BH está entre as dez cidades com preços de imóveis mais altos do país

Em abril, o preço médio dos imóveis residenciais em Belo Horizonte registrou alta de 1,36% em relação ao mês anterior, alcançando R$ 9.968 por metro quadrado. Segundo a edição mais recente do Índice FipeZap de Venda Residencial, BH permanece entre as dez cidades com os preços de imóveis mais elevados do país. O valor do metro quadrado em Belo Horizonte está acima da média nacional, atualmente em R$ 9.233. A capital mineira também registrou crescimento de 4,94% no acumulado de 2025 e de 13,95% nos últimos 12 meses. Segundo dados levantados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a partir de anúncios publicados nos sites Zap Imóveis e Viva Real, quatro bairros da região Centro-Sul de Belo Horizonte se destacaram entre os mais valorizados. A Savassi lidera o ranking com o maior valor médio por metro quadrado, atingindo R$ 17.100. Na sequência estão os bairros Santo Agostinho (R$ 15.537/m²), Lourdes (R$ 14.863/ m²) e Funcionários (R$ 14.295/m²). Dos dez bairros com os preços médios de venda mais altos em Belo Horizonte, nove registraram aumentos superiores a 10% ao longo dos últimos 12 meses. Os destaques em valorização no período foram Santa Lúcia, com 38,7%; Gutierrez, com 23,3%; Santo Antônio, com 16,5%; e Savassi, com 15,9%. O corretor de imóveis Gabriel Maia destaca que a escassez de terrenos disponíveis para construção na região Centro-Sul da cidade é um dos principais motivos. “Os terrenos são escassos nessa localidade e, logo, mais caros. Isso eleva o preço dos imóveis, especialmente em bairros como Savassi, Lourdes e Santo Agostinho. Esses bairros são conhecidos por sua infraestrutura de qualidade, proximidade a centros comerciais e opções de lazer, tornando-os altamente desejados pelos compradores”. “Outro fator relevante é o aumento no custo da construção civil, que impacta diretamente nos preços dos imóveis novos, sendo repassado para os consumidores, elevando o preço final dos imóveis”, ressalta. Em Belo Horizonte, a diferença de preço entre imóveis novos e usados é significativa. Maia, explica que “grande parte dos imóveis da região do Centro de Belo Horizonte são mais antigos, com construções que datam desde a década de 1950, o que explica essa variação. Por outro lado, bairros como Lourdes e Sion, que possuem imóveis mais recentes, apresentam uma diferença menor entre os preços de novos e usados, indicando uma valorização mais equilibrada”. “O mercado imobiliário de Belo Horizonte continua aquecido, impulsionado pela demanda por imóveis em bairros valorizados e pela escassez de terrenos disponíveis para construção. Acredito que essa tendência de valorização pode continuar nos próximos meses, especialmente se a economia local continuar a apresentar sinais de crescimento e estabilidade”, esclarece a economista Marcela Andrade. Ela afirma que há uma mudança nas preferências dos consumidores, com maior interesse por imóveis maiores, como apartamentos com mais de dois quartos e casas. “Essa demanda crescente por imóveis mais espaçosos têm pressionado os preços para cima, especialmente em bairros bem localizados e com boa infraestrutura”. A especialista diz que, para os compradores, é importante estar atento às variações nos preços e considerar fatores como localização, infraestrutura e potencial de valorização ao escolher um imóvel. “Investir em bairros com infraestrutura de qualidade e proximidade a centros comerciais pode ser uma estratégia inteligente para quem busca valorização do patrimônio a longo prazo”. Bairros com imóveis residenciais mais caros de Belo Horizonte: Savassi – R$ 17.100/m² Santo Agostinho – R$ 15.537/m² Lourdes – R$ 14.863/m² Funcionários – R$ 14.295/m² Santa Lúcia – R$ 11.810/m² Gutierrez – R$ 11.192/m² Sion – R$ 11.182/m² Serra – R$ 10.512/m² Santo Antônio – R$ 9.804/m² Buritis – R$ 8.835/m²

