Arbitragem: profissionalização chega ao futebol brasileiro
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criou um quadro de árbitros profissionais no futebol brasileiro em 2026, algo inédito na história da arbitragem no país. É um modelo inspirado nos exemplos europeus de profissionalização. Na Europa já existe um modelo consolidado de árbitros profissionais, com salário e carreira estruturada como qualquer outra profissão. A La Liga Espanhola, por exemplo, os árbitros têm salário mensal fixo e recebem por cada jogo apitado, além de adicionais por participação em competições europeias. Os valores lá são um dos maiores da Europa. A remuneração mensal pode ficar em torno de 12,5 mil euros, mais cerca de 4,2 mil euros por partida. A La Liga fez sua própria profissionalização completa: os árbitros não dependem de outro emprego e são dedicados exclusivamente à arbitragem. No Brasil, a iniciativa formaliza contratos com árbitros e assistentes, com remuneração fixa, bônus e apoio técnico. O objetivo é tirar os árbitros da informalidade e dar mais estabilidade e preparo profissional à categoria. Inicialmente, foram selecionados 72 profissionais, sendo 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros especializados em VAR. Estes nomes foram escolhidos com base em critérios como quadro da Fifa, avaliações técnicas e escalas recentes no Campeonato Brasileiro da Série A. Esse programa de profissionalização entra em vigor a partir de 1º de março de 2026. O contrato de pessoa jurídica com remuneração mensal fixa, mais valores por jogo e bonificações por desempenho. Os vínculos serão anuais, com possibilidade de renovação conforme desempenho e avaliações. Não haverá obrigatoriedade de dedicação exclusiva por lei (contrato PJ), mas a arbitragem deve ser prioridade dos profissionais. O projeto inclui treinamentos técnicos, avaliações físicas, acompanhamento de saúde, capacitação contínua e uso de tecnologias como smartwatches e métodos de análise. Estima-se que o investimento total previsto da CBF para esse projeto de profissionalização no biênio 2026-2027 é em torno de R$ 195 milhões. As remunerações variam por função e os árbitros principais podem receber acima de R$ 30 mil mensais, enquanto a média inicial gira em torno de R$ 13 mil para o grupo. Haverá avaliações periódicas e possibilidade de rebaixamento ou substituição dentro do quadro profissional. A ideia é que o modelo sirva de base para outras divisões no futuro. O Brasil está dando o primeiro passo para ter árbitros profissionais estáveis, mas ainda não é uma profissionalização plena como ocorre em ligas europeias mais estruturadas. De qualquer forma, a iniciativa é de grande importância para melhorar a qualidade de performance dos árbitros brasileiros. É o início de um processo de médio e longo prazo, portanto, será necessário ter paciência para que os resultados apareçam na prática. O certo é que o futebol brasileiro vai ganhar muito com essa profissionalização. Antes tarde do que mais tarde!
Campeonato Mineiro 2026 promete fortes emoções
O Campeonato Mineiro 2026 realmente promete fortes emoções! Com as principais equipes de Minas Gerais – Atlético, Cruzeiro e América – sempre buscando protagonismo, essa edição tende a ser bastante disputada, tanto pelos clássicos intensos quanto pela luta por títulos, vagas em competições nacionais e até formação de jovens talentos. Os grandes clubes têm investido em melhorias nos elencos e na estrutura, o que aumenta a competitividade do campeonato. América e Cruzeiro, em especial, têm se fortalecido para encarar o Atlético sem facilidades e evitar que o Galo conquiste seu sétimo título seguido do estadual. Atlético e Cruzeiro são clubes com grande potencial financeiro e elencos fortes, mas enfrentam desafios de gestão de dívida e consistência esportiva. Já o América tem uma postura financeira mais prudente e elenco reformulado – menor em recursos, mas ajustado à realidade. Para todos os três, o Mineiro 2026 será um bom termômetro de preparação para competições nacionais e também gestão de elenco e finanças. O Mineiro sempre foi um celeiro de jovens promessas. Em 2026, é provável que vários jogadores emergentes chamem a atenção, seja para reforçar seus clubes ou até gerar transferências importantes. Até porque, os grandes da capital e o Athletic estarão envolvidos também na disputa do Campeonato Brasileiro, que começa mais cedo este ano por conta da Copa do Mundo. A grande atração do estadual fica por conta do duelo entre Atlético e Cruzeiro (“clássico mineiro”), que jamais perdem intensidade e sempre entram na briga direta pelo título. Atlético contra o América e Cruzeiro contra o América também prometem jogos com torcida inflamada e rivalidade crescente. Já os objetivos das equipes durante o Mineiro incluem: classificar para a Copa do Brasil e a Série D (para clubes que ainda não estejam nas Séries A, B ou C). Além das rivalidades em campo, a atmosfera nos estádios em Minas Gerais costuma ser uma grande marca – com torcida organizada, jogos noturnos emocionantes e público expressivo. Destaque para os jogos envolvendo Atlético e Cruzeiro contra as equipes do interior. O torcedor do interior promove uma grande festa para receber as equipes da capital. Afinal, uma chance única de ver os grandes ídolos de perto. De fato, será um campeonato de grandes emoções. O torcedor mineiro merece e o futebol agradece!
