BH sem turistas estrangeiros

Autoridades do segmento de turismo, empresários e profissionais do ramo estão otimistas com os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Apenas nos nove primeiros meses de 2025, o país recebeu mais de 7 milhões de turistas internacionais, volume 45% superior ao do mesmo intervalo do ano passado, movimentando R$ 32,5 bilhões em despesas como hospedagem, alimentação, transporte, lazer e compras. O maior número de visitantes veio da Argentina, seguido pelos Estados Unidos. Ao analisar os dados, é uma pena que a política de incentivo ao turismo em Belo Horizonte não seja suficiente para conseguir atrair uma parcela significativa desses excursionistas estrangeiros. O ideal seria que eles enxergassem a capital mineira como um dos destinos a fazer parte dos seus roteiros. Enquanto nada de concreto ocorre, BH serve como cidade dormitório. Por mais competentes que sejam os nossos agentes de viagens, são poucas as opções a serem mostradas. A Praça do Papa está interditada e sem previsão para conclusão do projeto de revitalização. A Lagoa da Pampulha, com suas águas esverdeadas, deixou de ser uma opção para esportes náuticos. De resto, tem de positivo o Museu da Praça da Liberdade, Museu da Vale, fechado há mais de um ano; Palácio Dantas, que está em ruínas e aguardando verba do Ministério Público para fazer reformas necessárias. Diante da realidade, resta esperar um planejamento de expansão da infraestrutura, especialmente com o objetivo de atender as demandas internacionais, proporcionando espaço para realização de eventos culturais em bairros como o Santa Tereza, Floresta, Santo Antônio e mais. Não vale o comentário que somos a cidade dos botecos, porque certamente estes espaços também existem em outros países. Também fica a sugestão no sentido de implementar eventos de envergadura e participação popular, como o Carnaval. Para isso acontecer, carece contar com o poder público como indutor, caso contrário, os passageiros vão continuar desembarcando em Confins e procurando tradicionais destinos como Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, Circuito das Águas, montanhas e cachoeiras localizadas nas serras mineiras.

Cleitinho continua sendo o preferido para o governo mineiro

Ao ser preterido pelo Palácio do Planalto para indicação à vaga como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Rodrigo Pacheco (PSD) participou de um desfecho que já incomodava a cúpula do governo federal: a interferência do Senado no dia a dia do Executivo. O presidente Lula (PT) e alguns ministros mais próximos entenderam a pressão do presidente do Congresso, David Alcolumbre, pela indicação do nome do senador mineiro como interferência interna. Por essas e outras razões, tudo caminhou na direção do indicado preferido, Jorge Messias, para ocupar a cadeira no STF. Ao contrário do noticiado pela imprensa, não houve clareira na disputa à sucessão ao Governo de Minas, diante da possibilidade de Pacheco se afastar da vida pública. No quadro sucessório ao Palácio da Liberdade, em momento algum foi colocado o nome do senador como definitivo, na sua participação nos meandros políticos referentes ao tema. Outros nomes Em verdade, quando o assunto é a sucessão do governador Romeu Zema (Novo), apenas o nome de seu vice, Mateus Simões, foi previamente lançado à disputa. Ele deixou o Partido Novo e chegou com força total no PSD, cuja ficha de filiação foi abonada pelo próprio presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Naquela oportunidade, em Brasília e em São Paulo, já se sabia que o poderoso Kassab nunca tomaria uma atitude dessa, se não tivesse certeza que Pacheco não almejava participar do pleito. Nesse mesmo período, alguns prefeitos antecipavam que o presidente Lula faria um jogo de cena e, posteriormente, indicaria o nome do político mineiro como o seu vice na disputa à presidência da República, em 2026. Isso porque no âmbito nacional, o atual vice Geraldo Alckmin, seria candidato ao Governo de São Paulo. Desde o início deste ano, em todas as pesquisas e sondagens feitas por diferentes institutos, o nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com folga para pleitear o Palácio Tiradentes. Ele tem feito declarações desencontradas, mas diante de nomes de pouca popularidade, como Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT), o parlamentar permanece na dianteira. Ainda haverá entendimentos, alianças e possivelmente o surgimento de outros nomes competitivos com chances de alterar esse cenário de agora. Em Minas Gerais, quem está com a casa desarrumada é o Partido dos Trabalhadores e suas afiliadas siglas de esquerda. Isso se reflete no evento ao Palácio Tiradentes, especialmente quando se trata de abrir palanque para abrigar o projeto de reeleição do presidente Lula. Um desafio sem igual.

