Franquias projetam alta de até 10% no faturamento este ano

O setor de franquias espera mais um ano de crescimento em 2025. A expectativa da Associação Brasileira de Franchising (ABF) é encerrar o ano com uma expansão entre 8% e 10% no faturamento. Além disso, a entidade prevê um aumento de 2% nos indicadores de operações, redes e empregos diretos. “Caso o cenário econômico continue favorável ao consumo, as projeções podem ser superadas. Com o desemprego em níveis historicamente baixos e a massa salarial elevada, a manutenção do poder de compra da população pode impulsionar a demanda por produtos e serviços, beneficiando diretamente as redes de franquia. Além disso, o aumento da confiança do consumidor e do empresário pode estimular novos investimentos e a abertura de unidades franqueadas”, explica o diretor regional da ABF em Minas Gerais, Antônio Bortoletto. O especialista em franquias, Lucien Newton, avalia que, para um desempenho acima da meta, os investimentos em inovação, tecnologia e adaptação às novas demandas do consumidor devem ser contínuos. “A digitalização das operações, o uso de dados para personalizar a experiência do cliente e a expansão de modelos híbridos serão fundamentais. A internacionalização de redes brasileiras, como já ocorre com o açaí, pode abrir novas fronteiras e impulsionar o crescimento”. “Outro fator será a capacidade de atrair novos empreendedores, especialmente por meio das microfranquias, que têm um apelo maior para quem deseja empreender com menor risco. A consolidação de marcas fortes e a profissionalização do setor continuarão sendo diferenciais para manter a confiança dos investidores e consumidores”, acrescenta. Segundo Bortoletto, a eficiência operacional conquistada pelas redes em 2024 também pode ajudar a superar a meta. “Após um período de ajustes e otimização de processos, muitas franquias podem estar mais preparadas para acelerar sua expansão, aproveitando oportunidades estratégicas de mercado. Fatores externos, como a estabilidade cambial, o controle da inflação e incentivos ao empreendedorismo, podem criar um ambiente propício para um crescimento acima do esperado”. Os números são considerados conservadores devido à perspectiva de novas altas da taxa Selic, ao crescimento mais moderado do Produto Interno Bruto (PIB), à pressão inflacionária sobre o poder de compra dos consumidores e aos reflexos nos índices de confiança de empresários e consumidores. Além disso, há incertezas no cenário internacional e oscilações no câmbio. O diretor da ABF destaca que esse aperto pode gerar mais pressão sobre a gestão financeira das franqueadoras e unidades franqueadas, dificultando novos investimentos. “Atenção à gestão financeira, busca por eficiência operacional e ajustes nos negócios permanecem fundamentais. Do lado do consumidor, esse contexto tende a dificultar o acesso ao crédito e comprimir os orçamentos, exigindo adaptações nos negócios e a busca por novos públicos e mercados”. Crescimento em 2024 O mercado registrou um crescimento nominal de 13,5% em 2024, alcançando um faturamento de R$ 273 bilhões e superando a expectativa inicial de 10%. No último trimestre do ano passado, houve uma expansão de 11,3%, totalizando R$ 81 bilhões. De acordo com Newton, a retomada definitiva do consumo presencial após a pandemia foi um dos principais motores desse desempenho. “Segmentos como entretenimento e lazer (16,6%), saúde, beleza e bem-estar (16,5%) e alimentação (16,1%) se destacaram, impulsionados pela demanda reprimida e pela busca dos consumidores por experiências presenciais. A ascensão das microfranquias, com investimentos iniciais mais acessíveis, permitiu que mais pessoas ingressassem no mercado, ampliando a base do setor. A inovação das redes franqueadoras, que se adaptaram às novas demandas do consumidor, a profissionalização do setor e a confiança no modelo de franquias, que reduz riscos para os empreendedores, também contribuíram para esse crescimento expressivo”, conclui.

