1% dos brasileiros tem doença celíaca

A doença celíaca afeta cerca de 1% dos brasileiros, o equivalente a pouco mais de 2 milhões de pessoas, segundo estimativas da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra). Trata-se de uma enfermidade autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio, que provoca uma reação inflamatória no intestino delgado, podendo comprometer a absorção de nutrientes e desencadear uma série de complicações de saúde. Os sintomas da doença celíaca variam amplamente de pessoa para pessoa, o que dificulta o diagnóstico precoce. De acordo com a gastroenterologista Isabela Moreira, os sinais incluem diarreia crônica, perda de peso, distensão abdominal, anemia e fadiga. “Porém, muitos pacientes apresentam manifestações atípicas ou até mesmo silenciosas, como dores articulares, infertilidade, osteoporose precoce e alterações neurológicas”. “Em crianças, o quadro pode se manifestar de forma mais aguda, sendo comum observar atraso no crescimento, irritabilidade e vômitos. Além disso, a doença pode ser confundida com outras condições, como síndrome do intestino irritável ou intolerância à lactose”, explica. A suspeita clínica deve ser seguida por exames laboratoriais específicos, como a dosagem de anticorpos antitransglutaminase tecidual e anti-endomísio. “Se os resultados forem positivos, realiza-se uma endoscopia com biópsia do intestino delgado para confirmação. Importante destacar que o diagnóstico só é preciso se o paciente estiver consumindo glúten regularmente no momento dos testes. Muitas pessoas o eliminam por conta própria antes de procurar ajuda médica, o que pode mascarar os exames e dificultar o diagnóstico”, alerta Isabela. Atualmente, o único tratamento eficaz para a doença celíaca é a exclusão total do glúten da dieta. “Mesmo traços da proteína, como os encontrados em utensílios contaminados, podem desencadear reações e causar danos intestinais. Não se trata de uma dieta da moda, mas de uma prescrição médica rigorosa”, enfatiza a nutricionista clínica Cristina Souza. Ela explica que a adesão estrita é fundamental para evitar complicações como osteoporose, infertilidade, problemas neurológicos e até linfoma intestinal, um tipo raro de câncer. “A adaptação pode ser desafiadora no início, mas hoje o mercado oferece uma variedade crescente de produtos sem glúten. O rótulo precisa ser analisado com atenção. O ideal é procurar alimentos certificados e, sempre que possível, optar por produtos naturalmente livres de glúten, como arroz, milho, batata, frutas e legumes”, aconselha. Segundo Cristina, por ser uma condição genética, a doença celíaca não pode ser prevenida. No entanto, pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados com a doença têm maior risco de desenvolvê-la e devem ser acompanhadas de perto. “Nestes casos, é recomendado realizar exames preventivos mesmo na ausência de sintomas”. A gastroenterologista diz que além dos desafios físicos, o aspecto emocional também merece atenção. “Muitos pacientes relatam dificuldade de socialização e ansiedade em eventos sociais. O acompanhamento psicológico pode ser um grande aliado para ajudar o paciente a lidar com a nova rotina alimentar”. “Associações de apoio a celíacos têm desempenhado um papel importante nesse processo. Grupos em redes sociais e eventos de conscientização ajudam a trocar experiências, divulgar informações corretas e pressionar por mais opções seguras nos cardápios de restaurantes e escolas”, conclui a médica.
