Arbitragem do Brasileirão alcança rejeição de 65%

O estudo Atlas revelou que a arbitragem do Brasileirão 2025 enfrenta rejeição de 65% entre os brasileiros. Entre eles, 46% declararam estar muito insatisfeitos, enquanto 19% afirmaram estar apenas insatisfeitos. O levantamento aponta ainda que metade dos entrevistados considera os árbitros nada confiáveis, indicando falta de credibilidade em suas decisões. O tema, que há tempos provoca polêmicas no futebol nacional, tem gerado intensos debates nos bastidores da principal competição do país. Apenas 8% dos entrevistados disseram estar satisfeitos com a arbitragem, enquanto 2% afirmaram estar muito satisfeitos. Outros 26% se mantiveram neutros em relação à atuação dos juízes em campo. A pesquisa revelou que o principal problema apontado na arbitragem é a aplicação desigual de critérios em lances semelhantes, citado por 51% dos entrevistados. Em seguida, 50% indicaram o “possível favorecimento a determinados clubes” como ponto crítico. Outros problemas destacados incluem a “falta de preparo técnico” dos árbitros (34%), a “falta de transparência nas decisões” (32%) e uma “suposta influência de empresas de apostas” (16%). Nesta pergunta, os participantes podiam selecionar até três alternativas. Quanto ao VAR, 51% acreditam que ele “melhorou um pouco” a qualidade das decisões. Mesmo assim, 53% consideram que a arbitragem brasileira teve desempenho inferior em relação ao ano passado. Entre os árbitros mais rejeitados, estão Ramon Abatti Abel (38%), Wilton Pereira Sampaio (27%) e Anderson Daronco (25%). Curiosamente, Daronco também figura entre os mais bem avaliados, com 31% de imagem positiva. Edina Alves Batista e Raphael Claus, com 25% cada, completam o top 3 entre os árbitros mais valorizados pelo público. A pesquisa também perguntou aos participantes quais clubes seriam mais beneficiados pela arbitragem. O Palmeiras lidera a lista, apontado por 72% como o mais favorecido, seguido de perto pelo Flamengo, escolhido por 70%, coincidindo com a posição de líder e vice-líder do Brasileirão, respectivamente. “Nós não apenas percebemos erros, mas também enxergamos padrões inconsistentes. Quando lances semelhantes são julgados de maneiras diferentes ao longo do campeonato, a confiança na arbitragem cai imediatamente. Essa desigualdade de critérios é o que mais gera insatisfação, porque o público espera justiça e consistência em todas as partidas”, explica o torcedor do Atlético MG, Fernando Ribeiro. Diante desse cenário, o antropólogo do esporte Rafael Muniz sugere medidas para aumentar a confiança do público e garantir maior transparência nas decisões. “A única forma de conquistar 100% de honestidade e credibilidade é implementar mecanismos claros de fiscalização e responsabilização, como auditorias independentes, monitoramento constante das partidas e relatórios públicos sobre o desempenho de cada árbitro. A combinação de tecnologia e transparência é essencial para recuperar a confiança do torcedor”. A capacitação técnica também é crucial. “O árbitro precisa estar preparado não apenas fisicamente, mas também psicologicamente e taticamente. Treinamentos frequentes, simulações de lances complexos e uma preparação contínua para lidar com a pressão de jogos de alta visibilidade ajudam a reduzir erros e criar padrões de julgamento consistentes. Quando o público percebe que existe um esforço real de profissionalização, a credibilidade aumenta naturalmente”, ressalta Ribeiro. Ele sugere que a participação de órgãos independentes e a padronização de protocolos sejam reforçadas. “O futebol brasileiro precisa de um sistema de integridade que funcione como um check and balance. Cada lance questionável deve ser revisado, e qualquer falha grave precisa ser punida de maneira objetiva e transparente. Isso garante que a arbitragem não seja apenas eficiente, mas também percebida como justa pelos torcedores”, conclui.
