Vigílias – 23 a 30 de agosto de 2025
Antigos X AtuaisA crônica política mineira informa que há uma indecisão dos eleitores. Se apostam em nomes antigos para disputar o Governo de Minas, como Walfrido dos Mares Guia, Aécio Neves, Clésio Andrade e Eduardo Azeredo. Também poderiam optar por políticos mais jovens, mas sem nenhuma experiência administrativa, como Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Silveira não confirmaEmbora seu nome tenha voltado à lista dos pré-candidatos ao Governo do Estado, Alexandre Silveira nada fala sobre o assunto. Para muitos amigos, o ministro de Minas e Energia está feliz no cargo. Desafio do MDBO presidente estadual do MDB, deputado federal Newton Cardoso Júnior, vai precisar de muita sorte para continuar administrando a sigla e não deixá-la diminuir ainda mais de tamanho. Se no passado, o partido era o principal de Minas, hoje tem dois parlamentares federais, Newtinho e o empresário Hercílio Diniz, além de dois estaduais, Tadeu Leite e João Magalhães. A cada eleição, os emedebistas também têm sofrido baixas no número de prefeitos e vereadores. Álvaro DamiãoUm dos assuntos polêmicos que deve cair no colo do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), diz respeito à liberação por parte da Prefeitura de licença para construção de prédios com até 50 andares na cidade. Com apoio de JoãoNos corredores da Assembleia Legislativa, o apoio explícito do deputado estadual João Magalhães (MDB), ao nome do deputado Thiago Cota (PDT) para o posto de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), pode ser a sinalização de uma caminhada de vitória. Isso por conta da capacidade de Magalhães convencer os seus pares sobre o tema nos bastidores. A ver. Adalclever LopesO ex-presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, retornou ao Parlamento há cerca de um ano. Desde então, o ilustre deputado tem encontrado dificuldades para refazer as suas bases eleitorais. Ele terá de redobrar a sua capacidade de argumentação. Deputado irritadoNa última semana, o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) movimentou as redes sociais ao criticar o governador Romeu Zema (Novo). Tudo para defender seu colega de partido, o parlamentar federal Eduardo Bolsonaro. É a primeira vez que Caporezzo faz um ataque tão direto ao chefe do Executivo mineiro. Alexandre de MoraesSegundo avaliação do jornalista Gerson Camarotti, a pressão dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes é tratada nos bastidores do Supremo Tribunal Federal com ironia. Isso porque o ministro pretende continuar firme na posição de processar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), objeto de discórdia entre brasileiros e americanos. Que vença o mais poderoso. Conflito internacionalEspecialistas já não sabem mais o que comentar, quando o assunto diz respeito ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Já aconteceram mais de 200 encontros, reuniões e outras manifestações para negociações, mas sem qualquer avanço positivo. Festa palacianaEm comentário recente, o jornalista Joel Pinheiro disse ter assistido a uma verdadeira manifestação de euforia no Palácio do Planalto, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, através do celular, manteve contato com Lula (PT). Energia limpaO empresário Emerson Kapaz sugeriu que o Brasil, durante a COP 30, faça um desafio para saber qual outra nação do mundo tem 90% de toda a energia gerada vinda de fontes renováveis. Poderio das redes sociaisHá indícios de que os donos das big techs, comandantes das redes sociais, estariam atuando nos bastidores para pressionar o Brasil a aplicar sanções ao Supremo Tribunal Federal, onde o poderio das empresas é questionado, especialmente pelo ministro Alexandre de Moraes. Isso ainda vai dar xabú. Brasil e Estados UnidosRelativamente à crise entre Brasil e Estados Unidos por conta do tarifaço, o consultor internacional Welber Barral vaticina: “esse clima entre as duas nações tende a ser mais agudo antes de ser encontrada uma solução. Ainda haverá muitas rusgas”. Tarcísio de Freitas“O único capaz de ser ouvido por Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de minimizar as críticas ao Brasil, seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por ser antigo aliado de Bolsonaro e bem avaliado politicamente, o paulistano tem algum tipo de interlocução com a família do ex-presidente”. Opinião do cientista político Sérgio Fausto. Tarifaço X Lula“Está claro que de nada tem adiantado as movimentações dos governadores da direita, visando jogar no colo de Lula (PT) os resquícios do tarifaço. Isso não vai dar certo e o presidente terminará levando vantagem neste embate”. Comentário da jornalista Vera Magalhães.
