Proibição de celular nas escolas pode ajudar no aprendizado e interação

Em uma tentativa de combater a distração e melhorar o ambiente educacional, uma nova lei foi sancionada, proibindo o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de todo o país. De acordo com a Lei nº 15.100/2025, está proibido o uso de “dispositivos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, intervalos e recreios, abrangendo todas as fases da educação básica”. A norma tem como objetivo diminuir a dispersão dos estudantes durante as aulas, promovendo uma maior concentração no aprendizado. A medida foi elaborada diante do crescente uso de dispositivos móveis como fonte de distração, com jovens muitas vezes acessando redes sociais, jogando e conversando durante os períodos escolares. Para a psicóloga educacional Carla Silva, a proibição pode trazer benefícios importantes. “O celular é uma das maiores fontes de distração para os jovens. Ao ser proibido durante as aulas, o estudante fica mais concentrado nas atividades escolares, participando mais ativamente e absorvendo melhor o conteúdo”. “Além disso, a medida pode melhorar a socialização entre os alunos, ao reduzir o tempo que eles passam conectados ao mundo virtual e incentivá-los a interagir de maneira mais direta com os colegas. Com a proibição do celular, a escola se torna um ambiente onde o foco é no aprendizado e na troca de experiências, ao invés de nas distrações digitais”, completa. Embora a proibição do celular tenha benefícios claros no que diz respeito ao aumento da concentração e melhoria nas relações sociais, especialistas alertam que ela, sozinha, pode não ser suficiente para garantir uma melhora substancial no aprendizado dos jovens. A pedagoga e consultora educacional, Ana Maria Costa, aponta que a medida precisa ser parte de um esforço maior para transformar a educação. “O sistema educacional precisa de mudanças estruturais que vão além disso. A qualidade do ensino, a formação dos professores e o investimento em tecnologias educacionais adequadas são fatores que também precisam ser levados em conta para que o aprendizado seja realmente potencializado”. Há quem defenda que o celular, quando utilizado de maneira controlada e pedagógica, pode ser uma ferramenta poderosa para o aprendizado. O uso de aplicativos educacionais, por exemplo, pode auxiliar na pesquisa e na interação com conteúdos mais dinâmicos. “O problema não está no dispositivo em si, mas no uso indiscriminado e sem orientação. A proibição deve ser vista como uma medida para o momento de aula, mas o uso controlado do celular pode complementar o ensino, especialmente em tempos de inovação tecnológica. O desafio está em melhorar a forma de utilizar a tecnologia em favor da educação”, argumenta Ana. Além da ação das escolas, a questão do uso de celulares e o controle do tempo de tela não se restringem apenas ao ambiente escolar. A responsabilidade dos pais no acompanhamento do tempo que os filhos passam nas telas é fundamental para um desenvolvimento equilibrado. De acordo com Carla, a parceria entre escola e família é essencial. “Os pais desempenham um papel crucial na definição de limites para o uso do celular fora da escola. É importante que haja uma combinação de regras em casa e na escola para que os jovens aprendam a usar a tecnologia de forma responsável e saudável, evitando até mesmo casos de ansiedade nesses jovens”. A psicóloga destaca que o controle parental deve ser equilibrado. “Proibir o celular de forma rígida pode gerar resistência nos filhos, principalmente em adolescentes, que têm uma necessidade de socialização online. O mais importante é estabelecer uma comunicação aberta, onde os pais possam orientar os filhos sobre o uso responsável da tecnologia”.