Flamengo conquista o tetra e se torna o novo Rei da América
Ao vencer a final de 2025 contra o Palmeiras por 1 a 0, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro tetracampeão da Libertadores. Com isso, ultrapassou todos os rivais e agora detém o maior número de títulos do Brasil na principal competição de clubes da América do Sul. Os títulos do Flamengo na Libertadores até aqui: 1981, 2019, 2022 e 2025. Esse feito o coloca ao lado de gigantes sul- -americanos, como River Plate e Estudiantes (ambos da Argentina). A Libertadores é a principal competição de clubes da América do Sul e vencer quatro vezes implica dominância consistente ao longo de décadas. Nas últimas edições, o futebol brasileiro (e carioca) vem mostrando hegemonia continental, e o Flamengo terá maior voz nessa história, influenciando o “equilíbrio de poder” entre clubes sul- -americanos. O título de 2025 também reequilibra o histórico entre países: com a conquista, o Brasil alcança (ou empata) a Argentina no número total de títulos da Libertadores por país. O tetracampeonato reforça a ideia de “projeto vencedor” no clube: gera tradição, atrai torcida, visibilidade, patrocínios e fortalece o marketing da marca. A “geração” atual do clube – jogadores e comissão técnica – consolida-se como uma das mais vitoriosas da história recente. Internamente e externamente, o Flamengo passa a ser referência de estabilidade e ambição continental, o que dá moral em torneios internacionais e nas competições nacionais. O Flamengo garantiu um prêmio total de aproximadamente US$ 40,4 milhões ao conquistar a Copa Libertadores de 2025, no dia 29 de novembro, no Estádio Monumental de Lima, no Peru. O valor reúne todos os pagamentos distribuídos pela Conmebol ao longo do torneio, da fase de grupos até o título. A entidade anunciou um reajuste na premiação desta edição: o campeão recebe US$ 24 milhões (cerca de R$ 128 milhões), cifra US$ 1 milhão superior à da última temporada. Ao longo da campanha, o clube rubro-negro já havia acumulado cerca de US$ 16,4 milhões. Com a taça, o montante final supera a marca dos US$ 40 milhões (cerca de R$ 213 milhões). Apesar do título, há outros clubes sul-americanos históricos (como o campeão histórico Independiente – 7 Libertadores) que ainda ficam à frente no total absoluto. “Rei da América” é algo simbólico e relativo à fase atual, pois o futebol sul-americano é dinâmico, e bons ciclos surgem em diferentes clubes. Manter essa hegemonia exige consistência, bons elencos, administração profissional, renovação e resultados, para não transformar o título em um ponto isolado.
Arbitragem: profissionalização já!
