32 novos radares de velocidade entraram em operação na capital

Com a entrada em funcionamento de 32 novos radares na semana passada, Belo Horizonte passou a contar com 146 equipamentos de monitoramento eletrônico ativos em 2026. Isso significa que, em média, a prefeitura colocou em operação cerca de 2,5 dispositivos por dia este ano. A maioria dos aparelhos instalados substitui antigos equipamentos, cujos contratos expiraram recentemente. Ainda assim, alguns locais passam a contar com fiscalização eletrônica pela primeira vez. Desde o fim de fevereiro, a Prefeitura de Belo Horizonte deixou de informar individualmente a data de início de funcionamento de cada novo radar. A administração municipal passou a reunir todos os equipamentos em uma planilha única. Antes, os dispositivos recém-instalados eram divulgados em uma página específica destinada a esse fim. Os últimos conjuntos de radares ativados neste ano haviam sido anunciados no encerramento de janeiro e também no fim de fevereiro. Já em março, a comunicação ocorreu logo no terceiro dia do mês. Embora a relação oficial aponte 146 aparelhos, esse número não corresponde, necessariamente, a 146 locais distintos de fiscalização. Isso porque há casos em que mais de um equipamento está instalado no mesmo endereço, sendo contabilizados separadamente conforme a faixa monitorada. Em alguns trechos do Anel Rodoviário, por exemplo, existem vários radares em um único ponto para acompanhar diferentes faixas ou sentidos de tráfego. Na prática, portanto, o total de dispositivos em operação pode não coincidir com a quantidade de pontos diferentes onde os condutores notarão a presença da fiscalização eletrônica. Segundo o engenheiro de trânsito, Marcos Albuquerque, os radares desempenham um papel fundamental na redução de acidentes e na conscientização dos motoristas sobre os limites de velocidade. “A instalação de radares não deve ser vista apenas como um instrumento de arrecadação de multas, mas como uma ferramenta preventiva. Quando bem posicionados, esses dispositivos ajudam a disciplinar o tráfego, evitam ultrapassagens perigosas e diminuem o número de acidentes graves em corredores críticos da cidade”. Além de contribuir para a segurança, os radares também têm potencial para melhorar a mobilidade urbana. “A fiscalização eletrônica cria um efeito de moderação de velocidade, o que ajuda a reduzir o congestionamento e permite que os veículos circulem de forma mais uniforme, diminuindo o risco de acidentes por freadas bruscas ou mudanças de faixa repentinas”. Ainda conforme Albuquerque, o planejamento da instalação dos radares deve considerar não apenas o volume de tráfego, mas também o histórico de acidentes e os pontos de maior risco, o que garante que o investimento seja direcionado de forma estratégica. Já o especialista em segurança viária, Roberto Lima, aponta que a simples presença de radares não garante uma redução significativa nos acidentes ou na velocidade média do tráfego. É necessário que haja educação para o trânsito, fiscalização complementar e planejamento urbano adequado. “Os radares funcionam como uma ferramenta de apoio, não como solução isolada. Eles são mais eficazes quando combinados com medidas como lombadas eletrônicas, campanhas de conscientização e fiscalização móvel em trechos estratégicos”. A percepção dos motoristas em relação aos radares também é um ponto importante. Muitos condutores reconhecem a importância dos equipamentos, mas ainda veem a fiscalização como punitiva. “É natural que haja resistência no início, mas com o tempo, percebe-se que os radares contribuem para um trânsito mais seguro e previsível. O desafio é equilibrar a necessidade de segurança com a sensação de que a fiscalização é justa e transparente”, explica Lima.