Safra de grãos em Minas Gerais deve crescer 8,1% comparada à anterior

A estimativa de produção de grãos para a safra 2024/2025 em Minas Gerais é promissora. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado deve colher 17,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8,1% em comparação à safra anterior. O crescimento na produção de grãos é uma excelente notícia para a economia mineira, que depende em grande parte do agronegócio para sua movimentação financeira. De acordo com informações da Conab, a área destinada ao cultivo de grãos na safra 2024/2025 será de 4,2 milhões de hectares, o que representa um aumento de apenas 0,1% em relação à safra 2023/2024. Por outro lado, espera-se um crescimento de 7,9% na produtividade, que atingirá 4 toneladas por hectare. Para o economista Pedro Ribeiro, o aumento de 8,1% na safra tem impactos diretos e positivos para a economia do Estado. “As condições climáticas favoráveis aliada ao uso de tecnologias inovadoras têm se mostrado eficazes na ampliação da produtividade. Com a alta na produção, Minas Gerais tende a se beneficiar tanto em termos de geração de empregos quanto no aumento de arrecadação tributária”. O especialista destaca que o Estado tem um papel de destaque no mercado nacional, sendo um dos maiores produtores de grãos do Brasil. “Minas Gerais é essencial para o abastecimento interno e para a exportação de produtos agrícolas, como soja, milho e café. A safra 2024/2025 reforça essa posição estratégica, com reflexos não apenas nas áreas rurais, mas também na indústria, no transporte e na logística”. Soja Entre os grãos cultivados em Minas Gerais, a soja será a principal produção. De acordo com a previsão da Conab, a safra deve alcançar 8,82 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 13,3% em comparação com a safra de grãos de 2023/2024. Em relação à soja, que possui maior liquidez e preços mais vantajosos, observou-se um aumento de 3,2% na área cultivada, totalizando 2,3 milhões de hectares. Esse crescimento ocorreu principalmente sobre áreas anteriormente destinadas a outras culturas, como milho e feijão. O clima favorável contribuiu para uma maior produtividade, que atingiu 3,79 toneladas por hectare, um incremento de 9,8% em comparação com a safra anterior. Segundo o engenheiro agrônomo João Figueiredo, “a soja é a grande estrela da safra mineira. A adaptação a novos tipos de sementes, mais resistentes a pragas e doenças, além de boas práticas agrícolas, têm impulsionado ainda mais a produtividade”. Milho No Estado, o milho ocupa o segundo maior volume de grãos produzidos, mas, ao contrário da soja, não deverá registrar crescimento na safra 2024/2025. A previsão para a produção de milho na primeira safra é de 3,8 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 1,9%. A área plantada, de 614 mil hectares, diminuiu 10,1%. Por outro lado, espera-se um aumento de 9,2% na produtividade, com uma colheita de 6,2 toneladas por hectare. A colheita já foi iniciada. Para a segunda safra, a expectativa é de uma produção de 2,4 milhões de toneladas, um crescimento de 8,4%. A área cultivada deve recuar 2,6%, mas a produtividade tende a se recuperar, com um aumento projetado de 11,3%. Com a alta demanda tanto para consumo interno quanto para exportação, especialmente para a produção de ração animal e etanol, a cultura deve alcançar bons resultados. Figueiredo destaca o papel crescente do milho. “Minas tem mostrado grande potencial para aumentar sua produção de milho, o que é fundamental para o abastecimento tanto do mercado interno quanto das indústrias de ração e etanol”. Algodão A produção de algodão continua apresentando tendência de crescimento. De acordo com os dados, a produção do grão deve aumentar em 19,6%, totalizando 112,2 mil toneladas de algodão em caroço. Durante o ciclo produtivo, a área cultivada cresceu 34,9%, enquanto a produtividade deve apresentar uma queda de 11,3%. A produção de pluma pode alcançar 78 mil toneladas, um incremento de 19,8% em relação à safra passada.

