BH é eleita como “Cidade Árvore do Mundo” pelo 2º ano consecutivo

Pelo segundo ano seguido, Belo Horizonte recebeu o título de “Cidade Árvore do Mundo”. Essa distinção é concedida pela Arbor Day Foundation em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), que reconheceram o esforço contínuo da gestão municipal em promover uma cidade mais saudável para seus habitantes, por meio de investimentos no plantio e na manutenção das árvores. A premiação é concedida a municípios que se destacam por suas práticas exemplares em relação às árvores, como o manejo adequado e a preservação de florestas urbanas e áreas verdes. No Brasil, apenas 34 cidades atenderam aos critérios do projeto, que exige a realização de um levantamento sobre ações voltadas ao plantio de árvores e à educação ambiental. Nos últimos anos, a cidade tem intensificado consideravelmente o plantio de árvores. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), em 2022, foi realizado o plantio de 24.520 mudas de diversas espécies. No ano seguinte, esse número aumentou para 24.830, e em 2024, mais de 40 mil mudas foram plantadas em várias áreas da capital. Para este ano, a meta é atingir o plantio de 50 mil mudas. De acordo com a urbanista Michele Silveira, as árvores desempenham um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida urbana, contribuindo para a redução da poluição do ar, a regulação da temperatura e a promoção do bem-estar psicológico dos moradores. “A arborização urbana tem impacto direto na saúde mental e física das pessoas. Elas ajudam a reduzir o estresse, melhoram a qualidade do ar, contribuem para a retenção de água das chuvas e ainda atuam na redução das ilhas de calor nas grandes cidades, diminuindo a temperatura ambiente”. Além dos benefícios ambientais, as árvores urbanas também ajudam a valorizar os imóveis e a criar espaços mais agradáveis para o lazer. “A arborização planejada das ruas e praças torna o ambiente mais convidativo, favorecendo o convívio social e proporcionando um aumento no turismo. Belo Horizonte, com seu clima e relevo característicos, se beneficia enormemente de um planejamento paisagístico que integra as árvores ao seu espaço urbano, promovendo uma cidade mais atrativa e sustentável”, afirma. Para o paisagista Leonardo Magalhães, embora Belo Horizonte tenha feito grandes avanços, ainda há desafios a serem superados. Um dos principais obstáculos é a gestão das áreas verdes existentes, que exige uma manutenção adequada e constante. “A arborização não se resume ao plantio. A manutenção é crucial para garantir que as árvores cresçam de maneira saudável e continuem a oferecer os benefícios para a cidade. Isso inclui desde a irrigação até o controle de pragas e doenças”. Outro desafio identificado por Magalhães é a necessidade de integrar a arborização à infraestrutura da cidade de forma mais estratégica. “É importante que o planejamento urbano leve em consideração o espaço necessário para o crescimento das árvores, evitando o plantio em locais inadequados, como calçadas muito estreitas ou áreas com muita construção embaixo. A arborização precisa ser planejada para que as árvores se desenvolvam de maneira saudável e sem causar danos à infraestrutura urbana”. Ele também destaca a importância de ampliar a educação ambiental e o envolvimento da população em iniciativas de preservação. “Para que Belo Horizonte continue a ser uma cidade referência em arborização, é necessário criar campanhas de conscientização e programas de incentivo à preservação das árvores existentes. A educação ambiental desempenha um papel fundamental na criação de uma cultura de respeito ao meio ambiente”.
