Portal Visite Belo Horizonte reforça turismo e eventos na capital mineira

Com o objetivo de ampliar sua presença no cenário nacional e internacional, o setor de turismo de Minas Gerais comemora o lançamento do portal Visite Belo Horizonte (www.visitebelohorizonte.com). A plataforma digital, idealizada pela nova fase da Casa do Turismo, foi oficialmente apresentada ao mercado no dia 24 de julho. O evento de lançamento coincidiu com um período promissor para o segmento de eventos no Brasil. Segundo a International Congress and Convention Association (ICCA), o país sediou 234 eventos internacionais recentemente. Estimativas da Casa do Turismo indicam que cerca de 5% desse total ocorreram em Belo Horizonte, destacando o crescente protagonismo da capital mineira como destino de negócios e turismo. Dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo reforçam esse cenário: Minas Gerais foi o segundo estado que mais recebeu viajantes a negócios em 2024, com 13,22% do total, ficando atrás apenas de São Paulo. Belo Horizonte, além disso, é a capital com o maior número de municípios do país sob sua jurisdição e abriga uma diversidade de atrativos turísticos. O novo portal deve estar completamente finalizado e no ar até 20 de agosto, com presença confirmada também no Instagram por meio do perfil @visitebelohorizonteoficial. Segundo o diretor-executivo da Casa do Turismo, Leonardo Nunes, a criação do portal foi motivada pela necessidade de ter uma plataforma moderna, integrada e estratégica que represente com identidade e foco o potencial de Belo Horizonte como destino de grandes eventos e experiências. “O portal marca um novo momento para a cidade, consolidando um espaço digital onde o mercado pode encontrar informações completas sobre os espaços, fornecedores, agenda de eventos, atrativos turísticos e conteúdo que reforçam essa nossa vocação para o turismo de negócio”. Mais do que um site, o portal é uma vitrine da cidade que promove a conexão entre os organizadores de eventos, empresas do setor e os atrativos que BH tem a oferecer. “Apresenta obviamente um avanço importante na forma como a gente se posiciona nos mercados, nacional e internacional, como a capital preparada, competitiva e criativa”, destaca. Lançado o portal, dentro das estratégias de marketing, a ideia é ampliar a divulgação em mídias nacionais e internacionais junto a organizadores de eventos, trades turísticos e potenciais visitantes. “Algumas campanhas pensadas são direcionadas, presenças em feiras e eventos estratégicos e ativações digitais que visam consolidar a marca do Visite Belo Horizonte como sinônimo de um destino ideal para eventos. Continuar investindo em ações para a captação de eventos é o foco principal do trabalho, fortalecendo a rede de associados da Casa do Turismo e promovendo a cidade”, explica. A Casa do Turismo de Belo Horizonte atua como a principal liderança do segmento na articulação entre o poder público, a iniciativa privada e os diversos segmentos da cadeia produtiva do turismo. O site Visite Belo Horizonte nasce como uma ferramenta central dessa estratégia, oferecendo conteúdo qualificado e visibilidade para os atores do setor. O portal é um canal dinâmico de relacionamento com o mercado, sempre apoiando a ação de captação de eventos, a promoção da cidade e também a atração de novos negócios. Nunes ressalta que BH tem uma localização geográfica estratégica no eixo Sudeste, bem como uma excelente conectividade aérea. “Nós somos o maior hub de malha doméstica do Brasil, operado pela Azul, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte e Confins, do BH Airport, e uma estrutura urbana extremamente acessível, que nos coloca em vantagem frente a outros destinos. Além disso, a cidade apresenta um alto padrão de serviços e concursos extremamente competitivos”. “O portal destaca todas essas qualidades de forma clara e atrativa, com conteúdos que abordam desde a mobilidade logística até o custo-benefício de se realizar eventos em BH. Ao reunir essas informações, a gente fortalece a competitividade do time e facilita essa tomada de decisão por parte de quem organiza eventos”, conclui.
