Poluição dos rios

Por mais que diversas instituições tentem conscientizar as pessoas sobre ações destinadas à preservação do meio ambiente, o tema ainda não conquistou a adesão necessária. Essa realidade vem comprometendo o bom funcionamento das nascentes, poluindo lençóis freáticos, contaminando rios e lagos que fornecem água para as pessoas. É de causar arrepio a informação do Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, comprovando que, entre janeiro e dezembro de 2025, 80% dos pontos monitorados apresentam qualidade irregular. Isso significa que a população do país pode estar consumindo um líquido nocivo à saúde. Em princípio, talvez pela desinformação, podem dizer que a culpa é dos governos. No entanto, não é o poder público o responsável pela quantidade de lixo que se acumula nas redes de esgoto das grandes cidades. Essa situação também recai sob a responsabilidade dos produtores rurais ávidos por mais lucros. E para conseguir os seus intentos, fazem roçadas, atiçam fogo em suas metas, deixando para depois a preocupação com a deterioração do solo onde percorre água límpida. Respondendo a uma indagação da imprensa, o advogado Ricardo Carneiro comentou que existem leis suficientes para proteger os recursos hídricos em Minas desde a década de 1990. Foram sancionadas normas em conexão com a legislação federal, tudo compartilhado com órgãos gestores e instrumentos de natureza econômica. Mas o especialista vaticina que o problema é mais falta de gestão e planejamento do que ausência de legislação. O causídico avalia como positiva a ideia de gerar responsabilização mais severa aos municípios que fazem o descarte irregular de esgoto nos rios. Ele ressalta que deveria haver punição, além do ajuizamento de ações por parte do Ministério Público. Mas o problema, como sempre, é mais do que jurídico; é político. Ele lembra ainda que as ações dos promotores quase sempre esbarram na falta de recursos das prefeituras, cujo orçamento público fica comprometido com pagamento de salários dos servidores, sem a capacidade de investir em saneamento. Vale recorrer aos professores, jornalistas e formadores de opinião para alertar os cidadãos sobre a importância dessa demanda. Se nada for feito agora, não haverá água suficiente para consumo humano, além do comprometimento dos lençóis hídricos, desorganizando até mesmo ciclos das chuvas.

Prefeitos das maiores cidades na mira dos candidatos ao governo

Como há uma indefinição quanto aos nomes que irão participar da campanha ao Governo de Minas em 2026, os pretendentes a esse projeto buscam com toda ênfase apoio dos prefeitos, especialmente nas maiores cidades. Isso será importante no início das campanhas, no sentido de empolgar as lideranças de outros municípios. Neste projeto relativamente ao pilar de sustentação política na peleja estadual, um dos nomes mais cobiçados é do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), cujo município registra aproximadamente dois milhões de eleitores. Se o chefe do Executivo da capital não está ainda tão popular a ponto de transferir votos a um possível apadrinhado, também é verdade que ele não tem desgastes mais expressivos em sua administração. Portanto, uma aliança com Damião de qualquer que seja o proponente ao Palácio Tiradentes, pode ser uma janela de oportunidade. Outros nomes significativos No segundo colégio eleitoral do Estado, Uberlândia, ostentando quase 500 mil eleitores, pode significar um reforço para quem almeja a aproximação com o atual prefeito da cidade, Paulo Sérgio (PP). O mandatário tem realizado grandes feitos no município, e sua inclinação para qualquer um dos pré-candidatos tem ares de importância nesta eleição ao governo mineiro. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), pelas suas ligações políticas, tende a ficar com um nome ligado à esquerda, cujo escolhido ainda é uma incógnita. Vale registrar que JF é o terceiro maior aglomerado de votos, com mais de 400 mil eleitores. Na Região Metropolitana de Nova Lima, o prefeito João Marcelo Dieguez (Cidadania) merece uma observação positiva. Diferentes institutos de pesquisa o classificam com mais de 80% de popularidade. Ele é hoje uma das fortes lideranças municipalistas do Estado, especialmente pelo fato de ter elevado a sua cidade à categoria de uma das melhores urbes de Minas e do Brasil para se viver. Com certeza, o prefeito nova-limense é uma de figuras mais cortejadas neste momento, por todos os políticos que almejam voos mais altos do comando na política majoritária e proporcional de Minas Gerais. O prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), e o de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), são lideranças fortes. Se estão politicamente hibernados, deve ser pelo fato de as campanhas estarem ainda apenas nas redes sociais. Com a cassação do prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro Fonseca (PL), semana passada, o município está fragilizado em relação a este tipo de abordagem eleitoral. Em Ipatinga, Capital do Vale do Aço, as debilidades administrativas do prefeito Gustavo Nunes (PL) o deixam à margem dessa empreitada.