Entenda como funcionam os testes antidopagem

Às vésperas da partida entre Flamengo e Palmeiras, válida pelo Campeonato Brasileiro, agentes da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) visitaram os Centros de Treinamento das duas equipes para a realização de testes de controle antidopagem. O Flamengo manifestou desconforto com a ação. O caso gerou repercussão e levantou dúvidas sobre como esses procedimentos funcionam e quais são os direitos das partes envolvidas. Para o ex-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD), João Antonio de Albuquerque e Souza, o controle antidopagem é indispensável para a credibilidade do esporte. “A Agência Mundial Antidopagem (WADA) possui um padrão internacional para testes e investigações que precisa ser rigorosamente cumprido. Trata-se de um protocolo que define desde como tratar as informações até a postura dos oficiais de controle de dopagem e das escoltas durante a realização dos testes”. A coleta de amostras, seja em competições ou em treinos, segue diretrizes rígidas. Segundo o especialista, a realização de testes fora de competição é fundamental para evitar fraudes e manter a lisura dos resultados. “Se o atleta souber que só será testado durante as competições, ele pode criar esquemas de dopagem em períodos específicos sem ser descoberto. Por isso, esses testes precisam ser surpresa. Não faria sentido agendá-los com antecedência”, pontua. Mesmo sendo desconfortável, Souza destaca que o procedimento é necessário. “O teste de urina, por exemplo, exige que o agente visualize a uretra e a urina saindo do corpo do atleta. É um processo constrangedor, mas faz parte de um controle sério e técnico. Sempre foi assim”. Ele lembra também que o número de testes é limitado por questões orçamentárias, o que obriga a ABCD a definir prioridades com base em critérios técnicos. “Não é possível testar todos os atletas, modalidades e gêneros. Por isso, as missões de testagem precisam ser bem fundamentadas e planejadas”. Direitos e deveres Durante uma ação de controle, Souza explica que os atletas possuem direitos garantidos. “Eles podem ter uma testemunha de confiança acompanhando todo o processo, desde o questionário até a transferência da urina para os frascos A e B. Também podem registrar observações sobre a conduta dos oficiais e relatar qualquer irregularidade no formulário”. “Mas há também deveres a cumprir. O atleta não pode se recusar a ser testado, sob pena de violar regras de recusa, evasão ou fraude. Já os clubes têm a obrigação de garantir o livre acesso dos agentes da ABCD às suas instalações. No caso de obstrução ou impedimento das equipes de coleta, tanto atletas quanto dirigentes e funcionários podem ser responsabilizados e até punidos disciplinarmente”, completa. Casos anteriores A nota divulgada pelo Flamengo não é um fato isolado. “Reclamações como essa já aconteceram em outras ocasiões. É natural que os clubes sintam que a rotina de treinos foi prejudicada, mas esse é o ônus do esporte de alto rendimento. Garantir a igualdade e a limpeza das competições é mais importante”, afirma Souza. O trabalho de inteligência da ABCD realiza testes com base em denúncias e informações de bastidores, reforça o ex-presidente do TJD-AD. “Existe um serviço de inteligência que recebe denúncias, muitas vezes anônimas. Os testes são feitos a partir dessas informações. Não sei se foi o caso específico do Flamengo, mas isso acontece com frequência”. Na avaliação de Souza, a melhor forma de evitar atritos é a capacitação dos clubes e seus funcionários. “Dirigentes, técnicos e seguranças precisam saber como lidar com a chegada das equipes de dopagem. O desconhecimento pode gerar conflitos desnecessários e até sanções. É fundamental que todos entendam o papel da fiscalização e colaborem com transparência”. “Essas ações não devem ser vistas como perseguição, mas como garantia de um esporte limpo, igual e justo. Todos têm responsabilidade nesse processo”, conclui.
345 milhões usaram apps de fitness no último ano

Segundo dados do site businessofapps.com, 345 milhões de pessoas utilizaram aplicativos de fitness em 2024, um crescimento de 11,1% em relação a 2023. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, lançado recentemente pela Federação Mundial da Obesidade, 68% da população brasileira apresenta excesso de peso, sendo que 31% vivem com obesidade e 37% com sobrepeso. Ao mesmo tempo, apenas 8% das pessoas costumam consultar um profissional de saúde antes de começar um regime. Conforme um estudo recente do Instituto Real Time Big Data, 65% das pessoas não alcançaram seus objetivos com a dieta. Esse é o caso da comerciante Isabela Duarte Araújo, que sempre iniciava e desistia de dietas, porém, desta vez, ela usou a tecnologia como aliada, o app de nutrição, com um plano alimentar estruturado por uma nutricionista. “Eliminei 19 quilos, e não sinto que estou de dieta. Isso fez toda a diferença para conseguir manter o peso. O