Vigílias – 21 a 28 de março de 2026
Aécio Neves Tem havido uma verdadeira romaria de deputados e pré-candidatos às eleições deste ano no gabinete do deputado federal Aécio Neves (PSDB), querendo filiar ao partido tucano. Consta que o parlamentar está fazendo uma espécie de pente-fino, inclusive com olhar atinente ao alinhamento ideológico. Mares Guia no páreo Na semana passada, o nome do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia voltou a ser mencionado como uma das opções para ser candidato ao Governo de Minas, com aval do Palácio do Planalto. A ver. Adalclever poderoso O ex-presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PSD), segundo consta dos bastidores, é um dos principais articuladores na escolha de um nome para ocupar a terceira vaga como Conselheiro do Tribunal de Contas. Vereador ou deputado? Decidido a ser candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, o presidente da Câmara de BH, professor Juliano Lopes (Podemos), quando é indagado a respeito de seu reduto eleitoral, atalha: “não preciso do apoio de prefeitos e vereadores do interior, pois estou garantido na minha região de atuação, o Barreiro”. Ufa. PF e o Galo Em Brasília, propala-se a informação de que a Polícia Federal (PF) continua investigando os negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a sua participação societária na SAF do Clube Atlético Mineiro. Articulador de Simões? Nos corredores da ALMG, comentários indicam que o deputado estadual Roberto Andrade (PRD) teria negado o convite para ser um dos coordenadores da campanha do vice-governador Mateus Simões (PSD). Deve ser a mágoa antiga do parlamentar, pelo fato de o Palácio Tiradentes ter tirado seu apoio ao então candidato à presidência da Assembleia Legislativa. Coisas da política mineira. Inteligência artificial Especialistas em educação são unânimes em categorizar que a inteligência artificial veio para ficar. No entanto, a utilização de maneira indiscriminada pode terminar minimizando a significação dos professores e dos próprios educandários, especialmente nos primeiros anos de estudo. Eles sugerem uma regulamentação para uso do processo. “O Agente Secreto” “Não foi laureado internacionalmente como gostaríamos que fosse. Porém, quem assistiu ao filme ‘O Agente Secreto’ se identificou plenamente com a narrativa de uma época sombria na vida política do Brasil”. Opinião do filósofo Mario Sérgio Cortella. CPMI do Master “Caso seja aprovada a CPMI do Banco Master, o tema poderá envolver dezenas de personalidades dos Três Poderes e o Brasil ficaria paralisado”, vaticinou a professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida. Senador na vitrine Avaliado como um parlamentar de atuação mediana por conta da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos) se transformou em uma espécie de entrevistado preferido da imprensa nacional. Jornalistas da crônica política de Brasília avaliam que essa realidade deve ajudá-lo na disputa pela reeleição ao Senado. Aulas à distância O Ministério da Educação tem enfrentado dificuldades para equilibrar a expansão do ensino à distância com a qualidade educacional. Especialistas lembram que se os mestres aprendem de maneira precária, poderam refletir também nos seus futuros alunos. Brasil das CPIs “Brasília pega fogo e só se fala em denúncias, corrupção, Banco Master e a vontade de políticos em aparecer nas CPIs. Isso será minimizado quando chegar a época da eleição. Até lá, o clima seco da capital federal pode ficar ainda pior”. Opinião do cientista político Sergio Fausto. Até tu, ACM? Por certo, o envolvimento de ACM Neto com o Banco Master deixou no ar uma certa dose de frustração. Até então, o político baiano era uma obra-prima do centrão para futuros embates políticos. Pesquisas eleitorais Cientistas políticos e pesquisadores afirmam que as sondagens de intenção de voto, divulgadas até agora, servem apenas como informação. Os levantamentos serão para valer a partir de junho, mais precisamente depois da Copa do Mundo. Será, gente? Governadores candidatos A imprensa afiança que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por conta de sua oratória fácil e narrativa menos radical, estaria em vantagem na disputa ao Palácio do Planalto em comparação com seus outros colegas, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado. O problema é convencer essa turma dos privilégios do rio-grandense. Motoristas de aplicativo As discussões relacionadas à regulamentação da profissão de motorista de aplicativo estão bem adiantadas no Congresso Nacional. O problema é que muitos desses profissionais são contra a efetivação do projeto, pois possivelmente perderiam a liberdade de atuação. Trump, o monstro? Em debate na TV Cultura, a doutora em Comunicação e Cultura, Marlene Moura, vacinou: “o presidente Donald Trump é um monstro compulsivo e essa realidade ficou ainda mais evidente após o início da guerra dos americanos contra o Irã”.