Maio impulsiona casamentos e aquece outros setores como eventos e beleza

Para o mês de maio, a previsão é que o mercado de festas e eventos no Brasil movimente mais de R$ 2,9 bilhões apenas com casamentos, de acordo com dados da plataforma Casar.com em parceria com a Assessoria VIP. O levantamento também aponta um aumento de até 32,6% no número de cerimônias previstas para o período, em relação ao mesmo mês de 2024, indicando um forte aquecimento do setor. Além disso, o período, tradicionalmente chamado de “mês das noivas”, faz com que outro segmento também tenha um crescimento significativo: o de beleza. Em Minas Gerais, por exemplo, a expectativa é de um aumento de até 40% no faturamento de empresas do setor, segundo o Sindicato Patronal da Beleza de Minas Gerais (Sindbeleza-MG). Como muitas cerimônias ocorrem em espaços distantes como sítios e chácaras, os profissionais frequentemente recebem valores adicionais pelo deslocamento até os locais dos eventos. De acordo com a cerimonialista, Juliana Muniz, a escolha de maio como o mês preferido para casamentos no Brasil é uma herança cultural que se mantém viva por vários fatores. “Historicamente, maio é associado à figura da Virgem Maria, no catolicismo, o que consolidou sua fama como mês das noivas. Além disso, o clima ameno em grande parte do país contribui para cerimônias mais confortáveis, especialmente em espaços ao ar livre”, explica. A preferência por maio também tem sido reforçada pelo mercado. “As campanhas publicitárias e os pacotes promocionais oferecidos por fornecedores ajudam a manter a atratividade do mês. Muitos casais aproveitam as condições especiais para fechar contratos”, acrescenta. No setor de beleza, o impacto é sentido com intensidade. “Maquiadores, cabeleireiros e esteticistas ajustam suas agendas para atender à demanda crescente. A agenda lota com meses de antecedência, além das noivas, mães, madrinhas e convidadas também investem em serviços completos de beleza, desde penteados até design de sobrancelhas”. Para Juliana, com a tendência de casamentos realizados em locais mais afastados ou ao ar livre, cresce também o número de pedidos por atendimento em domicílio. “Por ser um evento especial, os clientes costumam optar por pacotes mais completos e sofisticados, o que eleva o valor gasto por atendimento. Serviços como teste de maquiagem e atendimento a domicílio também agregam valor, o que ajuda a aumentar o ticket médio dos serviços”. A economista Paula Albuquerque explica que casamentos exigem uma ampla estrutura de produção, o que movimenta empresas de buffet, decoração, iluminação, sonorização, aluguel de espaços, mobiliário, fotografia, filmagem, cerimonial, entre outros. “Com a alta demanda, muitos profissionais são contratados para atuar em cerimônias e festas, como garçons, seguranças, decoradores, músicos e montadores de estruturas. A concentração de casamentos nesse período favorece a criação de pacotes promocionais e acordos antecipados, dando mais segurança financeira para os empreendedores do setor”. Ela diz que fornecedores de eventos registram aumentos significativos na receita durante maio, o que permite novos investimentos em equipamentos, marketing e ampliação de serviços. “Para se destacar em um mercado competitivo, empresas precisam investir em novas tendências, tecnologia, experiências personalizadas e atendimento de excelência, o que impulsiona a modernização do setor”. Segundo dados da Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), as famílias com renda mensal superior a R$ 5 mil seguem liderando o consumo no setor, representando cerca de 16% da população brasileira. Embora muitos casais iniciem o planejamento com a intenção de gastar até R$ 40 mil na cerimônia, o levantamento revela que 74% acabam investindo entre R$ 40 mil e R$ 85 mil para realizar o casamento dos sonhos. Em capitais e grandes centros urbanos, esse valor pode ultrapassar os R$ 100 mil, dependendo do estilo e da estrutura do evento. “Para que os gastos com o casamento não ultrapassem o orçamento e não comprometam a vida financeira do casal, o ideal é começar o planejamento com antecedência, definindo um teto de investimento realista e adequado à renda dos dois. Fazer uma planilha detalhada com todos os custos envolvidos ajuda a visualizar prioridades e evitar excessos”, aconselha Paula.
76% dos jovens brasileiros apoiam a redução da jornada de trabalho

Uma pesquisa inédita da Nexus revelou que 76% dos brasileiros com idades entre 16 e 24 anos apoiam a redução da carga horária semanal de trabalho. A aprovação é expressiva, mas diminui com o aumento da idade: entre os brasileiros de 25 a 40 anos, 69% apoiam as mudanças; entre os de 42 a 59 anos, o índice cai para 63%; e entre os que têm 60 anos ou mais, 54% aprovam. Nesse último grupo, 34% se declararam contrários às mudanças, enquanto entre os mais jovens, a rejeição é de apenas 16%. Aqueles que estão em busca de emprego são os que mais apoiam a proposta de redução da jornada de trabalho: 73% manifestam concordância. Já entre os que estão atualmente empregados, esse apoio recua para 66%, e entre os que não fazem parte da força de trabalho ativa, como aposentados, pensionistas, estudantes e pessoas que se dedicam aos afazeres domésticos, o índice é de 61%. A melhora na qualidade de vida é apontada como o principal motivo para apoiar a redução da jornada semanal de trabalho, sendo mencionada por 65% dos entrevistados. Para 55%, a mudança tende a aumentar a produtividade dos trabalhadores; 45% acreditam que ela pode favorecer o progresso social no país; e 40% enxergam impactos positivos também no desenvolvimento da economia. A psicóloga Silvia Saldanha destaca que a diminuição da jornada pode contribuir