Curiosidades da Copa do Mundo de Futebol

A música está na cabeça de milhares de pessoas: “Noventa milhões em ação, salve a Seleção!”. Isso foi na Copa de 1970, quando o Brasil tinha 90 milhões de habitantes. Hoje, o país tem mais de 213 milhões em 5.569 municípios.

Nossa Seleção conquistou o título em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, agora é tentar o hexa. O mundo estará ligado no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, Cidade do México, com a realização do primeiro jogo da Copa do Mundo de Futebol. A Fifa estima que cerca de sete milhões de torcedores estarão presentes nos estádios durante o Mundial.

Pela televisão, a expectativa é que cerca de seis bilhões de pessoas acompanhem os jogos ao redor do mundo. O número de turistas internacionais aponta para a chegada de até seis milhões para o evento. A previsão de movimentação financeira da Fifa para os jogos é de R$ 55 bilhões em 2026, superando com folga os US$ 7 bilhões de 2022, no Catar. A Fifa repassa cerca R$ 4,5 bilhões distribuídos entre as 48 seleções participantes, o prêmio ao campeão será de R$ 275 milhões.

A Copa do Mundo de 2026 não será apenas maior no discurso. Ela terá 48 seleções, 104 jogos, 16 cidades-sede e três países organizando a mesma edição, algo que muda de verdade a experiência do público. Para o torcedor, isso significa uma Copa menos concentrada, mais cara em alguns casos, mais espalhada e muito dependente de planejamento. Para o espetáculo, significa um evento pensado para ser ainda mais global, televisivo e próximo do modelo de mega entretenimento. Além desses detalhes, são várias curiosidades. A história do Mundial começou em 1930, dois anos depois da fundação da Fifa, responsável por sua organização. A primeira edição do certame ocorreu no Uruguai e reuniu 13 países de federações reconhecidas pela confederação internacional. Os donos da casa foram campeões.

De lá para cá, o campeonato vem sendo disputado a cada quatro anos. As exceções foram os anos de 1942 e 1946, marcados pela Segunda Grande Guerra. Das 23 edições, o Brasil venceu cinco e, com isso, ocupa o posto de maior campeão, seguido por Itália e Alemanha, com quatro taças cada.

Será a primeira Copa disputada em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O México será o primeiro país a receber três edições e terá o dobro de participantes que as Copas de 1986 e 1994, com o mesmo formato, mas duplicado. Passará a ter um mata-mata a mais, com 32 seleções. A competição será disputada em 16 estádios diferentes. A Copa do Mundo 2026 terá 39 dias de duração. Os jogadores Messi e Mbappé podem se tornar os maiores goleadores do torneio, o argentino tem 13 gols e o francês possui 12. O alemão Klose é o recordista com 16.

Também muda a geografia do torneio. Em vez de um país centralizando quase tudo, a edição de 2026 será dividida entre Canadá, México e Estados Unidos, com sedes que vão de Vancouver e Toronto a Cidade do México, Guadalajara, Dallas, Miami, Los Angeles e Nova York/Nova Jersey. Não é só uma Copa grande, mas uma Copa continental.

Na prática, o torcedor ganha mais opções, mas perde simplicidade. Em uma edição tão fragmentada, acompanhar mais de um jogo ao vivo pode exigir voos longos, mudança de país, adaptação a fusos e decisões muito mais estratégicas sobre onde se hospedar e quais partidas priorizar.

O torneio parece desenhado para ir além do futebol em si. A Fifa já confirmou o primeiro show de intervalo da história em uma final de Copa do Mundo, o que aproxima ainda mais o evento do formato de entretenimento total que domina outras grandes vitrines esportivas. A Seleção Brasileira terá na primeira fase os jogos (horário de Brasília):

Também entram nessa lógica os Fifa Fan Festivals, pensados como polos centrais para quem quer viver o clima da competição sem estar no estádio. Para deixar mais claro onde essa sensação de espetáculo ampliado aparece, estes são alguns pontos que tornam 2026 tão fora do padrão. O show de intervalo na final reforça a Copa como produto global de esporte, música e cultura, com o jogo final no dia 19 de julho, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.

O torcedor poderá ter mudanças climáticas durante os jogos nas cidades-sede, onde pode sair da altitude e da tradição da Cidade do México, passar por metrópoles intensas dos Estados Unidos e ainda viver ambientes urbanos e climáticos bem distintos no Canadá. A atmosfera não será uniforme, e isso torna cada sede quase uma Copa particular. Além do clima nos jogos com a adrenalina, o tempo (temperatura) poderá pegar muitas pessoas de surpresa. Sol, calor, chuva, ventania, única coisa é não ter neve.

O próprio cuidado com o clima ganhou peso institucional. A Fifa informou que haverá pausas de hidratação em todos os jogos, independentemente das condições, algo que mostra como o clima na Copa 2026 deixou de ser detalhe e virou variável real de planejamento e espetáculo.

No fim, o que muda não é só o tamanho da competição. Muda o jeito de vivê-la. A Copa de 2026 promete mais encanto, deslocamento, custo, contraste entre sedes e cara de evento planetário. É justamente por isso que ela parece diferente de tudo. Desta vez, não é exagero promocional. É mudança real de formato.

Esperamos que a Seleção Brasileira seja campeã, que o hexa seja comemorado pelos 213 milhões de brasileiros.

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