MG tem 4,5 mil novos MEIs na categoria comércio ambulante de alimentos

Apenas em 2025, mais de 56 mil brasileiros passaram a atuar como microempreendedores individuais (MEIs) no ramo de serviços ambulantes de alimentação, o que representa um avanço de 45% em relação a dois anos atrás. Em 2023, o total de registros foi de 38,8 mil, subindo para 42,8 mil em 2024. As informações são da base da plataforma DataSebrae. Minas Gerais concentra quase 10% desse total de novos microempreendedores individuais. No Estado, foram contabilizadas 4.508 formalizações de MEIs na categoria de comércio ambulante de alimentos em 2025. Os meses com maior número de registros foram janeiro, fevereiro e novembro. O aumento nas formalizações coincide com períodos festivos, tanto no cenário nacional quanto em Minas Gerais, como o Carnaval. A movimentação superior a R$ 1,4 bilhão na economia de BH no período contou com contribuição significativa dos vendedores ambulantes. A consultora de pequenos negócios, Mariana Tavares, avalia que a formalização por meio do MEI representa uma mudança estrutural para milhares de trabalhadores que antes atuavam na informalidade. Ela explica que o registro como microempreendedor garante acesso a diversos benefícios. “Ao se formalizar, o ambulante passa a ter CNPJ, pode emitir nota fiscal, acessar linhas de crédito com juros mais baixos e contribuir para a Previdência Social. Isso significa mais segurança para o negócio e para a família”. Além da proteção social, que inclui aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, o enquadramento como MEI também facilita a participação em eventos organizados pelo poder público. “Em cidades como Belo Horizonte, a regularização é frequentemente exigida para o credenciamento de vendedores em grandes festas. O Carnaval da capital mineira, que nos últimos anos consolidou-se como um dos maiores do país, exemplifica esse movimento. Milhares de foliões ocupam as ruas a cada edição, ampliando o consumo de alimentos e bebidas e gerando oportunidades para quem trabalha de forma itinerante”, destaca. Com a simplicidade para ingressar ou se desligar do regime formal por meio do MEI no Brasil, é frequente a ocorrência de muitas aberturas e encerramentos de registros, conforme aponta o Sebrae. Ainda assim, Minas Gerais apresentou estabilidade no número de microempreendedores individuais ativos após o término do último ano. Entre os 4.508 CNPJs registrados no período, 2.711 foram encerrados, o que resultou em um saldo positivo de 1.797 novas empresas. O economista Rafael Campos ressalta que os 4,5 mil novos registros em Minas Gerais têm impacto que vai além do número absoluto. “Estamos falando de milhares de famílias inseridas de maneira mais estruturada na economia. Cada ambulante compra insumos, contrata ajudantes temporários e movimenta fornecedores locais. É um ciclo que começa na rua, mas se espalha por toda a cadeia produtiva”. Esse efeito multiplicador é percebido sobretudo em períodos festivos, o resultado é um fortalecimento da economia circular, conceito que descreve a manutenção dos recursos em uso pelo maior tempo possível dentro de uma mesma região. Segundo Campos, a formalização contribui para organizar esse fluxo econômico. “Quando o ambulante se torna MEI, passa a registrar suas compras e vendas, cria histórico financeiro e pode planejar melhor o negócio. Isso traz previsibilidade e estimula reinvestimentos. Parte do lucro obtido no Carnaval, por exemplo, costuma ser aplicada na melhoria de equipamentos ou na ampliação do cardápio”. Os dados de 2025 reforçam uma tendência observada nos últimos anos: a busca por autonomia profissional aliada à segurança jurídica. Muitos trabalhadores veem no empreendedorismo uma alternativa diante das oscilações do mercado formal de trabalho. Para Mariana, o desafio agora é garantir capacitação contínua. “Formalizar é o primeiro passo. Depois, é preciso investir em gestão, controle de estoque, precificação e atendimento ao cliente”.