A figura responsável por efetivar a aplicação das regras no futebol é denominada de árbitro. Embora a presença dele seja não apenas necessária como imprescindível à realização de uma partida, o seu ofício é alvo constante de duras críticas, muitas vezes injustas. O árbitro, quase sempre, é esquecido, injustamente, durante a alegria de uma conquista, sendo colocado em segundo plano, ignorado na dedicação e eficiência de seu trabalho. Contudo, na derrota é ultrajado impiedosamente, não sendo poupado de injúrias. Assim como política, futebol e religião, o desempenho dos árbitros durante as competições é sempre um tema polêmico e porque não dizer unânime entre os torcedores, dirigentes, jogadores e imprensa esportiva. Já se tornou histórico reclamar das atuações dos “apitadores”, execrá- -los em programas esportivos, bradar com veemência após as partidas, principalmente técnicos e dirigentes nas entrevistas coletivas, quando algum lance polêmico ocorre durante o jogo e interfere diretamente no resultado da partida. De fato, alguns equívocos cometidos pelos árbitros causam enorme revolta na comunidade esportiva. Os clubes investem milhões na montagem de seus elencos, visto que as competições estão cada vez mais disputadas, e um erro pode comprometer o trabalho realizado ao longo de uma temporada. A figura do árbitro, como dito alhures, sempre foi e é o centro de críticas e debates que circulam em torno do futebol. É oportuno repisar que o árbitro, embora seja peça indispensável às partidas de futebol, desenvolve atividade que, no Brasil, ainda se caracteriza pelo mais absoluto amadorismo. Enquanto os jogadores se submetem, diariamente, a preparação física, técnica e psicológica, visando a um aperfeiçoamento profissional constante, muitos árbitros treinam individualmente e por conta própria, sem a estrutura necessária para o preparo que se espera de um juiz de fato. Mesmo assim, o nível da arbitragem no Brasil está entre os melhores do mundo. Ora, não é admissível que todos no futebol sejam profissionais exclusivamente dedicados ao esporte e os árbitros levem a campo preocupações de outra natureza. O que dizer de um árbitro, que além de soprar o apito ou levantar sua bandeirinha, fica sentado em um escritório por 8 horas, durante toda semana ou no consultório médico, odontológico ou dirigindo um táxi ou veículo de aplicativo e, após, exaustiva jornada de trabalho, viaja horas para trabalhar em um jogo de grande importância e que até pode decidir um campeonato? Árbitros precisam estar em contato permanente com jogos. Assistir suas partidas, dos colegas e de competições internacionais. Precisam observar o que fazem os jogadores, suas características de jogo (quem simula infrações com frequência, aqueles que cometem mais faltas, os mais habilidosos e caçados em campo, os que reclamam com veemência). Precisam se reunir semanalmente, analisando o trabalho de todos e debatendo lances, unificando critérios. Necessitam, sim, dar explicações sobre lances polêmicos e estar mais expostos ao debate público, justificando suas decisões, quando necessário. A avaliação do trabalho dos árbitros deve ser criteriosa. Não se pode admitir, assim como se faz na imprensa e alguns dirigentes, julgar apenas um lance capital aqui ou ali, e simplesmente exigir que o árbitro vá para a geladeira. É preciso analisar o conjunto da obra. Que fatores de ordem técnica, física e psicológica levaram ao equívoco. Que se estabeleça uma espécie de pontuação para acertos e erros cometidos durante todas as partidas. E, através de mérito, não por politicagem e amizades, árbitros possam receber, de forma justa, suas promoções, e assim, terem a missão de comandar os jogos mais importantes. Neste contexto, me arrisco a dizer que a arbitragem é a maior vítima da inércia dos gestores esportivos em nosso país, porque enquanto os outros setores do nosso futebol já se profissionalizaram há muito tempo, a arbitragem continua a ser tratada de maneira amadora. O descompasso entre as áreas é cada vez maior, ainda mais se considerarmos a adoção de avanços tecnológicos no futebol, tais como na medicina esportiva, na preparação física, nos estádios e em centros de treinamento. Entendo que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), federações, clubes de futebol e as entidades de classe dos árbitros devem se unir e se mobilizar para que essa tão sonhada profissionalização ocorra o quanto antes. Porém, enquanto esses segmentos não se sentarem à mesa para resolver os problemas importantes do futebol brasileiro, tudo continuará como está.