Março Amarelo: mês é dedicado à conscientização da endometriose

O Março Amarelo é o mês de conscientização sobre a endometriose, e de acordo com informações do Ministério da Saúde, estima-se que uma em cada dez mulheres enfrentam a doença no Brasil. Ela ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio, que reveste a parte interna do útero, cresce fora dele. Este tecido pode ser encontrado nos ovários, nas trompas de falópio, na bexiga, nos intestinos e até em áreas mais distantes, como os pulmões. Esse crescimento anômalo pode causar inflamação, dor intensa e, em alguns casos, até infertilidade. Segundo a ginecologista Fernanda Silva, a dor é o principal sintoma da doença. “Muitas mulheres acabam demorando a procurar ajuda médica porque associam a dor à menstruação intensa. No entanto, a dor da endometriose pode ser contínua, ocorrer fora do período menstrual e ser muito debilitante”. “Outros sintomas incluem dor durante ou após relações sexuais, dores ao urinar ou evacuar, especialmente durante o período menstrual, e até dificuldades para engravidar. O grau de intensidade dos sintomas pode variar de mulher para mulher, com algumas experimentando sintomas mais leves, enquanto outras enfrentam dor crônica”, explica. Difícil diagnóstico O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser confundidos com outras condições, como a síndrome do intestino irritável ou doenças urinárias. O clínico geral Lucas Almeida destaca que “o diagnóstico definitivo só pode ser feito por meio de uma laparoscopia, que é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo. Porém, exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, podem ajudar a identificar lesões mais evidentes”. Infelizmente, muitas mulheres passam anos sem diagnóstico, o que pode atrasar o tratamento adequado e agravar a condição. “É fundamental que a paciente procure um especialista ao perceber sintomas fora do comum, como dores intensas durante o ciclo menstrual, pois, com o diagnóstico precoce, podemos adotar um tratamento mais eficaz”, alerta Almeida. Tratamentos Embora não exista cura para a endometriose, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. O tratamento pode incluir medicamentos, terapias hormonais, cirurgia e, em casos mais graves, uma combinação de abordagens. Fernanda explica que “os medicamentos mais comuns são os analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, além dos tratamentos hormonais, que visam reduzir a produção de estrogênio, responsável pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para remover o tecido endometrial que está fora de lugar”. Além disso, o tratamento psicológico também é importante, já que a endometriose pode afetar a saúde mental das pacientes devido ao impacto da dor crônica e da infertilidade. “A abordagem multidisciplinar é essencial, incluindo apoio psicológico e, se necessário, acompanhamento de uma nutricionista, já que uma alimentação balanceada pode ajudar no controle da inflamação”, complementa. Almeida diz que, “embora a endometriose não possa ser evitada, uma detecção precoce e um manejo adequado da doença são essenciais para melhorar a qualidade de vida da mulher afetada. O acompanhamento médico regular, especialmente para aquelas que têm histórico familiar de endometriose, pode ajudar na identificação precoce da condição”.

Lazer se destaca como maior motivo da vinda de turistas a Belo Horizonte

Belo Horizonte tem se consolidado como um destino turístico cada vez mais popular, e os dados do Observatório do Turismo da cidade, divulgados recentemente, confirmam essa tendência. De acordo com o estudo, 38,1% dos turistas entrevistados afirmaram que visitaram a capital mineira em busca de lazer e entretenimento, destacando-se as atrações culturais, a gastronomia e a vida noturna vibrante da cidade. Esse percentual indica um crescimento em comparação com a pesquisa de 2022, quando essa mesma razão representava 35,58%. Em segundo lugar, ficaram os entrevistados que viajaram para fazer negócios, com 21,24%. No total, foram realizadas 1.794 entrevistas, o que garante um nível de confiança de 95% no estudo. As entrevistas ocorreram em pontos turísticos como a Igreja São Francisco de Assis, os Museus da Praça da Liberdade, o Mercado Central e o Zoológico, além dos principais acessos à cidade, como o terminal rodoviário e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Os resultados estão disponíveis no Portal da Prefeitura de Belo Horizonte, e, através da plataforma Power BI, os usuários podem explorar e filtrar os dados de forma interativa, conforme seus próprios interesses. Segundo a turismóloga, Ana Carolina Costa, o aumento do fluxo de turistas é um motor importante para a economia de Belo Horizonte. “O turismo não só movimenta o setor de serviços, como hotéis, restaurantes e transportes, mas também beneficia a indústria cultural e o comércio local. Belo Horizonte tem se destacado pela sua oferta diversificada de atrações, que vão desde museus, teatros e centros culturais até os tradicionais bares e restaurantes, onde o famoso pão de queijo e a cachaça mineira são protagonistas. A cidade tem se fortalecido como um centro de lazer e entretenimento que atrai turistas tanto de outras partes do Brasil quanto do exterior”. Conforme a Pesquisa de Demanda Turística, 32,89% dos participantes foram a Belo Horizonte pela primeira vez, e 85,2% demonstraram interesse em retornar à cidade nos próximos dois anos. Entre os principais atrativos mencionados pelos entrevistados, 19,91% indicaram museus e monumentos histórico-culturais como destino de visitação; 5,12% viajaram para aproveitar as compras de produtos artesanais locais; e 12,97% vieram para participar de shows, eventos e atividades noturnas. De acordo com o estudo, 85,78% dos turistas afirmaram que a experiência em Belo Horizonte atendeu ou superou suas expectativas. Quanto à origem dos turistas, 35,90% são provenientes de Minas Gerais, 16,89% de São Paulo, 9,98% do Rio de Janeiro e 4,12% do Espírito Santo. Em relação aos turistas internacionais, a pesquisa também registrou a presença de visitantes de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Portugal, Colômbia, Espanha e Inglaterra. A média de pernoite em Belo Horizonte é 6,7 noites, a principal hospedagem é hotel/pousada para 50,2%, o meio de transporte mais utilizado na cidade é o por aplicativos para 59,5%, o gasto médio diário per capita é de R$ 352,01 e a avaliação geral da cidade atingiu a nota média de 8,3. O agente de viagens, Vicente Brandão, destaca que a cidade tem se preparado para receber cada vez mais visitantes. “Nos últimos anos, Belo Horizonte investiu em infraestrutura e na melhoria da qualidade dos serviços turísticos. Os próximos anos prometem mais crescimento para o setor, com a diversificação de eventos e o fortalecimento das atrações turísticas, a cidade se consolidará como um destino cada vez mais procurado por aqueles que buscam lazer e entretenimento de qualidade, além do crescimento do turismo de negócios”.

