Indústria de alimentos atinge quase 11% do PIB em 2024

A indústria de alimentos brasileira teve um desempenho excepcional em 2024, alcançando um crescimento de 9,98% no faturamento, comparado ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O setor faturou R$ 1,277 trilhão, representando 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e consolidando sua importância no cenário econômico nacional. Desse total, 72%, ou R$ 918 bilhões, são provenientes do mercado interno e 28% do comércio exterior (US$ 66,3 bilhões). As vendas reais registraram um crescimento de 6,1%, enquanto a produção física teve um aumento de 3,2%, totalizando 283 milhões de toneladas de alimentos. De uma forma geral, os segmentos que mais cresceram foram o food service (+10,4%) e o varejo alimentar (+8,8%). Em 2024, o setor alimentício aplicou quase R$ 40 bilhões. Desses recursos, R$ 24,9 bilhões foram destinados a inovações, enquanto R$ 13,80 bilhões foram usados em fusões e aquisições. A ABIA reforça o compromisso da indústria em investir R$ 120 bilhões entre 2023 e 2026. Apenas em 2023 e 2024, o setor já aplicou R$ 74,7 bilhões, o que corresponde a mais de 62% da meta estabelecida para esse período. Para o analista de mercado, Pedro Vieira, os resultados são animadores e demonstram a resiliência da indústria alimentícia. “O aumento significativo no faturamento da indústria de alimentos é um reflexo direto da recuperação econômica do Brasil. Esse crescimento mostra que o setor não só se adapta às mudanças de mercado, mas também impulsiona o crescimento de outras áreas da economia, gerando emprego e estimulando o consumo”. Vieira explica que o setor está cada vez mais preparado para atender às novas exigências do consumidor. “A indústria alimentícia está se transformando. Além de investir em novas tecnologias e práticas mais sustentáveis, o setor também está atento à demanda por produtos mais saudáveis, como alimentos orgânicos, sem conservantes e com menos sódio. Isso contribui para a permanência da indústria como um pilar importante da economia nacional. A exportação também foi um ponto positivo, com o Brasil ampliando sua presença em mercados internacionais exigentes, o que fortaleceu a competitividade global do setor”. Desde 2022, o Brasil é o maior exportador mundial de alimentos industrializados em termos de volume. No ano passado, o país exportou 80,3 milhões de toneladas, um aumento de 10,4% em comparação com 2023. Em 2024, as receitas geradas por essas exportações atingiram um valor recorde de US$ 66,3 bilhões, o que representa um crescimento de 6,6% em relação aos US$ 62,2 bilhões registrados no ano anterior. No período de 2020 a 2024, houve um aumento de 72,7% no valor e de 29,2% no volume exportado. Os produtos brasileiros foram exportados para mais de 190 países e seus territórios, destacando-se os seguintes mercados: Ásia, com 38,7% das exportações, sendo a China o principal destino, com uma participação de 14,9%; seguida pela Liga Árabe, com 18,9%, e pela União Europeia, com 12,6%. Empregos Em 2024, um em cada dez trabalhadores no Brasil estava empregado diretamente na indústria alimentícia ou em atividades relacionadas, como agricultura, pecuária, embalagens, máquinas e equipamentos, e serviços de transporte. Foram gerados 72 mil novos empregos formais diretos, o que corresponde a 25% das vagas criadas na indústria de transformação do país. Considerando também os 288 mil postos indiretos, o total de novas vagas alcançou 360 mil. Outra informação relevante é a participação da agricultura familiar: a indústria de alimentos processou 68% do que foi produzido pelo segmento. A economista Paula Albuquerque diz que a criação de empregos no setor tem um efeito multiplicador na economia brasileira. “Quando o setor alimentício cria novos postos de trabalho, ele não só melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também fomenta o consumo e impulsiona a economia local. A indústria de alimentos é responsável por uma grande quantidade de empregos em áreas estratégicas, como produção, logística e distribuição, que acabam gerando benefícios para outros segmentos da economia”. “Com mais pessoas empregadas, há um aumento no poder de compra da população. Isso gera uma maior demanda por bens e serviços, estimulando a economia em um ciclo positivo. O consumo interno é um motor importante para o crescimento econômico, especialmente em setores como o comércio, serviços e, claro, o próprio setor alimentício”, conclui.

