Ainda sobre o Anel Rodoviário

O anunciado projeto de melhoria de infraestrutura no Anel Rodoviário, agora sob a responsabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), está acontecendo sem impacto proeminente perante a opinião pública, especialmente para quem trafega naquele espaço. Está prestes a completar um ano que o governo federal transferiu a gestão para a PBH. O combinado era encontrar uma solução para minimizar os gigantescos engarrafamentos, além de melhoria da via para reduzir os milhares de acidentes.

As ocorrências com acidentes fatais continuam. Neste sentido, vale indagar: o governo brasileiro, através do Ministério dos Transportes, efetivamente alocou os recursos de R$ 120 milhões ao município de BH? Pelo que se percebe, sem o aporte financeiro de Brasília, a administração local não terá condições de implementar todas as obras de infraestrutura necessárias para o aludido projeto.

Pode até ser que esteja acontecendo algo não bem nítido, pois quem usa a via percebe mudanças na sinalização e na pintura de faixas, porém, são obras simples que não resolvem a demanda, como a construção de alças, aumento da extensão de passarelas e viadutos, indenizações e remoção de pessoas que continuam morando à margem da estrada.

O essencial do projeto continua sendo apenas rememorado, sem começar a sua efetiva execução. Quando instado a refletir sobre essa situação, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) considera ter sido acertada a transferência da administração do trecho do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a PBH. Segundo sua avaliação, o local deixará de ser Anel Rodoviário para ser uma avenida de trânsito rápido. Tomara que o chefe do Executivo esteja certo, porque a população está descrente com tantas promessas ao longo de três décadas.

Segundo dados oficiais, em seus 21 quilômetros de extensão, o referido Anel Rodoviário concebe a interligação das BRs 040, 262 e 381. As estatísticas apontam para um movimento médio de 100 mil veículos por dia. Nem precisa dizer do impacto no cotidiano do belo-horizontino.

Vale mensurar o desgaste físico e psicológico dos motoristas, especialmente nos horários de pico, com seus muitos quilômetros de trânsito lento e engarrafamentos constantes. Esse assunto nunca deverá cair no esquecimento. A imprensa carece de abordar o tema para as promessas em favor da população da capital mineira saírem do papel.

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