BH apresenta queda na variação de aluguéis residenciais em janeiro

  Belo Horizonte foi a única capital pesquisada que apresentou queda no Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), passando de 1,20% em dezembro para -0,75% em janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Nesse período, o IVAR registrou altas em três das quatro capitais brasileiras. Em Porto Alegre, o movimento do indicador foi de crescimento acentuado dos preços em relação ao mês anterior, com o índice saindo de 1,52% em dezembro para 5,97% em janeiro. Já em São Paulo, o IVAR saiu de -2,07% em dezembro para 4,28% em janeiro. E no Rio de Janeiro, o número passou de -5,90% para uma alta de 2,52%. Já a taxa interanual do aluguel residencial apresentou aceleração em duas das quatro cidades analisadas. No Rio de Janeiro, o índice saiu de 6,16% em dezembro para 7,45% em janeiro. Em São Paulo, no mesmo período, a variação passou de 5,52% para 6,15%, indicando uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços de aluguéis residenciais nesta região. Em Belo Horizonte, houve registro de desaceleração no indicador, onde a taxa acumulada em 12 meses passou de 10,71% para 10,05%. Porto Alegre foi a capital com maior registro de desaceleração, dentre as divulgadas, com o índice saindo de 12,64% em dezembro para 8,65% em janeiro de 2025. Para o doutor em economia, Wallace Marcelino Pereira, se analisarmos a trajetória da evolução dos preços dos aluguéis no acumulado em 12 meses, desde setembro de 2020, podemos perceber que a capital mineira sempre esteve entre as cidades com maior variação. “Essa queda de 1,20% para -0,75% pode ser apenas pontual, sendo preciso avaliar se o declínio ocorrerá ao longo de 2025. Caso a redução persista, poderemos dizer que Belo Horizonte está melhor para morar de aluguel, mas até o momento, é precipitado fazer essa afirmação”.   Nacional O IVAR apresentou alta de 3,73%, no mês de janeiro de 2025. O resultado reverteu o movimento registrado em dezembro (-1,28%), que contribuiu para reduzir a variação acumulada em 12 meses para 7,99% neste mês, visto que no mesmo período do ano anterior, os preços registraram alta de 4,34%. A variação acumulada em 12 meses, representou uma taxa 0,64 ponto percentual menor em relação aos 8,63% reportados em dezembro de 2024. O economista do FGV IBRE, Matheus Dias, afirma que os registros mostram que o mês de janeiro costuma apresentar um forte movimento de sazonalidade. “Com maior volume de reajustes de aluguéis residenciais sendo realizados nessa época do ano, o que explica, em parte, a alta apresentada no índice”. “Adicionalmente, temos ainda a manutenção das condições de crédito em patamares restritivos – atualmente, a taxa média de juros de financiamento imobiliário está em torno de 11% ao ano, o que ajuda a entender o porquê da preferência das pessoas por aluguel residencial”, acrescenta o economista, por meio de nota. Para Pereira, com a alteração das mudanças no financiamento imobiliário, que inclui a exigência de maior valor de entrada para o financiamento e a elevação dos juros, espera-se que os preços dos aluguéis residenciais apresentem leve aumento para os próximos meses. “Isso porque, parcelas da população vão preferir esperar por novas oportunidades de compra no futuro, o que aumenta a demanda por imóveis alugados”.   Impacto O doutor destaca ainda que o aumento dos preços de aluguéis, que se reflete no índice, pressiona a inflação para cima. “Como resultado, o custo de vida torna-se mais elevado e as famílias tendem a consumir menos para fazer poupança frente a essa tendência de elevação. E a depender da evolução do impacto nos preços gerais da economia, o Banco Central terá que manter o ciclo de alta da taxa Selic”. Já na questão da acessibilidade à moradia para as classes sociais mais baixas, ele observa que embora o governo federal disponha do “Minha Casa, Minha Vida”, o aumento dos preços dos aluguéis retira parte considerável da renda dessas famílias que ainda não entraram no programa. “Ou seja, os mais vulneráveis perdem parte da renda que poderia ser poupada e usada como entrada para o financiamento da casa própria. Portanto, ambas parcelas da sociedade terão dificuldades de acessibilidade à moradia própria”, finaliza.

Empresários apostam no Carnaval para aumentar vendas e faturamento

  “Os comerciantes da região Central e de outros centros comerciais de Belo Horizonte estão cada vez mais interessados nessa movimentação e buscando maneiras de tirar proveito e aumentar a renda de seus negócios durante o Carnaval”, comentou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, em reunião que contou com representantes de bares, restaurantes e do poder público municipal e estadual para discutir a organização da cidade no período de folia. O maior interesse em um desempenho melhor no Carnaval é confirmado por uma pesquisa realizada pela CDL/BH. Segundo o levantamento, 59,2% dos empresários da capital acreditam que a festa terá um impacto muito positivo nas vendas, um aumento de 19% em relação a 2024. “O Carnaval está atraindo cerca de 6 milhões de pessoas para Belo Horizonte. Isso é fundamental para impulsionar a principal atividade econômica da cidade, que é o comércio e os serviços”, destacou o presidente da CDL/BH. Os lojistas ouvidos na pesquisa esperam que os foliões gastem, em média, R$ 89,60 por produto. A expectativa é que cada pessoa compre até dois itens, o que pode elevar o valor médio para aproximadamente R$ 180, um crescimento de 42% em relação ao ano passado. Para 29,3% dos comerciantes, as vendas de vestuário devem ser as mais expressivas durante a folia, seguidas por bebidas não alcoólicas (26,5%), bebidas alcoólicas (24,9%), adereços (19,9%), lanches (19,3%) e fantasias (9,9%).   Hotéis e restaurantes A pesquisa da CDL/BH também ouviu empresários do setor hoteleiro de Belo Horizonte. Para 40% deles, as expectativas de ocupação para este ano estão acima ou muito acima da média. Já 50% acreditam que a demanda será semelhante à do ano anterior, enquanto 10% preveem uma taxa de ocupação inferior. De acordo com a presiDados foram divulgados em reunião na CDL/BH CDL/BH dente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG), Flávia Araújo, espera- -se um aumento mínimo de 30% no valor médio das diárias. “Na região Centro-Sul, já estamos com praticamente 90% de ocupação e temos certeza de que chegaremos a 100%. Na Pampulha e em áreas mais afastadas, a taxa está em torno de 60%, com expectativa de crescimento”. “Cerca de 67% dos donos de bares e restaurantes esperam um aumento no faturamento, sendo que 58% deles projetam um crescimento de pelo menos 20%, enquanto 9% aguardam um resultado ainda maior”, destacou a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Karla Rocha.   Poder público No encontro realizado na sede da CDL/BH, representantes do Corpo de Bombeiros e das Polícias Militar e Civil informaram que todo o efetivo estará mobilizado para garantir a segurança dos foliões. A subsecretária estadual de Política dos Direitos das Mulheres, Joana Coelho, afirmou que serão realizadas ações de combate ao assédio durante o Carnaval. “Estamos trabalhando de forma integrada para acolher as mulheres e garantir que elas possam aproveitar a festa com liberdade”. “Todos os anos convidamos o poder público estadual e municipal para discutirmos a organização do Carnaval. Essa reunião é para transmitir informações importantes aos foliões e ao setor de comércio e serviços, garantindo mais tranquilidade para quem visita Belo Horizonte”, concluiu Marcelo de Souza e Silva.