Setores registram um faturamento recorde durante Carnaval de 2025

O Carnaval de Belo Horizonte em 2025 superou as expectativas e marcou um crescimento recorde para o setor de serviços da cidade, impulsionando o comércio local, o setor hoteleiro e o turismo de forma nunca vista antes. Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), o faturamento dos estabelecimentos da capital mineira teve um crescimento de 25% em relação ao Carnaval de 2024. Segundo a economista Paula Albuquerque, a recuperação econômica do país, aliada à estabilização de indicadores macroeconômicos como a inflação, ajudou a aumentar o poder de compra dos consumidores. “As pessoas estão mais dispostas a gastar e a vivenciar experiências, especialmente em eventos como o Carnaval. Além disso, o retorno da confiança no consumo e a retomada de empregos formais impulsionaram a disposição dos brasileiros em gastar com lazer e gastronomia”. Outro fator relevante para o desempenho positivo do setor foi o aumento do turismo nas grandes cidades. “A alta do turismo em BH durante o período festivo contribuiu para um aumento no fluxo de clientes nos bares e restaurantes, o que, por sua vez, refletiu diretamente no aumento do faturamento. A oferta de eventos exclusivos e promoções nos estabelecimentos também foi um atrativo, agregando valor à experiência do consumidor e gerando mais vendas”, completa. O setor hoteleiro também apresentou resultados expressivos. A taxa de ocupação na cidade alcançou 76,73%, superando os 71,36% registrados no ano passado. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou um recorde no desempenho, com a região Central destacando-se, atingindo 82,10%. Esse índice é superior à média de 80,89% registrada em 2024, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIHMG). Para o agente de viagens, Vicente Brandão, a cidade tornou-se um dos destinos mais procurados para os foliões que buscam uma alternativa ao Carnaval tradicional. “O crescimento do turismo é um reflexo da consolidação de Belo Horizonte como um destino carnavalesco, algo que começou a se desenhar nos últimos anos, com a cidade atraindo cada vez mais visitantes de diferentes estados e até do exterior. É um grande evento turístico e as pessoas vêm para a festa, mas acabam conhecendo a cidade e sua cultura, o que impacta positivamente toda a cadeia do turismo”. De acordo com informações divulgadas pela PBH, Belo Horizonte recebeu aproximadamente 270,5 mil turistas durante o Carnaval de 2025, muitos dos quais chegaram à cidade graças à ampliação das operações no Terminal Rodoviário de Belo Horizonte. O terminal registrou um aumento de 7,1% nos desembarques em comparação com o mesmo período do ano anterior. A concessionária responsável pela gestão do terminal informou que, entre 27 de fevereiro e 6 de março, a rodoviária recebeu quase 97 mil passageiros. No Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH Airport), situado em Confins, na Região Metropolitana, o aumento foi ainda mais significativo. Entre 27 de fevereiro e 6 de março, o aeroporto registrou o fluxo de 257 mil passageiros, o que representa um crescimento de quase 26% em comparação com o Carnaval do ano anterior. Brandão afirma que o crescimento observado nesse Carnaval reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e na promoção de eventos de grande porte. “Belo Horizonte está se consolidando como um centro de atrações culturais e isso tem reflexos importantes na economia. O Carnaval de 2025 serve como um modelo para futuras edições e pode inspirar novas ações no campo do turismo e do comércio”. Folia lucrativa De acordo com a PBH, o Carnaval de Belo Horizonte 2025 movimentou R$ 1,2 bilhão durante 23 dias de festa. Além disso, também gerou mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, demonstrando a sua importância para a economia local.
37,5% das brasileiras sofreram alguma agressão no último ano

De acordo com pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 21 milhões de brasileiras, 37,5% do total de mulheres, sofreram algum tipo de agressão nos últimos 12 meses. O relatório também mostra que 5,3 milhões de mulheres, 10,7% do total da população feminina do país, relataram ter sofrido abuso sexual e/ou foi forçada a manter relação sexual contra a própria vontade nos últimos 12 meses, ou seja, uma em cada 10. A ampla maioria das agressões ocorreu na presença de terceiros, 91,8%. Em 47,3% desses casos, quem presenciou foram amigos ou conhecidos; em 27%, os filhos; e em 12,4%, outros parentes. Para discutir a gravidade do assunto, o Edição do Brasil conversou com Alice Bianchini (foto), conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) e vice-presidenta da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas (ABMCJ). Sobre a realidade da violência contra a mulher, existe uma tendência de crescimento ou o número de casos se mantém estável? Quando se trata de medir a violência em um país, há uma convenção mundial no sentido de se analisar o número de mortes registradas no sistema de saúde. No caso, estamos falando de mortes de mulheres. Então, não se trata da mulher denunciar mais, ou menos, mas de cadáveres femininos contabilizados ano a ano. E o que se vê nessa estatística é, sim, um aumento dos casos de feminicídio a cada ano que passa. Como a violência contra a mulher se manifesta nas diferentes faixas etárias, etnias e classes sociais? Os estudos mostram que as mulheres negras são as mais vitimadas. Outro dado que chama a atenção é a quantidade de mortes de mulheres nas regiões brasileiras com maior concentração de comunidades indígenas. O que se pode analisar é que nos locais em que há menos equipamentos de proteção à mulher (delegacias especializadas, CREAS, defensoria pública, entre outros), os índices de violência são mais expressivos, o que nos faz concluir que o investimento em políticas públicas para mulheres é fundamental para alterar essa situação. Você acredita que as leis existentes, como a Lei Maria da Penha, têm sido eficazes na proteção das mulheres ou há lacunas no seu cumprimento e