Vôlei é boa opção para melhorar a forma física

O vôlei é mais do que uma simples atividade, pois a prática integra benefícios para a saúde física, mental e social. Seja nas quadras profissionais ou em jogos informais, o esporte se destaca por promover o bem-estar de seus praticantes. Segundo o professor de vôlei Leonardo Dias, o esporte exige de seus atletas habilidades motoras que são trabalhadas de forma intensa durante a prática. “Contribui para o fortalecimento muscular, o desenvolvimento da coordenação motora e a melhora da capacidade cardiovascular. Trata-se de um esporte que exige deslocamentos rápidos, saltos frequentes, giros, impulsões e reflexos ágeis. Cada movimentação realizada durante uma partida estimula diferentes grupos musculares, como pernas, glúteos, abdômen, costas e ombros, o que resulta em um ganho de força e resistência de forma equilibrada”, explica Dias. “Ele trabalha tanto a parte aeróbica quanto a anaeróbica, o que significa que o praticante desenvolve condicionamento físico e força muscular ao mesmo tempo. As trocas de direção, saltos para o bloqueio ou ataque e movimentos rápidos para recepção da bola estimulam a agilidade e a explosão muscular, contribuindo para um corpo mais ágil e resistente”, complementa. Além disso, o esporte atua diretamente no sistema cardiovascular. Com a prática regular, há melhora na circulação sanguínea, redução da pressão arterial e aumento da capacidade pulmonar. Isso diminui o risco de doenças cardíacas, como hipertensão e infarto, além de contribuir para a regulação do metabolismo. “Uma hora de jogo pode queimar entre 400 e 600 calorias, o que ajuda no controle do peso corporal e na prevenção do diabetes tipo 2”. Dias ressalta que a coordenação motora e o equilíbrio também estão entre os principais ganhos físicos do vôlei. “Os movimentos exigem precisão, tempo de reação rápido e controle corporal, o que estimula o desenvolvimento neuromuscular. Crianças e adolescentes, por exemplo, se beneficiam bastante dessa característica, já que estão em fase de crescimento e formação motora”. Outro benefício importante, mas muitas vezes negligenciado, é a melhora da postura e da consciência corporal, observa Dias. “Ao exigir movimentações rápidas e controladas, o vôlei favorece o fortalecimento dos músculos que sustentam a coluna e a pelve. Isso impacta positivamente na postura e na prevenção de dores crônicas, como lombalgias e tensões cervicais”. Por ser um esporte coletivo, o vôlei se mostra uma poderosa ferramenta de desenvolvimento social. A interação constante entre os jogadores, seja por meio dos passes, da comunicação em quadra ou das decisões táticas, fortalece vínculos interpessoais, incentiva a cooperação e ensina valores fundamentais como empatia, respeito, paciência e espírito de equipe. No campo da saúde mental, o esporte se destaca não apenas no estímulo cognitivo, desenvolvendo habilidades como concentração e agilidade mental, mas também como uma atividade que ajuda a reduzir sintomas de ansiedade, estresse e até depressão. “Isso se deve, em grande parte, à liberação de neurotransmissores como a endorfina, dopamina e serotonina durante o exercício físico, substâncias ligadas ao bem-estar, prazer e relaxamento”, reforça o professor. Além de promover uma convivência saudável, o vôlei também atua como espaço de inclusão. “Por ser uma atividade acessível e adaptável, permite a participação de diferentes faixas etárias, gêneros e realidades sociais. É comum encontrar grupos que utilizam o esporte como meio de integração entre crianças, adolescentes, adultos e até idosos, contribuindo para a redução do isolamento social e para a construção de comunidades mais unidas”, conclui.