Prevenção à leishmaniose ganha destaque no mês de agosto

A leishmaniose é uma doença infecciosa grave, provocada por parasitas do gênero Leishmania, que tem causado preocupação entre autoridades de saúde pública, médicos veterinários e especialistas em zoonoses no Brasil. Por isso, a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, criada pela Lei nº 12.604/2012, promove a conscientização da população por meio de ações educativas, divulgando informações sobre a doença, suas formas de transmissão e maneiras de preveni-la. Ela é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das enfermidades negligenciadas mais relevantes globalmente. Essa condição afeta, com maior incidência, comunidades em situação de vulnerabilidade social, especialmente entre crianças. Segundo dados da OMS, o Brasil concentra a maior parte dos casos registrados em escala mundial. “Ainda é uma doença negligenciada, tanto pelo poder público quanto pela sociedade em geral. Isso ocorre porque ela atinge, em sua maioria, populações vulneráveis e animais em áreas menos favorecidas. Porém, o número crescente de casos urbanos entre humanos e cães tem mostrado que precisamos tratar essa questão como prioridade sanitária”, explica a infectologista Fernanda Diniz. O contágio ocorre por meio da picada do mosquito-palha, que se infecta ao sugar o sangue de um animal ou pessoa doente e, posteriormente, transmite o parasita a um novo hospedeiro. “Em humanos, a manifestação pode variar da forma cutânea, com lesões na pele, geralmente indolores, mas que causam deformações se não forem tratadas. A visceral se apresenta com febre prolongada, perda de peso, aumento do fígado e baço, anemia e fraqueza generalizada, podendo levar à morte se não for tratada”. “Exames laboratoriais como o PCR e a punção de medula óssea são essenciais para confirmar a infecção. O tratamento da leishmaniose humana é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e inclui o uso de medicamentos”, completa. De acordo com a veterinária Patrícia Lemos, “nos cães, a infecção pode permanecer assintomática por longos períodos, o que contribui para a disseminação silenciosa da doença. Já os sintomas incluem emagrecimento progressivo, crescimento exagerado das unhas, feridas na pele de difícil cicatrização, queda de pelos, lesões oculares e apatia. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Utilizamos exames sorológicos que identificam a presença de anticorpos”. Patrícia ressalta que o cenário é mais complexo nos bichos. “Por muitos anos, o tratamento canino era desestimulado pela legislação brasileira, sob a alegação de que os animais continuariam como fontes de infecção. No entanto, com o surgimento de medicamentos específicos e protocolos mais seguros, o tratamento passou a ser permitido, desde que autorizado por órgãos de vigilância e que os tutores se comprometam a realizar o controle do vetor”. As estratégias de prevenção envolvem uma combinação de ações educativas, controle do vetor, diagnóstico precoce e manejo adequado dos animais. “O uso de coleiras repelentes impregnadas com inseticidas tem se mostrado eficaz na proteção dos cães, assim como vacinas licenciadas no Brasil, que ajudam a reduzir a carga parasitária e a probabilidade de infecção”. Eliminar criadouros do mosquito-palha, como matéria orgânica acumulada em quintais, folhas em decomposição e restos de alimento, é uma medida simples e eficaz. “O papel dos tutores de animais também é decisivo. Fazer um acompanhamento veterinário regular é essencial para conter o avanço da doença. Cães doentes e abandonados acabam se tornando fontes de infecção em áreas públicas e contribuem para o agravamento do problema”, conclui Patrícia.
Minas Gerais atinge 72% das crianças alfabetizadas e supera média nacional

Conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Minas Gerais atingiu um índice de alfabetização de 72,07% entre os alunos do 2º ano do ensino fundamental. Esse resultado coloca Minas na liderança da região Sudeste e na terceira posição no ranking nacional. O Estado ultrapassou a meta nacional de 63,2%, ficando atrás somente do Ceará (85,31%) e de Goiás (72,74%). E também se destacou por eliminar completamente o índice de alunos no nível mais baixo de proficiência, além de aumentar a proporção de estudantes nos níveis considerados adequados e avançados. Em 2023, Minas Gerais estava em sétimo lugar no ranking nacional, com 59,81% das crianças alfabetizadas. O aumento de 12,26 pontos percentuais em comparação ao ano anterior foi o mais expressivo entre todos os estados do país. Além disso, a taxa de participação, que chegou a 88,85%, contribui para a credibilidade e representatividade dos resultados obtidos. No panorama regional, Minas Gerais também se sobressaiu. Com 72,07% de alunos alfabetizados, o Estado ocupa a primeira colocação no Sudeste, à frente do Espírito Santo (71,69%), de São Paulo (58,13%) e do Rio de Janeiro (55,25%). A pedagoga Beatriz Lima destaca que “a adesão total de Minas ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) foi um passo decisivo. Com 100% dos municípios envolvidos e material pedagógico elaborado em rede, foi possível alinhar metodologias e acelerar a alfabetização”. Ela diz que o esforço contínuo nas formações de professores, com webinários, plataforma formativa e Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), criou uma base sólida. “Minas investiu em infraestrutura: ‘cantinhos de leitura’, kits para docentes e feedback constante das avaliações potencializaram o aprendizado. O uso do Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (Simave), sistema de avaliação próprio, alinhado ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), permitiu um diagnóstico preciso e ágil. A cada aplicação, gestores e professores podem traçar planos de intervenção imediatos, reduzindo defasagens conforme surgem”, salienta. Para a coordenadora pedagógica Alessandra Diniz, o aumento da taxa de alfabetização traz vantagens concretas como equidade educacional. “Ao zerar índices de proficiência crítica e elevar níveis recomendados e avançados, a rede escolar mineira diminui disparidades e desigualdades internas. A alfabetização precoce também está correlacionada com melhor desempenho nas séries seguintes, mais qualificação e, a médio prazo, maior produtividade por aluno”. Embora o desempenho seja animador, há espaço para melhorias, como uma formação continuada intensiva, avalia Alessandra. “Não basta formar uma vez, é preciso manter ciclos regulares de formação, com acompanhamento e supervisão técnica constante. Além da expansão de tecnologias educativas, plataformas interativas e leitura digital podem acelerar ganhos, especialmente nas áreas mais isoladas”. O foco em práticas investigativas, com a combinação de leitura, escrita, troca entre pares e projetos coletivos torna as crianças mais engajadas e leitores autônomos. Para 2025, a meta nacional do CNCA é atingir 64%, rumo ao objetivo de 80% até 2030. Beatriz ressalta que “a integração das redes municipal e estadual, via Regime de Colaboração, facilita intervenções regionais em áreas com menor desempenho”, e sugere que a utilização mais intensa de tecnologias e avaliação formativa “reduzirá o tempo de recomposição dos alunos que ainda não estão no patamar ideal”.
