109 óbitos foram registrados em acidentes no feriado de Ano Novo

Durante o feriado de Ano Novo, acidentes registrados em rodovias federais deixaram 109 mortos e 1.315 pessoas feridas, de acordo com dados da Operação Ano Novo divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O balanço considera ocorrências registradas entre 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. Nesse intervalo, a PRF intensificou as ações de fiscalização e as iniciativas voltadas à prevenção de acidentes provocados por comportamentos de risco no trânsito. Na Operação Ano Novo na passagem de 2024 para 2025, entre 27 de dezembro e 1º de janeiro, houve 79 mortes e 1.339 feridos nas rodovias federais. De acordo com a PRF, na ação mais recente foram abordadas 101.118 pessoas e 74.594 veículos, e contabilizados 1.152 acidentes de trânsito. Os estados que tiveram mais acidentes foram Minas Gerais (5.040), seguido por Mato Grosso do Sul (4.885) e Santa Catarina (4.517). Segundo a PRF, foram realizados 61.426 testes de alcoolemia, que resultaram em 789 autuações por consumo de álcool. As infrações incluem desde a recusa em realizar o teste até a confirmação de presença de álcool no organismo, e qualquer pessoa que apresente sinais de embriaguez pode ser penalizada. A polícia também contabilizou 23.079 veículos trafegando acima do limite de velocidade. Os estados com mais registros foram Minas Gerais (4.105), Paraná (3.818) e Rio Grande do Sul (1.837). Outras infrações comuns nas rodovias federais incluíram ultrapassagens proibidas (3.438), não uso de cinto de segurança ou de cadeirinhas para crianças (3.470) e utilização de celular ao volante (341). “Esses números mostram que, mesmo com campanhas e fiscalização intensiva, atitudes imprudentes continuam sendo uma das principais causas de mortes no trânsito brasileiro. A velocidade excessiva reduz drasticamente o tempo de reação, aumenta a gravidade das colisões e muitas vezes torna qualquer manobra de emergência ineficaz”, explica o especialista em segurança viária e trânsito, José Carlos Souza. A imprudência não é o único fator que contribui para os acidentes. Fadiga, distração e consumo de álcool ou outras substâncias potencializam os riscos, e as consequências podem ser trágicas, principalmente em trechos longos e com grande fluxo de veículos. Para Souza, a conscientização dos motoristas deve começar antes mesmo de subirem ao volante. “Não basta apenas aplicar multas ou reforçar a fiscalização. É fundamental trabalhar a educação e o autocontrole. Campanhas que ensinem sobre os efeitos do álcool, do sono e da atenção no trânsito ajudam a mudar a mentalidade do motorista de forma duradoura”. Entre as estratégias mais eficazes, Souza aponta programas de educação contínua e campanhas preventivas que utilizem tecnologia e comunicação direta. “Uso de aplicativos que alertam sobre velocidade e condições das vias, cursos de direção defensiva e ações em escolas e empresas podem reduzir significativamente os acidentes”. O professor de direção, Leonardo Silveira, alerta que dirigir com atenção não é apenas uma responsabilidade individual, mas coletiva. “Quando cada motorista assume sua responsabilidade, o risco de acidentes graves é reduzido, principalmente em períodos de maior fluxo, como feriados e férias escolares. Planejar a viagem, respeitar limites de velocidade, fazer pausas, não usar álcool e priorizar a segurança são atitudes simples, mas capazes de evitar tragédias”. Ele destaca que a combinação de educação, fiscalização, tecnologia e hábitos conscientes pode diminuir significativamente o número de acidentes graves, mas é preciso consistência. “Não basta agir apenas em feriados, a mudança de comportamento deve ser contínua e cada motorista que dirige de forma segura contribui para um trânsito mais protegido e menos letal”.
