Novas regras para o futebol

Ao longo do tempo, o futebol vem passando por enormes transformações. Tanto dentro de campo, como principalmente fora dele. Nos Centros de Treinamento, cada vez mais tecnológicos, treinadores, preparadores, profissionais da área da saúde e afins buscam capacitar os atletas em seres quase perfeitos em termos físicos. O resultado acontece durante os jogos. Mais acelerado e tático, embora menos técnico. Alguns parecem robôs.

Fora das quatro linhas, os dirigentes das entidades que comandam o futebol, quebram a cabeça na tentativa de melhor organizar o circo. Afinal de contas, a coisa virou negócio grande, atraindo bilhões em patrocínios, direitos, produtos, ingressos e sabe-se lá mais o que. É um mercado fantástico, bem mais do que somente entretenimento e amor.

Aí entra em campo a poderosa International Football Association Board (IFAB), órgão que regulamenta as regras do futebol em nível mundial. Fundada em 1883, oficializada pela Fifa, o que ela determina é lei absoluta no mundo.

Atualmente, a IFAB reajusta algumas regras e cria várias outras. O objetivo é oferecer mais dinâmica ao jogo, acabando com tantas paralisações chatas. Algumas começam a valer agora, outras após a Copa do Mundo ou um pouco mais para frente. Vejamos:

1) Protocolo VAR: Revisar escanteios marcados incorretamente, desde que de forma imediata, sem atrasar o reinício do jogo. Árbitros poderão usar câmeras corporais sem transmissão ao vivo da comunicação com o VAR.

2) Substituição: O atleta terá um limite de dez segundos para deixar o gramado. Se ultrapassar o substituto só poderá entrar na primeira paralisação após 1 minuto de jogo corrido.

3) Cera: Laterais e tiros de meta terão cinco segundos contados pelo árbitro para acontecer. Ultrapassado o limite a posse será revertida. No lateral para o adversário. No tiro de meta com escanteio contra o infrator.

4) Vantagem: Em situação clara de gol não haverá punição com cartão caso o árbitro aplique a vantagem e a jogada termine em gol.

5) Acessórios: Permitido desde que não ofereçam riscos, permitindo uma flexibilização que leve em conta fatores culturais, religiosos e médicos.

6) Lesões: Jogador atendido em campo ou qualquer responsável por paralisação do jogo deverá permanecer fora um minuto após retomada do jogo. Exceto quando se tratar do goleiro ou falta punida com cartão.

7) Capitão: Somente ele pode falar com o árbitro para reclamar ou sugerir alguma coisa.

8) Abandono: Time que abandonar o campo em protesto contra decisão do árbitro perderá o jogo por WO. Jogador ou membro da comissão técnica que incitar o outro a deixar o campo, será expulso.

Por último, uma boa novidade. A implantação do impedimento automático nos vinte principais estádios do Brasil. É um avançado recurso da moderna tecnologia, utilizando inclusive a inteligência artificial para acabar de vez com o problema deste lance tão polêmico e de difícil decisão.

Com este combo de regulamentação das regras, tomara que a IFAB por intermédio das confederações, federações e clubes se unam para organização de cursos ou palestras, presenciais ou virtuais para esclarecer, orientar e educar os dirigentes, treinadores, auxiliares e jogadores sobre como obedecer às regras com conhecimento e principalmente educação.

É horrível o que acontece durante os jogos. Apelação ridícula contra tudo. Treinadores e auxiliares gritando palavrões, jogadores cercando o árbitro, brigas, entre outras coisas. Um péssimo exemplo e total falta de respeito para o consumidor que paga caro e sofre demais para prestigiar o espetáculo. A imprensa esportiva também precisa estudar com atenção todas as mudanças e inovações para bem informar o público.

Enfim, que as novidades possam garantir mais agilidade e transparência aos jogos.

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