Vigílias – 4 a 11 de outubro de 2025

Ministro irritadoEm Brasília, a insinuação contra o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pela possível ligação dele com pessoas presas por atuação irregular na mineração, o deixa irritado: “quem estiver fomentando esse tipo de maldade vai pagar caro”. Ufa. Eduardo CunhaEstá cada vez mais difícil a convivência entre o ex-presidente da Câmara de Vereadores de BH, Gabriel Azevedo (MDB), e o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. Este último é pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. Consta nos bastidores que existe uma fila de partidos querendo a filiação dele para a disputa eleitoral no próximo ano. Anastasia na políticaHá um grupo de pessoas próximas ao deputado federal e ex- -governador Aécio Neves (PSDB) sugerindo que, se ele não quiser ser candidato ao Governo de Minas, deve convencer o ministro do Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia, a voltar a disputar o posto. Uma empreitada complicada. Líder ou vassalo?Os petistas dizem que o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado João Magalhães (MDB), de tanto dizer “sim, senhor” ao governador Romeu Zema (Novo), mais se identifica como um vassalo do chefe do Executivo mineiro. Política internacionalSegundo avaliação de especialistas, a complexa negociação de paz no conflito envolvendo Israel e o Hamas está sendo conduzida de maneira errada. “Deveriam ver o que pensa sobre o tema o governo iraniano, apoiador incondicional do grupo terrorista em suas ações em Gaza”. Gasoduto bilionárioPara se tornar popular, o governador Romeu Zema (Novo) foi capaz até de fazer um vídeo comendo banana com casca. Agora, o chefe do Executivo terá motivo para autorizar o seu governo a realizar uma grande divulgação institucional. Isso porque a Gasmig vai inaugurar o gasoduto do Centro-Oeste, cujo investimento da obra foi de cerca de R$ 1 bilhão. CPMI do INSSAo avaliar os primeiros depoimentos nos bastidores da CPMI do INSS, o economista paulistano Gesner de Oliveira demonstrou decepção sobre o tema. “Está claro que nomes importantes da política brasileira, possivelmente envolvidos na trama, ficarão de fora da lista de depoentes”, lamentou. Planos de saúdeO plano de saúde Amil promete voltar a atuar firme em Minas, especialmente na capital mineira, para tentar desbancar a hermética Unimed, que possui grande parte dos usuários do sistema. A ver. Unimed X Mater DeiNão são claras as motivações que levaram a direção da Rede Hospitalar Mater Dei a não aceitar pacientes pertencentes ao plano de saúde Unimed. Aí tem coisa. Silêncio do STFJornalistas da crônica política de Brasília já estão cientes que o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, terá um comportamento mais discreto e evitará entrevistas constantes. Deputado sem padrinhoNos corredores da Assembleia Legislativa, comentários apontam que o parlamentar Bruno Engler (PL) tem estado desanimado. Tudo por conta do afastamento do seu forte padrinho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que teria outras prioridades no momento. Atuação de Hugo MottaDados divulgados recentemente indicam que 76% dos internautas estão contra a atuação do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos). Isso, segundo avaliação de cientistas políticos, estaria prejudicando a relevância das ações dos membros do centrão. Meio ambienteExistem ambientalistas indicando ambiguidade nas ações do governo federal sobre o meio ambiente. Ora querem preservar, ora exigem liberação e autorização para mais perfuração de exploração de combustível em alto mar. Os trapalhõesSobre o julgamento do segundo grupo de denunciados na trama golpista de 8 de janeiro de 2023, o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho, atalhou: “eles fizeram provas contra eles mesmo o tempo todo. São ou não são trapalhões”? Deputados conservadoresA experiente jornalista Patrícia Campos Mello observou: “os parlamentares brasileiros, os mais conservadores, são contra o projeto de isenção do Imposto de Renda. Mas o governo deve ter força para impor um placar de vitória na hora da votação”, disse. Eduardo Bolsonaro“Relativamente à presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, fica nítido que o parlamentar já fez o que queria, atuando contra o Brasil nos bastidores do governo Americano. Com sua missão cumprida, deve retornar ao país e sentir o estrago causado na economia brasileira”. Opinião do filósofo Luiz Felipe Pondé.