Exportações do agro mineiro somam R$ 54,5 bilhões

Dados do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), mostraram que as exportações do agronegócio mineiro totalizaram US$ 9,8 bilhões (aproximadamente R$ 54,5 bilhões) no primeiro semestre deste ano, representando um aumento de 18% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Por outro lado, o volume embarcado foi de 8,5 milhões de toneladas, o que indica uma queda de 9% na comparação anual. Segundo informações da Seapa, Minas Gerais exportou mais de 560 tipos distintos de produtos agropecuários para 169 países. Os principais destinos foram China (25,4%), Estados Unidos (12%), Alemanha (8,1%), Itália (5,5%) e Japão (4,6%). O café, principal produto das exportações do agronegócio mineiro, foi responsável por mais de 56% da receita do setor. As vendas externas da commodity somaram US$ 5,5 bilhões (aproximadamente R$ 30,6 bilhões), registrando um aumento de 61% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, o total embarcado foi de 13,7 milhões de sacas, o que representa uma queda de 8,8%. Esse resultado indica que o aumento da receita se deveu, principalmente, aos preços historicamente elevados, impulsionados pela oferta global reduzida e pela demanda aquecida em mercados estratégicos como Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica. O segmento de carnes, incluindo as variedades bovina, suína e de frango, também se destacou, com exportações que somaram US$ 831,6 milhões (aproximadamente R$ 4,6 bilhões) nos seis primeiros meses de 2025, um avanço de 16,8%. O volume exportado chegou a 238,6 mil toneladas, representando um crescimento de 4,5%. Para o economista Pedro Ribeiro, “o salto de 18% em receita, mesmo diante de recuo em volume, demonstra o forte impacto da valorização internacional das commodities, especialmente do café e das proteínas animais. A política de cotas e barreiras sanitárias em outros países pressionou preços, e Minas soube aproveitar a oportunidade com oferta qualificada”. A crise logística global segue influenciando custos, mas Minas amadureceu sua infraestrutura, salienta Ribeiro. “Centros de armazenamento, certificações e rotas interiorporto mais eficientes reduziram prazos e perdas, agregando valor aos produtos mineiros”. O engenheiro agrônomo João Figueiredo explica que o governo mineiro atuou com políticas estratégicas. “Incentivo à irrigação, regularização fundiária e assistência técnica robusta. Isso dinamizou a produção, especialmente do café, gerando maior qualidade e volume exportável”. Ele destaca a competitividade global e avanço tecnológico e sustentabilidade como um dos principais benefícios para a economia. “O crescimento reforça o papel de Minas como terceiro maior exportador de produtos agropecuários do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo, além disso, a busca por certificações e padrões FIT promove práticas ambientais mais responsáveis, melhor gestão hídrica e valorização das propriedades”. Ribeiro ressalta a geração de empregos e a renda em moeda estrangeira. “O agronegócio continuou sendo o principal motor de desenvolvimento nas áreas rurais, com efeito dominó nos serviços, transporte, armazenagem e segurança alimentar. E a entrada de dólares fortalece as contas externas do país, reduz a pressão sobre o câmbio e garante margem para investimento em infraestrutura”. De acordo com Figueiredo, a expectativa para os próximos meses é grande, mas alguns desafios exigem atenção. “As condições climáticas, tanto em Minas quanto em regiões produtoras da América Latina, podem influenciar o volume disponível para exportação e os estoques globais, especialmente de café, o que favorece preços, mas aumenta a volatilidade”. “Além disso, o cenário cambial e barreiras comerciais, com eventuais tarifas ou reforço de padrões sanitários, podem afetar a dinâmica dos negócios, porém, a demanda global, especialmente por parte da China e Estados Unidos, tende a se manter estável ou crescer, beneficiando o agronegócio brasileiro”, conclui.