Setor têxtil e de confecção faturou R$ 215 bilhões no ano passado

  Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor registrou um faturamento de R$ 215 bilhões em 2024, um aumento se comparado com 2023, que atingiu R$ 203,9 bilhões. Na produção, o segmento têxtil também apresentou crescimento de 4% nos 11 primeiros meses do ano passado, em relação ao mesmo período de 2023, enquanto o vestuário avançou 3,8%. Em termos de empregos, o setor apresentou resultados positivos. De janeiro a outubro de 2024, foram criados 30,7 mil postos de trabalho, sendo 14,2 mil no segmento têxtil e 16,5 mil na confecção. No período de dezembro de 2023 a novembro de 2024, o saldo positivo do segmento, como um todo, foi de 7,1 mil vagas. O diretor superintendente da Abit, Fernando Valente Pimentel, pontua que a economia brasileira, o que deve ter crescido em torno de 3,5%; o grande aumento na quantidade de pessoas empregadas; da massa salarial; dos programas sociais e de incentivos fiscais, fizeram com que houvesse uma aceleração e a alta da capacidade de consumo da sociedade brasileira. “É verdade que do lado da confecção, que cresceu em torno de 3,8%, vinha de um tombo de 7,3%, em 2023. Portanto, recuperou metade daquilo que caiu no período. Já o têxtil aumentou 3,9% e vinha de uma expansão de 0,9%, foi um crescimento sobre o crescimento”. Sobre a geração de empregos, Pimentel destaca que é um número positivo e a perda do ano anterior foi recuperada, cerca de 3 mil postos formais de trabalho. “Teríamos muito mais capacidade de gerar empregos formais, a respeito das dificuldades que nós temos com relação à contratação de pessoas, caso não tivéssemos tido tanta importação. Para 2025, estamos estimando uma contratação no campo positivo, mas menor do que a ocorrida em 2024”. “Estamos com uma previsão de expansão do setor em torno da metade do indicador de 2024, que foi entre 3,1% e 3,9%, para 1,4%, em média. Por isso, é natural imaginar que a geração de postos formais de trabalho vai acompanhar esse ritmo menor do desenvolvimento da nossa indústria, que vai repetir, da mesma forma, o crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB)”, acrescenta.   Exportações Nas exportações, os produtos têxteis e de confecção totalizaram US$ 908 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 6,6 bilhões, resultando em um saldo negativo de US$ 5,7 bilhões. Em relação ao ano anterior, o volume das importações aumentou 20,8% e o das exportações diminuiu em 3,8%. As compras externas de roupas tiveram expansão de 21,4%, sendo a maior parcela advinda da China. O economista Gelton Pinto Coelho explica que grande parte da queda das exportações se deve à crise enfrentada pela Argentina. “No mesmo período de 2023, o país vizinho importou US$ 40,9 milhões deste produto, e no ano de 2024 foi apenas US$ 17,2 milhões, ou seja, uma queda de 58%. Ao contrário do Brasil, a Argentina adota um modelo mais radical de combate à inflação. O empobrecimento da população e o encarecimento dos produtos impede maior demanda”. “Com base no crescimento dos últimos anos e no avanço da renda, é provável a manutenção deste avanço no faturamento. Há possibilidade de pós-implementação da reforma tributária, de um crescimento contínuo e ainda maior do mercado interno. Porém, existem desafios e os maiores deles são as condições de financiamento, a concorrência internacional e a manutenção da política de salários e renda”, acredita o profissional.   Expectativas Para 2025, segundo levantamento feito pela Abit com empresários do setor, as perspectivas são otimistas. Dentre os entrevistados, 45% preveem crescimento moderado do mercado interno, entre 2,1% e 4%, e 8% acreditam em um aumento significativo das exportações. Investimentos também estão no horizonte, com 42% das empresas planejando aportar recursos moderadamente, priorizando maquinário, tecnologia e automação, e 31% focando na expansão da capacidade produtiva.

