Mais de uma dezena de deputados buscam novos partidos

A semana promete ser intensa nos bastidores da Assembleia Legislativa, por conta dos acontecimentos internos, inclusive a definição oficial pelo nome do presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas. O Edição do Brasil antecipou essa informação no início do segundo semestre do ano passado, cabendo desmentidos à época. No entanto, a notícia agora foi confirmada. Pelo roteiro, Tadeu deverá ficar no posto até o final do ano, o que é permitido pelo Estatuto Interno do Tribunal. Entre outras ações, o parlamentar vai buscar reforçar a eleição de sua esposa, a deputada Maria Clara Marra (PSDB). Mudança de partidos Pela legislação eleitoral vigente, o prazo de filiação partidária para quem almeja ser candidato circunda entre 3 de março a 2 de abril deste ano. Os interessados no assunto já estão em efervescência à procura da melhor oportunidade para se juntar a um futuro projeto político eleitoral. O imbróglio fica por conta dos atuais parlamentares. Alguns irão participar dessa corrida pela mudança, mas constata-se a resistência para aceitação da chegada de novos membros, especialmente por parte das siglas menores. No Parlamento mineiro, circula uma lista de 12 nomes rejeitados. Essa janela partidária só é válida para quem já tem mandato. No prazo de 30 dias, todos carecem de tomar as suas decisões. Possivelmente, Tadeu Leite (MDB) e João Vítor Xavier (Cidadania) não disputariam novos mandatos. Já a lista de estaduais querendo uma cadeira no Congresso são: Bella Gonçalves (PSOL), Lohanna (PV), Cássio Soares (PSD), Leonídio Bouças (PSDB) e Cristiano Caporezzo (PL). Relativamente aos desejos de migrarem para novos partidos, é uma lista bem preponderante. À espera de um novo ninho partidário estão os deputados: Grego da Fundação (Mobiliza), Bosco (Cidadania), João Magalhães (MDB), Betinho Pinto Coelho (PV), Doorgal Andrada (PRD), Dr. Paulo (PRD), Chiara Biondini (PP), Arlen Santiago (Avante), Enes Cândido (Republicanos), Maria Clara Marra (PSDB), Raul Belém (Cidadania), Roberto Andrade (PRD), Lud Falcão (PODE) e Ana Paula Siqueira (Rede).