Lei de Inclusão faz 10 anos com avanços no mercado de trabalho

A Lei nº 13.146/2015, também conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), completou uma década e se consolidou como um marco na garantia de direitos e na promoção da inclusão social. De acordo com o Ministério do Trabalho, entre 2009 e 2021, o número de contratações de pessoas com deficiência teve um aumento de 78,44%, enquanto o mercado formal registrou crescimento de 18,26%. Já em 2024, mais de 27 mil pessoas com deficiência foram inseridas no mercado de trabalho graças a ações de fiscalização conduzidas por auditores trabalhistas. Minas Gerais se sobressai nesse cenário, com 60% das vagas destinadas a pessoas com deficiência sendo ocupadas, percentual superior à média nacional, que é de 57,8%. O Estado concentra 10% das empresas obrigadas a cumprir a legislação de cotas. Para discutir sobre o assunto, o Edição do Brasil conversou com o Gerente de Projetos do Instituto Ester Assumpção, Felipe José de Sá. Quais são os principais avanços observados nos últimos 10 anos no ambiente de trabalho para pessoas com deficiência? A LBI consolidou a visão da deficiência sob a ótica dos direitos humanos, e não mais assistencialista. A pauta Diversidade e Inclusão, conectada à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), ganhou força e empresas começaram a entender que a inclusão não é apenas uma obrigação, mas um diferencial competitivo que gera inovação. A tecnologia se tornou uma grande aliada, softwares de leitura de tela, aplicativos de comunicação alternativa e ferramentas de trabalho remoto removeram barreiras físicas e de comunicação. Com isso, houve um crescimento de iniciativas que focam não apenas em preencher vagas, mas qualificar a pessoa com deficiência. As empresas estão mais conscientes sobre acessibilidade e inclusão, ou ainda veem isso apenas como obrigação legal? A maioria das empresas, infelizmente, ainda é movida primariamente pela Lei de Cotas. Contratam para evitar multas, geralmente em cargos de base, sem um plano de carreira ou investimento real em acessibilidade e cultura inclusiva. Porém, há algumas que, ao vivenciarem a inclusão, perceberam seus benefícios. Nosso trabalho de assessoria atua muito com este grupo, ajudando a transformar a obrigação em um valor genuíno. Apesar da legislação, quais barreiras ainda dificultam o acesso e a permanência da pessoa com deficiência no mercado de trabalho? O capacitismo é a principal e a mais difícil de quebrar. É o preconceito, a infantilização, a crença de que a pessoa com deficiência é menos capaz, que vai faltar mais ou que não se adaptará. Além disso, há barreiras como falta de intérpretes de Libras em reuniões e eventos, ausência de legendas em vídeos, sistemas internos e sites que não são acessíveis para leitores de tela, banheiros não adaptados, estações de trabalho inadequadas, refeitórios inacessíveis e processos de recrutamento e seleção rígidos que não preveem adaptações. Como você avalia a efetividade da fiscalização sobre o cumprimento da Lei de Cotas e da LBI no ambiente profissional? A fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego é fundamental e indispensável, no entanto, sua efetividade necessita de alguns fatores como: Avaliação da qualidade da inclusão (os cargos oferecidos, as condições de acessibilidade) e ampliar a estrutura para fazer um acompanhamento profundo e contínuo de todas as empresas. A LBI ampliou o escopo para além da cota, exigindo um ambiente inclusivo, mas a tradução disso em critérios objetivos de fiscalização ainda é um desafio. De que forma os setores público e privado podem melhorar o acesso a oportunidades de capacitação inclusiva e ampliar o acesso às funções de liderança e gestão? O setor público pode criar e financiar programas de formação profissional que já nasçam acessíveis, em parceria com instituições especializadas, e garantir que os concursos públicos e os planos de carreira dentro do serviço público sejam genuinamente inclusivos. No privado, destinar recursos para programas de mentoria e patrocínio focados em acelerar a carreira de profissionais com deficiência, treinar gestores para liderar equipes diversas e combater o capacitismo, garantir que todas as plataformas de e-learning, workshops e treinamentos corporativos sejam 100% acessíveis.
