Edição 2215 – 18 a 25 de abril de 2026

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Terceira vaga no TCE-MG
A eleição do atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) trouxe uma notória calmaria nos bastidores da Casa Legislativa. Isso porque a votação do aludido pleito aconteceu de forma unânime, demonstrando que o parlamentar uniu todas as correntes, quando da definição de seu nome para o posto. Em verdade, não se fala ainda no assunto atinente à posse de Tadeu no Conselho, mas pelas informações extraoficiais, isso só deverá ocorrer no final de dezembro deste ano, quando concluído o processo eleitoral para cargos do Executivo e do próprio Legislativo, na peleja de 2026. O tema relativamente à definição de mais um nome para a denominada terceira vaga já provoca um certo nível de tensão nos meandros da Assembleia Legislativa. Uma nova lista de pretendentes já circula com imensa profusão, na tentativa de saber quem é o preferido pelos pares para ocupar um dos cargos mais cobiçados das instâncias do poder em Minas Gerais, pois se trata de uma nomeação vitalícia, com aposentadoria apenas quando o escolhido completa 75 anos. Daí, a resistência dos parlamentares em definir um nome que não esteja na faixa etária dos 60 anos. No caso de Tadeu houve uma exceção, já que o parlamentar tem 40 anos. Para quem conhece bem o embate nesse tipo de circunstância, o tema está em aberto, pois são somente especulações e conjecturas. Na semana passada, uma situação foi revelada, referente a uma articulação para encaminhar o atual deputado e ex-presidente da Casa, Adalclever Lopes. Os defensores dessa proposta de candidatura têm pressa, pois caso isso não se resolva até o meio do ano, Lopes terá de disputar a reeleição para mais um mandato. E neste roteiro eleitoral, tudo pode acontecer, inclusive o infortúnio da sua não continuidade como representante do povo mineiro. Outro nome tido como prestigiado pelos seus pares é o do deputado Thiago Cota. Mas, desta feita, ocorre o contrário. Seus opositores ironizam: “ele conseguiu apoio de setores produtivos de Minas para alavancar o seu projeto, porém, a ajuda externa em nada adiantou, e hoje, essa pretensão se revela desidratada”. As insinuações elencadas no limiar de 2026 continuam. Por exemplo, a parlamentar Ione Pinheiro continua categorizando: “eu mereço ser eleita Conselheira, por ser uma mulher a participar da Corte de Contas”. O deputado Tito Torres já tem o prestígio de seu pai, Mauri Torres, o ex-conselheiro. O deputado João Magalhães é o líder do Governo e sua indicação também agradaria ao Palácio Tiradentes.
Vigílias – 18 a 25 de abril de 2026
Santana bateu pesadoEm evento particular na semana passada, a palavra foi concedida ao presidente do Partido Liberal em Minas, José Santana. “Estamos vivendo uma era onde o governo federal está mergulhado em corrupção, mas o remédio está na decisão do eleitor no próximo pleito, para varrer essa gente para fora do poder”. Luta pelo votoO presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Lopes (Podemos), espera ser eleito a deputado estadual apenas com os votos da região do Barreiro em Belo Horizonte. Ele terá um concorrente de peso, o vereador Wanderley Porto (PRD), também com fortes ligações com os eleitores da localidade. Será um duelo interessante. Volta, AlencarAo ser empossado como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o ex-deputado Alencar da Silveira se afastou da direção do América-MG. De lá para cá, o clube vem enfrentando uma série de problemas e ameaça caminhar para a terceira divisão dos times brasileiros. Os saudosistas ensaiam uma toada: “volta, Alencar”. Engler isoladoNos bastidores da política mineira, muito se fala a respeito da importância da união da “direita”. Esse embate acontece entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o deputado Nikolas Ferreira (PL). O parlamentar Bruno Engler (PL) conquistou mais de 120 mil votos na última eleição, mas a sua liderança está sendo jogada para escanteio. Isso acontece, segundo amigos, por conta da ausência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Transparência do STFDo alto de sua autoridade, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu mais transparência da Corte. O difícil será convencer os seus próprios pares sobre o tema. Adeus, Cidade MaravilhosaSegundo informações dos órgãos de segurança, 80% dos deputados do Rio de Janeiro têm conexão direta com os comandantes do jogo do bicho na Cidade Maravilhosa. Dívida dos brasileirosPara a jornalista Patrícia Campos Mello, a ideia do governo federal de usar o dinheiro do FGTS para quitar dívidas dos brasileiros é uma jogada arriscada, pois as pessoas podem usar a verba para