Fundo Eleitoral
Para além de acordos e formação de grupos com vistas ao pleito eleitoral de 2026, a partir de agora, quem quiser ser candidato a qualquer cargo, precisa manter um bom entendimento com os partidos. Pela legislação atual, as siglas concentram prestígio e pelo crivo delas passa a generosa verba do Fundo Eleitoral e também o Fundo Partidário. A soma das duas resulta em uma quantia expressiva a ser gasta para financiar campanhas em todos os níveis: deputado estadual e federal, senador e governador. Esse bolo de dinheiro público também atende as campanhas presidenciais. O Fundo Eleitoral foi criado para evitar a supremacia de candidatos com posses financeiras, em detrimento de outros sem o mesmo potencial. A ideia era evitar o envolvimento de empresários e empresas nas tradicionais “ajudas” em época de campanhas, onde o dinheiro servia para turbinar representantes de setores com interesse na política. Após mais de uma década, os poderosos continuam driblando as leis, promovendo eventos eleitorais antecipados e desafiando as autoridades. Os mais ricos sempre estão à frente dos demais concorrentes a cargos públicos. Essa distorção é uma constante desde os primórdios da concepção do Brasil República, há 135 anos. Os presidentes regionais dos partidos políticos são eminências à parte nesse processo. A partir de dezembro até o período das Convenções Partidárias, amplia-se substancialmente o poder desses dirigentes, pois por eles perpassam decisões significativas, como a escolha dos candidatos e a homologação das candidaturas. Quem tem a caneta em mãos são o presidente nacional do Avante, deputado federal Luiz Tibé; deputada estadual Leninha (PT); comandante regional do PL, deputado federal Domingos Sávio; deputado federal Pinheirinho (PP); deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos); deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB); deputado federal Delegado Marcelo Freitas (União Brasil); deputado estadual Cássio Soares (PSD); e o prefeito de Conceição do Mato Dentro e presidente do PSB mineiro, Otacílio Costa Neto. Também a nível nacional, existem figuras antológicas como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o dirigente do PDT, Carlos Lupi. Ambos preferem comandar os seus feudos, sequer almejam ser candidatos ao Senado ou a deputado federal. Por certo, a mordomia compensa.
Edição 2194 – 8 a 15 de novembro de 2025

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Vigílias – 7 a 15 de novembro de 2025
Oposição pesadaAo ser lançado como pré-candidato ao Governo de Minas, o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB) só tem certeza de uma coisa: vai bater pesado contra o governador Romeu Zema (Novo) e seu grupo político, ou seja, o vice-governador Mateus Simões (PSD). Silveira, senador?Em Brasília, há indícios de que o ministro de Minas e Energia, o mineiro Alexandre Silveira (PSD), pode abandonar a sigla ainda neste final de ano, para buscar um partido para concorrer ao Senado. Com certeza, será um longo diálogo entre o político, o presidente Lula (PT) e o dirigente dos pessedistas, Gilberto Kassab. Vale do AçoA imprensa de Ipatinga, no Vale do Aço, noticiou sobre a exoneração do secretário de Governo da Prefeitura, Everton Campos. Nos bastidores da Câmara Municipal, o burburinho é saber se ele pode sequer pensar em comentar sobre os seus conhecimentos relacionados à atual administração. Só para lembrar, coube a Campos ser o coordenador da campanha à reeleição do atual prefeito, Gustavo Nunes (PL). Juiz de ForaContinua o assédio político visando convencer o ex-prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, a disputar o pleito no próximo ano, preferencialmente, para deputado federal. Ele não se manifesta sobre o tema. Política mineiraQuando se confirmou a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, algumas reações foram registradas. Houve descontentamento do deputado e ex-governador Aécio Neves (PSD), que está ficando cada vez mais isolado em Minas Gerais, quando o assunto é a eleição de 2026. Juliano LopesOs veículos de comunicação já deixaram de divulgar o recente episódio, onde o presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Lopes (Podemos), teria agredido um policial durante uma festa. Realmente, o homem é poderoso em Belo Horizonte. Dominação da AmazôniaO Senado acaba de instalar uma CPI para investigar os grupos criminosos organizados. De acordo com especialistas, será uma tarefa árdua para chegar aos nomes dos comandantes das ações que deixaram a região Amazônica entregue aos narcotraficantes. Crime organizadoPara o filósofo Luiz Felipe Pondé, atualmente, os criminosos já dominam 25% da economia mundial. “Isso tem ficado cada vez mais intenso por conta das redes sociais”. Eduardo BolsonaroNa visão do empresário e ex-deputado federal, Emerson Kapaz, tudo caminha para uma normalização das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. “Em caso positivo, o parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL) ficará apenas com uma ‘tocha’ nas mãos falando ao vento”, vaticina. Consórcio da paz“A reunião de algumas