Mais de 430 mil pequenos negócios foram abertos no Estado em 2024

  De acordo com dados do Sebrae Minas, com informações da Receita Federal, em 2024, Minas Gerais ocupou a segunda posição no Brasil em termos de abertura de pequenos negócios, ficando atrás apenas de São Paulo. O Estado registrou 436.794 novas pequenas empresas, o que representa um crescimento de 8,41% em comparação com o ano anterior. Os pequenos negócios, que incluem os microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), corresponderam a 96,55% das novas empresas fundadas em Minas. A maior parte dos novos negócios foi registrada como MEI, representando 76,59%, seguida pelas ME (20,34%) e EPP (3,07%). O setor de serviços foi o mais expressivo, com 245.553 empresas abertas em Minas Gerais. O comércio ficou com 99.366 novas empresas, enquanto a indústria somou 86.096 registros. Já a agropecuária registrou 5.779 novos CNPJs. Em 2024, a atividade econômica que registrou o maior número de aberturas foi a de “promoção de vendas”, com 21.445 novos negócios. Em seguida, destacaram-se o “comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios” (17.183), “cabeleireiros, manicure e pedicure” (15.380), “obras de alvenaria” (15.088) e “preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados” (14.458). Belo Horizonte liderou os municípios de Minas Gerais com o maior número de novos pequenos negócios, totalizando 80.635. De acordo com a economista Marcela Andrade, o crescimento no número de pequenas empresas reflete a confiança renovada dos empreendedores no ambiente econômico do Estado. “Minas Gerais tem mostrado uma recuperação econômica sólida, com avanços em diversas áreas, o que tem impulsionado os negócios de pequeno porte, além de uma economia diversificada, com destaque para os setores de serviços, comércio e indústria. A flexibilidade para atender diferentes nichos de mercado, combinada com a demanda crescente por novos produtos e serviços, ajudou a fomentar o empreendedorismo”. Para Marcela, a ascensão dos pequenos negócios também está diretamente ligada à busca por alternativas de emprego e à necessidade de adaptação a novos modelos de consumo, especialmente com o crescimento das plataformas digitais. “O perfil do empreendedor mineiro tem se adequado a essas mudanças, e há uma aceleração na busca por soluções que atendam às necessidades do mercado, principalmente no setor de serviços. A transformação digital fez com que muitas pequenas empresas se adaptassem a novos modelos de negócio, como vendas on-line e prestação de serviços digitais. Isso facilitou a abertura de negócios mais ágeis e com custos mais baixos de operação”. De janeiro a dezembro de 2024, o saldo líquido entre a abertura e o fechamento de pequenos negócios em Minas Gerais foi de 170.276, representando um aumento de 5,50% em comparação com 2023. Esse resultado é calculado com base em 436.794 novas empresas abertas e 266.518 fechadas.   Dados nacionais Em todo o país, foram abertos 4.141.455 pequenos negócios, sendo 73% de microempreendedores individuais. O saldo foi de 1.754.785. O setor de Serviços também teve destaque nacional, registrando 2.343.297 de novos CNPJs, e saldo de 1.121.409.   Cenário para 2025 O consultor financeiro Guilherme Ferraz explica que o acesso a financiamentos ainda pode ser um desafio, especialmente para MEIs e pequenas empresas. “Muitos empreendedores podem se deparar com dificuldades em obter empréstimos com condições favoráveis, principalmente em um cenário de juros altos ou exigências rígidas para a concessão de crédito”. “Além de questões como inflação e mudanças na política fiscal, podem afetar o ambiente de negócios. Esse contexto de instabilidade pode gerar receios entre os empreendedores, tornando o planejamento e a gestão financeira mais desafiadores. Os empresários podem enfrentar despesas elevadas com aluguel, matérias-primas e mão de obra”, ressalta.