Uso de tadalafila como pré-treino em academias pode ser prejudicial

O uso de substâncias para potencializar o desempenho físico nas academias tem se tornado cada vez mais comum, e a tadalafila tem ganhado destaque entre os praticantes de atividades físicas. No entanto, especialistas alertam para os riscos e malefícios dessa prática. A tadalafila é um medicamento vasodilatador que atua relaxando os vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue para áreas específicas do corpo. No contexto médico, seu uso é recomendado principalmente para tratar disfunção erétil e hipertensão pulmonar, mas não há evidências científicas que comprovem que ele seja eficaz para melhorar o desempenho atlético em pessoas saudáveis. De acordo com o urologista e especialista em disfunção erétil, Marcos Silva, a tadalafila “aumenta o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e, em alguns casos, melhora a ereção, mas sua utilização indiscriminada pode trazer sérios riscos à saúde, principalmente se usada por quem não necessita da substância. Ademais, o uso contínuo sem recomendação pode levar à dependência psicológica do medicamento, fazendo com que a ereção ocorra apenas com a sua ingestão”. Em academias, a busca por métodos para dar uma turbinada nos treinos levou muitas pessoas a se automedicarem. O cardiologista Rubens Carvalho explica que a principal contraindicação ocorre em pessoas que utilizam outros medicamentos com nitratos, pois a combinação dessas substâncias pode resultar em uma queda excessiva da pressão arterial. “Além disso, o aumento do fluxo sanguíneo não é algo que vá diretamente melhorar o desempenho muscular, o que pode gerar uma falsa sensação de benefício”. Outro problema apontado é o efeito colateral que pode ocorrer com o uso inadequado, como dores de cabeça, tonturas, problemas digestivos e até alterações na visão. “O risco de complicações é real. Pessoas que não têm indicação médica para o uso de tadalafila podem experimentar uma série de efeitos adversos, e em casos extremos, a ingestão indiscriminada pode levar a um colapso cardiovascular”, alerta Carvalho. A pressão para alcançar resultados rápidos também é um fator que leva muitas pessoas a buscarem substâncias para melhorar os treinos. No entanto, a promessa de ganhos instantâneos pode gerar um efeito “placebo”, em que o indivíduo acredita que está obtendo benefícios, quando na realidade a substância não é adequada para aquele propósito. A nutricionista Cristina Souza explica que o uso de medicamentos sem orientação pode prejudicar ainda mais a saúde, uma vez que pode levar o praticante a negligenciar os métodos naturais e eficazes para melhorar o desempenho físico, como uma alimentação equilibrada e treinamento adequado. “O uso desses fármacos, como a tadalafila, pode gerar uma falsa sensação de melhora, quando, na verdade, é o treino e a alimentação que estão dando resultado. Esse tipo de automedicação desvia o foco do cuidado com o corpo, trazendo consequências sérias a longo prazo”. Especialistas destacam que o acompanhamento médico e nutricional é fundamental para qualquer pessoa que deseje melhorar seu desempenho físico de forma saudável e segura. A automedicação deve ser evitada a todo custo. Silva enfatiza a importância de consultar um médico antes de tomar qualquer tipo de substância para potencializar os treinos. “Existem formas muito mais seguras de melhorar a performance esportiva, como o uso de suplementos específicos e uma rotina de treino bem estruturada. O uso indiscriminado de medicamentos coloca a saúde em risco e não traz benefícios duradouros. O desempenho físico deve ser conquistado com disciplina, paciência e cuidados com o corpo, sem recorrer a atalhos prejudiciais à saúde”.