Veículos de carga estão envolvidos em 43,93% das mortes nas BRs

No relatório mais recente da Operação Rodovida, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou um panorama preocupante sobre acidentes nas estradas federais. De acordo com a corporação, nos últimos 66 dias foram contabilizadas 1.172 mortes, sendo que 514 envolveram veículos de carga, o equivalente a 43,93% do total de óbitos registrados no período. Ao todo, foram registrados 3.149 acidentes com esse tipo de veículo, número que corresponde a 23,81% de todos os sinistros nas rodovias federais. Segundo a PRF, entre os acidentes que envolveram veículos de carga, as colisões frontais se destacaram como as mais letais, somando 288 mortes. No intervalo do Carnaval, ao menos 130 pessoas perderam a vida nas rodovias. De acordo com a instituição, trata-se do período carnavalesco mais letal dos últimos dez anos. Os dados indicam crescimento de 8,54% no número de acidentes graves registrados durante os dias de festa. Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com a presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência no Trânsito da OAB-MG, Alice Araújo Pedrosa. Quais são os principais fatores que levaram a esse número estatístico? Na minha avaliação, estão ligados tanto à conduta dos motoristas quanto ao desrespeito à jornada de trabalho. Os dados da Operação Rodovida são alarmantes: foram registrados 1,2 milhão de veículos com excesso de velocidade e mais de 58 mil ultrapassagens irregulares. Além disso, a conduta perigosa é reforçada por 11,1 mil flagrantes de embriaguez e 9,6 mil condutores usando o celular ao volante. Quanto à jornada, o fato de 17,1 mil motoristas terem desrespeitado a Lei do Descanso mostra que a fadiga é um componente crítico na segurança viária. A norma que regula o tempo de direção e descanso dos caminhoneiros é suficiente? A legislação que regula o tempo de direção (Lei do Descanso) estabelece parâmetros claros, como a pausa de 11 horas, mas os índices de mortalidade sugerem que a eficácia depende de uma fiscalização ainda mais onipresente. Embora existam normas rigorosas para o uso do cronotacógrafo (Resolução 938/22) e a obrigatoriedade do exame toxicológico para categorias C, D e E (Resolução 923/22), o alto número de infrações durante a Operação Rodovida indica que muitos condutores ainda arriscam o descumprimento. As empresas transportadoras também devem ser responsabilizadas com rigor quando há acidentes fatais? Sim, as transportadoras devem ter uma responsabilidade técnica e administrativa bem definida, pois a segurança não recai apenas sobre o condutor. O Contran já prevê mecanismos de responsabilização, como a Resolução 710/17, que regulamenta multas para pessoas jurídicas que não identificam o condutor infrator (Multa NIC). Além disso, normas como a Resolução 926/22 padronizam as notificações de penalidades para empresas, garantindo que a responsabilidade administrativa seja efetivada quando há falhas na gestão da frota ou do pessoal. Em que medida as condições das rodovias federais contribuem para a gravidade desses acidentes? Embora as fontes não detalhem o estado técnico do pavimento, as estatísticas de dinâmica de sinistros mostram que o desenho operacional das vias federais é palco para colisões de extrema gravidade. No período analisado, as colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes em acidentes com veículos de carga, totalizando 288 óbitos. Isso evidencia que, independentemente da condição da pista, a infraestrutura das rodovias federais, muitas vezes de pista simples, contribui para a letalidade quando ocorre uma falha de conduta ou fadiga. Que políticas públicas podem ser implementadas de forma imediata para reduzir esses índices? Acredito que a implementação imediata deve focar na tecnologia de monitoramento e na expansão de planos estratégicos já existentes. Políticas como o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), disciplinado pela Resolução 1.004/23, devem ser priorizadas em todos os estados. Além disso, o uso de sistemas de livre passagem e a pesagem automatizada de veículos podem reduzir o estresse nas vias e melhorar o fluxo, diminuindo pontos de conflito. Você defende mudanças no Código de Trânsito Brasileiro ou em normas específicas para o transporte de cargas? Defendo a atualização constante das normas para acompanhar a realidade das estradas. O foco deve estar no refinamento das resoluções do Contran que tratam da formação de condutores e na sinalização viária. Mais do que grandes mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), precisamos de agilidade na regulamentação de novos dispositivos de segurança veicular e em campanhas educativas contínuas e obrigatórias, como as definidas para 2025 pela Resolução 1.014/24.

Beach tennis conquista cada vez mais adeptos

O crescimento acelerado do beach tennis nas praias e quadras de areia do Brasil tem transformado o esporte em um fenômeno social que vai muito além do lazer de verão. A combinação de dinamismo, ambiente descontraído e facilidade de aprendizagem explica parte desse sucesso, além dos benefícios físicos, mentais e sociais, que são determinantes para consolidar a modalidade como uma das mais procuradas. A quadra é semelhante à do vôlei de praia, separada por uma rede alta, e os jogadores utilizam raquetes sólidas e uma bola de baixa pressão. A principal característica do jogo é que a bola não pode quicar na areia, o que torna as trocas rápidas e exige reflexos apurados, coordenação motora e trabalho em equipe, especialmente nas partidas em duplas, formato mais comum da modalidade. Para o educador físico Ricardo Almeida, o beach tennis oferece um conjunto de estímulos físicos bastante completo. “É uma atividade aeróbica e anaeróbica ao mesmo tempo. O praticante realiza deslocamentos constantes na areia, que exigem mais do sistema cardiovascular, enquanto também executa movimentos explosivos, como saltos e cortadas, que trabalham força e potência muscular”. A instabilidade da areia é um diferencial importante, segundo Almeida. “A areia aumenta o recrutamento muscular, principalmente de membros inferiores e da região do core, contribuindo para fortalecimento e prevenção de lesões quando há orientação adequada”. Além do condicionamento cardiorrespiratório, o esporte contribui para melhora do equilíbrio, da coordenação e da agilidade. Como as partidas costumam ser dinâmicas e com intervalos curtos entre os pontos, o gasto calórico também é significativo. “Em uma hora de prática moderada a intensa, é possível gastar entre 400 e 600 calorias, dependendo da intensidade e do perfil do aluno. Os iniciantes devem passar por avaliação física e começar de forma progressiva, especialmente pessoas sedentárias ou com histórico de problemas articulares”, ressalta. Se os ganhos físicos chamam atenção, os impactos mentais e sociais do beach tennis também são destaque. A psicóloga do esporte Mariana Torres observa que o ambiente descontraído é um dos fatores que mais atraem novos praticantes. “Diferentemente de outras modalidades que podem parecer mais técnicas ou competitivas, o beach tennis costuma ter um clima acolhedor. As aulas são coletivas, há muita interação e o erro faz parte do processo de aprendizagem de forma leve”. Mariana ressalta que essa atmosfera favorece a redução do estresse e da ansiedade. “A prática regular libera endorfinas e outros neurotransmissores associados à sensação de bem-estar. Além disso, estar ao ar livre ou em contato com a areia cria uma experiência sensorial que contribui para relaxamento e melhora do humor. O esporte também fortalece vínculos sociais e muitas pessoas ampliaram seu círculo de amizades. Como as partidas geralmente são em duplas ou grupos, há constante cooperação, comunicação e troca”. Outro ponto que impulsiona a popularidade do esporte é a acessibilidade. Não é necessário ter experiência prévia em tênis ou em outros esportes de raquete para começar. As regras básicas podem ser aprendidas em poucas aulas, e os equipamentos são relativamente simples: raquete específica, bola adequada e roupas confortáveis. De acordo com Almeida, praticamente qualquer pessoa pode iniciar na modalidade, desde que respeite seus limites. “Crianças a partir de seis ou sete anos já conseguem aprender os fundamentos básicos de forma lúdica. Já os adultos de todas as idades também podem praticar, inclusive idosos, desde que haja adaptação da intensidade e acompanhamento”. Ele recomenda fazer uma avaliação médica se houver alguma condição pré-existente e procurar professores qualificados para aprender a técnica correta de empunhadura, posicionamento e movimentação. “Isso reduz o risco de lesões em ombro, cotovelo e joelho, além de acelerar o progresso”.