para a redução de doenças mentais, como ansiedade e burnout, que são prevalentes no Brasil. Ela observa que “as empresas podem se beneficiar com o aumento da produtividade dos colaboradores, a maior qualidade nas entregas, que resulta em aumento da receita, e a diminuição da falta de pontualidade e até dos desligamentos voluntários”. “Além disso, a redução da jornada de trabalho pode ser um fator decisivo na atração e retenção de talentos, especialmente entre jovens profissionais que valorizam a qualidade de vida, o que diminui a rotatividade e deixa processos internos mais fluídos”, ressalta. A consultora de Recursos Humanos Karine Soares também aponta que a jornada reduzida tem sido uma das alternativas para melhorar a situação enfrentada por empregadores e trabalhadores. Ela destaca que os benefícios incluem “a satisfação geral do funcionário com as atividades e o aumento do seu bem-estar físico, emocional e mental que se traduz em mais concentração, criatividade e inovação para as empresas”. Para Karine, apesar dos benefícios apontados, a implementação da redução da jornada de trabalho enfrenta desafios no Brasil. “A realidade de alta taxa de desemprego e a sobrecarga de trabalho em muitos setores dificultam a adoção dessa medida. A redução de jornada só traz benefícios à saúde do trabalhador se a empresa não diminuir os salários e impor condições adequadas de trabalho aos empregados”. No entanto, a tendência global e o apoio crescente da população, especialmente entre os jovens, indicam que a redução da jornada de trabalho pode ser uma realidade no futuro próximo. A discussão sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais está em andamento no Congresso Nacional. Se aprovada, essa medida pode representar um avanço significativo na busca por um equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida. Em resumo, a pesquisa da Nexus reflete uma mudança nas expectativas dos jovens brasileiros em relação ao trabalho. “A busca por qualidade de vida, saúde mental e equilíbrio entre vida profissional e pessoal está moldando as novas demandas do mercado de trabalho. A redução da jornada de trabalho pode ser uma solução eficaz para atender a essas demandas, beneficiando tanto os trabalhadores quanto as empresas”, conclui a psicóloga.
Cerca de 20 milhões de brasileiros são asmáticos

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias e acomete aproximadamente 150 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, há cerca de 20 milhões de brasileiros asmáticos, entre crianças e adultos, e, anualmente, ocorrem 350 mil internações devido a casos mais extremos, sendo a terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda com informações da pasta, entre os anos de 2019 e 2023, foram registradas 12.195 mortes por asma no país. Já no primeiro semestre de 2024, o número de óbitos chegou a 883. “Caracterizada por episódios recorrentes de falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no tórax, a asma pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja mais comum na infância. O que caracteriza a asma é a inflamação crônica dos brônquios, que são os canais por onde o ar passa até os pulmões. Essa inflamação torna as vias respiratórias mais sensíveis a diversos estímulos, como poeira, ácaros, poluição, fumaça de cigarro e mudanças climáticas”, explica o clínico geral Lucas Almeida. Ele afirma ainda que as causas da asma ainda não são totalmente compreendidas, mas há um componente genético importante. “Pessoas com histórico familiar de asma, rinite ou outras doenças alérgicas têm maior predisposição. Fatores ambientais também desempenham papel fundamental: exposição precoce a alérgenos, infecções respiratórias na infância e até mesmo o uso excessivo de antibióticos nos primeiros anos de vida podem contribuir para o desenvolvimento da doença”. O diagnóstico da asma é essencialmente clínico, baseado nos sintomas e no histórico do paciente. No entanto, exames como a espirometria, que avalia a função pulmonar, são fundamentais para confirmar o diagnóstico e acompanhar a evolução da doença. “A espirometria é simples, indolor e bastante eficaz. Ela mede a quantidade e a velocidade do ar que a pessoa consegue expelir dos pulmões. Isso nos ajuda a entender se há obstrução das vias aéreas e se essa obstrução melhora com o uso de medicamentos”, afirma a pneumologista Sônia Andrade. A médica diz que embora não tenha cura, a asma pode ser controlada com o tratamento adequado, permitindo ao paciente levar uma vida normal. O tratamento inclui medicamentos de alívio rápido e de controle contínuo. “Os broncodilatadores são usados para aliviar os sintomas em crises, enquanto os corticosteroides inalatórios ajudam a reduzir a inflamação das vias respiratórias. O maior erro que vemos é o uso somente dos broncodilatadores quando há crise. Isso é perigoso, pois mascara o agravamento da inflamação. O tratamento contínuo com anti- -inflamatórios é o que garante o controle da doença a longo prazo”. Além da medicação, mudanças no estilo de vida também são importantes. Evitar o contato com alérgenos, manter o ambiente limpo e ventilado, não fumar, praticar atividade física regular e seguir as orientações médicas são medidas essenciais para o controle da asma. A prevenção da asma envolve, principalmente, a redução dos fatores de risco. Programas de saúde pública, como o fornecimento gratuito de medicamentos pelo SUS, têm ajudado a reduzir hospitalizações e mortes por asma no Brasil. A educação do paciente também é crucial. “É fundamental que o paciente aprenda a reconhecer os sinais de alerta e saiba como agir diante de uma crise. Ter um plano de ação por escrito, elaborado com seu médico, pode salvar vidas”, conclui Sônia.