autoridades no Rio de Janeiro, um dia após a matança nas favelas, serviu como um consolo ao governador Cláudio Castro (PL). Nada aconteceu na prática, visto que no item segurança cada estado tem demandas diferentes. No entanto, o ato já antecipou o projeto eleitoral do próximo ano”. Opinião do jornalista Fernando Abrucio. Grupo do Leste mineiroSemana passada, o Edição do Brasil noticiou a respeito de um movimento vindo de Governador Valadares, cujo objetivo seria a formação de um grupo regional, com força política para influenciar até mesmo na indicação de nomes para vice-governador. Consta dos bastidores na Assembleia Legislativa que o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos) não aceita dizer “sim” para tudo ao deputado federal Hercílio Diniz (MDB) e seu irmão, Alex Diniz. A implementação da tese nem começou e o denominado Grupo do Leste parece já ter problemas. Lula e as eleiçõesDepois de conversar muito nos bastidores do Palácio do Planalto e também no âmbito do Congresso Nacional, o jornalista Gerson Camarotti apurou a seguinte realidade: “existe uma dificuldade do presidente Lula (PT) em formatar alianças políticas para alavancar o seu palanque à reeleição em 2026, inclusive em Minas Gerais”. Jogos de azarSegundo especialistas e autoridades do governo federal, o crescimento dos jogos de azar no Brasil vai acabar deixando as pessoas cada vez mais viciadas. Isso está se tornando um problema de saúde pública. Ufa. Classes sociaisO deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) conquistou o posto de Secretário-Geral da Presidência da República, pois sempre foi ligado aos movimentos sociais. No âmbito do Palácio do Planalto, o novo titular seria o único capaz de bater de frente contra a poderosa ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). Banqueiros e criminososEm debate na TV Cultura, a economista Carla Beni disse que os banqueiros poderiam evitar o uso das instituições financeiras para lavagem de dinheiro dos marginais, mas os empresários sempre se esquivam. Cadáveres e votosJornalistas da crônica política avaliam uma possível falha nos cálculos do projeto do governador Cláudio Castro (PL). “O jogo era mandar matar para demonstrar força. Agora, o chefe do Executivo estadual vai usar os cadáveres dos 121 executados como moeda de troca?”, avaliam.
Sobre o crime organizado
A recente incursão policial no Rio de Janeiro para combater o crime organizado, com dezenas de mortos do denominado Comando Vermelho (CV), conquistou um grande espaço da mídia mundial. Por conta do seu modus operandi, não se sabe se a operação contribuirá para trazer a paz nos aglomerados da ex-Cidade Maravilhosa. Muitos acreditam que o resultado foi positivo, enquanto prospera a especulação de que o ato serviu para aumentar a popularidade do governador Cláudio Castro (PL), pré-candidato ao Senado em 2026. Seria uma espécie de candidatura banhada a sangue. O poder é algo tão fascinante que o ceifamento de mais de 100 vidas naquele ato é apenas um detalhe, e faz parte do jogo de interesse pessoal e eleitoreiro do titular do Palácio Guanabara. Esse pacote de maldades comandado pela liderança carioca já é uma realidade em todo o Brasil, com o recrutamento de “soldados”, para espalhar o terror em várias grandes cidades. Em Minas, a presença do crime organizado é forte em regiões como a Zona da Mata, Leste do Estado, especialmente em Belo Horizonte, onde os marginais do Comando Vermelho dividem espaço com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Cotidianamente, o noticiário policial menciona execuções, atos de vandalismo e outros crimes na periferia de BH, e cidades como Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Contagem e Betim. É hora das autoridades mineiras tomarem alguma iniciativa baseada na inteligência policial, combinada com os entes federados, para tentar barrar o crescimento desses grupos enquanto ainda há tempo. Sem medidas efetivas, as cenas dantescas ocorridas no Rio de Janeiro também podem acontecer em nosso Estado. Se o crime é organizado, as ações carecem de uma junção de forças. O governador Romeu Zema (Novo) precisa deixar de lado o viés ideológico que o separa de Brasília, e buscar uma solução para conter os criminosos em Minas. Para conquistar resultados práticos, vale a pena calçar as sandálias da humildade, em nome de preservar vidas e evitar confrontos como os de agora. O importante é haver um planejamento por parte das forças de segurança do Estado, propiciando um rumo diferente do que vem acontecendo, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Alexandre Kalil e Gabriel fazem barulho na política mineira