Trabalho tático fora dos clubes transforma atuação de atletas

O futebol brasileiro vive um momento de amadurecimento em suas estruturas de análise e preparação. Entre os sinais dessa evolução está a presença crescente das consultorias táticas individuais, um modelo de trabalho voltado para o desenvolvimento técnico e cognitivo do atleta fora do ambiente do clube. O serviço, ainda recente no país, vem ganhando corpo e apresentando resultados concretos. Um dos nomes que atua nessa frente é Ronaldo Sambinelli Filho, analista de desempenho e fundador da RS.Performance, empresa especializada em consultorias táticas semanais para jogadores profissionais e de base. Desde 2021, ele e sua equipe realizam um trabalho minucioso de orientação individual, com foco na leitura de jogo, posicionamento e tomada de decisão. Filho esclarece que o jogador tem dois, três segundos para decidir o que fazer com a bola. “Nosso papel é ampliar a visão dele sobre as possibilidades naquele momento. Não se trata de apontar erros, mas de construir junto com ele alternativas melhores em cada situação de jogo”. O acompanhamento é feito por videoconferência e tem como base softwares que fornecem estatísticas, vídeos e recortes específicos das atuações dos atletas e seus adversários. A partir dessa análise, são elaborados materiais que ajudam o jogador a compreender melhor sua performance e os ajustes necessários. A proposta se diferencia por considerar também aspectos pessoais e contextuais, como o tempo disponível do atleta, a cultura do clube e o momento da carreira, segundo Filho. “Nem sempre o jogador consegue fazer isso em casa, por causa da rotina com a família. Às vezes a reunião só acontece na concentração”. Essa prática tem sido adotada tanto por jovens em formação quanto por atletas experientes. Um dos exemplos mais emblemáticos do trabalho desenvolvido por Sambinelli foi o do lateral Caio Garcez, revelado pelo Corinthians. Durante a última edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, Caio, originalmente lateral-esquerdo, foi deslocado para atuar como zagueiro pela esquerda, por necessidade do time. “Trabalhamos com ele durante os sete jogos da Copinha. Foi um processo intenso, mas que deu resultado. Ele se destacou na função e hoje está no elenco profissional do São Bernardo, na Série C, um clube que tem pretensões de subir de divisão para o próximo ano”, afirma Filho. A consultoria não se limita ao desempenho técnico. O trabalho funciona como apoio à adaptação de atletas que chegam de outras culturas futebolísticas como sul-americanos em clubes brasileiros ou jogadores que saem do Brasil e vão atuar em outros lugares. “Esses jogadores lidam com pressões diferentes. Entender o jogo em um novo contexto é essencial para se manter competitivo”. Embora ainda restrito a um número seleto de jogadores, o modelo de consultoria tática individual vem se firmando como uma ferramenta complementar ao trabalho realizado pelos clubes. Para Filho, esse tipo de apoio revela também o comprometimento dos próprios atletas. “É um mérito deles. Procurar esse tipo de orientação é sinal de que querem evoluir, mesmo fora da estrutura do clube”, conclui.
Circuito Sesc de Corridas completa 10 anos com provas em cinco cidades

Com o propósito de promover uma vida mais saudável pela prática esportiva, o Circuito Sesc de Corridas, realizado pelo Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), está completando 10 anos. O evento será realizado em cinco cidades e será totalmente gratuito para quem quiser assistir e aproveitar as atrações na arena do evento. A primeira a receber o circuito será Teófilo Otoni, região Nordeste de Minas, no dia 1º de junho, às 8h, na praça Tiradentes. Na sequência, o evento será em Varginha, em 29 de junho; e depois em Governador Valadares, Patos de Minas e Belo Horizonte. A atividade oferece percursos de 5 km e 10 km, caminhada de 2,5 km, corrida kids (100 a 500m), evento pet friendly, música ao vivo e kit atleta exclusivo. A inscrição é feita pelo site: circuitosesc.com.br, e é aberta a todas as pessoas, sendo que o trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo tem condições especiais. A inscrição tem valores a partir de R$ 55 e toda a renda vai ser direcionada ao Programa Mesa Brasil do Sesc, uma ação de combate à fome. O gerente de Esportes do Sesc em Minas, Marcelo Rochael, destaca que Teófilo Otoni foi a primeira cidade do interior de Minas a receber um evento de corrida da instituição que originou o Circuito Sesc de Corridas. “Então, nada mais justo do que sediar a abertura dos 10 anos desta atividade que impacta o cenário de corridas mineiras. Temos a expectativa de proporcionar uma experiência diferenciada aos participantes, com uma prova tecnicamente qualificada e com entretenimento”. Ele afirma ainda que o circuito gera um impacto social positivo, pois tem o poder de transformar hábitos. “Quem experimenta a corrida costuma buscar a prática mais frequente de atividade física, contribuindo para o bem-estar e qualidade de vida. No aspecto econômico, movimentamos o comércio de bens, serviços e turismo local, impulsionando a economia”. “Esse evento já mobilizou milhares de pessoas ao longo dos seus 10 anos, sendo reconhecido pelo público e por órgãos competentes como um exemplo de qualidade na organização e atendimento. O Circuito tem uma trajetória relevante e tem esgotado suas vagas por onde passa. E é o maior circuito de corridas da América Latina, com aproximadamente 100 edições em todo o Brasil”, acrescenta. Rochael finaliza dizendo que a maior conquista do Circuito Sesc de Corridas, ao longo desses dez anos, foi ter democratizado o acesso a serviços de corrida de qualidade. “Proporcionando uma experiência única. A Fecomércio MG, por meio do Sesc, acredita que o esporte é uma ferramenta de transformação social poderosa e ações como essa tem impactado a vida de muita gente”. 