BH está entre as dez cidades com preços de imóveis mais altos do país

Em abril, o preço médio dos imóveis residenciais em Belo Horizonte registrou alta de 1,36% em relação ao mês anterior, alcançando R$ 9.968 por metro quadrado. Segundo a edição mais recente do Índice FipeZap de Venda Residencial, BH permanece entre as dez cidades com os preços de imóveis mais elevados do país. O valor do metro quadrado em Belo Horizonte está acima da média nacional, atualmente em R$ 9.233. A capital mineira também registrou crescimento de 4,94% no acumulado de 2025 e de 13,95% nos últimos 12 meses. Segundo dados levantados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a partir de anúncios publicados nos sites Zap Imóveis e Viva Real, quatro bairros da região Centro-Sul de Belo Horizonte se destacaram entre os mais valorizados. A Savassi lidera o ranking com o maior valor médio por metro quadrado, atingindo R$ 17.100. Na sequência estão os bairros Santo Agostinho (R$ 15.537/m²), Lourdes (R$ 14.863/ m²) e Funcionários (R$ 14.295/m²). Dos dez bairros com os preços médios de venda mais altos em Belo Horizonte, nove registraram aumentos superiores a 10% ao longo dos últimos 12 meses. Os destaques em valorização no período foram Santa Lúcia, com 38,7%; Gutierrez, com 23,3%; Santo Antônio, com 16,5%; e Savassi, com 15,9%. O corretor de imóveis Gabriel Maia destaca que a escassez de terrenos disponíveis para construção na região Centro-Sul da cidade é um dos principais motivos. “Os terrenos são escassos nessa localidade e, logo, mais caros. Isso eleva o preço dos imóveis, especialmente em bairros como Savassi, Lourdes e Santo Agostinho. Esses bairros são conhecidos por sua infraestrutura de qualidade, proximidade a centros comerciais e opções de lazer, tornando-os altamente desejados pelos compradores”. “Outro fator relevante é o aumento no custo da construção civil, que impacta diretamente nos preços dos imóveis novos, sendo repassado para os consumidores, elevando o preço final dos imóveis”, ressalta. Em Belo Horizonte, a diferença de preço entre imóveis novos e usados é significativa. Maia, explica que “grande parte dos imóveis da região do Centro de Belo Horizonte são mais antigos, com construções que datam desde a década de 1950, o que explica essa variação. Por outro lado, bairros como Lourdes e Sion, que possuem imóveis mais recentes, apresentam uma diferença menor entre os preços de novos e usados, indicando uma valorização mais equilibrada”. “O mercado imobiliário de Belo Horizonte continua aquecido, impulsionado pela demanda por imóveis em bairros valorizados e pela escassez de terrenos disponíveis para construção. Acredito que essa tendência de valorização pode continuar nos próximos meses, especialmente se a economia local continuar a apresentar sinais de crescimento e estabilidade”, esclarece a economista Marcela Andrade. Ela afirma que há uma mudança nas preferências dos consumidores, com maior interesse por imóveis maiores, como apartamentos com mais de dois quartos e casas. “Essa demanda crescente por imóveis mais espaçosos têm pressionado os preços para cima, especialmente em bairros bem localizados e com boa infraestrutura”. A especialista diz que, para os compradores, é importante estar atento às variações nos preços e considerar fatores como localização, infraestrutura e potencial de valorização ao escolher um imóvel. “Investir em bairros com infraestrutura de qualidade e proximidade a centros comerciais pode ser uma estratégia inteligente para quem busca valorização do patrimônio a longo prazo”. Bairros com imóveis residenciais mais caros de Belo Horizonte: Savassi – R$ 17.100/m² Santo Agostinho – R$ 15.537/m² Lourdes – R$ 14.863/m² Funcionários – R$ 14.295/m² Santa Lúcia – R$ 11.810/m² Gutierrez – R$ 11.192/m² Sion – R$ 11.182/m² Serra – R$ 10.512/m² Santo Antônio – R$ 9.804/m² Buritis – R$ 8.835/m²
Carnaval 2025 transforma Minas em um dos maiores destinos culturais do Brasil

