Alguns nomes são citados como fortes para disputar o Senado

O mundo político mineiro está surpreso com a aproximação entre o vice-governador Mateus Simões (PSD) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Segundo interlocutores, tem havido apenas agenda comum entre os políticos, porque ambos nutrem projetos diferentes. Nikolas planeja buscar mais um mandato com uma mega votação, contribuindo para a eleição de alguns parlamentares, assim como aconteceu no último pleito. Relativamente ao pré-candidato Mateus Simões, sua pretensão é convencer o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) a ser o seu vice na chapa. Ele tem se esquivado a bater o martelo sobre o assunto. A desculpa mais recente seria no sentido de prestar assistência a um familiar com problemas de saúde. Aécio para o Senado Reunindo informações debatidas em ambientes fechados, antes e durante o Carnaval, há uma constatação da construção da candidatura para o Senado do atual presidente do PSDB nacional, o deputado federal e ex- -governador Aécio Neves. Essa possibilidade seria em um contexto da possível candidatura ao Governo de Minas do senador Rodrigo Pacheco (PSD). No campo político da peleja em torno de Pacheco ao Palácio Tiradentes, o nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), também é mencionado para disputar a Casa Alta do Congresso. Ela mesma disse que há duas vagas, então seria bom possuir na disputa um político de centro, para buscar votos desse segmento para além do centro-direita e centro-esquerda. Para os matemáticos da política mineira, Aécio Neves se encaixaria perfeitamente nesse perfil descrito pela prefeita de Contagem. Para além dessas informações, existe outro nome forte com apoio do governador Romeu Zema (Novo) e do seu vice Mateus Simões. Ao deixar de ser deputado, o secretário de Governo, Marcelo Aro, sempre mirou a disputa ao Senado. Sua pretensão se tornou cada vez mais visível ao ser indicado para o cargo atual, o que lhe permitiu estreitar o relacionamento com deputados estaduais de diferentes partidos. Também intermediou inúmeros projetos às prefeituras, especialmente as mais distantes da Região Metropolitana. “O quadro de agora deixa bastante claro que se Aécio Neves efetivamente optar por uma candidatura dessa magnitude, terá pela frente um competidor que tem bala na agulha”, pontuam os amigos do secretário de Governo.

