Motorista tentou aplicar golpe milionário em idoso no município de Passa Quatro

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, no dia 12 de fevereiro, Geraldo Antônio Ferreira, suspeito de cometer crimes financeiros e manter em cárcere privado um general aposentado de 88 anos, na cidade de Passa Quatro, no Sul de Minas. Segundo a polícia, a investigação começou após uma denúncia sobre um contrato de empréstimo duvidoso no valor de R$ 1,5 milhão, assinado em nome do acusado. No decorrer das apurações, descobriu-se que Ferreira era o motorista da vítima e de sua esposa, de 70 anos, e teria explorado a vulnerabilidade do casal para manipular suas finanças. O contrato, assinado em nome do investigado, estabelecia a isenção de juros e a quitação automática da dívida caso os idosos falecessem. Cerca de um mês depois da assinatura do contrato, a esposa da vítima, que enfrentava um câncer terminal, faleceu. Após o ocorrido, o idoso informou que teve dificuldades para acessar suas contas bancárias, enquanto o suspeito continuava a ter acesso irrestrito aos valores. De acordo com a polícia, o suspeito chegou a registrar sua biometria para fazer saques na conta da idosa, retirando grandes quantias que foram usadas na aquisição de bens pessoais, incluindo um carro novo no valor de R$ 159 mil, que foi apreendido pela PCMG. O delegado titular de Passa Quatro, Bruno de Souza Cunha, continua a investigar a extensão da atuação do motorista e do caso do empréstimo tomado ao general. Ao ser procurada pelo Edição do Brasil para mais detalhes, a Polícia Civil informou que não divulga dados ou informações das vítimas para preservar a sua segurança e a de seus familiares. O motorista também era responsável por fazer a contabilidade do Condomínio Ilha dos Amores, local onde as vítimas moravam e que o síndico era seu filho, o biomédico Matheus Macedo Ferreira, de 38 anos, também sócio na empresa Sublime Estética Corporal e Facial. Durante a operação na residência do suspeito e do filho dele, os policiais localizaram aproximadamente R$ 26 mil em espécie. Além disso, foi determinado o bloqueio de mais de R$ 700 mil nas contas bancárias do investigado. Em uma das diligências, foram encontradas munições de arma de fogo de calibre permitido, o que levou à prisão em flagrante de Matheus, filho do suspeito. Entretanto, ele foi solto após pagar fiança e informar que tinha o porte da arma e munição encontradas em seu apartamento e decidiu renunciar ao cargo de síndico no Condomínio Ilha dos Amores. Em 2024, ele solicitou que cada um dos 42 moradores dos apartamentos do local pagasse à vista a quantia de R$ 23,4 mil, além de uma contribuição adicional parcelada superior a R$ 3,3 mil. Os valores arrecadados dos condôminos totalizaram cerca de R$ 1,2 milhão, que, segundo ele, seriam destinados à reforma do telhado e das fachadas dos dois blocos do condomínio em Passa Quatro. No entanto, ele não esclareceu o motivo da escolha da empresa contratada, não apresentou o projeto da obra nem dos orçamentos. A reforma não foi concluída nem totalmente finalizada.
