
A temporada 2025 do futebol feminino chegou ao fim, e os times mineiros obtiveram bons resultados. O Cruzeiro disputou quatro campeonatos: Supercopa, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Campeonato Mineiro. As cabulosas foram vice-campeãs no Brasileiro, sendo o primeiro time mineiro a chegar a uma final e ainda conquistou a vaga inédita para a Copa Libertadores de 2026.
Na SuperCopa, o time chegou à semifinal, e no mineiro, o Cruzeiro foi tetracampeão estadual contra o América, sendo o terceiro título consecutivo. As Spartanas, por sua vez, disputaram a Série A1 do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Mineiro. O clube fez sua melhor campanha no Brasileiro Feminino, chegando em 9º lugar. O América chegou até às oitavas de final da Copa do Brasil, e foi vice- -campeão do Campeonato Mineiro.
Já o Atlético disputou a Série A2 do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro. Rebaixado em 2024, o time terminou a primeira fase em 3º lugar e chegou até a semifinal, garantindo vaga na Série A1. Na Copa do Brasil, o time chegou às oitavas de final. No Mineiro, as Vingadoras chegaram na 3ª posição na primeira fase e foram eliminadas na semifinal.
Spartanas e Vingadoras
A jornalista esportiva Aline Teixeira destaca que o América fez uma boa campanha. “De uma forma geral, o time é umas das equipes que apresentam um bom trabalho, porque já tem uma organização e um propósito com o futebol feminino desde muito tempo, e isso fortalece a atividade que é realizada dentro do clube. E esse ano conseguiu fazer uma temporada regular”.
“Para 2026, espero que o América saia desse quase e se classifique para a fase mata-mata do Brasileirão. O time merece, principalmente se seguir nessa linha das contratações pontuais, nesse trabalho organizado que é feito dentro do clube. Faltam poucas atribuições para as Spartanas serem cada ano que passa mais competitivas”, acrescenta.
Já o Atlético, Aline pontua que apresentou uma evolução relevante. “Conseguiu voltar para a elite do futebol brasileiro por conta de um compromisso assumido pelo Paulo Bracks, diretor de futebol, que prometeu organizar uma equipe mais competitiva. E isso foi comprovado, tanto na montagem quanto na construção do elenco. E o mais importante é que para 2026 esse projeto seja mantido”.
A grande dificuldade para as Vingadoras é disputar com equipes que fazem investimento muito mais contundente, afirma a jornalista. “São clubes que já estão fazendo um bom trabalho dentro do futebol feminino, e chegar com essa responsabilidade, com essa missão de enfrentar times mais organizados e ainda ter que se firmar e se manter, é sim um desafio, porém, não é impossível”.
Cabulosas
O Coordenador de Esportes da Rádio Inconfidência, José Augusto Toscano, ressalta que o vice-campeonato brasileiro do Cruzeiro é um marco na modalidade. “E um passo importante, tomara que definitivo, na consolidação do futebol feminino no clube. Dependendo do desempenho do time na Libertadores, em 2026, pode ter o surgimento de uma nova força na modalidade no continente”.
Para Toscano, o time tem potencial para ser protagonista contínuo no futebol feminino. “Mas, os apoios financeiro e logístico precisam ser mantidos e melhorados. Sobre o desempenho, no Mineiro foi dentro das expectativas, já que a equipe Celeste vem há algumas temporadas se sobressaindo, contudo, no Brasileiro, a expectativa foi superada. O vice-campeonato e ainda por cima, encarando o ‘poderoso’ Corinthians, de igual para igual, foi além do esperado”.
“Acredito que em médio e longo prazo, o Estado pode se tornar uma das referências na modalidade. Para o ano que vem, podemos esperar o surgimento de novas forças e o fortalecimento do Cruzeiro e do América, que têm projetos mais consolidados”, finaliza.