Belo Horizonte se prepara para receber o maior festival gamer

Belo Horizonte se prepara para viver um dos momentos mais marcantes de sua história no universo dos jogos eletrônicos. Entre os dias 18 e 21 de junho de 2026, o tradicional Expominas será palco do Game Fest Minas 2026, um festival com a intenção de consolidar Minas Gerais no calendário nacional e latino-americano de eventos gamer, reunindo tecnologia, cultura pop, e experiências imersivas em uma programação intensa de quatro dias. Mais do que um simples encontro de entusiastas dos games, o evento foi pensado como um hub de cultura, negócios e inovação voltado para todos os públicos que se conectam ao universo gamer, de jogadores casuais a profissionais do setor, passando por estudantes, desenvolvedores e investidores. O encontro ocupará todos os pavilhões do Expominas, que contará com estruturas amplas para competições de e-sports, experiências de realidade virtual (VR), inteligência artificial (IA), metaverso, áreas de robótica, espaços para desenvolvedores independentes, além de atrações temáticas como cosplay e robótica, criando um ambiente que une entretenimento, educação e também oportunidades de negócios. Para Ana Rocha, analista de mercado de jogos e cultura digital, o Game Fest Minas representa um marco significativo tanto para o segmento quanto para Belo Horizonte. “Eventos dessa natureza são fundamentais para que a cena gamer local seja vista com seriedade e conectada às grandes tendências globais. O festival não só celebra a paixão pelos games, mas também atrai investimentos, fomenta networking e oferece às empresas e desenvolvedores um ambiente para gerar parcerias”. Ela revela que a escolha de Belo Horizonte como sede é estratégica, pois a cidade já vem se destacando por sua cena tecnológica vibrante, com polos de inovação e um público jovem e engajado. “Ter um festival dessa escala no coração de Minas impulsiona a economia criativa local e reforça a capital como um destino vibrante para eventos tecnológicos e culturais”. A organização está com a expectativa de receber até 20 mil visitantes por dia, o que significa que o festival movimentará hotéis, restaurantes, comércio e serviços, além de gerar visibilidade para Minas Gerais em nível nacional. “Esse tipo de evento ajuda a descentralizar o mercado, que tradicionalmente se concentra em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e traz oportunidades concretas para talentos mineiros se destacarem no cenário nacional e internacional”, observa Ana. Como parte de sua iniciativa social, o festival irá disponibilizar 20 mil ingressos sem custo para alunos da rede pública de Minas Gerais. A proposta busca democratizar o acesso ao universo gamer, incentivando os jovens a se aproximarem de áreas como tecnologia, inovação e desenvolvimento digital. A programação do Game Fest Minas foi cuidadosamente elaborada para contemplar diferentes frentes do universo gamer. Haverá competições oficiais de jogos populares, arenas dedicadas a experiências imersivas, espaços de networking para profissionais, painéis e palestras sobre tendências de tecnologia, empreendedorismo digital e o futuro dos games, além de atividades interativas pensadas para todas as idades. “Ver um evento que combina competições, cultura, tecnologia e inclusão é um passo importante para reconhecer os games como uma forma legítima de expressão cultural e também um campo profissional sólido. Isso cria um espaço onde a criatividade floresce, e os jogadores têm a chance de se conectar diretamente com empresas, marcas e outros profissionais”, destaca o desenvolvedor de jogos, Felipe Castro.

