Mais pessoas tem buscado o pilates como uma atividade física regular

De acordo com o relatório “Tendências Wellhub: Destaques de 2024”, o pilates foi a segunda modalidade mais procurada no mundo por seus praticantes, ficando atrás apenas da musculação. O levantamento mostrou ainda que 25% dos iniciantes em atividades físicas escolhem o pilates para começar uma rotina de treinos. O médico do esporte Thiago Viana explica que o pilates é uma atividade completa, com foco no fortalecimento muscular, flexibilidade, postura e controle da respiração. “Por ser uma modalidade de baixo impacto e sem grandes restrições, pode ser praticado por qualquer pessoa e em qualquer idade, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e da saúde a longo prazo”. “Ele é adaptável, podendo ser ajustado para diferentes níveis de condicionamento, desde iniciantes até atletas de alto rendimento. Para quem está começando, o pilates ajuda a desenvolver a consciência corporal, corrigindo posturas erradas e prevenindo dores. Já para atletas, melhora o desempenho, desequilíbrios musculares e previne lesões”, completa. A prática do pilates é especialmente benéfica para quem passa muitas horas sentado ou em posições inadequadas no trabalho. “Serve para aliviar as tensões nas costas, ombros e pescoço, áreas muito sobrecarregadas pela má postura. Ele fortalece os músculos do abdômen e da lombar, essenciais para estabilizar a coluna e evitar dores”, pontua Viana. Quem já sente os benefícios do pilates é a analista de marketing Mariana Almeida. Praticante há dois anos, ela sofria com dores constantes na coluna devido ao longo período que passava sentada no trabalho e ao sedentarismo. “É uma modalidade que trabalha o corpo de forma integrada, com movimentos suaves e um foco muito grande na respiração. O pilates mudou minha vida de uma forma que nunca imaginei”. Principais benefícios Segundo Viana, o ideal para os iniciantes no pilates é praticar pelo menos duas ou três vezes por semana para alcançar as vantagens, como fortalecimento muscular, correção postural e redução do estresse. “Isso permite que o corpo se adapte gradualmente e proporciona resultados consistentes. Para quem busca benefícios mais específicos, como desempenho esportivo ou reabilitação, a frequência pode ser ajustada conforme orientação profissional”. “Nos idosos, o pilates melhora o equilíbrio, a força muscular e a coordenação, reduzindo significativamente o risco de quedas, avalia o médico. “Também mantém as articulações mais saudáveis, ajudando na mobilidade para atividades diárias, como subir escadas ou pegar objetos do chão”, acrescenta. Para finalizar, Viana afirma que o pilates pode ser útil também para praticantes de esportes de alta intensidade, como corrida e futebol. “Contribui para o alinhamento corporal, aumento da flexibilidade e o fortalecimento de músculos estabilizadores. Isso reduz o risco de lesões e melhora a eficiência dos movimentos. Um corredor que faz pilates pode trabalhar o alinhamento da pelve e a força do core, o que resulta em passadas mais eficientes e menos impacto nas articulações. Para jogadores de futebol, o pilates pode prevenir lesões no joelho e tornozelo”, conclui.

