Desde a implantação da República pelo 15 de novembro de 1889, o brasileiro sofreu uma lavagem cerebral sem precedentes na história mundial. A República veio de uma mentira e intriga que deixou o marechal Deodoro da Fonseca furioso por causa de um “rabo de saia” e pela maldade da mentira sobre o enfraquecimento que poderia sofrer o exército caso não proclamasse a República. Sem Deodoro (monarquista e todo o seu estudo bancado pelo bolso do imperador), a implantação não vingaria. O povo nem o Parlamento queriam. Fonseca arrependeu-se depois.
A nova forma e o novo regime de governos tiraram o Brasil dos “trilhos” e tivemos muita confusão e desonras para a Pátria. Hoje a situação é tão desastrosa que nunca se pensaria que o Poder Judiciário pudesse invadir a soberania dos outros Poderes, fugindo-lhe os deveres constitucionais, atropelando o andamento da verdadeira democracia. A corrupção e o narcotráfico por si só já deixam o país em uma situação indesejada dos propósitos republicanos.
O plebiscito, que deveria ter sido realizado depois da mal proclamada República, só veio depois de 100 anos, em 1993, previsto no artigo 2º do Ato das Disposições Transitórias da Constituição de 1988. A sua realização em setembro de 1993 possibilitou a escolha entre Monarquia ou República como forma de Estado, e Parlamentarismo ou Presidencialismo como regime (sistema) de governo. Foram apenas cinco anos de campanha para mostrar o porquê de a Monarquia Constitucional ser o melhor para o Brasil. A disputa foi injusta. Naquela ocasião, o TSE proibiu os príncipes de aparecerem institucionalmente, e a votação que seria no dia 7 de setembro foi antecipada para o dia 21 de abril. Além do mais, uma famosa emissora de TV colocou um competente ator preto para falar que se a Monarquia voltasse, voltaria a escravidão. Mesmo com pouco tempo, a Monarquia estava por volta dos 47% da simpatia do brasileiro. Com tudo isso, despencou para quase 15%. Agora fala-se em um novo plebiscito. O povo do Brasil já está mais consciente e voltado para a realidade da História, que desvirtuaram com a República. O Brasil não dá certo com a República, pelo menos essa que está aí desde o final de 1889. E mais, o sistema presidencialista não acerta por aqui, e muito menos em outros países que o adotam, a não ser nos Estados Unidos, onde foi implantado em 1776 com a sua independência.
Não poderíamos deixar de registrar a presença mineira, de 6 a 8 de março, do chefe da Casa Imperial do Brasil, o príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, nosso imperador de jure. No sábado, esteve no Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais — presidente o dinâmico Marcos Antonio Nohmi, para proferir palestra sobre “O bicentenário de Dom Pedro II” — “O Magnâmico”, o maior governante das Américas. Um dos eventos mais prestigiados, com superlotação, acertado naquela instituição guardiã de nossa história e dos valores éticos e morais. O carinho que Sua Alteza Imperial e Real recebeu foi dos mais calorosos do povo mineiro, aplaudido de pé por minutos. Autor do best seller Psicose ambientalista (10ª edição), certa feita diz Dom Bertrand: “Aqui no Brasil todos nos damos bem, todo brasileiro tem um pouco de sangue branco, um pouco de sangue negro e um pouco de sangue índio. Isso deu um blend absolutamente extraordinário, porque temos o povo brasileiro que é um povo fabuloso. É um povo com um calor humano que nenhum outro povo tem isso”.
Nossos governantes não enxergam isso e o brasileiro sofre cada vez mais, o assistencialismo corrompendo a evolução do nosso cidadão, e, com isso, a nação padece com o descaso do “só vem a nós e a vosso reino nada”. O Brasil precisa, com urgência urgentíssima, voltar a ser um país sério.