Mercado amplia desigualdade salarial entre diferentes setores

O mercado de trabalho no Brasil apresentou avanço em 2025, porém, a disparidade salarial entre diferentes setores continuou expressiva. Segundo levantamento do Infojobs, as áreas técnicas registraram remunerações médias que chegaram a ser até duas vezes superiores às oferecidas em funções operacionais. Os segmentos que concentraram o maior número de vagas, como atendimento ao cliente, comércio e vendas, logística, serviços gerais, alimentação e telemarketing, foram responsáveis por uma fatia significativa das admissões em 2025, representando aproximadamente 58% do total ao longo dos últimos 12 meses. Tratam-se de atividades indispensáveis para a dinâmica econômica e que mantêm procura constante por trabalhadores. Apesar do grande volume de oportunidades, essas áreas figuram entre as que oferecem menores remunerações quando comparadas a setores considerados estratégicos. Em funções relacionadas a atendimento, higienização, telemarketing e atividades operacionais, a média salarial permaneceu, na maioria dos casos, abaixo da quantia de R$ 2,5 mil por mês. Por outro lado, segmentos como tecnologia da informação (TI), contabilidade e finanças, recursos humanos e saúde registraram as maiores faixas salariais ao longo do ano. Na área de TI, por exemplo, os vencimentos médios iniciais ultrapassaram R$ 3,6 mil, enquanto em finanças e contabilidade os valores ficaram acima de R$ 3,3 mil mensais. A distância entre esses campos e os setores operacionais chega a quase dobrar o rendimento, o que reforça a segmentação do mercado de trabalho, onde o nível de qualificação e o ramo de atuação influenciam diretamente o acesso a melhores salários. Assim, mesmo com a expansão do total de admissões, a estrutura de remuneração no país continuou marcada por desequilíbrios. O aumento das vagas em funções operacionais ampliou as chances de entrada no mercado, mas não foi suficiente para encurtar a diferença em relação aos ganhos oferecidos por áreas mais especializadas. Para a economista do trabalho Helena Duarte, a discrepância salarial reflete a lógica de oferta e demanda aliada à exigência de formação específica. “Áreas técnicas requerem qualificação formal, domínio de ferramentas e, muitas vezes, atualização constante. Como há menos profissionais com esse perfil disponível, as empresas pagam mais para atrair e reter talentos. Já as funções operacionais costumam exigir menor tempo de formação e têm maior oferta de candidatos, o que pressiona os salários para baixo”. Ela avalia que a concentração de vagas operacionais também está ligada ao perfil produtivo do país. “A economia brasileira ainda é fortemente baseada em serviços e atividades de menor intensidade tecnológica. Isso gera grande volume de postos operacionais, mas limita a expansão de empregos altamente qualificados”. O sociólogo André Nascimento destaca que a dificuldade de acesso às áreas técnicas não se resume à falta de interesse dos trabalhadores. “Há barreiras estruturais importantes, como desigualdade educacional, necessidade de ingresso precoce no mercado de trabalho e baixa renda familiar. Muitas pessoas precisam trabalhar desde cedo e não conseguem investir tempo e recursos em cursos técnicos ou ensino superior”. A limitação no acesso a cursos de qualidade e a falta de informação sobre trajetórias profissionais também contribuem para perpetuar o ciclo. Helena acrescenta que a transformação digital acelerada nos últimos anos ampliou a demanda por profissionais qualificados, mas o sistema educacional não acompanhou a mesma velocidade. “Existe um descompasso entre o que o mercado exige e o que grande parte da população consegue acessar em termos de formação. Sem políticas consistentes de qualificação, a tendência é a segmentação se aprofundar”. Para mudar esse cenário, os especialistas defendem ações articuladas entre governo, empresas e instituições de ensino. Entre as propostas estão a ampliação de programas de formação técnica gratuita, parcerias entre empresas e escolas para capacitação prática e incentivo à educação continuada. “É fundamental criar trilhas de qualificação acessíveis, com cursos modulares e flexíveis, que permitam ao trabalhador estudar e trabalhar ao mesmo tempo”, sugere Nascimento. Outra medida apontada é o fortalecimento de políticas de inclusão digital e bolsas de estudo voltadas a áreas estratégicas. “Quando ampliamos o acesso à formação técnica, aumentamos as chances de mobilidade social e reduzimos a desigualdade salarial”, finaliza a economista.

