Por meses a fio, a indecisão foi uma realidade no âmbito do grupo político em torno dos interesses eleitorais envolvendo o Palácio do Planalto, com expectativa de encontrar um nome ideal para disputar o Governo de Minas, cuja sugestão sempre recaiu sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, como se estivesse desinteressado em aceitar o desafio, o parlamentar fez o assunto esticar por pelo menos quatro meses.
Esse cenário de vai e volta agora migrou para o Partido Liberal, o mesmo da família Bolsonaro. Na disputa mineira por cargos majoritários, especialmente ao Governo de Minas, o assunto entre os liberais se transformou em uma verdadeira Torre de Babel. São várias pessoas de “tribos” coirmãs falando ao mesmo tempo, mas sem um norte concreto para seguir.
Nas entrevistas concedidas, alguns parlamentares externam que tudo vai ficar resolvido no final deste mês, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vier a Belo Horizonte. Ela, segundo informações, possui carta branca para orientar seus companheiros mineiros.
A dificuldade do grupo é saber como entabular um entendimento para buscar uma candidatura competitiva ao Palácio Tiradentes. Teria que ser alguém alinhado com o nome do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Surgem vários nomes, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL) e agora o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.
Antes dessa definição em relação ao governo, existem fissuras internas. Para o Senado, são citados nomes já em efervescência nos bastidores, como o presidente do PL em Minas, deputado Domingos Sávio, e o parlamentar Cristiano Caporezzo. Se a candidatura de Sávio for levada a efeito, haverá uma nova fresta a ser cuidada, qual seja a escolha de um nome para sucedê-lo na presidência do partido.
Já o vice-governador Mateus Simões (PSD) está com sua candidatura em plena evidência, especialmente circulando pelo interior do Estado, cujos atos são turbinados pela presença do governador Romeu Zema (Novo). Como não poderia deixar de ser, Simões faz acenos constantes ao grupo bolsonarista para somar ao seu projeto.
Essa pretensão do vice-governador esbarra no projeto político do governador Zema, atualmente pré-candidato à Presidência da República, embora as primeiras pesquisas apontem que o chefe do Executivo mineiro não tem a preferência dos eleitores.
O quadro confuso deve mudar após o Carnaval, com possibilidade de entendimento e alinhamento desses grupos interessados em conquistar o Palácio Tiradentes. No momento, a realidade é que a sucessão mineira está indefinida, sem um nome com popularidade suficiente para vislumbrar uma vitória em outubro.