Vigílias – 16 a 23 de maio de 2026

Parlamentar irritadoO deputado federal e presidente estadual do PSDB mineiro, Paulo Abi-Ackel, fica irritado quando o questionam a respeito do futuro político do senador Aécio Neves (PSDB) e ironiza: “Aécio joga o anzol na água e o que conseguir pescar está de bom tamanho”. Muito provavelmente, o senador tem atirado sem direção. Deputado com problemasApós ter sido citado pela Polícia Federal em relação ao possível envolvimento na fraude do INSS, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos) está sem ânimo para tentar sair das cordas que o aprisionam em seus próprios desmandos. Vaga no TCE-MGNos corredores do Legislativo, a escolha do nome de um deputado para preencher mais uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) começa a subir a temperatura. Por enquanto, fala-se apenas na possibilidade da indicação de Adalclever Lopes (PV). A conferir. Pretensão do presidenteAvaliado pelos próprios pares como um dirigente mediano, o vereador Juliano Lopes (Podemos) tem intensificado contatos para tentar ser eleito deputado estadual com uma super votação. Mas o seu reduto eleitoral, a região do Barreiro, em Belo Horizonte, também tem vários nomes com o mesmo projeto eleitoral. Campanha de ZemaFiliado ao minúsculo Partido Novo, o ex-governador Romeu Zema vai precisar recorrer ao caixa de suas empresas para bancar a própria campanha eleitoral, cujos gastos devem ficar em torno de R$ 30 milhões. A não ser que seus amigos entrem em cena. Boicote dos governadoresComo era previsto, vários governadores iniciaram um boicote contra a medida anunciada pelo governo federal para a área de segurança. Segundo especialistas, houve uma demora para adotar medidas de combate ao crime organizado por conta da oposição. Lei da DosimetriaPara o veterano jornalista Gerson Camarotti, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sabem que não poderão impedir a aplicação da Lei da Dosimetria. “O cenário mais provável é ficarem algum tempo ruminando o assunto e depois, por pressão do Congresso Nacional, iniciarem a liberação do processo”. Impacto negativoUma média de 60 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de impacto negativo, por conta das ações do crime organizado. Em geral, são pessoas obrigadas a conviver em comunidades próximas aos infratores, onde a atuação da delinquência é uma realidade. Ciro Nogueira“O senador Ciro Nogueira (PP) está com dificuldade de se defender de acusações por sua ligação com Daniel Vorcaro. A situação é complicada pelo fato de que o senador defende um banco que sabidamente tem conexão com o crime organizado”. Opinião do jornalista Fernando Abrucio. Ufa. Diplomacia brasileiraNa avaliação do comunicador Joel Pinheiro, o recente encontro do presidente Lula (PT) com Donald Trump foi uma vitória da diplomacia brasileira. Ele se esqueceu de mencionar o papel importante do empresário Joesley Batista nessa intermediação. Banco MasterAinda versando a respeito do escândalo do Banco Master, o advogado paulistano João Santana vaticinou: “Podem apostar que o assunto vai ficar em evidência durante todo o período eleitoral, respingando negativamente para um dos candidatos à presidência e seu respectivo grupo político. Mas o caldo pode entornar mais rápido se Vorcaro fizer delação premiada”. Desespero do senador“A presença da Polícia Federal na vida do senador Ciro Nogueira (PP) tem causado desespero nele e em toda a sua família. Ele tenta se descolar do Banco Master, mas as suas mensagens on-line complicam cada vez mais o seu dia a dia. Tem sido um horror no entorno do político”. Fala da jornalista Patrícia Campos Mello. Escala 6×1O fim da escala 6×1 se transformou em uma discussão com forte viés ideológico. No entanto, pesquisas de vários institutos compravam que o projeto tem apoio de 73% dos brasileiros. Isso significa que político nenhum ficará contra a vontade popular. Do céu ao infernoAdvogados de Daniel Vorcaro dizem que o ex-banqueiro pretende fazer uma delação premiada com um adendo. Ele quer preservar algum tipo de ativo financeiro, pois o medo é de ficar pobre. Ou seja, não quer ser uma pessoa que vai do céu ao inferno. Candidatura consolidadaNão existem mais dúvidas sobre a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que deverá ir para o confronto eleitoral com o presidente Lula (PT). Isso põe fim na especulação de que o filho do ex-presidente estava apenas guardando lugar para alguém do seu grupo político.

