Pilates possibilita a melhora na qualidade de vida

Foto: Freepik.com

O pilates tem ganhado cada vez mais espaço no cotidiano de pessoas que buscam qualidade de vida, condicionamento físico e equilíbrio mental. Entre 2019 e 2024, os check-ins em aulas de pilates na plataforma Wellhub registraram crescimento de 277,6%. O resultado coloca a modalidade como a segunda atividade física mais praticada no país.

De acordo com o fisioterapeuta Renato Lacerda, especialista em reabilitação funcional, o pilates se diferencia de outras atividades físicas por priorizar a execução consciente dos movimentos. “O método trabalha o corpo de forma global, com foco especial na região do core, que inclui abdômen, lombar e pelve. Isso contribui não só para a estética, mas principalmente para a estabilidade corporal e prevenção de lesões. A prática regular pode melhorar significativamente a postura, reduzir dores crônicas e aumentar a flexibilidade”.

Além dos benefícios físicos, o pilates também se destaca pelos impactos positivos na saúde mental. O profissional ressalta que a conexão entre respiração e movimento é um dos pilares da técnica. “Durante os exercícios, o praticante é estimulado a manter a concentração e o controle da respiração, o que ajuda a reduzir níveis de estresse e ansiedade. Muitas pessoas relatam sensação de bem-estar logo após as aulas. Esse aspecto torna o pilates uma alternativa interessante para quem busca não apenas condicionamento físico, mas também equilíbrio emocional”.

Outro ponto relevante é a versatilidade da prática, que pode ser adaptada para diferentes objetivos e necessidades, desde reabilitação de lesões até condicionamento físico mais intenso. A instrutora Carla Siqueira destaca que o método pode ser realizado tanto no solo, com o auxílio de acessórios como bolas e faixas elásticas, quanto em equipamentos específicos, como o reformer. “Cada modalidade tem suas particularidades, mas ambas oferecem resultados eficazes quando orientadas por um profissional qualificado”.

Ela alerta que alguns cuidados são essenciais antes de iniciar a prática e a avaliação física é um dos primeiros passos recomendados. “É fundamental que a pessoa passe por uma análise prévia para identificar limitações, histórico de lesões ou condições de saúde específicas. Isso permite que o treino seja personalizado e seguro. O aluno também deve informar ao instrutor qualquer desconforto durante os exercícios”.

Também é importante respeitar os limites do próprio corpo e não se basear em repetições exaustivas ou movimentos bruscos, mas sim na qualidade da execução. “Não adianta querer evoluir rapidamente sem dominar a técnica. O progresso no pilates é gradual e consciente, e isso é o que garante resultados duradouros”, explica.

A instrutora diz que a atividade é considerada inclusiva, pode ser praticada por jovens, adultos, idosos e até mesmo gestantes, desde que com as devidas adaptações. “O método também é frequentemente indicado para pessoas em processo de reabilitação. Pacientes com dores na coluna, problemas articulares ou recuperação pós-cirúrgica podem se beneficiar muito, pois os exercícios são de baixo impacto e focados no fortalecimento muscular”.

“Para idosos, pode contribuir para a manutenção da mobilidade, equilíbrio e autonomia, reduzindo o risco de quedas. Já para gestantes, quando liberado pelo médico, ajuda no fortalecimento da musculatura abdominal e pélvica, além de aliviar dores comuns durante a gravidez”, reforça.

Nos últimos anos, o pilates também passou a ser incorporado à rotina de atletas e praticantes de outras modalidades esportivas, como forma de complementar o treinamento. Isso ocorre porque o método melhora a consciência corporal, a coordenação motora e a eficiência dos movimentos, fatores que impactam diretamente o desempenho esportivo.

Com uma proposta que une corpo e mente, o pilates se consolida como uma prática completa e acessível. “Seus benefícios vão além da estética, abrangendo aspectos fundamentais para a saúde e o bem-estar. O sucesso na modalidade depende de orientação adequada, disciplina e respeito aos limites”, conclui Carla.

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