Rodrigo Pacheco, Aécio, Clésio e Marília em uma mesma chapa

Em Brasília, logo após um jantar realizado entre a cúpula nacional do PSB com o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD), houve uma especulação de qual time seria ideal para formação de uma chapa para participar do pleito eleitoral deste ano em Minas Gerais. Apesar de ser uma insinuação, essa estrutura seria montada com Pacheco disputando o governo, o empresário Clésio Andrade como vice-governador, o deputado Aécio Neves (PSDB) como senador, cabendo a segunda vaga na disputa à ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).

Para quem julga improvável esse arranjo político, vale lembrar que o presidente do PSDB mineiro, deputado Paulo Abi-Ackel, defendeu a aproximação entre Aécio e Pacheco. Clésio Andrade é visto como muito próximo do Palácio do Planalto, enquanto Marília Campos é uma das poucas estrelas a brilhar com mais intensidade no cenário petista mineiro.

Lideranças sazonais

Os matemáticos da política mineira analisam o cenário da peleja de 2026 como um desafio instigante. É que os nomes atualmente na liderança ao Palácio Tiradentes são personalidades pré-fabricadas pela internet, longe de representar as tradicionais lides políticas de Minas Gerais, celeiro de grandes coestaduanos que deixaram as suas marcas gravadas nos pergaminhos ao longo da história.

Para cientistas políticos, está em curso a personificação de pré-candidatos com intensa participação no mundo virtual, mas essas preferências públicas pelos seus nomes podem ser passageiras, como acontece sempre na vertente on-line.

Até porque, deve ser mencionado o caso do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Para se tornar o astro da popularidade em Minas, tem discurso límpido e faz críticas ao sistema. Ideologicamente, defende os princípios da direita, mas os seus modos utilizados para se perpetuar no poder cavalgam no dorso das estruturas antigas, introjetando sua família na vida pública. Um irmão é vereador, outro é prefeito de Divinópolis e o terceiro é deputado estadual.

Certamente, Cleitinho diria o contrário para o público em geral, mas não difundiu qual seria a sua proposta de governo, caso fosse consagrado vitorioso no pleito deste ano. Como outros advindos do mundo virtual, o senador implementa narrativas para atrair a população, porém, nada de entabular rumos diferentes para economia, infraestrutura, políticas de valorização dos funcionários públicos, prioridades para os temas como educação, saúde e segurança.

Ainda relativamente ao pleito de 2026, essa será uma semana decisiva por conta do prazo para filiações partidárias. Especificamente sobre Rodrigo Pacheco, a aposta de Brasília é que ele vai ser candidato, mesmo sem um rumo plausível do projeto. Isso lembra muito a situação de Fernando Haddad, em São Paulo, alçado candidato para fortalecer o palanque do presidente Lula (PT).

Compartilhe

Em destaque