Pontos de vista são divergentes sobre pré-campanha de Zema

Analistas políticos mineiros avaliam que o pré-lançamento da candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República, ocorrido em São Paulo, deveria ter sido realizado em Belo Horizonte. Isso porque daria a conotação de outrora, onde Minas era celeiro dos grandes políticos brasileiros, sendo a última figura o ilustre ex-presidente Tancredo Neves. Alguns jornalistas ouvidos por nossa reportagem observam que o titular da Cidade Administrativa é desconhecido fora do Estado, sem tempo de rádio e TV e sob críticas dos bolsonaristas. Em suas movimentações iniciais, Zema tenta ganhar projeção com opiniões controversas. Em Brasília, caso não tenha apoio total da direita, já se cogita que Zema poderia abrir mão do projeto eleitoral na peleja de 2026. O chefe do Executivo mineiro foi o primeiro a se inserir na disputa nacional, visando conquistar o Palácio do Planalto. Sobre o projeto do governador, o deputado estadual Arlen Santiago (Avante) opina que o evento de pré-lançamento obteve o êxito esperado. “Ele tem todos os predicados para ser vitorioso nesse projeto. A seu favor tem a percepção de administrar um Estado no qual a palavra corrupção foi banida. Zema não é um político radical e, outrossim, sempre defende e valoriza quem produz, porque isso turbina a economia, gerando emprego e renda para a população”. Na avaliação do empresário e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, o governador mineiro possui uma trajetória construída na iniciativa privada e é reputado por sua gestão correta e eficiente no Governo do Estado, com destaque para atração de investimentos e melhorias na infraestrutura. “Reúne todas as qualidades para se tornar um bom presidente do Brasil”, vaticinou Souza e Silva. Análise de especialistas Ao ser instado a avaliar a respeito do projeto eleitoral de Romeu Zema, o cientista político Malco Camargos afirma que a candidatura do chefe do Executivo tem alguns desafios a serem superados para se tornar minimamente viável. “O primeiro deles é a falta de um partido político de representação nacional, o que traz dificuldades em relação à formação de alianças e também na captação de recursos necessários para elaboração da campanha”. “A segunda questão tem a ver com a sucessão em Minas. Seria importante que o governador estivesse liderando as pesquisas de intenção de voto no Estado onde ele é mais conhecido e isso não aconteceu. O terceiro fator é a presença de um candidato mais ligado ao bolsonarismo do que o próprio Zema, que ora se aproxima, ora se afasta, mas não consegue identidade com o grupo que apoia Jair Bolsonaro”, acrescenta. Relativamente ao assunto, o advogado especializado em direito eleitoral, Mauro Bomfim, sentencia que Romeu Zema, segundo a legislação eleitoral vigente, pode fazer pré-campanha desde que não use os bens e serviços públicos. “Ele tenta se colocar com uma das opções de nome da direita, mas também estão na fila os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior”. O advogado lembra que o governador realizou o lançamento de sua pré-candidatura em São Paulo. “Ao contrário de Juscelino Kubitschek, que começava por Diamantina, e Itamar Franco, por Juiz de Fora. Vale lembrar que o Partido Novo, com pouca capilaridade, terá que enfrentar poderosas federações como a recém-criada União Progressista”.
