Volume de vendas no Dia dos Pais deve alcançar mais de R$ 7 bilhões

Considerada a quarta data comemorativa mais importante do varejo, as vendas do Dia dos Pais de 2025 devem alcançar R$7,84 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A projeção representa um avanço de 3,2% em relação ao ano de 2024.

Já um estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG, mostra que 55,2% das empresas que são afetadas pela data (74,4%) esperam vender mais este ano. O otimismo dos empresários (68,5%) é a principal justificativa para a boa expectativa com as vendas, sendo que 47,6% deles esperam um retorno positivo de até 20% no faturamento.

Roupas, kits/cestas, calçados e carnes encabeçam a lista dos produtos que devem vender mais na data. O tíquete médio, segundo 49,5% dos empresários, ficará entre R$ 70 e R$ 200. Já a modalidade de pagamento mais utilizada será o cartão de crédito.

O Dia dos Pais é muito importante para o calendário varejista, diz a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins. “A data possui um grande apelo emocional. Isso implica que, por mais que o consumidor esteja endividado, há um aumento considerável da busca por determinados produtos. Consequentemente, esta é uma oportunidade para os comerciantes aumentarem suas vendas e traçarem estratégias”.

O economista Ricardo Paixão esclarece que a expectativa maior de vendas pode ser atribuída à economia. “Estamos entrando em um cenário de recuperação muito importante, com geração de empregos, renda e inflação sob controle. Isso reflete no consumo maior, impactando positivamente vários setores”.

“Também podemos atribuir essa expectativa às ações do governo federal, que promoveu políticas públicas de transferência de renda, além do aumento real do salário mínimo, fazendo com que os consumidores recuperem a confiança. Outro ponto importante é a redução da inadimplência”, pontua.

Na avaliação do economista, o consumo nos períodos sazonais não é sustentável. “Pelo lado do consumidor, não entrar em um alto grau de endividamento. Já para os empresários, respeitar determinado limite para que não tenha estoque e acabe gerando custos”.

“Tudo tem que ser com cautela, contratando pessoas dentro da efetiva necessidade, mas a tendência é o aumento das vendas se manter ao longo do ano. O panorama internacional é muito importante, saber como essas questões tarifárias podem impactar futuramente, porém, a economia brasileira entrando nesse cenário de contenção, a tendência é que mantenha esse crescimento”, acrescenta.

Recorde de temporários

Paixão ressalta que o aumento das vendas pode significar contratações temporárias. “Isso tem um alto impacto para economia, porque essas vagas podem se transformar em postos efetivos. É um momento de oportunidade para o trabalhador que busca uma recolocação, ou até mesmo uma melhora na sua condição de trabalho”.

A CNC projeta oferta de 11,53 mil vagas temporárias no varejo para atender a demanda sazonal das vendas do Dia dos Pais. Se confirmado, esse será o maior contingente de trabalhadores por tempo determinado contratados dos últimos 12 anos. A taxa de efetivação pode ser de 15%, maior porcentual desde 2021 (16%).

Faturamento

Conforme a estimativa da CNC, as lojas de vestuário deverão faturar R$ 3,23 bilhões com a data. Seguido pelos produtos de perfumaria e cosméticos (R$ 1,57 bilhão) e de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,26 bilhão). Somados, esses segmentos devem responder por quase 77% das vendas totais no varejo.

Segundo a Fecomércio MG, a região do Alto Paranaíba será a mais impactada pela data, com 85,7%, seguido pelo Sul de Minas (77,5%), Central (76,2%), Rio Doce (75%) e Noroeste (72,5%). As regiões com menos impacto serão a Centro-Oeste (70%) e Jequitinhonha (68,3%).

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