Minas Gerais se consolidou como um dos maiores e mais diversos destinos culturais do Brasil durante a Semana do Carnaval 2025. Unindo a folia tradicional dos blocos de rua, escolas de samba e festas populares ao chamado Carnaval da Tranquilidade, com experiências de música clássica, visitas a museus, arte contemporânea e turismo de bem-estar, o Estado apresentou um modelo único que atraiu milhões de pessoas e movimentou a economia regional. A combinação entre o Carnaval da Liberdade e o Carnaval da Tranquilidade gerou um impacto direto superior a R$ 5 bilhões em todo o território mineiro, segundo dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais, pesquisa Datafolha, APPA e prefeituras municipais. A distribuição da receita evidencia a diversidade do setor: a hospedagem respondeu por 27%, seguida de alimentação e bares (25%), transporte (18%), compras e serviços (15%) e atividades culturais (15%). A edição deste ano foi marcada pela alta satisfação do público. Cerca de 97% dos foliões e turistas disseram que a experiência atendeu ou superou as expectativas, enquanto 91% avaliaram a segurança como boa ou ótima, e 93% destacaram a organização do evento como eficiente. A movimentação turística foi expressiva. Durante dezembro, janeiro e a semana do Carnaval, as taxas de ocupação superaram os 85% nas principais cidades turísticas, com pico próximo de 100% em Belo Horizonte, Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina. Hospedagens alternativas, como o Airbnb, também apresentaram crescimento de 20% no volume de reservas. Mais de 5 milhões de foliões tomaram as ruas da capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), participando de desfiles de blocos tradicionais e contemporâneos, além de escolas de samba que resgataram e reforçaram a tradição local. A Via das Artes, iniciativa que reuniu música alternativa, gastronomia e cultura, atraiu um público diversificado (70% moradores da capital e 30% de outras regiões do Sudeste e Centro-Oeste). A maioria (68%) tinha ensino superior completo e buscava experiências ligadas à arte e à gastronomia. Enquanto isso, o Carnaval da Tranquilidade atraiu um público crescente com concertos de música clássica em igrejas históricas, visitas a museus e exposições de arte contemporânea. Cidades históricas e do interior investiram em turismo de natureza, bem-estar e eventos de reflexão cultural, abrindo espaço para um novo perfil de turista. Impacto econômico O Carnaval foi um catalisador de renda em diversas regiões mineiras. Belo Horizonte e RMBH tiveram R$ 1,5 bilhão em receita e 98% de ocupação hoteleira, as cidades históricas (Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Congonhas) registraram 100% de ocupação e R$ 800 milhões arrecadados, enquanto o Sul de Minas (Poços de Caldas, São Lourenço) teve 90% de ocupação, com R$ 500 milhões de receita. O Triângulo Mineiro (Uberlândia, Uberaba): 80% de ocupação e R$ 400 milhões, Norte de Minas e Jequitinhonha (Montes Claros, Salinas): 75% de ocupação, com R$ 200 milhões e a Zona da Mata e Vertentes (Juiz de Fora, São João del-Rei, Barbacena): 85% de ocupação e R$ 400 milhões em movimentação econômica. Durante o pré-Carnaval e a Semana Oficial, Minas Gerais registrou mais de 13 milhões de pessoas em deslocamento entre eventos culturais, blocos de rua, desfiles, museus, festas religiosas e experiências de tranquilidade. O número equivale a mais de 50% da população do Estado, consolidando Minas como o território brasileiro com maior mobilização cultural e turística proporcional no Carnaval. Perspectivas A edição de 2025 reforçou a vocação mineira para o turismo cultural e de experiência. Entre as tendências para os próximos anos estão a ampliação dos roteiros do Carnaval da Tranquilidade, o fortalecimento da Via das Artes como polo cultural permanente e a consolidação de Minas Gerais como destino internacional no calendário carnavalesco.