Edição 2182 – 16 a 23 de agosto de 2025

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Vigílias – 16 a 23 de agosto de 2025
Silveira e a sucessãoAmigos do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, continuam disseminando falas indicando que o político será o nome apoiado pelo Palácio do Planalto na disputa ao Governo do Estado. Qual o projeto de Tadeu?Cada vez mais prestigiado pelas lideranças políticas estaduais, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite (MDB), vive um bom momento na sua popularidade. No entanto, para alguns observadores, o parlamentar carece de tomar uma decisão, visto que é mencionado para projetos diferentes. Em determinado período, isso pode significar uma indecisão dele e abrir espaço para seus concorrentes. Discurso da oposiçãoTem sido cada vez mais ácidos os discursos da deputada Lohanna (PV) contra o governador Romeu Zema (Novo). Em uma de suas últimas intervenções, a parlamentar enfatizou: “enquanto o chefe do Executivo viaja para todos os estados brasileiros, além de outros países, para fazer não se sabe o que, vai deixando de se reunir com seu secretariado para melhorar a saúde e a segurança do Estado. Ele não tem a mínima condição de censurar o presidente Lula, por suas idas e vindas ao exterior”. Base do governoJornalistas da crônica política de Minas Gerais apostam na debandada de deputados da base governista na Assembleia Legislativa, depois que a pesquisa da Rádio Itatiaia/Instituto Ver constatou 9% de popularidade do governador Romeu Zema (Novo) em sua pré-campanha à Presidência da República. Políticos, lado a ladoNos bastidores do Legislativo mineiro, uma fala solta no ar relaciona um possível descontentamento político do influente deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Dizem as más línguas que seria bom não os convidarem para a mesma mesa de almoço. Apoio de empresáriosA imprensa de São Paulo noticiou que o lançamento da pré-campanha do governador Romeu Zema (Novo) à Presidência da República contou com o apoio de grandes empresários, capitaneados pelo abastado Eugênio Mattar, da Localiza. Política em ContagemNo terceiro maior colégio eleitoral de Minas, Contagem, já se fala na possibilidade do retorno do ex-prefeito Alex de Freitas à cena política local. A ver. Montes ClarosPrestes a assumir uma vaga na Assembleia Legislativa, diante da ida do deputado Alencar da Silveira (PDT) para o Tribunal de Contas, o atual suplente Carlos Pimenta (PDT) já anunciou que não pretende disputar mais eleições. Ou seja, vai assumir o cargo apenas por um ano e meio. Será, gente? Eduardo CunhaInformações apontam para uma possível dificuldade do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, agora pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, encontrar algum partido disposto em aceitar a sua filiação. Por outro lado, reconhecem o seu potencial de conquistar algo em torno de cem mil votos. Ufa. Política internacionalPara o comentarista internacional Demétrio Magnoli, trata-se de um desrespeito a maneira como as grandes potências estão tratando o conflito entre Rússia e Ucrânia. “Lideranças mundiais estão fazendo de conta que estão preocupadas com o assunto. Se isso fosse verdade, a guerra já teria sido resolvida há muito tempo”. Compra de petróleo“Se o Brasil quiser sair fora do tarifaço imposto pelo governo norte-americano, basta começar a comprar petróleo diretamente da Arábia Saudita, um dos países com maior produção do produto na escala mundial”. Sugestão do empresário Emerson Kapaz. Tarcísio X BolsonaroEm debate na TV Cultura, o cientista político Jairo Pimentel assinou: “não há dúvidas que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já atua fortemente para abocanhar os eleitores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)”. Nações poderosasPela sua potência populacional e de artefatos nucleares, analistas avaliam que a Índia continua sendo uma espécie de contenção contra a impetuosidade da China. Partido pequenoNa avaliação de matemáticos da política mineira, se quiser levar adiante o seu projeto para 2026, o vice-governador Mateus Simões vai precisar assinar a ficha de filiação em outro partido. Já que o Novo é uma sigla pequena, sem fundo partidário e sem capilaridade em Minas. Especula-se até mesmo na possibilidade dele caminhar em direção ao Partido Avante.