Os impactos do novo calendário do futebol brasileiro
O novo calendário do futebol brasileiro, que entrará em vigor a partir de 2026, trará impactos significativos tanto para os clubes quanto para os atletas, torcedores, federações e até para os patrocinadores. Abaixo, segue uma análise dos principais impactos divididos por áreas: Clubes da Série A e de elite nacional:Menos jogos no ano: A redução de datas dos Estaduais (máximo de 11 jogos) e exclusão de grandes clubes das fases iniciais da Copa do Brasil e regionais permite melhor organização de calendário e menos desgaste físico. Mais tempo para treinar e se preparar entre jogos decisivos, especialmente para quem disputa a Libertadores e Sul-Americana. Perda de protagonismo nos Estaduais e regionais, pois clubes que disputam competições continentais não jogarão torneios como Copa do Nordeste e Copa Sul-Sudeste. Clubes pequenos e médios:Mais espaço e visibilidade: Estaduais e copas regionais mais curtos ou sem clubes da Série A aumentam as chances de destaque e classificação para fases nacionais. Acesso ampliado à Copa do Brasil: Com 126 clubes em 2026 e 128 em 2027, muitos clubes de menor expressão terão a chance de participar de uma das competições mais rentáveis do país. Desafios financeiros: Sem os grandes nos Estaduais ou regionais, clubes menores podem ter queda de bilheteria e audiência. Para os atletas:Redução do desgaste físico e mental: Menos jogos no ano, mais intervalo entre partidas, e um calendário mais racional reduzem lesões e exaustão. Mais tempo para recuperação entre competições e durante pausas de Data Fifa e recesso de fim de ano. Jogadores de clubes pequenos ainda podem enfrentar longos períodos sem jogos se seus times forem eliminados cedo e não tiverem calendário anual. Para o planejamento esportivo e técnico:Melhor pré-temporada: Começo do Brasileirão em janeiro permite trabalho mais técnico desde o início do ano, sem precisar “rodar elenco” apenas para cumprir jogos dos Estaduais. Mais previsibilidade: Torneios com datas fixas, menor sobreposição e distribuição mais equilibrada facilitam o planejamento da comissão técnica e departamentos médicos. Para o mercado (patrocínios, mídia e bilheteria):Mais produto para vender: Criação de novas copas regionais (como Copa Sul-Sudeste) gera mais torneios exclusivos para determinadas regiões. Copa do Brasil com mais clubes amplia o número de jogos transmitidos e negociáveis com patrocinadores. Menor exposição de clássicos estaduais pode impactar audiências e venda de ingressos em algumas fases do ano. Para as federações estaduais:Perdem poder político e econômico: Os Estaduais foram reduzidos a no máximo 11 datas, e os grandes clubes não estão obrigados a jogá-los com força total. Podem reinventar suas competições com formatos mais enxutos, atrativos e voltados para clubes locais de menor expressão. Para os torcedores:Mais jogos relevantes o ano todo: Início do Brasileirão em janeiro, fim só em dezembro, e mais competições regionais podem manter o torcedor engajado por mais tempo. Melhor qualidade técnica dos jogos, já que os clubes estarão mais descansados e menos pressionados por calendário. Menos clássicos estaduais e tradicionais rivalidades locais no início do ano podem reduzir a emoção para os torcedores mais regionais.
Brasil precisa evoluir para sonhar com o hexa
A seleção brasileira fez a pior campanha desde que as Eliminatórias Sul-Americanas passaram ao formato atual (todos contra todos, em turno e returno). O Brasil terminou a Eliminatória para a Copa de 2026 em 5º lugar, com 28 pontos. Foi a primeira vez que a seleção não termina em 1º lugar neste formato desde 2002. O desempenho como visitante foi bastante ruim: foram 2 vitórias, 2 empates e 5 derrotas fora de casa, aproveitamento de 29,6%. Isso é muito abaixo do que vinha sendo registrado nos ciclos anteriores, em que mesmo fora de casa o time conseguia resultados decentes ou pelo menos pontuar de forma mais consistente. Comparado a ciclos passados com esse mesmo formato, nenhum teve tantos tropeços – principalmente fora de casa – como esse. Problemas defensivos, irregularidades e derrotas contra equipes consideradas “menos fortes” contribuíram para isso. Jogos contra rivais diretos (Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai) viraram um problema maior: mais derrotas, mais vacilos. Em 2025, o Brasil perdeu muitos desses confrontos, especialmente fora de casa. Os jogos do Brasil no ciclo atual mostram menos controle, menor supremacia, especialmente no meio-campo ou na construção de jogadas. Isso se reflete no número de gols marcados versus gols sofridos nos jogos fora e na dificuldade de quebrar retrancas. A sequência de resultados ruins criou pressão. Trocas de técnico, mudanças de esquema, entre outras coisas, podem afetar a confiança do time. Além disso, momentos como derrota pesada para a Argentina (4 a 1) marcaram bastante a campanha. Lesões e má fase de alguns atletas-chave, somados à falta de reposição imediata ou até mesmo uma transição melhor da geração anterior para a nova (como ocorreu entre 2014-2018), o Brasil poderia ter apostado mais cedo em jovens como Endrick, Vitor Roque, André, Estevão, entre outros. Aproveitar melhor os nomes em ascensão na Europa (João Gomes, Bruno Guimarães). Além disso, evitar sobrecarga em nomes como Neymar, Casemiro e Marquinhos. Derrotas contra Argentina (em casa), Uruguai e Colômbia poderiam ter sido evitadas com ajustes simples, quais sejam, marcação mais forte no meio, com volantes mais combativos; compactação entre as linhas para evitar contra-ataques; exploração melhor dos lados do campo (ataque com pontas velocistas, como Rodrygo ou Raphinha). Por fim, ter dado mais minutos a jogadores da base olímpica ou do Sub-20 nos jogos mais tranquilos (por exemplo, contra Bolívia ou Venezuela) ajudaria a construir uma espinha dorsal mais jovem e motivada. Essa campanha preocupa mais pelo desempenho global e pela consistência do time do que pelo fato de “não se classificar” (já que o Brasil se classificou). O problema é o nível apresentado, especialmente em jogos fora de casa. Para a torcida, imprensa e até para o corpo técnico, essa campanha pode gerar cobranças maiores sobre treinador, modelo de jogo, preparação física, mental, entre outras.