BH registrou um assassinato a cada 32 horas de janeiro a março de 2025

Um balanço sobre a criminalidade divulgado pelo Governo do Estado mostrou que em exatos 90 dias de 2025, 68 pessoas foram assassinadas em Belo Horizonte (média de uma morte a cada 32 horas). Apesar de chocantes, as estatísticas indicam redução da violência, na capital, houve queda de 10,53%: no primeiro trimestre de 2024 as vítimas de homicídio foram 76. Os dados da criminalidade mostraram uma queda nos crimes violentos em BH, havendo uma redução de 1,65%, com os registros caindo de 1.938 para 1.906. Entre os crimes que mais contribuíram para a redução na capital, a maior queda absoluta foi em casos de roubo consumado, esse índice caiu 1,77%, dos 1.468 casos no ano passado para 1.442 de janeiro a março de 2025. Os registros de estupro tentado apresentaram queda de 36,36%, passando de 11 para 7 ocorrências. As tentativas de homicídio também diminuíram, com redução de 11,54%, de 78 para 69 casos. No que se refere à tentativa de estupro de vulnerável, a queda foi ainda mais expressiva: 75%, reduzindo de quatro para apenas um caso. Para a socióloga Andreia Lima, o número de homicídios reflete um problema estrutural que vai além do policiamento ostensivo. “A violência em BH está diretamente ligada à desigualdade social, à presença do tráfico de drogas e à ausência de políticas públicas eficazes em áreas vulneráveis. Apenas reforçar o policiamento não resolve o problema de forma duradoura”. Outro ponto é a disputa por territórios entre facções criminosas, que se intensificou nos últimos anos. Parte dos homicídios registrados podem estar ligados a acertos de contas e rivalidades entre grupos armados que atuam na periferia da capital. “A guerra do tráfico tem alimentado um espiral de violência que desafia o Estado. Esses grupos se estruturaram ao longo do tempo, com poder de fogo e influência local. Romper esse ciclo exige inteligência policial, articulação entre as forças de segurança e atuação integrada com políticas sociais”, ressalta. O combate à violência em Belo Horizonte requer mais do que ações emergenciais. “Os principais desafios incluem o déficit de efetivo nas polícias, a fragilidade na investigação de homicídios, o aparelhamento das facções em bairros vulneráveis e a falta de investimentos em prevenção social. O gargalo na elucidação dos crimes gera um efeito de impunidade. Quando o autor do crime não é identificado, a confiança da população nas instituições diminui e o ciclo da violência tende a se repetir”, afirma o especialista em segurança pública, Marcelo Cunha. Ele afirma ainda que “a falta de políticas públicas voltadas para a juventude é um fator que contribui para a entrada de adolescentes e jovens adultos no crime organizado. Sem acesso a emprego, educação e lazer, muitos acabam recrutados por facções que dominam territórios e impõem regras à margem da lei”. Andreia explica que é necessário retomar o controle territorial com a presença do Estado em todas as suas formas: escola, assistência social, saúde, cultura e geração de renda. Só assim a violência será enfrentada na raiz. “Programas de educação e capacitação profissional voltados à juventude, especialmente em áreas de vulnerabilidade social, esporte, cultura e lazer como estratégias de inclusão e ocupação do tempo livre de adolescentes e jovens e apoio a famílias em situação de risco, com assistência social mais presente nos bairros com altos índices de violência”. Cunha menciona melhor iluminação, revitalização de espaços urbanos e ocupação de áreas abandonadas como fatores que reduzem a criminalidade em regiões degradadas. “Habitação e mobilidade urbana de qualidade também ajudam a reduzir tensões sociais e incentivar políticas de alternativas penais e ressocialização, para que o sistema prisional não seja apenas punitivo, mas preventivo”.
País registra crescimento de 26% na exportação de frutas no 1º trimestre

O Brasil registrou um crescimento expressivo de 26% no volume de exportação de frutas no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desempenho surpreende e reforça a importância do agronegócio na geração de divisas e empregos para o país. De acordo com o 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), o Brasil exportou 301 mil toneladas de frutas entre janeiro e março. O valor arrecadado chegou a US$ 311 milhões, representando um crescimento de 7% em comparação com o primeiro trimestre de 2024 e de 23% em relação ao mesmo período de 2023. Entre os maiores estados exportadores destacaram-se Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo e Pernambuco. Já entre os principais destinos das frutas brasileiras estiveram os Países Baixos, o Reino Unido e a Espanha. As variedades mais exportadas incluíram melão, melancia, limão, lima, manga e banana. No primeiro trimestre de 2025, as exportações de banana alcançaram 15,7 mil toneladas, o que representa um crescimento de 131,2% em comparação ao mesmo período de 2024. A melancia também registrou aumento expressivo, com embarques que somaram 53 mil toneladas, um avanço de 90% frente ao primeiro trimestre do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 32,1 milhões, 91% acima do registrado no mesmo período de 2024. Já as exportações de maçã totalizaram 2,57 mil toneladas, representando um aumento de 85,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita gerada no período foi de US$ 2,8 milhões, valor 93,6% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024. Segundo o engenheiro agrônomo João Figueiredo, o Brasil tem investido na diversificação de seus mercados de exportação. “Além da tradicional União Europeia, há uma crescente presença em países da Ásia, como China, Coreia do Sul e Índia, além de avanços no Oriente Médio. Essa expansão geográfica amplia as oportunidades de vendas e reduz a dependência de mercados específicos”. Ele cita que “projetos como o ‘Frutas do Brasil’, em parceria com a ApexBrasil, têm sido fundamentais para conectar produtores à importadores internacionais por meio de feiras, missões comerciais e campanhas de promoção. Além disso, há um foco contínuo em sustentabilidade e rastreabilidade, garantindo que as frutas brasileiras atendam aos padrões exigentes dos mercados globais”. O setor tem investido na melhoria da logística para reduzir prazos de entrega e assegurar o frescor das frutas, mesmo em exportações de longa distância. “Essas melhorias são valorizadas pelos mercados internacionais e contribuem para a competitividade das exportações brasileiras. Esses fatores combinados resultaram em um bom desempenho nas exportações de frutas brasileiras no início de 2025, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de frutas frescas”, explica. O economista Pedro Ribeiro diz que o crescimento nas exportações de frutas traz impactos positivos diretos e indiretos para a economia brasileira. “Um dos principais é o aumento na geração de empregos nas cadeias produtivas do campo à logística. O setor frutícola é intensivo em mão de obra, especialmente na colheita, seleção e embalagem. Com o aumento das exportações, há uma expansão da atividade nessas etapas, o que ajuda a reduzir o desemprego em regiões produtoras”. Além disso, o aumento da receita com exportações contribui para o saldo positivo da balança comercial e fortalece as reservas cambiais do país. “Cada dólar que entra com a venda de frutas representa um alívio para as contas externas e reforça o papel do agro como motor da economia e com a demanda crescente de mercados exigentes, como Europa e Ásia. Os produtores investem mais em tecnologia, sustentabilidade e rastreabilidade, o que eleva o padrão da produção nacional como um todo”, conclui.
