69,8% dos empresários de Minas esperam vender mais no inverno

Segundo uma pesquisa da Fecomércio MG, 69,8% dos empresários do setor varejista mineiro, incluindo lojas de tecidos, cama, mesa e banho, calçados e artigos de viagem, acreditam que terão um desempenho superior ao do inverno anterior. Outros 19,5% projetam estabilidade nas vendas, enquanto 8,4% esperam uma retração. Além disso, 55,8% dos entrevistados estimam que o valor médio gasto por cliente deve variar entre R$ 100 e R$ 300. Do total de empresas consultadas, 78,0% relataram que o período de frio traz efeitos positivos para os negócios, enquanto apenas 5,1% mencionaram impactos negativos. As regiões Sul e da Zona da Mata se destacam como as mais favorecidas pela estação, com 90,5% e 88,1% dos empresários, respectivamente, apontando aumento nas vendas. O otimismo é impulsionado, principalmente, pela expectativa de temperaturas mais baixas já no início da estação (apontada por 66,3% dos participantes) e por um inverno mais intenso (conforme 34,2%). Entre os que preveem crescimento, 70,1% estimam que o efeito positivo deve variar entre 10,1% e 40%. Já entre os que esperam queda, 37,9% calculam uma redução de até 10%. “O clima frio chegou mais cedo em 2025, com baixas temperaturas já sendo registradas em maio em várias regiões de Minas Gerais. Além disso, há um apelo emocional no inverno: sensação de aconchego, valorização do lar e da estética confortável, o que motiva a compra de mantas, cobertores e roupas mais elegantes ou acolhedoras, impulsionando as vendas nesses setores”, explica o economista Luiz Gomes. Muitos consumidores aproveitam para comprar presentes ou renovar peças para festas, o que impacta positivamente os setores de vestuário, calçados e artigos para casa, avalia Gomes. “Agora temos as festas juninas acontecendo e o Dia dos Pais em agosto, um calendário de comemorações que proporciona aquecimento nas vendas. A movimentação de turistas em cidades serranas e históricas de Minas Gerais no inverno também ajuda o comércio local. A expectativa de aumento nas viagens internas durante os meses frios também favorece a venda de artigos relacionados ao turismo de inverno”. Em relação às formas de pagamento, o cartão de crédito parcelado lidera a preferência dos consumidores durante a estação fria, com 64,0% das indicações. O Pix aparece em segundo lugar, sendo escolhido por 14,0% das empresas, seguido pelo crediário ou carnê, com 10,5%. A pesquisa também evidencia uma ampla adesão ao comércio eletrônico: 84,5% dos empresários informaram vender por meios digitais. O WhatsApp se destaca como o canal preferido de vendas online, utilizado por 77,9% dos entrevistados. Em seguida vêm o Instagram, com 57,5%, e o Facebook, com 7,1%. Além das redes sociais, 7,1% dos lojistas indicaram utilizar o próprio site para realizar vendas. No que diz respeito à divulgação, 93,6% dos estabelecimentos afirmaram que pretendem investir em ações promocionais durante o inverno. O Instagram continua sendo a principal plataforma de divulgação, com uso declarado por 80,5% das empresas. O WhatsApp segue com 62,2% de adesão, enquanto o Facebook é utilizado por 26,5%. Outras formas de comunicação, como rádio (4,4%), marketing boca a boca (3,8%) e parcerias com influenciadores (2,9%), também são utilizadas. Entre as estratégias adotadas para impulsionar as vendas nesta temporada, as promoções e liquidações são as mais mencionadas, com 34,7%. Já 25,8% planejam investir em publicidade e divulgação. Um atendimento mais personalizado será o diferencial para 10,6% das empresas, enquanto o uso de vitrines chamativas está nos planos de 7,7%. Além disso, 7,2% pretendem apostar no lançamento de novos produtos como forma de atrair clientes. O consultor de vendas Rubens Costas diz que oferecer descontos progressivos, kits promocionais e brindes em compras acima de determinado valor são boas opções. “Estimular o consumo com parcelamentos sem juros ou com entrada para o mês seguinte e criar ações do tipo ‘compre e ganhe’, como brindes térmicos, luvas ou sacolas ecológicas personalizadas”. “Garantir a disponibilidade de itens essenciais para o inverno, oferecer variedade de preços para atingir diferentes perfis de consumidores e investir em treinamento da equipe para que saibam sugerir produtos complementares. Apostar em conteúdo visual, parcerias com influenciadores, utilizar as redes sociais para divulgação e canais de venda direta, criar um sistema de entrega rápida ou retirada em loja, bem como oferecer catálogos digitais por WhatsApp com fotos, preços e disponibilidade de produtos”, conclui.
