A informação indicando a intenção do deputado federal Aécio Neves (PSDB) em não mais se envolver na disputa ao Governo de Minas, preferindo disputar a Presidência da República, deixa o eleitor mineiro atordoado quanto à sucessão do governador Romeu Zema (Novo), no próximo ano. No início de 2025, também houve um elevado grau de especulação apostando firme na propalada candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao posto. Se a oportunidade não fosse dada ao político, o bastão seria passado ao deputado federal mais votado de Minas e do Brasil, Nikolas Ferreira (PL).
No decorrer do período, a preferência por ambos foi trilhando caminhos obscuros. Atualmente, as lideranças políticas do Estado sequer os elegem à discussão para implementar a candidatura ao Palácio Tiradentes. Comentários de Brasília apontam que Nikolas precisa continuar no Parlamento para ser um puxador de votos, com o objetivo de aumentar a bancada do PL na Câmara Federal. Quanto ao esvaziamento do nome de Cleitinho, não há explicação pertinente até hoje.
Essas questões sem resposta têm proporcionado um vácuo no projeto relativo à sucessão estadual, daqui a menos de um ano. O vice-governador Mateus Simões (PSD) tenta consolidar sua pré-candidatura baseado na popularidade do governador Zema. Mas, na hora de mostrar as realizações do Executivo mineiro, são poucos os projetos para atender à população nas diferentes regiões. A não ser ações pontuais na área da saúde e da segurança.
Quando se trata de estruturação de sua jornada, Simões está centrado muito no apoio de deputados, especialmente junto ao curral eleitoral dos apoiadores do governo na Assembleia Legislativa. Esse foi o mesmo estilo implementado por Antonio Anastasia para ser eleito governador, mas não é possível mensurar se o sucesso de outrora pode se repetir na peleja de 2026.
Por seu turno, uma indefinição evidente no campo da esquerda está paralisando o debate. Ainda esperam um crescimento de popularidade das candidaturas de Gabriel Azevedo (MDB) e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). As duas são avaliadas como “nanicas” até o momento.
Para os matemáticos da política, tudo não passa de uma especulação, e logo após a virada do ano, esse cenário de agora será completamente incrementado. Com quais atores? Ninguém sabe.