Vigílias – 21 a 28 de fevereiro de 2026

Damião no comandoNa semana passada, o presidente Lula (PT) deixou claro que caberá ao prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), o papel de intermediar as conversas nos bastidores da política mineira, visando turbinar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao Governo de Minas. Uma missão complicada. Tadeu e Thiago CotaSegundo os últimos comentários, existem grandes chances dos nomes do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), e do deputado Thiago Cota (PDT), serem aprovados no plenário da Casa para Conselheiro do Tribunal de Contas. Em comum, ambos possuem idade em torno de 40 anos. Caso sejam escolhidos, permaneceriam no posto por mais de três décadas. Esqueceram do EnglerAté bem pouco tempo, o deputado estadual Bruno Engler (PL), sempre aparecendo ao lado de Eduardo Bolsonaro, era tido como um símbolo da direita em Minas. Agora, esse lustre bolsonarista foi simplesmente abandonado. Justiça de São PauloInformações divulgadas pela imprensa constatam que o Tribunal de Justiça de São Paulo gasta, anualmente, a bagatela de R$ 5 bilhões para pagar os denominados “penduricalhos” de seus desembargadores e servidores. Deputado irritadoDesalojado da presidência do União Brasil em Minas, o deputado federal Delegado Marcelo Freitas demonstrou irritação com alguns membros do seu antigo partido. Em Brasília, o parlamentar voltou a dizer que futuramente almeja ser candidato a prefeito de Montes Claros. As atuais lideranças locais que se cuidem. Briga em ContagemMesmo sabendo que não tem como evitar o compromisso de se candidatar ao Senado, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), ainda luta para diminuir o distanciamento institucional com o seu vice, Ricardo Faria. Ele promete mudanças radicais quando assumir o comando do município. Política e dinheiroO deputado Aécio Neves (PSDB) continua indeciso em relação ao seu futuro político. Recentemente, o parlamentar confidenciou a amigos: “o problema é que uma campanha ao Governo de Minas tem um custo estimado em mais de R$ 100 milhões. Onde vamos levantar tanto dinheiro?”, indagou o tucano. Flávio no Café NiceQuando vier a Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro prometeu passar no tradicional Café Nice, para experimentar o mais famoso café da capital mineira, cujo local serve de encontros políticos desde os tempos de JK. João MagalhãesEmbora muitas pessoas não acreditem, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado João Magalhães (MDB), continua nutrindo comentários de que estaria efetivamente disposto a deixar o MDB. A conferir. Eduardo Cunha e ZemaPara demonstrar que não está para brincadeira, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, agora candidato a deputado federal por Minas Gerais, almeja ser um dos mais votados no pleito deste ano. Ele está empenhado em uma melhor aproximação com o governador Romeu Zema (Novo). Política cariocaO escândalo do Banco Master faz a primeira vítima política neste início de ano. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pode estar envolvido no assunto de maneira a comprometer o seu projeto de se candidatar ao Senado. Apoio popularMesmo com a pressão do setor produtivo nacional, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais caminha para ser implementada no Brasil. Em tramitação no Congresso, o projeto tem aprovação de 70% da população brasileira. Política internacionalO cientista político Sérgio Fausto comunga com a opinião de muitos analistas internacionais. Eles acreditam que o desgaste do presidente Donald Trump junto aos seus eleitores pode até diminuir a sua fama de homem mais poderoso do mundo. Dias ToffoliEm Brasília, pronunciar o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, não é muito bem visto. Ninguém aposta em sua continuidade no posto por muito tempo. Americanos X EuropeusNo campo das especulações internacionais, há indícios sobre uma arrumação dos europeus para se prevenirem das decisões estabanadas de Donald Trump. Isso pode ser traduzido como um indesejado distanciamento entre duas grandes potências mundiais.

Defensor dos ricos

Está se aproximando o prazo estabelecido pela legislação eleitoral para o afastamento de cargos públicos das autoridades que estejam interessadas em disputar o pleito majoritário deste ano. Neste sentido, apenas quem almeja concorrer à reeleição está autorizado a continuar, sem abrir mão de sua função. Um privilégio para poucos, diga-se de passagem. No contexto dessa realidade, anuncia-se a intenção do governador Romeu Zema (Novo) abdicar de suas atribuições daqui a 60 dias, para empreender novos horizontes em seu projeto político. Segundo propalado pela imprensa, o chefe do Executivo pretende testar a sua popularidade como candidato à Presidência da República. É um desafio, visto que nenhum mineiro conseguiu ostentar a faixa presidencial nas últimas décadas. Há 12 anos, o tucano Aécio Neves disputou a peleja nacional por uma pequena margem de votos, mas terminou sendo derrotado por Dilma Rousseff (PT) à época. Está na hora de nomes de Minas Gerais serem incentivados a assumir protagonismo no cenário político brasileiro. O momento é oportuno para isso, até mesmo para evitar a volúpia de forasteiros, como deve ser o propósito do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. Ele deseja ser um paladino dos bons costumes e falar à nação como um autêntico mineiro. Relativamente ao pleito presidencial deste ano, jornalistas da crônica política mineira pontuam ser legítima a pretensão de Zema em conquistar o Palácio do Planalto. Segundo os comunicadores, o difícil será o empresário ter escamas suficientes para mostrar sua outra face. Ao ser eleito para comandar o Palácio Tiradentes, o governador sempre fez questão de se postar ao lado de dirigentes do segmento produtivo, passando a impressão de completa afinidade. Esse elo fez sentido nos sete anos de sua gestão, porém, o voto do pobre vale o mesmo peso do rico. Se tem a intenção de ser reconhecido pela grande massa, Zema terá de abandonar as benesses do poder para se embrenhar pelas comunidades e entender as demandas dessa gente. Com certeza, não sobrou espaço em sua agenda cotidiana. Cabe rememorar que o projeto dele está muito galgado na ideologia política de direita. Isso não possibilitou fazer o “dever de casa”, qual seja conceber espaço para diálogo com os descamisados. Zema pode ter muitas boas qualidades, mas não atende às demandas dessa ordem. Quem sabe se mudar de atitude ainda pode ser respeitado pelos eleitores de Minas e do Brasil.