app me mostra como compensar na alimentação ao longo do dia ou até no dia seguinte. Isso facilita na decisão de continuar firme no meu objetivo de emagrecer”, relata. O aplicativo O dispositivo utiliza inteligência artificial para adaptar o cardápio prescrito pelo nutricionista à rotina do paciente. Caso o alimento indicado não esteja disponível em casa, ou uma pessoa queira substituí-lo por outra, basta registrar no app. O aplicativo também avalia e classifica os alimentos industrializados, ajudando os usuários a escolher as opções mais saudáveis no mercado, além de permitir que um nutricionista visualize o consumo dos pacientes em tempo real, para fazer ajustes e direcionar melhor o plano alimentar. A médica pós-graduada em Endocrinologia, Metabologia e Nutrologia, Eliana Teixeira, afirma que esses aplicativos podem ser grandes aliados na adoção de hábitos saudáveis quando usados de forma consciente e orientada. “Eles aumentam a percepção sobre o próprio comportamento, ajudam o usuário a visualizar o quanto está comendo, se está dormindo pouco, se está se movimentando o suficiente, e isso é um ponto de partida importante para mudanças sustentáveis”. “No entanto, o app deve ser entendido como uma ferramenta de apoio, e não como o substituto de uma avaliação clínica individualizada. A tecnologia é útil quando desperta consciência e disciplina, mas a personalização do plano alimentar e de treino é o que realmente garante resultados com segurança”, alerta. Cuidados A médica destaca que o principal risco é a generalização. “Um mesmo plano não serve para todos, e seguir dietas ou treinos genéricos pode causar desequilíbrios hormonais, perda de massa magra, deficiências nutricionais e até sobrecarga cardíaca ou articular”. Muitos desses aplicativos não consideram histórico clínico, exames laboratoriais, uso de medicamentos, distúrbios hormonais ou digestivos, e acabam estimulando restrições desnecessárias ou exageros, pontua Eliana. “Além disso, quando o usuário não alcança os resultados prometidos, há frustração, compulsão alimentar e até abandono completo dos hábitos saudáveis. Por isso, o acompanhamento profissional, médico e nutricional, é fundamental para ajustar as metas e garantir a segurança do processo”. “A busca constante por metas numéricas – calorias, passos, peso ou percentual de gordura – pode gerar ansiedade, culpa e comportamentos obsessivos. O que deveria ser um instrumento de autocuidado pode se transformar em um mecanismo de punição. Quando o controle passa a ser mais importante do que o bem- -estar, há risco de transtornos como ortorexia, compulsão alimentar ou distúrbios de imagem. Por isso, o equilíbrio é a chave. O app deve servir à saúde, e não o contrário”, acrescenta. Eliana ressalta que um bom aplicativo estimula a constância, o prazer em se movimentar e o respeito ao corpo. “Não impõe restrições extremas, metas de emagrecimento muito rápidas ou treinos exaustivos. Desconfie de qualquer promessa de ‘transformação em 30 dias’ ou ‘dietas milagrosas’. Aplicativos sérios prezam pela educação alimentar, orientam sobre descanso, hidratação e autocuidado, e valorizam a evolução progressiva. Quando há foco apenas na estética, sem considerar saúde metabólica e emocional, o caminho tende a ser perigoso e insustentável”, finaliza.
300 mil morrem por ano no Brasil por sedentarismo

O sedentarismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos maiores problemas da sociedade moderna. A inatividade física está ligada à morte de aproximadamente cinco milhões de pessoas por ano em todo o mundo, conforme estimativas da instituição. Cerca de um terço da população adulta global não pratica atividades físicas regularmente. No Brasil, o cenário é ainda mais preocupante: o país lidera o ranking de sedentarismo na América Latina e ocupa a quinta colocação entre os mais sedentários do mundo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 47% dos adultos brasileiros não praticam exercícios físicos, percentual que sobe para 84% entre os jovens. Cerca de 300 mil mortes anuais estão relacionadas à falta de atividade física. Entre as capitais, São Paulo se destaca negativamente como a mais sedentária do país. Os dados acendem um alerta para os impactos devastadores que a inatividade física pode causar não apenas ao corpo, mas também à mente. O sedentarismo está diretamente relacionado ao aumento de casos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, além de quadros de depressão e ansiedade. Em um país com dimensões continentais e desigualdades sociais, os desafios para reverter esse cenário são muitos. Para o cardiologista Renato Farias, a falta de movimento deve ser tratada com a mesma seriedade que outras epidemias. “Estamos diante de uma verdadeira crise de saúde pública. O sedentarismo mata silenciosamente, por meio de doenças que se desenvolvem ao longo do tempo, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca. A maioria dessas condições