PT mineiro fragilizado

O protagonismo das redes sociais teve extensão colossal e impactou projetos de poder. Nas duas últimas eleições majoritárias, proporcionais e municipais, o costume tradicional de convencer o eleitor no contato direto na disseminação de propostas, simplesmente foi minimizado, abrindo espaço para pessoas mais jovens se inserirem no contexto político. Em consequência dessa realidade, um paradigma aponta que estamos vivendo uma nova era nos bastidores das campanhas eleitorais.

A era máxima da internet e sua velocidade descomunal chegou para ficar. Assim como empresas e pessoas são aduzidas a galgarem essa nova realidade mundial, os partidos políticos também carecem de captar a mensagem atinente ao novo marco a ser estabelecido. Essa verdadeira tempestade vem alterando princípios e costumes dos meios tradicionais de pedir votos.

Faz sentido elencar alguns pormenores importantes, porém, não levados tão a sério. Nesse contexto, cabe registrar a realidade enfrentada por grandes partidos tradicionais. O Partido dos Trabalhadores nasceu para ser contraponto ao então regime militar vigente no país, sagrando-se como uma onda de prioridade na arregimentação de trabalhadores, sindicalistas, jovens e intelectuais. Ao longo de décadas, com a plena democracia e o exorbitante número de novas siglas, o então poderoso começou a definhar.

Hoje, vive em constante conflito e discussões internas, com grupos e alas que nutrem diferentes pensamentos ideológicos, escalando o grau de dificuldade de continuar na cena, quando aglutinavam a plena adesão dos eleitores no passado. No momento, onde tudo é mais dinâmico, ágil e veloz, encontram obstáculos de capitanear um nome competitivo para disputar o Governo de Minas, mesmo tendo como carro-chefe o puxador de votos, o enaltecido e relacionado presidente Lula.

Contudo, em Minas, as dificuldades do partido não são de agora. Por exemplo, há muito tempo deixou de comandar a Prefeitura de Belo Horizonte, capital com seus dois milhões de eleitores. Está à espera de composição política/partidária para evitar o vexame de implementar uma caminhada individual e desenhar, por antecipação, uma possível derrota no pleito ao Governo de Minas, em 2026.

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