Alguns nomes são citados como fortes para disputar o Senado

O mundo político mineiro está surpreso com a aproximação entre o vice-governador Mateus Simões (PSD) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Segundo interlocutores, tem havido apenas agenda comum entre os políticos, porque ambos nutrem projetos diferentes. Nikolas planeja buscar mais um mandato com uma mega votação, contribuindo para a eleição de alguns parlamentares, assim como aconteceu no último pleito. Relativamente ao pré-candidato Mateus Simões, sua pretensão é convencer o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) a ser o seu vice na chapa. Ele tem se esquivado a bater o martelo sobre o assunto. A desculpa mais recente seria no sentido de prestar assistência a um familiar com problemas de saúde. Aécio para o Senado Reunindo informações debatidas em ambientes fechados, antes e durante o Carnaval, há uma constatação da construção da candidatura para o Senado do atual presidente do PSDB nacional, o deputado federal e ex- -governador Aécio Neves. Essa possibilidade seria em um contexto da possível candidatura ao Governo de Minas do senador Rodrigo Pacheco (PSD). No campo político da peleja em torno de Pacheco ao Palácio Tiradentes, o nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), também é mencionado para disputar a Casa Alta do Congresso. Ela mesma disse que há duas vagas, então seria bom possuir na disputa um político de centro, para buscar votos desse segmento para além do centro-direita e centro-esquerda. Para os matemáticos da política mineira, Aécio Neves se encaixaria perfeitamente nesse perfil descrito pela prefeita de Contagem. Para além dessas informações, existe outro nome forte com apoio do governador Romeu Zema (Novo) e do seu vice Mateus Simões. Ao deixar de ser deputado, o secretário de Governo, Marcelo Aro, sempre mirou a disputa ao Senado. Sua pretensão se tornou cada vez mais visível ao ser indicado para o cargo atual, o que lhe permitiu estreitar o relacionamento com deputados estaduais de diferentes partidos. Também intermediou inúmeros projetos às prefeituras, especialmente as mais distantes da Região Metropolitana. “O quadro de agora deixa bastante claro que se Aécio Neves efetivamente optar por uma candidatura dessa magnitude, terá pela frente um competidor que tem bala na agulha”, pontuam os amigos do secretário de Governo.