Vigílias – 15 a 22 de novembro de 2025

Futuro de Tadeu LeiteSegundo os marqueteiros de plantão, para se tornar protagonista na sucessão estadual, o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), careceria de mais visibilidade junto ao povão. “A não ser que o político faça parte de uma grande aliança em busca de resultados práticos na eleição de 2026”, analisam. Recado ao vice-governadorCircula nos bastidores do Legislativo um comentário inusitado. Trata-se de uma possível pretensão da cúpula do PSD, visando indicar o marqueteiro de campanha de Mateus Simões ao Governo de Minas. Embora tenha chegado à sigla recentemente, as demandas direcionadas a Simões já começaram. Petista irritadoO deputado federal Rogério Correia (PT) desabafou com amigos. Na qualidade de vice-líder do Governo na Câmara Federal, o parlamentar gostaria de ser consultado a respeito da sucessão mineira, mas o Palácio do Planalto sequer menciona essa possibilidade. Por isso, Correia tem ficado “irritado”. Gabriel no Café NicePré-candidato ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB) já avisou que vai fazer várias visitas ao tradicional Café Nice, local por onde circulam políticos desde a época de Juscelino Kubitschek. Eduardo CunhaAmigos do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afiançam que ele será candidato a deputado federal por Minas Gerais, com potencial para se eleger com cerca de 200 mil votos. “Isso seria com o apoio dos evangélicos, espalhados em todas as regiões de Minas, especialmente no Norte e na Zona da Mata”. A ver. Juiz de ForaO controvertido ex-prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, foi visto cantarolando pelas ruas centrais da cidade. Por estar livre de processos na justiça, agora pode ser candidato a deputado estadual. Seus inimigos não acreditam nessa possibilidade, pois na última hora, sempre aparecem impeditivos que atrapalham seu projeto político. Política em IpatingaTido como homem forte na administração de Ipatinga, inclusive coordenou a campanha de reeleição do prefeito Gustavo Nunes (PL), Everton Campos foi convidado a deixar o cargo no final de outubro. O que pode ter pesado nesta decisão é o fato de Everton ser um potencial candidato à sucessão municipal daqui a três anos. Consequências climáticasA respeito do descontrole e falta de planejamento para minimizar o efeito degradante da terra, o médico Paulo Saldiva arremata: “uma das ações maléficas pode ser o calor elevado, com possibilidade de ampliar a mortalidade infantil”. Crime organizadoEstudos de órgãos não governamentais apontam que uma média de 40% da cocaína distribuída no mundo passa pelos rios e estradas da região da Amazônia. Em outra frente, os marginais já estariam dominando a produção agropecuária, depois de ter grilado milhares de hectares de terras das comunidades ribeirinhas e dos povos indígenas. DesconhecimentoAlguns institutos de pesquisas fizeram levantamento a respeito do que pensam os brasileiros sobre a COP30. 70% dos entrevistados nada sabem sobre o assunto, e uma grande parcela afirma desconhecer se o evento está sendo realizado em nosso país. Zema e o PropagEm Brasília e em Belo Horizonte, informações de bastidores insinuam que o governador Romeu Zema (Novo) está sem muita vontade de levar a efeito a adesão efetiva do Governo de Minas ao Propag. Ele tem feito um jogo de cena e deve estender o tema até a reta final dos prazos. Taxa de jurosO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou à imprensa que os problemas brasileiros são complexos. “Por exemplo, a diminuição das taxas de juros envolve muitas pessoas importantes que são contra a queda desses índices. Então, fica difícil equacionar tudo”, vaticinou. Segurança no Brasil“Não faz sentido instalar uma CPMI no Congresso para saber o que está acontecendo com a segurança no Brasil. Essa Comissão serve apenas para facilitar a vida de alguns políticos que vão fazer caras e bocas para as redes sociais”. Opinião do jornalista Fernando Abrucio. Desaprovação de TrumpDe tanto fazer jogo de cena, a desaprovação do presidente Donald Trump chegou a 63%, para desespero da Casa Branca. Fazendo a festaDe acordo com a imprensa internacional, muitas delegações que vieram participar da COP30 deram pouca importância para os debates técnicos e científicos. Grande parte estava interessada mesmo na culinária e também nas atrações musicais. COP30 no ParáO Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho, observa a pouca vontade dos europeus em participar da COP30, em Belém. Já que os americanos não estarão presentes, seria importante contar com as lideranças do Velho Mundo no evento.