Discord anuncia mudanças para ampliar proteção de jovens e adolescentes

A plataforma de comunicação Discord anunciou uma mudança abrangente em suas regras de uso que promete transformar a experiência de jovens e adolescentes na rede digital. A partir de março de 2026, a empresa vai implementar globalmente um conjunto de medidas de segurança voltadas para proteger usuários de 13 a 17 anos, incluindo verificações de idade mais rígidas e configurações que colocam todos os perfis em um modo “adequado para adolescentes” por padrão, caso não confirmem serem maiores de idade. Segundo informações divulgadas pela própria Discord e veículos de tecnologia, novas ferramentas restritivas passarão a ser ativadas automaticamente em todos os perfis não verificados, bloqueando o acesso a conteúdo sensível ou a chats e servidores destinados a públicos adultos. Para sair desse modo e ter mais liberdade na plataforma, os usuários poderão ter de comprovar sua idade por meio de reconhecimento facial via tecnologia de vídeo ou através do envio de um documento oficial de identidade. O objetivo declarado pela empresa é reforçar a proteção dos adolescentes em um ambiente em que a exposição a riscos e interações inadequadas tem se intensificado com o crescimento do uso de redes sociais. De acordo com a psicóloga educacional Carla Silva, “uma comunidade digital sem filtros ou salvaguardas robustas pode ser um terreno fértil para a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos que vão desde violência ou pornografia até linguagem ofensiva e discurso de ódio. Configurações padronizadas que protegem automaticamente os usuários jovens ajudam a mitigar riscos, mas não substituem o papel ativo dos responsáveis e da educação digital”. A nova abordagem do Discord inclui ainda variantes de controle de comunicação, como o redirecionamento automático de mensagens não solicitadas para uma caixa específica, impedindo que adolescentes recebam mensagens diretas de estranhos sem filtros, e a imposição de avisos ao receber solicitações de amizade de pessoas desconhecidas. Carla explica que é fundamental que empresas de tecnologia assumam responsabilidade concreta pela segurança dos usuários mais jovens. “A internet oferece oportunidades incríveis de aprendizado e socialização, mas sem mecanismos de proteção adequados, esses ambientes podem rapidamente colocar crianças em situações de risco, a iniciativa do Discord é uma resposta importante a essa demanda, mas precisa ser acompanhada de transparência, controle de dados e diálogo com pais, especialistas e adolescentes”. O anúncio também prevê a criação de um Conselho de Adolescentes, formado por usuários de 13 a 17 anos, que deverão colaborar na formulação de recursos e políticas, garantindo que as mudanças não só limitem riscos, mas respeitem as necessidades de interação dos jovens. De acordo com a pedagoga e consultora educacional, Ana Maria Costa, “o desenvolvimento saudável de adolescentes no ambiente digital depende tanto de políticas de segurança eficazes quanto de educação contínua sobre o uso responsável da tecnologia”. Ela ressalta que “plataformas como o Discord podem fazer grandes avanços técnicos em proteção, mas os maiores benefícios vêm quando esses esforços são complementados por conversas em casa e na escola sobre limites, respeito e cidadania digital”. No final de janeiro, o YouTube informou que passaria a utilizar ferramentas de inteligência artificial para reconhecer contas pertencentes a menores de idade em países como Brasil e Austrália. A iniciativa já vinha sendo aplicada em algumas nações europeias. Também em janeiro, o Roblox, plataforma de jogos on-line bastante popular, implementou novos mecanismos de proteção, para acessar o chat, os usuários passaram a precisar confirmar a própria idade. “Para as famílias, as recomendações passam por manter um diálogo aberto com seus filhos sobre o uso das redes, limitar o tempo de exposição, revisar periodicamente as configurações de privacidade disponíveis em cada plataforma e acompanhar de perto mudanças nas políticas de segurança anunciadas pelas empresas de tecnologia”, conclui Ana Maria.