PSD, MDB e PSB, bolas da vez

Decididamente, foi uma semana de efervescência na política mineira, diante do aumento dos comentários dando como certa a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, sob a égide do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Esse tema vem ocupando as manchetes dos jornais, ainda sem uma definição, mesmo que todos os indícios indiquem as chances de o tema ser levado a efeito. A possível filiação de Simões ao PSD é uma cartada dele visando conquistar mais chance nos bastidores, com vistas ao seu projeto de ser candidato ao Governo de Minas, em 2026. O atual partido de Simões, o Novo, é nanico em Minas e no Brasil. Ao avaliar esses fatos, o político em tela está costurando alianças com o objetivo de atingir o mínimo de capilaridade e garantir mais espaço no rádio e na TV, além de abocanhar o polpudo Fundo Eleitoral. Paralelamente ao debate da troca de siglas, vem a informação de Brasília, também sem confirmação. Se o vice for para o PSD, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, está em maus lençóis. Pode haver a indicação para a sua saída da Casa Partidária. Certamente, também ocorrerá a debandada de algumas dezenas de prefeitos e vereadores. No âmbito da Assembleia Legislativa, já se propala uma baixa de muitos dos atuais deputados. Relativamente aos deputados federais, não se prevê uma dança das cadeiras para não prejudicar a bancada deles na Câmara Federal. Essa jogada de aproximação Mateus Simões/Gilberto Kassab está levando o Palácio do Planalto a cuidar de temas dos bastidores da disputa eleitoral em Minas, no próximo ano. Uma das cartas na mesa, para garantir espaço ao senador Rodrigo Pacheco (PSD), consiste na filiação dele ao PSB, o mesmo do vice-presidente Geraldo Alckmin. Há também as conversações envolvendo essa decisão de mudança para o MDB, embora algumas pessoas relatem que o atual presidente do MDB estadual, o deputado federal Newton Cardoso Júnior, não abre mão de continuar na presidência. Tudo não passa de especulação e pode acontecer uma reviravolta, como a ida do senador Pacheco para o Supremo Tribunal Federal, embora, politicamente, isso possa representar uma falta de prestígio do Palácio do Planalto. Isso porque o grupo do presidente Lula (PT) ficará sem um palanque mensurável em uma eventual empreitada ao Governo de Minas, pois não passa dos 10% a 12% na avaliação popular. Enquanto se espera pelo calendário eleitoral de 2026, o jogo nos bastidores continua sendo jogado de forma profissional. Que vença o melhor.

Quem vai ser vice de quem no pleito eleitoral do próximo ano?