Venda de fotos íntimas criadas por inteligência artificial gera debates

No início do mês veio à tona denúncias de que fotos íntimas, criadas por inteligência artificial, com o rosto de alunas de um colégio em Belo Horizonte, com idades entre 12 e 17 anos, estariam circulando em grupos públicos de um aplicativo de mensagens. De acordo com a denúncia divulgada nas redes sociais, esses “fake nudes” eram criados pelos próprios estudantes da instituição. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi chamado à ação pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. A parlamentar também encaminhou um ofício à direção da escola, pedindo esclarecimentos sobre o ocorrido e questionando quais providências estavam sendo tomadas para responsabilizar os envolvidos na criação, divulgação e disseminação do material. Sobre o assunto, o Edição do Brasil conversou com o advogado especialista em Direito Digital, Victor Tales Carvalho. A criação e venda de imagens íntimas falsas, geradas por inteligência artificial, é considerada crime no Brasil?Mesmo o país não tendo uma legislação específica sobre deepfakes, a criação e comercialização de imagens íntimas falsas pode configurar diversos crimes, como difamação, injúria, falsidade ideológica, além de dispositivos da Lei de Importunação Sexual (Lei nº 13.718/2018). Quando envolve crianças ou adolescentes, a conduta pode ser enquadrada como pornografia infantil (ECA, art. 241). Além da esfera penal, também há violação de direitos da personalidade e de propriedade intelectual, principalmente quando a imagem é utilizada com fins comerciais, de fraude ou associada à identidade digital de uma pessoa pública. Esse tipo de prática pode ser enquadrado como pornografia infantil, mesmo sem imagens reais?O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já consolidou entendimento de que montagens digitais simulando atos sexuais com menores, mesmo que irreais, configuram pornografia infantil. O que importa não é se o conteúdo é real ou gerado por inteligência artificial, mas sim o dano gerado à dignidade da criança e o incentivo à exploração da imagem infantil. Isso pode levar à responsabilização criminal de quem cria, compartilha ou armazena esse tipo de material. O que a lei brasileira prevê hoje em relação ao uso indevido de ferramentas de inteligência artificial para manipulação de imagens?Atualmente, não existe uma lei específica para deepfakes no Brasil. Mas há diversas normas que são aplicadas de forma combinada como o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014): permite a responsabilização de plataformas após notificação e ordem judicial; Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018): considera imagem e voz como dados sensíveis, exigindo consentimento claro para uso; Código Penal: crimes contra a honra, falsidade ideológica, falsa identidade; Código Civil: reparação por danos morais e materiais; Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): proteção integral de menores. A quem cabe a responsabilidade nesses casos, apenas aos autores das imagens ou também a quem compartilha e vende?Todos os envolvidos podem ser responsabilizados: quem cria, quem compartilha e quem comercializa o conteúdo. Em casos envolvendo menores, os pais ou responsáveis podem ser civilmente responsabilizados. As plataformas também podem ser responsabilizadas, especialmente quando, mesmo após notificação formal, mantêm o conteúdo ativo. Que orientações devem ser dadas para famílias e escolas diante desses casos?É fundamental que medidas preventivas e reativas sejam adotadas de forma integrada e eficaz: familiares devem acompanhar e orientar seus filhos sobre os riscos da superexposição nas redes sociais, o impacto jurídico e emocional de compartilhar imagens íntimas, mesmo entre colegas, e a importância do consentimento digital. Já as escolas precisam atualizar seus regimentos internos para prever expressamente as sanções aplicáveis em casos de crimes digitais, como deepfakes, cyberbullying e compartilhamento de conteúdo íntimo manipulado. Também é papel da escola fazer palestras, oficinas e ações permanentes de conscientização sobre uso ético da tecnologia. Que mudanças na legislação brasileira seriam urgentes para proteger crianças e adolescentes desse tipo de violência?O Brasil precisa de uma legislação específica para regular o uso da inteligência artificial, mudanças urgentes incluem a tipificação penal para deepfakes, com agravantes quando envolver menores; responsabilização objetiva das plataformas por omissão; inclusão de proteção de identidade visual e imagem na Lei de Propriedade Intelectual; criação de mecanismos rápidos de denúncia e remoção; e políticas de educação digital obrigatórias nas escolas.