Quando o nome do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), foi confirmado para disputar o Governo de Minas, parecia ser uma espécie de jogo de cena. O ato de lançamento da pré-candidatura contou com a presença do presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi. Desde então, o assunto passou a ser mais considerado nas rodas de conversa entre as lideranças políticas. Inclusive, surgiu um comentário no sentido de que Gabriel Azevedo deve ser um nome a contar com o apoio do eleitor neutro, por conta de seu discurso como político de centro. Para completar, o pré-candidato é um cidadão com forte presença nas redes sociais. Quando volta ao seu passado, conforme informações de bastidores, o próprio deputado e ex-governador Aécio Neves (PSDB), enxerga como positiva a incursão de Gabriel neste projeto. Mas tudo pode mudar até o final do ano, quando irão acontecer os conchavos para formação de chapas rumo ao Palácio Tiradentes. Sem empolgação Outra pré-candidatura que provocou muito barulho é a do ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil (PDT). Seu nome circula apenas nos meandros de lideranças, sem aquela movimentação popular, tão peculiar para um caminho de vitória nesse tipo de empreitada. Tudo isso está acontecendo em Minas, por conta da falta de habilidade do Palácio do Planalto, até então incumbido de formar uma aliança forte visando conquistar o Executivo mineiro. Enquanto eram feitas análises, um roteiro de provocar “sono” em qualquer cidadão, alguns fatos aconteceram. Por exemplo, a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD pode não trazer um resultado prático, mas somente o tempo dirá. Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), tido como o político mais popular do Estado, ora aceita debater a sucessão estadual, ora fala que prefere esperar mais. Estamos chegando ao final do ano sem saber de um roteiro concreto que indique o caminho do senador Rodrigo Pacheco (PSD); do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD); da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT); do ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), entre tantos outros políticos. Com relação ao presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), a opção cogitada seria o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), mas a informação foi negada por pessoas próximas. Relativamente ao movimento em prol do vice-governador Mateus Simões, sabe-se de concreto sobre uma aliança do grupo dele com a finalidade de lançar o secretário de Governo Marcelo Aro (PP) ao Senado. Assim, a vaga de vice fica para ser preenchida depois, embora o nome indicado para essa posição seja o do megaempresário, Alex Diniz, atualmente primeiro suplente do senador Cleitinho Azevedo. Ninguém confessa, mas se esse projeto for levado a efeito, a intenção é neutralizar o senador republicano, que sempre figura na margem de 40% da preferência dos eleitores, quando se discute a eleição ao governo mineiro.
Edição 2193 – 1º a 8 de novembro de 2025

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Valadares X Uberlândia
Neste final de ano, reserva-se espaço para definições dos projetos nos diferentes campos políticos de Minas Gerais. No momento, propala-se sobre a implementação de três grupos, cada um com seu planejamento estratégico visando conquistar o Palácio Tiradentes no pleito de 2026. Muitas informações ainda carecem de confirmação, como o comentário apontando que o empresário de Governador Valadares, Alex Coelho Diniz, estaria acertando para ser o candidato a vice-governador na possível chapa a ser encabeçada por Mateus Simões (PSD). Figura enigmática, Alex Coelho é o atual suplente do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Nos entendimentos preliminares, o denominado grupo do Leste, composto pelo alusivo suplente, o seu irmão, o deputado federal Hercílio Diniz (MDB), e o parlamentar federal Euclydes Pettersen (Republicanos), querem jogar o jogo unidos, demonstrando nova força política. Não há certeza de como essas conversações se desenvolverão, mas alguns interlocutores já antecipam com relação à chance de Cleitinho abdicar de sua pretensão de ser candidato ao Governo do Estado, agregando-se em uma chapa nacional, possivelmente na condição de vice de Ratinho Júnior (PSD), do Paraná. Tudo isso pode não passar de especulação, mesmo porque, se quiser ter chance de disputar o pleito com intenção de vencer, Mateus Simões careceria de se aliar com alguém sabidamente de popularidade na Região Metropolitana, com seus quatro milhões de eleitores. Em Brasília, o Palácio do Planalto observa esse movimento no tabuleiro político mineiro para entrar em cena. Interlocutores palacianos apontam para uma mega aliança com partidos e lideranças de prestígio em Minas, para implementar uma chapa competitiva da denominada centro-esquerda, unindo a classe média e os trabalhadores. Recentemente, o conservador deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL), esteve com Jair Bolsonaro, em Brasília, e teria ouvido dele a promessa de apoiá-lo para uma disputa ao posto de senador. Só para rememorar, Uberlândia, terra do deputado estadual, é o segundo colégio eleitoral de Minas. Mesmo diante dos fatos acontecidos com o ex-presidente da República, em toda a região o movimento do denominado bolsonarismo encontra uma preponderante caixa de ressonância. Se existe o movimento do Leste, pode existir o movimento da Grande Belo Horizonte e também um grupo incrementado por lideranças do Triângulo Mineiro, tido como o “Triângulo da Prosperidade”.