Carnaval 2025 transforma Minas em um dos maiores destinos culturais do Brasil

Minas Gerais se consolidou como um dos maiores e mais diversos destinos culturais do Brasil durante a Semana do Carnaval 2025. Unindo a folia tradicional dos blocos de rua, escolas de samba e festas populares ao chamado Carnaval da Tranquilidade, com experiências de música clássica, visitas a museus, arte contemporânea e turismo de bem-estar, o Estado apresentou um modelo único que atraiu milhões de pessoas e movimentou a economia regional. A combinação entre o Carnaval da Liberdade e o Carnaval da Tranquilidade gerou um impacto direto superior a R$ 5 bilhões em todo o território mineiro, segundo dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais, pesquisa Datafolha, APPA e prefeituras municipais. A distribuição da receita evidencia a diversidade do setor: a hospedagem respondeu por 27%, seguida de alimentação e bares (25%), transporte (18%), compras e serviços (15%) e atividades culturais (15%). A edição deste ano foi marcada pela alta satisfação do público. Cerca de 97% dos foliões e turistas disseram que a experiência atendeu ou superou as expectativas, enquanto 91% avaliaram a segurança como boa ou ótima, e 93% destacaram a organização do evento como eficiente. A movimentação turística foi expressiva. Durante dezembro, janeiro e a semana do Carnaval, as taxas de ocupação superaram os 85% nas principais cidades turísticas, com pico próximo de 100% em Belo Horizonte, Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina. Hospedagens alternativas, como o Airbnb, também apresentaram crescimento de 20% no volume de reservas. Mais de 5 milhões de foliões tomaram as ruas da capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), participando de desfiles de blocos tradicionais e contemporâneos, além de escolas de samba que resgataram e reforçaram a tradição local. A Via das Artes, iniciativa que reuniu música alternativa, gastronomia e cultura, atraiu um público diversificado (70% moradores da capital e 30% de outras regiões do Sudeste e Centro-Oeste). A maioria (68%) tinha ensino superior completo e buscava experiências ligadas à arte e à gastronomia. Enquanto isso, o Carnaval da Tranquilidade atraiu um público crescente com concertos de música clássica em igrejas históricas, visitas a museus e exposições de arte contemporânea. Cidades históricas e do interior investiram em turismo de natureza, bem-estar e eventos de reflexão cultural, abrindo espaço para um novo perfil de turista. Impacto econômico O Carnaval foi um catalisador de renda em diversas regiões mineiras. Belo Horizonte e RMBH tiveram R$ 1,5 bilhão em receita e 98% de ocupação hoteleira, as cidades históricas (Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Congonhas) registraram 100% de ocupação e R$ 800 milhões arrecadados, enquanto o Sul de Minas (Poços de Caldas, São Lourenço) teve 90% de ocupação, com R$ 500 milhões de receita. O Triângulo Mineiro (Uberlândia, Uberaba): 80% de ocupação e R$ 400 milhões, Norte de Minas e Jequitinhonha (Montes Claros, Salinas): 75% de ocupação, com R$ 200 milhões e a Zona da Mata e Vertentes (Juiz de Fora, São João del-Rei, Barbacena): 85% de ocupação e R$ 400 milhões em movimentação econômica. Durante o pré-Carnaval e a Semana Oficial, Minas Gerais registrou mais de 13 milhões de pessoas em deslocamento entre eventos culturais, blocos de rua, desfiles, museus, festas religiosas e experiências de tranquilidade. O número equivale a mais de 50% da população do Estado, consolidando Minas como o território brasileiro com maior mobilização cultural e turística proporcional no Carnaval. Perspectivas A edição de 2025 reforçou a vocação mineira para o turismo cultural e de experiência. Entre as tendências para os próximos anos estão a ampliação dos roteiros do Carnaval da Tranquilidade, o fortalecimento da Via das Artes como polo cultural permanente e a consolidação de Minas Gerais como destino internacional no calendário carnavalesco.