Janeiro Branco alerta para os cuidados com a saúde mental

A campanha Janeiro Branco chega a cada início de ano convidando a sociedade a refletir sobre a saúde mental como parte essencial do bem-estar e da qualidade de vida. Criada para estimular o diálogo, reduzir estigmas e incentivar o cuidado emocional, a iniciativa aproveita o simbolismo do mês de recomeços para lembrar que a mente também precisa de atenção, planejamento e acolhimento. No Brasil, os jovens concentram o maior número de internações associadas a transtornos de saúde mental, embora sejam o grupo que menos procura os serviços da Atenção Primária à Saúde, conforme estudo elaborado por pesquisadores da Fiocruz. O sexo masculino entre 15 e 29 anos concentra 61,3% das internações relacionadas à saúde mental. Nessa faixa, o índice chega a 708,4 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, cerca de 57% superior ao observado entre as mulheres, cuja taxa é de 450 por 100 mil. O fator predominante para essas internações entre os homens é o consumo abusivo de substâncias psicoativas, que responde por 38,4% dos casos. Dentre eles, 68,7% envolvem o uso combinado de mais de uma droga, seguido pelo consumo de cocaína (13,2%) e álcool (11,5%). Considerando a população jovem em geral, as internações se distribuem de forma semelhante entre o uso problemático de drogas (31%) e os transtornos do espectro esquizofrênico (32%). Logo após, destacam-se os transtornos do humor, responsáveis por 23% dos casos. Segundo a psicóloga Lara Fagundes, falar sobre o tema ainda é um desafio em muitas famílias e ambientes de trabalho. “Durante muito tempo, fomos ensinados a esconder emoções e a seguir em frente sem questionar o impacto disso na nossa vida. O Janeiro Branco surge como um convite coletivo para normalizar conversas sobre sentimentos, ansiedade, frustrações e expectativas, mostrando que cuidar da mente é um ato de responsabilidade consigo mesmo”. Ela destaca que emoções reprimidas podem se manifestar de diversas formas, como dificuldades de concentração, irritabilidade constante, alterações no sono e queda no rendimento escolar ou profissional, afetando diretamente a forma como a pessoa se relaciona com o mundo. Em 2025, o país pode ter ultrapassado a marca de 500 mil afastamentos do trabalho causados por transtornos mentais e comportamentais, de acordo com projeções da Caju, empresa especializada em benefícios corporativos e tecnologia voltada à gestão de pessoas. Para chegar a esse cenário, a empresa analisou e reuniu dados oficiais do INSS e do Ministério da Previdência Social. Os números indicam um crescimento de 13,7% na média mensal de afastamentos em relação a 2024 (o volume passou de 39,3 mil para 44,7 mil registros por mês). A ansiedade lidera entre os fatores que motivam o afastamento profissional, sendo responsável por cerca de 121 mil ocorrências, o equivalente a 30% do total. Na sequência aparecem a depressão, com 94 mil casos, e o transtorno bipolar, com aproximadamente 45 mil afastamentos. O psiquiatra Marcelo Tavares ressalta que o estado emocional interfere nas decisões, nos hábitos e até na saúde física. “Quando alguém vive sob estresse contínuo ou não reconhece sinais de esgotamento emocional, o corpo responde. Podem surgir dores, cansaço excessivo e maior vulnerabilidade a doenças. Por isso, olhar para a saúde mental é também uma forma de prevenção. O cuidado emocional não deve ser visto como algo pontual, mas como um processo contínuo, que envolve autoconhecimento e a construção de uma rotina mais equilibrada”. “Entre os hábitos que contribuem para a saúde mental estão a manutenção de uma rotina de sono adequada, a prática regular de atividades físicas e a alimentação equilibrada, que influenciam diretamente o humor e a disposição. Além disso, cultivar vínculos sociais positivos é fundamental. Quando as emoções se tornam difíceis de lidar ou persistem por muito tempo, buscar apoio profissional é uma atitude responsável e preventiva”, completa. Ao longo do mês, a campanha reforça que cuidar da mente é um compromisso diário e possível para todos. “Ao adotar hábitos mais conscientes, rever prioridades e permitir-se sentir, o início do ano pode se tornar uma oportunidade real de transformação, o Janeiro Branco, mais do que uma campanha, lembra que a saúde mental deve estar em pauta o ano inteiro, como base para uma vida mais equilibrada, produtiva e significativa”, conclui Lara.
Mares Guia pode ser a novidade na eleição ao Governo de Minas

Fontes de Brasília mencionam ser cada vez mais iminente o acordo que está sendo alinhavado pelo grupo político do vice-governador Mateus Simões (PSD) e os bolsonaristas, tendo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) como um dos interessados no assunto. Informações da capital federal garantem que o tema envolveria a indicação de um nome para disputar uma das vagas ao Senado, cuja escolha deveria ser do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que continua muito próximo dos grupos políticos de Minas. Toda essa movimentação acontece por conta da falta de ação do presidente Lula (PT). Desde dezembro passado, a sucessão mineira foi jogada para escanteio pelo Palácio do Planalto. Setores governistas ainda acreditam na possibilidade do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ser convencido a aceitar o desafio de participar do jogo eleitoral rumo ao Palácio Tiradentes. Ele próprio tem comentado pouco sobre as suas decisões. Tudo se trata apenas de informações de bastidores, pois o parlamentar não parece muito entusiasmado com esse projeto. Simões embalado O projeto estratégico consistente em um plano de governo do pré-candidato Mateus Simões continua sendo elaborado. Pessoas de seu convívio consideram que até agora ele tem falado sobre sua postura de candidato com lideranças e grupos parlamentares distintos. No entanto, tende a mudar o tom da conversa em meados de março e caminhar para um rumo concreto, com metas a serem entabuladas em suas peças de campanha, quando a lei permitir. Quem teve a oportunidade de dialogar com o político percebeu uma forte pretensão de fazer uma campanha unindo muitas lideranças. O ano de 2026 começa com alguns nomes pré-lançados ao Governo de Minas, mas sem muita capacidade de convencimento. Por exemplo, quais grupos irão apoiar o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT)? Isoladamente, seu partido teria força para desobstruir os obstáculos de uma campanha ao Governo de Minas? Por seu turno, o nome do ex-presidente da Câmara Municipal, Gabriel Azevedo (MDB), até o momento não empolgou sequer os jovens, cujo político imagina ter um bom respaldo, contudo, isso não se verificou positivamente. Semana passada, a imprensa mencionou o ex-ministro e ex-vice-governador Walfrido dos Mares Guia como trunfo nesse pleito para figurar na lista de interessados pela sucessão de Zema. O nome dele já teria sido levado diretamente ao presidente Lula, caso o senador Pacheco resolva sair do páreo na corrida à peleja estadual deste ano.