Vigílias – 1º a 8 de novembro de 2025
Simões no PSD O poderoso secretário de Governo, Marcelo Aro (Podemos), segundo comentários ouvidos nos corredores da Assembleia Legislativa, teria sido um dos articuladores que culminou com a ida do vice-governador Mateus Simões para o PSD. Isso será cobrado politicamente logo no início do ano. Juliano e as redes sociais O presidente da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos), é suspeito de agredir um policial militar em uma festa de aniversário na Pampulha. Mesmo que tenha tentado evitar o escândalo, o vídeo da confusão circulou na internet. Ex-deputados Procurador licenciado na Assembleia Legislativa, o vice-governador Mateus Simões (PSD), conforme fontes desta coluna, tem encontrado dificuldades de reunir um número expressivo de ex-deputados estaduais, para engajar o seu projeto eleitoral de 2026. Dinis humilhado? Após ocupar o cargo de presidente da Assembleia Legislativa, além de aceitar o desafio de empreender outros projetos políticos, certamente, não tem nada de humilhação o fato de Dinis Pinheiro ter sido eleito prefeito de sua cidade, Ibirité, mesmo depois de ter exercido cargos de maior expressão. Futuro de Tadeu Leite Talvez nem mesmo os melhores amigos possam definir qual vai ser o futuro político do presidente do Parlamento mineiro, Tadeu Leite (MDB). Ele tem prestígio junto aos seus pares, além de uma imagem positiva perante as lideranças municipais. No entanto, tudo isso ainda é pouco para incentivá-lo a ser cabeça de chapa em uma possível disputa ao Governo de Minas. Aviões do senador A disputa à sucessão estadual vai ganhando um perfil mais definido. Por parte dos agourentos de plantão, já se fala em pessoas que estariam bisbilhotando para saber de quem era o avião que, no pleito municipal do ano passado, serviu ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) em muitas de suas viagens. Emendas parlamentares Para o jornalista Fernando Abrucio, as decisões do ministro Flávio Dino, com o objetivo de aumentar a transparência na execução das emendas parlamentares, podem ficar no esquecimento, a não ser que a imprensa também possa exercer o papel fiscalizador. Insegurança em salas de aula Especialistas mencionam que o Brasil discute o avanço da tecnologia, com investimentos bilionários para turbinar o setor. Por outro lado, ainda existem milhares de escolas sem qualquer tipo de segurança, expondo professores e alunos à própria sorte. Candidatura de Lula “Quando Lula (PT) disse que vai ser candidato à reeleição, acho que o presidente tentou dar uma injeção de ânimo em seus apoiadores e evitar um esvaziamento do governo, coisa que sempre ocorre no último ano de administração, tanto em Brasília quanto nos estados”. Opinião do ex-deputado e empresário Emerson Kapaz. Negócios ilegais Além de faturar muito dinheiro, os autores das transações comerciais ilegais provocam um rombo de R$ 8 bilhões no tangente à sonegação de impostos. Neste caso, a fonte são autoridades do próprio Ministério da Fazenda. Presidente do STF A jornalista Vera Magalhães analisa que o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tendo como base o seu histórico de defensor da Constituição brasileira, também será um defensor da democracia. Briga de gigantes O departamento comercial dos grandes veículos de comunicação está irado com os parlamentares do PSOL. Eles estão pleiteando o fim da propaganda das bets, pois isso influencia as pessoas a participarem dos jogos. O problema é que esse grupo de apostas on-line investe milhões em publicidade, ou seja, vai ser um duelo interessante. República das Alagoas Mesmo discordando do modus operandi do deputado Arthur Lira (PP) e do senador Renan Calheiros (MDB), os jornalistas da crônica política consideram que o Brasil se vê refém dos interesses antagônicos de ambos. É a República das Alagoas interferido na vida política nacional. Novo ministro Frequentadores do Palácio do Planalto preferem esperar para opinar a respeito da nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) para ser o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. “Ele é bom de serviço, mas muito polêmico”, garante uma fonte. Deputados conservadores “Vez ou outra, os parlamentares conservadores até apoiam algumas iniciativas de interesse coletivo para minimizar a pobreza no Brasil. No geral, os seus projetos são sempre em defesa dos mais ricos”, sentencia a jornalista Bianca Santana.