MG está entre os principais destinos turísticos do Brasil para o Carnaval

Minas Gerais conquistou um feito notável para o Carnaval 2025: o Estado figura entre os três destinos mais procurados do Brasil para a festa mais popular do país, ao lado de Pernambuco e São Paulo, conforme informações da Azul Linhas Aéreas. Para atender ao aumento da demanda, a empresa divulgou a adição de mais de 46 mil assentos em 290 voos extras, ampliando a conectividade com os destinos mais procurados durante o feriado festivo. Para Belo Horizonte, a Azul anunciou a inclusão de 108 voos extras entre os dias 26 de fevereiro e 9 de março de 2025, oferecendo mais de 15 mil assentos adicionais no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins). As operações incluem partidas e chegadas na capital mineira, conectando-a a destinos turísticos do Nordeste, como João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Aracaju (SE), Salvador (BA) e Porto Seguro (BA). Para o especialista em turismo, Frederico da Costa, o sucesso de Minas Gerais como destino para o Carnaval está diretamente ligado à autenticidade das festas locais. “O Carnaval em Minas Gerais tem uma identidade própria, que combina tradição e modernidade. A preservação das festas de rua que misturam diferentes estilos musicais, e a capacidade de envolver a população e os turistas de forma espontânea são alguns dos grandes diferenciais do Estado. Belo Horizonte também figura como um dos grandes polos de atração, com blocos de rua que reúnem milhares de pessoas, além de uma vida noturna agitada”. Costa destaca ainda o apelo das cidades históricas mineiras, que proporcionam uma experiência única para quem deseja conhecer a história do Brasil de forma divertida e envolvente. “Em Ouro Preto, por exemplo, você pode aproveitar o Carnaval e, ao mesmo tempo, admirar as belíssimas construções coloniais e o legado cultural que permeiam a cidade. Esse tipo de experiência acaba sendo muito valorizado pelos turistas”. O crescimento do Carnaval no Estado permite que os visitantes conheçam mais sobre a rica diversidade cultural. “Ajuda a reforçar a identidade cultural mineira, especialmente ao destacar suas expressões artísticas, culinária e música. Festas como o Carnaval de Belo Horizonte, por exemplo, mostram a fusão de ritmos, como o samba, o axé e o funk, com influências locais, criando um ambiente cultural único, além de destacar artistas locais, proporcionando uma visibilidade que pode ser um ponto de partida para novas oportunidades no cenário nacional e até internacional”, explica o produtor cultural, Rafael Lacerda. Ele afirma ainda que o movimento de turistas no Estado não só é um reflexo da valorização da cultura local, mas também um poderoso motor de desenvolvimento econômico e promoção de novas formas de expressão artística. “O Carnaval é um evento que proporciona visibilidade a manifestações culturais de grupos que, de outra forma, poderiam passar despercebidos. As festas de rua, ou o tradicional Carnaval de Ouro Preto, são excelentes vitrines para os artistas locais e abrem portas para a arte popular de Minas”. A crescente procura por Minas Gerais como destino de Carnaval é uma confirmação de que a cultura local, com sua riqueza histórica, musical e folclórica, tem conquistado novos públicos, ao mesmo tempo em que aquece a economia. “Com o Carnaval se consolidando como um dos maiores atrativos turísticos, o Estado está no caminho certo para fortalecer ainda mais sua imagem no cenário nacional e internacional, tornando-se um símbolo da festa e da diversidade cultural brasileira”, conclui.

Safra de grãos em Minas Gerais deve crescer 8,1% comparada à anterior

A estimativa de produção de grãos para a safra 2024/2025 em Minas Gerais é promissora. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado deve colher 17,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8,1% em comparação à safra anterior. O crescimento na produção de grãos é uma excelente notícia para a economia mineira, que depende em grande parte do agronegócio para sua movimentação financeira. De acordo com informações da Conab, a área destinada ao cultivo de grãos na safra 2024/2025 será de 4,2 milhões de hectares, o que representa um aumento de apenas 0,1% em relação à safra 2023/2024. Por outro lado, espera-se um crescimento de 7,9% na produtividade, que atingirá 4 toneladas por hectare. Para o economista Pedro Ribeiro, o aumento de 8,1% na safra tem impactos diretos e positivos para a economia do Estado. “As condições climáticas favoráveis aliada ao uso de tecnologias inovadoras têm se mostrado eficazes na ampliação da produtividade. Com a alta na produção, Minas Gerais tende a se beneficiar tanto em termos de geração de empregos quanto no aumento de arrecadação tributária”. O especialista destaca que o Estado tem um papel de destaque no mercado nacional, sendo um dos maiores produtores de grãos do Brasil. “Minas Gerais é essencial para o abastecimento interno e para a exportação de produtos agrícolas, como soja, milho e café. A safra 2024/2025 reforça essa posição estratégica, com reflexos não apenas nas áreas rurais, mas também na indústria, no transporte e na logística”. Soja Entre os grãos cultivados em Minas Gerais, a soja será a principal produção. De acordo com a previsão da Conab, a safra deve alcançar 8,82 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 13,3% em comparação com a safra de grãos de 2023/2024. Em relação à soja, que possui maior liquidez e preços mais vantajosos, observou-se um aumento de 3,2% na área cultivada, totalizando 2,3 milhões de hectares. Esse crescimento ocorreu principalmente sobre áreas anteriormente destinadas a outras culturas, como milho e feijão. O clima favorável contribuiu para uma maior produtividade, que atingiu 3,79 toneladas por hectare, um incremento de 9,8% em comparação com a safra anterior. Segundo o engenheiro agrônomo João Figueiredo, “a soja é a grande estrela da safra mineira. A adaptação a novos tipos de sementes, mais resistentes a pragas e doenças, além de boas práticas agrícolas, têm impulsionado ainda mais a produtividade”. Milho No Estado, o milho ocupa o segundo maior volume de grãos produzidos, mas, ao contrário da soja, não deverá registrar crescimento na safra 2024/2025. A previsão para a produção de milho na primeira safra é de 3,8 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 1,9%. A área plantada, de 614 mil hectares, diminuiu 10,1%. Por outro lado, espera-se um aumento de 9,2% na produtividade, com uma colheita de 6,2 toneladas por hectare. A colheita já foi iniciada. Para a segunda safra, a expectativa é de uma produção de 2,4 milhões de toneladas, um crescimento de 8,4%. A área cultivada deve recuar 2,6%, mas a produtividade tende a se recuperar, com um aumento projetado de 11,3%. Com a alta demanda tanto para consumo interno quanto para exportação, especialmente para a produção de ração animal e etanol, a cultura deve alcançar bons resultados. Figueiredo destaca o papel crescente do milho. “Minas tem mostrado grande potencial para aumentar sua produção de milho, o que é fundamental para o abastecimento tanto do mercado interno quanto das indústrias de ração e etanol”. Algodão A produção de algodão continua apresentando tendência de crescimento. De acordo com os dados, a produção do grão deve aumentar em 19,6%, totalizando 112,2 mil toneladas de algodão em caroço. Durante o ciclo produtivo, a área cultivada cresceu 34,9%, enquanto a produtividade deve apresentar uma queda de 11,3%. A produção de pluma pode alcançar 78 mil toneladas, um incremento de 19,8% em relação à safra passada.