Escolha de um nome para vice-governador tem sido um desafio

A janela partidária, período quando se permite a mudança de sigla, está em sua reta final, cuja data- -limite será em 31 de março. Na Assembleia Legislativa, aconteceu uma intensa dança das cadeiras. A surpresa maior recaiu na decisão do deputado João Magalhães em deixar o MDB para se filiar ao PSD, partido do vice-governador Mateus Simões, pré-candidato ao Governo de Minas Gerais. Desde o final do ano passado, Magalhães se queixava do desconforto de conviver com o presidente do MDB, o influente deputado federal Newton Cardoso Júnior, a quem o parlamentar acusa de não ser democrático em suas decisões cotidianas no âmbito do partido. Decisão sobre vice Para além de especulações citando nomes já conhecidos como possíveis opções ao cargo de vice-governador, uma novidade surgiu na semana passada: a chance do atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), ser escolhido na qualidade de vice na chapa a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco. Juridicamente, estaria tudo certo. Vale dizer, Tadeu, já eleito Conselheiro do Tribunal de Contas, não está impedido de disputar qualquer cargo, enquanto não acontece a sua efetiva posse naquela Corte. No momento, a lista de postulantes como companheiro de chapa do pré-candidato, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), já conta com três sugestões: presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (Republicanos); presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe; e o empresário Vittorio Medioli. O curioso é que o nome do presidente da Fiemg faz parte ainda da preferência do candidato Mateus Simões (PSD). Também está no âmbito de Simões a possibilidade de convencer seu amigo e secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), em desistir de disputar o Senado para ser o número dois em sua chapa ao Palácio Tiradentes. Já na porta do Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, onde temas políticos fazem parte do bate-papo cotidiano, frequentadores comentam que o pré-candidato ao governo, Alexandre Kalil (PDT), diante da dificuldade de convencer alguém para ser seu vice nesta peleja, deve convidar a companheira de partido, a deputada federal Duda Salabert. Mas tudo não passa de conversa de populares, sem avaliação ou confirmação do partido e coordenadores de campanha do ex-prefeito.
Edição 2210 – 14 a 21 de março de 2026

Clique aqui para baixar a versão digital
Vigílias – 14 a 21 de março de 2026
Zema e a comunicação Amargando uma baixa popularidade nas pesquisas à Presidência da República, o governador Romeu Zema (Novo) deve ter percebido que sua aversão pela comunicação tradicional lhe fez falta. Ao longo de sete anos de administração, o chefe do Executivo era 100% adepto das redes sociais, cuja ferramenta o coloca em desvantagem na disputa pelo Planalto, ficando na rabeira de quase todos os seus concorrentes. Sucessão mineiraAo ser indagado em relação à sucessão ao Governo de Minas, o prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), respondeu que não será candidato a vice-governador. “A minha eleição para a prefeitura foi um projeto desafiante, portanto, é meu dever ficar no cargo até o final do mandato. Estou satisfeito no meu lugar”. Juiz de Fora A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), repreendeu auxiliares que estavam falando de política partidária em pleno desastre climático. “Nem pensa nisso. Estão todos proibidos de tocarem neste assunto no momento. Agora, vamos trabalhar pela recuperação da cidade”, vaticinou. Ufa. Política no Vale do Aço O ex-prefeito de Coronel Fabriciano e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), o médico Marcos Vinicius, propala no Vale do Aço que será candidato a deputado federal e trabalha para ser o mais votado da região. Seus adversários percebem um pouco de delírio nesta propagação. Uberlândia Na Capital do Triângulo Mineiro, dois assuntos caminham para a hibernação. O primeiro deles é a possível candidatura do deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) ao Senado. E o segundo é sobre uma ensaiada candidatura do ex-prefeito Odelmo Leão (PP) a deputado estadual. Ambos os temas carecem de confirmação. Política em BH O deputado federal Patrus Ananias (PT) circula desanimado pelos espaços públicos na capital mineira. Ele está sendo ignorado nos debates de seu partido que visam escolher um nome para representar o PT na disputa ao Governo de Minas. Sabará Depois de seguidos mandatos como prefeito de Sabará, na Região Metropolitana de BH, Wander Borges tem dúvidas em relação a uma possível candidatura para deputado estadual. A