BH registrou um assassinato a cada 32 horas de janeiro a março de 2025

Um balanço sobre a criminalidade divulgado pelo Governo do Estado mostrou que em exatos 90 dias de 2025, 68 pessoas foram assassinadas em Belo Horizonte (média de uma morte a cada 32 horas). Apesar de chocantes, as estatísticas indicam redução da violência, na capital, houve queda de 10,53%: no primeiro trimestre de 2024 as vítimas de homicídio foram 76. Os dados da criminalidade mostraram uma queda nos crimes violentos em BH, havendo uma redução de 1,65%, com os registros caindo de 1.938 para 1.906. Entre os crimes que mais contribuíram para a redução na capital, a maior queda absoluta foi em casos de roubo consumado, esse índice caiu 1,77%, dos 1.468 casos no ano passado para 1.442 de janeiro a março de 2025. Os registros de estupro tentado apresentaram queda de 36,36%, passando de 11 para 7 ocorrências. As tentativas de homicídio também diminuíram, com redução de 11,54%, de 78 para 69 casos. No que se refere à tentativa de estupro de vulnerável, a queda foi ainda mais expressiva: 75%, reduzindo de quatro para apenas um caso. Para a socióloga Andreia Lima, o número de homicídios reflete um problema estrutural que vai além do policiamento ostensivo. “A violência em BH está diretamente ligada à desigualdade social, à presença do tráfico de drogas e à ausência de políticas públicas eficazes em áreas vulneráveis. Apenas reforçar o policiamento não resolve o problema de forma duradoura”. Outro ponto é a disputa por territórios entre facções criminosas, que se intensificou nos últimos anos. Parte dos homicídios registrados podem estar ligados a acertos de contas e rivalidades entre grupos armados que atuam na periferia da capital. “A guerra do tráfico tem alimentado um espiral de violência que desafia o Estado. Esses grupos se estruturaram ao longo do tempo, com poder de fogo e influência local. Romper esse ciclo exige inteligência policial, articulação entre as forças de segurança e atuação integrada com políticas sociais”, ressalta. O combate à violência em Belo Horizonte requer mais do que ações emergenciais. “Os principais desafios incluem o déficit de efetivo nas polícias, a fragilidade na investigação de homicídios, o aparelhamento das facções em bairros vulneráveis e a falta de investimentos em prevenção social. O gargalo na elucidação dos crimes gera um efeito de impunidade. Quando o autor do crime não é identificado, a confiança da população nas instituições diminui e o ciclo da violência tende a se repetir”, afirma o especialista em segurança pública, Marcelo Cunha. Ele afirma ainda que “a falta de políticas públicas voltadas para a juventude é um fator que contribui para a entrada de adolescentes e jovens adultos no crime organizado. Sem acesso a emprego, educação e lazer, muitos acabam recrutados por facções que dominam territórios e impõem regras à margem da lei”. Andreia explica que é necessário retomar o controle territorial com a presença do Estado em todas as suas formas: escola, assistência social, saúde, cultura e geração de renda. Só assim a violência será enfrentada na raiz. “Programas de educação e capacitação profissional voltados à juventude, especialmente em áreas de vulnerabilidade social, esporte, cultura e lazer como estratégias de inclusão e ocupação do tempo livre de adolescentes e jovens e apoio a famílias em situação de risco, com assistência social mais presente nos bairros com altos índices de violência”. Cunha menciona melhor iluminação, revitalização de espaços urbanos e ocupação de áreas abandonadas como fatores que reduzem a criminalidade em regiões degradadas. “Habitação e mobilidade urbana de qualidade também ajudam a reduzir tensões sociais e incentivar políticas de alternativas penais e ressocialização, para que o sistema prisional não seja apenas punitivo, mas preventivo”.

País registra crescimento de 26% na exportação de frutas no 1º trimestre

O Brasil registrou um crescimento expressivo de 26% no volume de exportação de frutas no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desempenho surpreende e reforça a importância do agronegócio na geração de divisas e empregos para o país. De acordo com o 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), o Brasil exportou 301 mil toneladas de frutas entre janeiro e março. O valor arrecadado chegou a US$ 311 milhões, representando um crescimento de 7% em comparação com o primeiro trimestre de 2024 e de 23% em relação ao mesmo período de 2023. Entre os maiores estados exportadores destacaram-se Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo e Pernambuco. Já entre os principais destinos das frutas brasileiras estiveram os Países Baixos, o Reino Unido e a Espanha. As variedades mais exportadas incluíram melão, melancia, limão, lima, manga e banana. No primeiro trimestre de 2025, as exportações de banana alcançaram 15,7 mil toneladas, o que representa um crescimento de 131,2% em comparação ao mesmo período de 2024. A melancia também registrou aumento expressivo, com embarques que somaram 53 mil toneladas, um avanço de 90% frente ao primeiro trimestre do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 32,1 milhões, 91% acima do registrado no mesmo período de 2024. Já as exportações de maçã totalizaram 2,57 mil toneladas, representando um aumento de 85,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita gerada no período foi de US$ 2,8 milhões, valor 93,6% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024. Segundo o engenheiro agrônomo João Figueiredo, o Brasil tem investido na diversificação de seus mercados de exportação. “Além da tradicional União Europeia, há uma crescente presença em países da Ásia, como China, Coreia do Sul e Índia, além de avanços no Oriente Médio. Essa expansão geográfica amplia as oportunidades de vendas e reduz a dependência de mercados específicos”. Ele cita que “projetos como o ‘Frutas do Brasil’, em parceria com a ApexBrasil, têm sido fundamentais para conectar produtores à importadores internacionais por meio de feiras, missões comerciais e campanhas de promoção. Além disso, há um foco contínuo em sustentabilidade e rastreabilidade, garantindo que as frutas brasileiras atendam aos padrões exigentes dos mercados globais”. O setor tem investido na melhoria da logística para reduzir prazos de entrega e assegurar o frescor das frutas, mesmo em exportações de longa distância. “Essas melhorias são valorizadas pelos mercados internacionais e contribuem para a competitividade das exportações brasileiras. Esses fatores combinados resultaram em um bom desempenho nas exportações de frutas brasileiras no início de 2025, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de frutas frescas”, explica. O economista Pedro Ribeiro diz que o crescimento nas exportações de frutas traz impactos positivos diretos e indiretos para a economia brasileira. “Um dos principais é o aumento na geração de empregos nas cadeias produtivas do campo à logística. O setor frutícola é intensivo em mão de obra, especialmente na colheita, seleção e embalagem. Com o aumento das exportações, há uma expansão da atividade nessas etapas, o que ajuda a reduzir o desemprego em regiões produtoras”. Além disso, o aumento da receita com exportações contribui para o saldo positivo da balança comercial e fortalece as reservas cambiais do país. “Cada dólar que entra com a venda de frutas representa um alívio para as contas externas e reforça o papel do agro como motor da economia e com a demanda crescente de mercados exigentes, como Europa e Ásia. Os produtores investem mais em tecnologia, sustentabilidade e rastreabilidade, o que eleva o padrão da produção nacional como um todo”, conclui.