13 anos na corrida O atleta Renan Costa, 40 anos, participa do Circuito Sesc desde 2015, quando teve a edição noturna em Belo Horizonte. “Pratico a corrida de rua tem cerca de 13 anos e a energia é contagiante. Estar em um ambiente inclusivo, de lazer e superação pessoal me motiva a correr as provas”. “Sou ex-atleta de futsal e após parar de jogar queria me manter ativo. Então, iniciei na corrida e me apaixonei por essa modalidade. Não tenho objetivo relacionado a conquistas esportivas, mas sim em me superar a cada circuito. E aumentar as distâncias de provas é um objetivo, talvez uma maratona”, pontua. Costa acredita que o Sesc proporciona inclusão nas suas atividades. “Para nós, comerciários, os preços são muito acessíveis. A estrutura é comparável às grandes provas do Brasil e é sempre tudo muito organizado, com um atendimento ótimo”, conclui. 13 milhões de corredores De acordo com uma pesquisa realizada pela Olympikus, mais de 13 milhões de brasileiros praticam corrida, seja nas ruas, na esteira, nos parques ou em pistas. Sendo o quarto esporte mais popular no país, ficando atrás apenas de caminhada, musculação e futebol. Ainda segundo o levantamento, 75% dos entrevistados começaram a correr a partir de 2021-2022, durante a pandemia da COVID-19. Para 83%, a decisão de começar a prática está ligada à saúde física e mental. E a maioria dos corredores são homens, 58%; 46% está na faixa etária entre 25 e 45 anos, 51% mora no Sudeste e 47% são brancos.
Judô transforma corpo, mente e promove valores para a vida inteira

Mais do que um esporte de combate, o judô é uma filosofia de vida que alia técnica, disciplina e respeito. Criado no Japão no final do século 19, o judô vem conquistando adeptos no Brasil desde sua chegada ao país, em 1914. Atualmente, é uma das modalidades mais praticadas em solo brasileiro, com cerca de 2 milhões de pessoas em academias, escolas e projetos sociais, de acordo com a Confederação Brasileira de Judô. “O judô é uma ferramenta poderosa de formação humana. Ele ensina valores como respeito, disciplina, autocontrole e perseverança”, afirma o faixa preta e professor Humberto Souza. Ele explica que, desde as primeiras aulas, o aluno é incentivado a respeitar o adversário e a seguir regras rigorosas de convivência. “A reverência antes e depois da luta não é apenas um ritual, é um gesto de humildade e gratidão”. Para as crianças, o esporte também atua como um agente de socialização. Souza observa mudanças significativas no comportamento dos pequenos. “Muitos chegam agitados, tímidos ou inseguros. Com o tempo, ganham confiança, aprendem a lidar com frustrações e passam a respeitar limites, os próprios e os dos outros”, conta. O judô é um grande aliado da saúde mental. O ambiente controlado, a disciplina e a prática da meditação ativa (concentrar-se no momento presente durante os treinos) ajudam no controle da ansiedade e no desenvolvimento da paciência. “O esporte nos ensina a cair e levantar, literalmente e metaforicamente. Essa filosofia de resiliência é valiosa para lidar com os altos e baixos da vida. Para crianças e adolescentes, a atividade oferece uma alternativa saudável ao tempo excessivo em telas e ajuda na construção da identidade e autoestima. Já para adultos, pode ser uma válvula de escape contra o estresse do dia a dia. No tatame, você se desconecta dos problemas. É um momento de foco total, que gera bem-estar imediato e sensação de realização”, afirma o professor. Além disso, o judô exige e desenvolve uma ampla gama de capacidades físicas: força, flexibilidade, resistência, equilíbrio e coordenação motora. “Os movimentos de luta, quedas e projeções exigem força dos braços, pernas e tronco, promovendo o fortalecimento geral do corpo, os alongamentos e as técnicas de rolamento e queda ajudam a melhorar a amplitude dos movimentos articulares”, explica o fisioterapeuta Renato Lacerda. Segundo o profissional, a prática regular contribui para a prevenção de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes. “Os treinos dinâmicos, com séries de lutas e exercícios contínuos, estimulam o sistema cardiorrespiratório e por ser uma atividade intensa, o judô contribui para o gasto calórico e o controle da gordura corporal, sendo um aliado na prevenção da obesidade. Tanto a resistência muscular quanto a resistência aeróbica são trabalhadas durante os treinos, aumentando a capacidade de esforço por mais tempo”. Projetos sociais que utilizam o judô como ferramenta de inclusão vêm ganhando força em todo o Brasil. Souza ressalta que em comunidades carentes, a prática ajuda a manter crianças longe da violência e da evasão escolar. “O esporte é um caminho para oportunidades. O judô também é inclusivo para pessoas com deficiência. A modalidade paralímpica vem ganhando destaque e oferece uma prática adaptada e competitiva para atletas cegos ou com baixa visão. Todos têm espaço, o que importa é a dedicação, não a limitação”. “Embora seja uma luta individual, o judô valoriza o treino em dupla e a ajuda mútua, criando laços de amizade e espírito de coletividade. No tatame, não importa a origem, o gênero ou a condição física, todos têm o mesmo valor e são tratados com igualdade”, conclui.