Vigílias – 14 a 21 de fevereiro de 2026

Zema X Flávio RoscoeAo ser informado que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, está sendo cortejado pelo Partido Liberal para ser candidato a governador ou a senador, Romeu Zema (Novo) se prontificou em conversar novamente com o empresário. A ideia é que Roscoe fique ao lado do projeto de Mateus Simões (PSD). Espera-se o resultado dessa nova incursão nos próximos dias. Deputado e as mineradorasNa semana passada, o deputado Thiago Cota (PDT) recebeu reforço de dez de seus colegas de Parlamento para turbinar o seu projeto de se tornar Conselheiro do Tribunal de Contas. A sua candidatura já é apoiada discretamente pelo setor produtivo mineiro, especialmente pelas mineradoras, segundo comentários na Assembleia Legislativa. Juliano, deputado?Não tem nada de modéstia, a pretensão do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos), em sua caminhada para disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Seus amigos dizem que o vereador tem grandes chances de ser o mais votado entre os demais colegas, que também almejam o Parlamento mineiro. Aécio e Mares GuiaNos bastidores da política mineira, ninguém mais menciona o nome do tucano Aécio Neves para disputar cargos majoritários no Estado. Já a tese da candidatura do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia ao Governo de Minas parece ter subido no telhado. Aro X Eduardo CunhaDisposto a se tornar uma significativa liderança em Minas, o ex- -presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, tem importantes apoios para levar a efeito a sua pretensão. No momento, a imprensa nacional especula que o político teria como um dos padrinhos o influente secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro. Política nacional“Quero ver quem vai ter coragem de dizer para o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) que ele está fora do projeto de Lula (PT) na eleição deste ano. Vai precisar ceder o seu lugar para uma nova composição”. Opinião do jornalista Gerson Camarotti. Filas do INSS“O Brasil quer ser protagonista no cenário mundial como uma potência respeitada, porém, passa pelo vexame de ver três milhões de pessoas nas desumanas filas do INSS”. Avaliação da professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida. Política internacionalPara analistas internacionais, os Estados Unidos não terão as mínimas condições de conter uma anunciada escalada de violência na Venezuela, devido a conflitos ocasionados pela política local. Brasil/Estados UnidosEm Brasília, os jornalistas da crônica política dizem que a próxima visita do presidente Lula (PT) à Casa Branca é um assunto delicado. Pode acontecer até mesmo um desconforto causado pelo presidente Donald Trump. Super saláriosSobre a recente aprovação de um projeto que aumenta substancialmente os salários dos privilegiados funcionários do Congresso, o jornalista Fernando Abrucio analisou: “são esses barnabés que sabem para onde as emendas parlamentares estão sendo encaminhadas. O ato de bondade também tem objetivo claro de comprar o silêncio deles”. Notícias falsas e o TSEEspecialistas em redes sociais alertam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) carece de se prevenir para evitar a disseminação de notícias falsas pelos movimentos políticos radicais, capazes de comprometer o resultado das eleições deste ano. Ditaduras no mundoDos 195 países do mundo, cerca de 90 deles são administrados por governos ditadores, segundo dados da ONU. Esse número vem à tona durante uma verdadeira onda de autoritarismo nos quatro cantos do universo. Parece que o sistema democrático estaria em declínio. Banco MasterSem ter muito o que acrescentar a respeito do Banco Master, o economista Ricardo Sennes avaliou que o episódio irá municiar a imprensa brasileira pelos próximos 10 anos. “Esse tema rende engajamento, porque movimentou o setor financeiro e atingiu em cheio o mundo político”, vaticinou. Saia justaO Palácio do Planalto ainda não deu qualquer pista de como vai ser a decisão do presidente Lula (PT), em relação ao projeto de aumento salarial dos funcionários do Congresso. Para jornalistas, o chefe da nação está em uma verdadeira saia justa. Qualquer deslize pode ser fatal. Eleição em risco“Tenho comigo que a luz vermelha foi acesa no Palácio do Planalto. Se o presidente Lula almeja efetivamente vencer o pleito eleitoral deste ano, vai precisar melhorar muito o perfil de seu governo perante a população brasileira”. Opinião da jornalista Patrícia Campos Mello. Julgamento no STM“Não há previsão de paz no julgamento dos militares no plenário do Superior Tribunal Militar (STM). Como é a primeira vez que profissionais de alta patente estão no banco dos réus, será oportuno para saber se a Corte age com independência”. Comentário da jornalista Ana Flor.

PBH e o SUS

Por meio de entrevista à imprensa, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) esclareceu as divergências entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e as entidades conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS), cabendo à municipalidade a responsabilidade de realizar os repasses financeiros, atendendo acordo com os governos federal e estadual. Segundo Damião, não existe atraso de repasses para quitar os compromissos entre os conveniados e a PBH. “Havia uma folga de caixa por conta de um dinheiro suplementar desde a época da pandemia. Esse valor a mais, para além do compromisso conveniado, é apenas um ‘abono’, não havendo obrigatoriedade da Prefeitura em depositar mensalmente os boletos bancários”, pontuou. Ao prestar informações a uma emissora de rádio, o prefeito citou o enorme contingente de enfermos provenientes de outras cidades, o que desequilibra o serviço nas unidades de saúde mantidas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Essa demanda “externa” compromete o bom atendimento aos pacientes cadastrados apenas em BH. E não há possibilidade de deixar de acolher algum doente, pois a lei é clara: o sistema é universal. Em sua retrospectiva sobre as demandas dos hospitais e outras instituições conveniadas, Damião esclareceu que 31% dos impostos arrecadados pela PBH são destinados ao pagamento do Sistema Único de Saúde do município. Ele prometeu diálogo com os representantes das instituições e disse que todos os compromissos com eles foram quitados. Nos meandros políticos, insinuações sugerem que uma das possibilidades para resolver essa demanda seria o prefeito se valer de um bom relacionamento com o Palácio do Planalto, para amealhar mais verbas de Brasília e conseguir atender às questões dos conveniados. É conveniente registrar que em apenas em alguns meses do ano passado, o Sistema de Saúde Público da capital mineira totalizou mais de 6 milhões de atendimentos, tanto na rede conveniada quanto nos espaços próprios. Para esse ano, ainda há um projeto para aumentar a quantidade de equipes da Saúde da Família. O tema é complexo, mas carece ser debatido com clareza para não ficar apenas no âmbito dos discursos. Afinal, portadores de doenças e pacientes com urgências médicas nem sempre podem esperar pela solução das pendências dos administradores.