Rodrigo Pacheco está prestes a assumir ministério no governo

O retorno do senador Rodrigo Pacheco (PSD) às suas atividades no Senado está previsto para depois do Carnaval. Após a volta, as discussões sobre a possibilidade do político mineiro ser convidado para um ministério deverá entrar em pauta no âmbito do Palácio do Planalto. O seu aproveitamento na lista dos ministeriáveis parece ser iminente e uma pretensão do próprio presidente Lula (PT), conforme tem sido divulgado exaustivamente pela imprensa. Em Brasília, o nome de Pacheco é mencionado, preferencialmente, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), uma pasta com ações e, consequentemente, bastante visibilidade por conta da sua presença na indução do setor industrial e comercial em todo o Brasil. As chances do parlamentar ser convidado e aceitar o desafio perpassa por uma série de questões do governo federal, por conta de uma pauta mais ampla, relativamente à reforma ministerial, já iniciada na semana passada, com a saída da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Informações de bastidores Não é novidade, mas, novamente, voltou a circular na semana passada, em Brasília, que o político de Minas seria ministro, desde que ele aceitasse a sugestão do presidente Lula, no sentido de que a sucessão ao governo do Estado esteja na pauta do dia. Quando esse tema veio à tona, no mês passado, foi vocalizado que, em caso positivo em relação a esse projeto político estadual, haveria a garantia de adesão das forças progressistas em apoio a uma possível empreitada de Pacheco rumo à peleja de 2026. Efetivamente, não houve qualquer sinalização do senador diante dessa aposta futura. Nem mesmo pessoas próximas são capazes de categorizar qual seria a opção do parlamentar, mesmo porque, antes de qualquer decisão, Pacheco carece de ouvir a orientação do presidente de seu partido, Gilberto Kassab, e o próprio ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, atualmente com chances de também ser uma opção como pré-candidato ao Palácio da Liberdade. Sobre a possibilidade de Minas Gerais ter mais um coestaduano como ministro, isso é um tema em construção, porém, com desfecho à vista. Ressalta-se algumas informações relevantes desse propalado assunto. Por exemplo, ao transferir a presidência do Senado para o seu colega de partido, o senador Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco não aceitou assumir nenhum cargo de liderança, assim como se negou a participar de comissões internas realizadas na Casa, e também vaticinou a sua vontade de ficar livre, no sentido de não comandar qualquer posto de gerência.
Edição do Brasil 2157 – 22 de fevereiro a 1º de março de 2025

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Fiemg em defesa dos mineiros
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) terá um papel preponderante no auxílio às negociações para minimizar o impacto das medidas do governo norte- -americano, que decidiu taxar em 25% os produtos siderúrgicos no Brasil. A decisão oficial significa conflito direto para Minas Gerais, um dos estados com maior índice de produção de aço, com exportações milionárias para outros continentes, inclusive Estados Unidos. É sempre bom ressaltar que a Fiemg, com seus 92 anos de tradição na liderança do segmento industrial mineiro, deve ser reconhecida como vanguardista nos primórdios dos projetos visando o desenvolvimento do Estado, esteio de hoje no posicionamento positivo perante o mercado nacional, ostentando um Parque Industrial efetivo, especialmente no setor automotivo, perpassando pela capacidade minerária, e também pelas áreas de inovação e tecnologia, sendo referência brasileira na fabricação de produtos relacionados ao mundo aeroespacial, eletrônico e soluções digitais. Espera-se por uma solução diplomática entre Brasil e Estados Unidos para evitar perdas substanciais, já que a taxação de 25% no aço terá uma incidência maior no mercado mineiro, exatamente por conta de nossa destacada produção no setor siderúrgico. O presidente da Fiemg, empresário Flávio Roscoe, não se negará a engajar nesse assunto. Afinal, estamos nos referindo a um dirigente que representa uma entidade fundada em 1933, e pelos dados probatórios, escalou uma onda de crescimento sem igual ao longo dessas décadas. Desde 1940, o Sistema investe na educação e na capacitação de profissionais. Atualmente, cerca de 250 mil alunos estudam nas escolas SESI Senai, com mais de 1 milhão de matrículas por ano. Também está previsto um investimento de R$ 1,2 bilhão na modernização do ensino em todo o Estado. Recentemente, tópicos difundidos pela Federação pontuaram que muito além do apoio à indústria, o Sistema Fiemg desempenha um papel essencial na defesa de políticas públicas, com a finalidade de reforçar o crescimento econômico, apoiando as pequenas e médias empresas. As exportações do aço mineiro, especialmente para os Estados Unidos, geram divisas aos cofres públicos e garantem empregos. Portanto, buscar apoio de lideranças para destravar essa imposição internacional é garantir a continuidade de um projeto vitorioso das nossas empresas. É hora de Minas romper o silêncio e lutar pelos seus interesses.