Pesquisa mostra dificuldade das pessoas com deficiência no mercado de trabalho

  Apesar de avanços importantes em legislações e políticas públicas de inclusão, a empregabilidade de Pessoas com Deficiência (PcD) no Brasil ainda enfrenta obstáculos consideráveis. A pesquisa “Radar da Inclusão: mapeando a empregabilidade de Pessoas com Deficiência” mostra que oito em cada dez trabalhadores com deficiência ou neurodivergência que possuem emprego acreditam que as empresas, em sua maioria, não estão preparadas para integrá-los em seus times. Outro dado relevante foi o percentual de pessoas que preferem trabalhar em modelo remoto ou híbrido, que combina atividades presenciais e a distância. Essa preferência atinge 71%, superando os 58% que já adotam esse formato no momento. Ter a permissão da liderança para trabalhar de casa pode ser crucial para alguns profissionais que já possuem os recursos necessários, como mesas, cadeiras, softwares e outros itens que ajudam na execução de suas atividades. Isso ocorre porque, muitas vezes, esses trabalhadores não dispõem do essencial no ambiente de trabalho. O relatório mostra que um terço dos respondentes (33%) afirma que seu ambiente de trabalho não é devidamente adaptado a eles. A pesquisa também revela que, para 25% dos entrevistados, a presença de programas de inclusão e acessibilidade nas empresas é um aspecto decisivo na escolha de oportunidades profissionais. Ao procurar emprego, cerca de 47% prefeririam ou optariam por vagas destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência ou neurodivergência, enquanto 49% se candidataram a qualquer tipo de vaga disponível. Para a especialista em Diversidade e Inclusão, Carla Souza, a falta de preparação das empresas é o principal obstáculo para que pessoas com deficiência ocupem posições no mercado de trabalho. “A inclusão vai além da simples adaptação do ambiente físico. É necessário transformar a cultura organizacional, oferecendo não apenas acessibilidade, mas também treinamentos para as equipes e lideranças sobre as necessidades e direitos das PcD”. Carla ressalta que a deficiência vai muito além de uma condição física e deve ser entendida de forma mais ampla. “Pode ser cognitiva, auditiva, visual, motora, e as necessidades de cada pessoa variam de acordo com o tipo de deficiência. Portanto, as empresas precisam criar ambientes de trabalho inclusivos, em que todos se sintam respeitados e possam desenvolver suas potencialidades”. A Lei de Cotas, instituída pela Lei nº 8.213/91, obriga empresas com 100 ou mais funcionários a reservar entre 2% e 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. Para a psicóloga e consultora de Recursos Humanos, Renata Oliveira, “muitas vezes as empresas contratam pessoas com deficiência para cumprir a legislação, mas não realizam as adaptações necessárias e não oferecem o apoio adequado ao colaborador, o que resulta em um ambiente de trabalho pouco inclusivo”. Esse tipo de estigma está diretamente relacionado à falta de conhecimento, segundo Renata. “É fundamental que as empresas invistam em capacitação e sensibilização, não só para as lideranças, mas para todos os colaboradores, para que vejam a inclusão como uma vantagem competitiva, e não um peso. Profissionais com deficiência, quando bem treinados e inseridos em um ambiente inclusivo, têm um desempenho muitas vezes acima da média”. Ela afirma que as empresas devem adaptar seus processos seletivos para garantir que os candidatos com deficiência tenham igualdade de condições. “Investir em recursos de acessibilidade, como rampas, softwares de leitura de tela, e equipamentos específicos que atendam às necessidades de pessoas com diferentes tipos de deficiência. Além disso, oferecer programas de capacitação para todos os colaboradores sobre diversidade e inclusão, com foco em atitudes positivas e respeito à pessoa com deficiência também são ações positivas”, conclui.