Maior rally das Américas chega à sua 33ª edição

Entre os dias 26 de julho e 3 de agosto, a edição 2025 do Sertões resgata suas origens ao mesmo tempo em que projeta novos horizontes. Na sua 33ª edição, o maior rally das Américas terá um trajeto de 3.482 quilômetros, sendo 2.215 deles em trechos cronometrados. O percurso atravessará cinco estados brasileiros (Goiás, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Alagoas) até alcançar a linha de chegada na Praia do Francês, em Marechal Deodoro (AL), onde os campeões serão consagrados. O trajeto foi cuidadosamente planejado para desafiar tanto os pilotos quanto seus veículos, explorando uma variedade de terrenos. Os competidores enfrentarão piçarra, areia, trechos de pedra (tipo trial), serras e mudanças constantes de altitude, exigindo alto nível de navegação. Motos, carros, UTVs e quadriciclos voltarão a cruzar o país levantando poeira, com a promessa de disputas acirradas até os momentos finais da prova. Para a CEO do Sertões, Leonora Guedes, o desafio a cada edição é de trazer novos elementos, evoluir do ponto de vista tecnológico e proporcionar uma experiência diferente, à altura dessa tradição. “Mais uma vez contaremos com a participação de competidores de vários países; um nível técnico elevadíssimo nas três modalidades (carro, moto e UTV) e o roteiro escolhido para este ano será extremamente exigente, para testar pilotos, navegadores e máquinas. Por outro lado, queremos dar novos passos em nossa caminhada que tem feito do Sertões uma referência também em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e preocupação com as pessoas”. Ela explica que o Sertões chega com uma caravana de aproximadamente 2.500 pessoas entre competidores, equipes, organização, imprensa e integrantes das expedições turísticas. “Essa ‘mini cidade’ movimenta toda a cadeia produtiva do turismo. Estimamos em cerca de R$ 2 milhões/dia o impacto econômico direto. Além disso, o Sertões é uma grande vitrine, tendo visibilidade nacional e internacional, pois as cidades e suas paisagens são o pano de fundo da competição. Em 2024 o retorno de mídia gerado pelo rally superou os R$ 237 milhões”. A CEO afirma que a presença das cidades mineiras, Unaí e Januária, no roteiro do Sertões 2025 se encaixa perfeitamente no principal conceito da prova, que é um retorno às raízes. “Januária fez parte do percurso da primeira edição do rally, realizada em 1993; enquanto Unaí recebeu a prova pela última vez em 2010. As respectivas regiões nos permitem desenhar etapas cada vez mais exigentes e técnicas, além de contarem com atrativos turísticos no entorno, como o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Minas Gerais é parte fundamental da história do Sertões”. Segundo Leonora, deixar um legado positivo e concreto nas regiões atravessadas pelo rally é hoje uma premissa do Sertões, e no caso de Minas não é diferente. “Queremos que as pessoas sejam parte do evento, nos vejam como exemplo e inspiração e se envolvam com as diferentes iniciativas socioambientais. Entre as ações previstas está a realização do Concurso de Artes Sertões, que envolve estudantes do ensino fundamental por meio de desenhos e redações, expressando-se sobre temas ligados à sustentabilidade e ao ambiente”. “Além disso, em Januária e Montalvânia haverá a entrega de filtros a comunidades que não contam com água tratada, parte de uma parceria com a Conasa Infraestrutura, que desenvolveu um equipamento barato, simples e que pode ser replicado sem grande dificuldade. Januária ainda receberá uma ação da SAS Brasil, organização social parceira do rally que presta atendimento médico especializado. As Vilas Sertões contarão com coleta seletiva de resíduos e o material será tratado e destinado à reciclagem. Vale destacar que todas as emissões de carbono geradas pelo rally são neutralizadas”, destaca. Os locais escolhidos nas diferentes cidades para receber a estrutura do rally têm acesso gratuito à população. “Queremos que todos vivenciem o evento, conheçam de perto os participantes e seus veículos, assim como as diferentes iniciativas socioambientais”. O público terá ainda a chance de acompanhar a prova através da cobertura de grandes veículos de mídia, dos programas exibidos no YouTube (SertõesOficial), pelas redes sociais e pela plataforma rally.sertoes.com.br.