aplicação? Nos últimos anos, principalmente a partir de 2021, houve uma profusão de leis que tratam da condição feminina no Brasil. Em levantamento que fiz recentemente e que se encontra publicado no site da ABMCJ, podemos encontrar mais de 50 leis editadas entre 2021 até o ano de 2024. Elaborar leis é importante, mas também é preciso fiscalizar para que ela se torne uma realidade. Por exemplo, a lei que determina que as delegacias especializadas na defesa da mulher funcionem todos os dias da semana, por 24 horas. O número de delegacias é muito baixo no Brasil e praticamente nenhuma delas funciona de acordo com o previsto na lei. Como melhorar a abordagem de apoio às mulheres que sofrem agressões, desde a denúncia até o acompanhamento psicológico e social? Precisamos atuar na prevenção da violência, por meio de projetos que atuem na forma de pensar na sociedade. Há, infelizmente, uma enorme tolerância em relação ao abuso contra a mulher, fazendo com que ainda seja persistente a ideia de que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. A pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 92% das violências foram testemunhadas por alguém, e essa pessoa normalmente nada fez em relação à ocorrência que presenciou. E o que é grave, quase 30% foram testemunhadas pelos filhos, o que vai causar danos psicológicos muito graves, o que pode comprometer as futuras gerações. O que pode ser feito para combater o ciclo de violência, considerando que muitos casos não são denunciados? A pesquisa mostra que quase metade das mulheres vítimas de violência não fez nada em relação à última agressão sofrida. Na mesma sondagem são identificados os motivos que levaram à inação da vítima, um deles é o medo de vingança do agressor. Nesse ponto, uma política pública é o encaminhamento do agressor para grupos de reflexão, conforme determina a Lei Maria da Penha. O impacto desses programas na vida do homem que cometeu a violência é muito positivo, levando uma pequena parcela (cerca de 4%) voltar a praticar a violência. No entanto, temos apenas cerca de 400 grupos espalhados pelo país e o orçamento para políticas voltadas à mulher vem diminuindo desde o ano de 2015.
Ioga traz diversos benefícios que melhoram a qualidade de vida

O ioga é uma prática milenar que, ao longo dos séculos, tem ganhado cada vez mais adeptos ao redor do mundo. Ele é uma combinação de posturas físicas, técnicas de respiração e meditação que promovem o equilíbrio entre corpo e mente. A prática regular traz uma série de benefícios físicos, como o aumento da flexibilidade, força, equilíbrio e resistência. Através das posturas, os praticantes trabalham diversas partes do corpo, o que contribui para o fortalecimento muscular, melhora da postura e alívio de dores crônicas. A fisioterapeuta e instrutora de ioga, Juliana Mendes, explica como ele pode atuar no corpo humano. “É excelente para o alinhamento corporal, principalmente para quem sofre de dores nas costas ou no pescoço. As posturas exigem que o praticante desenvolva força e flexibilidade de maneira equilibrada, o que ajuda a corrigir desvios posturais e prevenir lesões. Além disso, o fortalecimento de músculos profundos do corpo contribui para a melhoria da estabilidade da coluna e das articulações”. Um dos aspectos mais notáveis dessa prática é a ênfase no alongamento. Muitas pessoas que praticam atividades físicas de alto impacto, como corrida ou musculação, se beneficiam do ioga como complemento, já que ele ajuda a aumentar a amplitude dos movimentos e a reduzir a rigidez muscular. “Praticantes de esportes ou até mesmo pessoas com uma rotina estressante podem se beneficiar imensamente do ioga. Ele promove um alongamento profundo e uma maior mobilidade, que é essencial para evitar lesões e melhorar o desempenho físico em outras atividades”, afirma Juliana. A modalidade é altamente recomendada para quem busca equilíbrio mental e emocional. O foco na respiração e nas posturas auxilia na redução do estresse e da ansiedade, além de promover tranquilidade. Para o instrutor de ioga, Ricardo Costa, a prática atua diretamente na regulação do sistema nervoso. “Ele tem um impacto positivo no sistema nervoso autônomo, que regula funções involuntárias do nosso corpo, como a frequência cardíaca e a pressão arterial. As técnicas de respiração controlada ajudam a reduzir a produção de hormônios do estresse, como o cortisol, enquanto aumentam a liberação de endorfinas, promovendo um sentimento de bem-estar e relaxamento. Com o tempo, isso contribui para a diminuição dos sintomas de ansiedade e melhora na qualidade do sono”, explica. Uma das grandes vantagens é que ele pode ser praticado por pessoas de todas as idades e condições físicas. Não há restrições de gênero, faixa etária ou nível de condicionamento físico para começar a praticar, a atividade oferece práticas adaptáveis às necessidades de cada indivíduo. Juliana destaca que o ioga é inclusivo, com posturas que podem ser modificadas para garantir conforto e segurança. “Existem modalidades para todos os tipos de público, desde aulas mais suaves, como o Hatha ioga, até práticas mais dinâmicas, como o Vinyasa. Mesmo pessoas com limitações físicas, como problemas nas articulações ou lesões, podem adaptar as posturas e se beneficiar da prática de acordo com suas necessidades”. Primeiros passos Costa recomenda é procurar um profissional qualificado para orientá- -lo nos primeiros passos. “É essencial começar com aulas introdutórias ou buscar um instrutor que possa acompanhar sua evolução. Muitas escolas de ioga oferecem aulas para iniciantes, com posturas básicas e foco no alinhamento corporal. A prática deve ser lenta e progressiva, respeitando os limites do seu corpo”. “Outro ponto fundamental é investir em roupas confortáveis, que não restrinjam os movimentos, e em um bom tapete. Para quem preferir praticar em casa, existem muitos recursos on-line, como vídeos e aulas ao vivo, que podem ajudar no início da jornada. A disciplina é importante para que o praticante perceba os resultados em curto e longo prazo”, finaliza.