À medida em que o ano caminha para o fim, especula-se os nomes para uma eventual disputa ao Governo do Estado no pleito de 2026. No momento, há a formação de grupos e parcerias para fortalecer os aludidos postulantes ao Palácio Tiradentes. O evento irá movimentar a classe política mineira, inclusive com repercussão nacional, porque Minas é o segundo colégio eleitoral do país. Semana passada, o nome do deputado Aécio Neves (PSDB) voltou a ser destacado, especialmente nas redes sociais, como um dos pretendentes à peleja do próximo ano. Ao lado dele, permanecem outros integrantes das discussões desse projeto, como o vice-governador Mateus Simões (Novo), o senador Rodrigo Pacheco (PSD), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Nomes para vice Desde o início deste ano, quando se menciona a sucessão ao Governo de Minas, surge a figura do atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), avaliado como um parlamentar das práticas da boa diplomacia na política. Os jornalistas da crônica mineira avaliam que Tadeu pode ser candidato ao Governo ou ao Senado, mas se encaixaria bem como vice, pois a expectativa é que ao seu lado estaria uma quantidade imensa de colegas de parlamento, fieis parceiros dele em suas duas eleições para a presidência da Casa Legislativa. Quem também está de volta à vida pública é o ex-senador Clésio Andrade. Seu nome circula junto às lideranças pelo interior do Estado, por enquanto, sem uma definição quanto ao posto a ser disputado, embora muitos o vejam em três dimensões neste espaço: Pleitear o Palácio Tiradentes, tentar uma vaga no Senado, ou aceitar compor chapa com alguém na qualidade de vice. Com perfil procedente do segmento empresarial, consta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, cidadão preferido da imprensa da capital mineira. O dirigente tem experiência pública e já ocupou o cargo de secretário da Prefeitura na gestão do então prefeito Marcio Lacerda. Ele preside uma entidade que é referência nacional, além de comandar o Sebrae Minas. Se instado a participar de um projeto político, teria o perfil para vice- -governador, até porque, carrega em sua bagagem profissional a participação em eventos públicos e privados em vários continentes. Uma das grandes incógnitas se refere à prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). O seu perfil de chefe do Executivo por vários mandatos e de ex- -deputada estadual, a credencia a voos mais altos, inclusive a vaga de vice, em uma possível composição com o senador Rodrigo Pacheco. Contudo, pessoas próximas a Marília apontam para uma completa indisposição dela em participar da disputa em 2026. Na faixa dos políticos tradicionais, são citados como opções ao cargo de vice-governador o deputado federal Patrus Ananias (PT) e o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, o mesmo que venha ser enfatizado como interessado em ser cabeça de chapa na empreitada eleitoral que se aproxima. Matematicamente, quem almejar sucesso no pleito estadual em 2026 não pode excluir Uberlândia. O segundo colégio eleitoral mineiro, se a eleição fosse agora, poderia contribuir com dois nomes para composição de chapa: o ex-prefeito Odelmo Leão (PP) e o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL). Este último é considerado como um dos baluartes nas redes sociais.

Vigílias – 27 de setembro a 4 de outubro de 2025

Política em BHApesar da pífia votação na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte no último pleito, o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Gabriel Azevedo (MDB), continua com seu discurso político afiado. Aproveita todas as oportunidades para expressar palavras em defesa das classes mais humildes de BH. Resta saber se o seu discurso se sustentará por mais três anos. Sucessão em UberlândiaOs grupos que estão sendo formatados, tendo em vista o pleito majoritário de 2026, já enumeram um grau de preocupação para tentar incluir políticos de Uberlândia, por se tratar do segundo colégio eleitoral de Minas Gerais. Neste caso, as atenções para uma possível disputa ao Senado recaem sobre os nomes de Odelmo Leão (PP), Gilmar Machado (PT) e do deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL). A ver. Vale do AçoAté o mês de maio, quando ainda era dirigente da Associação Mineira de Municípios (AMM), o ex-prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, demonstrava entusiasmo com seu projeto para disputar a Câmara Federal. Agora, derrotado na disputa pela presidência da AMM, tem estado desanimado lá no Vale do Aço. Montes ClarosNa porta do Café Galo, no Centro de Montes Claros, frequentadores comentam sobre o futuro do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB). “As opções são continuar como deputado estadual, disputar uma vaga no Senado ou apostar na indicação do seu nome para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais”. Política em Juiz de ForaUma série de sugestões para o projeto político de 2026 estão na mesa do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Amigos recomendam incluir algum nome de Juiz de Fora, por conta da importância eleitoral da Zona da Mata. Diante da recusa da prefeita Margarida Salomão (PT) em renunciar ao posto para uma eventual demanda maior, outras figuras são mencionadas, como o ex-chefe do Executivo Bruno Siqueira. Eterno INSSNos debates de bastidores no âmbito da CPMI do INSS, em Brasília, constatou-se sobre a necessidade de uma vigilância permanente, implementando diferentes mecanismos para evitar que aproveitadores fiquem tentados a buscar sempre uma fatia do Instituto, atualmente com um orçamento na casa de R$ 1 trilhão por ano. Política internacionalUma senhora de 80 anos, porém, muito envelhecida em suas atividades cotidianas, perdendo protagonismo no cenário internacional. Esse é o retrato pintado por comentaristas para desenhar a realidade da Organização das Nações Unidas (ONU). Eduardo BolsonaroSem medir as consequências de sua opinião, o advogado João Santana sentenciou: “o Congresso já deveria ter aplicado punições contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), por conspirar contra o Brasil no exterior”. Ufa. Envolvimento de parlamentaresEm debate na TV Cultura, o jornalista Nelson Garrone disse ter informações sigilosas apontando para o envolvimento de alguns parlamentares no bojo das denúncias contra o INSS. “O tema começa a ser tratado nas discussões e pode significar um novo norte nas apurações da CPMI, com resultados imprevisíveis”. Políticos conservadores“Parece haver uma orientação ideológica para os políticos conservadores votarem contra projetos no Congresso Nacional que sugerem o aumento da proteção contra a destruição do meio ambiente. No futuro, quem vai sofrer mais com esse tipo de atitude é o setor produtivo”. Palavras da professora de Direito Público da Fundação Getúlio Vargas, Elida Graziane. Turbulência na Câmara“Relativamente à atitude de muitos deputados federais que agiram com veemência na defesa de pautas mais contundentes, lembra os movimentos que antecederam o golpe militar de 1964”. Opinião da cientista política Beatriz Rey. Setor mineralNa avaliação da imprensa, membros do governo estadual continuaram sendo questionados sobre a participação deles no esquema de licenciamento para exploração mineral na região metropolitana de Belo Horizonte. A operação terminou com prisões pela Polícia Federal. Hugo MottaA jornalista Vera Magalhães foi direto ao ponto. “O presidente da Câmara, Hugo Motta, é um fraco e não está tendo condições de manter a entidade no rumo certo”. Congresso NacionalO deputado federal Orlando Silva (PCdoB) disse: “o Congresso Nacional precisa se dar o respeito para ser respeitado”.

