Quem vai ser vice de quem no pleito eleitoral do próximo ano?

À medida em que o ano caminha para o fim, especula-se os nomes para uma eventual disputa ao Governo do Estado no pleito de 2026. No momento, há a formação de grupos e parcerias para fortalecer os aludidos postulantes ao Palácio Tiradentes. O evento irá movimentar a classe política mineira, inclusive com repercussão nacional, porque Minas é o segundo colégio eleitoral do país. Semana passada, o nome do deputado Aécio Neves (PSDB) voltou a ser destacado, especialmente nas redes sociais, como um dos pretendentes à peleja do próximo ano. Ao lado dele, permanecem outros integrantes das discussões desse projeto, como o vice-governador Mateus Simões (Novo), o senador Rodrigo Pacheco (PSD), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Nomes para vice Desde o início deste ano, quando se menciona a sucessão ao Governo de Minas, surge a figura do atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), avaliado como um parlamentar das práticas da boa diplomacia na política. Os jornalistas da crônica mineira avaliam que Tadeu pode ser candidato ao Governo ou ao Senado, mas se encaixaria bem como vice, pois a expectativa é que ao seu lado estaria uma quantidade imensa de colegas de parlamento, fieis parceiros dele em suas duas eleições para a presidência da Casa Legislativa. Quem também está de volta à vida pública é o ex-senador Clésio Andrade. Seu nome circula junto às lideranças pelo interior do Estado, por enquanto, sem uma definição quanto ao posto a ser disputado, embora muitos o vejam em três dimensões neste espaço: Pleitear o Palácio Tiradentes, tentar uma vaga no Senado, ou aceitar compor chapa com alguém na qualidade de vice. Com perfil procedente do segmento empresarial, consta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, cidadão preferido da imprensa da capital mineira. O dirigente tem experiência pública e já ocupou o cargo de secretário da Prefeitura na gestão do então prefeito Marcio Lacerda. Ele preside uma entidade que é referência nacional, além de comandar o Sebrae Minas. Se instado a participar de um projeto político, teria o perfil para vice- -governador, até porque, carrega em sua bagagem profissional a participação em eventos públicos e privados em vários continentes. Uma das grandes incógnitas se refere à prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). O seu perfil de chefe do Executivo por vários mandatos e de ex- -deputada estadual, a credencia a voos mais altos, inclusive a vaga de vice, em uma possível composição com o senador Rodrigo Pacheco. Contudo, pessoas próximas a Marília apontam para uma completa indisposição dela em participar da disputa em 2026. Na faixa dos políticos tradicionais, são citados como opções ao cargo de vice-governador o deputado federal Patrus Ananias (PT) e o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, o mesmo que venha ser enfatizado como interessado em ser cabeça de chapa na empreitada eleitoral que se aproxima. Matematicamente, quem almejar sucesso no pleito estadual em 2026 não pode excluir Uberlândia. O segundo colégio eleitoral mineiro, se a eleição fosse agora, poderia contribuir com dois nomes para composição de chapa: o ex-prefeito Odelmo Leão (PP) e o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL). Este último é considerado como um dos baluartes nas redes sociais.

