Vigílias – 21 a 28 de junho de 2025

Tadeuzinho não quer O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), não percebeu nada de novo na sugestão do partido em incentivar a sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Pessoas ligadas ao parlamentar lembram que o discurso não tem empolgado e a tendência é que Tadeuzinho continue atuando como deputado estadual. A ver. Deputado sem rumo Em uma demonstração de oportunismo na última eleição, o deputado federal Domingos Sávio abandonou o PSDB e abraçou o Partido Liberal. Agora, o ilustre parlamentar está sem rumo diante da decaída do bolsonarismo em Minas. Quem manda mais Nos meandros da política mineira, muitas coisas acontecem sem o conhecimento do grande público. Atualmente, há uma disputa para saber quem tem mais prestígio no Executivo estadual: o vice-governador Mateus Simões (Novo) ou o secretário de Governo, Marcelo Aro? Políticos aposentados Até o início deste ano, a então prefeita de Vespasiano, Ilce Rocha, comandou a presidência da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel). O ex-prefeito de Sabará, Wander Borges, depois de vários anos no poder, viu seu grupo político definhar. Por fim, o ex-prefeito de Vespasiano, Carlos Murta, parece ter sentido que era o momento de deixar a vida pública de lado. Ou seja, são três políticos da região próxima a BH que perderam densidade eleitoral. Política internacional Uma pesquisa do Instituto Quaest revela que a política externa desenvolvida pelo presidente americano Donald Trump, já não tem tanta importância para os brasileiros. Sua influência no campo político do nosso país vai descendo a ladeira. Eleitores importantes Em debate realizado na TV Cultura, o diretor do Instituto Quaest, Felipe Nunes, afirmou que apesar da possibilidade de um pleito polarizado em 2026, continua existindo uma média de 10% dos eleitores que não querem votar. “O candidato que conseguir convencer parte desses indecisos pode ser o vencedor, já que as pesquisas relacionadas à eleição do próximo ano apontam para um empate técnico”. Comando Vermelho Sem citar fontes, o filósofo Mario Sergio Cortella revelou que existem cerca de dois milhões de moradores na periferia do Rio de Janeiro que são obrigados a se submeter ao Comando Vermelho. “Os marginais controlam o atendimento à saúde, a prestação de serviços, como fornecimento de água, luz, internet, transporte e eventos culturais”. Israel X Irã Sobre uma possível intenção do presidente Donald Trump em mitigar os efeitos da guerra entre Israel e Irã, o empresário e ex-deputado federal, Emerson Kapaz, comenta: “o poderoso chefão mundial está sempre fazendo cena, mas está na hora de tratar o tema com mais seriedade”. Igreja e eleições Dados comprovam o quanto a prática da religião incomoda, quanto a utilização dos espaços físicos e institucionais das igrejas para debates e discussões políticas. Essa percepção acontece especialmente nas religiões evangélicas, onde o tema é tratado com mais desenvoltura. Sem compromisso “Os políticos nunca atuam pensando nas futuras gerações, mas planejam as suas respectivas e próximas eleições”. Frase ouvida na sala ao lado do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos). Política brasileira As sondagens sobre a atuação da primeira-dama, Janja da Silva, mostram que a presença dela em ações do governo, inclusive em diálogo com autoridades internacionais, não provoca muita diferença. Redes sociais Nos últimos 4 anos, entidades apontam que houve um crescimento de 360% na quantidade de postagens violentas nas redes sociais, trazendo uma certa inquietação para as famílias e órgãos controladores do sistema de segurança do Brasil. Mares Guia na política O ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, tido como eminência parda do presidente Lula (PT), não deu as caras durante a visita do chefe do Executivo a Minas Gerais. Mas, segundo informações, ele esteve nos bastidores do certame o tempo todo. Máquinas agrícolas Ainda com relação à visita do presidente a Minas, Lula entregou 300 máquinas agrícolas para diversos municípios. Mas, o evento praticamente não teve a presença de produtores influentes do agronegócio, especialmente os representantes do Triângulo Mineiro. Lula e Tadeu Sobre um possível apoio do Planalto a uma eventual candidatura do presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), ao Governo do Estado, Lula teria atalhado: “é um cenário a ser avaliado também”. Fundo eleitoral Os deputados e senadores brasileiros estão jogando pesado para barrar o aumento do IOF. Mas não querem cortar os valores referentes às emendas parlamentares e também o montante milionário do fundo eleitoral. Essa é uma observação da crônica política de Brasília.

Privatização geral

Foi dada a largada no âmbito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o processo que visa confirmar a pretensão do governador Romeu Zema (Novo) em promover uma ampla e irrestrita privatização dos bens públicos do Estado. A pegadinha pode estar em um dos vários projetos de lei a serem debatidos em breve, estabelecendo mudanças nos artigos da Constituição Mineira, com o objetivo de retirar do texto a necessidade de realização de referendo quando se trata de aprovar a venda ou transferência das ações da Cemig. O governo induz os parlamentares com a informação de que a alteração do conteúdo, através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), seria necessária para viabilizar a entrega da estatal mineira ao governo federal, como forma de amortização da dívida bilionária entre Estado e União. Em verdade, são meras suposições difundidas pelos articuladores do governo, porque não existe a mínima garantia de que, uma vez com a autorização em seu poder, o Executivo seja obrigado a indicar a Cemig como um ativo nessa compensação de moedas de troca. Em síntese, tudo é muito nebuloso. Porém, circulam informações nos bastidores da Assembleia que esse projeto de alteração constitucional, assim como outras negociações com Brasília, será aprovado, sendo apenas uma questão de tempo. A não ser que os poucos parlamentares de oposição consigam mobilizar a opinião pública para não vender a estatal mineira. Se o governo não está agindo com segundas intenções, não seria o caso de embutir uma cláusula indicando que o projeto tem finalidade exclusiva de transferir a empresa como pagamento da dívida ao governo federal. Essa novela envolvendo o erário público de Minas é um tema polêmico nos bastidores. Para atender às exigências da lei, no sentido de garantir a quitação de parte da pendência de R$ 170 bilhões, o Executivo estadual listou centenas de empresas e imóveis, incluindo o prédio onde funciona a Cidade Administrativa. Quem conhece os meandros desta empreitada, fica nítida a impressão de que a vontade do governador é apenas ganhar tempo para tentar outro caminho, onde pudesse ficar com uma Carta Autorizativa de vender as estatais, sem o compromisso de incluir algumas delas no rol da quitação do montante. É um jogo político que está sendo jogado. Neste xadrez, quem for mais sagaz erguerá a taça de campeão da esperteza. Já o interesse coletivo é outra história.

