Presidido pelo deputado Newton Cardoso Júnior, o MDB, que registrou a saída do líder do Governo na Assembleia, João Magalhães, para o PSD, recebeu a inscrição do parlamentar estadual Arlen Santiago, que no último pleito chegou à marca de 107.236 votos. Nos meandros da ALMG comenta-se que o MDB é um dos poucos partidos políticos com representação em grande parte dos municípios mineiros, inclusive com eleição de vários prefeitos e vereadores. Outro tema dominante no ambiente político se refere à filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, o mesmo partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Os socialistas terminaram conquistando muitas novas fichas de filiação, inclusive do ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares, e o ex-presidente da Assembleia, Romeu Queiroz. Este último, segundo amigos, analisa a possibilidade de voltar à vida pública. Indagado a respeito do motivo de optar pelo PSB, Romeu vaticinou. “Estou voltando para o mesmo partido no qual fui filiado há décadas passadas”. Candidaturas ao Senado A imprensa de Minas Gerais abriu longo espaço para noticiar o arranjo político comandado pelo deputado Domingos Sávio. Ao fazer as pazes com o grupo político do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), uniu forças no Oeste mineiro e deu visibilidade a sua pré-candidatura ao Senado. Pessoas próximas entendem que por estar filiado ao Partido Liberal, mesma sigla de Flávio Bolsonaro, o projeto de Sávio pode conquistar muitos votos. Ao chegar ao PSD, o senador Carlos Viana, segundo a lenda, foi abraçado pelo grupo político do governador Mateus Simões (PSD). Seu projeto de buscar a reeleição à Casa Alta do Senado parece ter conquistado alguns pontos na popularidade junto aos eleitores. O problema está no afastamento do chefe do Executivo de outro pretendente à vaga majoritária, o ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (PP). Sobre a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), na busca por uma das duas vagas ao Senado, tudo vai depender de um projeto maior, perpassando pela disputa ao Governo do Estado. Por exemplo, caso seja confirmada a candidatura de Rodrigo Pacheco ao Palácio Tiradentes, a proposta de Marília pode se erguer. Caso contrário, segundo matemáticos da política mineira, seria pregar no deserto. Com essas definições das filiações partidárias, o fato é que o jogo visando conquistar espaços no Parlamento, no Palácio Tiradentes e no Congresso Nacional, começa a ser jogado a partir deste mês de abril.