Novos formatos do futebol criam oportunidades para empresas

O esporte mais popular do país está passando por uma transformação silenciosa, porém, significativa. Novas modalidades inspiradas no futebol tradicional, como o Showbol e a Kings League, vêm conquistando espaço entre os torcedores e atraindo o interesse de grandes marcas. Com formatos mais ágeis, presença digital robusta e forte apelo ao entretenimento, essas competições estão se consolidando como alternativas estratégicas para empresas que desejam se conectar com diferentes perfis de audiência. Enquanto o Showbol conta com a participação de ex-atletas e figuras conhecidas do futebol, a Kings League, criada pelo ex- -zagueiro Gerard Piqué, chamou a atenção não apenas por seu formato ousado, mas também pela presença de influenciadores, personalidades da mídia e celebridades do esporte e do entretenimento. A liga, estruturada em formato de campeonato, traz regras inusitadas, como os “cartões dourados” e os “presidentes de clubes”, que são ex-jogadores ou famosos, além de ser fortemente integrada às redes sociais e ao universo digital. “Acho que as marcas estão procurando novas propriedades dentro do futebol. Hoje, se olharmos para as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, estão dominadas por casas de apostas e as empresas querem outras formas de inserção. Encontraram no Showbol e na Kings League uma maneira de participar de um produto novo”, explica o CEO da Soho Sports & Brands, Fernando Paz. Ele destaca que, no caso da Kings League, há possibilidades variadas de ativação de marca durante os jogos. “Isso é um ponto bem interessante. Por exemplo, no meio da partida, ela para e um dado cai. Ali, pode-se realizar uma campanha oferecendo descontos. Muitas ideias podem ser exploradas”. Na avaliação de Paz, as companhias estão testando esse novo formato. “Isso está acontecendo até com marcas que nunca haviam investido no futebol. É uma proposta nova, totalmente inserida no universo digital. Com o tempo, elas vão avaliar se vale a pena seguir nesse caminho ou retornar a um modelo que já é sucesso há mais de 100 anos”. Showbol e Kings League podem se complementar, acredita Paz. “O Showbol é um produto muito interessante porque mexe com a paixão dos torcedores e traz o fator nostalgia. Acho que deve se inspirar na modernidade que a Kings League apresenta, assim como a liga deve se espelhar na tradição que o Showbol carrega”. “Outras ligas e até o futebol convencional precisam se reinventar, porque o consumo de conteúdo mudou. Hoje, ninguém fica 90 minutos na frente da TV sem olhar o celular para saber o que está acontecendo ao mesmo tempo”, conclui.
Desafio em meio à natureza: Mariana se prepara para sediar o Iron Runner Brasil 2025

Mariana, a “capital do esporte”, vai sediar pela primeira vez o Iron Runner Brasil. No dia 18 de maio, uma cidade histórica atrai atletas de diversos cantos do país, que se aventuram pelas trilhas e montanhas e se encantam com as paisagens naturais exuberantes da primeira capital de Minas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site www.ironrunner.com.br . Quem já participou do Iron Runner destaca a experiência única que a prova proporciona. A jornalista esportiva, Marina Ferrari, correu a edição de 2019, realizada no Instituto Inhotim, na cidade de Brumadinho, e lembra com entusiasmo da vivência. “Foi divertido demais correr uma das minhas primeiras provas de trilha. Percurso bem bonito, arena com uma super atmosfera e com o charme de Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo. Foi um ano marcante, até por conta do rompimento da barragem de Brumadinho. E acredito que a tenha prova levou um pouco de leveza e alegria para a região”, relembra Marina. Agora, com a cidade de Mariana como sede, a expectativa é de que os atletas possam viver momentos igualmente inesquecíveis, porém, em um novo cenário deslumbrante. “Mariana tem tudo para ser uma sede excepcional para o Iron Runner Brasil. A cidade está localizada em uma montanhosa e, por isso, dispõe de uma variedade impressionante de paisagens