Motos respondem por quase 40% das mortes no trânsito brasileiro

A frota de motocicletas cresceu no Brasil nos últimos anos, e com isso, a participação das motos nas mortes por acidentes de trânsito passou de 3%, no fim dos anos 1990, para quase 40% em 2023, segundo dados do estudo “Mortalidade e morbidade das motocicletas e os riscos da implantação do mototáxi no Brasil”. Em duas décadas, as internações por sinistros com motocicletas no Sistema Único de Saúde (SUS) se multiplicaram, superando 160 mil internações e representando cerca de 60% de todas as internações por acidentes de transporte terrestre. Já os gastos hospitalares com vítimas de motos passaram de R$ 41 milhões para aproximadamente R$ 273 milhões. Para entender os impactos desses números na sociedade, o Edição do Brasil conversou com a presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência no Trânsito da OAB-MG, Alice Araújo Oliveira Pedrosa. A alta mortalidade de motociclistas pode ser atribuída à falta de fiscalização? Não, ela não pode ser explicada apenas pela falta de fiscalização. Tanto a pesquisa quanto o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) demonstram que se trata de um problema estrutural, que envolve mobilidade, saúde pública e organização do sistema viário e não somente o comportamento individual do condutor. A fiscalização é importante, mas atua apenas sobre uma parte do problema. Entre alguns fatores estão: o crescimento acelerado do uso da motocicleta como meio de trabalho e deslocamento diário; vias urbanas e rodovias projetadas prioritariamente para automóveis; velocidades incompatíveis com ambientes urbanos; ausência de políticas contínuas; e fragilidade física inerente à motocicleta. Há lacunas legais que dificultam a regulamentação mais segura do serviço de mototáxi? Sim. Embora o serviço seja permitido em âmbito federal, a regulamentação foi delegada a estados e municípios, o que gerou falta de padronização nacional e grande desigualdade nas regras de segurança. Na prática, muitas cidades não regulamentaram a atividade ou a fizeram de forma insuficiente. Que medidas legais poderiam ser tomadas para reduzir o número de acidentes com motos? À luz do Pnatrans, a redução de sinistros envolvendo motocicletas exige medidas legais integradas e não apenas aumento de penalidades. As principais são: padronização mínima nacional de regras para motociclistas profissionais; gestão legal da velocidade, com ampliação de zonas de tráfego calmo e limites compatíveis com a vulnerabilidade do motociclista; prioridade legal para infraestrutura segura, obrigando projetos viários a considerar motociclistas; fortalecimento da fiscalização qualificada, integrada a dados e focada em condutas de maior risco; integração entre trânsito e saúde pública; e educação permanente obrigatória, especialmente para motociclistas que utilizam a moto como instrumento de trabalho. Que papel os órgãos municipais de trânsito devem exercer na regulamentação local? Cabe aos municípios regulamentar o uso do sistema viário local, com critérios mínimos de segurança; planejar e implantar infraestrutura segura; promover fiscalização orientada por dados, priorizando condutas de maior risco; integrar educação para o trânsito às políticas locais de mobilidade; e articular-se com a saúde pública, utilizando dados do SUS para prevenir sinistros e reduzir a sobrecarga do sistema. O uso de aplicativos de entrega por motociclistas cria novos desafios legais? Sim, especialmente nas áreas de trânsito, trabalho, mobilidade urbana e saúde pública. De forma objetiva, os principais desafios são: incentivo indireto ao risco, com metas de tempo, ranqueamento e remuneração por produtividade; vácuo regulatório, já que os aplicativos não são penalmente responsabilizados pelos impactos da atividade sobre o trânsito e o SUS; precarização da atividade; dificuldade de fiscalização; e externalização dos custos, transferindo ao poder público os efeitos dos sinistros. Há como responsabilizar empresas de entrega por acidentes com motociclistas? É juridicamente possível responsabilizá-las quando o modelo de operação contribui para o risco, como metas de tempo, pressão por produtividade ou ausência de deveres mínimos de cuidado. O Pnatrans adota a lógica da responsabilidade compartilhada, afastando a ideia de culpa exclusiva do motociclista.
