Em Minas Gerais, mesmo na reta final da campanha eleitoral deste ano, as pessoas estão passando distante das discussões envolvendo os candidatos, especialmente no tangente às opções ao Parlamento mineiro e à Câmara Federal. Inclusive, especialistas apostam que as renovações de cadeiras para essas duas Casas serão ínfimas.
Isso se deve ao fato de que todos os atuais deputados foram beneficiados ao longo dos últimos quatro anos, com suas polpudas verbas parlamentares, levando investimentos diretos para os municípios e, naturalmente, conectando politicamente com as respectivas lideranças locais.
Governo de Minas
Perante a mídia política, o cenário é de estagnação do candidato à reeleição Mateus Simões (PSD). Segundo as pesquisas eleitorais recentes, o chefe do Executivo continua efetivamente no final da fila na preferência dos eleitores. E o seu prazo de crescimento nessas sondagens está sendo consumido pela agenda. Vale dizer que Simões precisa reverter a sua apática situação em apenas duas semanas.
Nos bastidores, a avaliação é que a candidatura de Patrus Ananias (PT) já deveria ter emitido sinais de robustez. Para os especialistas, pode ser que o petista tenha entrado no páreo quando a disputa ao Palácio Tiradentes já estava bem avançada. Ele teria chegado tarde demais e agora precisa conviver com Alexandre Kalil (PDT), disputando a segunda colocação em quase todas as pesquisas realizadas até o momento.
A polarização nacional não é uma realidade em Minas. E isso tem provocado frustração no candidato bolsonarista, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL). Com seu discurso ideológico e um programa de TV voltado para um público formador de opinião, o desempenho nesses primeiros dias de exibição tem sido pífio.
Relativamente ao candidato Gabriel Azevedo (MDB), o tom de suas falas é sempre o mesmo, sobre as mudanças na infraestrutura do Estado, mas sem explicar detalhes. Sendo assim, não está recebendo os aplausos populares.
Para além destas constatações, o representante do Partido Republicanos, Cleitinho Azevedo, se a eleição fosse nesta semana, estaria com a faixa de governador estampada no peito.