Vôlei é boa opção para melhorar a forma física

O vôlei é mais do que uma simples atividade, pois a prática integra benefícios para a saúde física, mental e social. Seja nas quadras profissionais ou em jogos informais, o esporte se destaca por promover o bem-estar de seus praticantes. Segundo o professor de vôlei Leonardo Dias, o esporte exige de seus atletas habilidades motoras que são trabalhadas de forma intensa durante a prática. “Contribui para o fortalecimento muscular, o desenvolvimento da coordenação motora e a melhora da capacidade cardiovascular. Trata-se de um esporte que exige deslocamentos rápidos, saltos frequentes, giros, impulsões e reflexos ágeis. Cada movimentação realizada durante uma partida estimula diferentes grupos musculares, como pernas, glúteos, abdômen, costas e ombros, o que resulta em um ganho de força e resistência de forma equilibrada”, explica Dias. “Ele trabalha tanto a parte aeróbica quanto a anaeróbica, o que significa que o praticante desenvolve condicionamento físico e força muscular ao mesmo tempo. As trocas de direção, saltos para o bloqueio ou ataque e movimentos rápidos para recepção da bola estimulam a agilidade e a explosão muscular, contribuindo para um corpo mais ágil e resistente”, complementa. Além disso, o esporte atua diretamente no sistema cardiovascular. Com a prática regular, há melhora na circulação sanguínea, redução da pressão arterial e aumento da capacidade pulmonar. Isso diminui o risco de doenças cardíacas, como hipertensão e infarto, além de contribuir para a regulação do metabolismo. “Uma hora de jogo pode queimar entre 400 e 600 calorias, o que ajuda no controle do peso corporal e na prevenção do diabetes tipo 2”. Dias ressalta que a coordenação motora e o equilíbrio também estão entre os principais ganhos físicos do vôlei. “Os movimentos exigem precisão, tempo de reação rápido e controle corporal, o que estimula o desenvolvimento neuromuscular. Crianças e adolescentes, por exemplo, se beneficiam bastante dessa característica, já que estão em fase de crescimento e formação motora”. Outro benefício importante, mas muitas vezes negligenciado, é a melhora da postura e da consciência corporal, observa Dias. “Ao exigir movimentações rápidas e controladas, o vôlei favorece o fortalecimento dos músculos que sustentam a coluna e a pelve. Isso impacta positivamente na postura e na prevenção de dores crônicas, como lombalgias e tensões cervicais”. Por ser um esporte coletivo, o vôlei se mostra uma poderosa ferramenta de desenvolvimento social. A interação constante entre os jogadores, seja por meio dos passes, da comunicação em quadra ou das decisões táticas, fortalece vínculos interpessoais, incentiva a cooperação e ensina valores fundamentais como empatia, respeito, paciência e espírito de equipe. No campo da saúde mental, o esporte se destaca não apenas no estímulo cognitivo, desenvolvendo habilidades como concentração e agilidade mental, mas também como uma atividade que ajuda a reduzir sintomas de ansiedade, estresse e até depressão. “Isso se deve, em grande parte, à liberação de neurotransmissores como a endorfina, dopamina e serotonina durante o exercício físico, substâncias ligadas ao bem-estar, prazer e relaxamento”, reforça o professor. Além de promover uma convivência saudável, o vôlei também atua como espaço de inclusão. “Por ser uma atividade acessível e adaptável, permite a participação de diferentes faixas etárias, gêneros e realidades sociais. É comum encontrar grupos que utilizam o esporte como meio de integração entre crianças, adolescentes, adultos e até idosos, contribuindo para a redução do isolamento social e para a construção de comunidades mais unidas”, conclui.
Minas Gerais espera cerca de 3 milhões de pessoas no período de festas juninas

O Estado está promovendo o maior circuito de festas juninas de sua história: o Minas Junina 2025. Segundo informações do governo, mais de 400 cidades mineiras estão envolvidas nas comemorações. A programação teve início no dia 7 de maio, com a divulgação das festividades, e seguirá até o dia 30 de junho. A estimativa é de que os festejos atraiam cerca de 3 milhões de visitantes em todo o Estado, gerando uma movimentação econômica superior a R$ 20 milhões. A proposta surge como uma iniciativa para valorizar e promover as festas populares e tradicionais que acontecem durante o período junino em Minas Gerais. Com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), o programa busca integrar as manifestações culturais e turísticas do Estado, promovendo a diversidade e a riqueza cultural mineira. Em Belo Horizonte, o Arraiá da Liberdade, realizado pela Fundação Clóvis Salgado (FCS) e sediado nos jardins do Palácio da Liberdade, será nos dias 27, 28 e 29 de junho, o espaço que simboliza a conexão entre a capital e o interior do Estado. Grupos de quadrilha, congos, catopês e outras manifestações culturais de diversas regiões mineiras irão se apresentar no local, celebrando as festas juninas como momentos de fé, encontro, expressão artística e identidade mineira. O especialista em turismo, Frederico da Costa, destaca a importância de políticas públicas que reconheçam o valor das festas tradicionais para as comunidades locais. “As festas juninas atraem milhares de pessoas para diversas cidades mineiras e já existem no nosso Estado alguns eventos que são muito tradicionais, como o Festival de Quadrilhas do Vale do Jequitinhonha, o Forró do Regaço, em Pavão, a Festa de Santo Antônio de Roças Grande, em Sabará, e a Festa do Divino em Diamantina. Lançar um novo olhar para essas celebrações é reconhecer a importância delas para as comunidades, para a geração de emprego e renda, e do legado cultural que elas preservam”. Ao promover as festas juninas como atrativos turísticos, o projeto contribui para o desenvolvimento econômico local e para a preservação do Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, garantindo que as tradições e manifestações culturais sejam transmitidas às futuras gerações. Além