Mulheres entre 30 e 50 anos são mais afetadas pela fibromialgia

Fevereiro é conhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre a fibromialgia, assinalado pela cor roxa em campanhas que buscam dar visibilidade a uma condição ainda pouco compreendida. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a doença afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira, com uma maior incidência em mulheres do que em homens, sobretudo na faixa etária entre 30 e 50 anos de idade. O distúrbio crônico é caracterizado por dor musculoesquelética generalizada, fadiga intensa, distúrbios do sono e uma série de outros sintomas que afetam profundamente a qualidade de vida. Segundo a reumatologista Carolina Menezes, a fibromialgia ainda é um desafio para a medicina moderna justamente porque não há um exame específico que a confirme. “O diagnóstico é clínico, baseado em critérios definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia que levam em conta a presença de dor difusa ao longo do corpo por mais de três meses, além de sintomas associados como fadiga, alterações do sono e problemas cognitivos ou névoa mental”. Para a especialista, a falta de um marcador biológico dificulta tanto a identificação precoce quanto a aceitação da doença por parte de profissionais de saúde menos familiarizados com o tema. A causa da fibromialgia ainda não é totalmente esclarecida, mas pesquisadores apontam para uma combinação de fatores genéticos, neuroquímicos e ambientais. “Sabemos que há uma alteração na maneira como o sistema nervoso central processa os sinais de dor, um fenômeno chamado sensibilização central, que faz com que estímulos normalmente leves sejam interpretados como intensamente dolorosos”, explica a neurologista Marina Torres. Carolina destaca que os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas a dor difusa é o mais característico. “Ela pode ser sentida em músculos, tendões e articulações, e costuma ser descrita como uma dor profunda e persistente. Pacientes também relatam fadiga intensa que não melhora com o descanso, distúrbios do sono, como insônia ou sono não reparador, e sensibilidade exagerada a estímulos como luz, ruído e toque, além de dificuldades cognitivas, como memória falha, dificuldade de concentração e sensação de lentidão mental”. Tratamento O tratamento da fibromialgia é multidimensional, já que não existe uma cura definitiva. “Aqui não falamos em eliminar completamente os sintomas, mas em reduzir sua intensidade e melhorar a funcionalidade do paciente”, afirma Marina. “Medicamentos que modulam os neurotransmissores envolvidos na percepção da dor podem ser úteis em alguns casos, mas não são eficazes para todos. Em paralelo, terapias como atividade física regular, especialmente exercícios de baixo impacto como caminhada, natação e alongamentos, têm papel central no alívio da dor e na melhora da qualidade de vida”, ressalta. A neurologista comenta ainda a importância de incluir técnicas de relaxamento que ajudam a reduzir a tensão muscular e melhorar o equilíbrio emocional. “O corpo e a mente estão intimamente ligados na fibromialgia. Técnicas que atuam sobre o estresse e a ansiedade reduzem a sensação de dor e promovem bem-estar”. Embora não exista uma maneira de prevenir a fibromialgia de forma garantida, especialistas indicam medidas que podem reduzir o risco de agravamento dos sintomas ou ajudar no enfrentamento da condição. Marina recomenda atenção ao gerenciamento do estresse, manutenção de um padrão regular de sono e prática de exercícios físicos adaptados à capacidade individual. “A convivência com a fibromialgia exige adaptação e paciência. Para muitos, isso significa reorganizar rotinas, ajustar expectativas e aprender a escutar o próprio corpo”.

População em situação de rua cresceu 30% nos últimos cinco anos em BH

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontam que, nos últimos cinco anos, a população em situação de rua em Belo Horizonte cresceu 30%. O total de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade passou de 11.858 em 2020 para 15.474 em 2025. A questão em Minas Gerais é ainda mais preocupante: nos últimos cinco anos, o número de pessoas em situação de rua passou de 23.433 para 33.139, um aumento de 41%. O Estado ocupa o terceiro lugar no país, atrás apenas de São Paulo (150.958) e Rio de Janeiro (33.656). A socióloga Andreia Lima destaca que o aumento não se deve a um único fator, mas a uma combinação de problemas econômicos, sociais e administrativos. “Minas Gerais, assim como outros estados brasileiros, não conseguiu implementar políticas de habitação de longo prazo. Existem programas temporários, abrigos emergenciais e auxílios pontuais, mas falta planejamento estratégico, investimento em moradia popular e integração entre saúde, educação e assistência social. Isso faz com que a população vulnerável permaneça sem perspectivas e aumente a cada crise econômica ou social”. Ela cita que o estudo também indica que a crise habitacional não é o único problema. A fragilidade das redes de proteção social, a violência urbana e a dificuldade de acesso a serviços básicos, como saúde e alimentação, agravam a situação dos moradores de rua. “Muitas pessoas que vivem na rua enfrentam doenças crônicas, dependência química ou problemas de saúde mental sem ter acesso a tratamento adequado. Além disso, a falta de documentação ou o histórico de violência dificultam a inclusão em programas sociais”. O assistente social Paulo Nogueira afirma que a solução para reduzir o número de pessoas em situação de rua precisa ser abordada em duas frentes: ações emergenciais de curto prazo e políticas estruturais de longo prazo. “Medidas imediatas podem incluir a ampliação de abrigos, distribuição de kits de higiene e alimentação, além de equipes móveis de atendimento social e psicológico. No curto prazo, garantir dignidade, segurança e acesso a serviços básicos. Isso não resolve o problema, mas evita uma degradação ainda maior”. No longo prazo, a solução passa pelo desenvolvimento de políticas habitacionais integradas e permanentes, com foco em moradia popular, aluguel social e incentivo à regularização fundiária. O profissional ressalta a importância da articulação entre diferentes esferas do governo. “Não adianta apenas criar programas isolados, é preciso integrar habitação, saúde, educação, assistência social e emprego. Só assim poderemos reduzir estruturalmente o número de pessoas em situação de rua, evitando que mais famílias e indivíduos caiam na vulnerabilidade extrema”. Nogueira afirma que ONGs, empresas e universidades podem contribuir com programas de capacitação profissional, formação de cooperativas e apoio psicológico e social, fortalecendo a rede de proteção e inclusão. “O Estado sozinho não consegue dar conta do problema e parcerias estratégicas podem gerar soluções efetivas, combinando recursos, conhecimento e engajamento social”. O aumento da população em situação de rua em Belo Horizonte e em Minas Gerais reflete, portanto, uma série de desafios estruturais, desde a desigualdade econômica até a insuficiência das políticas públicas de habitação e assistência social. Os especialistas alertam que, sem ação coordenada e contínua, os números tendem a crescer, trazendo consequências graves para a sociedade como um todo, incluindo aumento da violência urbana, sobrecarga dos serviços públicos e degradação social.