Número de vítimas da violência escolar cresceu 254% em dez anos

Entre 2013 e 2023, o número de casos de violência escolar no Brasil aumentou em 254%, conforme dados levantados pela Revista Pesquisa Fapesp, vinculada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Além disso, informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) mostram que, em 2013, foram contabilizadas cerca de 3.700 vítimas de violência em instituições de ensino, enquanto em 2023 esse número saltou para aproximadamente 13.100. As estatísticas abrangem alunos, docentes e demais integrantes da comunidade escolar. Dentre os registros, aproximadamente 2.200 casos estavam relacionados à violência autoprovocada, como automutilação, ideias suicidas, tentativas de suicídio e suicídios. Esse tipo de ocorrência apresentou um crescimento expressivo, sendo 95 vezes mais frequente ao longo do período analisado. Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com a advogada e facilitadora em justiça restaurativa, círculos de diálogo de paz, e comunicação não violenta, Jéssica Gonçalves. Como você avalia o aumento de 254% nas vítimas de violência escolar entre 2013 e 2023?Esse crescimento expressivo indica que as escolas, que deveriam ser locais de acolhimento, aprendizado e segurança, estão cada vez mais sendo marcadas por conflitos, medo e insegurança, tanto para estudantes quanto para educadores. Esse cenário mostra que existe uma fragilidade nos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos, muitas vezes limitados à punição, sem espaço para diálogo e reconstrução de vínculos. Alia-se a isso uma falta de apoio emocional e psicológico, tanto para estudantes quanto para educadores, o que contribui para a escalada de tensões e comportamentos agressivos. De que forma esse avanço na violência afeta diretamente a qualidade do ensino e o cotidiano de professores e alunos?Na rotina dos professores percebemos um aumento do estresse e da ansiedade, pois se sentem sobrecarregados por terem que lidar com questões que vão além do ensino. Na vida dos estudantes, nota-se que a violência escolar promove o medo de ir à escola, à medida que muitos alunos deixam de frequentar as aulas por receio de se tornarem vítimas de agressões ou bullying. As situações de conflito e violência demandam tempo para serem resolvidas, o que prejudica o andamento do conteúdo pedagógico. As escolas estão preparadas para lidar com esse tipo de ocorrência, tanto do ponto de vista disciplinar quanto emocional?Na maioria dos casos, elas não estão totalmente preparadas para lidar com a violência escolar. Embora existam boas iniciativas em algumas redes de ensino, ainda há muitos desafios estruturais, formativos e culturais a serem enfrentados. Isso se dá porque do ponto de vista disciplinar, as respostas são, em geral, punitivas e imediatistas, como suspensões e transferências, que não resolvem a raiz do problema. As fragilidades emocionais são muito sensíveis, sejam pela falta de equipes multiprofissionais para atender as demandas de estudantes e professores, seja ausência de formação em saúde mental, escuta ativa ou comunicação não violenta, o que limita ações diante de conflitos e traumas. Como as redes sociais e a tecnologia estão impactando a violência escolar, tanto positivamente quanto negativamente?As redes sociais e a tecnologia têm um duplo papel na violência escolar: podem tanto agravar o problema quanto ajudar a combatê-lo. Como impactos negativos podemos destacar a ampliação do bullying e do cyberbullying. Redes sociais são usadas para humilhar, excluir ou ameaçar colegas, muitas vezes de forma anônima ou viralizada, além da disseminação de discursos de ódio e violência. Como pontos positivos, pode ser uma potente ferramenta de prevenção e conscientização de mobilização e educação para a paz, pois são também canais poderosos para campanhas educativas, debates sobre saúde mental, diversidade e combate ao bullying. A tecnologia pode favorecer a denúncia e a visibilidade de casos de violência. O que está faltando nas escolas brasileiras para conter essa escalada da violência?É preciso uma mudança de cultura aliada a investimentos estruturais e humanos. A maioria das escolas ainda responde à violência de forma pontual, reativa e punitiva, quando o que se precisa é de um trabalho contínuo de prevenção, acolhimento e reconstrução de vínculos. A educação socioemocional estruturada no currículo, indo além de projetos isolados, é indispensável para uma mudança de cultura, aliada a uma formação de professores em comunicação não violenta, escuta ativa, mediação de conflitos e justiça restaurativa.