Vigílias – 4 a 11 de abril de 2026

Prestígio de RoscoeO próprio presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, não tem uma definição de qual vai ser o seu papel na política. Quando esteve em Brasília para assinar a ficha de filiação no Partido Liberal, ouviu de alguns interlocutores que tem um perfil ideal para ser o vice de Flávio Bolsonaro (PL). A ver. Político sem firmezaUm dos fundadores do Partido Novo em Minas, Igor Eto, muito ligado ao ex-governador Romeu Zema (Novo), a quem o tratava como amigo por causa de um projeto político e pessoal, deixou sua bandeira partidária de lado e agora está no comando do Partido Avante em Minas Gerais. Ou seja, está rompendo com seu próprio passado de coerência. Adeus, CidadaniaDiante da decisão do deputado João Vítor Xavier em não disputar a reeleição, pode significar o fim do Partido Cidadania em Minas, pois a sigla ficou sem nenhum parlamentar. Ufa. Pregando no desertoSem mandato há vários anos e sem espaço mais expressivo no PT, o ex-deputado Roberto Carvalho tem pregado no deserto. Ele continua defendendo a tese de que o presidente Lula (PT) deve apoiar o nome do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia para disputar o Governo de Minas. Avante, apesar de tudoEx-aliado do deputado federal Luís Tibé, presidente e uma espécie de dono do Partido Avante, dizem que ele usou métodos não republicanos para dispensar uma meia dúzia de parlamentares até então ligados à sigla, que terminaram ficando de fora do pleito deste ano. Isso ainda vai gerar comentários sinuosos nos bastidores. Política nacionalA imprensa registrou o lançamento da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência da República, mas também constatou a falta de prestígio durante o evento. Em um auditório de 300 lugares, mais da metade das cadeiras estavam vazias. Fica esperto, Gilberto Kassab. Eduardo BolsonaroA crônica política de Brasília, ao assistir ao vídeo de Eduardo Bolsonaro mandando recado para o seu pai Jair Bolsonaro, diretamente dos Estados Unidos, aposta que o objetivo do ex-parlamentar é tão somente causar euforia e também fustigar o Judiciário brasileiro. Candidato da valentiaNos bastidores da Assembleia Legislativa, sempre há o comentário especulando que o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), pretende ser candidato a governador para confrontar seus adversários, especialmente o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Silveira fora da políticaEm Brasília, comenta-se que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pela sua volúpia pelo poder, em hipótese alguma se distanciaria da pasta para se aventurar em algum projeto eleitoral este ano. Farmácia ou supermercado?Uma nova legislação autoriza a venda de medicamentos em supermercado, desde que esse espaço funcione como uma farmácia com regras próprias e separação do restante da loja. Deputada abandonadaDepois de buscar informações por dias a fio entre os denominados bolsonaristas raiz, o jornalista Joel Pinheiro vaticinou: “Coitada da ex- -deputada Carla Zambelli. Ela não tem apoio dessa ala política e está abandonada à própria sorte. Ou melhor, em uma prisão na Itália”. CPMI do INSSNa sala ao lado do gabinete do presidente do Senado, David Alcolumbre, comentários indicam que a CPMI do INSS se transformou em um verdadeiro palanque, onde políticos se revezaram para fazer seus discursos. As investigações sérias ficaram por conta da Polícia Federal. Estados Unidos e MaduroA guerra dos Estados Unidos contra o Irã é o tema do momento, mas especialistas julgam que o recente sequestro do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltará a dividir os espaços na imprensa mundial em breve. Rio dos outros“Aquela cidade que já foi maravilhosa, hoje é o Rio de Janeiro sem folhas verdes para servir de aroma para os seus visitantes. No campo político, as coisas continuam sendo muito confusas, com cassação e renúncia de administradores a todo instante. É uma escalada sem fim de decadência”. Opinião da jornalista Jaqueline Pena. Política estadualO nome do atual prefeito de Governador Valadares, mais conhecido como Coronel Sandro, apareceu no noticiário policial por conta de possíveis desmandos administrativos. Quando foi deputado estadual, o político era o “Rei da Moralidade”. Presidente compulsivo“O presidente Donald Trump é um compulsivo, quando o assunto é matança e o incremento de guerras. Parece que ele sente prazer em provocar o sofrimento das pessoas inocentes”. Avaliação de membros da própria imprensa norte-americana. Em defesa dos barnabésA respeito das críticas contra funcionários que recebem penduricalhos, a jornalista e doutora em Comunicação Cultural, Mariluce Moura, afirmou: “Não tem sentido pontuar que todo barnabé ganha muito e trabalha pouco”. PenduricalhosO economista Ricardo Sennes voltou a bater na tecla que o problema de supersalários tem mais conexão com o Poder Judiciário em geral.

Obras da Vale ou do governo?

O fatídico desabamento da Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 2019, certamente provocou traumas em mais de 200 famílias, que perderam as vidas de seus parentes e amigos. Propala-se que foi o maior desastre ecológico de todos os tempos, deixando marcas também no meio ambiente, diante da poluição do lençol freático da região, especialmente junto à comunidade local. Na sequência aos acontecimentos, a Vale, empresa responsável pelo complexo de então, fez um Acordo de Reparação com o Governo de Minas de R$ 37,6 bilhões. Os valores tinham como objetivo financiar reparos dos estragos provocados pelo derramamento de rejeito, mas grande parte do volume era para realizar obras de infraestrutura. Uma espécie de indenização ao governo mineiro, pelos atos emergenciais após a tragédia, com envolvimento de diversos profissionais que por meses a fio se dedicaram a atender aos envolvidos no episódio. Pelo contrato elaborado entre as partes, as obras a serem tocadas pelo Poder Executivo mineiro deveriam conter a assinatura da mineradora como copatrocinadora dos feitos. Desde que começou a receber os valores, o então governador Romeu Zema (Novo) fez vista grossa, e propalou sobre diversas realizações como se estivessem ocorrendo por conta da injeção de recursos somente do Tesouro Estadual. De maneira mórbida de pensar, o desastre na Barragem Córrego do Feijão foi uma oportunidade para turbinar o caixa do Executivo estadual, que naquela época padecia de uma situação de penúria, com atrasos de pagamento a fornecedores e folha de pessoal. Com esse colchão financeiro aportado de maneira não ortodoxa, Zema teve a oportunidade de incrementar uma administração com o viés de bom pagador. De lá para cá, muitas foram as obras iniciadas e outras apenas projetadas. A polêmica atual gira em torno dos famosos e eleitoreiros Hospitais Regionais. Trata-se de um feito onde o poder público, ou apenas a instância estadual, se revela meramente tocador de obras, porém, todas levadas a efeito por conta do já mencionado Acordo de Reparação. Por não ser mais governador, Romeu Zema poderia deixar esse assunto de maneira mais límpida, para não ficar a impressão de ter havido um oportunismo público/administrativo às custas do sangue de vítimas fatais. O tema é polêmico, mas em um futuro não muito distante, será retratado pelos escritores e historiadores.

