Brasil precisa evoluir para sonhar com o hexa

A seleção brasileira fez a pior campanha desde que as Eliminatórias Sul-Americanas passaram ao formato atual (todos contra todos, em turno e returno). O Brasil terminou a Eliminatória para a Copa de 2026 em 5º lugar, com 28 pontos. Foi a primeira vez que a seleção não termina em 1º lugar neste formato desde 2002. O desempenho como visitante foi bastante ruim: foram 2 vitórias, 2 empates e 5 derrotas fora de casa, aproveitamento de 29,6%. Isso é muito abaixo do que vinha sendo registrado nos ciclos anteriores, em que mesmo fora de casa o time conseguia resultados decentes ou pelo menos pontuar de forma mais consistente. Comparado a ciclos passados com esse mesmo formato, nenhum teve tantos tropeços – principalmente fora de casa – como esse. Problemas defensivos, irregularidades e derrotas contra equipes consideradas “menos fortes” contribuíram para isso. Jogos contra rivais diretos (Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai) viraram um problema maior: mais derrotas, mais vacilos. Em 2025, o Brasil perdeu muitos desses confrontos, especialmente fora de casa. Os jogos do Brasil no ciclo atual mostram menos controle, menor supremacia, especialmente no meio-campo ou na construção de jogadas. Isso se reflete no número de gols marcados versus gols sofridos nos jogos fora e na dificuldade de quebrar retrancas. A sequência de resultados ruins criou pressão. Trocas de técnico, mudanças de esquema, entre outras coisas, podem afetar a confiança do time. Além disso, momentos como derrota pesada para a Argentina (4 a 1) marcaram bastante a campanha. Lesões e má fase de alguns atletas-chave, somados à falta de reposição imediata ou até mesmo uma transição melhor da geração anterior para a nova (como ocorreu entre 2014-2018), o Brasil poderia ter apostado mais cedo em jovens como Endrick, Vitor Roque, André, Estevão, entre outros. Aproveitar melhor os nomes em ascensão na Europa (João Gomes, Bruno Guimarães). Além disso, evitar sobrecarga em nomes como Neymar, Casemiro e Marquinhos. Derrotas contra Argentina (em casa), Uruguai e Colômbia poderiam ter sido evitadas com ajustes simples, quais sejam, marcação mais forte no meio, com volantes mais combativos; compactação entre as linhas para evitar contra-ataques; exploração melhor dos lados do campo (ataque com pontas velocistas, como Rodrygo ou Raphinha). Por fim, ter dado mais minutos a jogadores da base olímpica ou do Sub-20 nos jogos mais tranquilos (por exemplo, contra Bolívia ou Venezuela) ajudaria a construir uma espinha dorsal mais jovem e motivada. Essa campanha preocupa mais pelo desempenho global e pela consistência do time do que pelo fato de “não se classificar” (já que o Brasil se classificou). O problema é o nível apresentado, especialmente em jogos fora de casa. Para a torcida, imprensa e até para o corpo técnico, essa campanha pode gerar cobranças maiores sobre treinador, modelo de jogo, preparação física, mental, entre outras.

Galo e Raposa medem forças na Copa do Brasil

Atlético-MG e Cruzeiro vão se enfrentar nas quartas de final da Copa do Brasil 2025, e o confronto promete ser um dos mais emocionantes da temporada. O clássico mineiro, que sempre tem clima de decisão, agora vale vaga nas semifinais do torneio nacional. O jogo de ida está marcado para 27 de agosto, na Arena MRV, casa do Atlético. E a partida de volta será no 11 de setembro, no Mineirão, mando do Cruzeiro. O time celeste entrou direto na terceira fase, por ter terminado o Brasileirão 2024 entre os nove primeiros. Eliminou o Vila Nova-GO e depois o CRB, voltando a uma fase avançada do torneio após 6 anos. Já o Galo, começou desde a primeira fase por não estar entre os melhores colocados no Brasileiro. Superou Tocantinópolis, Manaus, Maringá e, nas oitavas, venceu o Flamengo nos pênaltis, em um confronto eletrizante. Essa será a terceira vez que os rivais se enfrentam pela Copa do Brasil. Nos dois encontros anteriores, quem decidiu fora de casa avançou de fase. Em 2000, Cruzeiro se classificou com vitória no Mineirão. Em 2014, Atlético virou o jogo no Mineirão e foi campeão na sequência. O Cruzeiro vem em bom momento, com um time organizado sob o comando de Leonardo Jardim e força jogando no Mineirão. Por outro lado, o Atlético aposta na experiência de Cuca e no fator casa da Arena MRV, onde tem mantido bons resultados. Retrospecto na Copa do Brasil entre Atlético-MG e Cruzeiro 1) Final de 2014 Atlético-MG venceu os dois confrontos e conquistou sua primeira taça do torneio: Ida (Independência): Atlético 2 a 0 CruzeiroVolta (Mineirão): Cruzeiro 0 a 1 Atlético 2) Quartas de final de 2019 Cruzeiro se classificou ao eliminar o rival: Ida (Mineirão): Cruzeiro 3 a 0 AtléticoVolta (Independência): Atlético 2 a 0 Cruzeiro (placar insuficiente) No geral, somando todos os confrontos eliminatórios oficiais (incluindo Brasileirão e outros torneios): o Atlético-MG leva vantagem, com vitórias em 3 dos 4 duelos anteriores. O Cruzeiro venceu apenas uma vez, em 2019. O Atlético-MG tem histórico de decisões (2014) com resultado positivo. Em contrapartida, o Cruzeiro já mostrou poder de reação (2019), especialmente atuando no Mineirão. O clássico de 2025 promete pegar fogo e cada detalhe técnico e estratégico vai contar muito. Esse duelo não é só por uma vaga na semifinal, mas uma batalha pelo orgulho de Minas Gerais. E como todo clássico, é imprevisível.