Interesse feminino por esportes vem apresentando crescimento

O relatório “Women and Sports”, produzido pelo Ibope Repucom, mostrou que as mulheres têm se interessado cada vez mais pelo esporte, tanto em consumir quanto em praticar. Os números revelaram que o interesse do público brasileiro pelas 30 modalidades esportivas mais populares teve um crescimento médio de 15% desde 2020. Esse avanço foi ainda mais expressivo entre as mulheres, com um aumento de 20% no engajamento com esportes, mais que o dobro do crescimento observado entre os homens, que foi de 9%. Dentre os 15 esportes mais populares no Brasil, certas modalidades chamaram atenção pelo aumento significativo do interesse feminino nos últimos anos. O skate, impulsionado pelo destaque de Rayssa Leal, lidera esse movimento, registrando um crescimento de 48% no número de mulheres que se identificam como fãs desde 2020. Na sequência aparecem o tênis (33%), o futebol de areia (31%), o futsal (27%) e o atletismo (22%). Apesar dessas modalidades ainda contarem com menor presença feminina em comparação ao público masculino, o aumento do interesse entre as mulheres foi mais acelerado do que entre os homens em todos esses esportes. A pesquisa também revela quais esportes mais atraem a atenção do público feminino. O vôlei ocupa o primeiro lugar, com 70% de preferência, seguido por ginástica artística (69%), natação (65%), vôlei de praia (61%) e futebol (60%). Em quatro dessas cinco modalidades, as mulheres demonstram maior interesse do que os homens, com o futebol sendo a única exceção. Para a professora de educação física, Rebeca Oliveira, esses números são resultado de uma luta antiga por visibilidade e reconhecimento. “Durante anos, o esporte feminino foi negligenciado, sem patrocínio, sem cobertura de mídia, com pouca estrutura. Hoje, ver mulheres ocupando espaços como atletas, treinadoras, jornalistas e torcedoras apaixonadas é uma vitória coletiva”. Rebeca explica que, apesar do avanço, ainda sente que há pouco incentivo institucional para a prática esportiva entre o público feminino. “A ausência de políticas públicas consistentes, a desigualdade salarial e a escassez de investimento em categorias femininas continuam sendo barreiras importantes. A gente enfrenta a falta de apoio desde a base e muitas meninas desistem do esporte por falta de estrutura, de equipamentos, de espaços seguros para treinar. Sem falar nos preconceitos que ainda enfrentamos em modalidades consideradas ‘masculinas’. O incentivo ainda é muito desigual”. Pouco do investimento em esportes no Brasil é destinado a equipes ou atletas femininas. Para muitas, isso significa conciliar treinos de alto rendimento com outros trabalhos para sobreviver. Rebeca afirma que é muito comum ver atletas mulheres dividindo seu tempo entre o esporte e outras profissões para se manterem financeiramente. “Isso impacta diretamente no rendimento e nas chances de competir em alto nível. A situação é difícil para todos os atletas do país, porque, no geral, não há muitos investimentos, mas, desde sempre, os homens têm uma estrutura mais consolidada”. A educadora física, Ana Paula Neto, salienta que a presença crescente de mulheres nas arquibancadas, nos campos, nas quadras e nas transmissões também vem mudando a cultura esportiva do país. “Quando uma menina liga a TV e vê mulheres narrando, comentando ou jogando em alto nível, ela entende que esse espaço também pode ser dela. A representatividade inspira, rompe barreiras invisíveis e mostra que o esporte é para todas”. “Aumento da cobertura da mídia para modalidades femininas, investimentos em infraestrutura esportiva em escolas e bairros periféricos, criação de políticas públicas específicas para o esporte feminino e campanhas educativas para combater o preconceito de gênero no esporte, são algumas ações que podem ser feitas”, ressalta Ana Paula. Ela concorda que a transformação está em curso, mas exige continuidade e compromisso. “Estamos no caminho certo, mas ainda temos um longo percurso, o esporte transforma vidas. E quando mais mulheres tiverem acesso a ele, mais justo, diverso e potente será o nosso futuro”.