Candidatura de Cleitinho ao governo irá dividir a direita em Minas em 2026

Avaliado como um político midiático, cujo histórico de homem público foi forjado nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem protagonizado uma pseudo cisão política, procurando se isolar do grupo liderado pelo governador Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, sabe-se da pretensão do parlamentar em se tornar candidato a governador. Porém, pelo roteiro de agora, a direita mineira que ficou unida nas duas últimas eleições, estaria em frangalhos no próximo ano. Enquanto planeja o seu futuro, relativamente ao pleito de 2026, o senador vai turbinando cada vez mais o seu prestígio na internet, tendo ao seu lado o deputado estadual Bruno Engler (PL). Nas últimas semanas, Azevedo fez vários vídeos ironizando e até mesmo criticando o estilo de administração de Romeu Zema. Cleitinho X Mateus Simões Estrategistas políticos consideram que a ideia de Cleitinho Azevedo, no sentido de antecipar o debate sobre o pleito de 2026, pode ser um erro estratégico. Fontes ouvidas pelo Edição do Brasil avaliam que é muito incipiente tratar de um tema de tal magnitude neste momento, já que estamos falando de nomes para administrar o segundo estado mais populoso do país. No momento, propala-se um possível duelo eleitoral entre Cleitinho e o atual vice-governador Mateus Simões (Novo). Para interlocutores, são prematuras as teses de ambos, porque o tema só vai ganhar curso definitivo no próximo ano, quando acontecerem as grandes candidaturas à Presidência da República, com grandes alianças partidárias e aproximação de siglas nos estados, inclusive em Minas Gerais. Matemáticos da política mineira comentam que, atualmente, o PSD estadual tem dois nomes de ponta para pleitear cargos majoritários, o senador Rodrigo Pacheco e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Porém, nenhum deles, e muito menos o próprio partido, se prestam a fazer conjecturas pensando na peleja de 2026. Mas isso não significa imaginar a ausência do grupo no pleito de então. Eles entendem não ser a hora de alardear as pretensões individuais no campo da futura campanha. Em geral, essa espécie de “pacotão” para disputar o pleito presidencial, às vezes, faz sucumbir interesses partidários e políticos regionais, impondo entendimentos onde congregam siglas de ideologias e percepções eleitorais distintas, ficando tudo junto, em uma mesma cesta, mediante o lançamento de candidaturas aos governos estaduais, nomes para vice- -governador e as duas vagas ao Senado. Para muitos, isso é o que pode acontecer também em nosso Estado. Assim, essas bravatas de Cleitinho podem não passar de uma necessidade dele se manter vigilante e em consonância com o seu estilo peculiar de atuar na vida pública e partidária, usando sempre o megafone da comunicação virtual.