Hotéis de BH já possuem 50% de ocupação para o Carnaval

O Carnaval de Belo Horizonte deve ter um impacto econômico de R$ 1 bilhão e atrair 6 milhões de foliões durante o período festivo, segundo projeção da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur). De acordo com o órgão, são esperados 275 mil turistas ao longo do evento. A alta demanda por hospedagem na capital já se reflete no número de reservas em hotéis. Segundo a Associação Mineira da Indústria de Hotéis e Lazer (AMIHLA), a taxa de ocupação já atinge 50% das vagas disponíveis em Belo Horizonte e na região metropolitana. Em todo o Estado, a expectativa é que 85% dos leitos sejam preenchidos durante o Carnaval, um aumento de 20% em relação ao ano passado. O presidente da AMIHLA, Alexandre Santos, explica que a procura por pacotes carnavalescos começou ainda em dezembro de 2024. Ele explica que esse crescimento se deve à consolidação do Carnaval de Belo Horizonte como uma das maiores festas do país e ao trabalho de promoção de Minas Gerais como destino turístico. “Temos aproveitado bem esse crescimento. Percebemos que é um movimento solidificado, e os empresários vêm se preparando para tirar o melhor proveito dessa alta demanda, investindo na divulgação de seus estabelecimentos, ampliando o número de quartos e expandindo a rede hoteleira”. Nas cidades históricas do Estado, a expectativa é que a taxa de ocupação chegue a 97%. “Muitos foliões que hoje escolhem Belo Horizonte costumavam frequentar locais como Diamantina e Ouro Preto. Esses municípios registraram uma redução no número de visitantes durante o Carnaval nos últimos anos. No entanto, têm se reposicionado, oferecendo festas igualmente atrativas e agregando o diferencial do turismo histórico e cultural”, ressalta Santos. Ele também destaca que há um movimento de turistas que buscam alternativas ao Carnaval de rua, preferindo resorts e pousadas com programação especial para o período. “Os estabelecimentos localizados até duas horas de distância de Belo Horizonte devem registrar ocupação superior a 95%, impulsionados principalmente por famílias com crianças pequenas e pelo público da terceira idade, que procura uma experiência mais tranquila”, acrescenta. Empregos durante a folia De acordo com a Belotur, entre os dias 15 de fevereiro e 9 de março, cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos devem ser gerados. “Destacam-se os ambulantes cadastrados, que comercializarão seus produtos durante o evento, além de toda a cadeia da economia criativa beneficiada pela festividade. O setor hoteleiro, por exemplo, demonstra grande otimismo, registrando reservas recordes para o período. Outros profissionais também serão impactados positivamente, como motoristas de aplicativos e pequenos empresários do ramo de bares e restaurantes”, informou o órgão em nota ao Edição do Brasil. Para atender à demanda gerada pelo evento, a Belotur ressaltou que diversos planos operacionais foram desenvolvidos em parceria com órgãos públicos para viabilizar o Carnaval de Belo Horizonte. “O Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH), em articulação com instituições municipais, estaduais, federais e até mesmo privadas, integra esses planos setoriais para garantir uma atuação mais eficiente do poder público. Isso permite otimizar recursos e serviços, contribuindo para o sucesso do evento”.

58,4% dos empresários projetam vender mais no primeiro semestre

O comércio em Minas Gerais está otimista quanto à possibilidade de os resultados se manterem ou até superarem as expectativas em 2025. Dados do Núcleo de Inteligência e Pesquisa da Fecomércio MG mostram que para 58,4% dos empreendedores, o primeiro semestre deste ano deve ser ainda melhor, embalado pelo aquecimento do setor e por ações realizadas nas lojas. Além disso, segundo a pesquisa, 55,1% dos empreendedores alcançaram as expectativas de vendas no segundo semestre de 2024, enquanto 42,8% não conquistaram os objetivos. Para o economista Fabrício Diniz, com a esperança de uma recuperação econômica, os empresários estão confiantes de que a estabilidade política e a melhoria nos indicadores macroeconômicos, como inflação e taxa de juros, ajudarão a fomentar o consumo. “A previsão de um cenário mais equilibrado e previsível tende a aumentar a confiança dos consumidores e dos empreendedores, o que reflete em um otimismo maior”. A pesquisa também aponta uma expectativa de estabilidade no comércio e uma melhoria nas vendas para 43,2% das 421 empresas participantes do levantamento em Minas Gerais nos próximos meses. Para os empresários que não compartilham desse otimismo, as explicações estão relacionadas ao cenário político e econômico atual, além do endividamento dos consumidores. Diniz explica que a instabilidade política e a incerteza econômica ainda são desafios significativos. “Mudanças nas políticas fiscais, tributárias ou outros fatores imprevistos podem gerar um ambiente de incerteza, o que acaba afetando o comportamento do consumidor e dificultando a confiança no momento de realizar compras. A falta de previsibilidade pode levar a um consumo mais cauteloso e ao adiamento de compras”. “Embora o endividamento do consumidor também ainda seja uma preocupação, há uma expectativa de que o poder de compra melhore, com uma possível redução das taxas de juros e uma recuperação da renda, permitindo que mais pessoas consumam produtos e serviços”, completa. Datas comemorativas do primeiro semestre seguem como os principais eventos que estimulam o comércio. Para 2025, dentre as datas comemorativas de maior impacto positivo, o Dia das Mães aparece como a principal do período para 64,3% das empresas, seguido por Carnaval (36,1%) e Dia dos Namorados (25,6%). As medidas adotadas pelas empresas para impulsionar as vendas nesse período serão divulgação e propaganda (43,9%), promoções (39,7%) e atendimento diferenciado (25,7%). “Muitos comerciantes acreditam que as ações de marketing, promoções e melhorias nas estratégias de atendimento ao cliente, além de um aumento no consumo, poderão impulsionar as vendas”, ressalta o economista. Em relação às formas de pagamento, 47,3% dos entrevistados indicam que o cartão de crédito parcelado será a principal opção, seguido pelo Pix (19,2%) e pelo cartão de crédito à vista ou crédito com parcela única (14,3%). Quando comparado ao primeiro semestre de 2023, observa-se um aumento significativo na previsão de pagamentos por Pix, que na época era esperado por apenas 10,3% dos empresários. Érica Vieira é dona de uma loja de vestuário e também está otimista em relação às vendas do primeiro semestre de 2025. “Acredito que, com a retomada da confiança do consumidor, temos grandes chances de crescer. Estou focando em algumas estratégias importantes, como promoções sazonais e no lançamento de novas coleções, além de aprimorar o atendimento personalizado aos clientes”. “Também ampliei minha presença nas redes sociais, criando campanhas direcionadas e oferecendo descontos exclusivos para quem compra on-line. Outra aposta é a flexibilização do pagamento, com parcelamento facilitado, para atrair mais clientes. Estou confiante de que essas ações vão nos ajudar a atingir nossas metas e até superá-las, principalmente nas datas comemorativas que costumam render bem”, conclui a empresária.