poderia ser evitada com mudanças simples no estilo de vida”. A rotina urbana moderna contribui para a propagação do sedentarismo, reforça Farias. “As pessoas passam horas sentadas no trabalho, no transporte e em casa, muitas vezes diante de telas. Essa passividade é prejudicial, e infelizmente se tornou parte da normalidade para muitos brasileiros”. Farias diz que o corpo humano foi feito para se movimentar. “Ficar longos períodos sentado ou inativo prejudica diretamente o funcionamento de diversos sistemas. Mesmo pessoas que praticam atividade física esporadicamente não estão imunes aos efeitos negativos de um estilo de vida predominantemente sedentário”. Os impactos físicos são amplos: desde dores musculares crônicas até doenças mais graves. “Além disso, o sedentarismo está associado à perda de massa muscular, aumento da resistência à insulina, o que pode levar ao diabetes tipo 2, e problemas posturais que comprometem a qualidade de vida”, ressalta. O educador físico, Ricardo Menezes, destaca os efeitos na saúde óssea. “Sem estímulo regular, como caminhadas ou exercícios com peso, os ossos perdem densidade, o que eleva o risco de osteoporose e fraturas, especialmente em idosos. Pequenas mudanças, como levantar-se a cada hora ou caminhar 30 minutos por dia, já fazem diferença. O movimento precisa fazer parte do cotidiano”. Ele garante que a regularidade é mais importante do que a intensidade no início. “Não adianta fazer exercícios pesados uma vez por semana e ficar os outros dias parado. O importante é criar o hábito, mesmo que com atividades leves. O corpo vai se adaptando aos poucos, e os benefícios logo aparecem”. Entretanto, o combate ao sedentarismo não depende apenas da vontade individual. Fatores sociais, econômicos e estruturais dificultam o acesso de grande parte da população à prática regular de exercícios. Falta de segurança nas ruas, ausência de espaços públicos adequados, jornadas de trabalho exaustivas e transporte público precário são obstáculos diários enfrentados por milhões de brasileiros. “Não podemos ignorar que a realidade da maioria das pessoas não favorece a prática de atividades físicas. Políticas públicas que incentivem o uso de bicicletas, a criação de parques, ciclovias e a promoção de programas comunitários de exercícios são fundamentais para mudar esse cenário. A crise do sedentarismo no Brasil não é apenas um problema individual de saúde, mas uma questão coletiva que afeta o sistema público e os custos com tratamento de doenças crônicas”, defende o profissional.
Desafio de Gigantes: saiba sobre o jogo no Mineirão

No jogo que celebra os 60 anos do Estádio Mineirão, o Desafio de Gigantes, no dia 11 de outubro, uma novidade preparada pelo Grupo Minasmáquinas, a mais tradicional concessionária Mercedes-Benz de Minas Gerais, promete chamar a atenção dentro das quatro linhas. Pela primeira vez na história do estádio, o carrinho-maca (veículo que transporta jogadores que fazem “cera” ou estão sem condições de permanecer no jogo) terá o formato de um caminhão. O ícone do portfólio de caminhões da Mercedes-Benz, a consagrada linha Axor, será reproduzida no carrinho-maca. A iniciativa celebra o retorno do Axor ao portfólio da Minasmáquinas após dois anos. O Gigante das Estradas entra em campo pela primeira vez no Gigante da Pampulha, palco de emoções e conquistas. Como funciona o carrinho-maca no formato do caminhão Axor Os jogadores dos times de Ronaldinho Gaúcho e Alex “Talento”, ídolos do Atlético e Cruzeiro, serão transportados no veículo que representa a melhor solução para transporte rodoviário de carga e operações de médias e longas distâncias. O Axor entrará em campo toda vez que o árbitro do jogo solicitar o ingresso do carrinho-maca. A partida terá outros ídolos das duas equipes e, assim como a história da Axor, sucesso de vendas da Mercedes-Benz no Brasil, mais de 100 mil unidades comercializadas, o Desafio de Gigantes reúne consagrados nomes do futebol como os goleiros Victor e Gomes, os zagueiros Leonardo Silva e Léo, a dupla de volantes Pierre e Leandro Donizetti (Atlético) e Henrique e Fabrício (Cruzeiro), meias Dátolo e Montillo, atacantes Diego Tardelli e Marcelo Ramos. O Axor é referência em desempenho, economia, praticidade e confiabilidade no mercado de caminhões. O novo modelo está mais moderno, robusto e forte, oferecendo mais eficiência e rentabilidade aos clientes com baixo custo operacional. O futebol e o Axor são duas paixões que se movem os nossos clientes”, enaltece o CEO do Grupo Minasmáquinas, Bruno S.K. Volpini. Bruno Volpini acredita que o caminhão Axor será acionado algumas vezes no decorrer da partida, afinal os ex-jogadores podem se cansar durante o jogo festivo que terá os mesmos 90 minutos de uma disputa oficial. “O carrinho-maca foi preparado para propiciar bem-estar ao carregar os ídolos que representam a potência do futebol nacional, assim como o Axor simboliza conforto, robustez e segurança”, finaliza.