Exposição “Arte Gravada” celebra a cultura mineira através de estandartes

A exposição “Arte Gravada: Acervo do MAP na Casa Fiat de Cultura” traz textos e uma série de dez estandartes originais criados pelos artistas Yara Tupynambá, Sandra Bianchi, Glaura Mary e Júlio Espíndola. A peça “Estandartes de Minas” é resultado de uma pesquisa realizada em 1974 na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sendo executada durante a III Bienal Nacional de São Paulo. A mostra estará aberta ao público até 13 de abril e tem entrada gratuita. Cinquenta anos depois, as obras são finalmente apresentadas ao público após passarem por um processo de restauro, realizado por meio de uma parceria entre o Museu de Arte da Pampulha (MAP) e a Casa Fiat de Cultura. Esta colaboração teve início com a exposição “Arte Brasileira: A Coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura”, que ocorreu de outubro de 2023 a março de 2024, e trouxe à região central da cidade importantes obras do acervo do MAP. Com curadoria de Rafael Perpétuo e promovida pela Casa Fiat de Cultura em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a exposição dá sequência à mostra anterior e reforça o compromisso dessas instituições com a preservação, ressignificação e divulgação do patrimônio cultural de Minas Gerais. Segundo o presidente da Casa Fiat de Cultura, Massimo Cavallo, a exposição reforça o compromisso da instituição em estabelecer uma conexão entre diferentes épocas, pessoas, ideias e percepções. “A parceria com o MAP fortalece a missão de perpetuar aquilo que dá sentido ao presente e que inspira o futuro: as histórias que nos formam, os artistas que nos inquietam e a arte que nos transforma. Esse legado é a chama que continuará iluminando o caminho das gerações vindouras”. O curador da exposição, Rafael Perpétuo, destaca a relevância do processo de restauro da obra para a cidade de Belo Horizonte. “Primeiramente, esta exposição deve ser celebrada como uma rara parceria entre duas prestigiadas instituições belo-horizontinas e pela salvaguarda e conservação de um conjunto de obras que de fato se coloca como um marco temporal. Encontrar informações diversas sobre as obras, os artistas e suas feituras foi um trabalho delicioso e instigante. Os estandartes são importantes na nossa cultura e para além das imagens religiosas, eles se fazem presentes em manifestações e até no carnaval. Devolvemos para a cidade um belíssimo conjunto e espero que frutifique em novas e estimulantes pesquisas”. Os dez estandartes abordam temas frequentemente presentes no imaginário de Minas Gerais, reinterpretando e explorando imagens e figuras de forte tradição popular. “As imagens contidas nos estandartes apresentam uma humanização das santas e santos que, pela própria técnica, expressam uma visceralidade proporcionada pelo corte da goiva sobre a madeira, expondo a carne, os músculos e as veias. Esse é um ensinamento da arte moderna que, ao torcer e distorcer as formas dos corpos, oferece uma releitura das imagens sagradas às quais fomos acostumados como oficiais”, explica o curador. As obras tamb é m re v e l a m a influência de Yara Tupynambá sobre os demais artistas. “A excelência expressionista no manejo da técnica do desenho e da gravura evidencia como a artista fez escola entre os artistas mineiros”, garante. Os estandartes evidenciam um trabalho primoroso da artista. “O conjunto de obras também marca como a tradição da gravura e do desenho é enraizada em nosso estado. Minas Gerais, a partir de Guignard, mas especialmente a partir dos anos 1970, principalmente com Tupynambá, Lotus Lobo e Amílcar de Castro, passa a tomar essas duas técnicas como parte da tradição local, assumindo para si um modo de arte que simboliza a coesão dos artistas e que também explora os limites das técnicas”, completa Perpétuo.