Incerteza com economia brasileira ajuda na queda do ICEI em janeiro

O cenário é de pessimismo na indústria brasileira em relação à economia no início de 2025. De acordo com dados do primeiro Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador que mede as expectativas dos empresários para a economia brasileira nos próximos seis meses ficou em 42,5 pontos, diferente de janeiro de 2024, quando estava em 50,1 pontos, indicando otimismo. De forma geral, o ICEI em janeiro de 2025 atingiu 49,1 pontos, um ponto a menos em relação a dezembro de 2024. Desde setembro do ano passado, o índice acumula queda de 4,2 pontos. “Isso vem acontecendo devido a piora na avaliação das condições de negócio e uma percepção dos empresários de deterioração nas condições atuais da economia brasileira. Esse cenário está relacionado à mudança na política monetária, com os aumentos na taxa Selic e a variação na taxa de câmbio, impactando negativamente a indústria e a confiança”, explica o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo. Outros componentes do ICEI registraram queda. O Índice de Condições Atuais recuou 2,3 pontos, atingindo 44,2 pontos. Na avaliação dos empresários, as condições atuais da economia e das empresas tornaram-se desfavoráveis em relação aos seis meses anteriores. O Índice de Expectativas diminuiu 0,4 ponto, chegando a 51,5 pontos. Segundo Azevedo, o número permanece positivo para os próximos meses devido ao otimismo dos empresários em relação às suas empresas. “Com 56 pontos, ele sustenta o índice acima dos 50 pontos”. Política econômica Para que a confiança dos empresários melhore nos próximos meses, Azevedo avalia ser necessária uma revisão da política monetária. “O Banco Central precisa retomar os cortes na Selic. Entendemos que a política atual está excessivamente restritiva para conter a inflação e observamos uma série de fatores que indicam desaceleração da economia, afetando a indústria e a atividade econômica como um todo”. O economista Wallace Marcelino Pereira ressalta que a comunicação do governo federal tem sido deficiente, sendo necessárias melhorias para evitar incertezas econômicas na sociedade. “Uma economia cujos agentes estão tomados pela dúvida faz com que as expectativas negativas aumentem, e o efeito direto disso é a queda do investimento produtivo. Nenhum empresário vai arriscar investir se, na sua percepção, o cenário econômico está incerto e o governo não consegue sinalizar claramente qual será a estratégia para conduzir a política econômica”. Ele também sugere maior assertividade na condução da política econômica. “Pouco se observa nas falas do Ministro da Fazenda, temas como investimento em infraestrutura, melhoria da produtividade, retomada da industrialização, qualificação da mão de obra e desburocratização. Ao falar apenas em arrecadação, cria a sensação de que o governo está preocupado apenas em garantir receitas. A qualidade do crescimento econômico é crucial para a indústria, pois ela pavimenta o caminho para decisões favoráveis ao investimento privado no médio e longo prazo”. Governo Trump Sobre o novo mandato de Donald Trump, Azevedo acredita que é necessário aguardar para ver como as promessas do republicano serão implementadas na prática. “Os Estados Unidos são um parceiro importante no setor industrial. Certamente surgirão oportunidades. A indústria brasileira precisa estar atenta para aproveitá-las e ocupar espaços nos EUA e em outros países, as mudanças que devem ser provocadas por medidas do novo governo”. O economista destaca que Trump buscará realinhar a ordem econômica mundial em condições mais favoráveis aos EUA. Ele avalia que nos primeiros seis meses de gestão do republicano, a indústria estará menos disposta a ampliar sua capacidade produtiva. “No Brasil pode haver uma redução na atividade econômica. Internacionalmente, existe a possibilidade de os produtos brasileiros sofrerem taxações adicionais. O cenário é de incerteza, com expectativa neutra sobre os desdobramentos iniciais”. “Não acredito que haverá grandes impactos nas exportações e nos acordos comerciais. Se Trump seguir o que tem dito, a inflação norte-americana poderá aumentar significativamente, prejudicando a imagem de seu governo. O foco principal será nas relações com a China. No caso do Brasil e outros países, as negociações devem ser pontuais e os impactos mais limitados”, finaliza.