Número de vítimas da violência escolar cresceu 254% em dez anos

Entre 2013 e 2023, o número de casos de violência escolar no Brasil aumentou em 254%, conforme dados levantados pela Revista Pesquisa Fapesp, vinculada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Além disso, informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) mostram que, em 2013, foram contabilizadas cerca de 3.700 vítimas de violência em instituições de ensino, enquanto em 2023 esse número saltou para aproximadamente 13.100. As estatísticas abrangem alunos, docentes e demais integrantes da comunidade escolar. Dentre os registros, aproximadamente 2.200 casos estavam relacionados à violência autoprovocada, como automutilação, ideias suicidas, tentativas de suicídio e suicídios. Esse tipo de ocorrência apresentou um crescimento expressivo, sendo 95 vezes mais frequente ao longo do período analisado. Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com a advogada e facilitadora em justiça restaurativa, círculos de diálogo de paz, e comunicação não violenta, Jéssica Gonçalves. Como você avalia o aumento de 254% nas vítimas de violência escolar entre 2013 e 2023?Esse crescimento expressivo indica que as escolas, que deveriam ser locais de acolhimento, aprendizado e segurança, estão cada vez mais sendo marcadas por conflitos, medo e insegurança, tanto para estudantes quanto para educadores. Esse cenário mostra que existe uma fragilidade nos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos, muitas vezes limitados à punição, sem espaço para diálogo e reconstrução de vínculos. Alia-se a isso uma falta de apoio emocional e psicológico, tanto para estudantes quanto para educadores, o que contribui para a escalada de tensões e comportamentos agressivos. De que forma esse avanço na violência afeta diretamente a qualidade do ensino e o cotidiano de professores e alunos?Na rotina dos professores percebemos um aumento do estresse e da ansiedade, pois se sentem sobrecarregados por terem que lidar com questões que vão além do ensino. Na vida dos estudantes, nota-se que a violência escolar promove o medo de ir à escola, à medida que muitos alunos deixam de frequentar as aulas por receio de se tornarem vítimas de agressões ou bullying. As situações de conflito e violência demandam tempo para serem resolvidas, o que prejudica o andamento do conteúdo pedagógico. As escolas estão preparadas para lidar com esse tipo de ocorrência, tanto do ponto de vista disciplinar quanto emocional?Na maioria dos casos, elas não estão totalmente preparadas para lidar com a violência escolar. Embora existam boas iniciativas em algumas redes de ensino, ainda há muitos desafios estruturais, formativos e culturais a serem enfrentados. Isso se dá porque do ponto de vista disciplinar, as respostas são, em geral, punitivas e imediatistas, como suspensões e transferências, que não resolvem a raiz do problema. As fragilidades emocionais são muito sensíveis, sejam pela falta de equipes multiprofissionais para atender as demandas de estudantes e professores, seja ausência de formação em saúde mental, escuta ativa ou comunicação não violenta, o que limita ações diante de conflitos e traumas. Como as redes sociais e a tecnologia estão impactando a violência escolar, tanto positivamente quanto negativamente?As redes sociais e a tecnologia têm um duplo papel na violência escolar: podem tanto agravar o problema quanto ajudar a combatê-lo. Como impactos negativos podemos destacar a ampliação do bullying e do cyberbullying. Redes sociais são usadas para humilhar, excluir ou ameaçar colegas, muitas vezes de forma anônima ou viralizada, além da disseminação de discursos de ódio e violência. Como pontos positivos, pode ser uma potente ferramenta de prevenção e conscientização de mobilização e educação para a paz, pois são também canais poderosos para campanhas educativas, debates sobre saúde mental, diversidade e combate ao bullying. A tecnologia pode favorecer a denúncia e a visibilidade de casos de violência. O que está faltando nas escolas brasileiras para conter essa escalada da violência?É preciso uma mudança de cultura aliada a investimentos estruturais e humanos. A maioria das escolas ainda responde à violência de forma pontual, reativa e punitiva, quando o que se precisa é de um trabalho contínuo de prevenção, acolhimento e reconstrução de vínculos. A educação socioemocional estruturada no currículo, indo além de projetos isolados, é indispensável para uma mudança de cultura, aliada a uma formação de professores em comunicação não violenta, escuta ativa, mediação de conflitos e justiça restaurativa.