Exposição inédita estimula a conexão entre as pessoas e o meio ambiente

A Casa Fiat de Cultura recebe a exposição inédita “Natureza Transformada: atravessamentos espaciais”, que propõe uma nova leitura sobre a presença da natureza nos ambientes e sua capacidade de moldar e reinventar os espaços ao redor. Sob curadoria de Guilherme Wisnik, a mostra apresenta obras dos artistas italianos Paolo Albertelli e Mariagrazia Abbaldo, que expõem pela primeira vez no Brasil, e da brasileira Marcia Xavier. Eles constroem um percurso artístico que estimula o público a repensar sua conexão com o meio ambiente e os elementos naturais. A visitação segue até 8 de junho e tem entrada gratuita. Segundo o curador Guilherme Wisnik, a dupla adota uma perspectiva crítica sobre a natureza, refletindo sobre as transformações causadas pelo antropoceno e pelas atuais crises ambientais. “Em sua maneira de ver e trabalhar artisticamente as coisas, a matéria não é inerte, nem a relação entre sujeito e objeto é unilateral. Informada pela fenomenologia, a dupla de artistas italianos entende o processo de significação como uma troca entre espectador e obra, ou ser humano e ambiente circundante, no qual ambas as partes são ativas”. Utilizando materiais como aço, vidro, estruturas metálicas e água, as 25 obras da mostra criam um ambiente onde arte, arquitetura e natureza dialogam de forma integrada. A exposição conta ainda com a colaboração do Museu do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, que assina junto à Casa Fiat de Cultura a obra digital “Copa, Casa Cosmos”, criada por Estêvão Ciavatta e narrada por Regina Casé. A instalação leva o público a uma imersão virtual no interior de uma árvore Sumaúma (Ceiba pentandra), ampliando a experiência sensorial proposta pela mostra. Embora utilizem diferentes técnicas e materiais, os artistas reunidos na exposição compartilham uma mesma intenção: repensar a forma como percebemos o meio ambiente, com ênfase na delicadeza e na vulnerabilidade dos chamados recursos naturais. Para Wisnik, os conceitos de transformação e atravessamento estão no cerne da mostra. “Na conjunção entre as produções de Marcia Xavier e da dupla Mariagrazia Abbaldo e Paolo Albertelli, a fragilidade da vida humana é confrontada com a perenidade dos minérios e dos espelhos, porém, paradoxalmente, em uma época em que toda essa noção de perenidade vai sendo corroída por dentro. Temos, como coletivo humano, obstáculos gigantes a atravessar, no presente e no futuro. E talvez ainda não saibamos ao certo em quais direções seguir. Mas aqui, estamos diante de artistas que nos põem em movimento e em permanente estado de transformação”. Na mostra em cartaz na Casa Fiat de Cultura, os artistas e arquitetos italianos Paolo Albertelli e Mariagrazia Abbaldo apresentam 16 obras que exploram o contraste entre a solidez do aço e a delicadeza visual das formas criadas. O trabalho da dupla busca justamente subverter o peso do material industrial, transformando-o em estruturas leves, quase etéreas, que parecem estar em constante movimento. Na exposição, a artista brasileira Marcia Xavier apresenta oito obras que investigam as relações entre elementos líquidos e sólidos. Utilizando espelhos d’água, vidros e superfícies refletoras, suas instalações provocam distorções visuais que desafiam a percepção do espaço e do corpo de quem observa. Por meio desses jogos ópticos, sua produção convida o público a refletir sobre a transitoriedade da natureza e suas constantes transformações, criando uma experiência sensorial marcada pela fluidez e pela impermanência. Massimo Cavallo, presidente da Casa Fiat de Cultura, vê a exposição como uma oportunidade para o público se conectar de forma sensorial e reflexiva com a arte. “Ao trazer para o Brasil essa exposição inédita, reafirmamos a vocação da Casa Fiat de Cultura para o intercâmbio cultural entre países e a experimentação, construindo pontes entre natureza e criação humana, presente e futuro”, afirma.