Brasil recebeu 194.331 migrantes em 2024

Em 2024, o Brasil registrou a chegada de 194.331 migrantes, com destaque para os venezuelanos, que lideram o número de abrigados, somando 94.726 pessoas acolhidas pela Operação Acolhida. Esses dados foram divulgados na 8ª edição do Boletim da Migração, publicado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Os números indicam que, no ano anterior, foram feitas 68.159 solicitações para o reconhecimento da condição de refugiado. Desses pedidos, 13.632 foram aprovados; 24.887 foram encerrados, 28.890 foram arquivados e 318 foram rejeitados. A Venezuela continua sendo o país com o maior número de refugiados reconhecidos (12.726), seguida pelo Afeganistão (283) e pela Colômbia (121). Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com o diretor do Centro de Estudos Migratórios, doutor em teologia e padre Paolo Parise. Quais são as principais razões que têm levado tantos venezuelanos a buscar refúgio no Brasil em 2024? Obviamente, as razões de procurar refúgio no Brasil são muito variadas, podendo ser para se reunir com familiares que já residem no país, oportunidades de emprego e estudo ou buscando proteção devido a situações de vulnerabilidade em seus países de origem. Por exemplo, os venezuelanos podem solicitar refúgio ou residência no Brasil porque a proximidade geográfica com Roraima faz com que vários tentem a sair da situação complexa econômica e política da Venezuela. Além disso, o país criou toda uma infraestrutura para documentação, acolhida, alimentação e para ajudar os refugiados a se deslocarem para outros lugares. Quais desafios o Brasil enfrenta ao lidar com esse aumento significativo de migrantes, tanto em termos de infraestrutura quanto de políticas públicas?Acredito que é importante pontuar que o Brasil não é o destino principal, seja de migrantes ou de refugiados. Os números são muito baixos em relação a outros países, até porque essas pessoas ficam perto, normalmente, do país do qual estão saindo. Mas os principais desafios são a capacidade de acolhimento e infraestrutura, as condições de abrigos temporários nem sempre são ideais, a falta de políticas públicas que incentivem a integração cultural, porque o aprendizado da língua portuguesa e a inclusão no mercado de trabalho são essenciais, e a falta de financiamento e recursos. Quais são os impactos econômicos dessa migração para o Brasil, considerando o contexto atual de mercado de trabalho e desemprego?O migrante ou refugiado que trabalha aqui no Brasil contribui para o desenvolvimento do país. Há muitos setores, como os frigoríficos e outras áreas, que faltam mão de obra porque o salário é baixo e o trabalho é muito pesado. Então, essas áreas da economia procuram migrantes, o que resulta em um aumento da força de trabalho, e apoia o crescimento desses segmentos específicos. Só é preciso a fiscalização para que não haja exploração e que o salário seja justo. Em longo prazo, pode causar uma maior diversidade econômica e compensar a diminuição da população jovem e ativa, ajudando a manter o potencial de crescimento econômico. Como o governo brasileiro tem lidado com questões relacionadas aos direitos dos migrantes, como acesso à saúde, educação e moradia?Eu diria que o Brasil conseguiu elaborar uma nova lei de imigração em 2017, substituindo o Estatuto do Estrangeiro que estava alicerçado em uma visão de segurança nacional. Hoje em dia, temos esta lei em uma perspectiva de direitos humanos. A cidade de São Paulo conseguiu também desenhar uma política migratória nesse sentido com a Política Municipal. Em nível federal, se continua trabalhando com bastante dificuldade e tentativas. Mas do ponto de vista de acesso à educação e saúde, são dois direitos garantidos aos migrantes. Nós temos é uma carência de moradias e falta proporcionar formação a quem veio trabalhar. De que forma fatores como idade, nível educacional ou histórico de emprego podem influenciar a integração deles?Quanto mais jovem, mais fácil a integração, o nível educacional infelizmente em relação aos migrantes não ajuda muito, porque podem ser médicos, arquitetos, engenheiros, ter várias faculdades, mas as vagas de emprego que são oferecidas, na maioria dos casos, são para trabalho braçal, importantes, obviamente, mas muitas vezes abaixo da formação dessas pessoas. Com muita dificuldade e raros casos, eles conseguem atuar na sua área.