naturais. Essa diversidade de trilhas e elevações a torna o lugar ideal para os percursos, atraindo tanto iniciantes quanto corredores experientes que estão em busca de novos desafios”, destacou Lucas Fonda, um dos organizadores da prova. O Iron Runner Brasil nasceu em 2016, e é uma prova do tipo Trail Run (Corrida em Trilhas), ou seja, uma competição que ocorre em terrenos naturais e desafiadores. Nessa prova, serão oferecidas três categorias diferentes, de acordo com o tamanho do percurso escolhido: 21km, 14km ou 7km – todos os percursos com largadas simultâneas, às 9h. A largada e a chegada das atletas serão na Praça Gomes Freire, no Centro Histórico de Mariana, onde haverá uma programação cultural diversificada e gratuita. Atletas com mais de 60 anos terão desconto automático de 50% no ato da inscrição. Os grupos e assessoria esportiva com 5 ou mais atletas também terão descontos especiais, mediante contato com a organização pelo e-mail: contato@ironrunner. com.br. Além disso, no dia da entrega do kit, todos os concorrentes deverão fazer no mínimo dois quilos de alimentos não perecíveis para confirmar sua inscrição. Essas ações serão destinadas a instituições ou programas sociais da cidade. Economia em movimento A realização do Iron Runner Brasil 2025, em Mariana, não apenas coloca a cidade no mapa esportivo nacional, mas também promete trazer importantes benefícios econômicos e turísticos. “É uma excelente oportunidade para divulgar as belezas arquitetônicas e naturais da cidade e, principalmente, fomentar a economia local, tendo em vista que, geralmente, cada atleta traz consigo mais uma pessoa. É por isso que recebemos de braços abertos o Iron Runner, uma prova realizada pelos mesmos organizadores do Iron Biker Brasil, evento solidificado na cidade”, destaca Helielcio Vieira, gestor da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Mariana (ACIAM) / Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL). Hotéis, pousadas, restaurantes, bares e demais estabelecimentos comerciais devem experimentar um aumento na movimentação, gerando receita adicional para a economia local. Além disso, a visibilidade fornecida pela competição servirá como uma vitrine para as belezas naturais e atrações turísticas de Mariana, promovendo a cidade como destino turístico tanto para visitantes quanto esportivos para futuros eventos. Esporte da natureza Mais do que uma corrida, o Iron Runner propõe uma experiência de imersão na natureza e no corpo. “O trail running vem da corrida tradicional, mas se diferencia por ser praticado em terrenos irregulares. Isso exige mais do sistema cardiorrespiratório, fortalece músculos como os membros inferiores e da região abdominal, e ativa o senso de equilíbrio e ocorrência rápida”, explica o professor de educação física e ex-atleta da modalidade, Pedro Lima. Segundo ele, o ambiente natural também é um fator poderoso de motivação. “Enquanto o ambiente urbano pode ser maçante, o natural oferece estímulos diferentes. A paisagem, o cheiro, os filhos, tudo isso influencia. É uma prática que trabalha o físico, mas também o emocional”, destaca. A estreia do evento em Mariana não é por acaso. A cidade reúne condições naturais especiais para a modalidade. “70% do Parque Estadual do Itacolomi fica dentro do município. Temos também a Cachoeira da Bombaça, o Pico da Cartuxa, o Morro Santana… É uma diversidade de paisagens impressionantes, com terrenos ideais para a prática do trilha . É um tipo de riqueza que, muitas vezes, passa despercebida, mas que tem um potencial enorme para o turismo de aventura e esportivo”, afirma Pedro. O percurso da prova reserva subidas intensas, trechos de mata e mudanças constantes de terreno. A organização promete desafios tanto para iniciantes quanto para atletas mais experientes. “O trail run exige atenção o tempo todo. É fundamental correr com as mãos livres, porque o terreno pode apresentar surpresas, como pedras soltas, raízes, barro. As mãos ajudam a proteger numa possível queda, então é bom evitar carregar objetos ou usar mochilas grandes”, orienta o profissional.