Consumo no setor de eventos pode chegar a R$ 141 bilhões este ano

A Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape) estima que o setor de eventos atinja um consumo de R$ 141,1 bilhões em 2025, representando um crescimento de 7% em comparação a 2024, já ajustado pela inflação. No ano passado, o valor efetivo do consumo foi de R$ 131,8 bilhões. Esses dados demonstram a recuperação e o desenvolvimento contínuo do setor, que tem se fortalecido após a pandemia de COVID-19. O setor de eventos também tem apresentado indicadores positivos no mercado de trabalho. A Abrape projeta que o core business da indústria atinja 186,8 mil empregos formais em 2025, o que representa um aumento de 4,28% em relação aos 179,1 mil trabalhadores registrados em 2024. Esse crescimento resultará na criação de cerca de 7,6 mil novas vagas diretas. Ao considerar o hub setorial, a associação prevê um total de 4,305 milhões de postos de trabalho em 2025, o que corresponde a um crescimento de 1,1% em relação aos 4,26 milhões de empregos atualmente registrados. Isso implica na criação de mais 45,2 mil novas vagas diretas em todo o setor. Segundo a entidade, o core business abrange atividades como organização de eventos (exceto culturais e esportivos), atividades artísticas e culturais, espetáculos, recreação e lazer, e a produção e promoção de eventos esportivos. Já o hub setorial engloba 52 atividades econômicas diretamente impactadas, como operadores turísticos, bares e restaurantes, serviços gerais, segurança privada, hospedagem, entre outras. A Abrape também projeta que o setor de eventos terá 103,1 mil empresas em 2025, o que representa um crescimento de 3,1% em relação às 100 mil empresas estimadas para 2024. Dentro da cadeia produtiva, a previsão é que o número de empresas chegue a 836.789 em 2025, um crescimento de 1,9% em comparação com as 821.306 empresas estimadas para 2024. “Após um período de retração, o setor de eventos está se reconfigurando com um olhar mais atento para as novas tendências do mercado. O aumento do consumo em 2025, pode ser explicado pela combinação de vários fatores, incluindo a digitalização dos eventos, o desejo crescente de vivenciar experiências presenciais e as melhorias no cenário econômico do país”, comenta a economista Marcela Andrade. O impacto econômico do setor de eventos vai além do volume de consumo e impacta também empregos, movimentando setores como turismo, serviços e comércio local. “Além do aumento do consumo direto, o setor de eventos tem um papel estratégico na criação de empregos em diversas áreas. Como o Brasil é um destino turístico global, grandes eventos internacionais, como feiras, congressos e festivais, atraem turistas, que consomem em hotéis, restaurantes, transporte e comércio local. Esse movimento contribui para a circulação de riquezas nas economias locais e fortalece o turismo. No entanto, é importante que o setor continue a se adaptar às novas necessidades e desafios, como sustentabilidade e custos operacionais crescentes, para garantir seu crescimento sustentável no futuro”, afirma. O produtor cultural Rafael Lacerda diz que o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) ofereceu uma série de benefícios para ajudar as empresas do setor a enfrentar a crise e retomar suas atividades. “Permitiu a suspensão de impostos como o PIS, Cofins, IPI e a contribuição ao INSS, o que ajudou as empresas a reduzirem seus custos durante o período de inatividade forçada, possibilitou o parcelamento de débitos tributários das empresas do setor em até 120 meses, com condições mais favoráveis e ofereceu linhas de crédito específicas para as empresas do setor, com condições mais acessíveis”. “O apoio financeiro oferecido pelo programa foi fundamental para permitir que empresas mantivessem seus negócios e equipes, além de ajudarem a preservar empregos. Esse suporte possibilitou a continuidade das atividades até que fosse possível retomar os eventos presenciais de forma segura e também contribuiu para criar um ambiente mais favorável à retomada dos eventos”, conclui.