Vigílias – 14 a 21 de fevereiro de 2026

Zema X Flávio RoscoeAo ser informado que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, está sendo cortejado pelo Partido Liberal para ser candidato a governador ou a senador, Romeu Zema (Novo) se prontificou em conversar novamente com o empresário. A ideia é que Roscoe fique ao lado do projeto de Mateus Simões (PSD). Espera-se o resultado dessa nova incursão nos próximos dias. Deputado e as mineradorasNa semana passada, o deputado Thiago Cota (PDT) recebeu reforço de dez de seus colegas de Parlamento para turbinar o seu projeto de se tornar Conselheiro do Tribunal de Contas. A sua candidatura já é apoiada discretamente pelo setor produtivo mineiro, especialmente pelas mineradoras, segundo comentários na Assembleia Legislativa. Juliano, deputado?Não tem nada de modéstia, a pretensão do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos), em sua caminhada para disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Seus amigos dizem que o vereador tem grandes chances de ser o mais votado entre os demais colegas, que também almejam o Parlamento mineiro. Aécio e Mares GuiaNos bastidores da política mineira, ninguém mais menciona o nome do tucano Aécio Neves para disputar cargos majoritários no Estado. Já a tese da candidatura do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia ao Governo de Minas parece ter subido no telhado. Aro X Eduardo CunhaDisposto a se tornar uma significativa liderança em Minas, o ex- -presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, tem importantes apoios para levar a efeito a sua pretensão. No momento, a imprensa nacional especula que o político teria como um dos padrinhos o influente secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro. Política nacional“Quero ver quem vai ter coragem de dizer para o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) que ele está fora do projeto de Lula (PT) na eleição deste ano. Vai precisar ceder o seu lugar para uma nova composição”. Opinião do jornalista Gerson Camarotti. Filas do INSS“O Brasil quer ser protagonista no cenário mundial como uma potência respeitada, porém, passa pelo vexame de ver três milhões de pessoas nas desumanas filas do INSS”. Avaliação da professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida. Política internacionalPara analistas internacionais, os Estados Unidos não terão as mínimas condições de conter uma anunciada escalada de violência na Venezuela, devido a conflitos ocasionados pela política local. Brasil/Estados UnidosEm Brasília, os jornalistas da crônica política dizem que a próxima visita do presidente Lula (PT) à Casa Branca é um assunto delicado. Pode acontecer até mesmo um desconforto causado pelo presidente Donald Trump. Super saláriosSobre a recente aprovação de um projeto que aumenta substancialmente os salários dos privilegiados funcionários do Congresso, o jornalista Fernando Abrucio analisou: “são esses barnabés que sabem para onde as emendas parlamentares estão sendo encaminhadas. O ato de bondade também tem objetivo claro de comprar o silêncio deles”. Notícias falsas e o TSEEspecialistas em redes sociais alertam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) carece de se prevenir para evitar a disseminação de notícias falsas pelos movimentos políticos radicais, capazes de comprometer o resultado das eleições deste ano. Ditaduras no mundoDos 195 países do mundo, cerca de 90 deles são administrados por governos ditadores, segundo dados da ONU. Esse número vem à tona durante uma verdadeira onda de autoritarismo nos quatro cantos do universo. Parece que o sistema democrático estaria em declínio. Banco MasterSem ter muito o que acrescentar a respeito do Banco Master, o economista Ricardo Sennes avaliou que o episódio irá municiar a imprensa brasileira pelos próximos 10 anos. “Esse tema rende engajamento, porque movimentou o setor financeiro e atingiu em cheio o mundo político”, vaticinou. Saia justaO Palácio do Planalto ainda não deu qualquer pista de como vai ser a decisão do presidente Lula (PT), em relação ao projeto de aumento salarial dos funcionários do Congresso. Para jornalistas, o chefe da nação está em uma verdadeira saia justa. Qualquer deslize pode ser fatal. Eleição em risco“Tenho comigo que a luz vermelha foi acesa no Palácio do Planalto. Se o presidente Lula almeja efetivamente vencer o pleito eleitoral deste ano, vai precisar melhorar muito o perfil de seu governo perante a população brasileira”. Opinião da jornalista Patrícia Campos Mello. Julgamento no STM“Não há previsão de paz no julgamento dos militares no plenário do Superior Tribunal Militar (STM). Como é a primeira vez que profissionais de alta patente estão no banco dos réus, será oportuno para saber se a Corte age com independência”. Comentário da jornalista Ana Flor.