Estudo mostra que futebol feminino tem conquistado ainda mais público

  O futebol feminino brasileiro foi medalha de prata nos jogos olímpicos de Paris 2024, e em 2027, o Brasil será sede da Copa do Mundo Feminina, esses motivos podem contribuir para um momento próspero para a modalidade. Dados mostram que o número de torcedores que assistem apenas a partidas do clube do coração cresceu e chegou a 21%. Em 2023, esse índice era de 18%. Já o percentual da torcida que assiste ao máximo de jogos que consegue foi de 18% para 17%, permanecendo na margem de erro. O estudo aponta ainda que a tendência é de queda nos números de quem não assiste a modalidade. Se em 2023, o percentual era de 62%, no levantamento atual, este número é de 59%, é o que revela a pesquisa “Maior Raio-X do Torcedor”, realizada pela Quaest. A jornalista esportiva Aline Teixeira acredita que o índice do público que acompanha a modalidade vai crescer ainda mais. “Embora caminhamos a passos muito mais lentos que poderia para a evolução tanto da modalidade tecnicamente quanto do número de adeptos ao futebol jogado por mulheres. Vivemos um processo mais desafiador e cheio de heranças negativas do que foi a evolução do futebol masculino. Porém, ainda assim, já começamos a fazer com que as pessoas entendam que a modalidade feminina veio para ficar”. Ela pontua que transpor as barreiras do machismo estrutural é o principal desafio. “Descartar essas heranças que o machismo deixa na sociedade, que trava a evolução e o desenvolvimento do futebol feminino. Parece que estamos na época quando a modalidade era proibida para mulheres. As pessoas ainda carregam esse estigma, mesmo que inconscientemente”. “Outro grande desafio é fazer com que mais mulheres estejam à frente, também, das grandes equipes. Ocupem cargos de gestão e de liderança, porque é com o olhar dessas mulheres que a visão geral do clube sobre a modalidade vai passar do cumprimento de uma obrigatoriedade para se transformar em algo estratégico, profissionalizado e sustentável”, acrescenta.   Os clubes “Cito três equipes que já entenderam que o futebol feminino precisa ser encarado de forma profissionalizada. O Corinthians, que já é consagrado; o Palmeiras, principalmente depois da chegada da Leila Pereira; e o Cruzeiro. Temos que dar um destaque também para o Ferroviária, uma equipe tradicional e organizada. Existem outros times que também fazem um trabalho sério”, conclui Aline.   Perfil Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), há mais de 7.300 jogadoras amadoras no Brasil e 801 atuando em equipes profissionais. De acordo com o Diagnóstico do Futebol Feminino do Brasil, feito em 2023 pelo Ministério do Esporte, 84% das atletas nas categorias de base jogam em times do Sul e Sudeste (50% em cada). Deste total, 73% das meninas nasceram em estados das duas regiões, o restante é formado por jogadores emigrantes. A atacante Rayla Santana, de 24 anos, revela que desde pequena sempre teve paixão pelo futebol. “Assistia os meninos jogarem e me apaixonei pela forma que eles comemoravam. Via a felicidade neles e eu queria essa felicidade para mim”. Ela é profissional há seis anos e sempre disputou campeonatos nas favelas do Rio de Janeiro. “Comecei nas quadras, depois fui para o campo, onde me apaixonei de vez pelos gramados. Um belo dia, uma amiga me chamou para jogar pelo Foz Iguaçu e aceitei, mas tive muitos problemas e voltei para o Rio. Pouco tempo depois, a gerente do Fluminense me ligou querendo me contratar, e foi nesse momento que ganhei a oportunidade de virar uma profissional”. Atualmente, Rayla trabalha em Belo Horizonte. “Meu sonho é chegar à Seleção Brasileira e mudar o meu futuro e o da minha filha com o futebol. Pelo último Campeonato Mineiro, fui a primeira atleta da história a marcar um gol pelo time feminino do Itabirito e ganhei uma placa do clube”.

Frescobol é um esporte que gera saúde e convívio social

No verão, as praias brasileiras se tornam um convite irresistível para atividades ao ar livre. Entre as opções que ganham destaque, o frescobol tem se consolidado como uma prática divertida e saudável, que atrai desde jovens até idosos. Mais do que uma simples brincadeira de praia, a modalidade oferece uma série de benefícios físicos, mentais e sociais. É jogado em duplas e diferente de esportes competitivos, como o tênis, no frescobol o foco não é marcar pontos, mas sim o desafio de manter a bola em jogo o maior tempo possível. A diversão vem da interação e do ritmo do jogo, com um clima descontraído. Segundo o instrutor de frescobol Saulo Rodrigues, ao contrário de outros esportes de praia que exigem equipamentos complexos ou são mais intensos, a modalidade é uma atividade de baixo impacto, ideal para pessoas de todas as idades. “É uma excelente forma de exercício aeróbico. Durante o jogo, os jogadores alternam entre movimentos rápidos e pausas curtas, o que ajuda a melhorar a resistência cardiovascular e a saúde do coração, melhora a agilidade e a coordenação motora, queima calorias e trabalha diversos grupos musculares, incluindo pernas, braços e tronco”. Para Rodrigues, o esporte se destaca também como altamente social. “É uma prática inclusiva, acessível a pessoas de diferentes idades e condições físicas e a interação entre os jogadores cria um ambiente em que todos podem compartilhar momentos de lazer e amizade, promovendo o convívio social, principalmente nas praias, que é um local onde as pessoas vão para se divertir e relaxar. Permite que os jogadores se desconectem das preocupações diárias, podendo reduzir a ansiedade e promover uma sensação de bem-estar”. Com o aumento do interesse por esportes ao ar livre e o crescente foco em práticas que incentivam um estilo de vida saudável, o frescobol vem se popularizando em várias regiões do Brasil. Ele atrai não apenas os turistas, mas também locais que buscam uma alternativa de exercício que combine lazer e saúde. “Eventos e campeonatos de frescobol têm ganhado destaque em cidades litorâneas, e a presença de lojas especializadas, tanto físicas quanto online, tem facilitado o acesso aos equipamentos necessários, como raquetes e bolas específicas”, explica o instrutor. Prática O universitário Bernardo Avelar conta que praticar frescobol mudou sua rotina de uma forma surpreendente. “Quando comecei a jogar, percebi como o esporte é completo. Perdi cerca de 4 kg, meus níveis de energia aumentaram, minha resistência melhorou muito, assim como a coordenação motora”. “Não só em seu físico, mas também na mente, o frescobol o ajuda a aliviar o estresse e a se concentrar mais no presente. As amizades que fiz nas praias também foram um grande bônus, pois o jogo é uma ótima maneira de socializar. Hoje, o frescobol é parte essencial da minha vida e me sinto muito mais saudável, feliz, relaxado e focado”, finaliza.