Indústria de alimentos atinge quase 11% do PIB em 2024

A indústria de alimentos brasileira teve um desempenho excepcional em 2024, alcançando um crescimento de 9,98% no faturamento, comparado ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O setor faturou R$ 1,277 trilhão, representando 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e consolidando sua importância no cenário econômico nacional. Desse total, 72%, ou R$ 918 bilhões, são provenientes do mercado interno e 28% do comércio exterior (US$ 66,3 bilhões). As vendas reais registraram um crescimento de 6,1%, enquanto a produção física teve um aumento de 3,2%, totalizando 283 milhões de toneladas de alimentos. De uma forma geral, os segmentos que mais cresceram foram o food service (+10,4%) e o varejo alimentar (+8,8%). Em 2024, o setor alimentício aplicou quase R$ 40 bilhões. Desses recursos, R$ 24,9 bilhões foram destinados a inovações, enquanto R$ 13,80 bilhões foram usados em fusões e aquisições. A ABIA reforça o compromisso da indústria em investir R$ 120 bilhões entre 2023 e 2026. Apenas em 2023 e 2024, o setor já aplicou R$ 74,7 bilhões, o que corresponde a mais de 62% da meta estabelecida para esse período. Para o analista de mercado, Pedro Vieira, os resultados são animadores e demonstram a resiliência da indústria alimentícia. “O aumento significativo no faturamento da indústria de alimentos é um reflexo direto da recuperação econômica do Brasil. Esse crescimento mostra que o setor não só se adapta às mudanças de mercado, mas também impulsiona o crescimento de outras áreas da economia, gerando emprego e estimulando o consumo”. Vieira explica que o setor está cada vez mais preparado para atender às novas exigências do consumidor. “A indústria alimentícia está se transformando. Além de investir em novas tecnologias e práticas mais sustentáveis, o setor também está atento à demanda por produtos mais saudáveis, como alimentos orgânicos, sem conservantes e com menos sódio. Isso contribui para a permanência da indústria como um pilar importante da economia nacional. A exportação também foi um ponto positivo, com o Brasil ampliando sua presença em mercados internacionais exigentes, o que fortaleceu a competitividade global do setor”. Desde 2022, o Brasil é o maior exportador mundial de alimentos industrializados em termos de volume. No ano passado, o país exportou 80,3 milhões de toneladas, um aumento de 10,4% em comparação com 2023. Em 2024, as receitas geradas por essas exportações atingiram um valor recorde de US$ 66,3 bilhões, o que representa um crescimento de 6,6% em relação aos US$ 62,2 bilhões registrados no ano anterior. No período de 2020 a 2024, houve um aumento de 72,7% no valor e de 29,2% no volume exportado. Os produtos brasileiros foram exportados para mais de 190 países e seus territórios, destacando-se os seguintes mercados: Ásia, com 38,7% das exportações, sendo a China o principal destino, com uma participação de 14,9%; seguida pela Liga Árabe, com 18,9%, e pela União Europeia, com 12,6%. Empregos Em 2024, um em cada dez trabalhadores no Brasil estava empregado diretamente na indústria alimentícia ou em atividades relacionadas, como agricultura, pecuária, embalagens, máquinas e equipamentos, e serviços de transporte. Foram gerados 72 mil novos empregos formais diretos, o que corresponde a 25% das vagas criadas na indústria de transformação do país. Considerando também os 288 mil postos indiretos, o total de novas vagas alcançou 360 mil. Outra informação relevante é a participação da agricultura familiar: a indústria de alimentos processou 68% do que foi produzido pelo segmento. A economista Paula Albuquerque diz que a criação de empregos no setor tem um efeito multiplicador na economia brasileira. “Quando o setor alimentício cria novos postos de trabalho, ele não só melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também fomenta o consumo e impulsiona a economia local. A indústria de alimentos é responsável por uma grande quantidade de empregos em áreas estratégicas, como produção, logística e distribuição, que acabam gerando benefícios para outros segmentos da economia”. “Com mais pessoas empregadas, há um aumento no poder de compra da população. Isso gera uma maior demanda por bens e serviços, estimulando a economia em um ciclo positivo. O consumo interno é um motor importante para o crescimento econômico, especialmente em setores como o comércio, serviços e, claro, o próprio setor alimentício”, conclui.