PBH e o SUS

Por meio de entrevista à imprensa, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) esclareceu as divergências entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e as entidades conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS), cabendo à municipalidade a responsabilidade de realizar os repasses financeiros, atendendo acordo com os governos federal e estadual. Segundo Damião, não existe atraso de repasses para quitar os compromissos entre os conveniados e a PBH. “Havia uma folga de caixa por conta de um dinheiro suplementar desde a época da pandemia. Esse valor a mais, para além do compromisso conveniado, é apenas um ‘abono’, não havendo obrigatoriedade da Prefeitura em depositar mensalmente os boletos bancários”, pontuou. Ao prestar informações a uma emissora de rádio, o prefeito citou o enorme contingente de enfermos provenientes de outras cidades, o que desequilibra o serviço nas unidades de saúde mantidas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Essa demanda “externa” compromete o bom atendimento aos pacientes cadastrados apenas em BH. E não há possibilidade de deixar de acolher algum doente, pois a lei é clara: o sistema é universal. Em sua retrospectiva sobre as demandas dos hospitais e outras instituições conveniadas, Damião esclareceu que 31% dos impostos arrecadados pela PBH são destinados ao pagamento do Sistema Único de Saúde do município. Ele prometeu diálogo com os representantes das instituições e disse que todos os compromissos com eles foram quitados. Nos meandros políticos, insinuações sugerem que uma das possibilidades para resolver essa demanda seria o prefeito se valer de um bom relacionamento com o Palácio do Planalto, para amealhar mais verbas de Brasília e conseguir atender às questões dos conveniados. É conveniente registrar que em apenas em alguns meses do ano passado, o Sistema de Saúde Público da capital mineira totalizou mais de 6 milhões de atendimentos, tanto na rede conveniada quanto nos espaços próprios. Para esse ano, ainda há um projeto para aumentar a quantidade de equipes da Saúde da Família. O tema é complexo, mas carece ser debatido com clareza para não ficar apenas no âmbito dos discursos. Afinal, portadores de doenças e pacientes com urgências médicas nem sempre podem esperar pela solução das pendências dos administradores.

Partido Liberal enfrenta dilemas na disputa ao Palácio Tiradentes

Por meses a fio, a indecisão foi uma realidade no âmbito do grupo político em torno dos interesses eleitorais envolvendo o Palácio do Planalto, com expectativa de encontrar um nome ideal para disputar o Governo de Minas, cuja sugestão sempre recaiu sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, como se estivesse desinteressado em aceitar o desafio, o parlamentar fez o assunto esticar por pelo menos quatro meses. Esse cenário de vai e volta agora migrou para o Partido Liberal, o mesmo da família Bolsonaro. Na disputa mineira por cargos majoritários, especialmente ao Governo de Minas, o assunto entre os liberais se transformou em uma verdadeira Torre de Babel. São várias pessoas de “tribos” coirmãs falando ao mesmo tempo, mas sem um norte concreto para seguir. Nas entrevistas concedidas, alguns parlamentares externam que tudo vai ficar resolvido no final deste mês, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vier a Belo Horizonte. Ela, segundo informações, possui carta branca para orientar seus companheiros mineiros. A dificuldade do grupo é saber como entabular um entendimento para buscar uma candidatura competitiva ao Palácio Tiradentes. Teria que ser alguém alinhado com o nome do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Surgem vários nomes, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL) e agora o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Antes dessa definição em relação ao governo, existem fissuras internas. Para o Senado, são citados nomes já em efervescência nos bastidores, como o presidente do PL em Minas, deputado Domingos Sávio, e o parlamentar Cristiano Caporezzo. Se a candidatura de Sávio for levada a efeito, haverá uma nova fresta a ser cuidada, qual seja a escolha de um nome para sucedê-lo na presidência do partido. Já o vice-governador Mateus Simões (PSD) está com sua candidatura em plena evidência, especialmente circulando pelo interior do Estado, cujos atos são turbinados pela presença do governador Romeu Zema (Novo). Como não poderia deixar de ser, Simões faz acenos constantes ao grupo bolsonarista para somar ao seu projeto. Essa pretensão do vice-governador esbarra no projeto político do governador Zema, atualmente pré-candidato à Presidência da República, embora as primeiras pesquisas apontem que o chefe do Executivo mineiro não tem a preferência dos eleitores. O quadro confuso deve mudar após o Carnaval, com possibilidade de entendimento e alinhamento desses grupos interessados em conquistar o Palácio Tiradentes. No momento, a realidade é que a sucessão mineira está indefinida, sem um nome com popularidade suficiente para vislumbrar uma vitória em outubro.