Guarda compartilhada se torna maioria nas decisões judiciais

Pela primeira vez, a guarda compartilhada de filhos menores superou a guarda concedida exclusivamente à mãe nos casos de divórcio no Brasil. A informação faz parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, em 44,6% dos casos de divórcio envolvendo casais com filhos menores de idade, a guarda foi compartilhada entre mãe e pai, contra 42,6% de casos em que a guarda ficou apenas com a mãe. A guarda exclusiva ao pai representou apenas 2,8%, e em outros casos foi concedida a terceiros ou não foi especificada. De acordo com a advogada especialista em Direito de Família, Nathalia de Campos, o crescimento da guarda compartilhada é resultado de uma combinação entre mudança legal e transformação social. “O principal marco jurídico foi a edição da Lei nº 13.058/2014, que estabeleceu a guarda compartilhada como regra, independentemente da existência de acordo entre os pais. Antes da vigência dessa lei, a guarda compartilhada era exceção no país e, segundo dados do IBGE, alcançava 14,9% dos casos”. Ainda segundo Nathalia, além do aspecto normativo, houve uma evolução na compreensão da parentalidade. “Observa-se uma maior conscientização sobre a importância da participação ativa de ambos os pais na vida de crianças e adolescentes. Esse movimento reflete uma mudança gradual, que deixa de centralizar o cuidado em um único genitor e passa a valorizar a corresponsabilidade parental”. Guarda compartilhada ou residência alternada Apesar do crescimento da modalidade, ainda há confusão entre guarda compartilhada e residência alternada. A advogada e pesquisadora, Fernanda Las Casas, esclarece que o compartilhamento previsto em lei não diz respeito à moradia. “A guarda compartilhada não é o compartilhamento de residência, mas de responsabilidade. O que a lei determina é que pai e mãe decidam juntos sobre a vida da criança: escola, plano de saúde, atividades, tratamentos médicos, entre outros. A residência alternada não é prevista como regra no Brasil”. Segundo Fernanda, a confusão surgiu logo após a mudança legislativa, quando muitos passaram a associar a guarda compartilhada à divisão igualitária do tempo de moradia. “Alguns acreditam que a criança precisa passar uma semana na casa de um e outra semana na casa do outro, ou que a guarda compartilhada reduz a pensão alimentícia. Nada disso é verdade”, reforça. Outro ponto debatido é a relação harmoniosa entre os pais. Para Nathalia, isso não é necessariamente pedido. “O ordenamento jurídico brasileiro admite sua aplicação mesmo em contextos de conflito, justamente para evitar que desavenças entre os adultos afastem um dos genitores da vida da criança. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já consolidou o entendimento de que dificuldades de diálogo não impedem sua fixação”. Maioria mora com as mães Mesmo com o avanço, os dados do IBGE mostram que muitas crianças ainda residem com as mães, que seguem concentrando grande parte dos cuidados cotidianos. Para Fernanda, essa realidade vai além do Direito e reflete comportamentos sociais. “A atribuição quase automática da residência à mãe ainda carrega estereótipos históricos e culturais de gênero, que associam a mulher ao cuidado e o homem à provisão. Temos mães sobrecarregadas, pais que querem paternar e um Judiciário que, muitas vezes, ainda reproduz esse viés histórico”, afirma. Nathalia de Campos acrescenta que a guarda compartilhada exige mais do que previsão legal para se tornar efetiva. “A corresponsabilidade parental depende da convivência real. O genitor que não reside com o filho não pode ser reduzido à figura de um mero visitante, sob pena de a guarda compartilhada permanecer apenas como um instituto formal, sem impacto concreto”. Desafios e perspectivas Apesar dos entraves, as especialistas avaliam que o crescimento da guarda compartilhada representa um avanço importante. “Esse movimento reflete uma mudança significativa na percepção social sobre o papel dos pais. Há um reconhecimento cada vez maior de que pai e mãe são figuras essenciais na criação dos filhos”, afirma Nathalia. “A guarda compartilhada é uma lei necessária e bem aplicada. O próximo passo é analisar com mais cuidado, em casos específicos, outras possibilidades sempre com foco no melhor interesse da criança”, conclui Fernanda.