Vigílias – 27 de setembro a 4 de outubro de 2025

Política em BHApesar da pífia votação na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte no último pleito, o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Gabriel Azevedo (MDB), continua com seu discurso político afiado. Aproveita todas as oportunidades para expressar palavras em defesa das classes mais humildes de BH. Resta saber se o seu discurso se sustentará por mais três anos. Sucessão em UberlândiaOs grupos que estão sendo formatados, tendo em vista o pleito majoritário de 2026, já enumeram um grau de preocupação para tentar incluir políticos de Uberlândia, por se tratar do segundo colégio eleitoral de Minas Gerais. Neste caso, as atenções para uma possível disputa ao Senado recaem sobre os nomes de Odelmo Leão (PP), Gilmar Machado (PT) e do deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL). A ver. Vale do AçoAté o mês de maio, quando ainda era dirigente da Associação Mineira de Municípios (AMM), o ex-prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, demonstrava entusiasmo com seu projeto para disputar a Câmara Federal. Agora, derrotado na disputa pela presidência da AMM, tem estado desanimado lá no Vale do Aço. Montes ClarosNa porta do Café Galo, no Centro de Montes Claros, frequentadores comentam sobre o futuro do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB). “As opções são continuar como deputado estadual, disputar uma vaga no Senado ou apostar na indicação do seu nome para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais”. Política em Juiz de ForaUma série de sugestões para o projeto político de 2026 estão na mesa do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Amigos recomendam incluir algum nome de Juiz de Fora, por conta da importância eleitoral da Zona da Mata. Diante da recusa da prefeita Margarida Salomão (PT) em renunciar ao posto para uma eventual demanda maior, outras figuras são mencionadas, como o ex-chefe do Executivo Bruno Siqueira. Eterno INSSNos debates de bastidores no âmbito da CPMI do INSS, em Brasília, constatou-se sobre a necessidade de uma vigilância permanente, implementando diferentes mecanismos para evitar que aproveitadores fiquem tentados a buscar sempre uma fatia do Instituto, atualmente com um orçamento na casa de R$ 1 trilhão por ano. Política internacionalUma senhora de 80 anos, porém, muito envelhecida em suas atividades cotidianas, perdendo protagonismo no cenário internacional. Esse é o retrato pintado por comentaristas para desenhar a realidade da Organização das Nações Unidas (ONU). Eduardo BolsonaroSem medir as consequências de sua opinião, o advogado João Santana sentenciou: “o Congresso já deveria ter aplicado punições contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), por conspirar contra o Brasil no exterior”. Ufa. Envolvimento de parlamentaresEm debate na TV Cultura, o jornalista Nelson Garrone disse ter informações sigilosas apontando para o envolvimento de alguns parlamentares no bojo das denúncias contra o INSS. “O tema começa a ser tratado nas discussões e pode significar um novo norte nas apurações da CPMI, com resultados imprevisíveis”. Políticos conservadores“Parece haver uma orientação ideológica para os políticos conservadores votarem contra projetos no Congresso Nacional que sugerem o aumento da proteção contra a destruição do meio ambiente. No futuro, quem vai sofrer mais com esse tipo de atitude é o setor produtivo”. Palavras da professora de Direito Público da Fundação Getúlio Vargas, Elida Graziane. Turbulência na Câmara“Relativamente à atitude de muitos deputados federais que agiram com veemência na defesa de pautas mais contundentes, lembra os movimentos que antecederam o golpe militar de 1964”. Opinião da cientista política Beatriz Rey. Setor mineralNa avaliação da imprensa, membros do governo estadual continuaram sendo questionados sobre a participação deles no esquema de licenciamento para exploração mineral na região metropolitana de Belo Horizonte. A operação terminou com prisões pela Polícia Federal. Hugo MottaA jornalista Vera Magalhães foi direto ao ponto. “O presidente da Câmara, Hugo Motta, é um fraco e não está tendo condições de manter a entidade no rumo certo”. Congresso NacionalO deputado federal Orlando Silva (PCdoB) disse: “o Congresso Nacional precisa se dar o respeito para ser respeitado”.