Proibição de celular nas escolas pode ajudar no aprendizado e interação

Em uma tentativa de combater a distração e melhorar o ambiente educacional, uma nova lei foi sancionada, proibindo o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de todo o país. De acordo com a Lei nº 15.100/2025, está proibido o uso de “dispositivos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, intervalos e recreios, abrangendo todas as fases da educação básica”. A norma tem como objetivo diminuir a dispersão dos estudantes durante as aulas, promovendo uma maior concentração no aprendizado. A medida foi elaborada diante do crescente uso de dispositivos móveis como fonte de distração, com jovens muitas vezes acessando redes sociais, jogando e conversando durante os períodos escolares. Para a psicóloga educacional Carla Silva, a proibição pode trazer benefícios importantes. “O celular é uma das maiores fontes de distração para os jovens. Ao ser proibido durante as aulas, o estudante fica mais concentrado nas atividades escolares, participando mais ativamente e absorvendo melhor o conteúdo”. “Além disso, a medida pode melhorar a socialização entre os alunos, ao reduzir o tempo que eles passam conectados ao mundo virtual e incentivá-los a interagir de maneira mais direta com os colegas. Com a proibição do celular, a escola se torna um ambiente onde o foco é no aprendizado e na troca de experiências, ao invés de nas distrações digitais”, completa. Embora a proibição do celular tenha benefícios claros no que diz respeito ao aumento da concentração e melhoria nas relações sociais, especialistas alertam que ela, sozinha, pode não ser suficiente para garantir uma melhora substancial no aprendizado dos jovens. A pedagoga e consultora educacional, Ana Maria Costa, aponta que a medida precisa ser parte de um esforço maior para transformar a educação. “O sistema educacional precisa de mudanças estruturais que vão além disso. A qualidade do ensino, a formação dos professores e o investimento em tecnologias educacionais adequadas são fatores que também precisam ser levados em conta para que o aprendizado seja realmente potencializado”. Há quem defenda que o celular, quando utilizado de maneira controlada e pedagógica, pode ser uma ferramenta poderosa para o aprendizado. O uso de aplicativos educacionais, por exemplo, pode auxiliar na pesquisa e na interação com conteúdos mais dinâmicos. “O problema não está no dispositivo em si, mas no uso indiscriminado e sem orientação. A proibição deve ser vista como uma medida para o momento de aula, mas o uso controlado do celular pode complementar o ensino, especialmente em tempos de inovação tecnológica. O desafio está em melhorar a forma de utilizar a tecnologia em favor da educação”, argumenta Ana. Além da ação das escolas, a questão do uso de celulares e o controle do tempo de tela não se restringem apenas ao ambiente escolar. A responsabilidade dos pais no acompanhamento do tempo que os filhos passam nas telas é fundamental para um desenvolvimento equilibrado. De acordo com Carla, a parceria entre escola e família é essencial. “Os pais desempenham um papel crucial na definição de limites para o uso do celular fora da escola. É importante que haja uma combinação de regras em casa e na escola para que os jovens aprendam a usar a tecnologia de forma responsável e saudável, evitando até mesmo casos de ansiedade nesses jovens”. A psicóloga destaca que o controle parental deve ser equilibrado. “Proibir o celular de forma rígida pode gerar resistência nos filhos, principalmente em adolescentes, que têm uma necessidade de socialização online. O mais importante é estabelecer uma comunicação aberta, onde os pais possam orientar os filhos sobre o uso responsável da tecnologia”.
Março Amarelo: mês é dedicado à conscientização da endometriose

O Março Amarelo é o mês de conscientização sobre a endometriose, e de acordo com informações do Ministério da Saúde, estima-se que uma em cada dez mulheres enfrentam a doença no Brasil. Ela ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio, que reveste a parte interna do útero, cresce fora dele. Este tecido pode ser encontrado nos ovários, nas trompas de falópio, na bexiga, nos intestinos e até em áreas mais distantes, como os pulmões. Esse crescimento anômalo pode causar inflamação, dor intensa e, em alguns casos, até infertilidade. Segundo a ginecologista Fernanda Silva, a dor é o principal sintoma da doença. “Muitas mulheres acabam demorando a procurar ajuda médica porque associam a dor à menstruação intensa. No entanto, a dor da endometriose pode ser contínua, ocorrer fora do período menstrual e ser muito debilitante”. “Outros sintomas incluem dor durante ou após relações sexuais, dores ao urinar ou evacuar, especialmente durante o período menstrual, e até dificuldades para engravidar. O grau de intensidade dos sintomas pode variar de mulher para mulher, com algumas experimentando sintomas mais leves, enquanto outras enfrentam dor crônica”, explica. Difícil diagnóstico O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser confundidos com outras condições, como a síndrome do intestino irritável ou doenças urinárias. O clínico geral Lucas Almeida destaca que “o diagnóstico definitivo só pode ser feito por meio de uma laparoscopia, que é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo. Porém, exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, podem ajudar a identificar lesões mais evidentes”. Infelizmente, muitas mulheres passam anos sem diagnóstico, o que pode atrasar o tratamento adequado e agravar a condição. “É fundamental que a paciente procure um especialista ao perceber sintomas fora do comum, como dores intensas durante o ciclo menstrual, pois, com o diagnóstico precoce, podemos adotar um tratamento mais eficaz”, alerta Almeida. Tratamentos Embora não exista cura para a endometriose, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. O tratamento pode incluir medicamentos, terapias hormonais, cirurgia e, em casos mais graves, uma combinação de abordagens. Fernanda explica que “os medicamentos mais comuns são os analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, além dos tratamentos hormonais, que visam reduzir a produção de estrogênio, responsável pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para remover o tecido endometrial que está fora de lugar”. Além disso, o tratamento psicológico também é importante, já que a endometriose pode afetar a saúde mental das pacientes devido ao impacto da dor crônica e da infertilidade. “A abordagem multidisciplinar é essencial, incluindo apoio psicológico e, se necessário, acompanhamento de uma nutricionista, já que uma alimentação balanceada pode ajudar no controle da inflamação”, complementa. Almeida diz que, “embora a endometriose não possa ser evitada, uma detecção precoce e um manejo adequado da doença são essenciais para melhorar a qualidade de vida da mulher afetada. O acompanhamento médico regular, especialmente para aquelas que têm histórico familiar de endometriose, pode ajudar na identificação precoce da condição”.