Itatiaia nas eleições
Supostamente com o objetivo de demarcar terreno, a Rádio Itatiaia, diante de sua incontestável liderança como um veículo de comunicação de prestígio nacional, tomou a iniciativa de contratar pesquisas de opinião dos eleitores. As sondagens dizem respeito ao pleito à Presidência da República e ao governo estadual, cujo resultado serviu para “sacudir” os meandros políticos mineiros. A opção da emissora foi pela contratação do Instituto Ver, sob a batuta do professor da PUC Minas e cientista político Malco Camargos. A credibilidade do mestre o levou a ser parceiro do veículo de comunicação de maior expressão em nosso Estado. É como se a junção dessas duas partes colocasse oficialmente em andamento a pauta referente ao pleito de 2026. Inclusive, serviu de informação para alguns nomes interessados em conquistar o Palácio Tiradentes no próximo ano. O trabalho de Malco Camargos espelha a expertise dos pesquisadores mineiros, com relevância no plano nacional. Vale rememorar o quanto foi influente o professor Marcus Coimbra, do Instituto Vox Populi, e agora, nesta fase atual, podemos citar o propalado cientista político Filipe Nunes, da Quaest. Sobre a pesquisa divulgada pela Itatiaia, não causou qualquer tipo de surpresa a avaliação dos entrevistados, quando destacaram os nomes do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Por razões perceptíveis, quem deve ter se sentido um “peixe fora d’água” foi o vice-governador Mateus Simões (Novo), mencionado por apenas 1% dos eleitores. Logo que os dados foram difundidos, amigos de Simões comentaram que ainda não há clima de eleição, pois a disputa acontecerá somente no final de 2026. Pessoas próximas arrematam que o vice, supostamente, assumiria o comando do Governo de Minas na virada deste ano, assim, poderia reverter o cenário eleitoral de agora. Desde janeiro, o nome de Simões vem sendo exposto ao público, inclusive com impulsionamento do próprio governador Romeu Zema (Novo). A aludida pesquisa de intenção de voto sacudiu os meandros da política, para o regozijo de poucos e desespero de vários dos engajados nesta matéria. No âmago da sondagem, também houve a avaliação para saber em quem o eleitor votaria para o Senado. E, como era esperado, surge a preferência pela prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).
Começa o vale tudo na busca por uma vaga no Senado em 2026

No âmbito do governo mineiro, de acordo com informações de bastidores, tem acontecido o seguinte: o vice-governador Mateus Simões (Novo) procura conter o gasto excessivo do Executivo por causa do caixa financeiro baixo. Na outra ponta, ao contrário de Simões, o influente secretário de Governo, Marcelo Aro (Podemos), abre os cofres e atende a pedidos políticos, enquanto desenha o seu próprio futuro. Aro estaria pavimentando o seu caminho em direção ao Senado. Na avaliação de pessoas que frequentam a Cidade Administrativa, é como se ele tivesse sequestrado os poderes do governo mineiro, pois todas as decisões políticas de maior relevância sempre carecem do seu aval. Neste embalo do vale tudo para conquistar uma vaga na Câmara Alta, já se propala pelos rincões de Minas a possível candidatura do pastor Edésio de Oliveira (PL), que é pai do atual deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Seu nome foi lembrado na recente pesquisa da Rádio Itatiaia/Instituto Ver, com a preferência de 10% dos eleitores entrevistados. Edésio é um ilustre desconhecido do povão mineiro, certamente, a citação tem a ver com a popularidade de seu filho prodígio. Esse controvertido início de disputa ao Senado, por Minas Gerais, faz chegar ao conhecimento de todos, por exemplo, a vontade do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) indicar o seu irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), para concorrer a uma vaga. Só para registrar, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, também é irmão de Cleitinho. É uma família toda engajada na política, embora o senador diga não possuir conexões com as tradições mineiras. Nas salas do Palácio do Planalto, assim como no âmbito do Senado, o tema atinente à política estadual mineira sempre tem prioridade nas discussões cotidianas. Por lá, analisam muito a possível formatação de alianças com o objetivo de implementar um grupo, unindo forças do centro-esquerda para tentar vencer o candidato de situação, ao Palácio Tiradentes. Na imaginada super aliança, são trazidos personagens significativos para listar candidaturas ao Senado, por considerá-los com elevado potencial de votos no pleito de 2026. Na ótica desses protagonistas, a cronologia é imensa, perpassando por Marília Campos (PT), de Contagem; Odelmo Leão (PP), de Uberlândia; Margarida Salomão (PT), de Juiz de Fora; e Mário Heringer, presidente estadual do PDT de Minas. Mas, com o fim do recesso parlamentar, os diálogos a respeito do conteúdo político mineiro passaram a ser mais amiúde. Então, voltou a ser cogitado o nome do jornalista, radialista a apresentador de TV, Eduardo Costa. Ele é considerado por muitos uma figura de fácil aceitação entre a população mais humilde das maiores cidades do Estado, especialmente nos municípios entorno de cem quilômetros de Belo Horizonte.