Desafio para o prefeito de BH

Sem oposição ferrenha, como acontecia no passado, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), tem evitado se envolver em antecipados projetos políticos, com vistas às eleições de 2026, para poder ter condições de transitar livremente em Palácios de Minas, especialmente em Brasília, onde tem sido tratado com toda deferência pelo Palácio do Planalto. Políticos experientes observam que o chefe do Executivo da capital quase sempre está conseguindo verbas para tocar projetos estruturantes e de cunho social para a cidade. Recentemente, Damião declarou a sua pretensão de se dedicar cada vez mais a contatos com o governo federal visando o incremento de recursos financeiros, até porque, em sua avaliação, os valores vindos da capital federal fazem toda a diferença para atender às demandas dos belo-horizontinos. Também é sabido do diálogo existente entre Damião e o governador Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, comenta-se que essa aproximação é fruto de um viés de boa convivência, porém, não se conhecem programas e projetos organizacionais do governo mineiro a serem executados em parceria com a municipalidade, a não ser nos itens concernentes ao atendimento à saúde e à segurança. O desafio posto à mesa é saber até quando Álvaro Damião vai conseguir tocar esse estilo de vida pública, apenas por conta e méritos procedentes de seus atos e decisões administrativas, sem se envolver em debates políticos partidários e de grupos. Tanto os zemistas quanto os membros do Palácio do Planalto já estão de olho na popularidade dele para ajudar a turbinar projetos eleitorais de 2026. Em tempos de polarização política no país, os prognósticos de agora podem ser alterados quando chegar a peleja do próximo ano. O chefe do Executivo da capital mineira, se ostentar um governo bem avaliado, pode influenciar parte dos cerca de dois milhões de eleitores de BH. Dependendo da notoriedade, também seria capaz de entusiasmar seus colegas prefeitos da Região Metropolitana. Eles, unidos, significa dizer um colégio eleitoral de cinco milhões de eleitores, perpassando por mais de 30 municípios. Muito provavelmente, para seguir o roteiro de agora, Damião precisa se manter na trilha de homem público democrático, ouvindo as diferentes correntes de pensamentos para abrandar as inúmeras demandas encaminhadas pelos vereadores. É importante a capital mineira realizar obras estruturantes que são esperadas e almejadas pela população há décadas.

Prefeito de Nova Lima é lembrado para disputar as eleições em 2026

Avaliados como homens públicos forjados nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o deputado Nikolas Ferreira (PL), já ocupam espaço no âmbito da política mineira e nacional, com atuação baseada em postagens em seus perfis que possuem milhares de seguidores. Isso é um fato relacionado com o fenômeno da comunicação digital. No entanto, o uso dessas ferramentas não é o único caminho para conquistar notoriedade e popularidade. Neste sentido, vale mencionar o caso do prefeito de Nova Lima e presidente da Associação dos Municípios da Grande Belo Horizonte (Granbel), João Marcelo (Cidadania). Com seus 33 anos, o chefe do Executivo foi reconduzido para um segundo mandato por 85,64% dos eleitores. Ele é destaque por comandar uma cidade considerada uma das mais bem administradas do Estado, com um índice de desenvolvimento humano de primeira qualidade. Por conta disso, o prefeito tem sido mencionado para disputar cargos majoritários no pleito de 2026. Outras lideranças Atualmente, não apenas as redes sociais são capazes de proporcionar visibilidade aos políticos. Um bom trabalho, mediante probidade e tirocínio administrativo, também os credenciam nas conquistas mais relevantes e de protagonismo perante as comunidades públicas em geral. Ao lado de João Marcelo, avaliado pela imprensa como um político de expressão da nova geração, também surge outro nome de destaque, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão. Ele comanda a Prefeitura de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, pelo segundo mandato e foi citado como uma das opções para ser vice na chapa do pré-candidato ao Governo do Estado, senador Cleitinho Azevedo. Falcão lidera a AMM que tem mais de 800 municípios filiados, para cujo cargo foi eleito com mais de 60% dos votos. Tendo assumido a Prefeitura de Belo Horizonte, diante do falecimento do titular Fuad Noman, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) tem feito uma administração ao estilo bem participativo, marcando presença em diversos atos e encontros cotidianamente. Isso o eleva a uma situação de popularidade com margem positiva, segundo sondagem e comentários dos jornalistas da crônica política da capital mineira.