Fundo Eleitoral

Para além de acordos e formação de grupos com vistas ao pleito eleitoral de 2026, a partir de agora, quem quiser ser candidato a qualquer cargo, precisa manter um bom entendimento com os partidos. Pela legislação atual, as siglas concentram prestígio e pelo crivo delas passa a generosa verba do Fundo Eleitoral e também o Fundo Partidário. A soma das duas resulta em uma quantia expressiva a ser gasta para financiar campanhas em todos os níveis: deputado estadual e federal, senador e governador. Esse bolo de dinheiro público também atende as campanhas presidenciais. O Fundo Eleitoral foi criado para evitar a supremacia de candidatos com posses financeiras, em detrimento de outros sem o mesmo potencial. A ideia era evitar o envolvimento de empresários e empresas nas tradicionais “ajudas” em época de campanhas, onde o dinheiro servia para turbinar representantes de setores com interesse na política. Após mais de uma década, os poderosos continuam driblando as leis, promovendo eventos eleitorais antecipados e desafiando as autoridades. Os mais ricos sempre estão à frente dos demais concorrentes a cargos públicos. Essa distorção é uma constante desde os primórdios da concepção do Brasil República, há 135 anos. Os presidentes regionais dos partidos políticos são eminências à parte nesse processo. A partir de dezembro até o período das Convenções Partidárias, amplia-se substancialmente o poder desses dirigentes, pois por eles perpassam decisões significativas, como a escolha dos candidatos e a homologação das candidaturas. Quem tem a caneta em mãos são o presidente nacional do Avante, deputado federal Luiz Tibé; deputada estadual Leninha (PT); comandante regional do PL, deputado federal Domingos Sávio; deputado federal Pinheirinho (PP); deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos); deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB); deputado federal Delegado Marcelo Freitas (União Brasil); deputado estadual Cássio Soares (PSD); e o prefeito de Conceição do Mato Dentro e presidente do PSB mineiro, Otacílio Costa Neto. Também a nível nacional, existem figuras antológicas como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o dirigente do PDT, Carlos Lupi. Ambos preferem comandar os seus feudos, sequer almejam ser candidatos ao Senado ou a deputado federal. Por certo, a mordomia compensa.