Desafio para o prefeito de BH

Sem oposição ferrenha, como acontecia no passado, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), tem evitado se envolver em antecipados projetos políticos, com vistas às eleições de 2026, para poder ter condições de transitar livremente em Palácios de Minas, especialmente em Brasília, onde tem sido tratado com toda deferência pelo Palácio do Planalto. Políticos experientes observam que o chefe do Executivo da capital quase sempre está conseguindo verbas para tocar projetos estruturantes e de cunho social para a cidade. Recentemente, Damião declarou a sua pretensão de se dedicar cada vez mais a contatos com o governo federal visando o incremento de recursos financeiros, até porque, em sua avaliação, os valores vindos da capital federal fazem toda a diferença para atender às demandas dos belo-horizontinos. Também é sabido do diálogo existente entre Damião e o governador Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, comenta-se que essa aproximação é fruto de um viés de boa convivência, porém, não se conhecem programas e projetos organizacionais do governo mineiro a serem executados em parceria com a municipalidade, a não ser nos itens concernentes ao atendimento à saúde e à segurança. O desafio posto à mesa é saber até quando Álvaro Damião vai conseguir tocar esse estilo de vida pública, apenas por conta e méritos procedentes de seus atos e decisões administrativas, sem se envolver em debates políticos partidários e de grupos. Tanto os zemistas quanto os membros do Palácio do Planalto já estão de olho na popularidade dele para ajudar a turbinar projetos eleitorais de 2026. Em tempos de polarização política no país, os prognósticos de agora podem ser alterados quando chegar a peleja do próximo ano. O chefe do Executivo da capital mineira, se ostentar um governo bem avaliado, pode influenciar parte dos cerca de dois milhões de eleitores de BH. Dependendo da notoriedade, também seria capaz de entusiasmar seus colegas prefeitos da Região Metropolitana. Eles, unidos, significa dizer um colégio eleitoral de cinco milhões de eleitores, perpassando por mais de 30 municípios. Muito provavelmente, para seguir o roteiro de agora, Damião precisa se manter na trilha de homem público democrático, ouvindo as diferentes correntes de pensamentos para abrandar as inúmeras demandas encaminhadas pelos vereadores. É importante a capital mineira realizar obras estruturantes que são esperadas e almejadas pela população há décadas.

