Assembleia Legislativa debate expansão e orçamento do IFMG em Minas

Representantes receberam diplomas de votos de congratulações / Foto: Guilherme Bergamini-ALMG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sediou um debate promovido pelas comissões de Educação, Ciência e Tecnologia e de Direitos Humanos sobre a relevância socioeconômica do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). O encontro reuniu parlamentares, o reitor e diretores de campi para discutir a atuação da rede federal, a expansão do ensino técnico e os modelos de custeio orçamentário.

A deputada Beatriz Cerqueira (PT) destacou a importância da consolidação dos institutos como política de Estado permanente. “Os institutos federais constituem um avanço civilizatório, porque quando a gente investe em educação, sem sombra de dúvidas, é um grande avanço civilizatório. E o que a gente precisa sempre batalhar é para que tudo isso seja uma política de Estado”.

O IFMG possui 18 unidades e presença em quatro regiões do Estado. Outras 4 unidades estão sendo construídas. O reitor Rafael Bastos Teixeira apresentou a abrangência do instituto. “Nós temos praticamente 2 mil servidores efetivos, além de mais de 70 mil alunos, desde a modalidade EAD até a presencial”.

Impacto territorial

A descentralização das unidades do IFMG foi apontada pelos diretores como fator decisivo para o desenvolvimento local. Em Ribeirão das Neves, a atuação da instituição contribui para alterar percepções históricas da região metropolitana, segundo o diretor-geral do campus Ribeirão das Neves, David Silva Franco. “Ter uma unidade no município é parte de um movimento para ressignificar o que é ser cidadão da cidade. Temos contribuído para mudar esse símbolo a partir da educação pública de qualidade, integrando-se ao arranjo produtivo local”.

Em Ouro Preto, o foco na inclusão socioeconômica e no acesso ao ensino superior foi enfatizado pelo diretor Reginato Fernandes dos Santos. “Hoje, conseguimos fazer uma transformação às vezes de alguém sem nenhuma perspectiva e que ele pode chegar seja na universidade ou no mundo do trabalho”.

Financiamento

A sustentabilidade financeira esteve no centro dos debates. Gestores abordaram os desafios de custeio de infraestrutura e assistência estudantil, enquanto parlamentares discutiram propostas para o setor.

A deputada Bella Gonçalves (PT) citou a proposta de conversão de dívidas em investimento educacional. “O ‘Juros pela Educação’ é uma proposta de converter parte do pagamento da dívida pública do Estado de Minas Gerais com a União em investimento em ciência e tecnologia”.

“Podemos reforçar modelos de privatização, como tem acontecido aqui em Minas Gerais, com privatização e vendas de escolas, e um desenvolvimento técnico, científico e tecnológico baseado em parcerias privadas ou reforçar campus de uma universidade pública. A nossa defesa é que a gente possa fortalecer o ensino público e não apenas a ampliação dos campos, como também o fortalecimento da assistência estudantil”, acrescentou.

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