
O mundo político mineiro permanece atônito com a decisão do deputado federal Aécio Neves (PSDB), em rever a sua pretensão de se manter fora da disputa eleitoral. Ele passou a assumir a busca por votos visando uma das duas cadeiras ao Senado na peleja deste ano.
Fontes sinalizam que o parlamentar, antes de anunciar sua posição, ouviu aconselhamentos de políticos experientes, entre eles Michel Temer. Ao ficar de fora do meandro do Congresso, Aécio se encaminharia rapidamente para o esquecimento, como aconteceu com o próprio ex-presidente.
Outra análise feita por jornalistas e pensadores políticos aponta que a disputa pela Casa Alta do Congresso Nacional, em Minas, está em completa indefinição, diante do fato de apenas a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), alcançar uma pontuação mais elevada, enquanto os demais postulantes não passam de 10% na preferência dos eleitores.
Segundo avaliação desse grupo, os amigos de Aécio Neves entenderam que a briga entre Mateus Simões (PSD) e Marcelo Aro (PP) também enfraqueceu o projeto político do ex-secretário, em sua pretensão de se tornar senador. Em resumo, houve um vácuo e os tucanos resolveram partir para o ataque.
Eleição ao governo
Relativamente à sucessão ao Governo do Estado, existe uma expectativa de crescimento na popularidade do candidato à reeleição Mateus Simões (PSD). Isso poderá impactar no resultado final quanto a saber quem efetivamente teria condições de caminhar com os senadores e Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o segundo turno.
Na verdade, passados os primeiros dias do horário obrigatório no rádio e na TV, só aumentou a indefinição do eleitor mineiro quanto a preferência por candidatos ao Palácio Tiradentes. O próprio senador Cleitinho sempre oscila nas pesquisas com um viés para baixo. Um exemplo do que está acontecendo é a completa apatia do eleitor do Triângulo Mineiro com a política majoritária do Estado. E vale lembrar que Uberlândia é o segundo maior colégio eleitoral.
Nos meandros da comunicação e nos bastidores da Assembleia Legislativa, cogita-se que a partir da segunda semana de setembro os programas eleitorais dos candidatos serão turbinados com conteúdos mais animados, especialmente com as denúncias e outras pérolas que devem ser levadas às telas e às ondas das rádios.