Uso de tadalafila como pré-treino em academias pode ser prejudicial

O uso de substâncias para potencializar o desempenho físico nas academias tem se tornado cada vez mais comum, e a tadalafila tem ganhado destaque entre os praticantes de atividades físicas. No entanto, especialistas alertam para os riscos e malefícios dessa prática. A tadalafila é um medicamento vasodilatador que atua relaxando os vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue para áreas específicas do corpo. No contexto médico, seu uso é recomendado principalmente para tratar disfunção erétil e hipertensão pulmonar, mas não há evidências científicas que comprovem que ele seja eficaz para melhorar o desempenho atlético em pessoas saudáveis. De acordo com o urologista e especialista em disfunção erétil, Marcos Silva, a tadalafila “aumenta o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e, em alguns casos, melhora a ereção, mas sua utilização indiscriminada pode trazer sérios riscos à saúde, principalmente se usada por quem não necessita da substância. Ademais, o uso contínuo sem recomendação pode levar à dependência psicológica do medicamento, fazendo com que a ereção ocorra apenas com a sua ingestão”. Em academias, a busca por métodos para dar uma turbinada nos treinos levou muitas pessoas a se automedicarem. O cardiologista Rubens Carvalho explica que a principal contraindicação ocorre em pessoas que utilizam outros medicamentos com nitratos, pois a combinação dessas substâncias pode resultar em uma queda excessiva da pressão arterial. “Além disso, o aumento do fluxo sanguíneo não é algo que vá diretamente melhorar o desempenho muscular, o que pode gerar uma falsa sensação de benefício”. Outro problema apontado é o efeito colateral que pode ocorrer com o uso inadequado, como dores de cabeça, tonturas, problemas digestivos e até alterações na visão. “O risco de complicações é real. Pessoas que não têm indicação médica para o uso de tadalafila podem experimentar uma série de efeitos adversos, e em casos extremos, a ingestão indiscriminada pode levar a um colapso cardiovascular”, alerta Carvalho. A pressão para alcançar resultados rápidos também é um fator que leva muitas pessoas a buscarem substâncias para melhorar os treinos. No entanto, a promessa de ganhos instantâneos pode gerar um efeito “placebo”, em que o indivíduo acredita que está obtendo benefícios, quando na realidade a substância não é adequada para aquele propósito. A nutricionista Cristina Souza explica que o uso de medicamentos sem orientação pode prejudicar ainda mais a saúde, uma vez que pode levar o praticante a negligenciar os métodos naturais e eficazes para melhorar o desempenho físico, como uma alimentação equilibrada e treinamento adequado. “O uso desses fármacos, como a tadalafila, pode gerar uma falsa sensação de melhora, quando, na verdade, é o treino e a alimentação que estão dando resultado. Esse tipo de automedicação desvia o foco do cuidado com o corpo, trazendo consequências sérias a longo prazo”. Especialistas destacam que o acompanhamento médico e nutricional é fundamental para qualquer pessoa que deseje melhorar seu desempenho físico de forma saudável e segura. A automedicação deve ser evitada a todo custo. Silva enfatiza a importância de consultar um médico antes de tomar qualquer tipo de substância para potencializar os treinos. “Existem formas muito mais seguras de melhorar a performance esportiva, como o uso de suplementos específicos e uma rotina de treino bem estruturada. O uso indiscriminado de medicamentos coloca a saúde em risco e não traz benefícios duradouros. O desempenho físico deve ser conquistado com disciplina, paciência e cuidados com o corpo, sem recorrer a atalhos prejudiciais à saúde”.