Consórcio de imóveis apresenta crescimento significativo em Minas

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o consórcio de imóveis apresentou um crescimento significativo nos últimos anos. Entre 2020 e 2025, as vendas de cotas tiveram alta próxima de 300%. Nos últimos 20 anos, desde 2005, aproximadamente 1,55 milhão de participantes foram contemplados, permitindo a compra de imóveis para moradia, negócios ou investimentos. Esse cenário é especialmente visível em Minas Gerais, onde o consórcio de imóveis tem grande relevância, representando cerca de 10% do total de cotas vendidas no país. O desempenho do Estado acompanha a tendência nacional, ao mesmo tempo em que destaca o aumento do interesse local pelo produto, principalmente para a compra de imóveis em um mercado que continua crescendo ano após ano. A Ademicon, principal administradora independente de consórcios do Brasil em créditos ativos, acompanha essa tendência e registra crescimento na procura por consórcios de imóveis em Minas Gerais. Em 2025, o faturamento da empresa no segmento no Estado atingiu R$ 2,8 bilhões, registrando um aumento de 131% em comparação ao ano anterior. Consumidores atentos Segundo o consultor de mercado imobiliário João Almeida, o avanço do consórcio no Estado está ligado a fatores econômicos e sociais que têm levado os consumidores a repensarem a forma de adquirir imóveis. “O aumento das taxas de juros e a instabilidade econômica tornaram o financiamento bancário menos atrativo para muitos brasileiros. O consórcio, por sua vez, oferece planejamento financeiro, parcelas previsíveis e sem cobrança de juros, o que permite ao comprador organizar seu orçamento com segurança”. A modalidade permite que o participante se prepare para a compra do imóvel sem se comprometer com dívidas onerosas. “O consórcio não é apenas uma alternativa mais barata, mas também uma forma de construir patrimônio de maneira gradual e estratégica. O cliente sabe exatamente quanto vai pagar e pode planejar a contemplação de acordo com seus objetivos pessoais e financeiros”, complementa. Segurança financeira A preferência pelo consórcio também reflete mudanças no comportamento do consumidor mineiro. De acordo com o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Sindimóveis), o mercado imobiliário do Estado fechou 2025 com crescimento de cerca de 20% nas vendas, superando as expectativas do setor mesmo diante de taxas de juros ainda altas. Mesmo diante de juros elevados, os mineiros têm buscado alternativas que priorizem a segurança financeira e reduzam o risco de endividamento. “O consórcio passou a ocupar um papel central na estratégia de compra, especialmente para jovens casais e famílias que buscam conquistar o primeiro imóvel de forma planejada”, avalia a economista Camila Nogueira. Ela ressalta que entre os benefícios do consórcio, além da ausência de juros e da previsibilidade das parcelas, estão a possibilidade de contemplação por sorteio ou lance, e a flexibilidade para utilizar o crédito conforme a necessidade do comprador. “Ele oferece liberdade para escolher o imóvel, seja para moradia, investimento ou negócio. É uma alternativa que combina disciplina financeira e oportunidade de realização do sonho da casa própria sem sobrecarregar o orçamento familiar”. Para além do aspecto financeiro, Camila destaca o impacto positivo na organização das finanças pessoais e no planejamento de longo prazo. “Participar de um consórcio exige compromisso, mas também ensina o participante a planejar cada passo, desde a escolha da cota até o momento de usar o crédito. Essa disciplina ajuda a evitar decisões impulsivas e reduz o risco de endividamento, algo que não ocorre com a facilidade de crédito instantâneo oferecida pelos financiamentos tradicionais”. Ainda na avaliação da economista, a modalidade também tem sido bem recebida por investidores e famílias que buscam imóveis comerciais ou de lazer. “Alguns clientes usam o consórcio para adquirir imóveis de investimento ou unidades que valorizem ao longo do tempo. É uma forma de aplicar recursos de forma segura, sem pagar juros abusivos, e ainda garantir um ativo que tende a se valorizar no futuro”. “O consórcio não resolve todos os problemas do mercado, mas é uma solução inteligente para quem quer conquistar um imóvel sem comprometer o orçamento e sem depender exclusivamente dos bancos. É uma tendência que veio para ficar”, conclui Almeida.