Exportações mineiras

Os impactos do tarifaço dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros estão sendo um pesadelo para empresários e firmas exportadoras. Conforme dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a queda no envio de produtos ao país norte-americano foi de 50,44%, naturalmente, ocasionando preponderantes prejuízos para a cadeia produtiva mineira. Segundo levantamento recente do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, em agosto de 2025 na comparação com julho, o faturamento passou de US$ 431,67 milhões para US$ 213,94 milhões. As consequências dessa realidade são nítidas, com déficit na balança comercial de US$ 21 milhões. As autoridades e envolvidos no tema rememoram que essa é a primeira vez que isso ocorre desde 2018. Essa informação negativa para o setor produtivo mineiro tem gosto amargo. De acordo com projeções da Fiemg, os impactos tendem a se aprofundar nos próximos meses à medida em que a nova tarifa alcance toda a pauta de exportação. É que o mercado internacional ainda está se aclimatando com as novas taxas. Os números de hoje não refletem a plena dificuldade, por conta de uma antecipação de embarques de mercadoras antes do dia 6 de agosto, quando era possível utilizar as taxas de apenas 10%. A Fiemg pontua que já se sente uma forte queda em setores tradicionais na pauta de exportações no Estado. As vendas de café tiveram redução de 17,05% no período, enquanto os embarques de ferro gusa recuaram 73,62%, volume ainda maior do que a queda das exportações mineiras em geral. Roga-se pelo espírito conciliador dos mineiros, para junto às autoridades de Brasília e também das lideranças empresariais, encontrar uma solução definitiva para o entrevero. Sem debate ideológico, porque não é salutar deixar que temas políticos possam influenciar negativamente no segmento produtivo mineiro, tão reconhecido nacional e internacionalmente na produção de grãos. O momento é de baixar as armas, pendurar o radicalismo e implementar discussões proativas para o bem de todos. É hora de uma comunhão de esforços para consumar uma atuação de bom senso, mesmo que do ponto de vista da ideologia seja uma trégua temporária. Mas vale a pena saber que isso pode salvar empregos, rendas e a continuidade de uma economia forte e duradoura.

Vigílias – 19 a 27 de setembro de 2025

Política em Ipatinga Desgastado por conta de injunções administrativas, o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), poderá ter mais problemas a partir de agora, porque os vereadores da oposição prometem bater pesado e criticar seus possíveis desmandos. Pelo visto, Nunes vai precisar de um bombeiro para apagar esse incêndio. Damião, ausente A assessoria do governador Romeu Zema (Novo) ainda nutre desconfiança de que a ausência do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), no palanque do 7 de setembro, teve o objetivo de evitar que ambos fossem fotografados lado a lado. Democracia brasileira O filósofo Mario Sergio Cortella rememora: “em mais de 500 anos de história do Brasil, poucas foram as décadas onde a população esteve em condições de viver a plena democracia. Neste longo período, sempre aconteceram golpes ou tentativas de golpe militar”. Política em Uberlândia Desvencilhado dos problemas perante o Poder Judiciário, o ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), já avisou que vai entrar firme em campanha. Não se sabe exatamente a que cargo. Governador Valadares Na capital do Vale do Rio Doce, há uma disputa para saber quem tem mais dinheiro para gastar em política. Se o deputado Hercílio Diniz (MDB) ou Euclydes Pettersen (Republicanos). Ambos possuem a fama de apoiar nomes para disputas eleitorais em diferentes postos. Calma, deputado Quem quiser deixar o deputado Antônio Pinheiro Neto (PP) irritado, basta dizer que os problemas fundiários em Ibirité serão resolvidos. Além de controlar o cartório da cidade, sua família agora também comanda a política do município. Apoiando o esporte Torcedores do América estão arrasados com a saída do deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT) da presidência do Clube. Na verdade, a fúria é pelo fato de não poderem mais contar com o tradicional complemento financeiro mensal. Política em Belo Horizonte Distante dos holofotes, o ex-prefeito Alexandre Kalil passou a ser o queridinho dos influenciadores digitais. É que suas declarações quando o assunto é política são sempre carregadas de predicados, causando uma verdadeira agitação perante os internautas. Rubens Menin Vários cenários sobre o projeto político para conquistar o poder em São Paulo são traçados em Brasília. Se a opção for pelo lançamento da candidatura de Geraldo Alckmin (PSB) ao Governo do Estado, pode prosperar a possibilidade de o presidente Lula (PT) convidar o mineiro Rubens Menin para ser o seu vice. A ver. Estados Unidos Levantamento de entidades não governamentais indicam que uma média de 45 mil pessoas morreram nos Estados unidos em consequência de problemas com armas de fogo. Mesmo assim, as autoridades continuam incentivando o uso sem medir as consequências dos atos. Simões no PSD Quem esteve recentemente com o presidente estadual do PSD, deputado Cassio Soares, ficou com a nítida impressão de que a filiação do vice-governador Mateus Simões (Novo) à sigla é uma questão de meses. Cena única: Amigos de Rodrigo Pacheco (PSD) já têm como certa a ida do senador para o União Brasil, para cair nos braços do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e outros importantes parceiros. A ver. Aécio X Zema Em Brasília, cogita-se a pretensão do deputado Aécio Neves (PSDB) se candidatar à Presidência da República. Em Belo Horizonte, a articulação seria para que o tucano tentasse voltar ao Palácio Tiradentes. Em seu projeto político, Aécio almeja bater pesado contra o governador Romeu Zema (Novo), começando pelas críticas ao seu viés de privatista. Venda da Copasa Na semana passada, empresários de São Paulo vibraram com a informação veiculada pela imprensa, apontando o caminho aberto sobre a venda da Copasa. Aí tem coisa. Jarbas Soares, fora? Ao se aposentar do comando do Ministério Público do Estado, Jarbas Soares Júnior também perdeu o alcance do brilho dos holofotes. Assim, o seu projeto para disputar o Governo de Minas subiu no telhado. Sucessão mineira Relativamente à sucessão mineira de 2026, o presidente Lula (PT) teria confidenciado a interlocutores que gostaria de envolver o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), nas discussões sobre um projeto de aliança com o centro-esquerda. Emendas parlamentares O empresário Emerson Kapaz comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conter a gastança dos deputados via as emendas parlamentares. “Tem de haver uma disciplina, porque os congressistas estão fazendo tudo errado”, vaticinou.