Vigílias – 7 a 15 de novembro de 2025

Oposição pesadaAo ser lançado como pré-candidato ao Governo de Minas, o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB) só tem certeza de uma coisa: vai bater pesado contra o governador Romeu Zema (Novo) e seu grupo político, ou seja, o vice-governador Mateus Simões (PSD). Silveira, senador?Em Brasília, há indícios de que o ministro de Minas e Energia, o mineiro Alexandre Silveira (PSD), pode abandonar a sigla ainda neste final de ano, para buscar um partido para concorrer ao Senado. Com certeza, será um longo diálogo entre o político, o presidente Lula (PT) e o dirigente dos pessedistas, Gilberto Kassab. Vale do AçoA imprensa de Ipatinga, no Vale do Aço, noticiou sobre a exoneração do secretário de Governo da Prefeitura, Everton Campos. Nos bastidores da Câmara Municipal, o burburinho é saber se ele pode sequer pensar em comentar sobre os seus conhecimentos relacionados à atual administração. Só para lembrar, coube a Campos ser o coordenador da campanha à reeleição do atual prefeito, Gustavo Nunes (PL). Juiz de ForaContinua o assédio político visando convencer o ex-prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, a disputar o pleito no próximo ano, preferencialmente, para deputado federal. Ele não se manifesta sobre o tema. Política mineiraQuando se confirmou a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, algumas reações foram registradas. Houve descontentamento do deputado e ex-governador Aécio Neves (PSD), que está ficando cada vez mais isolado em Minas Gerais, quando o assunto é a eleição de 2026. Juliano LopesOs veículos de comunicação já deixaram de divulgar o recente episódio, onde o presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Lopes (Podemos), teria agredido um policial durante uma festa. Realmente, o homem é poderoso em Belo Horizonte. Dominação da AmazôniaO Senado acaba de instalar uma CPI para investigar os grupos criminosos organizados. De acordo com especialistas, será uma tarefa árdua para chegar aos nomes dos comandantes das ações que deixaram a região Amazônica entregue aos narcotraficantes. Crime organizadoPara o filósofo Luiz Felipe Pondé, atualmente, os criminosos já dominam 25% da economia mundial. “Isso tem ficado cada vez mais intenso por conta das redes sociais”. Eduardo BolsonaroNa visão do empresário e ex-deputado federal, Emerson Kapaz, tudo caminha para uma normalização das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. “Em caso positivo, o parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL) ficará apenas com uma ‘tocha’ nas mãos falando ao vento”, vaticina. Consórcio da paz“A reunião de algumas autoridades no Rio de Janeiro, um dia após a matança nas favelas, serviu como um consolo ao governador Cláudio Castro (PL). Nada aconteceu na prática, visto que no item segurança cada estado tem demandas diferentes. No entanto, o ato já antecipou o projeto eleitoral do próximo ano”. Opinião do jornalista Fernando Abrucio. Grupo do Leste mineiroSemana passada, o Edição do Brasil noticiou a respeito de um movimento vindo de Governador Valadares, cujo objetivo seria a formação de um grupo regional, com força política para influenciar até mesmo na indicação de nomes para vice-governador. Consta dos bastidores na Assembleia Legislativa que o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos) não aceita dizer “sim” para tudo ao deputado federal Hercílio Diniz (MDB) e seu irmão, Alex Diniz. A implementação da tese nem começou e o denominado Grupo do Leste parece já ter problemas. Lula e as eleiçõesDepois de conversar muito nos bastidores do Palácio do Planalto e também no âmbito do Congresso Nacional, o jornalista Gerson Camarotti apurou a seguinte realidade: “existe uma dificuldade do presidente Lula (PT) em formatar alianças políticas para alavancar o seu palanque à reeleição em 2026, inclusive em Minas Gerais”. Jogos de azarSegundo especialistas e autoridades do governo federal, o crescimento dos jogos de azar no Brasil vai acabar deixando as pessoas cada vez mais viciadas. Isso está se tornando um problema de saúde pública. Ufa. Classes sociaisO deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) conquistou o posto de Secretário-Geral da Presidência da República, pois sempre foi ligado aos movimentos sociais. No âmbito do Palácio do Planalto, o novo titular seria o único capaz de bater de frente contra a poderosa ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). Banqueiros e criminososEm debate na TV Cultura, a economista Carla Beni disse que os banqueiros poderiam evitar o uso das instituições financeiras para lavagem de dinheiro dos marginais, mas os empresários sempre se esquivam. Cadáveres e votosJornalistas da crônica política avaliam uma possível falha nos cálculos do projeto do governador Cláudio Castro (PL). “O jogo era mandar matar para demonstrar força. Agora, o chefe do Executivo estadual vai usar os cadáveres dos 121 executados como moeda de troca?”, avaliam.