Galo e Raposa medem forças na Copa do Brasil
Atlético-MG e Cruzeiro vão se enfrentar nas quartas de final da Copa do Brasil 2025, e o confronto promete ser um dos mais emocionantes da temporada. O clássico mineiro, que sempre tem clima de decisão, agora vale vaga nas semifinais do torneio nacional. O jogo de ida está marcado para 27 de agosto, na Arena MRV, casa do Atlético. E a partida de volta será no 11 de setembro, no Mineirão, mando do Cruzeiro. O time celeste entrou direto na terceira fase, por ter terminado o Brasileirão 2024 entre os nove primeiros. Eliminou o Vila Nova-GO e depois o CRB, voltando a uma fase avançada do torneio após 6 anos. Já o Galo, começou desde a primeira fase por não estar entre os melhores colocados no Brasileiro. Superou Tocantinópolis, Manaus, Maringá e, nas oitavas, venceu o Flamengo nos pênaltis, em um confronto eletrizante. Essa será a terceira vez que os rivais se enfrentam pela Copa do Brasil. Nos dois encontros anteriores, quem decidiu fora de casa avançou de fase. Em 2000, Cruzeiro se classificou com vitória no Mineirão. Em 2014, Atlético virou o jogo no Mineirão e foi campeão na sequência. O Cruzeiro vem em bom momento, com um time organizado sob o comando de Leonardo Jardim e força jogando no Mineirão. Por outro lado, o Atlético aposta na experiência de Cuca e no fator casa da Arena MRV, onde tem mantido bons resultados. Retrospecto na Copa do Brasil entre Atlético-MG e Cruzeiro 1) Final de 2014 Atlético-MG venceu os dois confrontos e conquistou sua primeira taça do torneio: Ida (Independência): Atlético 2 a 0 CruzeiroVolta (Mineirão): Cruzeiro 0 a 1 Atlético 2) Quartas de final de 2019 Cruzeiro se classificou ao eliminar o rival: Ida (Mineirão): Cruzeiro 3 a 0 AtléticoVolta (Independência): Atlético 2 a 0 Cruzeiro (placar insuficiente) No geral, somando todos os confrontos eliminatórios oficiais (incluindo Brasileirão e outros torneios): o Atlético-MG leva vantagem, com vitórias em 3 dos 4 duelos anteriores. O Cruzeiro venceu apenas uma vez, em 2019. O Atlético-MG tem histórico de decisões (2014) com resultado positivo. Em contrapartida, o Cruzeiro já mostrou poder de reação (2019), especialmente atuando no Mineirão. O clássico de 2025 promete pegar fogo e cada detalhe técnico e estratégico vai contar muito. Esse duelo não é só por uma vaga na semifinal, mas uma batalha pelo orgulho de Minas Gerais. E como todo clássico, é imprevisível.