Verão requer cuidado com as articulações em viagens e treinos

Com o aumento das viagens e da prática de exercícios ao ar livre, cresce também a preocupação com a saúde das articulações. Longos períodos sentado em carros, ônibus e aviões, somados ao retorno intenso às atividades físicas, podem favorecer dores, rigidez e até lesões em joelhos, quadris e ombros. De acordo com o ortopedista Guilherme Morgado Runco permanecer muito tempo imóvel compromete o funcionamento das articulações. “Quando ficamos sentados por horas, a articulação reduz sua lubrificação natural, os músculos ficam mais rígidos e a circulação se torna mais lenta, o que pode gerar dor e inchaço, especialmente em quem já tem desgaste articular”, explica. Para minimizar os desconfortos durante viagens longas, o especialista recomenda pausas e pequenos movimentos ainda no assento. “A cada uma ou duas horas, levantar, alongar e ativar a circulação. Movimentar tornozelos, esticar os joelhos e ajustar a postura aliviam a rigidez e reduzem o incômodo”. A hidratação também é um ponto-chave, segundo Runco. “Ambientes com ar-condicionado e baixa ingestão de líquidos favorecem a rigidez articular e o risco de obter lesões. Manter-se hidratado e proteger o corpo do frio excessivo ajuda a preservar a saúde dos tecidos e melhora a circulação”. Atividades ao ar livre Além das viagens, o verão impulsiona a motivação para correr, pedalar ou praticar treinos funcionais ao ar livre, o que exige cuidados extras. Segundo o ortopedista Roni Serra, o aumento repentino da carga de treino é um dos principais fatores de risco para lesões. “As articulações funcionam como amortecedores do corpo. Sem preparo adequado, microlesões podem se acumular e evoluir para problemas mais graves”, alerta. Ele lembra que joelhos, quadris e ombros estão entre as articulações mais exigidas. “A progressão gradual, o fortalecimento muscular e o uso de calçados adequados são essenciais para proteger os joelhos”. No caso do quadril, o especialista reforça a importância do fortalecimento do core e dos glúteos. “Desequilíbrios musculares e má postura sobrecarregam a articulação e podem gerar dor persistente”. Serra também destaca que os ombros merecem atenção especial em treinos de musculação e esportes aquáticos. “Exercícios de estabilização, fortalecimento do manguito rotador e foco na qualidade do movimento reduzem significativamente o risco de lesões”. A prevenção é o melhor caminho. De acordo com Serra, respeitar os limites do corpo, manter-se ativo de forma consciente e buscar avaliação médica diante de dores persistentes são atitudes que garantem um verão mais saudável e sem interrupções. “Hidratação, descanso adequado e acompanhamento profissional são aliados da saúde articular. Prevenir é sempre a melhor estratégia para manter o corpo ativo e sem dor durante o verão”, conclui.
Rodrigo Pacheco deixa definição sobre sua candidatura para 2026

Com a experiência de quem já viu de tudo na política, o presidente Lula (PT), em sua mais recente passagem por Belo Horizonte, deu um conselho para quem acha que o cenário eleitoral em Minas Gerais está definido: “Quem tem pressa come cru. Ou seja, vou esperar o tempo passar”, afirmou Lula, referindo-se à possibilidade de o senador Rodrigo Pacheco (PSD) confirmar, em algum momento, sua candidatura ao Governo de Minas Gerais. Apesar dos sinais contrários de Pacheco, Lula ainda acredita que o senador entrará na disputa. No entanto, a definição que pode mudar os rumos do processo no Estado, ficará apenas para 2026. Mesmo sem se decidir se aceita a empreitada, o senador trava, por ora, o cenário fático de como os pretendentes irão se posicionar na disputa pela cadeira atualmente ocupada por Romeu Zema (Novo). Lula não esconde a preferência por Pacheco. Na visão do presidente, o senador é o único capaz de agregar prefeitos de diversos partidos e eleitores cansados da radicalização. Pacheco é visto como um político de perfil moderado, afeito ao diálogo e avaliado como um parlamentar que fez inúmeras entregas legislativas para o Estado. Levantamento do think tank More in Common, em parceria com a Quaest, divulgado no mês passado, apontou que a maior parte dos brasileiros está à margem da polarização política e adota tom mais pragmático em relação aos principais temas do cotidiano. Assim, 54% da população não se identifica por adesão aos extremos e é caracterizada como uma “maioria invisível não polarizada”. É nesse eleitorado que os aliados de Pacheco apostam para convencer o senador a entrar na disputa em Minas. Caso Pacheco não aceite entrar na disputa, Lula avalia a hipótese de conversar com o deputado estadual Tadeu Leite (MDB), atual presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Também correm por fora os nomes do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), a quem apoiou nas eleições de 2022; as prefeitas de Contagem, Marília Campos (PT); e de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). O horizonte posto no Estado, até o momento, tem Zema com sua aposta no atual vice-governador, Mateus Simões, que migrou de legenda e lançou sua pré-candidatura pelo PSD, atual partido de Pacheco. Um movimento inusual e bancado por Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla. Em que pese a movimentação ousada, já que o principal nome político da legenda é Pacheco, e a participação mais evidente de Simões em agendas governamentais de Zema, uma das mais recentes pesquisas de intenção de votos em Minas, feita pelo Instituto Real Time Big Data, trouxe o vice-governador com apenas 9% da preferência dos entrevistados, deixando-o ainda sem tracionamento competitivo, na terceira opção, distante dos dois primeiros colocados, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que figurou com 38%, e Alexandre Kalil, com 18% da preferência. O levantamento apontou que 20% dos entrevistados figuram como indecisos. Por sua vez, Cleitinho ainda não decidiu se arrisca sua popularidade, construída principalmente nas redes sociais, no pleito mineiro de 2026. Um fato preponderante que pesa contra foi o pedido feito pelo senador Flávio Bolsonaro para que ele não seja pré-candidato ao Governo de Minas para não dividir a direita. O filho mais velho de Jair Bolsonaro foi recentemente alçado ao nome do clã que disputará a Presidência da República. Já o ex-prefeito da capital tem avaliado as opções de se lançar ao Governo de Minas ou ao Senado. Visto como opção por parte do PT, caso Pacheco desista de concorrer, Kalil convive com a desconfiança dos quadros da esquerda e de sua própria convicção na aceitação do apoio do presidente Lula. Vale lembrar que o ex-chefe do Executivo disparou críticas pesadas contra Lula e o PT após ter perdido a eleição ao Governo de Minas, em 2022, ainda no primeiro turno para Zema. Houve um rol de desentendimentos entre ele e os mandatários do PT de Minas. Outro nome ventilado ao cargo de governador, o ex-vereador Gabriel Azevedo, lançou sua pré-candidatura no início de novembro passado. Ex-presidente da Câmara dos Vereadores da capital mineira, Azevedo disputou e perdeu a eleição de 2024, quando Fuad Noman (PSD) foi reeleito prefeito de Belo Horizonte. Ainda desconhecido pela maioria da população de Minas Gerais, ele teve sua candidatura bancada pelo deputado Newton Cardoso Júnior e pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, dois nomes ligados ao bolsonarismo. Na pesquisa Instituto Real Time Big Data, o ex-vereador figurou com 4% da intenção de votos.
48,8% das mulheres já sofreram algum tipo de violência on-line

Dados de uma pesquisa recente da KPMG indicam que quase metade das mulheres entrevistadas (48,8%) já foi vítima direta ou testemunha de episódios de violência em ambientes digitais, sendo 17,1% como alvo e 31,7% como observadoras. Entre as práticas mais recorrentes estão a criação de perfis falsos ou personificação indevida (55%), manifestações de ódio (45%) e difamação (35%), praticadas majoritariamente por desconhecidos (76,5%), mas também por colegas de trabalho (41,2%) e conhecidos ocasionais (29,4%). Concluído neste ano, o estudo revelou ainda que 57,1% delas optaram por bloquear o agressor, enquanto 28,6% formalizaram denúncia junto às plataformas. Quanto aos impactos emocionais, cerca de 60% relataram estresse, 42,9% desconforto e 28,6% sintomas de ansiedade. Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com Chayana de Rezende, advogada especialista em direito digital. A legislação brasileira atual é suficiente para proteger mulheres contra a violência digital? O Brasil avançou significativamente ao criar leis que alcançam diversas formas de violência digital, como perseguição on-line, ameaças e exposição de imagens íntimas sem consentimento. O principal problema, contudo, não é mais a falta de normas, mas a dificuldade de torná-las eficazes de forma rápida. Como a violência digital se espalha velozmente e gera danos profundos em pouco tempo, respostas tardias do Estado ou das plataformas tornam a proteção insuficiente. Onde estão as principais lacunas legais e o que poderia ser aprimorado? As principais lacunas são operacionais, sobretudo na demora para remoção de conteúdos ilícitos, na falta de protocolos para preservação de provas digitais e nos desafios trazidos por tecnologias como deepfakes, que evoluem mais rápido que a lei. Por isso, o avanço depende mais de procedimentos urgentes eficazes, cooperação das plataformas e atualização constante das normas do que da criação de novos crimes. Algoritmos e redes sociais contribuem, direta ou indiretamente, para esse tipo de violência? Contribuem de forma indireta, visto que os algoritmos não praticam violência, mas podem amplificá-la. Conteúdos ofensivos, humilhantes ou sensacionalistas tendem a gerar mais engajamento e são mais distribuídos. Isso cria um efeito perverso: a violência se torna mais visível, mais duradoura e mais lucrativa. Por essa razão, o debate jurídico atual não se limita a punir o agressor individual, mas discute também o papel das plataformas na prevenção, contenção e não amplificação desse tipo de conteúdo. Quais são os maiores desafios para investigar e responsabilizar agressores digitais? O principal desafio é a identificação do agressor. Perfis falsos, uso de tecnologias de ocultação de identidade e circulação internacional de dados dificultam a investigação. Além disso, há problemas recorrentes na preservação de