Lazer se destaca como maior motivo da vinda de turistas a Belo Horizonte

Belo Horizonte tem se consolidado como um destino turístico cada vez mais popular, e os dados do Observatório do Turismo da cidade, divulgados recentemente, confirmam essa tendência. De acordo com o estudo, 38,1% dos turistas entrevistados afirmaram que visitaram a capital mineira em busca de lazer e entretenimento, destacando-se as atrações culturais, a gastronomia e a vida noturna vibrante da cidade. Esse percentual indica um crescimento em comparação com a pesquisa de 2022, quando essa mesma razão representava 35,58%. Em segundo lugar, ficaram os entrevistados que viajaram para fazer negócios, com 21,24%. No total, foram realizadas 1.794 entrevistas, o que garante um nível de confiança de 95% no estudo. As entrevistas ocorreram em pontos turísticos como a Igreja São Francisco de Assis, os Museus da Praça da Liberdade, o Mercado Central e o Zoológico, além dos principais acessos à cidade, como o terminal rodoviário e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Os resultados estão disponíveis no Portal da Prefeitura de Belo Horizonte, e, através da plataforma Power BI, os usuários podem explorar e filtrar os dados de forma interativa, conforme seus próprios interesses. Segundo a turismóloga, Ana Carolina Costa, o aumento do fluxo de turistas é um motor importante para a economia de Belo Horizonte. “O turismo não só movimenta o setor de serviços, como hotéis, restaurantes e transportes, mas também beneficia a indústria cultural e o comércio local. Belo Horizonte tem se destacado pela sua oferta diversificada de atrações, que vão desde museus, teatros e centros culturais até os tradicionais bares e restaurantes, onde o famoso pão de queijo e a cachaça mineira são protagonistas. A cidade tem se fortalecido como um centro de lazer e entretenimento que atrai turistas tanto de outras partes do Brasil quanto do exterior”. Conforme a Pesquisa de Demanda Turística, 32,89% dos participantes foram a Belo Horizonte pela primeira vez, e 85,2% demonstraram interesse em retornar à cidade nos próximos dois anos. Entre os principais atrativos mencionados pelos entrevistados, 19,91% indicaram museus e monumentos histórico-culturais como destino de visitação; 5,12% viajaram para aproveitar as compras de produtos artesanais locais; e 12,97% vieram para participar de shows, eventos e atividades noturnas. De acordo com o estudo, 85,78% dos turistas afirmaram que a experiência em Belo Horizonte atendeu ou superou suas expectativas. Quanto à origem dos turistas, 35,90% são provenientes de Minas Gerais, 16,89% de São Paulo, 9,98% do Rio de Janeiro e 4,12% do Espírito Santo. Em relação aos turistas internacionais, a pesquisa também registrou a presença de visitantes de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Portugal, Colômbia, Espanha e Inglaterra. A média de pernoite em Belo Horizonte é 6,7 noites, a principal hospedagem é hotel/pousada para 50,2%, o meio de transporte mais utilizado na cidade é o por aplicativos para 59,5%, o gasto médio diário per capita é de R$ 352,01 e a avaliação geral da cidade atingiu a nota média de 8,3. O agente de viagens, Vicente Brandão, destaca que a cidade tem se preparado para receber cada vez mais visitantes. “Nos últimos anos, Belo Horizonte investiu em infraestrutura e na melhoria da qualidade dos serviços turísticos. Os próximos anos prometem mais crescimento para o setor, com a diversificação de eventos e o fortalecimento das atrações turísticas, a cidade se consolidará como um destino cada vez mais procurado por aqueles que buscam lazer e entretenimento de qualidade, além do crescimento do turismo de negócios”.