outras finalidades, como as jogatinas nas apostas on-line. Investimentos internacionaisAo analisar as consequências da guerra entre Irã e Estados Unidos, o economista Ricardo Sennes se mostrou otimista quanto à possibilidade de uma corrida de investidores internacionais interessados em realizar negócios no Brasil. É aguardar para conferir. Política mineiraNos corredores da Assembleia Legislativa, comentários indicam que uma campanha ao Governo de Minas, neste ano de 2026, tem o valor estimado de R$ 100 milhões. Cruz credo, pessoal. Afoito Eduardo CunhaComo se fosse uma criança ingênua, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que foi cassado, processado e agora está livre da Justiça, circula por Minas como pré-candidato a deputado federal. “Será uma nova liderança política mineira”, afiançam. Roscoe na pistaJá devidamente licenciado da presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o empresário Flávio Roscoe (PL) continua em contato permanente com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Seu papel na sucessão ainda não foi definido, podendo ser vice na chapa ou buscar uma vaga no Senado. Votos de TadeuCom a ida do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), para o Tribunal de Contas, os seus votos no Norte de Minas estão sendo disputados palmo a palmo, especialmente pelos parlamentares Arlen Santiago (MDB), Carlos Pimenta (PDT) e Gil Pereira (PSD). Uma luta frenética. Conflito internacionalEspecialistas em política internacional e jornalistas acreditam no que já vem sendo propalado mundo afora. A inflação em espiral galopante nos Estados Unidos, talvez seja uma razão para forçar o presidente Donald Trump a rever os seus ímpetos de guerreador. Cartão de crédito no BrasilRelativamente ao endividamento da população brasileira, os economistas lembram que é impossível ser diferente, quando se sabe que os juros cobrados pelos cartões de crédito podem chegar a 400% ao ano. “Isso é uma deformação financeira, sem possibilidade de permitir o equilíbrio necessário”, reclamam. Redução da jornada“Em ano eleitoral, vai ser difícil o Congresso Nacional deixar de aprovar a redução da jornada de trabalho, mesmo que cause desconforto para o empresário. Isso pode refletir no bolso do consumidor”. Opinião do empresário Emerson Kapaz.
Divisão entre católicos e evangélicos é maior que esquerda e direita

Para quem está chegando agora na política, a sugestão dos especialistas é voltar ao ano de 2009, quando uma aliança entre Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) permitiu a eleição de Marcio Lacerda à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Ao rememorar sobre o assunto, fica mais palatável digerir o debate do momento, indicando a possibilidade de uma aproximação entre o pré-candidato Rodrigo Pacheco (PSB) e o deputado Aécio, com o objetivo de caminharem juntos na peleja de 2026. Na última semana, voltou a circular, tanto em BH quanto em Brasília, indícios de entendimentos que seriam anunciados logo após o Dia das Mães, unindo os dois políticos mineiros de maneira pragmática, visto que Pacheco não tem certeza de ter o apoio incondicional da “esquerda” em seu palanque, caso efetivamente se poste como postulante ao Palácio Tiradentes. Neste sentido, é melhor tentar conquistar uma fatia do eleitorado que está à margem do viés ideológico entre direita e esquerda. Aécio Neves Amigos do tucano escondem haver conversações na direção de aceitar uma parceria com o grupo do senador Pacheco. Aliás, dizem que as duas vagas no Senado seriam demandadas por Aécio Neves e a petista Marília Campos, já em campanha. Neste arco de aproximações, ainda restaria o cargo de vice para o grupo majoritário desse projeto a negociar. Por enquanto, a presença constante do governador Mateus Simões (PSD) em diferentes regiões do Estado não assusta o grupo dos socialistas. Nas primeiras avaliações, esses eventos de cunho oficial ainda não se traduziram em intenções de votos, embora o contato direto do chefe do Executivo com as lideranças tende a fazer diferença em determinado momento. Quando a imprensa informou sobre a divisão do grupo bolsonarista em Minas, denominando o episódio de “racha da direita”, observadores e cientistas políticos atalharam: “esse debate ideológico foi criado a partir das redes sociais, mas isso não impede que a política em Minas seja feita à base de articulação com as lideranças, para conquistar os eleitores dos mais de 800 municípios mineiros”. Esses pensadores, conjuntamente com experientes jornalistas da crônica política, pontuam que o envolvimento do tema religioso entre evangélicos e católicos, pode representar uma divisão mais significativa do que o embate entre “direita e esquerda”.