Prefeito de Nova Lima é lembrado para disputar as eleições em 2026

Avaliados como homens públicos forjados nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o deputado Nikolas Ferreira (PL), já ocupam espaço no âmbito da política mineira e nacional, com atuação baseada em postagens em seus perfis que possuem milhares de seguidores. Isso é um fato relacionado com o fenômeno da comunicação digital. No entanto, o uso dessas ferramentas não é o único caminho para conquistar notoriedade e popularidade. Neste sentido, vale mencionar o caso do prefeito de Nova Lima e presidente da Associação dos Municípios da Grande Belo Horizonte (Granbel), João Marcelo (Cidadania). Com seus 33 anos, o chefe do Executivo foi reconduzido para um segundo mandato por 85,64% dos eleitores. Ele é destaque por comandar uma cidade considerada uma das mais bem administradas do Estado, com um índice de desenvolvimento humano de primeira qualidade. Por conta disso, o prefeito tem sido mencionado para disputar cargos majoritários no pleito de 2026. Outras lideranças Atualmente, não apenas as redes sociais são capazes de proporcionar visibilidade aos políticos. Um bom trabalho, mediante probidade e tirocínio administrativo, também os credenciam nas conquistas mais relevantes e de protagonismo perante as comunidades públicas em geral. Ao lado de João Marcelo, avaliado pela imprensa como um político de expressão da nova geração, também surge outro nome de destaque, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão. Ele comanda a Prefeitura de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, pelo segundo mandato e foi citado como uma das opções para ser vice na chapa do pré-candidato ao Governo do Estado, senador Cleitinho Azevedo. Falcão lidera a AMM que tem mais de 800 municípios filiados, para cujo cargo foi eleito com mais de 60% dos votos. Tendo assumido a Prefeitura de Belo Horizonte, diante do falecimento do titular Fuad Noman, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) tem feito uma administração ao estilo bem participativo, marcando presença em diversos atos e encontros cotidianamente. Isso o eleva a uma situação de popularidade com margem positiva, segundo sondagem e comentários dos jornalistas da crônica política da capital mineira.

Exportações mineiras

Os impactos do tarifaço dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros estão sendo um pesadelo para empresários e firmas exportadoras. Conforme dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a queda no envio de produtos ao país norte-americano foi de 50,44%, naturalmente, ocasionando preponderantes prejuízos para a cadeia produtiva mineira. Segundo levantamento recente do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, em agosto de 2025 na comparação com julho, o faturamento passou de US$ 431,67 milhões para US$ 213,94 milhões. As consequências dessa realidade são nítidas, com déficit na balança comercial de US$ 21 milhões. As autoridades e envolvidos no tema rememoram que essa é a primeira vez que isso ocorre desde 2018. Essa informação negativa para o setor produtivo mineiro tem gosto amargo. De acordo com projeções da Fiemg, os impactos tendem a se aprofundar nos próximos meses à medida em que a nova tarifa alcance toda a pauta de exportação. É que o mercado internacional ainda está se aclimatando com as novas taxas. Os números de hoje não refletem a plena dificuldade, por conta de uma antecipação de embarques de mercadoras antes do dia 6 de agosto, quando era possível utilizar as taxas de apenas 10%. A Fiemg pontua que já se sente uma forte queda em setores tradicionais na pauta de exportações no Estado. As vendas de café tiveram redução de 17,05% no período, enquanto os embarques de ferro gusa recuaram 73,62%, volume ainda maior do que a queda das exportações mineiras em geral. Roga-se pelo espírito conciliador dos mineiros, para junto às autoridades de Brasília e também das lideranças empresariais, encontrar uma solução definitiva para o entrevero. Sem debate ideológico, porque não é salutar deixar que temas políticos possam influenciar negativamente no segmento produtivo mineiro, tão reconhecido nacional e internacionalmente na produção de grãos. O momento é de baixar as armas, pendurar o radicalismo e implementar discussões proativas para o bem de todos. É hora de uma comunhão de esforços para consumar uma atuação de bom senso, mesmo que do ponto de vista da ideologia seja uma trégua temporária. Mas vale a pena saber que isso pode salvar empregos, rendas e a continuidade de uma economia forte e duradoura.

