Instituto em Betim oferece cursos gratuitos de capacitação profissional

O Instituto Ramacrisna, localizado em Betim, está oferecendo cursos gratuitos de capacitação profissional para pessoas com idade entre 16 e 50 anos. As oficinas disponíveis incluem soldagem, mecânica automotiva, robótica industrial e operador de computador. Ao todo, 134 vagas serão disponibilizadas para as formações oferecidas na sede da instituição. As inscrições devem ser feitas até o dia 19 de janeiro no site ramacrisna.org.br/nossos-cursos. Caso haja vagas remanescentes, elas serão ofertadas ao público acima dos 50 anos. A vice-presidente do Instituto Ramacrisna, Solange Bottaro, destaca que os cursos profissionalizantes oferecidos pela entidade são mais do que uma oportunidade de qualificação técnica. Eles representam uma porta de entrada para a transformação social e a realização de sonhos. “Esses cursos têm um impacto direto não apenas na vida dos participantes, mas também nas comunidades onde eles vivem. Muitas vezes, os alunos retornam às suas famílias como exemplos de superação, inspirando seus vizinhos e amigos a também buscarem novas oportunidades. O conhecimento que eles adquirem se transforma em renda, independência e, principalmente, esperança”. “A humanização desse processo é essencial. Não é só sobre ensinar uma profissão, mas sobre mostrar que cada aluno tem valor, que eles podem superar os desafios e conquistar um futuro melhor”, acrescenta. De acordo com Solange, além da capacitação, o Instituto auxilia o aluno a ingressar no mercado de trabalho por meio de parcerias com empresas de Betim e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). “Muitas delas acompanham de perto o desempenho dos nossos formandos. Frequentemente identificamos talentos entre os alunos e os encaminhamos para contratações logo após a conclusão dos cursos”. Os cursos serão oferecidos de forma híbrida, uma novidade para 2025. Os alunos terão três dias de aulas teóricas em casa e os outros dois na sede do Instituto Ramacrisna, para as atividades práticas. “Muitos dos nossos estudantes vêm de bairros distantes e de cidades da RMBH, enfrentando desafios financeiros, especialmente com os custos de transporte”, pontua a vice-presidente. “Com o modelo híbrido, conseguimos reduzir essas barreiras, oferecendo uma alternativa que combina a flexibilidade das aulas on-line com a prática indispensável das aulas presenciais. Assim, os alunos podem acessar o conteúdo teórico de casa, sem precisar gastar tanto com deslocamento, enquanto mantemos o foco na qualidade, garantindo que os momentos presenciais sejam dedicados às atividades práticas e ao aprendizado técnico aprofundado”, complementa. Solange reforça que a escolha dos cursos oferecidos pelo Instituto Ramacrisna é fruto de pesquisa e diálogo com o mercado, identificando as profissões mais demandadas pelas empresas, especialmente aquelas com escassez de mão de obra qualificada, para garantir que os alunos tenham mais chances de inserção no mercado de trabalho. “Ao oferecer capacitação nessas áreas, buscamos alinhar a formação técnica dos nossos alunos às tendências do mercado de trabalho, proporcionando a eles não só oportunidades de emprego, mas também a possibilidade de construir carreiras sólidas em setores em expansão”, conclui. Aulas disponíveis Soldagem: Ensina a atuar em diversos processos de soldagem, como Mig Mag, Tig, Eletrodo e Oxicorte; Mecânica automotiva: Prepara o aluno para manutenções de motores, sistemas e partes de veículos automotores. Ensina também a substituir peças, reparar e testar o desempenho de componentes e sistemas de veículos; Robótica industrial: Ensina profissionais para atuar em diversas áreas da indústria da automação (programador PLC, programador de robô e eletricista industrial). As aulas abordam conceitos de eficiência e segurança para desenvolvimento de programação, lógica de controle de processos industriais, além de manipulação e programação de robôs industriais; Operador de computador: Prepara profissionais para montar, instalar e reparar microcomputadores, além de identificar problemas de software e hardware. A capacitação engloba também suporte a redes de computadores locais no uso e na configuração de equipamentos e softwares, sob supervisão técnica, observando normas de qualidade, segurança, higiene e saúde.