Edição 2214 – 11 a 18 de abril de 2026

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Vigílias – 11 a 18 de abril de 2026
Rusga entre parlamentaresO deputado e líder do Governo na Assembleia, João Magalhães, abandonou o MDB para se filiar ao PSD. Segundo amigos, não seria conveniente convidá-lo para a mesma mesa de refeição com o presidente dos emedebistas, o deputado federal Newton Cardoso Júnior. Poderiam ser pronunciadas palavras não republicanas. Silveira fora da políticaComo especulado pela imprensa, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, preferiu nutrir os seus contatos internacionais, ao ter de enfrentar o desafio de uma eleição majoritária complicada. Também pesa o fato de sua falta de ação para evitar que o atual governador Mateus Simões se filiasse ao PSD, quando o nome do senador Rodrigo Pacheco ainda era uma opção do partido ao Governo de Minas. Só para registrar, Silveira é o secretário nacional dos pessedistas. Walfrido na áreaQuando o nome do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia foi mencionado como possível coordenador da campanha do presidente Lula (PT) em Minas, os adversários entraram em estado de alerta. Afinal, Mares Guia é tido como um “trator” para tocar esse tipo de projeto. Zema sem apoioAcostumado a conceder longas entrevistas, o ex-governador Romeu Zema (Novo) já começa a amargar um silencioso anonimato, especialmente por conta de sua falta de popularidade no projeto visando à Presidência da República. Está sendo esquecido pela mídia do Rio de Janeiro e São Paulo, que abre mais espaço para Ronaldo Caiado (PSD). Separação à vistaNos corredores da Assembleia Legislativa, o assunto da semana foi o distanciamento do ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), do grupo do governador Mateus Simões. Tudo ficou mais intenso quando surgiram informações indicando que o político já está de prosa com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Como medida de precaução, podem chamar o Corpo de Bombeiros, porque essa faísca pode se transformar em um incêndio político. Sucessão presidencial“No momento, Flávio Bolsonaro (PL) não é a mais significativa preocupação do Palácio do Planalto, visto que o aumento dos preços do petróleo é o adversário do projeto de reeleição de Lula (PT) à presidência da República. Se essa guerra entre Irã e Estados Unidos perdurar, os reflexos negativos aqui no Brasil serão debitados na conta do governo”. Opinião do jornalista Gerson Camarotti. Guerra MundialPara o professor de Relações Internacionais, Carlos Gustavo Poggio, a contenda bélica entre americanos e iranianos não é um conflito apenas regional. “O impacto econômico do episódio já espalha pelo mundo todo, por conta do aumento dos preços dos combustíveis. Nesse sentido, os efeitos da guerra são sentidos em todos os continentes”. Valor da energiaEspecialistas dizem que o governo não pode criticar os valores elevados das contas de energia, tendo em vista que uma média de 40% do montante arrecadado são impostos para os cofres públicos. Ufa. Judiciário muito caroUm levantamento concluiu que o Poder Judiciário no Brasil é um dos mais caros do mundo. Segundo as informações, os gastos são maiores nos estados, onde são aplicadas regras próprias, independente de orientação nacional. Pix InternacionalDiante das críticas proferidas pelo presidente Donald Trump contra o sistema brasileiro, o Banco Central já atua nos meandros para implementar o Pix Internacional, com o objetivo de permitir pagamentos instantâneos entre países. STF, bola da vezDiante das últimas notícias sobre o pleito eleitoral deste ano, o experiente advogado João Santana sentenciou: “a oposição vai centrar fogo contra os ministros do Supremo. Já os governistas não podem incentivar esse incêndio. Os representantes do Planalto, mesmo fazendo referência aos desmandos de alguns ministros, carecem de mais parcimônia em suas críticas”. A ver. Sumiço de Ciro NogueiraO presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira, tem estado ausente nas lides políticas de Brasília. Segundo comentários, seu silêncio tem a ver com os problemas relacionados ao Banco Master. Esse tema ainda vai fazer o chão da Capital Federal tremer. Justiça EleitoralOs membros do Tribunal Superior Eleitoral ainda não sabem qual tipo de ferramenta pode ser utilizada para minimizar os efeitos da inteligência artificial no pleito eleitoral deste ano. O desafio está lançado aos ministros e sem muitas sugestões proativas. Política mineiraAo renunciar à Prefeitura de Patos de Minas e também à Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão pode ser o vice na chapa do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Governo de Minas. Outra opção é ser candidato a deputado federal, com potencial de mais de 100 mil votos.