disso, a iniciativa estimula o turismo regional, atraindo visitantes interessados em vivenciar as tradições culturais de Minas Gerais. Ainda na avaliação de Costa, a consolidação do Estado como um destino turístico para a temporada de frio, destaca-se pela manifestação da cultura popular que une elementos indígenas, negros e da cozinha mineira. “Em terras mineiras, temos características muito próprias nessa junção da fogueira, dos povos originários, da cultura negra e dessa cozinha estritamente híbrida”, afirma. O projeto pode ter um impacto significativo nas comunidades locais, promovendo a inclusão social, o fortalecimento dos vínculos comunitários e o desenvolvimento sustentável, ressalta o especialista em turismo. “Ao apoiar as festas tradicionais, o programa contribui para a valorização das culturas locais, incentivando a participação ativa da população na organização e realização dos eventos. Além disso, o projeto estimula a economia criativa, impulsionando setores como a gastronomia, o artesanato e o comércio local”. Para o produtor cultural, Rafael Lacerda, as festas juninas também cumprem um papel social e educativo relevante. “Muitas delas são organizadas por escolas, igrejas e comunidades locais, incentivando a participação ativa de crianças, jovens, adultos e idosos. Esse envolvimento fortalece os vínculos comunitários, promove o trabalho coletivo e incentiva o sentimento de pertencimento”. Em regiões mais vulneráveis, as celebrações oferecem uma alternativa positiva de lazer, contribuindo para a ocupação segura do espaço público e para a prevenção da violência. “Eventos escolares e comunitários ligados às festas juninas servem como ferramentas pedagógicas que integram disciplinas como história, arte, geografia e literatura, ao mesmo tempo em que estimulam a transmissão oral de saberes populares”, conclui.
82% dos bares e restaurantes esperam faturar mais no Dia dos Namorados

A chegada do Dia dos Namorados tem gerado grande expectativa entre bares e restaurantes. Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 82% dos empresários do setor estimam um aumento no faturamento em relação ao ano anterior, com a maioria projetando crescimento de até 20%. A adesão à data é expressiva: 95% dos estabelecimentos planejam funcionar no dia 12 de junho, sendo que 1% abrirá exclusivamente para essa data. Apenas 5% afirmaram que não abrirão ou ainda não definiram se irão operar. O período que antecede o Dia dos Namorados já revela sinais de recuperação no segmento. Dados de abril mostram que 40% dos estabelecimentos obtiveram lucro, outros 40% conseguiram manter o equilíbrio financeiro e 19% ainda operaram no vermelho. Apesar dos desafios relacionados a custos e à instabilidade econômica, o setor demonstra mais resiliência em comparação aos últimos anos. Entre as estratégias adotadas para manter a clientela, destaca-se o controle nos reajustes de preços. Nos últimos 12 meses, 60% dos bares e restaurantes atualizaram seus cardápios com aumentos iguais ou inferiores à inflação, enquanto 34% optaram por não alterar os preços. Apenas 6% aplicaram reajustes acima do índice inflacionário oficial. Um dos principais motivos é a queda da inflação e a leve recuperação do poder de compra da população. Com mais estabilidade econômica, os consumidores tendem a gastar mais em ocasiões especiais, como o Dia dos Namorados. “Há uma percepção clara de que as pessoas voltaram a incluir o lazer e os jantares fora de casa na sua rotina de celebração. Isso impacta diretamente o setor, que é movido por datas comemorativas”, afirma a economista Paula Albuquerque. Ela reforça que o aumento da digitalização do setor também é um fator importante. “As redes sociais têm sido fundamentais para atrair o público com campanhas de marketing direcionadas, sorteios, reservas on-line e promoções especiais. Muitos empresários também apostam em menus reduzidos e serviço otimizado para garantir fluidez na operação, evitando filas e esperas prolongadas, que podem comprometer a experiência dos casais”. Outro fator que alimenta o otimismo é o fato de que, neste ano, o Dia dos Namorados cairá em uma quinta-feira, o que aumenta o leque de possibilidades de comemoração. “Muitos casais devem estender a celebração para o fim de semana posterior, o que pode gerar mais dias de movimento intenso nos estabelecimentos. Para os empresários, isso representa uma chance de faturamento diluído e consistente ao longo de mais dias”, completa. Minas Gerais No Estado, a maioria dos estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar está otimista com as vendas no Dia dos Namorados. De acordo com a Abrasel MG, 77% das empresas esperam um aumento no faturamento para a data. Entre elas, 13% preveem um crescimento superior a 30% em comparação com um dia comum. Há ainda negócios que projetam um desempenho bem mais expressivo, com elevação na receita que pode chegar a 80%, impulsionados pelo forte apelo emocional e comercial da ocasião. 7% estimam aumentar o faturamento entre 21% e 30%, 17% esperam incrementar os negócios entre 11% e 20%, 18% acreditam que vão faturar mais, entre 6% e 10%, e 22% projetam elevar a receita em até 5%. Muitos estabelecimentos estão mais bem preparados este ano para explorar o potencial comercial da data. “Hoje em dia, vender um jantar não é suficiente, pois precisamos vender também uma experiência. A data exige um toque de romantismo, um clima acolhedor, e é isso que estamos buscando oferecer”, afirma o dono de restaurante, Manoel Lima. “Montar menus exclusivos para casais, com entrada, prato principal e sobremesa harmonizados cria um clima de sofisticação. Outra opção é apostar na decoração temática, ambientes iluminados por velas, arranjos de flores e músicas românticas, além de trabalhar com promoções e pacotes fechados. Divulgar com antecedência as opções do Dia dos Namorados nas redes sociais, por meio de fotos bem produzidas e textos criativos, são algumas das estratégias para alcançar o faturamento esperado”, finaliza.