Especialista chama a atenção para as doenças transmitidas pelo beijo

  O Carnaval é uma das festas mais esperadas do ano, marcada pela diversão, aglomerações e a celebração em blocos de rua. No entanto, é importante estar atento aos cuidados com a saúde, especialmente em relação às doenças contagiosas que são mais facilmente transmitidas durante a folia. Entre elas, o herpes labial e a mononucleose, duas condições que podem ser evitadas com simples precauções.   Herpes O herpes labial é causado pelo vírus Herpes simplex tipo 1 (HSV-1), que afeta principalmente a região da boca. De acordo com a dermatologista Luciana Oliveira, especialista em doenças virais de pele, o herpes é altamente contagioso e é transmitido por meio do contato direto com as lesões ou até mesmo pela troca de objetos, como copos e utensílios. “É muito comum que as pessoas desenvolvam herpes labial quando estão com o sistema imunológico enfraquecido, o que pode ocorrer no Carnaval. A aglomeração e o contato próximo entre as pessoas contribuem para a propagação do vírus”. “Os sintomas do herpes labial incluem pequenas bolhas doloridas que aparecem na boca, gengiva ou língua, seguidas por crostas e desconforto, podendo também aparecer vermelhidão e até febre. O diagnóstico é geralmente baseado nos sintomas e na aparência das lesões (em alguns casos, exames adicionais podem ser feitos), e embora não exista cura definitiva, o tratamento com medicamentos e pomadas antivirais pode ser usado para reduzir a duração e a gravidade do surto”, explica. Luciana recomenta evitar beijar pessoas que tenham lesões visíveis na boca. “Mesmo que as bolhas não estejam presentes, o vírus pode ser transmitido, especialmente no período de surto. Também não compartilhe utensílios pessoais, como copos, talheres, toalhas, batons ou qualquer outro objeto que possa ter tido contato com a boca”.   Mononucleose A mononucleose, também conhecida como ‘doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr e é transmitida principalmente pela saliva. Embora o nome remeta ao beijo, a transmissão também pode ocorrer por meio de utensílios compartilhados, como copos, garrafas e até toalhas. A infectologista Fernanda Diniz explica que, embora os sintomas da mononucleose possam se assemelhar a um resfriado comum, a doença geralmente apresenta febre alta, dor de garganta intensa, aumento dos gânglios linfáticos e fadiga extrema. “Em alguns casos, pode haver inchaço do fígado e/ou baço, que pode ser acompanhado de dor abdominal”. “O diagnóstico é feito através de uma combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Um teste físico verifica sinais como febre, linfonodos inchados e amígdalas inflamadas. Já o de sangue, como o hemograma completo, pode mostrar um aumento no número de linfócitos e a presença de linfócitos, que são típicos da mononucleose. Por último, o exame de anticorpos detecta anticorpos específicos contra o vírus Epstein-Barr”, completa. Fernanda ressalta que não há um tratamento antiviral específico para a mononucleose. O objetivo é aliviar os sintomas e promover a recuperação. As principais abordagens incluem repouso, devido à fadiga extrema que pode acompanhar a doença, controle da febre e dor com anti-inflamatórios e analgésicos, além da hidratação adequada”. Como a mononucleose é transmitida principalmente por saliva, as medidas de prevenção são praticamente as mesmas do herpes labial, como evitar beijos e o compartilhamento de utensílios, contato próximo com pessoas infectadas e cuidados com sistema imunológico e higiene pessoal.