MG está entre os principais destinos turísticos do Brasil para o Carnaval

Minas Gerais conquistou um feito notável para o Carnaval 2025: o Estado figura entre os três destinos mais procurados do Brasil para a festa mais popular do país, ao lado de Pernambuco e São Paulo, conforme informações da Azul Linhas Aéreas. Para atender ao aumento da demanda, a empresa divulgou a adição de mais de 46 mil assentos em 290 voos extras, ampliando a conectividade com os destinos mais procurados durante o feriado festivo. Para Belo Horizonte, a Azul anunciou a inclusão de 108 voos extras entre os dias 26 de fevereiro e 9 de março de 2025, oferecendo mais de 15 mil assentos adicionais no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins). As operações incluem partidas e chegadas na capital mineira, conectando-a a destinos turísticos do Nordeste, como João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Aracaju (SE), Salvador (BA) e Porto Seguro (BA). Para o especialista em turismo, Frederico da Costa, o sucesso de Minas Gerais como destino para o Carnaval está diretamente ligado à autenticidade das festas locais. “O Carnaval em Minas Gerais tem uma identidade própria, que combina tradição e modernidade. A preservação das festas de rua que misturam diferentes estilos musicais, e a capacidade de envolver a população e os turistas de forma espontânea são alguns dos grandes diferenciais do Estado. Belo Horizonte também figura como um dos grandes polos de atração, com blocos de rua que reúnem milhares de pessoas, além de uma vida noturna agitada”. Costa destaca ainda o apelo das cidades históricas mineiras, que proporcionam uma experiência única para quem deseja conhecer a história do Brasil de forma divertida e envolvente. “Em Ouro Preto, por exemplo, você pode aproveitar o Carnaval e, ao mesmo tempo, admirar as belíssimas construções coloniais e o legado cultural que permeiam a cidade. Esse tipo de experiência acaba sendo muito valorizado pelos turistas”. O crescimento do Carnaval no Estado permite que os visitantes conheçam mais sobre a rica diversidade cultural. “Ajuda a reforçar a identidade cultural mineira, especialmente ao destacar suas expressões artísticas, culinária e música. Festas como o Carnaval de Belo Horizonte, por exemplo, mostram a fusão de ritmos, como o samba, o axé e o funk, com influências locais, criando um ambiente cultural único, além de destacar artistas locais, proporcionando uma visibilidade que pode ser um ponto de partida para novas oportunidades no cenário nacional e até internacional”, explica o produtor cultural, Rafael Lacerda. Ele afirma ainda que o movimento de turistas no Estado não só é um reflexo da valorização da cultura local, mas também um poderoso motor de desenvolvimento econômico e promoção de novas formas de expressão artística. “O Carnaval é um evento que proporciona visibilidade a manifestações culturais de grupos que, de outra forma, poderiam passar despercebidos. As festas de rua, ou o tradicional Carnaval de Ouro Preto, são excelentes vitrines para os artistas locais e abrem portas para a arte popular de Minas”. A crescente procura por Minas Gerais como destino de Carnaval é uma confirmação de que a cultura local, com sua riqueza histórica, musical e folclórica, tem conquistado novos públicos, ao mesmo tempo em que aquece a economia. “Com o Carnaval se consolidando como um dos maiores atrativos turísticos, o Estado está no caminho certo para fortalecer ainda mais sua imagem no cenário nacional e internacional, tornando-se um símbolo da festa e da diversidade cultural brasileira”, conclui.

