Ó Minas Gerais!

O interior de Minas Gerais é um território-país maior do que a França e a Espanha, e com aspectos culturais dos mais bonitos, clássicos e riqueza incomum. Desde a formação, os minerais entre pedras e metais como o ouro-Vila Rica e o diamante-Diamantina, as terras raras, o nióbio e o Araxá, passando pelas tradições do povo, a família mineira, o mineirês, o “sotaque/dialeto” mais bonito do Brasil; as matas-Atlânticas, as veredas, o cerrado, os contos, a memória-poesia em Abgar, Drummond, Emílio, Henriqueta, Murilo e Rosa; a música com Clara Nunes, Milton-Clube da Esquina e Lobo de Mesquita; as artes em Amílcar, Aleijadinho, Athaíde, Bracher, Guignard, Inimá, Marco Aurélio e Tupynambá.

O Coelho, o Galo, a Raposa e o Rei Pelé. O barroco esculpido no ouro e na pedra-sabão, mostrando glórias arquitetônicas ao mundo. Conjuntos tombados pela Unesco: Ouro Preto, Diamantina (centro histórico), o Santuário de Matozinhos (Congonhas), obras de Niemeyer na Pampulha e as Cavernas do Peruaçu.

A gastronomia invejada e de dar água na boca. A religiosidade, as festas juninas, o São João e o del-Rey. A essência da água mineral a nos purificar; nossos rios e lagos, o Velho Chico, Furnas e Três Marias, cachoeiras-Casca Danta e montanhas perpassando contornos. Tudo encanto com “pão-de-queijo-café- -com-leite”, a agropecuária. É muita emoção no céu das Minas que de tão Gerais é caprichosa no acolhimento e na maneira de ser e acontecer.

O interior se desbrava. Um tico do céu mineiro recai sobre a Luz de Nossa Senhora do Aterrado. Um arraial que apareceu pela banda esquerda do São Francisco, oriunda do Pitangui, Sto. Antônio do Monte e das Dores do Indaiá. Diocese única no mundo em um lugarejo abrigado nas matas do sertão do Açudinho, na beira do morro do Jorge Pequeno.

Hoje com 18.200 habitantes, sede da Diocese de Luz (1918), maior do que o Sergipe e uma das mais distintas do país. O município triangular de 1.176 quilômetros quadrados possui um IDH de 0,800, médias indústrias como a Borghese, a Maricota Alimentos (exporta para a Europa e Oriente Médio) e a Massalho. A serra da Saudade se descortina sobre a poesia que aponta a torre da catedral neogótica, com 50 metros de altura, refletindo a sabedoria do lugar.

A cidade possui dois museus, o Museu Histórico de Luz Casa Grande Capitão Dú — ainda com o acervo em formação e que conta a história e abriga a única Galeria de Arte mista do interior do estado, com obras de renomados artistas mineiros, e o Centro de Memória Diocesano, no Paço da Assumpção, antiga moradia dos bispos. O charme da Banda Lyra Vicentina Aterradense, uma das mais antigas de Minas e que completará 110 anos, com sede própria e Escola de Música. O ensino na cidade é avançado e dos melhores. Faculdade de Ciências, Filosofia e Letras do Alto São Francisco (FASF) desde 1973, a Universidade São Carlos (Unisa), com 36 cursos presenciais e 67 virtuais. A Festa do Rosário é das mais bonitas; a Semana Santa, o Carnaval, a Exposição Agropecuária e o Rodeio, este o primeiro realizado no país: Aterrado, sua terra natal.

Há dois anos foi fundada a Academia Luzense de Letras (ALL) e ela já mostrou a que veio, com sede própria e brilho. Há pouco tempo foi realizada uma reunião conjunta da ALL e a Câmara Municipal de Luz, com a presença do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), da Arcádia de MG, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet-MG) e convidados, conduzidos pela empresa Saritur Turismo. Um evento que passou a fazer parte da história com nobreza. Foi homenageada a “Mãe do Ano” pela ALL, distribuição de Medalhas do Centenário de Luz pela Câmara e o IHGMG, e Moções de Aplausos pela Câmara a essas aguerridas entidades e à Miss Brasil Global, Giovanna Starling.

Cada rincão mineiro possui afinidades e história singulares. São lugares de pureza e magia. Encanto que só em Minas Gerais acontece.

Compartilhe

Em destaque