Especialistas aplaudem a filiação do vice-governador ao PSD

O Palácio do Planalto está demorando para concluir as articulações, com o objetivo de garantir um palanque mais robusto em favor da candidatura do presidente Lula (PT). Diante de incertezas sobre esse cenário, os adversários políticos do chefe da nação, em Minas, vão se organizando e promovendo uma espécie de “fechamento de porteiras”, para barrar nomes competitivos no âmbito da disputa ao Governo do Estado, em 2026. Especialistas no assunto concluem que a recente filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD foi, no mínimo, um descuido dos articuladores interessados em formatar uma frente ampla, de partidos do centro e da esquerda, para entrar em cena no próximo ano. PL entra em cena Ainda relativamente ao pleito ao governo estadual no ano vindouro, esse início de novembro passa ser a data limite para quem almeja algum projeto de concepção maior. Presidente de Honra do Partido Liberal em Minas, ex-deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Santana, disse à nossa reportagem que os membros da sigla estão com encontros agendados para essa semana, com objetivo de traçar os rumos, e também definir as suas prioridades. José Santana confirma que o PL chegou a iniciar conversas de bastidores, com o escopo de acenar uma aproximação oficial com Mateus Simões, mas enquanto a discussão estava nos bastidores, Simões então caminhou na direção dos pessedistas. “Essa vai ser uma semana importante para traçarmos um plano com objetivo de conquistar o Palácio Tiradentes, em 2026, e incrementar outros projetos a nível nacional”, afirma Santana. Por seu turno, o deputado Cassio Soares (PSD) é uma realidade de muita euforia com a chegada do vice-governador à sigla. Soares foi um dos que cuidaram dessa filiação com muita ênfase, pois em sua avaliação, Simões tem todo o perfil para se eleger como governador. Opiniões sobre o tema O professor universitário e cientista político, Malco Camargos, destaca o histórico de coerência política do vice-governador. “Mateus Simões tem um papel histórico na política de Belo Horizonte: foi o primeiro vereador eleito pelo Partido Novo na capital mineira. Ao longo dos dois mandatos do governador Romeu Zema (Novo), esteve ao seu lado, consolidando-se como uma das principais lideranças do partido em Minas Gerais”. Ele salienta ainda que diante de um cenário típico de disputa de sucessão, onde um governador reeleito tenta indicar seu sucessor, Simões reconhece a fragilidade do Novo em uma eleição majoritária. “A migração para o PSD, portanto, representa um movimento pragmático: enfraquece o partido que o projetou, mas, por outro lado, amplia alianças, assegura maior tempo de televisão e acesso ao Fundo Partidário – recursos decisivos em qualquer campanha competitiva”. “Com essa mudança, Mateus Simões se afasta do movimento ideológico que marcou a origem do Partido Novo, para adotar uma estratégia mais pragmática, orientada pela viabilidade eleitoral e pela busca de resultados concretos nas urnas”, completa. De acordo com o advogado e especialista em direito eleitoral, Mauro Bomfim, a filiação de Mateus Simões ao PSD é um tônus revigorante para a sua pré-campanha eleitoral, uma vez que o partido possui muitos prefeitos e tem capilaridade no Estado. Ao assumir brevemente a titularidade do cargo de governador, Mateus Simões larga com um ganho percentual de qualquer ocupante do Palácio Tiradentes, acrescenta Bomfim. “Ele ostenta a chamada bandeira do táxi na corrida eleitoral. Tudo isso somado a uma menor rejeição pública torna Simões competitivo em Minas”.
Edição 2192 – 25 de outubro a 1º de novembro de 2025

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