Com apoio de Lula, Rodrigo Pacheco supera Cleitinho ao Governo de Minas

A corrida eleitoral para o comando do Governo de Minas Gerais ganhou novos contornos com nova pesquisa, divulgada no dia 1º de abril, mostrando que o apoio do presidente Lula (PT) ao senador Rodrigo Pacheco o coloca em primeiro lugar na preferência do eleitorado mineiro. Conforme o levantamento feito pela Atlas/ Intel, Pacheco, que se filiou ao PSB, tem 37,9% das intenções de voto. O segundo colocado, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), sem apoio declarado de algum grupo político, aparece com 34,2% da preferência. Já o atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), surge com 11,5% caso considerados os suportes do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do clã Bolsonaro. A pesquisa traz que 2.125 mineiros participaram dela. O levantamento foi feito entre os dias 25 e 30 de março deste ano e está registrado com os protocolos MG-01664/2026 e BR-05686/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sendo que o nível de confiança da sondagem é de 95%. Eleição em Minas Um dos fatores que chamam a atenção na pesquisa é o fato de o senador Rodrigo Pacheco não ter anunciado ainda a intenção de se candidatar ao Palácio Tiradentes, em que pese a existência de uma pressão para que ele aceite ser o candidato apoiado por Lula em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país e tido como crucial pelo presidente da República para alavancar, de maneira real, sua candidatura à reeleição. Lula já confidenciou a interlocutores que vê no senador Pacheco a única chance de obter um palanque robusto em Minas e que lhe fortaleça em uma eleição que se avizinha sob um cenário acirrado. Por seu turno, o senador Cleitinho dá sinais de um “vaivém” sobre a disputa majoritária em Minas. Antes, entusiasmado com pesquisas ainda muito incipientes, Cleitinho deu mostras de que iria se candidatar. Porém, mais recentemente, “pisou no freio” e passou a emitir sinais ambíguos que revelam a necessidade de uma avaliação mais profunda sobre a sua participação no pleito. Um exemplo foi o anúncio de postergar algum tipo de decisão para junho ou julho deste ano. Cleitinho ainda lida com a possibilidade de Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), desistir de aceitar ser candidato a vice na sua chapa. O nome de Falcão vinha sendo especulado nesse sentido, mas ele não deu mostras de que irá deixar o cargo de prefeito da cidade mineira. Já Mateus Simões está percorrendo o interior do Estado, utilizando-se da infraestrutura que possui como governador de Minas, na tentativa de alavancar seu nome. Conhecido por seu tom professoral e comedido ao longo dos anos na função de vice-governador, ele parece destoar do seu passado como gestor mais afeito à burocracia palaciana. Não se sabe se sob uma orientação de marqueteiros, mas Simões passou a ostentar uma agressividade, muitas vezes com ares de ser forçada, na tentativa de um hipotético reconhecimento como sendo representante da direita mais radical no Estado. Sem apoios declarados O levantamento da AtlasIntel ainda traz, sob a perspectiva da ausência de apoios declarados, os nomes do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 11,7%, o senador Carlos Viana (Podemos), que obteve 7,5%, o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), com 4%, e o blogueiro Ben Mendes, com 3,7% da preferência do eleitorado.