Edição do Brasil 2156 – 15 a 22 de fevereiro de 2025
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Congresso X STF
A lei é para todos, mas a sua interpretação fica à mercê das demandas, depende das petições que chegam solicitando decisões. Assim pode ser definida a realidade quando o assunto se refere às denominadas decisões monocráticas, em uso nos últimos anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se é uma alternativa para muitos com a finalidade de agilizar os meandros da justiça, para o ex-ministro Marco Aurélio Mello, que esteve por mais de 30 anos na Corte, trata-se de uma distorção sem o menor sentido. No momento, o Congresso Nacional discute como conceber um freio no STF, o que aconteceria através de alterações e incrementos de novas legislações a respeito do tópico. Ao ser empossado, o presidente do Senado, David Alcolumbre (União Brasil), e também o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos), verbalizaram a pretensão de tomarem medidas para conter o excesso de interferência do Judiciário sobre os demais poderes. Tendo como base a legislação atinente ao capítulo, as regras de concessão de medidas cautelares foram emendas com o fito de atenuar as causas urgentes, mas se tornou uma prática permanente, especialmente concedidas pelo relator de cada processo, em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave, ou ainda, em período de recesso da Corte. As autoridades, juristas e até mesmo ministros, como Gilmar Mendes, questionam a fórmula exacerbada com que vem ocorrendo a implementação das medidas, mas todos também não deixam de comentar o elevado número de processos sob a responsabilidade de cada um dos 11 titulares da Corte Suprema. Neste dia a dia do embate, estabeleceu-se até mesmo a possibilidade de que todas as decisões individuais fossem levadas para avaliação no Plenário Virtual do STF, tendo como escopo a constatação: a agenda normal da Corte é algo realmente muito denso devido ao acúmulo de temas ali tratados. Levantamento realizado pela imprensa nacional constata a opinião de quatro entre os 11 titulares, a favor de um Novo Regulamento Interno, para minimizar e conter essa onda crescente de liminares. Por seu turno, a lista de suas excelências em sua maioria, sequer manifestaram a respeito do tema, preferindo o silêncio. Especialistas no assunto consideram essa questão como uma conquista dos magistrados, que a essas alturas estariam atuando para manter o status e fazer valer aquela máxima: “time que está vencendo não se mexe”. Essa pauta tende a proporcionar um longo conflito entre Congresso e Supremo no primeiro semestre deste ano.
Candidatura de Pacheco ao governo pode atrapalhar planos de Alexandre Silveira
O Palácio do Planalto aguarda uma resposta do senador Rodrigo Pacheco (PSD), para saber se ele efetivamente aceitaria o desafio de se tornar candidato a governador, conforme propalado pelo presidente Lula, com o apoio de seu grupo político, inclusive do Partido dos Trabalhadores. E, só a partir de um possível sim, Pacheco se tornaria ministro de alguma pasta, ainda em fase de estudos para saber onde o político mineiro se encaixaria. Quem não estaria gostando nada desse novo arranjo político em relação à sucessão estadual de 2026 é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Secretário-geral do PSD nacional, Silveira tem feito muitas incursões pelo interior mineiro, deixando clara a sua pretensão de ser candidato a um posto majoritário no próximo ano. Falta espaço para os dois Pacheco e Alexandre Silveira pertencem ao mesmo grupo político, aliás, são filiados ao PSD de Gilberto Kassab. Mas, quando o assunto é a sucessão estadual em Minas, tem componentes que carecem ser analisados com mais detalhes. Por exemplo, seria praticamente difícil Pacheco pleitear o governo tendo Silveira disputando o Senado. Esse posto, assim como a vaga de vice-governador, tende a ser uma moeda de troca de uma composição política, uma mega aliança, como prevê o presidente Lula, envolvendo as forças políticas de centro e também o PT. As sugestões são no sentido de que o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB), seria o nome ideal para compor a chapa como vice, enquanto o Senado poderia ficar sob a responsabilidade da prefeita de Contagem, a petista Marília Campos. Neste cenário, ainda existe a possibilidade de uma aproximação com o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), embora, segundo informações do Triângulo Mineiro, Leão tenha mantido contatos frequentes com o vice-governador Mateus Simões (Novo), com quem teria uma ideologia de centro-direita. O jogo poderá ficar ainda mais nítido, caso o prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), tenha condições de voltar à cena política. Na avaliação do Planalto, essa realidade fortaleceria a tese do presidente da República, no sentido de se concretizar uma mega aliança no Estado para enfrentar grupos poderosos, como o vice-governador Simões e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Transporte por aplicativo
