Turismo internacional no Brasil tem melhor primeiro semestre da história

Entre janeiro e junho de 2025, o Brasil recebeu 5.332.111 turistas estrangeiros, um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado e o melhor resultado da série histórica para o primeiro semestre. Apenas no mês de junho, 444.882 estrangeiros desembarcaram no país, um aumento de 33,8% (112.408 chegadas) na comparação com junho de 2024. Os dados são da Polícia Federal.

O número representa 77,3% da meta prevista no Plano Nacional de Turismo 2024-2027 para este ano, que projeta a entrada de 6,9 milhões de visitantes internacionais. Se o ritmo for mantido, o Brasil poderá ultrapassar, já em 2025, a meta de 8,1 milhões de turistas originalmente estabelecida para 2027. Entre os principais países emissores, a Argentina lidera com 2.323.891 visitantes no semestre, seguida por Chile (442.993) e Estados Unidos (410.189).

“O turismo no Brasil deixou de ser potencial e virou realidade. Estamos chegando nos patamares de chegada de turistas estrangeiros que o nosso país merece, em um nível de crescimento que é o maior do mundo hoje. Isso tem gerado novos investimentos, milhares de empregos e renda em todo o país”, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Marcelo Freixo.

Para o mestre em ciências econômicas e professor no Centro Universitário UNA, Mussa Agostinho Vaz Vieira, o Brasil possui uma riqueza de destinos que despertam o interesse de turistas de todo o mundo. “Mas, também o esforço do governo federal para promoção do turismo contribui para o aumento do fluxo de visitantes estrangeiros. A desvalorização do real em relação ao dólar e ao euro, nos últimos anos, tem dado maior poder de compra a esses turistas; shows de artistas internacionais e a modernização do mercado de turismo, são outros fatores que levaram o país a bater esse recorde”.

“O turismo é fundamental para a economia brasileira, gerando empregos, movimentando a cadeia produtiva e impulsionando o desenvolvimento de diversas regiões do país. O setor de serviços tem um peso significativo no Produto Interno Bruto (PIB), representando quase 70% do total. E esse aumento da entrada de turistas estrangeiros pode gerar impacto positivo nesse ramo, que é crucial para a economia do país”, complementa.

O economista afirma ainda que os resultados para os próximos períodos dependem não só do cenário nacional, mas também do internacional (tensão existente na Europa e no Oriente Médio). “E do grau de satisfação quanto aos serviços hoteleiros, receptividade, segurança e transporte, que por consequente depende dos investimentos para sua melhor oferta no mercado, e investida em ações de promoção e divulgação do Brasil como destino turístico”.

Investimentos

Vieira destaca que o aumento da entrada de turistas estrangeiros vem sendo visto como um incentivo notável para aumento nos investimentos. “A hotelaria nacional e internacional tem investido bastante no Brasil, com inaugurações e expansões das redes em diversas regiões. Grupos como Accor, Vila Galé, Marriott e outros, estão ampliando sua presença no país, com foco em diferentes segmentos e destinos”.

“Recentemente, o Hotel Galé Collection Ouro Preto foi inaugurado no distrito de Cachoeira do Campo, oferecendo 311 quartos. Em 2025, o setor brasileiro prevê um crescimento impulsionado pela retomada do turismo e eventos, com a chegada de novas redes nacionais e internacionais. Espera-se mais 23 mil quartos de hotel, com investimentos superiores a R$ 10 bilhões, segundo a Panrotas”, acrescenta.

Minas Gerais

Segundo dados mais recentes do Ministério do Turismo, da Embratur e da Polícia Federal, Minas Gerais recebeu 3.732 turistas internacionais em janeiro de 2025. O valor é 6,12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 3.517 viajantes, vindos de fora, estiveram visitando o Estado. Já em 2024, Minas registrou mais de 32 milhões de turistas. Desse total, cerca de 42,6 mil visitantes eram estrangeiros, número 10,6% maior em relação ao ano anterior. Entre janeiro e outubro de 2024, o segmento respondeu pela criação de quase 20 mil postos de trabalho.

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