Eleição ao governo mineiro precisa de ter apoio dos principais prefeitos

As assessorias dos pré-candidatos ao Governo de Minas no pleito de 2026 estão de olho nos pormenores dos bastidores da política estadual. Uma observação convém ser avaliada neste primeiro momento: três prefeitos de grandes cidades, como Belo Horizonte, Montes Claros e Betim, são filiados ao partido União Brasil. Portanto, o apoio da sigla a qualquer que seja o candidato ao Palácio Tiradentes pode fazer uma diferença preponderante. Nomes de prestígio Filiado ao Partido Progressista, o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio, pode ser um eleitor qualificado na corrida majoritária de 2026. Seu município, depois de Belo Horizonte, tem o maior colégio eleitoral do Estado, com aproximadamente 530 mil eleitores. E, sabidamente, o prefeito tem um comando local muito forte, com possibilidade de influenciar no pleito estadual. Basta ver que a sua eleição aconteceu ainda no 1º turno, comprovando a liderança perante os uberlandenses. No entorno da capital mineira, quem tem a chance de dar as cartas é a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Chefe do Executivo pela quarta vez, a petista é avaliada como uma forte e possível presença na composição da chapa a ser montada na disputa ao Governo do Estado e também ao Senado. O terceiro colégio eleitoral do Estado, Juiz de Fora, tem outra petista no comando, a professora Margarida Salomão. Ela não tem comentado a respeito do pleito do próximo ano, mas por ser uma política alinhada ao partido, não se negará a apoiar quem for o candidato do PT ao governo. De Montes Claros, cujo prefeito Guilherme Guimarães é filiado ao União Brasil, se trata de um político de prestígio. No município, a eleição acontece em dois turnos, mas ele foi alçado ao cargo ainda na primeira etapa, com mais de 70% dos votos válidos. Também filiado ao União Brasil, cabe ressaltar a importância do prefeito de Betim, Heron Guimarães, na região metropolitana. Com o apoio do ex-prefeito Vittorio Medioli, sagrou-se titular no 1º turno da peleja. A sua presença no palanque ao pleito estadual do próximo ano, sem dúvidas, fará muita diferença. Quando se trata especialmente de Belo Horizonte, com seus dois milhões de votos, vale rememorar que o prefeito Álvaro Damião é representante do União Brasil. Como ele assumiu o cargo por conta da morte do ex-titular, Fuad Noman, não é possível determinar a sua efetiva possibilidade de transferir votos para qualquer postulante ao pleito majoritário de 2026.

Festas juninas em Minas

Em Minas Gerais, assim como em grande parte do Brasil, os tradicionais eventos juninos já começam a acontecer. Este ano, segundo a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), uma média de 400 cidades mineiras estão envolvidas nas comemorações, com previsão de atrair 3 milhões de visitantes e gerar um movimento financeiro de R$ 20 milhões. Na atual gestão do secretário Leônidas Oliveira, no comando da Secult-MG, eventos populares têm sido apoiados pela pasta. Isso vai transformando e garantindo a realização dessas celebrações em verdadeiros espetáculos festivos, com o objetivo de incentivar a denominada diversidade cultural. O especialista em turismo, Frederico da Costa, destaca a importância de políticas públicas que reconheçam o valor das festas tradicionais para atender às comunidades. Em sua fala, o profissional lembra que as festas juninas atraem milhares de pessoas para diversas cidades mineiras, mas também já existem no Estado alguns eventos que são tradicionais, a exemplo do Festival de Quadrilhas do Vale do Jequitinhonha, o Forró do Regaço, a Festa de Santo Antônio de Roças Grande e a Festa do Divino. É necessário reconhecer a importância das celebrações para as comunidades, para a geração de emprego e renda, além do legado cultural que preservam. Um detalhe importante é que as festividades do mês de junho têm um papel social, envolvendo diferentes setores da sociedade, visto que muitas são organizadas por escolas, igrejas e comunidades locais, mediante até mesmo o incentivo à participação de crianças, jovens e idosos. Tudo isso valoriza o envolvimento e o vínculo comunitário. Especificamente em Belo Horizonte, o Arraiá da Liberdade ocorrerá nos dias 27, 28 e 29 deste mês, nos esplendorosos jardins do Palácio do Governo, sob o comandado da Fundação Clóvis Salgado. A sugestão é reunir a família e os amigos para curtir a alegria proporcionada por este acontecimento popular, saborear as comidas típicas e curtir as quadrilhas juninas que alegram e aquecem os nossos corpos nas noites frias.