provas, já que conteúdos podem ser apagados ou replicados rapidamente. Outro obstáculo é o tempo, pois enquanto o processo investigativo corre lentamente, a violência acontece em tempo real. Isso exige autoridades capacitadas, cooperação técnica das plataformas e decisões judiciais rápidas. O que as mulheres podem fazer para se proteger, sem cair na lógica de “culpabilização da vítima”? É fundamental afirmar que a responsabilidade pela violência nunca é da vítima, e falar em proteção não significa impor comportamentos, mas oferecer estratégias de redução de danos, como documentar adequadamente o conteúdo ofensivo, evitar respostas públicas que ampliem a exposição, buscar apoio jurídico especializado e acionar canais formais de denúncia e preservação de provas. O que seria necessário para reduzir de forma significativa a violência digital contra mulheres no Brasil? A redução efetiva da violência digital exige uma abordagem integrada, que combine respostas rápidas e eficazes, investigação técnica qualificada, cooperação real das plataformas digitais, educação digital estruturada e aplicação rigorosa das leis já existentes. A mensagem central é clara: mulheres não precisam sair da internet para estarem seguras; o que precisa mudar é a forma como o Estado, as plataformas e a sociedade enfrentam a violência no ambiente digital.
Governo quer uma biblioteca pública para cada cidade até 2035

Garantir a existência de pelo menos uma biblioteca pública em cada município e ampliar, em 10%, as bibliotecas escolares, a cada ano, até 2035, é a proposta do Ministério da Cultura como metas da nova Política Nacional de Leitura e Escrita. Além de distribuir 100 milhões de livros em 10 anos e modernizar 50% das instituições existentes. Essas medidas visam combater a queda no percentual de brasileiros que se declaram leitores, que atualmente está em 47%. De acordo com dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o número de bibliotecas públicas diminuiu de 6.057 para 5.293, entre 2015 e 2020. Na região Sudeste existem 1.274 instituições, sendo 1.266 municipais, sete estaduais e uma federal. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura em Bibliotecas Escolares de 2019, 63% das escolas brasileiras não têm biblioteca. O pedagogo e professor da Una, Wagner Cardoso Silva, explica que se essa meta for alcançada, o impacto será extremamente positivo. “Uma biblioteca não é apenas um prédio cheio de livros, ela representa acesso ao conhecimento, cultura, pesquisa, inclusão e cidadania”. “Ampliar bibliotecas públicas e escolares favorece a democratização da leitura, fortalece o aprendizado, incentiva o pensamento crítico e reduz desigualdades educacionais, especialmente em regiões onde o acesso ao livro ainda é limitado. Além disso, a presença de bibliotecas aproxima a população de atividades culturais e educativas, fomentando um ecossistema intelectual mais ativo e participativo”, acrescenta. Para Silva, a meta é ambiciosa, mas não impossível. “O grande desafio está na execução, não basta construir bibliotecas, é preciso garantir manutenção, equipe qualificada, acervo atualizado e planejamento contínuo. Hoje, enfrentamos desafios orçamentários, desigualdades e mudança nas prioridades políticas. Porém, se houver continuidade administrativa e financiamento consistente, a meta pode se tornar realidade”. Uma biblioteca escolar ativa e bem estruturada é um dos principais fatores de estímulo à leitura na infância, afirma o pedagogo. “Ela desperta curiosidade, amplia o vocabulário, melhora o desempenho escolar e fortalece habilidades cognitivas, como interpretação e criatividade. Crianças com rotina de leitura tendem a se tornar adultos com maior capacidade de raciocínio, comunicação e senso crítico. Investimentos O bibliotecário do Centro de Estudos do Hospital Felício Rocho, Samuel de Carvalho Alves Dantas, destaca que a redução no número de bibliotecas no país revela um grande retrocesso. “Significa que milhares de pessoas perderam ou deixaram de ter acesso a espaços públicos de leitura, pesquisa e convívio cultural. É um sinal de descaso com a educação, a cultura e com as populações vulneráveis que dependem desses serviços”. Ele esclarece que para que essas instituições tenham qualidade e cumpram seu papel social é preciso investir. “Em infraestrutura física adequada, acervo diversificado e atraente, profissional especializado, tecnologia e sistemas de gestão, políticas contínuas de manutenção e atualização, e sustentabilidade financeira. O investimento não é apenas estrutural, também envolve compromisso político e social para integrá-lo à comunidade”. Dantas pontua ainda que ter uma biblioteca pública em cada município significa garantir direito universal à informação, cultura e educação. “Especialmente para populações que não têm acesso fácil a livrarias ou internet de qualidade. É uma forma concreta de promover inclusão social e democratização do conhecimento”. “A biblioteca representa acesso gratuito a livros, cursos, pesquisa, leitura e convivência comunitária para muitas pessoas. Também garante o fortalecimento da memória coletiva, da cidadania e do desenvolvimento cultural nas localidades menos favorecidas”, finaliza.