Interesse feminino por esportes vem apresentando crescimento

O relatório “Women and Sports”, produzido pelo Ibope Repucom, mostrou que as mulheres têm se interessado cada vez mais pelo esporte, tanto em consumir quanto em praticar. Os números revelaram que o interesse do público brasileiro pelas 30 modalidades esportivas mais populares teve um crescimento médio de 15% desde 2020. Esse avanço foi ainda mais expressivo entre as mulheres, com um aumento de 20% no engajamento com esportes, mais que o dobro do crescimento observado entre os homens, que foi de 9%. Dentre os 15 esportes mais populares no Brasil, certas modalidades chamaram atenção pelo aumento significativo do interesse feminino nos últimos anos. O skate, impulsionado pelo destaque de Rayssa Leal, lidera esse movimento, registrando um crescimento de 48% no número de mulheres que se identificam como fãs desde 2020. Na sequência aparecem o tênis (33%), o futebol de areia (31%), o futsal (27%) e o atletismo (22%). Apesar dessas modalidades ainda contarem com menor presença feminina em comparação ao público masculino, o aumento do interesse entre as mulheres foi mais acelerado do que entre os homens em todos esses esportes. A pesquisa também revela quais esportes mais atraem a atenção do público feminino. O vôlei ocupa o primeiro lugar, com 70% de preferência, seguido por ginástica artística (69%), natação (65%), vôlei de praia (61%) e futebol (60%). Em quatro dessas cinco modalidades, as mulheres demonstram maior interesse do que os homens, com o futebol sendo a única exceção. Para a professora de educação física, Rebeca Oliveira, esses números são resultado de uma luta antiga por visibilidade e reconhecimento. “Durante anos, o esporte feminino foi negligenciado, sem patrocínio, sem cobertura de mídia, com pouca estrutura. Hoje, ver mulheres ocupando espaços como atletas, treinadoras, jornalistas e torcedoras apaixonadas é uma vitória coletiva”. Rebeca explica que, apesar do avanço, ainda sente que há pouco incentivo institucional para a prática esportiva entre o público feminino. “A ausência de políticas públicas consistentes, a desigualdade salarial e a escassez de investimento em categorias femininas continuam sendo barreiras importantes. A gente enfrenta a falta de apoio desde a base e muitas meninas desistem do esporte por falta de estrutura, de equipamentos, de espaços seguros para treinar. Sem falar nos preconceitos que ainda enfrentamos em modalidades consideradas ‘masculinas’. O incentivo ainda é muito desigual”. Pouco do investimento em esportes no Brasil é destinado a equipes ou atletas femininas. Para muitas, isso significa conciliar treinos de alto rendimento com outros trabalhos para sobreviver. Rebeca afirma que é muito comum ver atletas mulheres dividindo seu tempo entre o esporte e outras profissões para se manterem financeiramente. “Isso impacta diretamente no rendimento e nas chances de competir em alto nível. A situação é difícil para todos os atletas do país, porque, no geral, não há muitos investimentos, mas, desde sempre, os homens têm uma estrutura mais consolidada”. A educadora física, Ana Paula Neto, salienta que a presença crescente de mulheres nas arquibancadas, nos campos, nas quadras e nas transmissões também vem mudando a cultura esportiva do país. “Quando uma menina liga a TV e vê mulheres narrando, comentando ou jogando em alto nível, ela entende que esse espaço também pode ser dela. A representatividade inspira, rompe barreiras invisíveis e mostra que o esporte é para todas”. “Aumento da cobertura da mídia para modalidades femininas, investimentos em infraestrutura esportiva em escolas e bairros periféricos, criação de políticas públicas específicas para o esporte feminino e campanhas educativas para combater o preconceito de gênero no esporte, são algumas ações que podem ser feitas”, ressalta Ana Paula. Ela concorda que a transformação está em curso, mas exige continuidade e compromisso. “Estamos no caminho certo, mas ainda temos um longo percurso, o esporte transforma vidas. E quando mais mulheres tiverem acesso a ele, mais justo, diverso e potente será o nosso futuro”.