A decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em se manter afastado da sucessão ao Governo do Estado, não mudou em nada o cenário político em Minas. Por enquanto, o protagonista continua sendo o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, e em consequência disso, está percorrendo o interior, mesmo sem muita receptividade junto ao povão. Mas algumas cenas chamaram a atenção nos eventos recentes do pleito eleitoral deste ano.
Por exemplo, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não sentiu a menor vontade de aparecer nas fotos, ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em seus quatro dias por Minas. Pessoas próximas ao mineiro acrescentam que o filho do ex-presidente teve uma agenda muito voltada para contatos com o mundo do agronegócio, mas o perfil do eleitor do parlamentar majoritário em Minas não tem tanta conexão com esse segmento. As ligações de Flávio estão mais para o lado do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe (PL), em sua luta para se viabilizar como pré-candidato ao Governo de Minas.
Esquerda indecisa
No campo do movimento relacionado à esquerda, permanece a dificuldade para escolher um nome que poderá receber o aval do presidente Lula (PT). No início da semana passada, o movimento indicava uma certa tendência de um apoio do PT ao nome do empresário Josué Alencar (PSB) para pleitear a vaga ao Palácio do Governo. Mas apenas uma meia dúzia de saudosistas continuam defendendo essa tese. Já existe um movimento mais forte para que o Planalto consiga digerir bem o nome do pré-candidato Alexandre Kalil (PDT). “Ele seria bom, mas não é tão confiável”, atalha um petista de proa.
Para especialistas em política mineira, se o Partido dos Trabalhadores almeja a presença no palanque da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que seja disputando ao Senado. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, propala-se que Marília sequer tem participado dos encontros nacionais do partido, alguns deles, comandados pelo presidente da sigla, Edinho Silva. Tudo para se livrar da pressão na tentativa de demovê-la do seu projeto original, para se aventurar na disputa ao Palácio Tiradentes. “Ela, pelo menos nos próximos dias, evitará inclusive contatos diretos com Lula (PT), pois na presença dele, encontraria dificuldade de negar um pedido do presidente”, garante uma fonte.