Setor moveleiro de Minas tem expectativas otimistas para 2025

É esperado que o setor moveleiro de Minas Gerais tenha crescimento entre 7% e 10% ao longo de 2025. A projeção é do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Minas Gerais (Sindimov-MG) e o otimismo é impulsionado pela recuperação da construção civil, que puxa as vendas de móveis, e a nova fase do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal. Investimentos em inovação e sustentabilidade podem ser estratégias para manter a competitividade e se as tendências se mantiverem, o setor poderá atingir novos patamares de desenvolvimento, consolidando ainda mais sua posição como um dos pilares da economia estadual. O programa “Minha Casa, Minha Vida” agora conta com uma nova faixa de atendimento, destinada a famílias de classe média, com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Uma das principais razões para o otimismo no setor moveleiro de Minas Gerais é o aumento da demanda por móveis de alto valor agregado. O fortalecimento do mercado imobiliário e a recuperação da confiança do consumidor são fatores que contribuem para esse cenário. “A perspectiva de crescimento entre 7% e 10% se dá pela alta procura por móveis de qualidade, especialmente em segmentos como móveis planejados e personalizados. Além disso, a retomada das obras residenciais e comerciais tem gerado uma demanda expressiva, principalmente para os itens de decoração e utilitários de alto padrão”, explica o economista Luiz Gomes. “Além das novas construções, o crescimento da construção civil também pode englobar a expansão do mercado de reformas e melhorias em imóveis existentes. Muitas dessas reformas incluem a renovação de móveis, o que cria uma nova demanda para o setor moveleiro”, completa. Gomes ressalta que quando a construção civil expande a construção de shoppings, hotéis, escritórios e outros tipos de estabelecimentos comerciais, isso gera uma demanda significativa por móveis corporativos e para ambientes de uso público, como móveis de escritório, móveis para lobbies e móveis de decoração. Um dos principais motores para o otimismo no setor moveleiro é o avanço da inovação tecnológica. Investir em novos processos de produção, design arrojado e soluções mais eficientes tem sido uma estratégia adotada por diversas empresas, que buscam não apenas aumentar a competitividade, mas também responder às demandas de um mercado cada vez mais exigente e atento às questões ambientais. Para o especialista em design de móveis, Nathan Lima, a inovação no setor moveleiro é fundamental para manter a relevância das marcas e, ao mesmo tempo, conquistar um público mais jovem, que busca móveis modernos e funcionais. “O mercado de móveis está cada vez mais dinâmico e exigente. A inovação não se limita apenas ao design, mas também à funcionalidade dos produtos e à utilização de materiais mais eficientes, duráveis e, principalmente, sustentáveis”. Ele também destaca que a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos podem não apenas atender às novas demandas dos consumidores, mas também permitir que as empresas se destaquem no cenário global. “Hoje, os consumidores buscam não apenas estética, mas também praticidade e, acima de tudo, um impacto ambiental reduzido. Investir em tecnologias que otimizem a produção e que utilizem materiais recicláveis ou com menor impacto ambiental pode abrir portas para novos mercados, especialmente os internacionais”. As indústrias moveleiras do estado têm se adaptado a essa nova realidade. “Em Minas Gerais, o setor moveleiro sempre foi conhecido pela sua qualidade e inovação, e estamos vendo um movimento crescente em direção à sustentabilidade. As empresas estão investindo em tecnologias que reduzem o desperdício e utilizam materiais reciclados ou de fontes renováveis”, conclui.

Censo Escolar mostra aumento nas matrículas no ensino médio

De acordo com os dados do Censo Escolar 2024, houve crescimento no total de matrículas no ensino médio no ano passado, tanto nas redes públicas quanto nas privadas. Ao todo, foram contabilizadas 7,8 milhões de matrículas nessa etapa final da educação básica, representando um aumento de 1,5% em comparação com o ano anterior, que registrou 7,6 milhões de estudantes matriculados. Ainda de acordo com o Censo, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a maioria dos estudantes do ensino médio, cerca de 82,5%, estava matriculada em turmas do período diurno. Já os demais 17,5% (aproximadamente 1,4 milhão de alunos) frequentavam as aulas à noite. Essa é a única fase da educação básica que apresenta uma proporção tão significativa de estudantes no turno noturno. No Brasil, a maior parte dos alunos do ensino médio regular está concentrada em áreas urbanas, representando 94,5% do total de matrículas. Quando se observa a distribuição por redes de ensino, as escolas estaduais lideram, atendendo cerca de 6,5 milhões de estudantes (83,1% das matrículas nessa etapa). Dentro da rede pública, os estados são responsáveis por 95,8% dos alunos, enquanto a rede federal contabiliza aproximadamente 243,6 mil matrículas, ou 3,1% do total. Já a rede privada reunia, em 2024, cerca de 1 milhão de estudantes, o que corresponde a 13,2% do total de matrículas no ensino médio. Para a coordenadora pedagógica Alessandra Diniz, o incremento nas matrículas do ensino médio indica uma recuperação do sistema educacional brasileiro. “Este crescimento reflete a confiança das famílias na educação básica e destaca a relevância do ensino médio para o desenvolvimento social e econômico do país, sinalizando uma recuperação após os desafios impostos pela pandemia e uma tendência de crescimento é clara, especialmente nas escolas públicas. Investir na educação é investir no futuro do país. Quanto mais jovens tiverem acesso e concluir o ensino médio, mais o Brasil avançará em termos de justiça social e desenvolvimento sustentável”. A expansão do ensino médio traz diversos benefícios para o país. “Primeiramente, contribui para a formação de uma força de trabalho mais qualificada, essencial para o desenvolvimento econômico. Além disso, a conclusão do ensino médio está associada a melhores indicadores de saúde, redução da criminalidade e maior participação cidadã”, destaca Alessandra. Apesar do crescimento, ainda existem desafios significativos a serem enfrentados. A oferta de vagas é insuficiente em algumas regiões, e a evasão escolar continua sendo um problema. Além disso, a qualidade do ensino precisa ser constantemente aprimorada. A professora Magna Ribeiro diz que é importante a implementação de políticas públicas para enfrentar esses desafios. “Entre as iniciativas estão a ampliação das escolas em tempo integral, investimentos na formação continuada de professores e gestores, e a melhoria da infraestrutura escolar. O Programa Escola em Tempo Integral, por exemplo, visa aumentar o número de matrículas nessa modalidade, proporcionando uma educação mais completa e integrada”. Ela também ressalta os programas de apoio à permanência dos estudantes, como bolsas de estudo e transporte escolar, além de ações de sensibilização para a importância da conclusão do ensino médio. “O Programa Pé-de-Meia, se bem conduzido, pode ajudar a reduzir a evasão prematura escolar. É necessário um esforço conjunto entre governo, escolas e comunidade para garantir que todos os jovens tenham acesso e permaneçam na escola até a conclusão do ensino médio”.