Mulheres são quase metade dos apostadores no Brasil

As mulheres deixaram de ser coadjuvantes no mercado de apostas esportivas no Brasil. Hoje, elas representam 47% do público que aposta em esportes, segundo um levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a Fulltrader Sports. Em alguns nichos, a participação feminina já ultrapassa a masculina. Esse movimento tem mudado o perfil de consumo e exigido novas estratégias de comunicação das plataformas. Na avaliação do cientista de dados Ricardo Santos, a entrada das mulheres está transformando a dinâmica do setor. “O público feminino tem um padrão de decisão mais racional e estratégico, o que influencia inclusive os algoritmos de recomendação. São perfis menos impulsivos e mais conectados com dados de performance”. O fenômeno acompanha uma tendência mais ampla de diversificação. Se antes o mercado era dominado por homens jovens, agora cresce a presença de diferentes faixas etárias e classes sociais, impulsionada pela regulamentação do setor, pelas campanhas de marketing e pela oferta de conteúdos educativos. Esse comportamento também reflete diretamente nas plataformas digitais. “Percebemos uma migração de perfis curiosos para apostadores mais estratégicos. As empresas estão investindo em usabilidade, dados em tempo real e funcionalidades que atendem tanto ao iniciante quanto ao usuário avançado”, explica Santos. Apesar do crescimento, o cientista de dados faz um alerta. “Hoje, cada clique, tempo de permanência e preferência de aposta vira dado. As plataformas que sabem utilizar essas informações saem na frente ao oferecer experiências personalizadas que fidelizam o usuário”. Dez meses de regulação O avanço da participação feminina ocorre em paralelo a um momento de consolidação do setor no Brasil, que está regulamentado desde o início do ano. Nesse período, 78 operadores já foram licenciados para atuar no país, com 17,7 milhões de apostadores registrados e mais de 15 mil sites ilegais bloqueados, segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Para a indústria, esse processo representa uma mudança estrutural. O Team Manager LATAM da Games Global, Giuseppe Barbanera, observa que os mercados regulados são centrais para a credibilidade do setor. “No Brasil, vemos avanços rápidos em áreas como compliance e proteção ao jogador. O bloqueio de sites não licenciados e a maior transparência na relação com os operadores são conquistas importantes tanto para a indústria quanto para o consumidor final”. Ele acrescenta que a regulação é fundamental para a sustentabilidade do mercado. “É um passo significativo para o crescimento sustentável do iGaming no Brasil, pois oferece aos jogadores um ambiente seguro e transparente, onde podem se divertir de forma responsável. Isso gera confiança na indústria e estabelece a base para um desenvolvimento contínuo e para a inovação”, avalia. Barbanera aponta que o público brasileiro busca experiências próximas da sua realidade. “Jogos como Carnaval Drums ou jackpots temáticos, como o Carnaval Fortuna, mostram como a personalização influencia na aceitação e fidelização. Ao mesmo tempo, formatos globais como o FlyX tiveram rápida adesão, o que revela o equilíbrio entre inovação internacional e identidade cultural”, finaliza.
North e URT se preparam para o Módulo I do Mineiro

O North e o URT se juntam ao América, Athletic, Atlético, Betim, Cruzeiro, Democrata de Governador Valadares, Itabirito, Pouso Alegre, Tombense e Uberlândia para disputar o Campeonato Mineiro Módulo I em 2026. O time de Montes Claros está subindo para a elite pela primeira vez, e com apenas três anos de existência. O clube foi campeão do Módulo II contra o URT. Já a equipe de Patos de Minas está voltando à primeira divisão depois de três anos, com a conquista do vice-campeonato. O presidente do North, Victor Oliveira, destaca que o time nasceu para resgatar o orgulho do futebol em Montes Claros e no Norte de Minas. “Trazer de volta à elite do Mineiro para a nossa cidade, após 15 anos de ausência, é a maior prova de que nosso projeto é um sucesso. O North não é apenas um time, é um símbolo de união para toda a população”. Oliveira ressalta que a equipe já está trabalhando intensamente. “Já trouxemos o pentacampeão mundial Kléberson para comandar o time em 2026. A chegada dele é um sinal claro dos nossos objetivos. Estamos avaliando o mercado para trazer jogadores e profissionais que se encaixem na filosofia do clube. A ideia é montar um elenco competitivo, capaz de enfrentar e vencer os desafios da elite”. “Nossa meta principal é, primeiro, consolidar o North na primeira divisão do Campeonato Mineiro. Não viemos apenas para participar, viemos para ficar. A partir disso, buscaremos vagas em competições nacionais, como a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro. Queremos que o North esteja no cenário nacional e leve o nome de Montes Claros cada vez mais longe”, salienta. Já o presidente da URT, Igor Cunha, pontua que aumentar a arrecadação será o ponto principal no Mineiro de 2026. “Queremos montar um elenco competitivo e que alcance nossos objetivos, para isso, precisamos de receita, não somos SAF e nossa renda vem de patrocinadores e do próprio torcedor, será necessário aumentar nosso valor de patrocínio e também dos ingressos e produtos do clube, chegou o momento de todos entenderem a nova situação da URT e ajudar na campanha”. “Temos cinco jogadores com pré-contrato assinado e negociando com vários outros. Atualmente, estamos monitorando mais de 150 atletas, e nossa comissão técnica está 90% fechada”, acrescenta. Cunha afirma que o time vai trabalhar para conseguir uma vaga na