Edição 2181 – 9 a 16 de agosto de 2025

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Vigílias – 9 a 16 de agosto de 2025
Governador ou senador?Amigos do secretário de Governo, Marcelo Aro (Podemos), negam que o político tenha projeto para disputar o Executivo mineiro, como chegou a ser mencionado pela Justiça. Pessoas próximas dizem que o trabalho de Aro é focado na disputa ao Senado. Município de IbiritéNos corredores da Assembleia Legislativa, comenta-se que com a chegada do prefeito de Ibirité, Dinis Pinheiro, uma das possibilidades é que o processo de regularização imobiliária no município seja mais rápido. Ainda existem conflitos nesse segmento. Política em UberlândiaEm Uberlândia, as conversas de bastidores são sobre negócios e também investimentos públicos. No tangente à política, permanece a informação indicando haver uma simbiose nos projetos eleitorais de 2026, entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o ex-prefeito Odelmo Leão (PP). A ver. Crédito do BDMGRelativamente à linha de crédito disponibilizada pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço americano, consta que os documentos exigidos podem dificultar a liberação dos valores no primeiro momento. Políticos sem prestígioNão chegou a ser surpresa, mas apenas constatação. Semana passada, o Datafolha difundiu uma pesquisa apontando que 41% dos brasileiros consideram a atuação do Congresso Nacional como ruim ou péssima. O grau de insatisfação com os políticos está em estado de dissolução. Apostando no caosNa avaliação da crônica política de Brasília, os parlamentares bolsonaristas não almejam qualquer votação de projetos importantes. Eles apostam em um verdadeiro confronto para incrementar bandeiras da direita radical, se possível, destituindo o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF). Fazendo chantagemA jornalista Ana Flor vaticina que o Congresso Nacional está em um ano de baixa produtividade. “Os parlamentares não querem trabalhar com afinco e preferem verbalizar assertivas com viés de chantagem”. Ufa. Sonho do pastorÉ cada vez maior o número de deputados e senadores ligados às Igrejas Evangélicas no Brasil. Matemáticos da política brasileira acreditam na possível incursão do pastor Silas Malafaia como candidato à Presidência da República, com apoio da direita mais conservadora. Perfil conservadorObservadores dos meandros do judiciário brasileiro constatam a atuação conservadora de Alexandre de Moraes, mas também remontam o mesmo viés do ministro desde a época em que era promotor de justiça em São Paulo. Planalto frustradoPara o experiente jornalista Gerson Camarotti, existe uma certa frustração de Lula e sua equipe. “Esperavam que os problemas ocasionados pelo tarifaço americano pudessem ser favoráveis à popularidade do presidente. O Planalto ficou de humor azedo”, garante. Minério para a ChinaEm debate na TV Cultura, o advogado João Santana advertiu: “embora a China esteja comprando 80% do minério do Brasil, os chineses estão concluindo um processo para extração de minério de ferro na África, com capacidade de superar o nosso produto”. COP 30 em BelémNos meandros econômicos, um assunto complicado é o exagerado preço das diárias nos hotéis em Belém, no Pará, durante a realização da COP 30. É bem possível que esteja havendo uma pressão de grupos hoteleiros para implementar essa alta nos valores. Tarifaço impopularPesquisas indicam a desaprovação da decisão do presidente Donald Trump, quanto a taxação de 50% dos produtos do Brasil. O assunto é rejeitado por 89% dos entrevistados. Neste caso, quem estiver do lado dessa derrocada contra a economia brasileira pode perder popularidade. Velho OesteUma piada começou a circular nas redes sociais com a seguinte mensagem. “O presidente Trump está agindo como se estivesse atuando em um filme do Velho Oeste, onde apenas a truculência vencia”. Política em BHSemanalmente, o prefeito da capital mineira, Álvaro Damião (União Brasil), muda os seus auxiliares diretos. Em breve, não restará ninguém da equipe nomeada na época de Fuad Noman. Vereadores candidatosSegundo a assessoria do vereador Bruno Miranda (PDT), o líder do Governo na Câmara Municipal deve ser candidato a deputado estadual, ao lado de nomes como Fernanda Altoé (Novo) e Juliano Lopes (Podemos). Já Bráulio Lara (Novo) almeja buscar uma vaga na Câmara Federal. Sucessão estadualNos corredores do Legislativo mineiro, comenta-se sobre a possibilidade do governador Romeu Zema (Novo) se licenciar do cargo, ainda em dezembro deste ano, para começar o seu projeto político.