Minas espera mais de 4 milhões de visitantes nas férias de julho

Julho reforça a posição de Minas Gerais como um dos destinos turísticos mais procurados do país. Segundo dados do Observatório do Turismo, compilados pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), a expectativa é de que mais de 4 milhões de visitantes passem pelo Estado neste mês, um aumento superior a 20% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As estatísticas indicam um crescimento consistente em todos os indicadores do setor. A previsão é que o total de pousos e decolagens ultrapasse 13 mil operações, o que representa um avanço aproximado de 11,5% em relação a julho de 2024. No caso dos aeroportos de Minas Gerais, o número de passageiros internacionais deve chegar a 70 mil, registrando um aumento de 26% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A ocupação dos meios de hospedagem se aproxima dos 80%, sinalizando a retomada sólida do setor hoteleiro. Esse desempenho reflete o impacto positivo dos eventos culturais, do turismo rural e da valorização do patrimônio histórico. Segundo a turismóloga, Ana Carolina Costa, a projeção otimista se baseia em dados de fluxo hoteleiro, movimentação nas rodovias, vendas de pacotes turísticos e eventos culturais programados para o mês, tradicionalmente marcado pelas férias escolares. “Além disso, o clima ameno e as festas típicas de inverno contribuem para atrair turistas de todas as partes do país. O mineiro sempre soube receber bem, mas agora, com mais visibilidade, o que era uma virtude virou ativo econômico. O visitante encontra em cidades como Tiradentes, Ouro Preto, Diamantina e São João del-Rei uma experiência completa, que une história viva, culinária premiada e um clima de interior que encanta”. O incremento na programação cultural tem papel fundamental nesse cenário. Festivais de inverno, como os de Ouro Preto, Itabira e Congonhas, oferecem apresentações musicais, exposições de arte, oficinas e feiras de artesanato, atraindo públicos diversos. Para o agente de viagens, Vicente Brandão, “Minas está aproveitando de forma muito estratégica seus diferenciais: é um Estado com identidade própria, muitas regiões autossuficientes em atrativos turísticos e um povo que enxerga no turista uma oportunidade, não um transtorno”. Ele ressalta que o crescimento do fluxo turístico é uma oportunidade para o Estado ampliar políticas de inclusão produtiva e fomentar o empreendedorismo em áreas historicamente menos favorecidas. “O turismo pode ser, cada vez mais, uma porta de entrada para o desenvolvimento regional sustentável”. “A diversificação dos roteiros turísticos, para além das cidades históricas, incluindo destinos de ecoturismo e turismo rural em regiões como Serra da Canastra, Vale do Jequitinhonha e Zona da Mata, assim como a valorização de eventos culturais locais, como festivais gastronômicos, festas religiosas e manifestações folclóricas, que ajudam a fixar a identidade mineira como diferencial competitivo são estratégias importantes”, destaca Brandão. Ana Carolina salienta o incentivo à formalização e capacitação de profissionais do setor, garantindo que a qualidade no atendimento acompanhe o crescimento da demanda. “A tendência é que o turismo em Minas continue em expansão se for tratado como política pública estruturante. O Estado não vende apenas paisagens, vende afeto, memória e autenticidade, mas, para que essa ‘marca’ permaneça forte, é preciso investir em experiências de qualidade, acessibilidade e sustentabilidade”.
Comércio varejista mineiro projeta aumento nas vendas no 2º semestre

Uma pesquisa realizada pela Fecomércio MG apresentou um panorama do setor empresarial mineiro para o segundo semestre de 2025. O estudo aponta para um aumento no otimismo dos empresários. Esse sentimento positivo é motivado, sobretudo, pela expectativa de crescimento nas vendas durante datas comemorativas importantes, como Dia dos Pais, Black Friday e Natal. De acordo com o levantamento, 74,7% dos empresários demonstram confiança em um desempenho superior das vendas no segundo semestre em comparação com os primeiros seis meses do ano. O economista Luiz Gomes explica que essas datas funcionam como âncoras de consumo e movimentam todo o ecossistema comercial. “Essa expectativa de melhora nas vendas é motivada por uma série de fatores que, juntos, formam um cenário bastante favorável ao comércio varejista. Em primeiro lugar, temos a sazonalidade típica do segundo semestre, que reúne as principais datas comemorativas do calendário comercial brasileiro. São períodos em que o consumidor já se programa para gastar, e o comércio se prepara para atender à demanda”. Para 59% dos empresários, o Natal é a principal data para impulsionar os resultados do segundo semestre. Em seguida, aparecem Dia dos Pais (21,1%), Black Friday (17,7%) e Dia das Crianças (16,2%) como momentos estratégicos para o comércio. Além do calendário favorável, o economista aponta outros motivos que explicam o otimismo. “Há um ambiente mais confiante em relação à economia. A inflação tem se mantido relativamente controlada, os juros começam a apresentar sinais de queda, e o mercado de trabalho mostra estabilidade. Tudo isso contribui para uma percepção de recuperação, ainda que gradual, e o comércio sente isso antes de muitos outros setores, porque lida diretamente com o comportamento do consumidor”. Em relação aos meios de pagamento, o destaque fica para o cartão de crédito parcelado, preferido por 48,9% dos respondentes, com o Pix vindo logo depois, citado por 30%. O estudo indica que, em comparação com o mesmo período de 2024, 36,1% das empresas observaram um crescimento nas vendas durante o primeiro semestre de 2025. Já 38,8% relataram que os resultados se mantiveram estáveis em relação ao segundo semestre do ano anterior. Para Gomes, o empresário percebe que não basta esperar o consumidor entrar na loja. “É preciso criar facilidades e promover condições atrativas. Além disso, a confiança tende a subir em períodos mais estáveis, o que influencia diretamente o desempenho do comércio. Fatores como políticas fiscais, variação da taxa de juros e estabilidade do mercado de trabalho ainda são pontos de atenção. Mesmo assim, o comércio mineiro parece disposto a apostar na retomada com planejamento, criatividade e foco no consumidor”. Para atrair os consumidores, 51,4% dos empreendimentos planejam investir em ações de divulgação e publicidade. Já 34,6% pretendem focar em promoções, enquanto 30% consideram o atendimento personalizado como o principal diferencial competitivo. É nesse caminho que pretende seguir a empresária Érica Vieira, proprietária de uma loja de vestuário. Ela menciona que nunca presenciou o mercado tão receptivo a mudanças comportamentais quanto agora. “O consumidor hoje não quer só o produto, mas também a experiência. Nós estamos investindo em treinamento de equipe, criando campanhas e reformulando nossa vitrine para as datas sazonais. Atualmente, o Pix representa muito das nossas transações, mas o destaque ainda é o cartão. Isso dá flexibilidade ao cliente e aumenta o ticket médio”.