Esporte como inclusão social

São 17 modalidades esportivas para contribuir com pessoas deficientes através do Projeto Superar, comandado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer da Prefeitura de Belo Horizonte. O objetivo do programa é promover a inclusão social por meio do esporte, provando que os portadores de condições especiais são capazes. Nas diferentes unidades, o programa atende de forma gratuita uma média de mil alunos com deficiência física, visual, intelectual, auditiva e autismo. São oferecidas diversas atividades, como iniciação esportiva, atletismo, basquetebol, bocha regular, bocha paralímpica, dança, futsal, goalball, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol, voleibol sentado, patinação, funcional e percussão. O gerente de paradesporto e responsável do Projeto Superar, Marcelo Mendes, comenta que os centros esportivos para as pessoas com deficiência existem desde 2003, mas, ao longo dos anos se tornaram referência no estrangeiro, com visitas frequentes de órgãos internacionais. Para participar do programa, a criança carece de ter idade superior a seis anos e apresentar laudo de deficiência. Quanto à efetivação da matrícula, precisa haver vagas disponíveis. Na avaliação do gerente, além das atividades atinentes ao Projeto Superar, há uma preponderante contribuição também na inserção social e autonomia dos alunos. Estudos constatam que as atividades físicas são muito importantes para essa concepção. Pelo que se sabe, até agora essa estrutura está sob os auspícios da municipalidade da capital, com orçamento público limitado. Seria conveniente uma maior divulgação do certame, porque contribuiria para ser observado também pela iniciativa privada, com a possibilidade de ampliar o número de atendimentos. Ainda existem grandes empresários dispostos a investirem no social. Eis o preâmbulo de oportunidade para uma atuação conjunta entre poder público e iniciativa privada, bastando alguns ajustes da lei, que poderia ser feito através de regulamentação a partir da Câmara Municipal.

Clésio topa ser candidato ao governo, se obtiver apoio de Lula

Nas últimas semanas, a sucessão ao Governo de Minas tem sido uma espécie de fábrica de informações truncadas, expondo ainda mais a indecisão de grupos e partidos políticos. Nos bastidores, nomes que não têm apoio para pleitear o posto de chefe do Executivo podem ser listados com fartura, porém, menciona-se o exemplo do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar. Josué não vem a Minas há 15 anos e seria um ilustre desconhecido por parte do povo mineiro. Para matemáticos da política mineira, não passa de balela a sugestão quanto a indicação do ex-procurador de Justiça de Minas, Jarbas Soares, rumo ao posto de candidato ao Palácio Tiradentes no projeto eleitoral de 2026. Conforme avaliação, Jarbas conquistou bons amigos ao longo do tempo, mas pela natureza de sua atividade profissional, representando o Ministério Público, também deixou um número preponderante de pessoas insatisfeitas. Clésio e Marília Reativamente aos debates relacionados ao pleito deste ano, algumas indefinições marcaram a semana envolvendo os nomes do senador Rodrigo Pacheco (PSB), Flávio Roscoe (PL) e Cleitinho Azevedo (Republicanos). Eles têm emitido sinais trocados, ora afiançando serem pré-candidatos, e depois desmentem a informação. A novidade mais recente, que não foi desmentida até o momento, foi um encontro do empresário Clésio Andrade com a pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT). Na conversa, ambos trataram de vários assuntos e foi aventada a possibilidade de o nome de Clésio receber aval do presidente Lula (PT) na peleja deste ano. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, onde o contato de Clésio com o PT passou a ser disseminado, acrescentou-se que ele teria mantido contato também com o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), ou seja, sua incursão nessa vertente da esquerda parece ser uma realidade. Em síntese, tudo está no patamar como vem sendo noticiado nos últimos dias. Vale rememorar que os nomes já confirmados para o certame eleitoral deste ano são: governador Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT) e o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB). Jornalistas da crônica política mineira apostam que as especulações tendem a ser ainda mais intensas nos últimos dias do mês de maio.