A guerra também é nossa
Paralelo ao conflito Irã, Estados Unidos e Israel, forjou-se nas escamas inferiores do episódio, uma guerra de narrativa ao estilo da época do nazismo, na Alemanha, onde a propaganda era mais eficiente do que propriamente as ações dos embates bélicos. Na batalha de agora, as redes sociais propagam coisas que nem sempre condizem com a realidade dos fatos. Até porque, a inteligência artificial pode distorcer as informações verídicas a respeito do conflito armado. Criam-se imagens fictícias, enquanto pessoas morrem nos campos da batalha. O brasileiro não gosta muito de se ater a temas internacionais, possivelmente por entender que o certame acontece a milhares de quilômetros do Brasil. Só que todos estão sofrendo os efeitos da aludida guerra, por conta do aumento dos preços, especialmente dos combustíveis. Lamentavelmente, vale dizer que esse conflito bélico também passou a ser nosso. Analistas falam em impactos na economia brasileira, com gradual majoração dos percentuais da inflação. Não carece ser matemático e estudioso no assunto para constatar que o aumento causa impacto nas gôndolas dos supermercados, afetando a camada menos abastada da população. No país dos caminhoneiros, cuja categoria transporta quase 100% da produção de grãos e alimentos, a disparada do preço do diesel é central na composição do custo, trazendo reflexo imediato no bolso de todos. Resta esperar pelo bom senso dos governantes para minimizar a contenda. Parece ser acertada a medida do governo federal de subsidiar parte do preço do diesel, como forma de evitar o repasse aos consumidores/motoristas dos valores concebidos pelo mercado internacional. É claro que algo deve ser feito, mas é necessário o envolvimento dos agentes públicos de maneira mais tenaz, como aumentar a linha de produção do petróleo em terras brasileiras, se valendo da expertise da Petrobras. Isso poderia diminuir a dependência internacional referente ao impacto de combustíveis. Até mesmo com relação ao melhoramento dos aspectos atinentes à soberania de nossa nação. Aos pobres mortais brasileiros, resta almejar pelo desfecho rápido dessa escalada bélica que só traz violência, morte e desassossego.
Lucas Vieira assume presidência da Associação Mineira de Municípios

O prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, assumiu a presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM), substituindo Luís Eduardo Falcão. O mandato segue até 2028. O novo presidente destacou que sua gestão dará continuidade ao trabalho realizado pelo antecessor. “Falcão sempre abriu espaço na AMM para ouvir as demandas dos prefeitos de todas as regiões do Estado e para trabalharmos em conjunto. Claro que vamos fazer algumas adaptações pontuais, mas sempre mantendo a essência do trabalho que construímos ao longo desse período”. Falcão ressaltou que Vieira deve imprimir sua identidade à gestão. “Acredito que ele dará sua própria cara à administração, com suas características, mas é um trabalho que já vinha sendo desenvolvido em conjunto, não apenas por nós dois, mas por toda a diretoria, que também tem desempenhado um papel importante”. Vieira afirmou que suas prioridades serão os contratos dos municípios com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a revisão do pacto federativo. “Há diversos contratos com a Copasa vencendo, e precisamos encontrar uma solução para essas cidades. Em relação à revisão do pacto federativo, é urgente ampliar o debate, já que a vida acontece, de fato, nos municípios”. Novos rumos Após deixar o comando da Prefeitura de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão pretende intensificar agendas pelo interior do Estado. “Vamos ampliar essas visitas, pois, na minha visão, não há outra forma de trabalhar pelo futuro de Minas Gerais senão vivenciando a realidade dos municípios e dialogando com quem enfrenta os problemas no dia a dia”. Sobre a possibilidade de compor uma chapa ao Governo de Minas como candidato a vice-governador ao lado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), Falcão confirmou o convite e disse que o aceitou, mas ponderou que não há definição. “Tudo está sendo construído com diálogo, e o que for melhor para Minas Gerais será feito. Tenho convicção de que minha experiência administrativa, com dois mandatos bem-sucedidos em um município com mais de 170 mil habitantes, além do contato com prefeitos e vereadores de todo o Estado, contribui para uma compreensão mais ampla da realidade do interior. Acredito que isso agrega muito. Meu apoio a ele é total”, finalizou.