PIB pode crescer até 2,5% este ano

A primeira edição de 2025 do Boletim Focus, publicada pelo Banco Central (BC), trouxe projeções de mais de cem instituições financeiras e consultorias para os principais indicadores econômicos do Brasil ao longo do ano. Uma das expectativas dos economistas é que o Produto Interno Bruto (PIB) alcance um crescimento de 2% até o encerramento de 2025. Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma expansão de 2,5%, e o governo federal estima um aumento de 2,6%. O economista Fábio Ongaro explica que, para que essas projeções se concretizem, fatores como a manutenção de um ambiente macroeconômico estável, controle da inflação e equilíbrio fiscal serão fundamentais para atrair investimentos e manter a confiança do mercado. “Além disso, a continuidade de reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, poderá melhorar a eficiência do setor público e reduzir custos para as empresas. Investimentos em infraestrutura e tecnologia também desempenharão um papel crucial, impulsionando a produtividade e a competitividade do país”. Já na avaliação do economista Gelton Pinto Coelho Filho, as projeções dos últimos anos frequentemente divergiram dos resultados reais obtidos. “Com a mudança de governo e das políticas econômicas, houve um acréscimo de renda e da massa salarial. Assim, o consumo e o crescimento se sustentaram de forma mais consistente. A manutenção da atual política econômica é essencial para o crescimento e o controle da inflação”. Atualmente em 12,25%, a projeção do Boletim Focus é que a taxa Selic alcance 15% ao final de 2025. Gelton Pinto Coelho Filho avalia que as decisões do Conselho de Política Monetária (Copom) em manter a taxa de juros elevada são equivocadas. “O BC, de maneira incorreta, acaba elevando a taxa de juros para conter uma inflação que não é controlada com esse tipo de instrumento. O que precisa ser ajustado é a meta de inflação e, a partir disso, a readequação da Selic”. Fábio Ongaro destaca que a flexibilização da política monetária ao longo do ano dependerá do comportamento da inflação e das expectativas do mercado. “Se a inflação estiver desacelerando e permanecendo dentro da meta estabelecida, o BC poderá reduzir gradualmente a taxa Selic. Fatores como a estabilidade fiscal, a evolução dos preços internacionais de commodities e a dinâmica do câmbio também influenciarão essa decisão. O ritmo de crescimento econômico será considerado, especialmente se sinais de desaceleração exigirem estímulos para a atividade produtiva”. “Qualquer decisão do Banco Central deve ser cautelosa e dependente de dados concretos sobre a economia, garantindo equilíbrio entre estímulo ao crescimento e estabilidade de preços”, complementa. Em relação à cotação do dólar, a expectativa é que US$ 1 atinja R$ 6 até o término de 2025. Fábio Ongaro espera que o Brasil busque medidas para uma política fiscal responsável, assegurando equilíbrio nas contas públicas. “Reforçar a autonomia do BC e seguir com políticas monetárias previsíveis também é essencial. Avançar em reformas aumenta a eficiência econômica e atrai investimentos. A segurança jurídica no Brasil é um dos fatores-chave para manter o investidor estrangeiro motivado a investir aqui, garantindo regras estáveis e permanentes”. Por outro lado, Gelton Pinto Coelho Filho avalia que, na reta final de 2024, houve um ataque especulativo contra o Real, e o BC não tomou as medidas necessárias para conter a alta do dólar. Ele lembra que as movimentações típicas de fim de ano também contribuíram para a valorização da moeda americana. “Outras moedas também sofreram com o crescimento do dólar. Precisamos aguardar a posse de Donald Trump para termos uma análise mais precisa sobre o futuro da economia americana e como os outros países ajustarão suas políticas”. Equilíbrio fiscal Os dois economistas destacam que, para 2025, será necessário que o Brasil encontre um equilíbrio entre entradas e saídas de recursos. Fábio Ongaro ressalta que esse exercício é complexo. “Ainda mais quando o Brasil exige expressivos investimentos em infraestrutura para melhorar a competitividade e fomentar o crescimento econômico. Uma gestão eficiente dos recursos, evitando gastos desnecessários e buscando parcerias público-privadas adequadas, é a solução mais saudável para essa necessidade”. “O equilíbrio fiscal é fundamental, apesar da redução no déficit nos últimos anos. Uma taxa de juros elevada gera um custo adicional para o país, desequilibrando suas contas. Um ajuste fino é essencial para que a economia continue funcionando bem, gerando crescimento e aumento nas receitas. Além de equilibrar as contas, isso cria oportunidades para novos investimentos”, finaliza Gelton Pinto Coelho Filho.