Copa do Brasil e Brasileiro Série D. “A URT não pode mais pensar em só se manter na primeira divisão, precisamos ter um calendário mais extenso. Claro que podemos montar um elenco forte e dentro de campo não encaixar, mas com certeza, o trabalho está sendo feito para alcançarmos esses objetivos. E precisamos nesse momento de todos, patrocinadores e torcida, sem eles ficará difícil aumentar nosso poder financeiro e consequentemente impossível montar um bom elenco”. Módulo II Para o presidente do North, o título do Módulo II foi uma sensação indescritível. “De pura gratidão e realização. Este é o resultado de muito trabalho, dedicação e, acima de tudo, da crença em um projeto que nasceu para fazer história. Ver o North, um clube tão jovem, alcançar a elite do futebol mineiro e, de quebra, conquistar o título da competição é a coroação de um sonho”. “A jornada foi cheia de altos e baixos, como em qualquer competição. O mais desafiador foi manter a estabilidade emocional, a união do grupo e o foco no objetivo, mesmo nos momentos de pressão e incerteza. Enfrentamos adversários muito fortes e a campanha exigiu resiliência e a capacidade de superar obstáculos a cada jogo”, avalia Oliveira. Saber lidar com um Módulo II foi o maior desafio, segundo o presidente da URT. “Sem dúvidas, foi a competição mais difícil dos últimos tempos, com equipes tradicionais onde a maioria já esteve no Módulo I e precisavam voltar, a pressão da torcida e patrocinadores não foi diferente na URT. Foi preciso saber lidar com o emocional de todos e conduzir até o fim com foco e pés no chão”. “Foi uma campanha consistente, erramos na hora que podíamos errar, avaliamos os erros, estudamos as opções e tomamos as decisões na hora certa, e isso possibilitou minimizar as falhas no momento crucial da competição que foi a segunda fase, onde fizemos 9 pontos em 3 jogos”, finaliza Cunha.
Evento “Desafio Total” será realizado em Juatuba

A cidade de Juatuba, na região Central do Estado, vai receber uma corrida de obstáculos, o Desafio Total. O evento será realizado no dia 5 de outubro, das 8h às 15h, no Ginásio Poliesportivo, na rua João Saliba, 163. O público estimado é de 500 participantes. O Desafio Total é uma corrida de obstáculos com lama, cordas e muros, uma prova de resistência física e mental. O objetivo é promover atividades esportivas, incentivar a prática de exercícios físicos, a integração social e a qualidade de vida dos participantes, com provas de superação e desafios recreativos. O evento vai incluir corrida recreativa ou competitiva sem premiação e/ou categorias; desafios funcionais; provas de resistência ou força e jogos cooperativos. A programação detalhada será divulgada no Instagram @corridadesafiototal. A administradora do projeto, Gisele Gonçalves, explica que essa será a primeira edição. “Nós somos quatro sócios, e um dos sócios já faz esse tipo de evento de corridas de obstáculos, downhill e corrida em mata, e teve a ideia de trazer para Juatuba, onde nós temos uma academia. Assim, nasceu o projeto de fazer o Desafio Total no município mineiro”. “O município de Juatuba não tem muito histórico de eventos esportivos, e essa foi até uma ideia de tentar incentivar o esporte na cidade. O nosso intuito é promover a saúde e bem-estar, incentivando a atividade física e um estilo de vida saudável entre os participantes. E também ser um desafio pessoal, proporcionando aos atletas uma oportunidade de testar suas habilidades físicas e mentais, superando desafios e obstáculos”, complementa. Gisele pontua que o percurso terá entre 5 a 6 quilômetros. “Terá uma média de 20 obstáculos, bem variados. Por exemplo, passar por buracos de lama e escalar algo. Além dos obstáculos com lama, vai ter uns dois quilômetros da corrida que é dentro de uma mata, uma trilha. E o nível de dificuldade será leve para moderado”. Qualquer interessado pode participar desse evento, não é necessário ter nenhum tipo de preparação, ressalta Gisele. “O participante só tem que ter vontade de ir. Se tiver algum obstáculo que a pessoa não dá conta ou acha difícil, existe a opção de pular aquela barreira. Mas, a ideia do desafio, da corrida, é se desafiar a fazer algo novo, diferente, sair da zona de conforto”. As inscrições para essa edição já terminaram, porém, a administradora afirma que pretende fazer uma segunda edição no ano que vem. Superação O comerciante e professor, Felipe Xavier, 32 anos, não se denomina atleta. “Porém, pratico exercícios regulares de alta intensidade há 11 anos. Procuro manter sempre a disciplina e a frequência, a constância é sempre muito importante. Já participei de outras corridas de obstáculos como a Bravus Race e a Ninjas Race. E também de algumas trilhas e corridas em áreas de natureza. É sempre uma experiência maravilhosa. Nos esforçamos durante o percurso, mas a sensação de missão cumprida no final de cada desafio como este é impagável”. Ele revela que gosta de autossuperação, por isso, vai participar do Desafio Total. “Para testar os limites físicos do corpo e também os mentais. E tem algo interessante em corridas de obstáculos que é a cooperação entre os competidores, porque em muitas barreiras precisamos nos ajudar para conseguir concluí-las. É ótimo para criarmos boas conexões e memórias”. Xavier destaca que é de extrema importância esses eventos para promover saúde e esporte. “O incentivo a atividades físicas acaba proporcionando melhorias na saúde mental e emocional, e atividades como esta também podem ser uma excelente porta de entrada no mundo esportivo para quem ainda leva um estilo de vida menos ativo. Espero que nossa comunidade abrace esta oportunidade”, finaliza.