São assustadores os números sobre acidentes por conta da circulação do transporte de passageiros por aplicativo em Belo Horizonte, em Minas e no Brasil. Propala-se nos meandros mineiros que as centenas de ocorrências onde existem vítimas e, naturalmente o encaminhamento para o Hospital de Pronto Socorro de BH, constata-se que entre os enfermos em geral os pilotos de aplicativos representam uma média de 86% dos acidentados. Atônitas, as autoridades municipais começam a pensar em como enquadrar esses profissionais dentro de alguma legislação, com o escopo de cuidar não apenas das condições físicas deles, mas também dos passageiros. Em Minas, o Ministério do Trabalho, através da Delegacia Regional, tentou enquadrar as empresas que exploram os serviços no Estado, especialmente a Uber Moto e a 99 Moto. Mas, pelo visto, a incursão de um órgão oficial não foi suficiente para conter a ganância financeira dessas firmas, colocando em risco a vida de humanos. Quando são questionados pela Justiça, logo buscam revogar decisões proibitivas de circularem como prestadores desse tipo de serviço. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, tem havido um longo embate entre as Prefeituras locais e as aludidas firmas. Porém, diante da falta de uma legislação sobre o tema, acaba em decisões controvertidas do Poder Judiciário. No entanto, circulam informações apontando para um movimento nacional, no sentido de haver pressão sobre o Congresso Nacional, para implementar uma lei regulatória. Em Minas, o nome que estaria liderando os primeiros passos na direção desta empreitada é o do presidente do Sindicato das Empresas Metropolitana, empresário Rubens Lessa. Vai ser uma tarefa árdua, pois carece de convencer as bancadas mineiras na Câmara Federal e no Senado, quando se sabe do poderio financeiro e de pressão de empresas como 99 Moto Táxi e Uber Moto Táxi. Para comprovar a complexidade dessa situação, basta rememorar os números de algumas estatísticas oficiais. Em Minas, no ano passado, foram registrados 6.611 acidentes de moto envolvendo pilotos de aplicativos. No acumulado dos últimos três anos, já se fala em mais de 46 mil ocorrências dessa magnitude. Na projeção nacional, o número de atendimentos na rede pública passou dos 300 mil somente no ano passado. Espera-se que esse tema não caminhe para o debate ideológico, pois merece ser discutido com base na realidade dos fatos, sem politicagens, especialmente evitando o viés entre direita e esquerda, quando o assunto é de ordem puramente humanitária e de atendimento à população mineira e brasileira.
Possível filiação de Bolsonaro ao PP movimenta a política mineira
As rusgas entre os deputados estaduais do Partido Liberal, no âmbito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foram atenuadas para acomodar os protagonistas da cena. O motivo é validar o prosseguimento do trabalho interno, visando as indicações técnicas para as Comissões Permanentes da Casa. Porém, o final desse conflito ainda está longe de terminar, segundo analisam pessoas que militam nos bastidores da política mineira. Este pode ter sido o primeiro capítulo envolvendo a discórdia entre o grupo do PL, composto por 11 parlamentares. Há uma informação, ainda em fase de especulação, mas com possibilidade de se tornar realidade, envolvendo a possível saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da sigla. Se isso for confirmado, o tema irá reverberar imediatamente em Minas. O deputado Bruno Engler, muito ligado à família do ex-presidente, e candidato derrotado à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no ano passado, estaria por trás dessa tese de debandada de, pelo menos, cinco dos atuais deputados que acompanhariam o ex-chefe da nação no caminho de filiar-se ao PP. Não se sabe a posição, especificamente a respeito dessa conjectura, por parte do deputado Antônio Carlos Arantes, um dos nomes fortes do bolsonarismo no Estado. Com vários mandatos representando o povo mineiro, o político é da ala moderada desse embate. Por seu turno, outro parlamentar liberal, o atual primeiro-secretário da ALMG, Gustavo Santana, caso esse racha venha a se configurar, tende a seguir as orientações do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, com quem familiares de Santana mantêm uma boa relação de amizade. Do ponto de vista do governo mineiro, a atuação dos assessores do governador Romeu Zema (Novo) foi intensa, no sentido de debelar essa fervura, até porque, os 11 deputados citados, até agora, fizeram toda a diferença no apoio e adesão incondicional à base de sustentação do Executivo estadual na Assembleia. “Vamos torcer para que tudo termine bem e sem maiores consequências, afinal, são apenas opiniões divergentes”, comentou o secretário de Governo, Gustavo Valadares.