Área desmatada no Brasil registra redução de 32,4% no ano passado

Houve uma queda de 32,4% na área desmatada e de 26,9% no número de alertas de desmatamento em 2024. No total, foram desmatados 1.242.079 hectares no Brasil, com 60.983 alertas registrados em todo o país ao longo do ano. De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD) da Mapbiomas, ocorreu redução no desmatamento em cinco dos seis biomas do país. A única exceção foi a Mata Atlântica, que apresentou níveis semelhantes aos registrados em 2023. Entre os dois anos analisados, os biomas Pantanal e Pampa lideraram a redução nas áreas desmatadas. Em seguida, vieram o Cerrado, a Amazônia e a Caatinga. Já a Mata Atlântica foi o único bioma a registrar aumento, com crescimento de 2%. Ao longo de 2024, a média diária de desmatamento foi de 3.403 hectares, o que equivale a cerca de 141,8 hectares por hora. O dia com maior registro de desmatamento foi 21 de junho, quando 3.542 hectares de vegetação nativa foram derrubados em apenas 24 horas. No bioma Cerrado, o ritmo de destruição foi ainda mais acelerado, com uma média de 1.786 hectares perdidos por dia. No ano de 2024, 43% da área desmatada no país contou com algum tipo de autorização legal. O Cerrado foi o bioma com o maior número de desmatamentos autorizados, representando 66% da vegetação nativa suprimida. Já na Amazônia, apenas 14% das áreas desmatadas possuíam autorização. De acordo com o Mapbiomas, mais de 97% da perda de vegetação nativa registrada no Brasil nos últimos seis anos está relacionada à pressão das atividades agropecuárias. Segundo o engenheiro ambiental Mauro Fagundes, o desmatamento no Brasil tem consequências graves para o meio ambiente e para a sociedade. “A Floresta Amazônica, por exemplo, desempenha um papel crucial na regulação do clima, na manutenção do ciclo hidrológico e na preservação da biodiversidade. A perda de vegetação nativa compromete esses serviços ecossistêmicos, aumentando a vulnerabilidade a desastres naturais e acelerando as mudanças climáticas”. Fagundes ressalta que o governo brasileiro implementou políticas de combate ao desmatamento, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas na Amazônia (PPCDAm), que visa reduzir a destruição da floresta por meio de ações coordenadas entre diferentes esferas governamentais. “Também houve um aumento na fiscalização e embargos de propriedades que desrespeitam a legislação ambiental, dificultando a expansão ilegal da fronteira agrícola”. “Além disso, modelos como a Integração Lavoura-Pecuária- -Floresta (ILPF) têm sido promovidos por instituições como a Embrapa. Essas práticas permitem a produção agrícola e pecuária sem a necessidade de expandir a área desmatada, melhorando a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas de produção”, diz. A geógrafa Rita Pereira explica que para continuar diminuindo esses números é necessário reforço na fiscalização e monitoramento ambiental. “Ampliar o uso de tecnologias, como satélites e inteligência artificial, para detecção em tempo real de desmatamento ilegal, investir em órgãos fiscalizadores, como IBAMA e ICMBio, com mais pessoal, estrutura e orçamento e aplicar punições efetivas e ágeis para crimes ambientais, com bloqueio de bens e embargo imediato de áreas ilegais”. Na avaliação de Rita, é importante trabalhar no controle do uso da terra, incentivos à produção sustentável, valorização das florestas e proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais. “Concluir o cadastro ambiental rural (CAR) e cruzar os dados com áreas desmatadas para responsabilizar infratores, promover a titulação de terras com condicionantes ambientais, garantindo que apenas áreas regularizadas possam receber financiamento público ou privado. Fomentar práticas como agrofloresta, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e sistemas de manejo sustentável e oferecer crédito rural e benefícios fiscais apenas a produtores que comprovem boas práticas ambientais”. “Expandir programas de pagamento por serviços ambientais (PSA), como o Floresta+, fomentar cadeias produtivas sustentáveis da floresta, como açaí, castanha-do- -pará e borracha natural, e garantir e respeitar a demarcação de terras indígenas e territórios quilombolas, que têm taxas muito menores de desmatamento”, conclui.