Ultraprocessados são 23% dos alimentos consumidos no país

A participação de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 1980, passando de 10% para 23%, é o que revela uma série de artigos publicados na revista Lancet por mais de 40 cientistas, liderados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Os dados mostram que esse fenômeno não é exclusivo do Brasil, o consumo de ultraprocessados aumentou ao longo dos anos em todos os 93 países pesquisados, à exceção do Reino Unido, onde se manteve estável em 50%. A nação europeia só é superada pelos Estados Unidos, onde esses produtos perfazem mais de 60% da dieta. Em 40 anos, esse consumo triplicou na Espanha e na Coreia do Norte, alcançando índices de aproximadamente 32%. Na China, a participação dos ultraprocessados nas compras familiares era de apenas 3,5% e passou para 10,4%. Já na Argentina, o aumento foi menor, ao longo do mesmo período, saindo de 19% para 29%. Os artigos destacam ainda que o crescimento foi percebido nos países de baixa, média e alta renda, sendo que os últimos já partiram de patamares altos, enquanto as nações com renda menor registraram altas mais expressivas. O pesquisador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP e líder do trabalho, Carlos Monteiro, ressalta que esse consumo crescente está reestruturando as dietas em todo o mundo. “Essa mudança na forma como as pessoas se alimentam é impulsionada por grandes corporações globais, que obtêm lucros extraordinários priorizando produtos ultraprocessados, apoiadas por fortes estratégias de marketing e lobby político que bloqueiam políticas públicas de promoção da alimentação saudável”. A endocrinologista da Unimed BH e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Flávia Coimbra Pontes Maia, explica que essa alta no consumo de ultraprocessados é um problema grave e preocupante. “Esses alimentos estão relacionados com uma série de problemas para a saúde, como o aumento de incidência de diabetes, de obesidade, e do colesterol alto. Isso tudo pode causar risco de doenças cardiovasculares no futuro”. Flávia afirma que esses alimentos podem impactar o organismo de diversas maneiras. “Alteram a regulação do apetite e promovem a ingestão aumentada de calorias; elevam rapidamente a glicemia e isso faz uma produção excessiva de insulina, que favorece o acúmulo de gordura visceral, elevando o risco de diabetes tipo 2; são capazes de alterar a microbiota intestinal, causando o aumento da produção de substâncias inflamatórias crônicas; entre outros problemas”. “Todas as faixas etárias podem ser afetadas pelo consumo desses alimentos ultraprocessados. No entanto, existem algumas faixas com risco maior. Por exemplo, as crianças até aos 10 anos de idade, porque o organismo ainda está em desenvolvimento. Eles vão criar um hábito alimentar inadequado e isso no futuro vai levar à obesidade, puberdade precoce, déficit de atenção, de aprendizado, doenças alérgicas e imunológicas”, alerta. Os adolescentes também figuram na faixa etária muito vulnerável, acrescenta a endocrinologista. “Eles são mais propensos a querer comer esse tipo de alimento, e é um período que estão tendo as alterações hormonais, o que pode prejudicar esse processo. Além dos jovens adultos, que costumam apresentar doenças metabólicas mais precocemente”. Alimentação saudável A especialista destaca que é possível reverter os danos causados pela ingestão excessiva de ultraprocessados. “Pare de comer esses tipos de produtos ou reduza ao máximo o consumo, tentando buscar uma dieta baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como verduras, legumes, frutas e grãos. Os produtos ultraprocessados são realmente o grande mal, causadores de problemas como diabetes e obesidade. Precisamos implementar também medidas que restrinjam o consumo desses alimentos”, finaliza.