Safra de grãos em Minas Gerais deve crescer 8,1% comparada à anterior

A estimativa de produção de grãos para a safra 2024/2025 em Minas Gerais é promissora. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado deve colher 17,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8,1% em comparação à safra anterior. O crescimento na produção de grãos é uma excelente notícia para a economia mineira, que depende em grande parte do agronegócio para sua movimentação financeira. De acordo com informações da Conab, a área destinada ao cultivo de grãos na safra 2024/2025 será de 4,2 milhões de hectares, o que representa um aumento de apenas 0,1% em relação à safra 2023/2024. Por outro lado, espera-se um crescimento de 7,9% na produtividade, que atingirá 4 toneladas por hectare. Para o economista Pedro Ribeiro, o aumento de 8,1% na safra tem impactos diretos e positivos para a economia do Estado. “As condições climáticas favoráveis aliada ao uso de tecnologias inovadoras têm se mostrado eficazes na ampliação da produtividade. Com a alta na produção, Minas Gerais tende a se beneficiar tanto em termos de geração de empregos quanto no aumento de arrecadação tributária”. O especialista destaca que o Estado tem um papel de destaque no mercado nacional, sendo um dos maiores produtores de grãos do Brasil. “Minas Gerais é essencial para o abastecimento interno e para a exportação de produtos agrícolas, como soja, milho e café. A safra 2024/2025 reforça essa posição estratégica, com reflexos não apenas nas áreas rurais, mas também na indústria, no transporte e na logística”. Soja Entre os grãos cultivados em Minas Gerais, a soja será a principal produção. De acordo com a previsão da Conab, a safra deve alcançar 8,82 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 13,3% em comparação com a safra de grãos de 2023/2024. Em relação à soja, que possui maior liquidez e preços mais vantajosos, observou-se um aumento de 3,2% na área cultivada, totalizando 2,3 milhões de hectares. Esse crescimento ocorreu principalmente sobre áreas anteriormente destinadas a outras culturas, como milho e feijão. O clima favorável contribuiu para uma maior produtividade, que atingiu 3,79 toneladas por hectare, um incremento de 9,8% em comparação com a safra anterior. Segundo o engenheiro agrônomo João Figueiredo, “a soja é a grande estrela da safra mineira. A adaptação a novos tipos de sementes, mais resistentes a pragas e doenças, além de boas práticas agrícolas, têm impulsionado ainda mais a produtividade”. Milho No Estado, o milho ocupa o segundo maior volume de grãos produzidos, mas, ao contrário da soja, não deverá registrar crescimento na safra 2024/2025. A previsão para a produção de milho na primeira safra é de 3,8 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 1,9%. A área plantada, de 614 mil hectares, diminuiu 10,1%. Por outro lado, espera-se um aumento de 9,2% na produtividade, com uma colheita de 6,2 toneladas por hectare. A colheita já foi iniciada. Para a segunda safra, a expectativa é de uma produção de 2,4 milhões de toneladas, um crescimento de 8,4%. A área cultivada deve recuar 2,6%, mas a produtividade tende a se recuperar, com um aumento projetado de 11,3%. Com a alta demanda tanto para consumo interno quanto para exportação, especialmente para a produção de ração animal e etanol, a cultura deve alcançar bons resultados. Figueiredo destaca o papel crescente do milho. “Minas tem mostrado grande potencial para aumentar sua produção de milho, o que é fundamental para o abastecimento tanto do mercado interno quanto das indústrias de ração e etanol”. Algodão A produção de algodão continua apresentando tendência de crescimento. De acordo com os dados, a produção do grão deve aumentar em 19,6%, totalizando 112,2 mil toneladas de algodão em caroço. Durante o ciclo produtivo, a área cultivada cresceu 34,9%, enquanto a produtividade deve apresentar uma queda de 11,3%. A produção de pluma pode alcançar 78 mil toneladas, um incremento de 19,8% em relação à safra passada.

Pesquisa mostra dificuldade das pessoas com deficiência no mercado de trabalho

  Apesar de avanços importantes em legislações e políticas públicas de inclusão, a empregabilidade de Pessoas com Deficiência (PcD) no Brasil ainda enfrenta obstáculos consideráveis. A pesquisa “Radar da Inclusão: mapeando a empregabilidade de Pessoas com Deficiência” mostra que oito em cada dez trabalhadores com deficiência ou neurodivergência que possuem emprego acreditam que as empresas, em sua maioria, não estão preparadas para integrá-los em seus times. Outro dado relevante foi o percentual de pessoas que preferem trabalhar em modelo remoto ou híbrido, que combina atividades presenciais e a distância. Essa preferência atinge 71%, superando os 58% que já adotam esse formato no momento. Ter a permissão da liderança para trabalhar de casa pode ser crucial para alguns profissionais que já possuem os recursos necessários, como mesas, cadeiras, softwares e outros itens que ajudam na execução de suas atividades. Isso ocorre porque, muitas vezes, esses trabalhadores não dispõem do essencial no ambiente de trabalho. O relatório mostra que um terço dos respondentes (33%) afirma que seu ambiente de trabalho não é devidamente adaptado a eles. A pesquisa também revela que, para 25% dos entrevistados, a presença de programas de inclusão e acessibilidade nas empresas é um aspecto decisivo na escolha de oportunidades profissionais. Ao procurar emprego, cerca de 47% prefeririam ou optariam por vagas destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência ou neurodivergência, enquanto 49% se candidataram a qualquer tipo de vaga disponível. Para a especialista em Diversidade e Inclusão, Carla Souza, a falta de preparação das empresas é o principal obstáculo para que pessoas com deficiência ocupem posições no mercado de trabalho. “A inclusão vai além da simples adaptação do ambiente físico. É necessário transformar a cultura organizacional, oferecendo não apenas acessibilidade, mas também treinamentos para as equipes e lideranças sobre as necessidades e direitos das PcD”. Carla ressalta que a deficiência vai muito além de uma condição física e deve ser entendida de forma mais ampla. “Pode ser cognitiva, auditiva, visual, motora, e as necessidades de cada pessoa variam de acordo com o tipo de deficiência. Portanto, as empresas precisam criar ambientes de trabalho inclusivos, em que todos se sintam respeitados e possam desenvolver suas potencialidades”. A Lei de Cotas, instituída pela Lei nº 8.213/91, obriga empresas com 100 ou mais funcionários a reservar entre 2% e 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. Para a psicóloga e consultora de Recursos Humanos, Renata Oliveira, “muitas vezes as empresas contratam pessoas com deficiência para cumprir a legislação, mas não realizam as adaptações necessárias e não oferecem o apoio adequado ao colaborador, o que resulta em um ambiente de trabalho pouco inclusivo”. Esse tipo de estigma está diretamente relacionado à falta de conhecimento, segundo Renata. “É fundamental que as empresas invistam em capacitação e sensibilização, não só para as lideranças, mas para todos os colaboradores, para que vejam a inclusão como uma vantagem competitiva, e não um peso. Profissionais com deficiência, quando bem treinados e inseridos em um ambiente inclusivo, têm um desempenho muitas vezes acima da média”. Ela afirma que as empresas devem adaptar seus processos seletivos para garantir que os candidatos com deficiência tenham igualdade de condições. “Investir em recursos de acessibilidade, como rampas, softwares de leitura de tela, e equipamentos específicos que atendam às necessidades de pessoas com diferentes tipos de deficiência. Além disso, oferecer programas de capacitação para todos os colaboradores sobre diversidade e inclusão, com foco em atitudes positivas e respeito à pessoa com deficiência também são ações positivas”, conclui.