Partido Liberal enfrenta dilemas na disputa ao Palácio Tiradentes

Por meses a fio, a indecisão foi uma realidade no âmbito do grupo político em torno dos interesses eleitorais envolvendo o Palácio do Planalto, com expectativa de encontrar um nome ideal para disputar o Governo de Minas, cuja sugestão sempre recaiu sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, como se estivesse desinteressado em aceitar o desafio, o parlamentar fez o assunto esticar por pelo menos quatro meses. Esse cenário de vai e volta agora migrou para o Partido Liberal, o mesmo da família Bolsonaro. Na disputa mineira por cargos majoritários, especialmente ao Governo de Minas, o assunto entre os liberais se transformou em uma verdadeira Torre de Babel. São várias pessoas de “tribos” coirmãs falando ao mesmo tempo, mas sem um norte concreto para seguir. Nas entrevistas concedidas, alguns parlamentares externam que tudo vai ficar resolvido no final deste mês, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vier a Belo Horizonte. Ela, segundo informações, possui carta branca para orientar seus companheiros mineiros. A dificuldade do grupo é saber como entabular um entendimento para buscar uma candidatura competitiva ao Palácio Tiradentes. Teria que ser alguém alinhado com o nome do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Surgem vários nomes, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL) e agora o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Antes dessa definição em relação ao governo, existem fissuras internas. Para o Senado, são citados nomes já em efervescência nos bastidores, como o presidente do PL em Minas, deputado Domingos Sávio, e o parlamentar Cristiano Caporezzo. Se a candidatura de Sávio for levada a efeito, haverá uma nova fresta a ser cuidada, qual seja a escolha de um nome para sucedê-lo na presidência do partido. Já o vice-governador Mateus Simões (PSD) está com sua candidatura em plena evidência, especialmente circulando pelo interior do Estado, cujos atos são turbinados pela presença do governador Romeu Zema (Novo). Como não poderia deixar de ser, Simões faz acenos constantes ao grupo bolsonarista para somar ao seu projeto. Essa pretensão do vice-governador esbarra no projeto político do governador Zema, atualmente pré-candidato à Presidência da República, embora as primeiras pesquisas apontem que o chefe do Executivo mineiro não tem a preferência dos eleitores. O quadro confuso deve mudar após o Carnaval, com possibilidade de entendimento e alinhamento desses grupos interessados em conquistar o Palácio Tiradentes. No momento, a realidade é que a sucessão mineira está indefinida, sem um nome com popularidade suficiente para vislumbrar uma vitória em outubro.