Pesquisa aponta transporte público de BH como mais eficiente entre as capitais

  O estudo conduzido pelo Instituto Cidades Responsivas avaliou a eficácia do transporte coletivo em conectar áreas residenciais a locais de trabalho em até 45 minutos. De acordo com os resultados, Belo Horizonte alcançou o primeiro lugar, obtendo um índice de 0,36, seguido de Curitiba (0,26) e São Paulo (0,23), evidenciando a necessidade de continuar com investimentos e melhorias no sistema de transporte público da capital para assegurar a manutenção e o aprimoramento da mobilidade urbana, alinhando-se ao crescimento da cidade e às necessidades da população. Um dos fatores que favoreceu o bom desempenho de Belo Horizonte foi a sua estrutura radial, que facilita o acesso ao Centro da cidade, onde estão localizadas a maioria das oportunidades de emprego. Atualmente, em Belo Horizonte, o sistema de transporte coletivo realiza mais de 24 mil viagens diárias, totalizando cerca de 500 mil quilômetros percorridos por todas as suas linhas. Outro ponto positivo para Belo Horizonte foi o desempenho relacionado ao uso de carros particulares. Nesse aspecto, a cidade ficou em segundo lugar no indicador, com um valor de 0,71, atrás apenas de São Paulo, que alcançou o índice de 1,03 no estudo. A especialista em transporte urbano e mobilidade, Mariana Oliveira, aponta que um dos pontos positivos é que a capital possui menor distância entre bairros e o Centro. “Isso contribuiu para o bom desempenho, mas em muitas regiões periféricas de Belo Horizonte, a infraestrutura de transporte ainda é insuficiente para promover a integração rápida entre as áreas residenciais e os principais polos de emprego. Ainda enfrentamos grandes desigualdades no acesso ao transporte público, porque as pessoas que vivem em bairros mais afastados e dependem exclusivamente dele gastam muito mais tempo do que o ideal para chegar aos seus locais de trabalho”. Ela destacou que a falta de linhas diretas, a sobrecarga do sistema em horários de pico e o preço das tarifas são fatores que dificultam o acesso rápido ao emprego. “A conectividade entre os bairros e os centros de trabalho precisa ser melhorada. Muitas vezes, os trajetos envolvem longos períodos de espera ou múltiplas trocas de transporte, o que torna o deslocamento menos eficiente”, completa. Michele Silveira, especialista em urbanismo, falou sobre a necessidade de uma abordagem mais integrada para a mobilidade urbana. “A eficiência do transporte coletivo não depende apenas da construção de novos corredores de ônibus ou da expansão do metrô. É fundamental que o planejamento urbano também leve em conta o crescimento das áreas periféricas, criando opções de transporte mais diretas e rápidas”. A profissional ressalta a importância de projetos de integração entre diferentes modais de transporte, como ônibus, metrôs e bicicletas, para reduzir o tempo de deslocamento e tornar o sistema mais eficiente. “Precisamos de mais políticas que integrem os modais e que ofereçam horários mais flexíveis para os trabalhadores, principalmente aqueles que atuam em áreas mais distantes dos centros urbanos”. Ela conclui dizendo que para o transporte coletivo se tornar realmente eficaz e promover a conectividade entre áreas residenciais e de trabalho, será necessário um esforço conjunto entre as autoridades municipais, estaduais e os cidadãos. “A chave para melhorar a mobilidade urbana passa pela integração de modais, otimização das rotas existentes, expansão da infraestrutura e uma maior atenção às necessidades das regiões periféricas”.