Vigílias – 19 a 27 de setembro de 2025

Política em Ipatinga Desgastado por conta de injunções administrativas, o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), poderá ter mais problemas a partir de agora, porque os vereadores da oposição prometem bater pesado e criticar seus possíveis desmandos. Pelo visto, Nunes vai precisar de um bombeiro para apagar esse incêndio. Damião, ausente A assessoria do governador Romeu Zema (Novo) ainda nutre desconfiança de que a ausência do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), no palanque do 7 de setembro, teve o objetivo de evitar que ambos fossem fotografados lado a lado. Democracia brasileira O filósofo Mario Sergio Cortella rememora: “em mais de 500 anos de história do Brasil, poucas foram as décadas onde a população esteve em condições de viver a plena democracia. Neste longo período, sempre aconteceram golpes ou tentativas de golpe militar”. Política em Uberlândia Desvencilhado dos problemas perante o Poder Judiciário, o ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), já avisou que vai entrar firme em campanha. Não se sabe exatamente a que cargo. Governador Valadares Na capital do Vale do Rio Doce, há uma disputa para saber quem tem mais dinheiro para gastar em política. Se o deputado Hercílio Diniz (MDB) ou Euclydes Pettersen (Republicanos). Ambos possuem a fama de apoiar nomes para disputas eleitorais em diferentes postos. Calma, deputado Quem quiser deixar o deputado Antônio Pinheiro Neto (PP) irritado, basta dizer que os problemas fundiários em Ibirité serão resolvidos. Além de controlar o cartório da cidade, sua família agora também comanda a política do município. Apoiando o esporte Torcedores do América estão arrasados com a saída do deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT) da presidência do Clube. Na verdade, a fúria é pelo fato de não poderem mais contar com o tradicional complemento financeiro mensal. Política em Belo Horizonte Distante dos holofotes, o ex-prefeito Alexandre Kalil passou a ser o queridinho dos influenciadores digitais. É que suas declarações quando o assunto é política são sempre carregadas de predicados, causando uma verdadeira agitação perante os internautas. Rubens Menin Vários cenários sobre o projeto político para conquistar o poder em São Paulo são traçados em Brasília. Se a opção for pelo lançamento da candidatura de Geraldo Alckmin (PSB) ao Governo do Estado, pode prosperar a possibilidade de o presidente Lula (PT) convidar o mineiro Rubens Menin para ser o seu vice. A ver. Estados Unidos Levantamento de entidades não governamentais indicam que uma média de 45 mil pessoas morreram nos Estados unidos em consequência de problemas com armas de fogo. Mesmo assim, as autoridades continuam incentivando o uso sem medir as consequências dos atos. Simões no PSD Quem esteve recentemente com o presidente estadual do PSD, deputado Cassio Soares, ficou com a nítida impressão de que a filiação do vice-governador Mateus Simões (Novo) à sigla é uma questão de meses. Cena única: Amigos de Rodrigo Pacheco (PSD) já têm como certa a ida do senador para o União Brasil, para cair nos braços do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e outros importantes parceiros. A ver. Aécio X Zema Em Brasília, cogita-se a pretensão do deputado Aécio Neves (PSDB) se candidatar à Presidência da República. Em Belo Horizonte, a articulação seria para que o tucano tentasse voltar ao Palácio Tiradentes. Em seu projeto político, Aécio almeja bater pesado contra o governador Romeu Zema (Novo), começando pelas críticas ao seu viés de privatista. Venda da Copasa Na semana passada, empresários de São Paulo vibraram com a informação veiculada pela imprensa, apontando o caminho aberto sobre a venda da Copasa. Aí tem coisa. Jarbas Soares, fora? Ao se aposentar do comando do Ministério Público do Estado, Jarbas Soares Júnior também perdeu o alcance do brilho dos holofotes. Assim, o seu projeto para disputar o Governo de Minas subiu no telhado. Sucessão mineira Relativamente à sucessão mineira de 2026, o presidente Lula (PT) teria confidenciado a interlocutores que gostaria de envolver o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), nas discussões sobre um projeto de aliança com o centro-esquerda. Emendas parlamentares O empresário Emerson Kapaz comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conter a gastança dos deputados via as emendas parlamentares. “Tem de haver uma disciplina, porque os congressistas estão fazendo tudo errado”, vaticinou.