Número de crianças obesas deve chegar a 75 milhões em 2025

Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade mórbida infantil não apenas compromete a saúde física das crianças, mas também impacta seu bem-estar emocional e social. A Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões. O 3 de junho é o Dia Mundial da Conscientização sobre a Obesidade Mórbida Infantil, uma data importante para alertar sobre os riscos da doença e a necessidade de promover hábitos saudáveis. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos está mais pesada do que o ideal. O governo federal determinou uma diminuição no percentual de alimentos processados oferecidos nas escolas públicas. A meta é limitar esse tipo de alimento a 15% em 2025 e reduzir ainda mais para 10% em 2026. A iniciativa tem como objetivo promover uma alimentação mais saudável entre os estudantes e enfrentar o crescente problema da obesidade infantil. A obesidade mórbida infantil resulta de uma combinação complexa de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Segundo o endocrinologista pediátrico Gilberto Assunção, “a alimentação inadequada, caracterizada pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras, é uma das principais causas do problema. Além disso, o sedentarismo, impulsionado pelo aumento do tempo em frente às telas e pela diminuição das atividades físicas, contribui significativamente para o ganho de peso excessivo”. Fatores genéticos também desempenham um papel importante. Crianças com pais obesos têm maior predisposição a desenvolver a condição, embora o estilo de vida e os hábitos alimentares desempenhem um papel crucial na manifestação da obesidade. S egundo Assunção, os sintomas da obesidade mórbida infantil vão além do aumento de peso visível. “Crianças afetadas podem apresentar dificuldades respiratórias, como apneia do sono, dores articulares devido ao sobrepeso, hipertensão arterial, resistência à insulina e alterações nos níveis de colesterol. Psicologicamente, podem sofrer com baixa autoestima, depressão e ansiedade, frequentemente exacerbadas pelo estigma social associado ao peso excessivo”. “A longo prazo, a obesidade mórbida infantil aumenta o risco de desenvolvimento de problemas crônicos na vida adulta, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Portanto, é essencial tratar a obesidade na infância para prevenir complicações futuras”, explica. Para a nutricionista Cristina Souza, o tratamento da doença deve ser individualizado, levando em consideração a idade da criança, o grau de obesidade e a presença de comorbidades. “A abordagem envolve mudanças na alimentação, com a adoção de uma dieta balanceada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, com redução do consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras saturadas. Também o incentivo à prática regular de atividades físicas, visando aumentar o gasto energético e melhorar a saúde cardiovascular”. Cristina ressalta que a prevenção deve começar desde os primeiros anos de vida. “A amamentação exclusiva até os seis meses de idade e a introdução gradual de alimentos saudáveis são práticas recomendadas. Além disso, é importante oferecer uma dieta equilibrada, reduzir o tempo de uso de dispositivos eletrônicos, como televisão, computadores e celulares, especialmente durante as refeições e ter consultas pediátricas regulares para acompanhar o crescimento da criança e identificar precocemente sinais de sobrepeso ou obesidade”.
Falhas podem fazer que sistema de regulação de leitos seja centralizado

Integrantes da reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) apontaram a possibilidade de o governo estadual estar caminhando para a unificação das centrais macrorregionais de saúde. Embora não haja uma confirmação oficial, a expectativa é de que uma nova central seja implantada em Belo Horizonte ou em alguma cidade da Região Metropolitana. O deputado Lucas Lasmar (Rede) destacou o encaminhamento da discussão, após solicitar a realização da audiência pública que debateu a possível desativação das centrais de regulação localizadas em cidades-polo de Minas Gerais. “Pelo que entendi, a meta é centralizar a regulação com uma unidade na RMBH; podemos nos preparar, porque vai haver essa centralização”. Durante a audiência, foi explicado que cada macrorregião de saúde conta com uma central de regulação composta por médicos e técnicos responsáveis por gerenciar, por meio do sistema SUS Fácil, o encaminhamento de pacientes do SUS para leitos hospitalares em sua área de cobertura. Entre os impactos observados, ele destacou denúncias de situações críticas, como a atuação de apenas um médico regulador para duas regiões e casos de regulação feita remotamente, o que teria provocado a priorização de pacientes menos graves em detrimento de casos mais urgentes. “Temos um médico regulando 1.200 pacientes em 12 ou 24 horas. O Estado tem dinheiro para contratar mais profissionais. Para onde está indo o recurso que o governo recebeu da Vale?”, ressaltou. Também foi destacada a falta de articulação eficiente entre as centrais estaduais e as unidades municipais de regulação, o que compromete a fluidez na gestão dos atendimentos. “O que se diz é que as centrais municipais protegem as vagas de sua central e deixam em segundo plano as outras centrais”. A promotora Josely Ramos Pontes, da Promotoria de Defesa da Saúde de Belo Horizonte, ressaltou que muitas deficiências no atendimento à saúde não são refletidas nos dados dos sistemas informatizados. Segundo ela, no caso específico do Hospital João XXIII, a situação teria se agravado após o encerramento das atividades do Hospital Maria Amélia Lins. “Vemos pacientes no João XXIII colocados em corredores em andares de cima do prédio, para serem invisibilizados”. Josely também