Cerca de 12 médicos foram vítimas de violência por dia no Brasil em 2024

Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) revelou que, em 2024, foram registrados 4.562 boletins de ocorrência de médicos que sofreram algum tipo de violência (seja ameaça, injúria, desacato, agressão física, difamação, furto ou outros delitos) em estabelecimentos de saúde do país, como hospitais, clínicas, consultórios, prontos-socorros, laboratórios e outras instituições, tanto da rede pública quanto privada. O número trata-se do maior já registrado na série histórica do CFM. A análise da distribuição das ocorrências revela que 66% dos casos, ou seja, 2.551, aconteceram em cidades do interior, enquanto 1.337 episódios (34%) foram registrados nas capitais. Segundo os dados apurados pelo CFM, a maioria das agressões foi praticada por pacientes, seus familiares ou por indivíduos sem qualquer vínculo com os profissionais de saúde. Dos 4.562 boletins de ocorrência no ano passado, 256 (6%) foram registrados por crimes de calúnia, injúria, difamação e ameaça cometidos contra médicos na internet, seja em redes sociais ou em aplicativos de mensagens. Em 2024, São Paulo liderou o ranking nacional, com 832 boletins de ocorrência, o equivalente a 26% do total de notificações. O Paraná ficou em segundo lugar, com 767 registros, sendo que Curitiba responde por 11% desses casos. Minas Gerais ocupa o terceiro lugar em número de ocorrências. A Polícia Civil mineira contabilizou 460 boletins, dos quais 15% foram registrados na capital, Belo Horizonte. O psicólogo Marcos Figueiredo afirma que a “espera prolongada, incerteza do diagnóstico e estresse emocional de pacientes e familiares elevam o clima de tensão. Em momentos de fragilidade, um olhar torto, uma palavra mal interpretada pode ser um gatilho para explosões de violência”. “Vivemos uma era de maior intolerância e impaciência. Entre os principais motivos está a sobrecarga dos serviços de saúde, especialmente no sistema público, onde a alta demanda e a falta de recursos contribuem para longas esperas, atrasos em atendimentos e frustrações por parte dos pacientes e seus familiares. Essa insatisfação, muitas vezes, é descarregada nos profissionais da linha de frente, como os médicos”, completa. Ele explica ainda que há uma crescente intolerância social e dificuldade de lidar com frustrações, o que tem se refletido em comportamentos agressivos em diversos contextos, incluindo o ambiente hospitalar. “Outro fator relevante é a desinformação sobre o papel e os limites da atuação médica, o que pode gerar expectativas irreais por parte dos pacientes e levar à hostilidade quando os resultados esperados não são alcançados”. Para o especialista em segurança pública, Marcelo Cunha, é fundamental adotar uma série de medidas integradas que envolvam tanto ações de segurança quanto mudanças estruturais e culturais no sistema de atendimento. “Em primeiro lugar, é preciso reforçar a segurança nos ambientes de saúde, com a presença de equipes treinadas, instalação de câmeras de monitoramento e protocolos claros para lidar com situações de risco. A criação de canais de denúncia eficazes e a garantia de que os casos serão investigados e punidos com rigor também são essenciais para desencorajar novas agressões”. “Outro ponto importante é melhorar as condições de trabalho dos profissionais, reduzindo a sobrecarga, garantindo recursos adequados e promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e cooperativo. Investimentos em gestão e organização dos atendimentos, que ampliem o acesso da população a serviços de saúde de qualidade, com estrutura adequada e tempo de espera reduzido, contribuem para diminuir o clima de insatisfação que pode levar à violência”, ressalta. Cunha destaca que campanhas de conscientização pública sobre o respeito aos profissionais de saúde e sobre os limites da atuação médica também podem ser úteis, ajudando a construir uma relação mais equilibrada entre pacientes e equipes de atendimento. Além disso, o CFM tem se posicionado favorável à aprovação de Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional que aumentam as penalidades para agressores de médicos em exercício profissional, como é o caso do PL nº 6.749/2016, já aprovado pela Câmara dos Deputados. A entidade também vem atuando junto a governadores e representantes da Polícia Civil nos estados para promover a criação de delegacias especializadas em investigar crimes cometidos contra profissionais da saúde.