32,4% dos brasileiros não se interessam pela seleção

Uma nova pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec/O Globo aponta que 32,4% dos brasileiros não demonstram interesse pela seleção brasileira de futebol. O levantamento, feito entre os dias 5 e 9 de junho de 2025, ouviu 2 mil pessoas em 132 cidades do país. Os participantes foram convidados a avaliar seu nível de entusiasmo pela seleção em uma escala de 0 a 10. Apenas 15,9% atribuíram notas elevadas (9 ou 10), enquanto 48,5% deram notas baixas (entre 0 e 4). A nota 0 foi a mais frequentemente escolhida. O estudo revelou que os maiores entusiastas da seleção brasileira são, em sua maioria, homens jovens, com baixa escolaridade, moradores de cidades pequenas do interior, principalmente nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, e com renda de até um salário mínimo. Entre as mulheres, 14,1% se consideram fãs fervorosas da seleção, número inferior ao dos homens, que alcançou 17,7%. A pesquisa ainda indicou que 33,3% dos participantes deram notas 9 ou 10 quando avaliados em relação ao seu nível de paixão pelos clubes de futebol. Os resultados mostram uma tendência de desinteresse crescente, que já vinha sendo observada em Copas anteriores, mas agora se consolida com mais força. Para a socióloga Mariana Tavares, o Brasil, conhecido historicamente como “o país do futebol”, parece estar se distanciando emocionalmente da seleção que por décadas foi motivo de orgulho nacional. “O fenômeno levanta uma série de questionamentos sobre os motivos desse afastamento e sobre o que poderia ser feito para resgatar o vínculo entre a população e a seleção”. Na avaliação da socióloga, o desinteresse é reflexo de um desgaste emocional acumulado. “A seleção brasileira deixou de representar o povo de forma autêntica. Muitos torcedores não se veem mais refletidos na postura, nos discursos e até no estilo de jogo do time. A elitização do futebol, a perda de identidade e a sensação de distanciamento entre os jogadores e o torcedor comum contribuem diretamente para essa crise de afeto”. Além da falta de identificação, há também um cansaço com os resultados recentes. Desde a vitória na Copa América de 2019, o Brasil acumula eliminações frustrantes em Copas do Mundo e torneios continentais. A derrota para a Croácia nas quartas de final da Copa de 2022, somada à ausência de títulos expressivos em anos seguintes, abalou ainda mais a confiança do torcedor. “Quando a seleção não entrega resultados nem oferece um futebol bonito de se ver, é natural que o encantamento do público vá diminuindo”, analisa o antropólogo do esporte, Rafael Muniz. Outro fator relevante é a concorrência direta com os clubes, a pesquisa revelou um percentual mais alto que o de fanatismo pela seleção. Para Muniz isso reflete uma mudança no eixo emocional do torcedor. “Com a globalização e o fortalecimento das ligas nacionais e internacionais, os clubes passaram a ocupar um espaço muito maior na vida do torcedor. As pessoas acompanham seus times com frequência semanal, se identificam com os jogadores, vivem o cotidiano do clube. Já a seleção aparece de forma pontual, desconectada dessa rotina”. Mas há caminhos possíveis para resgatar a paixão do torcedor. Para os especialistas, a solução passa por uma série de mudanças, tanto dentro quanto fora de campo. Uma delas é o fortalecimento da identidade cultural da seleção. “É fundamental que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pare de tratar a seleção como uma marca internacional e passe a enxergá-la como patrimônio do povo brasileiro. Investir em projetos de base, promover a diversidade regional e escutar o torcedor são passos essenciais para reconstruir essa ponte”, defende Mariana. Outro ponto seria uma maior transparência e profissionalismo na gestão do futebol brasileiro. “Escândalos envolvendo dirigentes da CBF, decisões controversas na convocação de jogadores e a sensação de que há interesses comerciais por trás de muitas escolhas minam a confiança do torcedor. As pessoas querem acreditar que a seleção representa o melhor que temos, não um jogo de interesses”, diz Muniz. Por fim, o retorno a um futebol mais ofensivo e criativo, com mais “ginga”, também é visto como uma forma de reconquistar o público. “O brasileiro sente saudade do futebol arte, do improviso, da alegria em campo, resgatar isso pode ser um primeiro passo para reacender o amor pela seleção”, conclui.
