Queda no consumo de álcool

A juventude do século 21, certamente não está querendo se associar aos adolescentes de outrora, quando o consumo de álcool fazia parte da fantasia de um mundo colorido, cortejado por grande parte desse grupo. Para sustentar essa tese, uma pesquisa mostrou que 64% dos entrevistados entre 18 e 24 anos não ingeriram bebidas alcoólicas no ano passado.

O resultado é positivo, levando em consideração que o percentual era de 46% em 2023. As informações são da pesquisa Ipsos-Ipec, encomendada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) para a sétima edição da publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”.

Médicos especializados afiançam uma mudança de valores, visto que durante muito tempo o álcool teve um papel central na socialização, associado à ideia de se aproveitar a vida em festas e encontros frequentes. Só que no momento, os jovens têm cuidado mais da saúde mental e do próprio corpo. Eles priorizam a prática de atividades físicas, atenção à higiene e às horas de sono, além de alimentação equilibrada, preservando o caminho de uma vida mais saudável.

Indubitavelmente, os jovens do passado, “viciados” em barzinhos, agora avaliam como importante aproveitar parte do seu tempo para também frequentar as academias. A conscientização sobre o consumo moderado do produto faz conexão com as avaliações médicas, constando uma mudança na cultura da sociabilização, deixando de lado o foco de encontros apenas para beber.

Esse novo rumo para o cotidiano dessas pessoas certamente terá efeitos positivos no médio e longo prazo, impactando inclusive na saúde pública, diante da possibilidade de menos doenças relacionadas ao álcool. Como já dito, a nova filosofia proporciona um melhor estilo de vida, disseminando a chance de autocontrole e equilíbro emocional.

Ainda sobre esse tema, tem a opinião da psicóloga clínica Karen Lourenço. Ela avalia que uma das explicações para essa queda de consumo está em uma mudança de valores entre gerações. Existe ainda uma preocupação maior com a própria imagem e com o desempenho pessoal, algo influenciado pelas redes sociais. Afinal, existe vida salutar para além desse abominável vício.

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