Sobre o crime organizado

A recente incursão policial no Rio de Janeiro para combater o crime organizado, com dezenas de mortos do denominado Comando Vermelho (CV), conquistou um grande espaço da mídia mundial. Por conta do seu modus operandi, não se sabe se a operação contribuirá para trazer a paz nos aglomerados da ex-Cidade Maravilhosa. Muitos acreditam que o resultado foi positivo, enquanto prospera a especulação de que o ato serviu para aumentar a popularidade do governador Cláudio Castro (PL), pré-candidato ao Senado em 2026. Seria uma espécie de candidatura banhada a sangue. O poder é algo tão fascinante que o ceifamento de mais de 100 vidas naquele ato é apenas um detalhe, e faz parte do jogo de interesse pessoal e eleitoreiro do titular do Palácio Guanabara. Esse pacote de maldades comandado pela liderança carioca já é uma realidade em todo o Brasil, com o recrutamento de “soldados”, para espalhar o terror em várias grandes cidades. Em Minas, a presença do crime organizado é forte em regiões como a Zona da Mata, Leste do Estado, especialmente em Belo Horizonte, onde os marginais do Comando Vermelho dividem espaço com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Cotidianamente, o noticiário policial menciona execuções, atos de vandalismo e outros crimes na periferia de BH, e cidades como Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Contagem e Betim. É hora das autoridades mineiras tomarem alguma iniciativa baseada na inteligência policial, combinada com os entes federados, para tentar barrar o crescimento desses grupos enquanto ainda há tempo. Sem medidas efetivas, as cenas dantescas ocorridas no Rio de Janeiro também podem acontecer em nosso Estado. Se o crime é organizado, as ações carecem de uma junção de forças. O governador Romeu Zema (Novo) precisa deixar de lado o viés ideológico que o separa de Brasília, e buscar uma solução para conter os criminosos em Minas. Para conquistar resultados práticos, vale a pena calçar as sandálias da humildade, em nome de preservar vidas e evitar confrontos como os de agora. O importante é haver um planejamento por parte das forças de segurança do Estado, propiciando um rumo diferente do que vem acontecendo, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Alexandre Kalil e Gabriel fazem barulho na política mineira

Quando o nome do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), foi confirmado para disputar o Governo de Minas, parecia ser uma espécie de jogo de cena. O ato de lançamento da pré-candidatura contou com a presença do presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi. Desde então, o assunto passou a ser mais considerado nas rodas de conversa entre as lideranças políticas. Inclusive, surgiu um comentário no sentido de que Gabriel Azevedo deve ser um nome a contar com o apoio do eleitor neutro, por conta de seu discurso como político de centro. Para completar, o pré-candidato é um cidadão com forte presença nas redes sociais. Quando volta ao seu passado, conforme informações de bastidores, o próprio deputado e ex-governador Aécio Neves (PSDB), enxerga como positiva a incursão de Gabriel neste projeto. Mas tudo pode mudar até o final do ano, quando irão acontecer os conchavos para formação de chapas rumo ao Palácio Tiradentes. Sem empolgação Outra pré-candidatura que provocou muito barulho é a do ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil (PDT). Seu nome circula apenas nos meandros de lideranças, sem aquela movimentação popular, tão peculiar para um caminho de vitória nesse tipo de empreitada. Tudo isso está acontecendo em Minas, por conta da falta de habilidade do Palácio do Planalto, até então incumbido de formar uma aliança forte visando conquistar o Executivo mineiro. Enquanto eram feitas análises, um roteiro de provocar “sono” em qualquer cidadão, alguns fatos aconteceram. Por exemplo, a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD pode não trazer um resultado prático, mas somente o tempo dirá. Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), tido como o político mais popular do Estado, ora aceita debater a sucessão estadual, ora fala que prefere esperar mais. Estamos chegando ao final do ano sem saber de um roteiro concreto que indique o caminho do senador Rodrigo Pacheco (PSD); do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD); da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT); do ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), entre tantos outros políticos. Com relação ao presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), a opção cogitada seria o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), mas a informação foi negada por pessoas próximas. Relativamente ao movimento em prol do vice-governador Mateus Simões, sabe-se de concreto sobre uma aliança do grupo dele com a finalidade de lançar o secretário de Governo Marcelo Aro (PP) ao Senado. Assim, a vaga de vice fica para ser preenchida depois, embora o nome indicado para essa posição seja o do megaempresário, Alex Diniz, atualmente primeiro suplente do senador Cleitinho Azevedo. Ninguém confessa, mas se esse projeto for levado a efeito, a intenção é neutralizar o senador republicano, que sempre figura na margem de 40% da preferência dos eleitores, quando se discute a eleição ao governo mineiro.