NASCAR Brasil retorna a Curvelo com etapa especial

O Circuito dos Cristais, em Curvelo, Região Central do Estado, vai receber mais um evento automobilístico, a 7ª etapa da temporada da NASCAR Brasil 2025, o Special Edition. O torneio será em um domingo, no dia 21 de setembro, e será transmitido pela RedeTV!, ESPN, Disney+ e pelo YouTube da NASCAR Brasil. A competição tem três etapas, de regulamento exclusivo, contando pontos nas três provas válidas de cada final de semana, nas quais as duas primeiras definem o grid da prova final. Neste, cada carro pode disputar com um piloto ou em dupla, respeitando as inscrições originais de suas divisões. As outras duas próximas etapas da competição serão em Velocitta, Mogi Guaçu (SP), em 2 de novembro; e Interlagos, São Paulo (SP), em 7 de dezembro. Da somatória dessas séries sairão os campeões do Overall, da NASCAR Brasil e da categoria Challenge, além do Rookie Of The Year. O representante da instituição, Thiago Marques, destaca que o Circuito dos Cristais é a primeira pista oval da NASCAR Brasil. “E é a única, na atualidade, ativa para o automobilismo nacional, que foi inaugurada em 2024. A Special Edition é composta de um único treino classificatório e três corridas. O campeonato tem formato e regras diferenciados e serão 75 pontos (25 no classificatório e 25 por corrida) em disputa em cada etapa”. A programação será composta por treinos extras e oficiais, no dia 19 de setembro. No dia 20, treino oficial, classificatório e uma corrida. E no domingo, dia 21, visitação aos boxes pelo público e duas corridas. Mais detalhes da programação e dos pontos de vendas de ingressos estarão disponíveis nas redes sociais e no site da NASCAR Brasil. BenefíciosPara Marques, a realização de uma etapa NASCAR Brasil movimenta uma quantia significativa de dinheiro na economia local. “Beneficiando hotéis, restaurantes e outros comércios. O evento gera demanda por trabalho, resultando na criação de empregos diretos e indiretos na região, desde a organização até os serviços de apoio. Existe um aumento do fluxo turístico, porque a etapa atrai pessoas de fora da cidade e do Estado, impulsionando o turismo local, que pode ter efeitos duradouros. A cobertura midiática promove o município como destino turístico e também para outras atrações futuras. Além de oferecer uma oportunidade de lazer e diversão para a população da cidade e da região”, pontua. Ele ressalta ainda que a NASCAR Brasil, com três temporadas quase completas, em parceria com a NASCAR estadunidense, tem mostrado o seu potencial. “Com um alto nível de competição, atraindo público e com corridas emocionantes. Estruturalmente, ocorreu um investimento maior eminfraestrutura. Em 2025, houve também a entrada de quatro equipes renomadas como a Full Time Sports, Team RC, RMattheis e MX Vogel, todas contam com elenco composto por grandes nomes do automobilismo nacional e internacional”, finaliza. Circuito dos Cristais Com apenas 1.250 metros e uma curva inclinada a 16%, o piloto Alex Seid, da Ford Mustang #7, comenta que o traçado demanda adaptações na técnica de pilotagem. “Por ser uma pista curta, 3/4 de milha, existe dificuldade nas ultrapassagens, mas também dá para andar lado a lado. Curvelo tem disputas parecidas com ovais curtos da NASCAR americana, como Bristol e Martinsville”. Já o gaúcho Vitor Genz (Chevrolet Camaro #46/RMattheis) já pilotou em ovais, como o de NewSmyrna (1/4 de milha), próximo à Daytona, na Flórida (EUA), onde aprendeu a lidar com o impacto da inclinação nas curvas e, além disso, com a sensação de aderência extrema que essas pistas oferecem. “É bem interessante como o carro aceita ‘desaforo’ em pistas com inclinações. A orientação ajudamuito na aderência, então a força que o carro exerce para baixo faz ele grudar bastante, e conseguimos contornar as curvas muito mais rápido do que se imagina. Quando corri em New Smyrna, isso foi o que mais me impressionou”, revela.