Brasil recebeu 194.331 migrantes em 2024

Em 2024, o Brasil registrou a chegada de 194.331 migrantes, com destaque para os venezuelanos, que lideram o número de abrigados, somando 94.726 pessoas acolhidas pela Operação Acolhida. Esses dados foram divulgados na 8ª edição do Boletim da Migração, publicado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Os números indicam que, no ano anterior, foram feitas 68.159 solicitações para o reconhecimento da condição de refugiado. Desses pedidos, 13.632 foram aprovados; 24.887 foram encerrados, 28.890 foram arquivados e 318 foram rejeitados. A Venezuela continua sendo o país com o maior número de refugiados reconhecidos (12.726), seguida pelo Afeganistão (283) e pela Colômbia (121). Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com o diretor do Centro de Estudos Migratórios, doutor em teologia e padre Paolo Parise. Quais são as principais razões que têm levado tantos venezuelanos a buscar refúgio no Brasil em 2024? Obviamente, as razões de procurar refúgio no Brasil são muito variadas, podendo ser para se reunir com familiares que já residem no país, oportunidades de emprego e estudo ou buscando proteção devido a situações de vulnerabilidade em seus países de origem. Por exemplo, os venezuelanos podem solicitar refúgio ou residência no Brasil porque a proximidade geográfica com Roraima faz com que vários tentem a sair da situação complexa econômica e política da Venezuela. Além disso, o país criou toda uma infraestrutura para documentação, acolhida, alimentação e para ajudar os refugiados a se deslocarem para outros lugares. Quais desafios o Brasil enfrenta ao lidar com esse aumento significativo de migrantes, tanto em termos de infraestrutura quanto de políticas públicas?Acredito que é importante pontuar que o Brasil não é o destino principal, seja de migrantes ou de refugiados. Os números são muito baixos em relação a outros países, até porque essas pessoas ficam perto, normalmente, do país do qual estão saindo. Mas os principais desafios são a capacidade de acolhimento e infraestrutura, as condições de abrigos temporários nem sempre são ideais, a falta de políticas públicas que incentivem a integração cultural, porque o aprendizado da língua portuguesa e a inclusão no mercado de trabalho são essenciais, e a falta de financiamento e recursos. Quais são os impactos econômicos dessa migração para o Brasil, considerando o contexto atual de mercado de trabalho e desemprego?O migrante ou refugiado que trabalha aqui no Brasil contribui para o desenvolvimento do país. Há muitos setores, como os frigoríficos e outras áreas, que faltam mão de obra porque o salário é baixo e o trabalho é muito pesado. Então, essas áreas da economia procuram migrantes, o que resulta em um aumento da força de trabalho, e apoia o crescimento desses segmentos específicos. Só é preciso a fiscalização para que não haja exploração e que o salário seja justo. Em longo prazo, pode causar uma maior diversidade econômica e compensar a diminuição da população jovem e ativa, ajudando a manter o potencial de crescimento econômico. Como o governo brasileiro tem lidado com questões relacionadas aos direitos dos migrantes, como acesso à saúde, educação e moradia?Eu diria que o Brasil conseguiu elaborar uma nova lei de imigração em 2017, substituindo o Estatuto do Estrangeiro que estava alicerçado em uma visão de segurança nacional. Hoje em dia, temos esta lei em uma perspectiva de direitos humanos. A cidade de São Paulo conseguiu também desenhar uma política migratória nesse sentido com a Política Municipal. Em nível federal, se continua trabalhando com bastante dificuldade e tentativas. Mas do ponto de vista de acesso à educação e saúde, são dois direitos garantidos aos migrantes. Nós temos é uma carência de moradias e falta proporcionar formação a quem veio trabalhar. De que forma fatores como idade, nível educacional ou histórico de emprego podem influenciar a integração deles?Quanto mais jovem, mais fácil a integração, o nível educacional infelizmente em relação aos migrantes não ajuda muito, porque podem ser médicos, arquitetos, engenheiros, ter várias faculdades, mas as vagas de emprego que são oferecidas, na maioria dos casos, são para trabalho braçal, importantes, obviamente, mas muitas vezes abaixo da formação dessas pessoas. Com muita dificuldade e raros casos, eles conseguem atuar na sua área.