Os desafios de Carlo Ancelotti na Seleção
A chegada de Carlo Ancelotti à Seleção Brasileira marca uma nova era para o futebol nacional, trazendo consigo uma abordagem estratégica e uma liderança consolidada. Reconhecido por seu estilo de gestão equilibrado, que combina experiência com uma abordagem humana, Ancelotti enfatiza a importância de um ambiente de trabalho harmonioso, onde a comunicação aberta e o respeito mútuo são fundamentais. Essa filosofia visa fortalecer a coesão do grupo e maximizar o desempenho coletivo. Ele é o único treinador da história a conquistar a UEFA Champions League quatro vezes como técnico (duas com o Milan e duas com o Real Madrid). Sob sua liderança, a Seleção Brasileira iniciou as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 com um empate sem gols contra o Equador. Apesar do resultado, o foco foi na solidez defensiva e na organização tática, aspectos que Ancelotti valoriza em suas equipes. Jogadores como Casemiro, que retornou à Seleção após um período de ausência, destacaram-se pela liderança e comprometimento, alinhando-se à filosofia do novo treinador. A contratação de Ancelotti é vista como um passo estratégico para reposicionar o Brasil como uma potência no cenário internacional. Sua vasta experiência em clubes de elite e sua abordagem meticulosa prometem trazer estabilidade e sucesso à equipe. Com foco na preparação para a Copa do Mundo de 2026, espera-se que sua liderança inspire uma nova geração de jogadores e eleve o nível do futebol brasileiro. A expectativa é de um time mais equilibrado, voltado para disciplina tática, posse de bola eficiente e inteligência coletiva, que são marcas do trabalho de Ancelotti. Além disso, sua liderança discreta e respeitosa tende a fortalecer o ambiente interno da Seleção. O técnico italiano tem um estilo mais pragmático e tático do que o futebol tradicionalmente jogado no Brasil. A grande questão será: é possível mesclar a criatividade brasileira com a organização europeia? Essa adaptação pode levar tempo e exigir ajustes no perfil dos jogadores convocados. O Brasil não vence uma Copa do Mundo desde 2002. Mais que tática, Ancelotti precisa resgatar o espírito competitivo, a confiança e o orgulho de vestir a camisa canarinho. O desafio é restaurar a mística de uma Seleção temida mundialmente, algo que vai além do campo. Em resumo, a era Ancelotti na Seleção Brasileira representa uma oportunidade para revitalizar o futebol nacional, combinando tradição com inovação sob a orientação de um dos técnicos mais respeitados do mundo.
CBF terá novo mandatário
A queda de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), oficializada no dia 15 de maio de 2025, foi provocada por decisões judiciais que apontaram irregularidades em sua reeleição. A Justiça do Rio de Janeiro considerou nulo o acordo que permitiu a recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF. A eleição que o manteve no cargo até 2030 foi considerada ilegítima devido a irregularidades formais e legais. Um dos pontos mais graves foi a suposta falsificação da assinatura de Antônio Carlos Nunes de Lima (ex-presidente da CBF), em um documento que viabilizava juridicamente o retorno de Rodrigues. A Justiça entendeu que a assinatura não poderia ser validada, já que Nunes estava diagnosticado com câncer cerebral desde 2018, o que comprometia sua capacidade cognitiva. Há indícios de que ele não tinha plenas condições mentais para assinar documentos com valor jurídico à época. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu anular a eleição e determinou a convocação de novas eleições. A decisão apontou falhas processuais e vícios que comprometiam a legitimidade da gestão de Rodrigues. Ednaldo Rodrigues entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo liminar para permanecer no cargo. No entanto, o ministro André Mendonça negou o pedido, afirmando que não havia urgência e que a questão já havia sido examinada pelas instâncias inferiores. Após a decisão judicial, o vice-presidente Fernando Sarney assumiu interinamente. Poucos dias depois, Samir Xaud, presidente da Federação de Futebol de Roraima, lançou sua candidatura à presidência da CBF com apoio maciço das federações estaduais. Xaud, na qualidade de candidato único, provavelmente assumirá o cargo com um mandato até 2029 e já se comprometeu a profissionalizar a gestão da entidade, incluindo áreas como arbitragem, futebol feminino e a seleção nacional. Manter o foco no projeto esportivo da Copa do Mundo de 2026 e trabalhar para recuperar a imagem e o desempenho da seleção masculina e investir mais na feminina. A queda de Ednaldo Rodrigues ocorre em um momento delicado para o futebol brasileiro, coincidentemente dias após a confirmação de Carlo Ancelotti como futuro técnico da seleção. Apesar do impacto institucional, os contratos em vigor, inclusive o de Ancelotti, devem ser mantidos pela nova gestão. Essa iminente mudança institucional abre espaço para uma reconstrução profunda da CBF, mas o sucesso dependerá do quanto a nova gestão será, de fato, comprometida com profissionalismo, ética e modernização. Há desafios sérios pela frente, mas também uma oportunidade rara de recomeço para o futebol brasileiro em sua principal entidade.
