Ser ou não ser, eis a questão!

O Brasil sem dúvida é um país abençoado, cuja história não é valorizada. Os entremeios políticos ideológicos acabam não deixando o gigante avançar e superam as expectativas desenvolvimentistas desde a implantação da República. Não conseguiu se acertar, o que pode ser comprovado pela extensa “folha corrida” de depressões compondo o currículo republicano. Começou mal. Desde o encilhamento, uma das piores crises econômicas que tivemos (1889/1891), causada por má política, emissão descontrolada de moeda, especulação financeira, que não deram resultados, não fortaleceu a República, apenas a estabeleceu, continua…

Haja vista as constituições que se aventuraram em soluções viáveis para o bem-estar do brasileiro e do progresso do país, inseridos em uma pseudodemocracia sem fins vantajosos. A única Carta liberal que tivemos desde o golpe de 15 de novembro de 1889 foi a Constituição de 1891, nos moldes da de 1824 do Império. Persistiu até o fim do Café-com- -Leite, a alternância no Catete entre São Paulo e Minas Gerais. De cunho socialista, vieram as de 1934 e de 1937, ditatoriais; a de 1946 (volta do Estado de Direito), a de 1967, da era militar (com emenda em 1969, após o famigerado AI-5), e a de 1988, apelidada de “Colcha de retalhos”.

O que temos hoje na Praça dos Três Poderes é o excesso de uma Carta que extrapolou o correto limite de uma norma básica e com raízes alicerçadas para o bom desempenho, pois é excessiva em muitos pontos, os quais deveriam vir somente com normas ordinárias; as brechas são tão alarmantes que o abuso da autoridade dos Poderes escarnece a segurança, a economia e a liberdade.

É incrível como o quinto maior país do mundo, onde cabe quase todo o continente europeu no seu território, possuidor de riquezas minerais em abundância, inclusive terras raras e petróleo, abastança na agropecuária, é consolidado apenas como aspirada potência mundial. Nosso agronegócio representa quase 30% do PIB nacional e gera cerca de 30 milhões de empregos. Alimentamos 10% da população mundial e somos o 3º maior exportador, com bilhões e bilhões de dólares na nossa economia.

As eleições estão aí. A polarização tomou conta desde o implante infeliz há uns vinte anos do “Eles e Nós”. O Brasil nunca foi dividido dessa forma. Antes a divisão era apenas no sentido casual, sem meandros, sem rancor, sem ódio ou lacração. Somos sancionados com sobretaxas pelo governo estadunidense — o Brasil sempre foi parceiro e de boas relações bilaterais, e os EUA o primeiro Estado a reconhecer oficialmente a nossa independência — e não há uma política unificadora, apenas a de falar mal da América inglesa e usar a soberania como subterfúgio. Nossa diplomacia foi exemplar na época do Império até a década de 1930. Mas tivemos muitos diplomatas clássicos depois, como, Walther Moreira Salles (1952/1953, 1959/1961), Roberto Campos (1961/1964), Paulo Tarso Flecha de Lima (1993/1999), e chanceleres como o Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Júnior, 1902/1912), Afrânio de Melo Franco (1930/1933), Oswaldo Aranha (1938/1944), Horácio Lafer (1959/1961), Vasco Leitão da Cunha (1964/1966) e Magalhães Pinto (1967/1969).

O que a América Portuguesa precisa é de seriedade e menos show, divisões não tenebrosas, educação elevada, imprensa livre, patriotismo apropriado, valorização do seu povo, sem cotas e menos assistencialismo. O brasileiro quer segurança e liberdade para Ser e para colaborar com o país e fazê-lo primeiro mundo. Estamos muito atrasados, há sentimento de abandono, cada vez mais nos distanciamos da verdadeira união e da exata soberania.

A República precisa se acertar ou será que está fadada à extinção?

Em tempo: Viva o 16 de julho, Dia de Minas, terra da Liberdade!

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