Mais de 430 mil pequenos negócios foram abertos no Estado em 2024

  De acordo com dados do Sebrae Minas, com informações da Receita Federal, em 2024, Minas Gerais ocupou a segunda posição no Brasil em termos de abertura de pequenos negócios, ficando atrás apenas de São Paulo. O Estado registrou 436.794 novas pequenas empresas, o que representa um crescimento de 8,41% em comparação com o ano anterior. Os pequenos negócios, que incluem os microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), corresponderam a 96,55% das novas empresas fundadas em Minas. A maior parte dos novos negócios foi registrada como MEI, representando 76,59%, seguida pelas ME (20,34%) e EPP (3,07%). O setor de serviços foi o mais expressivo, com 245.553 empresas abertas em Minas Gerais. O comércio ficou com 99.366 novas empresas, enquanto a indústria somou 86.096 registros. Já a agropecuária registrou 5.779 novos CNPJs. Em 2024, a atividade econômica que registrou o maior número de aberturas foi a de “promoção de vendas”, com 21.445 novos negócios. Em seguida, destacaram-se o “comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios” (17.183), “cabeleireiros, manicure e pedicure” (15.380), “obras de alvenaria” (15.088) e “preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados” (14.458). Belo Horizonte liderou os municípios de Minas Gerais com o maior número de novos pequenos negócios, totalizando 80.635. De acordo com a economista Marcela Andrade, o crescimento no número de pequenas empresas reflete a confiança renovada dos empreendedores no ambiente econômico do Estado. “Minas Gerais tem mostrado uma recuperação econômica sólida, com avanços em diversas áreas, o que tem impulsionado os negócios de pequeno porte, além de uma economia diversificada, com destaque para os setores de serviços, comércio e indústria. A flexibilidade para atender diferentes nichos de mercado, combinada com a demanda crescente por novos produtos e serviços, ajudou a fomentar o empreendedorismo”. Para Marcela, a ascensão dos pequenos negócios também está diretamente ligada à busca por alternativas de emprego e à necessidade de adaptação a novos modelos de consumo, especialmente com o crescimento das plataformas digitais. “O perfil do empreendedor mineiro tem se adequado a essas mudanças, e há uma aceleração na busca por soluções que atendam às necessidades do mercado, principalmente no setor de serviços. A transformação digital fez com que muitas pequenas empresas se adaptassem a novos modelos de negócio, como vendas on-line e prestação de serviços digitais. Isso facilitou a abertura de negócios mais ágeis e com custos mais baixos de operação”. De janeiro a dezembro de 2024, o saldo líquido entre a abertura e o fechamento de pequenos negócios em Minas Gerais foi de 170.276, representando um aumento de 5,50% em comparação com 2023. Esse resultado é calculado com base em 436.794 novas empresas abertas e 266.518 fechadas.   Dados nacionais Em todo o país, foram abertos 4.141.455 pequenos negócios, sendo 73% de microempreendedores individuais. O saldo foi de 1.754.785. O setor de Serviços também teve destaque nacional, registrando 2.343.297 de novos CNPJs, e saldo de 1.121.409.   Cenário para 2025 O consultor financeiro Guilherme Ferraz explica que o acesso a financiamentos ainda pode ser um desafio, especialmente para MEIs e pequenas empresas. “Muitos empreendedores podem se deparar com dificuldades em obter empréstimos com condições favoráveis, principalmente em um cenário de juros altos ou exigências rígidas para a concessão de crédito”. “Além de questões como inflação e mudanças na política fiscal, podem afetar o ambiente de negócios. Esse contexto de instabilidade pode gerar receios entre os empreendedores, tornando o planejamento e a gestão financeira mais desafiadores. Os empresários podem enfrentar despesas elevadas com aluguel, matérias-primas e mão de obra”, ressalta.

Extintor de incêndio em carros pode voltar a ser obrigatório

  A exigência do uso de extintores de incêndio em veículos foi anulada em 2015, com a publicação da Resolução nº 556/2015 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que passou a tornar o equipamento opcional para carros de passeio. No entanto, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 159/2017, elaborado pelo deputado federal Moses Rodrigues (MDB), propõe que a obrigatoriedade do item seja restabelecida em breve. Atualmente, ele está em fase final de tramitação no Senado Federal. Se for aprovado, o projeto irá exigir que os extintores de incêndio sigam o padrão ABC. Além disso, caso o item volte a ser obrigatório, o Contran precisará estabelecer regras para os veículos fabricados entre 2015 e 2025 que não possuem o extintor. Muitos modelos, inclusive, não contam nem mesmo com o espaço ou o suporte necessário para a instalação do equipamento. Para discutir o tema, o Edição do Brasil conversou com Ronaldo Cardoso, especialista pós-graduado em Gestão e Segurança no Trânsito.   Como a mudança na legislação deve afetar motoristas e fabricantes de automóveis no Brasil? É importante esclarecer que, em 2015, o extintor deixou de ser obrigatório, mas a sua utilização não é proibida. A decisão de torná-lo não obrigatório se deu por conta de estudos terem comprovado que o seu uso era inviável financeiramente e tecnicamente. Financeiramente porque o custo para manter esse equipamento em uma escala nacional é muito maior que os possíveis danos causados pelos poucos casos de incêndio em veículos. Tecnicamente porque os condutores não sabiam utilizar corretamente o extintor e isso gerava riscos maiores para os usuários.   Existem novas tecnologias ou alternativas aos extintores tradicionais que poderiam ser consideradas para a segurança dos motoristas? Esse é outro dilema, pois o mercado está recebendo uma nova geração de veículos elétricos e híbridos, para os quais o extintor do tipo ABC não tem qualquer eficácia. Para esse tipo de bateria o extintor é de um tipo bem restrito, o qual só pode ser manuseado por profissionais treinados.   Na sua opinião, haveria um impacto real na redução de incêndios e danos em acidentes com a volta dessa medida? Que viabilize a obrigatoriedade do extintor, posso garantir que não. A única coisa que realmente terá uma grande mudança com a volta dos extintores será a ampliação de bilhões de reais em multas por inadequações com o equipamento, não tenho dúvida disso.   O projeto inclui alguma forma de acompanhamento de treinamentos para os motoristas sobre o uso adequado do extintor de incêndio? Não, e caso isso fosse adicionado no PLC durante o seu trâmite no Senado e Câmara, representaria mais um custo adicional para os usuários. Acho que o brasileiro já está cheio de lidar com exigências que só servem para tirar dinheiro do seu bolso.   Essa proposta está sendo bem recebida pelos especialistas em segurança veicular e pelos órgãos responsáveis pela fiscalização no Brasil? Conforme já citado anteriormente, o extintor deixou de ser obrigatório em 2015, justamente porque especialistas chegaram à conclusão de que a sua utilização estava sendo mais prejudicial do que benéfica.   Quais são os maiores desafios para a adoção dessa proposta de forma eficaz e quais ajustes poderiam ser feitos para torná-la mais prática e eficiente? Acredito que não há melhoria nessa proposta que a justifique. Vejo nesse PL indícios de favorecimento à indústria de extintores, o que pode estar beneficiando o parlamentar que a propôs e seus pares que vierem a votar em seu favor.