Etapa do Circuito Nacional Tennis Kids será em Betim

O Teuto Esporte Clube, em Betim, na região Metropolitana de Belo Horizonte, vai receber o Circuito Nacional Tennis Kids entre os dias 16 e 18 de maio, das 8h às 18h. O torneio terá disputas de simples e duplas, com categorias para jovens atletas de 8, 9, 10 e 11 anos, feminino e masculino. A competição será dividida por chaves. Sendo que as categorias de 8 a 10 anos terão melhor de dois sets curtos (4 games), com sistema No-Ad, com o set iniciando em 2 a 2 e Tie-break de sete pontos, caso haja empate em 6 a 6. Já no grupo dos atletas de 11 anos terá melhor de dois sets (em caso de empate o confronto será definido em um Match Tie-Break até 10 pontos). Não haverá pontuação para o ranking nacional. Para o vice-presidente da Federação Mineira de Tênis (FMT), Roberto Moreira, o Circuito Nacional Tennis Kids tem como principal objetivo incentivar a prática e o desenvolvimento de habilidades nos jovens atletas. “Mas, também oferece uma grande oportunidade para que os esportistas locais enfrentem adversários de diferentes regiões, já que o torneio tem atraído participantes de várias partes do país. Isso enriquece a experiência e amplia o aprendizado dentro e fora da quadra”. Ele afirma também que, para esta etapa, são esperados a participação de aproximadamente 70 atletas mirins, distribuídos nas quatro categorias por faixa etária. “É um número expressivo, especialmente considerando que o torneio não faz divisão por nível técnico, apenas por idade, o que torna a competição ainda mais desafiadora”. Moreira esclarece que a FMT tem investido continuamente no desenvolvimento do tênis infantil no Estado. “Buscando profissionalizar cada vez mais os torneios e torná-los mais atrativos para os atletas, famílias e professores. Além disso, a Federação tem trazido competições de nível nacional, como o Circuito Nacional Tennis Kids, ampliando as oportunidades para os jovens atletas mineiros. Também promovemos ações de fomento ao esporte com projetos como o ‘FMT nas Ruas e Parques’, o ‘Festival Kids FMT’ e o apoio a iniciativas sociais voltadas à formação esportiva e inclusão”. Essa edição será a segunda etapa do circuito, a primeira foi em Maceió (AL). No próximo semestre, o torneio passa por Londrina (PR), Brusque (SC) e Rio de Janeiro (RJ). Expectativas As expectativas para a etapa que será realizada no Teuto Esporte Clube são muito positivas, avalia Moreira. “Esperamos um torneio com bom nível técnico, e, principalmente, um ambiente acolhedor e divertido para as crianças, que é o mais importante nessa fase de formação. Também acreditamos que essa etapa será mais uma oportunidade de integração entre atletas, professores e famílias de diferentes regiões”. Essa será a segunda vez que o Teuto será sede do circuito. E o clube espera ter como benefício a inserção das crianças na modalidade, bem como o reconhecimento da instituição em âmbito nacional, revela o diretor de tênis do Teuto Esporte Clube, Flávio Rezende. “O legado é o incentivo à prática do esporte, e que aqueles que não conhecem o tênis possam ter o primeiro contato. Pois, melhora a coordenação, flexibilidade, força muscular, desenvolve a capacidade cerebral e ensina a lidar com frustração da perda”. “É uma oportunidade para crianças de diferentes contextos se encontrarem, fazerem amizades e aprenderem umas com as outras, promovendo inclusão e empatia, criando futuros atletas ou simplesmente incentivando um hobby saudável. Além, é claro, do fato de que as competições podem revelar jovens com potencial, que poderão ser acompanhadas e desenvolvidas com mais foco”, pontua o diretor. Rezende destaca ainda que a escolha da instituição como sede desse evento se deu por diversas condições. “Destaco a estrutura em geral do clube e do complexo de tênis, onde contamos com sete quadras envoltas de uma bela estrutura para receber os atletas e seus convidados. Além da parceria de longa data com a FMT, que também é uma condicionante para escolha, bem como envolvimento do clube em incentivar o esporte”. Neste ano, o clube tem planos de receber outra grande competição, revela Rezende. “Porém, não de Tennis Kids, e sim um torneio de classes intitulado FMT 1000, que também será em parceria com FMT”.