comentou a iniciativa do governo de modernizar o sistema de regulação por meio do projeto SUS Fácil 4.0, que prevê o uso de inteligência artificial e recursos de tecnologia da informação para otimizar o processo de encaminhamento de pacientes. “Tenho dúvidas em relação a compras de equipamento de TI; há ações judiciais que beiram R$ 150 milhões por não se utilizarem os equipamentos pedidos; com a demora, muitas ferramentas compradas se tornam obsoletas”. Ela expressou preocupação com a influência de interesses corporativos na gestão das informações do SUS Fácil. “Muitas vezes, o leito está vazio porque alguns médicos e alguns hospitais fazem prevalecer o interesse corporativo; nosso problema não é apenas do software desatualizado, é um problema de atitude pessoal”, criticou. O subsecretário de Acesso a Serviços de Saúde de Minas Gerais, Renan Guimarães de Oliveira, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), admitiu que o sistema atual de regulação apresenta falhas e precisa ser aprimorado. “Precisamos integrar mais, para que os reguladores tenham maior apoio, por isso, precisamos rever o sistema atual, diante do aumento da demanda”. Ao ser informada de que 431 municípios mineiros já assumiram a gestão plena dos serviços de saúde, Kátia Regina Rocha, presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), alertou para o risco do chamado “efeito captura”, quando interesses locais passam a interferir nas decisões do sistema de regulação. “O prefeito, com a gestão do sistema, captura toda a saúde local e faz o que quer, muitas vezes, em dissonância com o que a população precisa”. Samuel Pires Teixeira, diretor do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed), expressou a preocupação dos médicos reguladores diante da crescente precarização das condições de trabalho. “Preocupa-nos o pano de fundo de tudo isso, a terceirização e pejotização têm sido deletérias para o atendimento, e essa responsabilidade é do Estado”. Em oposição ao modelo estadual, a promotora defendeu o aprimoramento da regulação por meio de dados mais detalhados sobre o atendimento, sem extinguir as centrais existentes. Além disso, manifestou-se veementemente contra a privatização ou terceirização de qualquer serviço de saúde. “O Estado não pode abrir mão de fiscalizar, regular, controlar; é sua obrigação”.
Minas registra 530 acidentes de trânsito no primeiro trimestre

De acordo com dados compilados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o número de acidentes envolvendo motoristas sem habilitação tem crescido em Minas Gerais. Nos três primeiros meses deste ano, foram contabilizadas 530 ocorrências em municípios mineiros, o equivalente a uma média diária de seis casos. Esse total representa um aumento de 2,5% em comparação com o mesmo período de 2024. Entre janeiro e março, foram registrados pelo menos 418 acidentes com vítimas, o que representa um aumento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os acidentes envolveram um total de 629 vítimas. Desse número, 532 pessoas ficaram feridas, com lesões leves ou graves, um crescimento de 4,1% em comparação ao ano de 2024, enquanto outras 10 perderam a vida, representando uma redução de 47,4% nos óbitos. As ações de fiscalização realizadas pelas forças de segurança de Minas Gerais identificaram 2.041 condutores dirigindo veículos de forma irregular, o que indica um aumento de 1%. A falta de habilitação é um fator de risco significativo no trânsito. Segundo o especialista em segurança viária e trânsito, José Carlos Souza, a ausência de formação adequada compromete a capacidade do motorista de reagir a situações imprevistas e de respeitar as normas de trânsito. “Sem a habilitação, o motorista não possui o conhecimento necessário para conduzir com segurança, o que aumenta consideravelmente o risco de acidentes”. Ele defende a implementação de ações integradas para combater o problema. “É necessário uma abordagem multifacetada, que inclua fiscalização rigorosa, educação no trânsito e melhorias na infraestrutura viária. É fundamental que haja um esforço conjunto entre órgãos de trânsito, sociedade e governo para promover um trânsito mais seguro, além da necessidade de políticas públicas mais eficazes, como campanhas educativas contínuas e fiscalização intensificada, para combater a direção sem habilitação e outros comportamentos de risco. Somente com ações coordenadas será possível reverter esse quadro alarmante”. O professor de direção, Leonardo Silveira, diz que o elevado número de acidentes envolvendo motoristas sem habilitação em Minas Gerais é um reflexo de falhas no sistema de trânsito e na conscientização dos condutores. “É importante que o Estado adote medidas mais eficazes para combater a direção irregular e promover a segurança viária. Somente com ações integradas e contínuas será possível reduzir significativamente os índices de acidentes e salvar vidas no trânsito mineiro”. Para Silveira, promover campanhas educativas em escolas, empresas e comunidades para conscientizar sobre as normas de trânsito é uma das principais atitudes. “A fiscalização rigorosa também é essencial. Intensificar a fiscalização para coibir a condução de veículos por motoristas inabilitados e o cumprimento das leis de trânsito”. “Investir em melhorias na infraestrutura viária, como sinalização adequada, iluminação pública e manutenção das vias, para proporcionar um ambiente mais seguro para todos, estabelecer parcerias entre diferentes órgãos e entidades, como polícia, saúde, educação e sociedade civil, para ações integradas de prevenção e conscientização e oferecer suporte psicológico para vítimas de acidentes e seus familiares, auxiliando na recuperação e enfrentamento das consequências traumáticas são ações que podem fazer a diferença”, conclui.