Corrida foi o esporte mais praticado no mundo em 2024

O Relatório Anual sobre Tendências de Esportes, do Strava, revelou que a corrida foi o esporte mais praticado no mundo em 2024. De acordo com os dados, o Brasil é o segundo país com a maior quantidade de atletas, somando mais de 19 milhões. O documento também mostrou um crescimento de 109% de clubes de corrida em solos brasileiros, quase o dobro da média global (59%), e um aumento de 9% no número de maratonas e percursos de longa distância em 2024. Para a educadora física, Ana Paula Neto, a corrida é uma das formas mais eficazes de exercício para quem busca melhorar o condicionamento físico. “A prática regular do esporte ajuda a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e hipertensão, além de contribuir para a perda de peso e fortalecimento muscular. Com o aumento do sedentarismo, muitas pessoas perceberam que a corrida pode ser uma solução simples e eficaz para manter o corpo saudável. Ela melhora a capacidade pulmonar e aumenta a disposição ao longo do dia”. Além dos ganhos físicos, a corrida tem se mostrado uma excelente aliada no combate ao estresse e à ansiedade. A prática de atividades aeróbicas estimula a liberação de endorfina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade. “Cada vez mais as pessoas buscam a corrida como uma forma de aliviar a pressão do dia a dia. O simples ato de correr ao ar livre ou em locais tranquilos proporciona uma sensação de libertação, que pode melhorar a saúde mental”, ressalta. Outro fator que contribuiu para a popularização da modalidade em 2024 é o aspecto social da atividade. Para Ana Paula, as corridas de rua criam um ambiente de inclusão para todas as idades. “As plataformas digitais, como grupos em redes sociais e aplicativos de corrida, também ajudam a criar uma rede de apoio onde os corredores podem compartilhar dicas, conquistas e motivação. Ao participar de eventos, os corredores não apenas buscam desafios pessoais, mas também se conectam com pessoas que compartilham do mesmo interesse pela prática”. Preparação Ana Paula explica que é sempre aconselhável realizar uma consulta médica antes de iniciar a prática, especialmente para aqueles que têm mais de 35 anos, não fazem atividades físicas regularmente ou possuem algum histórico de problemas de saúde, como doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes. “O médico pode recomendar exames como o teste ergométrico (também conhecido como teste de esforço), que avalia a função cardíaca durante o exercício, e outros exames que verifiquem a saúde geral. Isso ajuda a garantir que a pessoa está apta para a atividade e pode evitar complicações”. “Além da escolha do calçado adequado e de vestimentas confortáveis, também é muito importante que a pessoa comece de maneira gradual, uma boa abordagem inicial é alternar entre caminhada e corrida e à medida que o condicionamento físico melhora, o tempo de corrida pode ser progressivamente aumentado. Aquecer e alongar antes do treino e ter uma boa alimentação e hidratação também são pontos essenciais nessa jornada”, acrescenta Ana Paula. Ano passado, a vendedora Marcela Vasconcelos decidiu sair do sedentarismo e começou a correr, sem grandes expectativas, apenas buscando mais disposição. “No começo, foi difícil, perdia o fôlego muito rápido, mas com o treinamento correto consegui evoluir e perceber mudanças incríveis. Perdi peso, minha energia aumentou e a ansiedade diminuiu significativamente. A sensação de bem-estar após cada corrida virou um vício positivo e hoje, além de correr, me sinto mais feliz, e o que parecia impossível se tornou parte da minha rotina”.