Não a “direita” e não a “esquerda”
As consequências do tarifaço nas exportações de produtos e serviços do Brasil para os Estados Unidos trouxeram um período de inquietação ao segmento industrial nacional. Os reflexos dessa realidade vão impactar negativamente a economia brasileira, através da redução no número de empregos, além da dificuldade de realocar as mercadorias na direção de outros países compradores. O ideal é minimizar a crise estabelecida entre as duas nações, independente dos motivos e do viés político. Uma vez sanadas as divergências, as razões dessa insana e desnecessária incursão norte-americana serão esclarecidas pela história. No calor dessa escalada de narrativas fica difícil saber quem tem razão, mas não é certo alguns políticos brasileiros agirem contra os interesses nacionais, inclusive, colocando a nossa soberania em risco. Apesar de reconhecer a importância dos EUA no atinente à economia, o presidente Donald Trump tem acionado dispositivos com o objetivo explícito de tentar colocar de joelhos qualquer país. Quando se denota resistência, logo acontecem ameaças e retaliações. Nos capítulos finais desse epílogo não há como deixar de mencionar alguns nomes de personagens, a começar pela figura do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), perpassando pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, destacando como protagonistas principais os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto o filme embaralha as mentes de nossa população, a geopolítica vai dominando o roteiro sem um final feliz, onde os dois lados podem sair perdendo pela falta de habilidade dos homens públicos. Ao invés dos dirigentes se aterem aos quadrantes de terras nacionais, propalam dilemas por outras nações, como se as lideranças não fossem capazes de dirimir os problemas e demandas internas na política e economia. Essa polarização política entre “direita” e “esquerda” em nada contribui para o devido e exponencial desenvolvimento de nosso Brasil. Pelo contrário, tem servido para disseminar o ódio entre as pessoas.
Alguns prefeitos são mencionados para as eleições do próximo ano

Entre os seletos homens públicos com destaque pelo Brasil afora, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), ouviu algo que chamou a atenção. Um interlocutor fez uma análise da política nacional, tendo em vista o pleito de 2026, e teceu o seguinte comentário: “Damião, certamente, não topa deixar o cargo para disputar um posto majoritário. Então, veja a possibilidade de incentivar uma possível candidatura do prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), ao Senado. Ele é avaliado positivamente por mais de 90% da população local e tem um bom relacionamento com as lideranças de seu município. Também possui excelente convivência com o grupo de parlamentares, especialmente os estaduais”. Outras lideranças Na lista de personalidades mineiras em evidência, acrescenta-se o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP). Com apoio do grupo político local, sagrou-se titular do cargo na primeira etapa do pleito e é um nome respeitado por autoridades de Minas e do Brasil. Ninguém sabe se Paulo Sérgio teria interesse em deixar o comando do município para tentar uma eventual disputa no próximo ano. Marília, uma incógnita O nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), estava constantemente na imprensa por conta de seus supostos projetos rumo a uma incursão mais alta. Citada para disputar o Governo do Estado, depois lembrada para preencher a vaga de senadora ou até mesmo vice-governadora, em uma eventual chapa a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, o segundo semestre começa mais lento em relação ao posicionamento de Marília para as demandas eleitorais. Ela não antecipa o seu projeto, mas amigos próximos avaliam que se dependesse somente da vontade dela, permaneceria na função de prefeita. Por outro lado, também há os anseios da cúpula nacional do PT. Interlocutores do Edição do Brasil garantem ter havido uma reunião, no mês passado, entre o senador Rodrigo Pacheco e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). Em uma conversa franca, o resultado seria: foi reeleita para cumprir o mandato até o fim.
Edição 2180 – 2 a 9 de agosto de 2025

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