não ser que surja um padrinho financeiro de sua campanha. Quem se habilita? Eleições para deputado Ao longo dos meses, o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, tem se reunido com diferentes líderes para incentivar a candidatura de ex-prefeitos ao Parlamento mineiro. Até agora, não se sabe qual o resultado prático de sua empreitada, visto que o projeto foi rechaçado pelos atuais parlamentares. Política em Montes Claros “Ao deixar a presidência estadual do Partido Liberal em Minas, o deputado federal Marcelo de Freitas pode perder popularidade no Norte de Minas”. Isso é o que se comenta na porta do Café Galo. A ver. Prefeito de BH Em uma de suas muitas falas relacionadas à política mineira, o presidente Lula (PT) teria dito: “vamos transformar o prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil), em uma liderança carismática”. Fim de uma era Com a ida do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), para o Tribunal de Contas, chega ao fim um projeto que manteve sua família na cena política mineira por 40 anos. Seu pai, Luiz Tadeu Leite, exerceu o mandato de vereador e prefeito de Montes Claros, depois foi deputado federal e estadual e secretário de Estado. André Martins, outro filho do patriarca, deverá continuar sendo advogado. Problemas do BRB Diante do impacto nacional ocasionado pelo Banco Master, autoridades do mundo financeiro estão em alerta com o que pode acontecer com o Banco Regional de Brasília (BRB). Para alguns analistas, a entidade já estaria na mira do Banco Central. Abraço de fogo “Se o presidente Lula (PT) oferecer qualquer tipo de ajuda ou tentar defender o seu filho, Lulinha, a situação pode complicar e levar ambos para o abismo”. Previsão catastrófica do jornalista Gerson Camarotti. Covardia dos grandes Especialistas internacionais observam que no episódio da guerra Estados Unidos/Irã, nações como China e Rússia deveriam ter tido comportamento diferente. Agem de forma covarde e sem oferecer apoio. Maioridade penal Sobre a proposta no Congresso Nacional para reduzir a maioridade penal para 16 anos, a jornalista Bianca Santana contestou: “isso não vai ajudar em nada a diminuir a violência no Brasil”. Política nacional Jornalistas da crônica política de Brasília ironizaram a decisão do governo de liberar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para disputar a eleição em São Paulo.
Transporte coletivo X Políticos
Especialistas ouvidos por nossa reportagem avaliam como positiva a possibilidade de implementação do Marco Legal do Transporte Público Coletivo no Brasil (PL 3.278/21), projeto que deve ser votado no Congresso Nacional nas próximas semanas. O tema deve incrementar os discursos políticos, especialmente do pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que consta nos bastidores em Brasília. Para além do interesse político, o advogado e conselheiro do Instituto Brasileiro de Estudos Técnicos Avançados (IBETA), Marcello Lauer, considera que o PL 3.278/21 tem em seu bojo uma espécie de oxigenação para o setor de transporte coletivo nacional, a partir da possibilidade de municípios utilizarem outras fontes de financiamento para ajudar a reduzir o custo das tarifas. Ele também avalia como positivo o debate sobre o tema, pois o Marco Legal exige critérios claros de transparência para reajustes tarifários. Concluindo o seu raciocínio, Marcello Lauer vaticina que a falta de transparência e de modelagem econômica ainda é um dos principais problemas dos sistemas de transporte no país. Sem muita convicção do que possa acontecer a partir do debate, o diretor-presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Francisco Christovam, opina que a proposta surge após anos de deterioração financeira dos sistemas de transporte coletivo. A situação ficou ainda mais complicada a partir da pandemia, com forte queda na arrecadação das empresas. Por todas essas razões, Francisco Christovam entende não ser mais possível continuar alimentando o atual sistema apenas com a tarifa paga pelos passageiros. É importante haver uma discussão mais completa no projeto a ser implementado, para estimular maior planejamento dos sistemas de transporte e revisão das redes de linhas, contratos e modelos operacionais. A sociedade deve se lembrar que o transporte coletivo sempre esteve na mira da imprensa, tanto em Belo Horizonte quanto no Brasil, como um dos feudos financiadores de políticos, especialmente de vereadores quando estão em campanha política. Agora que tudo está indo por água abaixo, os empresários querem dividir as mazelas com o poder público. Fiquemos todos de olhos bem abertos para evitar as investidas de espertalhões.