Produção de veículos atinge a marca de 2,5 milhões em 2024

A produção de veículos no Brasil apresentou alta de 9,7%, se comparado com 2023. Foram 2.550 milhões de produção total, segundo o levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Isso fez com que o país retomasse da Espanha o posto de oitavo maior produtor de veículos em 2024. O fato mais representativo foi que a soma de vendas de novos e usados chegou à marca de 14,2 milhões de veículos leves vendidos, maior resultado na história do país. Nos emplacamentos, o fechamento foi de 2.635 milhões de unidades, volume 14,1% mais alto que o do ano anterior, e bem superior à média global, que foi de +2%. Foi o maior aumento no ritmo de vendas internas desde 2007. De acordo com o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, há uma demanda reprimida por transporte individual que vem sendo atendida de forma crescente, graças às melhores condições de crédito. “Se essas condições melhorarem e se houver uma política de renovação de frota, mais pessoas poderão optar por veículos zero quilômetro”, ressalta. Já para o economista Paulo Roberto Paixão Bretas, a economia brasileira vem crescendo pelo lado da demanda. “O desemprego atingiu níveis bem baixos e o governo tem irrigado o consumo com o fortalecimento do salário mínimo e os programas sociais. A classe C voltou a crescer e com ela vem um maior consumo de bens duráveis”. “Também tivemos, até 2024, uma ampliação dos investimentos por parte da indústria. Só que as coisas vão mudando muito rapidamente e a partir do quarto trimestre já se pode perceber a perda de dinamismo da economia. A compra de bens duráveis é muito dependente de crédito, juros e do número de parcelas, e a facilitação desses fatores contribui para aumentar as vendas”, acrescenta. Porém, ele destaca que a tendência atual é de desaceleração. “O governo se vê pressionado a equacionar sua situação de endividamento e existe uma desconfiança crescente em relação ao arcabouço fiscal. Não adianta forçar a economia a crescer via consumo, quando ela não consegue responder com produção interna ou mais importações”. Exportações e importações Conforme a Anfavea, as exportações de dezembro confirmaram o forte viés de alta do segundo semestre, que compensaram o fraco desempenho do primeiro e praticamente igualaram o resultado de 2023, indicando um 2025 de recuperação nos embarques. Ao todo, 398,5 mil autoveículos foram enviados para outros países. Argentina e Uruguai foram os destaques em termos de crescimento, a ponto de compensar as quedas de envios para todos os outros países da América Latina. Já as importações tiveram o melhor período entre os últimos 10 anos, com 466,5 mil emplacamentos, alta de 33% impulsionada pela entrada maciça de eletrificados, em especial da China. Bretas ressalta que o Brasil se tornou uma das plataformas mundiais para montagem e exportação de veículos. “Faz parte da estratégia de muitas dessas multinacionais seguir produzindo e exportando. Temos mão de obra qualificada e o dólar pode favorecer um aumento de vendas. Mas, é bom lembrar que quando essas empresas importam componentes para a montagem de veículos, em especial os microeletrônicos e peças mais sofisticadas, também estará pagando um dólar mais caro”. Projeção para 2025 A Associação estima o emplacamento de 2.802 unidades para 2025, um aumento de 6,3%; a exportação de 428 mil autoveículos, crescimento de 7,4%; e a produção total de 2.749 novas unidades, um avanço de 7,8%, em relação a 2024. O economista aponta que o aumento da concorrência é um dos principais desafios do setor em 2025. “Além das taxas de juros mais elevadas, uma possível queda no poder de compra da população e a descontinuidade de algumas cadeias produtivas ocasionais”. “O governo federal precisa lidar com condições macroeconômicas difíceis em decorrência da falta de credibilidade disseminada, que decorre de uma dívida pública elevada, consequência de déficits primário e nominal. Estamos pagando muito para fazer a rolagem da dívida. O mercado desconfiado e criando desconfiança”, finaliza.