Vigílias – 7 a 14 de fevereiro de 2026

Amigos de Zema Semana passada, o governador Romeu Zema (Novo) discursou no Parlamento mineiro em tom de despedida. Nos bastidores da Cidade Administrativa, poucos são os auxiliares que decidiram acompanhá-lo em sua renúncia daqui a 60 dias. Informações indicam que apenas o secretário de Estado de Comunicação, Bernardo Santos, já estaria de malas prontas para ser solidário ao chefe do Executivo em sua caminhada política nacional. Prefeito e os aumentos Quando comandou a Prefeitura de Belo Horizonte em janeiro, coube ao presidente da Câmara Municipal, Juliano Lopes, a tarefa de anunciar o aumento dos preços das passagens de ônibus. Agora, seus adversários políticos prometem jogar esse fato no ventilador, quando Juliano se candidatar a deputado estadual. Patrus sem prestígio O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Agostinho Patrus, nutria um reconhecido prestígio nos bastidores da Assembleia Legislativa. Com o passar do tempo, inimigos políticos dizem que sua ingerência naquela Casa foi minguando. Roscoe, senador? O meio empresarial foi sacudido com a possibilidade do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, se inserir na política. Em Brasília, a sugestão é que o mineiro possa ser o vice na chapa Flávio Bolsonaro (PL). Já em BH, Roscoe é incentivado a trilhar o caminho do Senado. Mateus e o Norte Quase todos os deputados da denominada bancada do Norte, totalizando seis parlamentares, estariam fechados com o vice-governador Mateus Simões (PSD) em sua campanha ao Governo de Minas. Existem exceções, como o Partido dos Trabalhadores. Ministra Cármen Lúcia Discreta como sempre, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, passou a ser relatora do projeto que prevê a edição do Código de Ética daquela Corte. Em Brasília, o barulho dos corredores alerta que a magistrada vai encontrar forte resistência por parte de alguns colegas. Gananciosos presidentes Os presidentes do Senado, David Alcolumbre (União Brasil), e da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos), defenderam em alto e bom tom a liberação de verbas parlamentares, durante reunião de início do ano do Legislativo. Não se sabe se houve ganância ou desespero deles. Discurso bonito “O discurso do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, merece destaque. Ele defende uma nova imagem dos ministros daquela Corte, mediante a implementação de um Código de Conduta. Resta saber se vai conseguir levar a sua locução adiante”. Opinião da professora de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida. Política internacional O cenário do pós-guerra entre Israel e a Faixa de Gaza continua assombrando o mundo. Na opinião do jornalista Nelson Garrone, tudo gera incertezas quanto ao futuro da Palestina. Mercado financeiro Até então considerado como um dos sistemas financeiros mais consolidados entre os países emergentes, após o recente episódio do Banco Master, tudo deverá ser diferente no Brasil. Especialistas dizem que a tendência é haver desconfiança por parte dos clientes. Governador racista Os controversos atos em relação ao racismo do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), o colocam no olho do furacão como um “Racista Branco”. “Ele é um descompensado, um psicopata que só pensa nele”, arremata o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho. Tarcísio de Freitas A decisão pode ser o meio caminho para uma possível derrota. Isso é o que está acontecendo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Ele tem uma opinião diferente a cada hora sobre o seu próprio futuro político”, observa o cientista político Sérgio Fausto. Ganhos políticos Na avaliação da jornalista Flávia Oliveira, a partir de agora, o governo federal vai juntar todos os ganhos políticos para somar ao projeto de reeleição de Lula (PT), inclusive a possível diminuição da taxa Selic. Denúncia contra a JBS Ainda acontecem crimes análogos à escravidão no Brasil. E uma das denunciadas é a JBS de Joesley Batista.