Mateus Simões busca apoio de Cleitinho Azevedo e Nikolas

A recente filiação do deputado estadual Gustavo Valadares no PSD movimentou os bastidores da política mineira, apontando também para a possível filiação à sigla do vice-governador Mateus Simões (Novo). Isso de acordo com entendimentos realizados de maneira super reservada entre interlocutores de Simões e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Nos corredores da Assembleia Legislativa, propala-se uma informação indicando a possível atuação do vice-governador na filiação de mais 20 prefeitos ao PSD. Assim, estaria ficando clara a sua pretensão de deixar o Partido Novo para se apoiar em quem tem mais capilaridade pelo interior do Estado. De acordo com dados, o PSD foi o que mais cresceu em número e em qualidade nos últimos anos em Minas. Mateus, governador? Em diálogo com o deputado Antônio Carlos Arantes (PL), Mateus Simões rememora: “a partir de abril vou me tornar governador. Então, podem acreditar que serei candidato à reeleição, pois vou estar no comando do Executivo estadual pelo período de nove meses”. Mesmo sem definir eleitoralmente, por conta de injunções partidárias, Arantes complementa o diálogo com outro comentário: “ele acha que o atual governo mineiro tem tudo para externar a sua competência administrativa, especialmente pelo fato de pagar os funcionários públicos rigorosamente em dia, ao contrário do governo do PT, quando os valores eram parcelados em até três vezes ao mês”. Ainda com relação ao projeto do vice-governador para a peleja de 2026, Simões tem conversado com as principais lideranças de Minas. Neste enorme arco de entendimentos, vê com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) sobre a oportunidade de receber o seu apoio. “O parlamentar precisa fazer parte do meu projeto eleitoral, pois, como serei candidato à reeleição, só tenho condições de ficar no Palácio Tiradentes por quatro anos. Se outro nome for escolhido, como Rodrigo Pacheco (PSD), com certeza serão implementadas condições para tentar ostentar o cargo de chefe do Executivo por oito anos”, observa. Com relação ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), e de acordo com informações de jornalistas, já estão sendo entabulados contatos oferecendo ao político a chance de indicar o vice na disputa encabeçada por Mateus Simões. Tadeu, o preferido Outrossim, quando o assunto se refere à candidatura do senador Rodrigo Pacheco, a atenção fica por conta do seu companheiro de chapa, quando sempre se especula o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB). Ele tem bom trânsito com vários grupos políticos e parlamentares do Estado, além de contar com uma boa aproximação com o Palácio do Planalto. Com isso, pode até vingar a tese de a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), aceitar o desafio para disputar o Senado, mesmo sem uma aliança formal com o grupo. A essas alturas dos acontecimentos, o dilema do senador Rodrigo Pacheco seria em relação ao seu partido, o aludido PSD, cobiçado por outras forças políticas mineiras no caminho da sucessão estadual.