Futebol X Violência
Esse tema “futebol x violência”, tão recorrente, infelizmente, merece de nossa sociedade algumas reflexões, senão vejamos. O futebol como desporto é considerado por muitos a grande paixão popular, e nas palavras do saudoso Papa João Paulo II, “o futebol é a paixão dos povos”, sendo caracterizado pela crítica desportiva como o maior fenômeno social de todos os tempos. Tal afirmação é facilmente constatada na medida em que analisamos o amor que os torcedores têm pelo seu clube de coração. Contudo, há certo tempo que uma inquietação vem incomodando o dia a dia de todo torcedor de bem e apaixonado por futebol: o caso da violência presente dentro e fora dos estádios. Esse fato tem afastado e amedrontado o torcedor, que vem optando, por diversas vezes, em assistir ao jogo em casa, diante do conforto, segurança e, principalmente, distante da violência. Esse esporte tão emocionante como meio de expressão de massas tornou-se tema comum de ensaio e pesquisa no que se refere à canalização de algumas formas de agressividade que têm ocorrido em uma partida de futebol, não precisamente dentro do campo, mas em todo o estádio, sobretudo, nas arquibancadas e nos arredores do mesmo, o que, de certa maneira, está imbuído no contexto desse esporte. É sabido de que um dos principais fatores que contribuem para a violência no futebol seria a presença das torcidas organizadas, que muitas vezes vão ao estádio ou até mesmo marcam confrontos pelas redes sociais para protagonizar cenas de violência, como aquela que, lamentavelmente, presenciamos através da imprensa, antes do início do clássico, onde uma vida foi ceifada de forma cruel, torpe e sem qualquer propósito. Não restam dúvidas de que a violência está caracterizada como parte intensa das camadas de toda a sociedade moderna e de que as causas políticas e sociais têm suas respectivas parcelas de culpa por tudo que vem ocorrendo quando o assunto é violência no futebol. Com isso, cabe às autoridades públicas contribuir para a criação de leis rigorosas e efetivas, meios de prevenção eficazes e repressão contra todo e qualquer meio de violência empregado por pessoas que se dizem torcedores, mas em verdade, são verdadeiros criminosos e merecem punições exemplares. Não há dúvidas de que a violência no esporte advém de uma face da sociedade que engloba a violência no cotidiano. O esporte que, teoricamente, deveria sublimar a violência, passou a ser a própria forma de manifestação desse fenômeno. Infelizmente, tem sido cada vez mais frequente a violência no esporte. As causas da violência no esporte são inúmeras. Mas sabemos que a impunidade é um fator determinante para a continuidade deste quadro. Lamentavelmente que muitas pessoas que se julgam apaixonadas pelo esporte promovam a violência. Esporte é exatamente o oposto disto. Infelizmente, nos dias atuais, está cada vez mais rara a possibilidade de irmos a um jogo de futebol e não ficarmos assustados com a possibilidade de sermos agredidos por verdadeiros criminosos travestidos de torcedores, que vão aos estádios para promover baderna, desordem, depredação de patrimônio alheio e, em alguns casos, ceifar a vida daquele que veste a camisa da equipe rival. Lamentavelmente, ganhar ou perder não importa mais. A meu sentir, a solução para tentar conter essa onda de violência é a prevenção, serviços de inteligência das forças policiais e medidas enérgicas contra os transgressores. Identificação facial, monitoramento de redes sociais e cadastro de torcedores são efetivamente boas alternativas. Deste modo, resta cada vez mais latente que a violência envolvendo o futebol deve ser tratada com mais responsabilidade pelas autoridades, uma vez que o futebol é o esporte mais praticado pela sociedade brasileira e considerado por todo o mundo como um grande espetáculo desportivo, sendo o Brasil conhecido, inclusive, como o país do futebol. A conscientização das autoridades sobre a gravidade do assunto seria o primeiro passo para que os verdadeiros torcedores voltem a ter segurança e que as famílias resgatem o prazer de ir ao estádio para simplesmente se divertir e torcer para o time do coração.