Internet e o desemprego

As grandes e médias empresas propalam com muita ênfase a dificuldade em conseguir empregados, cuja oferta de vagas está sempre acima da procura pelos postos. Essa realidade está prejudicando a produtividade nos mais diversos ramos de atividade, principalmente na construção civil, tido como um carro-chefe no desenvolvimento da economia brasileira. No mundo inteiro, os avanços da tecnologia fizeram com que acontecessem mudanças fenomenais, inclusive no item relacionado à geração de emprego. No Brasil, as projeções sinalizam para uma estatística anual de 150 mil vagas. Muitos que poderiam ser encaixados em atividades diversas ostentam a faixa etária entre 20 e 40 anos, preferem não aceitar as ofertas do mercado formal e utilizar aplicativos, criando um ambiente próprio de tarefas, sem compromisso com os tradicionais horários de trabalho e sem carteira assinada. Os números recentes da Fundação Getúlio Vargas pontuam que 62,3% das empresas brasileiras estão encontrando dificuldade de contratar e reter os interessados no contrato laboral formal. Essas informações corroboram com uma notícia divulgada aqui mesmo no Edição do Brasil, cujo conteúdo dizia que para cada dez milhões de empregos gerados pelas plataformas conectadas à internet, haveria uma média de 12 milhões de desempregados. Para o economista Ricardo Paixão, a realidade de agora indica muitos caminhos a serem seguidos pelo setor produtivo/empresarial, como a necessidade de melhorias salariais para atrair mais pessoas. Essa possibilidade poderia recair no bolso do consumidor. Esse dilema está sendo narrado para enumerar o grau de dificuldade nas áreas do comércio e prestação de serviços. Certamente, vale mencionar que no propalado agronegócio, os desafios para preencher vagas ocorrem na mesma dinâmica das demandas do setor urbano. Aliás, os grandes produtores apostam cada vez mais na modernidade e na tecnologia para atender às suas colheitas, porém, as máquinas nem sempre funcionam sozinhas e a mão do homem se faz necessária.

Bolsonaristas podem apoiar Roscoe para o Governo do Estado

Apresença da ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, nos dias 27 e 28 de fevereiro, em Belo Horizonte, pode significar uma série de decisões quanto ao rumo a ser tomado pelo PL em Minas. Mas uma coisa que parece ser consenso entre os liberais é que o deputado federal Nikolas Ferreira se manteria como candidato à reeleição, com expectativa de conquistar mais de dois milhões de votos. Isso ajudaria na eleição de uma dúzia de parlamentares ao Congresso Nacional, beneficiando o Partido Liberal por conta de verbas, como o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral. Na pré-pauta a ser apresentada a Michelle Bolsonaro, estaria uma prancheta com os nomes do deputado federal e presidente do partido em Minas, Domingos Sávio; do parlamentar estadual Cristiano Caporezzo; e também do deputado federal Eros Biondini; todos dispostos a pleitear o Senado. Relativamente à sucessão ao Governo do Estado, segundo fontes, a cúpula dos liberais em Minas ainda aguarda a definição de uma possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para receber o apoio dos bolsonaristas. Para além disso, começam a ser mencionados nomes como o do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que já anunciou a intenção de deixar o cargo em abril. Seus defensores rumo ao Palácio Tiradentes lembram que ao longo dos anos o presidente comandou o denominado grupo das 11 entidades empresariais mineiras que movimentam a economia, com impacto direto na geração de empregos no Estado. Aécio fora do páreo A visita a Belo Horizonte do presidente nacional do PSB, João Campos, em encontro marcado pela presença de centenas de prefeitos, vereadores e lideranças políticas em um hotel na Zona Sul da capital, movimentou a pauta política. O partido ainda nutre a esperança de aumentar o arco de alianças em Minas para se posicionar a respeito das disputas pelos cargos majoritários, segundo informações procedentes da direção. Portanto, o evento não tratou da disputa deste ano, mas sim de incrementar a organização partidária do PSB. No cardápio eleitoral, ficou registrada a informação relacionada à saída do senador Rodrigo Pacheco do PSD para se filiar ao União Brasil, cujo projeto está sendo debatido abertamente em Brasília e em Minas. A sua ida para a sigla já contaria com as boas-vindas do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e do chefe do Executivo de Betim, Heron Guimarães. Se efetivamente decidir por sua candidatura ao Governo do Estado, até o momento, Pacheco teria o apoio do PT e talvez do seu antigo MDB. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, a debandada dos emedebistas é dada como certa por parte do líder do Governo no Parlamento mineiro, o deputado João Magalhães. A semana terminou com uma curiosidade. Não se detectou qualquer movimento em defesa de algum tipo de projeto do deputado federal Aécio Neves (PSDB). Em Brasília, cogita-se que o político mineiro almeja se manter fora da disputa eleitoral deste ano e ficar apenas como presidente nacional do PSDB, ao estilo do que vem acontecendo com Gilberto Kassab, no PSD, e Valdemar Costa Neto, no PL.