Interesse feminino por esportes vem apresentando crescimento

O relatório “Women and Sports”, produzido pelo Ibope Repucom, mostrou que as mulheres têm se interessado cada vez mais pelo esporte, tanto em consumir quanto em praticar. Os números revelaram que o interesse do público brasileiro pelas 30 modalidades esportivas mais populares teve um crescimento médio de 15% desde 2020. Esse avanço foi ainda mais expressivo entre as mulheres, com um aumento de 20% no engajamento com esportes, mais que o dobro do crescimento observado entre os homens, que foi de 9%. Dentre os 15 esportes mais populares no Brasil, certas modalidades chamaram atenção pelo aumento significativo do interesse feminino nos últimos anos. O skate, impulsionado pelo destaque de Rayssa Leal, lidera esse movimento, registrando um crescimento de 48% no número de mulheres que se identificam como fãs desde 2020. Na sequência aparecem o tênis (33%), o futebol de areia (31%), o futsal (27%) e o atletismo (22%). Apesar dessas modalidades ainda contarem com menor presença feminina em comparação ao público masculino, o aumento do interesse entre as mulheres foi mais acelerado do que entre os homens em todos esses esportes. A pesquisa também revela quais esportes mais atraem a atenção do público feminino. O vôlei ocupa o primeiro lugar, com 70% de preferência, seguido por ginástica artística (69%), natação (65%), vôlei de praia (61%) e futebol (60%). Em quatro dessas cinco modalidades, as mulheres demonstram maior interesse do que os homens, com o futebol sendo a única exceção. Para a professora de educação física, Rebeca Oliveira, esses números são resultado de uma luta antiga por visibilidade e reconhecimento. “Durante anos, o esporte feminino foi negligenciado, sem patrocínio, sem cobertura de mídia, com pouca estrutura. Hoje, ver mulheres ocupando espaços como atletas, treinadoras, jornalistas e torcedoras apaixonadas é uma vitória coletiva”. Rebeca explica que, apesar do avanço, ainda sente que há pouco incentivo institucional para a prática esportiva entre o público feminino. “A ausência de políticas públicas consistentes, a desigualdade salarial e a escassez de investimento em categorias femininas continuam sendo barreiras importantes. A gente enfrenta a falta de apoio desde a base e muitas meninas desistem do esporte por falta de estrutura, de equipamentos, de espaços seguros para treinar. Sem falar nos preconceitos que ainda enfrentamos em modalidades consideradas ‘masculinas’. O incentivo ainda é muito desigual”. Pouco do investimento em esportes no Brasil é destinado a equipes ou atletas femininas. Para muitas, isso significa conciliar treinos de alto rendimento com outros trabalhos para sobreviver. Rebeca afirma que é muito comum ver atletas mulheres dividindo seu tempo entre o esporte e outras profissões para se manterem financeiramente. “Isso impacta diretamente no rendimento e nas chances de competir em alto nível. A situação é difícil para todos os atletas do país, porque, no geral, não há muitos investimentos, mas, desde sempre, os homens têm uma estrutura mais consolidada”. A educadora física, Ana Paula Neto, salienta que a presença crescente de mulheres nas arquibancadas, nos campos, nas quadras e nas transmissões também vem mudando a cultura esportiva do país. “Quando uma menina liga a TV e vê mulheres narrando, comentando ou jogando em alto nível, ela entende que esse espaço também pode ser dela. A representatividade inspira, rompe barreiras invisíveis e mostra que o esporte é para todas”. “Aumento da cobertura da mídia para modalidades femininas, investimentos em infraestrutura esportiva em escolas e bairros periféricos, criação de políticas públicas específicas para o esporte feminino e campanhas educativas para combater o preconceito de gênero no esporte, são algumas ações que podem ser feitas”, ressalta Ana Paula. Ela concorda que a transformação está em curso, mas exige continuidade e compromisso. “Estamos no caminho certo, mas ainda temos um longo percurso, o esporte transforma vidas. E quando mais mulheres tiverem acesso a ele, mais justo, diverso e potente será o nosso futuro”.
Exercício físico é um aliado contra doenças causadas pelo sedentarismo

Com a rotina cada vez mais acelerada e marcada por longos períodos de inatividade, o sedentarismo se tornou um dos principais inimigos da saúde no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 300 mil brasileiros morrem por ano em decorrência de doenças associadas à falta de atividade física. De acordo com o médico André Franci, a combinação entre exercícios de musculação e atividades aeróbicas é fundamental para reduzir o risco elevado de mortalidade associado à inatividade física, sobretudo no que se refere às doenças cardiovasculares, principal causa de óbitos no Brasil. “Cerca de 150 minutos semanais de atividade física moderada estão associados à redução desses riscos, e há benefícios adicionais com um maior tempo de exercício. Para os idosos, essa carga deve ser complementada com exercícios de equilíbrio e flexibilidade”. O treinador Daniel Silva destaca que as academias de musculação são vistas pelos profissionais da área como um dos ambientes mais seguros para acolher iniciantes que desejam abandonar o sedentarismo. Isso porque o espaço oferece um contexto controlado e adaptável às necessidades específicas de cada aluno. “Ao recebermos pessoas com esse perfil, realizamos uma avaliação e sempre respeitamos seu condicionamento físico. Isso não apenas garante a segurança e evita lesões, mas também contribui para mantê-las motivadas e assíduas”, ressalta o profissional. Silva acrescenta que um bom recurso para engajar esse público é incentivá-lo a refletir sobre os impactos positivos da prática regular. “Uma dica muito importante é perguntar se as tarefas do dia a dia têm se tornado mais fáceis em comparação com o período anterior ao início dos treinos. Isso ajuda a criar uma consciência do quanto a atividade tem melhorado sua qualidade de vida”. Outro aspecto relevante, segundo o treinador, é que as academias oferecem estratégias para treinos curtos e eficientes, alternativa valiosa diante da recorrente justificativa da “falta de tempo” para a prática esportiva. “Aqueles 150 minutos semanais podem ser fracionados em sessões breves. No ambiente da academia, é possível adotar métodos voltados à otimização do tempo, como o treinamento intervalado de alta intensidade e os bi-sets”. A publicitária Mariana Lopes, após anos de inatividade, decidiu mudar sua rotina e, hoje, colhe os frutos da nova escolha. “Comecei a treinar musculação por recomendação médica, mas rapidamente percebi os efeitos positivos. Hoje, tenho mais energia, durmo melhor e minhas dores nas costas praticamente sumiram. Sem falar na autoestima, que melhorou muito desde que comecei a treinar com regularidade”.