Vigílias – 9 a 16 de maio de 2026

Eleições 2026Durante o Congresso Mineiro de Municípios, realizado no Expominas, o governador Mateus Simões (PSD) quebrou o protocolo planejado pelo cerimonial e, antes de participar da mesa das autoridades, era só simpatia ao circular por vários estandes, cumprimentando as pessoas e fazendo fotos. Em nada lembra seu estilo sisudo de antes. A eleição está ficando cada vez mais próxima. Ex-poderoso políticoO ex-deputado estadual, ex-conselheiro do Tribunal de Contas e ex-prefeito de Barbacena, Toninho Andrada, ao participar do evento de prefeitos no Expominas, não conseguiu sequer uma vaga na fila de cadeiras escrito “Reservado”. Se contentou em ficar de pé, assistindo aos discursos no meio da “galera”. Quem te viu, quem te vê. Aro, senador?“Nada de futricas sobre esse assunto. No meu projeto, já há uma definição de que o ex-secretário Marcelo Aro (PP) será o candidato ao Senado do nosso grupo político”. Palavras em tom exaltado do governador Mateus Simões. Ufa. Privatização da CopasaA assessoria e amigos do governador Mateus Simões (PSD) estão aconselhando: “resolve logo esse assunto da privatização da Copasa para evitar que o tema se transforme em combustão no período da campanha eleitoral”. Sem dinheiroQuem também já articula nos bastidores da política mineira, buscando espaço para uma candidatura ao Senado, é o deputado federal Domingos Sávio (PL). Segundo pessoas próximas, o parlamentar estaria com dificuldades de encontrar apoiadores financeiros para o projeto. Quem se habilita? Sem poderA vida de Domingos Sávio rolou ladeira abaixo, depois de ser enquadrado pelo dirigente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a deixar a presidência da sigla em Minas. Esse problema de ordem financeira não fazia parte de sua agenda. Dívida das famíliasEspecialistas garantem que a dívida das famílias brasileiras, atualmente atingindo 80 milhões de pessoas, vem em uma crescente ao longo dos últimos 20 anos. Essa ideia de colocar a culpa nos jogos eletrônicos não cola. Golpes financeirosO governo já não sabe mais o que fazer para minimizar as ações dos marginais contra o sistema bancário do Brasil. Em dois anos, cerca de 553 milhões de golpes eletrônicos foram registrados, resultando em prejuízos bilionários à população. TSE em apurosJornalistas membros do Comitê de Imprensa da Câmara Federal afiançaram: “a comunicação virtual cresceu tanto que pode gerar problemas institucionais. O Tribunal Superior Eleitoral não teria as ferramentas necessárias para conter fraudes nas eleições deste ano, a serem turbinadas pela inteligência artificial”. Jogos eletrônicosNa guerra contra os jogos eletrônicos, a professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida, vaticinou: “o esquema representa o maior volume de transferência de renda do Brasil, mas os lucros vão parar nas mãos das grandes firmas que bancam os jogos”. Redes sociaisEspecialistas apontam sugestões para minimizar as consequências da presença massiva de crianças nas redes sociais. Eles afirmam que o ideal é uma alfabetização digital aos adultos, para que possam educar seus filhos para esse desafio da internet. Vida cruelRespondendo a provocação de uma aluna, o professor e filósofo Luiz Felipe Pondé sentenciou: “os sistemas que regem o mundo são cruéis, pois a vida também é cruel. Não é nada fácil viver uma vida plena”. Endividamento“As ações do governo para minorar os efeitos das dívidas das famílias só terão sucesso se houver o envolvimento dos principais bancos do país. O projeto pode fracassar sem a presença do sistema financeiro nacional”. Opinião da jornalista Bianca Santana. Guerra entre EUA e IrãPara o professor de economia Gesner de Oliveira, a hora da verdade em relação ao conflito bélico entre Estados Unidos e Irã está chegando. “Os americanos estão recuando por saberem que não têm possibilidade de liderar governos no Oriente Médio. A região não possui qualquer semelhança com a fragilizada Venezuela”. Escala 6×1“Essa discussão da escala de trabalho 6×1 é uma história que está sendo contada apenas com finalidade eleitoreira. Na realidade, se for levada a efeito, vai impactar negativamente no crescimento do PIB do Brasil”. Palavras do economista Gesner de Oliveira.