Brasil conta com 8 milhões de jovens empreendedores

De acordo com dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Minas Gerais conta com 4,015 milhões de microempreendedores individuais (MEIs). Dentre eles, 927.840 têm entre 16 e 30 anos, o que representa aproximadamente 23,11% do total de MEIs no Estado. Outro levantamento realizado pelo Sebrae, com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, indica que, nos últimos dez anos, houve um crescimento de 23% no número de empreendedores com idades entre 18 e 29 anos. Além disso, conforme dados do Monitor Global de Empreendedorismo, o Brasil conta com aproximadamente 8 milhões de jovens empreendedores na faixa etária de 18 a 24 anos. O especialista em gestão empresarial, Matheus Paiva, destaca que a redução do emprego formal tem impulsionado os jovens a buscar alternativas. “O empreendedorismo entra nesse cenário com a possibilidade de conjugar a formação de capital e a evolução material como indivíduo, com a questão de propósito, de deixar sua marca no mundo”, afirma. “Essa busca por propósito é evidente na geração Z, que valoriza mais a liberdade e o impacto social de seus negócios do que a estabilidade de um emprego tradicional. Eles querem mais autonomia e flexibilidade, preferindo empreender a seguir uma carreira tradicional”. Segundo Paiva, a presença de redes de apoio e programas de mentoria tem sido fundamental para o desenvolvimento dos jovens empreendedores. “O Sebrae, por exemplo, tem atuado como catalisador de iniciativas, oferecendo capacitação, acesso ao crédito e consultorias. A formalização dos negócios também tem avançado, nos últimos anos aumentou o número de jovens empreendedores que possuem CNPJ. Esse avanço é crucial para o acesso a benefícios fiscais, crédito e maior legitimidade no mercado”. Para o economista Fabrício Diniz, os jovens empreendedores têm contribuído significativamente para a criação de empregos, tanto diretos quanto indiretos. “Ao abrir novos negócios, eles geram oportunidades de trabalho para outras pessoas, ajudando a reduzir o desemprego, especialmente entre os mais jovens. Além disso, a criatividade e a disposição para assumir riscos são características marcantes dos jovens empreendedores, o que tem levado ao surgimento de novos produtos, serviços e modelos de negócios, promovendo a inovação e a diversificação da economia brasileira”. “O empreendedorismo jovem tem se mostrado uma ferramenta eficaz para promover a inclusão social. Indivíduos de diferentes origens socioeconômicas estão utilizando essa estratégia como meio de ascensão social, contribuindo para a redução das desigualdades no país, a participação feminina e de quem se autodeclara preto ou pardo vem crescendo nos últimos anos”, ressalta. Diniz explica que ainda há desafios antes de prosperar o próprio negócio. “O acesso ao crédito continua sendo um dos principais obstáculos para os jovens que desejam iniciar ou expandir seus negócios. A complexidade burocrática e a elevada carga tributária também são obstáculos significativos, além da necessidade de lidar com uma infinidade de documentos e processos legais, o que pode desmotivar aqueles que estão começando os seus negócios”. O cenário para o empreendedorismo jovem no Brasil é promissor, esclarece Paiva. “Com o apoio de políticas públicas voltadas à capacitação, redução da burocracia e incentivo ao crédito, é possível criar um ambiente mais favorável para o crescimento dos negócios. Além disso, a crescente digitalização da economia e o surgimento de novas tecnologias oferecem oportunidades para que os jovens inovem e se destaquem no mercado”. Em resumo, o empreendedorismo jovem não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade que está moldando o futuro econômico do país. “Com determinação, criatividade e apoio adequado, os jovens empreendedores têm o potencial de transformar desafios em oportunidades, contribuindo para um Brasil mais dinâmico, inclusivo e próspero”, conclui.