Cerca de 60 mil estudantes vão participar do Jemg 2025

Pela primeira vez, os 853 municípios do Estado estão inscritos nos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg). A primeira etapa da competição, a Microrregional, está prevista para começar em 21 de abril e terminar em 8 de junho. Já a Regional vai começar no dia 23 de junho e a Estadual será no dia 14 de julho até 24 de agosto. A expectativa é reunir cerca de 60 mil estudantes, um recorde de participação. O Jemg conta com 32 modalidades esportivas, sendo 18 olímpicas e 14 paralímpicas. Além do goalball e luta olímpica, outras modalidades também estão incluídas, como atletismo, basquete, bocha, ciclismo, futebol, xadrez e ginástica artística. A competição é aberta a estudantes-atletas de 12 a 17 anos e tem por finalidade o aumento da participação da juventude estudantil mineira em atividades desportivas, promovendo a integração social, o exercício da cidadania e a descoberta de novos talentos. Esse ano, o investimento foi superior a R$ 25 milhões. A competição serve como classificatória para os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), os Jogos da Juventude (Jjuv) e as Paralimpíadas Escolares, garantindo aos atletas visibilidade e oportunidades para seguir carreira no esporte. O torneio é realizado pela Subsecretaria de Esportes (Subesp) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), e tem execução técnica da Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais (Feemg). De acordo com a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, o Jemg estimula a participação de estudantes do ensino fundamental e médio em atividades esportivas, promovendo hábitos saudáveis e o interesse pelo esporte desde cedo. “A competição possibilita a descoberta de novos talentos, permite que jovens de diferentes escolas e cidades interajam, promovendo a troca de experiências, respeito e espírito esportivo”. “Além disso, o evento inclui modalidades do paradesporto, garantindo que alunos com deficiência possam competir e desenvolver suas habilidades esportivas. Com isso, os Jogos Escolares de Minas Gerais vão muito além de uma simples competição, sendo uma importante ferramenta educacional, social e esportiva do Estado”, afirma a secretária. Ela ressalta também que os municípios e escolas que sediam as etapas recebem diversos benefícios, tanto no âmbito esportivo quanto no social e econômico. “O evento impulsiona setores como hospedagem, alimentação, comércio e transporte; as cidades precisam garantir boas condições para receber os jogos, o que pode levar a investimentos em ginásios, quadras, estádios e centros esportivos; além de divulgar o município para visitantes de outras regiões, incentivando o turismo e fortalecendo a identidade local”. “A competição é gratuita para o público e qualquer pessoa pode assistir às disputas sem custo. Isso ajuda a tornar o evento mais acessível e incentiva a participação da comunidade, familiares e amigos dos atletas. Já as partidas da Etapa Estadual costumam ser transmitidas ao vivo pelo canal do YouTube oficial do torneio”, acrescenta. Oportunidades Alê explica que o Jemg reúne estudantes de todo o Estado, proporcionando visibilidade para aqueles que se destacam em suas modalidades. “Muitas vezes, jovens talentosos que não tinham acesso a competições maiores conseguem mostrar seu potencial. Além disso, o torneio atrai olheiros, treinadores e representantes de clubes e federações que buscam atletas promissores para projetos de alto rendimento”. A medalhista em 2017, Natália de Andrade, destaca que a competição foi um ponto de virada muito grande na vida dela. “Porque eu comecei a ver o esporte como uma possibilidade profissional. Na faculdade, eu tive a atividade esportiva como um dos principais norteadores da minha caminhada profissional”. Já a atleta paralímpica Ana Elisabela, que disputou a modalidade goalball na edição de 2024, diz que a atividade esportiva ajudou a socializar mais com as pessoas. “Mudou tudo na minha vida. Para mim, é uma alegria estar no esporte e fazer o que eu amo”.