Comissão de Cultura discute criação do Dia e Semana Estadual do Hip Hop

Em audiência pública da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a proposta de criação da Semana e do Dia Estadual do Hip Hop, objeto do Projeto de Lei (PL) 3.124/21 recebeu amplo apoio de atores que militam nesse movimento cultural. A deputada Andreia de Jesus (PT), responsável pela elaboração da proposta e pelo pedido da reunião, enfatizou a relevância de garantir espaço para que a população possa se manifestar e expressar sua opinião sobre o assunto. “Com a futura lei, o hip hop passa a ser um patrimônio extremamente relevante, garantindo um espaço na agenda cultural no Estado”. A parlamentar ressaltou que instituir a Semana do Hip Hop pode viabilizar o direcionamento de verbas estaduais para a realização de eventos durante esse período comemorativo. Ela também destacou que o reconhecimento legal contribui para a diminuição do “estigma de vadiagem erroneamente atrelado ao hip hop”. “O samba já foi muito perseguido pelo mesmo motivo, mas conseguiu superar e agora é a hora do hip hop fazer o mesmo”, frisou. Andreia de Jesus também considerou relevante o debate sobre o projeto de lei, destacando que ele pode contribuir para dar maior visibilidade ao movimento e incentivar as prefeituras a expandirem os espaços dedicados à expressão cultural e à formação. “Que se abra caminho para os MCs, DJs, B-boys, grafiteiros poderem exercer seu trabalho, inclusive nas escolas”. O artista e gestor cultural Frederico Maciel, conhecido como Negro F, agradeceu à deputada por abrir espaço na Assembleia para promover a causa do hip hop, mas destacou que a realização da Semana Estadual do Hip Hop precisa estar acompanhada de investimentos por parte do poder público. “Não pode ser algo privatizado; queremos investimentos do Estado, como forma de reparação”, reforçou. Ele defendeu que espaços e equipamentos públicos, incluindo os das escolas, sejam disponibilizados para a realização de atividades ligadas ao hip hop. Além disso, criticou os obstáculos enfrentados junto à Polícia Militar para obter autorização para eventos do movimento. Compartilhando do mesmo ponto de vista, o mobilizador e produtor cultural Marcos Pereira, conhecido como Salve MC e integrante do Fórum do Hip Hop de Belo Horizonte, demonstrou apoio ao projeto, mas não deixou de apontar a excessiva burocracia como um obstáculo. “A gente ocupar certos espaços parece que incomoda o poder público”. Eliane Parreiras, secretária de Cultura de Belo Horizonte, destacou que o reconhecimento do hip hop é fundamental tanto para ampliar o acesso a financiamentos públicos quanto para fortalecer o valor cultural desse movimento. O diretor de Proteção e Memória do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), Adriano Maximiano da Silva, ressaltou a relevância de incluir artistas e grupos de hip hop no registro de bens culturais. “Esse processo é essencial para o cálculo do ICMS Cultural, mecanismo que garante repasses de recursos do Estado aos municípios”. Já o superintendente de Fomento, Capacitação e Municipalização da Secretaria de Estado de Cultura, Pablo Soares Pires, destacou a necessidade de ampliar o acesso dos artistas do hip hop aos editais do Fundo Estadual de Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura, reforçando a importância de mecanismos que promovam maior inclusão no setor. “Essa manifestação cultural é de extrema importância para os moradores da periferia. Entendo o hip hop como uma tecnologia de sobrevivência ao racismo e à perseguição”.