País contabilizou mais de 5 milhões de fraudes digitais no ano passado

Segundo um levantamento realizado pela Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), o ano de 2024 apresentou um aumento de 45% no número de golpes digitais em relação a 2023. Ao todo, cerca de cinco milhões de fraudes foram registradas. Estatísticas oficiais revelam que 1 em cada 4 brasileiros sofreu alguma tentativa de golpe, e cerca de metade dessas pessoas acabou se tornando vítima. As modalidades mais comuns continuam sendo os golpes bancários, quando o golpista se passa por uma entidade ou empresa para tentar obter informações, como dados bancários. Na sequência vem as fraudes sociais, que envolvem a manipulação psicológica para induzir a vítima a tomar alguma atitude que resulte em prejuízo financeiro. Para discutir o tema, o Edição do Brasil conversou com o presidente da ADDP, Francisco Gomes Júnior. Quais são os principais fatores que contribuíram para esse crescimento tão expressivo? O aumento significativo no número de golpes se deve a dois fatores principais: a migração de infratores do crime físico (onde há contato direto com a vítima e maior risco para o autor do delito) para o digital e o avanço tecnológico, com a crescente utilização de recursos de inteligência artificial nos golpes. Com o avanço da inteligência artificial, os criminosos têm utilizado tecnologias mais sofisticadas para enganar as vítimas. Como as pessoas podem se prevenir contra golpes? A proteção contra golpes que utilizam inteligência artificial requer cuidado redobrado, por meio de medidas de segurança e verificação. Por exemplo, se alguém recebe um vídeo, mesmo que com o rosto de um contato conhecido, solicitando dinheiro ou favores, não deve agir imediatamente. É essencial confirmar a solicitação por ligação ou outro meio seguro. Além das recomendações básicas de segurança, como senhas fortes e autenticação de dois fatores, há novas práticas ou tecnologias que os usuários podem adotar para se proteger melhor? As formas de proteção precisam ser intensificadas. Além do uso de senhas fortes, que não devem ser armazenadas no celular, e da autenticação em duas etapas, é fundamental evitar clicar em links suspeitos e desconfiar de ligações de bancos. Anote o número, confira e depois retorne a chamada diretamente para a instituição e não confie cegamente em imagens ou áudios. A legislação atual brasileira é suficiente para combater e punir crimes cibernéticos, ou há lacunas que precisam ser preenchidas para lidar com essa nova realidade digital? A legislação necessita de aprimoramentos. Embora haja previsão legal para o crime de estelionato, que abrange a maioria dos golpes, uma legislação mais específica tornaria o processo penal mais claro e ágil. Além disso, é necessária uma lei para regulamentar as mídias sociais, e o Congresso Nacional precisa oferecer uma resposta concreta à sociedade. Que papel a educação digital pode desempenhar na conscientização da população para evitar cair em golpes cada vez mais sofisticados? A educação digital é essencial para que os cidadãos estejam mais preparados para navegar no ambiente online com segurança. Deve-se considerar a inserção da educação digital como disciplina obrigatória no ensino básico e médio, preparando desde cedo os indivíduos para reconhecerem e evitarem armadilhas digitais.