Tempo frio exige cuidados redobrados com a saúde

Com a chegada do inverno, as temperaturas mais baixas, o ar seco e a maior permanência em ambientes fechados criam um cenário propício para o surgimento de doenças respiratórias, agravamento de quadros crônicos e até mesmo impactos no bem-estar emocional. Embora muitos acreditem que basta se agasalhar para enfrentar o frio, o cuidado com a saúde durante essa estação exige atenção a diversos fatores, da hidratação à alimentação, da ventilação dos espaços ao reforço da imunidade. O corpo humano precisa fazer mais esforço para manter sua temperatura interna estável durante o inverno, o que pode sobrecarregar o organismo, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças pré-existentes. Nos dias frios os vasos sanguíneos se contraem para preservar o calor, o que pode elevar a pressão arterial. Além disso, a tendência de se aglomerar em locais fechados cria um ambiente ideal para a proliferação de vírus e bactérias. Para a nutricionista Cristina Souza, um dos hábitos mais importantes que ajudam a fortalecer a saúde e a prevenir complicações é a hidratação. “As pessoas tendem a beber menos água no inverno porque sentem menos sede, porém, o corpo continua perdendo líquidos, especialmente por meio da respiração e da urina. A falta de hidratação enfraquece o sistema imunológico, prejudica a circulação e aumenta o risco de infecções”. Ela também destaca o papel da alimentação na manutenção da saúde durante o inverno. “Uma dieta rica em frutas cítricas (como laranja, acerola e kiwi), legumes e verduras de cores vivas é essencial para reforçar as defesas do corpo. Alimentos com vitamina C, zinco e ômega 3 ajudam a modular o sistema imunológico”. Outro aliado importante da saúde no inverno é o exercício físico. “A prática regular de atividades ajuda a manter a circulação ativa, melhora a respiração, estimula a produção de serotonina e fortalece o sistema imunológico. Mesmo nos dias frios, é importante se movimentar, fazer caminhadas leves, alongamentos ou exercícios dentro de casa. Por outro lado, o sedentarismo pode contribuir para a piora da saúde cardiovascular e da saúde mental”, explica. De acordo com a pneumologista Sônia Andrade, entre os principais problemas de saúde associados ao inverno estão as infecções respiratórias, como gripes, resfriados, sinusites, bronquites e pneumonias. “As doenças alérgicas, como a rinite e a asma, também tendem a se intensificar devido ao acúmulo de poeira, mofo e à má ventilação. Além disso, o ar seco, característico desta estação, resseca as mucosas do nariz e da garganta, facilitando a entrada de agentes infecciosos no organismo”. É fundamental manter os ambientes arejados, embora seja tentador deixar as janelas fechadas o tempo todo para conservar o calor. “Essa prática favorece a concentração de agentes patológicos no ar. Basta abrir as janelas por 15 a 20 minutos por dia, em horários de sol, para renovar o ar e reduzir o risco de contágio por vírus respiratórios”, recomenda. Sônia também reforça a importância de manter a caderneta vacinal em dia. “A vacina contra o vírus Influenza, por exemplo, é recomendada anualmente e pode reduzir em até 70% os casos graves da doença. Esse ato não é apenas uma proteção individual, mas também coletiva, pois reduz a circulação viral entre os grupos mais vulneráveis”. Por fim, a dermatologista Luciana Oliveira destaca que outro ponto que merece atenção é o cuidado com a pele e as mucosas, que sofrem com o ressecamento causado pelo ar frio e seco. “Tomar banhos muito quentes pode agravar esse quadro, removendo a camada protetora natural da pele. Eles devem ser mornos e rápidos, seguidos do uso de hidratantes corporais ricos em ureia, ceramidas ou ácido hialurônico. Também é importante usar protetor labial e filtro solar, pois mesmo em dias nublados há radiação UV”.