Especialista chama a atenção para as doenças transmitidas pelo beijo

  O Carnaval é uma das festas mais esperadas do ano, marcada pela diversão, aglomerações e a celebração em blocos de rua. No entanto, é importante estar atento aos cuidados com a saúde, especialmente em relação às doenças contagiosas que são mais facilmente transmitidas durante a folia. Entre elas, o herpes labial e a mononucleose, duas condições que podem ser evitadas com simples precauções.   Herpes O herpes labial é causado pelo vírus Herpes simplex tipo 1 (HSV-1), que afeta principalmente a região da boca. De acordo com a dermatologista Luciana Oliveira, especialista em doenças virais de pele, o herpes é altamente contagioso e é transmitido por meio do contato direto com as lesões ou até mesmo pela troca de objetos, como copos e utensílios. “É muito comum que as pessoas desenvolvam herpes labial quando estão com o sistema imunológico enfraquecido, o que pode ocorrer no Carnaval. A aglomeração e o contato próximo entre as pessoas contribuem para a propagação do vírus”. “Os sintomas do herpes labial incluem pequenas bolhas doloridas que aparecem na boca, gengiva ou língua, seguidas por crostas e desconforto, podendo também aparecer vermelhidão e até febre. O diagnóstico é geralmente baseado nos sintomas e na aparência das lesões (em alguns casos, exames adicionais podem ser feitos), e embora não exista cura definitiva, o tratamento com medicamentos e pomadas antivirais pode ser usado para reduzir a duração e a gravidade do surto”, explica. Luciana recomenta evitar beijar pessoas que tenham lesões visíveis na boca. “Mesmo que as bolhas não estejam presentes, o vírus pode ser transmitido, especialmente no período de surto. Também não compartilhe utensílios pessoais, como copos, talheres, toalhas, batons ou qualquer outro objeto que possa ter tido contato com a boca”.   Mononucleose A mononucleose, também conhecida como ‘doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr e é transmitida principalmente pela saliva. Embora o nome remeta ao beijo, a transmissão também pode ocorrer por meio de utensílios compartilhados, como copos, garrafas e até toalhas. A infectologista Fernanda Diniz explica que, embora os sintomas da mononucleose possam se assemelhar a um resfriado comum, a doença geralmente apresenta febre alta, dor de garganta intensa, aumento dos gânglios linfáticos e fadiga extrema. “Em alguns casos, pode haver inchaço do fígado e/ou baço, que pode ser acompanhado de dor abdominal”. “O diagnóstico é feito através de uma combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Um teste físico verifica sinais como febre, linfonodos inchados e amígdalas inflamadas. Já o de sangue, como o hemograma completo, pode mostrar um aumento no número de linfócitos e a presença de linfócitos, que são típicos da mononucleose. Por último, o exame de anticorpos detecta anticorpos específicos contra o vírus Epstein-Barr”, completa. Fernanda ressalta que não há um tratamento antiviral específico para a mononucleose. O objetivo é aliviar os sintomas e promover a recuperação. As principais abordagens incluem repouso, devido à fadiga extrema que pode acompanhar a doença, controle da febre e dor com anti-inflamatórios e analgésicos, além da hidratação adequada”. Como a mononucleose é transmitida principalmente por saliva, as medidas de prevenção são praticamente as mesmas do herpes labial, como evitar beijos e o compartilhamento de utensílios, contato próximo com pessoas infectadas e cuidados com sistema imunológico e higiene pessoal.