Edição 2209 – 7 a 14 de março de 2026

Clique aqui para baixar a versão digital
Distribuição de riquezas
A capacidade do Brasil em produzir riquezas e repartir os benefícios de maneira justa e razoável encontra gargalos complexos. Um deles é a sanha pela fortuna de muitos empresários que só pensam em aumentar seus patrimônios. Depois ocorre um viés político, onde o caminho visa o incremento dos ganhos pelos patrões, ao mesmo tempo que minimiza a distribuição dos resultados positivos para seus empregados. Os bons salários de empregados em empresas sólidas fazem conexão com a realidade relativamente à repartição dos ganhos, concebendo as chances de turbinar a economia do país. Alguns dirigentes do setor público dizem que a melhoria dos valores pagos a quem produz é a maneira mais democrática de distribuição das prosperidades. Por ser um país com desigualdades, o Brasil encontra dificuldade para atender às demandas aqui elencadas. A economia nacional não se desenvolve como deveria por uma série de pormenores, como explica a economista do trabalho, Helena Duarte. Em sua avaliação, a discrepância salarial reflete a lógica de oferta e demanda. Ela enumera que áreas técnicas requerem qualificação formal e as empresas pagam mais para atrair e reter talentos. Já as funções operacionais costumam exigir menor tempo de formação e pressionam os salários para baixo. O sociólogo André Nascimento observa que há barreiras estruturais importantes, como a desigualdade educacional, ingresso precoce no mercado de trabalho e baixa renda familiar. Na concepção do profissional, muitas pessoas precisam trabalhar desde cedo e não conseguem investir tempo nos estudos, o que contribui para perpetuar o ciclo. Para minimizar esse cenário, especialistas defendem ações articuladas entre governo, empresas e instituições de ensino, inclusive com a proposta de ampliação dos programas de formação técnica gratuita e incentivo à participação de escolas em sistema de educação continuada. A economia brasileira ainda é fortemente baseada na prestação de serviços. Esse patamar de destaque como empregado, certamente não depende dos interesses de quem vai ser contratado. Isso está em sintonia com a necessidade de investimento em educação, para aumentar a renda per capita dos brasileiros. No modelo de hoje, empresários e financistas concentram 80% do giro econômico. A verdade é que continuará existindo uma enorme desigualdade social. Para mudar esse perfil, somente quando acontecer a junção dessas ações.
Edição 2208 – 28 de fevereiro a 7 de março de 2026

Clique aqui para baixar a versão digital
Vigílias – 28 de fevereiro a 7 de março de 2026
Residência do governadorUma indagação ouvida nos corredores da Assembleia Legislativa diz respeito a uma informação curiosa. “Onde Mateus Simões (PSD) vai residir, visto que irá assumir o Governo do Estado daqui a 60 dias?”. Só para rememorar, quando iniciou seu mandato, o governador Romeu Zema (Novo) fechou o Palácio das Mangabeiras. Rede Minas de ComunicaçãoDevido à transferência de ativos do Executivo mineiro para o governo federal, alguns problemas podem surgir. Um dos assuntos que tem gerado preocupação nos bastidores seria a possível desarrumação na estrutura da Empresa Mineira de Comunicação (EMC). Comunicação socialSegundo jornalistas da crônica política mineira, o secretário de Estado de Comunicação, Bernardo Santos, estaria de saída do posto. Ele deve acompanhar o governador Romeu Zema (Novo) em seu projeto nacional. Pimentel e Igor EtoJá não se propala mais nos meandros petistas de Minas sobre a possível candidatura do ex-governador Fernando Pimentel a deputado federal. Outro nome esquecido é o do diretor do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Igor Eto. Ele visitou vários prefeitos e lideranças municipais no ano passado, propalando o seu projeto para o Congresso Nacional. Candidatura sem fôlegoEnquanto abrem espaço para difundir as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT), Eduardo Leite (PSD), entre outros nomes, jornalistas da imprensa especializada não concedem o mesmo espaço para o governador mineiro Romeu Zema (Novo), também pré-candidato à Presidência da República. Poder do deputadoConsta nos bastidores do Parlamento mineiro que coube ao líder do Governo na ALMG, João Magalhães (MDB), a finalização das articulações para viabilizar a candidatura do presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), como Conselheiro do Tribunal de Contas. Isso no plano interno, pois Tadeu teria contado também com a ajuda significativa do seu amigo, o Conselheiro Agostinho Patrus Filho. Nikolas e SimõesA agenda conjunta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e do vice-governador Mateus Simões (PSD) para contatos políticos no interior mineiro, teria produzido poucos resultados eleitorais, mas serviu muito para turbinar as redes sociais. Mercado CentralO espaço de gastronomia e lazer do Mercado Central sempre dominou o segmento em Belo Horizonte. Por conta de parcerias comerciais mal engendradas, o poderoso Mercado está tendo de dividir a preferência com o Mercado Novo, local que já está sendo bem divulgado pela imprensa de BH. Uma concorrência saudável. Banco do CentrãoEm Brasília, os jornalistas da crônica política costumam denominar o Banco Master de Banco do Centrão. Se estiverem próximos ao senador Ciro Nogueira (PP), os comunicadores não pronunciam essa frase para evitar ouvir um palavrão. PenduricalhosNa avaliação do jornalista Gerson Camarotti, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, promete ser um verdadeiro “ferrinho de dentista”, no sentido de infernizar a vida dos congressistas, até os parlamentares entrarem na briga para regularizar a situação de quem está sendo beneficiado pelos penduricalhos. Brinquedo de Trump“Tudo deveria ser diferente, mas a realidade é que o Conselho de Paz, idealizado e implementado por Donald Trump, não passa de um brinquedinho do presidente”. Opinião da jornalista Patrícia Campos Mello. Desafio para DamiãoDados técnicos apontam para a exigência de déficit habitacional da ordem de 50 mil moradias. Um grande desafio para o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil). Europa X RússiaEm debate na TV Cultura, o cientista político Sérgio Fausto categoriza: “A Europa não tem armas suficientes para bater de frente com a Rússia em sua guerra contra a Ucrânia. Os europeus ficam na base do faz de conta”. Dono do mundo“Ele quer mesmo é estabelecer o fim do processo democrático e se colocar como uma espécie de dono do mundo. É necessária uma reação mundial para barrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”. Comentário do empresário Emerson Kapaz.
Novo capítulo da BR-381
Chegou o ano eleitoral e continua somente na promessa a expectativa de remoção das famílias que residem às margens da BR-381, no trecho de 43 quilômetros entre Belo Horizonte e Caeté. Enquanto o assunto espera uma solução, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, foram registrados dezenas de acidentes na localidade, inclusive fatais, durante o período de Carnaval. Essa cena se repete há 30 anos, e cada presidente da República em campanha promete uma resolução definitiva para o certame. No atual governo, o assunto conseguiu evoluir e já se percebem melhorias na pista de Caeté até Governador Valadares, enquanto as obras de infraestrutura continuam sendo executadas. O gargalo desse imbróglio pode significar falta de tato das autoridades para resolver essa situação. Na extensão entre a capital mineira e Caeté, a demanda ficou a cargo do governo federal. Existem famílias que vivem no local há décadas e resistem em sair de lá, seja por motivos econômicos ou por não saberem para onde serão levadas. Por seu turno, o poder público alega possuir os terrenos destinados à construção das novas moradias dos inquilinos. O fato é que esse tema garantindo o início da duplicação e correção das pistas é desgastante, hibernado na burocracia estatal há anos. Toda vez que parece chegar a um acordo, entram em cena os parlamentares ligados aos movimentos sociais e o debate se estende ao Judiciário. Por conta dessa realidade, o Vale do Aço deixa de crescer pela falta de estrutura para escoamento dos produtos da região. Os atores envolvidos nesse capítulo carecem de aproveitar a boa vontade política para encontrar um caminho definitivo para essa celeuma. Se isso não for concebido nesse primeiro semestre, ficará impossível sanar a demanda no espaço da campanha eleitoral de 2026. Não falta mais nada a debater nesse assunto que vem sendo tratado pela imprensa como um conflito, onde motoristas e passageiros são as vítimas constantes, além do prejuízo para quem tem os seus veículos destroçados nas inúmeras curvas dessa fatídica Rodovia da Morte.