Após definidas as filiações partidárias, jogo político 2026 começa a ser jogado

Apesar de um certo nervosismo de véspera, no prazo final para mudança de partido político, de acordo com critérios da Justiça eleitoral, nenhum parlamentar com mandato em Minas ficou de fora das agremiações partidárias. Como se sabe, o dono do Partido Avante, deputado Luís Tibé, expulsou quatro companheiros de sigla para ser o único beneficiado com a votação da legenda. E não foi apenas Luís Tibé que agiu dessa maneira. O dono de outra sigla partidária, deputado Fred Costa (PRD), não aceitou a chegada de parlamentares considerados bons de votos. Assim, na disputa à Câmara Federal, Fred reinará no topo do partido, com a possibilidade de algumas candidaturas de baixo resultado nas urnas. Isso pode garantir mais uma reeleição dele ao Congresso Nacional. Dança das cadeiras Presidido pelo deputado Newton Cardoso Júnior, o MDB, que registrou a saída do líder do Governo na Assembleia, João Magalhães, para o PSD, recebeu a inscrição do parlamentar estadual Arlen Santiago, que no último pleito chegou à marca de 107.236 votos. Nos meandros da ALMG comenta-se que o MDB é um dos poucos partidos políticos com representação em grande parte dos municípios mineiros, inclusive com eleição de vários prefeitos e vereadores. Outro tema dominante no ambiente político se refere à filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, o mesmo partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Os socialistas terminaram conquistando muitas novas fichas de filiação, inclusive do ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares, e o ex-presidente da Assembleia, Romeu Queiroz. Este último, segundo amigos, analisa a possibilidade de voltar à vida pública. Indagado a respeito do motivo de optar pelo PSB, Romeu vaticinou. “Estou voltando para o mesmo partido no qual fui filiado há décadas passadas”. Candidaturas ao Senado A imprensa de Minas Gerais abriu longo espaço para noticiar o arranjo político comandado pelo deputado Domingos Sávio. Ao fazer as pazes com o grupo político do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), uniu forças no Oeste mineiro e deu visibilidade a sua pré-candidatura ao Senado. Pessoas próximas entendem que por estar filiado ao Partido Liberal, mesma sigla de Flávio Bolsonaro, o projeto de Sávio pode conquistar muitos votos. Ao chegar ao PSD, o senador Carlos Viana, segundo a lenda, foi abraçado pelo grupo político do governador Mateus Simões (PSD). Seu projeto de buscar a reeleição à Casa Alta do Senado parece ter conquistado alguns pontos na popularidade junto aos eleitores. O problema está no afastamento do chefe do Executivo de outro pretendente à vaga majoritária, o ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (PP). Sobre a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), na busca por uma das duas vagas ao Senado, tudo vai depender de um projeto maior, perpassando pela disputa ao Governo do Estado. Por exemplo, caso seja confirmada a candidatura de Rodrigo Pacheco ao Palácio Tiradentes, a proposta de Marília pode se erguer. Caso contrário, segundo matemáticos da política mineira, seria pregar no deserto. Com essas definições das filiações partidárias, o fato é que o jogo visando conquistar espaços no Parlamento, no Palácio Tiradentes e no Congresso Nacional, começa a ser jogado a partir deste mês de abril.
Edição 2213 – 4 a 11 de abril de 2026

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