Não a “direita” e não a “esquerda”
As consequências do tarifaço nas exportações de produtos e serviços do Brasil para os Estados Unidos trouxeram um período de inquietação ao segmento industrial nacional. Os reflexos dessa realidade vão impactar negativamente a economia brasileira, através da redução no número de empregos, além da dificuldade de realocar as mercadorias na direção de outros países compradores. O ideal é minimizar a crise estabelecida entre as duas nações, independente dos motivos e do viés político. Uma vez sanadas as divergências, as razões dessa insana e desnecessária incursão norte-americana serão esclarecidas pela história. No calor dessa escalada de narrativas fica difícil saber quem tem razão, mas não é certo alguns políticos brasileiros agirem contra os interesses nacionais, inclusive, colocando a nossa soberania em risco. Apesar de reconhecer a importância dos EUA no atinente à economia, o presidente Donald Trump tem acionado dispositivos com o objetivo explícito de tentar colocar de joelhos qualquer país. Quando se denota resistência, logo acontecem ameaças e retaliações. Nos capítulos finais desse epílogo não há como deixar de mencionar alguns nomes de personagens, a começar pela figura do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), perpassando pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, destacando como protagonistas principais os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto o filme embaralha as mentes de nossa população, a geopolítica vai dominando o roteiro sem um final feliz, onde os dois lados podem sair perdendo pela falta de habilidade dos homens públicos. Ao invés dos dirigentes se aterem aos quadrantes de terras nacionais, propalam dilemas por outras nações, como se as lideranças não fossem capazes de dirimir os problemas e demandas internas na política e economia. Essa polarização política entre “direita” e “esquerda” em nada contribui para o devido e exponencial desenvolvimento de nosso Brasil. Pelo contrário, tem servido para disseminar o ódio entre as pessoas.
Alguns prefeitos são mencionados para as eleições do próximo ano

Entre os seletos homens públicos com destaque pelo Brasil afora, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), ouviu algo que chamou a atenção. Um interlocutor fez uma análise da política nacional, tendo em vista o pleito de 2026, e teceu o seguinte comentário: “Damião, certamente, não topa deixar o cargo para disputar um posto majoritário. Então, veja a possibilidade de incentivar uma possível candidatura do prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), ao Senado. Ele é avaliado positivamente por mais de 90% da população local e tem um bom relacionamento com as lideranças de seu município. Também possui excelente convivência com o grupo de parlamentares, especialmente os estaduais”. Outras lideranças Na lista de personalidades mineiras em evidência, acrescenta-se o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP). Com apoio do grupo político local, sagrou-se titular do cargo na primeira etapa do pleito e é um nome respeitado por autoridades de Minas e do Brasil. Ninguém sabe se Paulo Sérgio teria interesse em deixar o comando do município para tentar uma eventual disputa no próximo ano. Marília, uma incógnita O nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), estava constantemente na imprensa por conta de seus supostos projetos rumo a uma incursão mais alta. Citada para disputar o Governo do Estado, depois lembrada para preencher a vaga de senadora ou até mesmo vice-governadora, em uma eventual chapa a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, o segundo semestre começa mais lento em relação ao posicionamento de Marília para as demandas eleitorais. Ela não antecipa o seu projeto, mas amigos próximos avaliam que se dependesse somente da vontade dela, permaneceria na função de prefeita. Por outro lado, também há os anseios da cúpula nacional do PT. Interlocutores do Edição do Brasil garantem ter havido uma reunião, no mês passado, entre o senador Rodrigo Pacheco e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). Em uma conversa franca, o resultado seria: foi reeleita para cumprir o mandato até o fim.