Ainda sobre o Anel Rodoviário

O anunciado projeto de melhoria de infraestrutura no Anel Rodoviário, agora sob a responsabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), está acontecendo sem impacto proeminente perante a opinião pública, especialmente para quem trafega naquele espaço. Está prestes a completar um ano que o governo federal transferiu a gestão para a PBH. O combinado era encontrar uma solução para minimizar os gigantescos engarrafamentos, além de melhoria da via para reduzir os milhares de acidentes. As ocorrências com acidentes fatais continuam. Neste sentido, vale indagar: o governo brasileiro, através do Ministério dos Transportes, efetivamente alocou os recursos de R$ 120 milhões ao município de BH? Pelo que se percebe, sem o aporte financeiro de Brasília, a administração local não terá condições de implementar todas as obras de infraestrutura necessárias para o aludido projeto. Pode até ser que esteja acontecendo algo não bem nítido, pois quem usa a via percebe mudanças na sinalização e na pintura de faixas, porém, são obras simples que não resolvem a demanda, como a construção de alças, aumento da extensão de passarelas e viadutos, indenizações e remoção de pessoas que continuam morando à margem da estrada. O essencial do projeto continua sendo apenas rememorado, sem começar a sua efetiva execução. Quando instado a refletir sobre essa situação, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) considera ter sido acertada a transferência da administração do trecho do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a PBH. Segundo sua avaliação, o local deixará de ser Anel Rodoviário para ser uma avenida de trânsito rápido. Tomara que o chefe do Executivo esteja certo, porque a população está descrente com tantas promessas ao longo de três décadas. Segundo dados oficiais, em seus 21 quilômetros de extensão, o referido Anel Rodoviário concebe a interligação das BRs 040, 262 e 381. As estatísticas apontam para um movimento médio de 100 mil veículos por dia. Nem precisa dizer do impacto no cotidiano do belo-horizontino. Vale mensurar o desgaste físico e psicológico dos motoristas, especialmente nos horários de pico, com seus muitos quilômetros de trânsito lento e engarrafamentos constantes. Esse assunto nunca deverá cair no esquecimento. A imprensa carece de abordar o tema para as promessas em favor da população da capital mineira saírem do papel.

Indefinição de Rodrigo Pacheco pode refletir na campanha de Lula

Reuniões, conspirações, falações e insinuações têm acontecido nos bastidores da política mineira, com o fito de encontrar um projeto minimamente viável, tendo em vista as eleições ao Governo de Minas. Recentemente, surgiu a notícia de que um forte movimento está sendo feito para desidratar a campanha do candidato à reeleição, o governador Mateus Simões (PSD). Os rumores sobre essa tese foram levantados nos bastidores do Parlamento mineiro, quando passou a circular a seguinte informação. Para isolar cada vez mais o atual chefe do Executivo na peleja deste ano, existe o esboço de um projeto para turbinar a candidatura do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL). As fontes acrescentam que o pré-candidato estaria em conversações avançadas com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O parlamentar está sendo convencido a apoiar Roscoe, em entendimento com apoio nacional das duas siglas. O grupo abriria espaço para garantir a eleição dos dois irmãos do senador: um que pleiteia ser deputado federal, e outro já em pré-campanha para a Assembleia Legislativa de Minas. Pacheco, a incógnita Ao longo dos anos, não se registrou um debate com situação atípica para o pleito ao Palácio Tiradentes. Desde o início de 2026, a cada hora se forma uma onda de comentários. Porém, o burburinho para saber o destino do senador Rodrigo Pacheco (PSB) sempre pautou os encontros de palpiteiros políticos. Decifrar efetivamente o que planeja o parlamentar mineiro é complicado. Até porque, o político não passa uma semana sem oferecer pistas diferentes a respeito de suas futuras labutas eleitorais. Sua empreitada é recheada de mistério. A esperada aliança entre o socialista e o PT visando o Governo do Estado, através do presidente Lula, continua na pauta. Porém, não com a mesma ênfase de outrora. Políticos dos partidos de esquerda categorizam que essa demora para traçar um rumo tem levado grandes siglas estaduais a acertarem alianças eleitorais, especialmente com Mateus Simões, Alexandre Kalil (PDT) e até mesmo em relação ao pré-candidato Gabriel Azevedo (MDB). A irritação nos bastidores de alguns nomes aliados de Pacheco se deve ao fato de sua morosidade em definir se está empenhado com o projeto de reeleição do presidente Lula. Na semana passada, em Contagem, já foi dito que seria bom a ex-prefeita Marília Campos (PT) ficar em estado de alerta. Ela pode ser convencida a mudar de rota, deixando de lado a sua pretensão em disputar o Senado e encabeçar chapa ao Palácio Tiradentes, caso essa celeuma envolvendo Rodrigo Pacheco não seja resolvida.